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DOMINGO, DIA 01 DE MAIO DE 2022

III SEMANA DA PÁSCOA
(branco)

Primeira leitura
At 5,27b-32.40b-41 
– Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, os guardas levaram os apóstolos e os apresentaram ao Sinédrio. 27bO sumo sacerdote começou a interrogá-los, dizendo: 28“Nós tínhamos proibido expressamente que vós ensinásseis em nome de Jesus. Apesar disso, enchestes a cidade de Jerusalém com a vossa doutrina. E ainda nos quereis tornar responsáveis pela morte desse homem! 29Então Pedro e os outros apóstolos responderam: “É preciso obedecer a Deus, antes que aos homens. 30O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pregando-o numa cruz. 31Deus, por seu poder, o exaltou, tornando-o Guia Supremo e Salvador, para dar ao povo de Israel a conversão e o perdão dos seus pecados. 32E disso somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que lhe obedecem”. 40bEntão mandaram açoitar os apóstolos e proibiram que eles falassem em nome de Jesus, e depois os soltaram. 41Os apóstolos saíram do Conselho, muito contentes, por terem sido considerados dignos de injúrias, por causa do nome de Jesus.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 30,2.4-6.11.12a.13b (R: 2a)
– Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes.
R: Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes.

– Eu vos exalto, ó Senhor, pois me livrastes, e não deixastes rir de mim meus inimigos! Vós tirastes minha alma dos abismos e me salvastes, quando estava já morrendo!
R: Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes.

– Cantai salmos ao Senhor, povo fiel, dai-lhe graças e invocai seu santo nome! Pois sua ira dura apenas um momento, mas sua bondade permanece a vida inteira; se à tarde vem o pranto visitar-nos, de manhã vem saudar-nos a alegria.
R: Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes.

– Escutai-me, Senhor Deus, tende piedade! Sede, Senhor, o meu abrigo protetor! Transformastes o meu pranto em uma festa, Senhor meu Deus, eternamente hei de louvar-vos!
R: Eu vos exalto, ó Senhor, porque vós me livrastes.

Segunda leitura
Ap 5,11-14 
– Leitura do livro do Apocalipse de são João: Eu, João, vi 11e ouvi a voz de numerosos anjos, que estavam em volta do trono, e dos Seres vivos e dos Anciãos. Eram milhares de milhares, milhões de milhões, 12e proclamavam em alta voz: “O Cordeiro imolado é digno de receber o poder, a riqueza, a sabedoria e a força, a honra, a glória, e o louvor”. 13Ouvi também todas as criaturas que estão no céu, na terra, debaixo da terra e no mar, e tudo o que neles existe, e diziam: “Ao que está sentado no trono e ao Cordeiro, o louvor e a honra, a glória e o poder para sempre”. 14Os quatro Seres vivos respondiam: “Amém”, e os Anciãos se prostraram em adoração daquele que vive para sempre.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Jesus Cristo ressurgiu por quem tudo foi criado; ele teve compaixão do gênero humano.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 21,1-19
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João
– Glória a vós, Senhor!  
– Naquele tempo, 1Jesus apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi assim: 2Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos de Jesus. 3Simão Pedro disse a eles: “Eu vou pescar”. Eles disseram: “Também vamos contigo”.  Saíram e entraram na barca, mas não pescaram nada naquela noite. 4Já tinha amanhecido, e Jesus estava de pé na margem. Mas os discípulos não sabiam que era Jesus. 5Então Jesus disse: “Moços, tendes alguma coisa para comer?” Responderam: “Não”. 6Jesus disse-lhes: “Lançai a rede à direita da barca, e achareis”. Lançaram, pois, a rede e não conseguiam puxá-la para fora, por causa da quantidade de peixes. 7Então, o discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: “É o Senhor!” Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu sua roupa, pois estava nu, e atirou-se ao mar. 8Os outros discípulos vieram com a barca, arrastando a rede com os peixes. Na verdade, não estavam longe da terra, mas somente a cerca de cem metros. 9Logo que pisaram a terra, viram brasas acesas, com peixe em cima, e pão. 10Jesus disse-lhes: “Trazei alguns dos peixes que apanhastes”. 11Então Simão Pedro subiu ao barco e arrastou a rede para a terra. Estava cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu. 12Jesus disse-lhes: “Vinde comer”. Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor. 13Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe. 14Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos. 15Depois de comerem, Jesus perguntou a Simão Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?”  Pedro respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus disse: “Apascenta os meus cordeiros”.16E disse de novo a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro disse: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus lhe disse: “Apascenta as minhas ovelhas”. 17Pela terceira vez, perguntou a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Respondeu: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas. 18Em verdade, em verdade te digo: quando eras jovem, tu cingias e ias para onde querias. Quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir”. 19Jesus disse isso, significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E acrescentou: “Segue-me”.
– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor!

SANTO DO DIA
São José, o operário de Nazaré, que ensina santificar o trabalho

Em 1955, o Papa Pio XII instituiu a festa de “São José Operário” para dar um protetor aos trabalhadores e um sentido cristão à “festa do trabalho”. Uma vez que todas as nações celebram tal festa em 1º de maio, na presença de mais de 200 mil pessoas na Praça de São Pedro, as quais gritavam alegremente: “Viva Cristo trabalhador, vivam os trabalhadores, viva o Papa!”, o Papa deu aos trabalhadores um protetor e modelo: São José, o operário de Nazaré.
Cristocêntrico
A figura de São José, o humilde e grande artesão de Nazaré, orienta para Cristo, Salvador do homem, Filho de Deus, que participou em tudo da condição humana. 
A dignidade do trabalho
A Igreja, nesta festa do trabalho, deu um lindo parecer sobre todo esforço humano que gera, dá a luz e faz crescer as obras produzidas pelo homem: “Queremos reafirmar, em forma solene, a dignidade do trabalho, a fim de que inspire na vida social as leis da equitativa repartição de direitos e deveres.”
Homem justo
São José, que na Bíblia é reconhecido como um homem justo, é quem revela com sua vida que o Deus que trabalha sem cessar na santificação de Suas obras é o mais desejoso de trabalhos santificados: “Seja qual for o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como para o Senhor, e não para os homens, cientes de que recebereis do Senhor a herança como recompensa… O Senhor é Cristo” (Col 3,23-24).
Sentido do trabalho
É firmado, antes de tudo, que o trabalho dá ao homem o maravilhoso poder de participar na obra criadora de Deus e de aprimorá-la; que ele possui um autêntico valor humano. O homem moderno tomou consciência desse valor, ao reivindicar o respeito aos seus direitos e à sua personalidade.
A Igreja “batiza” a festa do trabalho para proclamar o real valor do trabalho, aprovar e bendizer a ação das classes trabalhadoras na luta que, em alguns países, prosseguem para obter maior justiça e liberdade. Fá-lo também para pedir a todos os fiéis que reflitam sobre os ensinamentos do Magistério eclesiástico nestes últimos anos: Mater et Magistra de João XXIII e Populorum Progressio de Paulo VI, por exemplo.
Centro na Eucaristia
Nesta “festa do trabalho”, sob o patrocínio de São José Operário, reunimo-nos em assembleia eucarística, sinal de salvação, não para pôr a Eucaristia a serviço de um valor natural, mesmo nobilíssimo, mas porque Deus, que trabalhou na criação, na qual colaboram os que se tornaram filhos de Deus, se efetiva principalmente pela Eucaristia. A Eucaristia encontra seu lugar numa festa do trabalho, porque esta revela ao mundo técnico o valor sobrenatural de suas buscas e iniciativas.
Nossa participação na Eucaristia, enquanto nos permite colaborar mais e melhor no trabalho iniciado por Deus para criar o mundo novo, santifica a contribuição que damos ao trabalho humano, ensinando-nos que isso é colaboração com a ação criadora de Deus e que o verdadeiro objetivo de todo trabalho é a construção do novo Reino.
A minha oração
“Ó Deus, criador do universo, que destes aos homens a lei do trabalho, concedei-nos, pelo exemplo e a proteção de São José, cumprir as nossas tarefas e alcançar os prêmios prometidos. Amém”
São José Operário , rogai por nós!

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SEXTA-FEIRA, DIA 29 DE ABRIL DE 2022

SANTA CATARINA DE SENA Virgem e Doutora (Branco)

Primeira leitura
(Atos 5,34-42)
Leitura dos Atos dos Apóstolos.
34 Levantou-se, porém, um membro do Grande Conselho. Era Gamaliel, um fariseu, doutor da lei, respeitado por todo o povo.
35 Mandou que se retirassem aqueles homens por um momento, e então lhes disse: Homens de Israel, considerai bem o que ides fazer com estes homens.
36 Faz algum tempo apareceu um certo Teudas, que se considerava um grande homem. A ele se associaram cerca de quatrocentos homens: foi morto e todos os seus partidários foram dispersados e reduzidos a nada.
37 Depois deste, levantou-se Judas, o galileu, nos dias do recenseamento, e arrastou o povo consigo, mas também ele pereceu e todos quantos o seguiam foram dispersados.
38 Agora, pois, eu vos aconselho: não vos metais com estes homens. Deixai-os! Se o seu projeto ou a sua obra provém de homens, por si mesma se destruirá;
39 mas se provier de Deus, não podereis desfazê-la. Vós vos arriscaríeis a entrar em luta contra o próprio Deus. Aceitaram o seu conselho.
40 Chamaram os apóstolos e mandaram açoitá-los. Ordenaram-lhes então que não pregassem mais em nome de Jesus, e os soltaram.
41 Eles saíram da sala do Grande Conselho, cheios de alegria, por terem sido achados dignos de sofrer afrontas pelo nome de Jesus.
42 E todos os dias não cessavam de ensinar e de pregar o Evangelho de Jesus Cristo no templo e pelas casas.
Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial 26/27
Ao Senhor eu peço apenas uma coisa:
habitar no santuário do Senhor.

O Senhor é minha luz e salvação;
de quem eu terei medo?
O Senhor é a proteção da minha vida;
perante quem eu tremerei?

Ao Senhor eu peço apenas uma coisa
e é só isto que eu desejo:
habitar no santuário do Senhor
por toda a minha vida;
saborear a suavidade do Senhor
e contemplá-lo no seu templo.

Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver
na terra dos viventes.
Espera no Senhor e tem coragem,
espera no Senhor!

Evangelho (João 6,1-15)
Aleluia, aleluia, aleluia.

O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da toda de Deus (Mt 4,4)
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
– Glória a Vós, Senhor!
1 Depois disso, atravessou Jesus o lago da Galiléia (que é o de Tiberíades.)
2 Seguia-o uma grande multidão, porque via os milagres que fazia em beneficio dos enfermos.
3 Jesus subiu a um monte e ali se sentou com seus discípulos.
4 Aproximava-se a Páscoa, festa dos judeus.
5 Jesus levantou os olhos sobre aquela grande multidão que vinha ter com ele e disse a Filipe: Onde compraremos pão para que todos estes tenham o que comer?
6 Falava assim para o experimentar, pois bem sabia o que havia de fazer.
7 Filipe respondeu-lhe: Duzentos denários de pão não lhes bastam, para que cada um receba um pedaço.
8 Um dos seus discípulos, chamado André, irmão de Simão Pedro, disse-lhe:
9 Está aqui um menino que tem cinco pães de cevada e dois peixes… mas que é isto para tanta gente?
10 Disse Jesus: Fazei-os assentar. Ora, havia naquele lugar muita relva. Sentaram-se aqueles homens em número de uns cinco mil.
11 Jesus tomou os pães e rendeu graças. Em seguida, distribuiu-os às pessoas que estavam sentadas, e igualmente dos peixes lhes deu quanto queriam.
12 Estando eles saciados, disse aos discípulos: Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca.
13 Eles os recolheram e, dos pedaços dos cinco pães de cevada que sobraram, encheram doze cestos.
14 À vista desse milagre de Jesus, aquela gente dizia: Este é verdadeiramente o profeta que há de vir ao mundo.
15 Jesus, percebendo que queriam arrebatá-lo e fazê-lo rei, tornou a retirar-se sozinho para o monte.
Palavra da Salvação.
– Glória a Vós, Senhor!

SANTO DO DIA
SANTA (Catarina de Sena), voz de Deus e doutora da Igreja

29-Santa-Catarina-de-Sena-sant…
Religiosa [1347 – 1380]
Padroeira
Santa Catarina de Sena é padroeira da Itália e da Europa.
Origens
Catarina nasceu em Siena, Itália, em 25 de março de 1347. Ela foi a 24ª filha de um tintureiro chamado Giacomo de Benincasa. Desde pequena dedicou sua infância a Deus. Fez parte da Ordem Terceira de São Domingos.
Chamado de Deus
Aos 7 anos, consagrou a Deus sua virgindade, juntamente a presença espiritual da Virgem Maria. Nessa época, ela já relatava visões nos seus momentos de oração.
Por volta dos 15 anos, por meio de um sonho, São Domingos apareceu-lhe, resultando na sua entrada para a Ordem Terceira Dominicana. A partir disso, ela intensificou suas orações, além da prática de jejuns e mortificações corporais constantes.
Atuando nos caminhos da Igreja
Por ser de uma família simples, Catarina aprendeu a ler e escrever já adulta, ainda assim com dificuldades. Não obstante, seus ensinamentos são encontrados na obra “O diálogo”, no qual é tratado a busca de Deus e do conhecimento da Verdade.
Ademais, escreveu mais de 380 cartas destinadas a anônimos, reis e papas, evangelizando por todo o território romano. Naquele momento, havia o cisma católico, e com isso, a Igreja era influenciada pela política francesa. Graças a essas cartas, ela conseguiu que o verdadeiro Papa, Urbano VI, assumisse o governo da Igreja e regressasse a Roma.
Amparo na Peste Negra
Nesse período, a Peste Negra assolou a Europa, fazendo um terço da população desse continente como vítimas. Diante dessa situação, Catarina saiu de sua clausura e se dedicou a cuidar dos doentes, também através de orações. Seu exemplo gerou a conversão de várias pessoas.
Passagem para a vida eterna
Ao final de sua vida, ela teve a graça de receber os estigmas de Cristo, ela uniu-se inteiramente a Ele. Seus últimos dias contaram com diversas provações. Instantes antes de sua morte falou: “Partindo do corpo eu, na verdade, consumi e entreguei a minha vida na Igreja e pela Igreja, que é para mim uma graça extremamente singular”. Catarina morreu em 29 de abril de 1380.
Oração oficial
Ó notável maravilha da Igreja, serva virgem, que por causa de suas extraordinárias virtudes e pelo que conseguistes para a Igreja e a Sociedade fostes aclamada e abençoada por todos.
Volte teu bondoso olhar para mim, que confiante na tua poderosa proteção pede com todo o ardor da afeição e suplica a ti que obtenha pelas tuas preces o favor que ardentemente desejo (dizer aqui a graça desejada).
Com tua imensa caridade recebestes de Deus os mais estupendos milagres e tornou-se a alegria e a esperança de todos nós que oramos a ti e rogamos ao teu coração tu recebestes do Divino Redentor.
Serva e virgem, demonstre de novo o seu poder e da sua caridade e o seu nome será novamente exaltado e abençoado e consiga para nós, a graça suplicada com a eficácia de sua intercessão junto a Jesus e ainda a graça especial de que um dia estejamos juntos no Paraíso em eterna alegria e felicidade. Amém.
A minha oração
“Santa Catarina de Sena, vós que fostes instrumento de Deus para a Igreja e o povo, sendo admirada e um exemplo de vida dedicada a Deus, dai-nos a graça de nos mantermos perseverantes na fé transmitida pela Igreja e a buscar uma maior intimidade diária com nosso Amado; a fim de que um dia possamos contemplar a face Divina. Amém.”
Santa Catarina de Sena, rogai por nós!

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QUINTA-FEIRA, DIA 28 DE ABRIL DE 2022

II SEMANA DA PÁSCOA
(branco)

Primeira leitura
At 5, 27-33
– Leitura dos Atos dos Apóstolos – Naqueles dias, 27os guardas levaram os apóstolos e os apresentaram ao Sinédrio. O sumo sacerdote começou a interrogá-los, 28dizendo: “Nós tínhamos proibido expressamente que vós ensinásseis em nome de Jesus. Apesar disso, enchestes a cidade de Jerusalém com a vossa doutrina. E ainda nos quereis tornar responsáveis pela morte desse homem!” 29Então Pedro e os outros apóstolos responderam: “É preciso obedecer a Deus, antes que aos homens. 30O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pregando-o numa cruz. 31Deus, por seu poder, o exaltou, tornando-o Guia Supremo e Salvador, para dar ao povo de Israel a conversão e o perdão dos seus pecados. 32E disso somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que a Ele obedecem”. 33Quando ouviram isto, ficaram furiosos e queriam matá-los.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 34, 2.9.17 – 20 (R: 7a)
– Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.
R: Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido.
– Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!
R: Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido.
– Mas ele volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança. Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias os liberta.
R: Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido.
– Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido. Muitos males se abatem sobre os justos, mas o Senhor de todos eles os liberta.
R: Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido.
Aclamação ao santo Evangelho.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Acreditastes, Tomé, porque me vistes. Felizes os que crêem sem ter visto
(Jo 20,29).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 3, 31-36

– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João.
– Glória a vós, Senhor!
– 31“Aquele que vem do alto está acima de todos. O que é da terra, pertence à terra e fala das coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. 32Dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. 33Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. 34De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus lhe dá o espírito sem medida. 35O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão. 36Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna. Aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele”.
– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor!

SANTO DO DIA
São Pedro Chanel

São Pedro Chanel
Futuna é pequena “expressão geográfica”, minúscula ilha, indicada nos atlas com um pontinho entre o Equador e o Trópico de Capricórnio no imenso oceano Pacífico, fragmento das ilhas Figi. Hoje, possessão francesa, meta de turistas amantes do exótico, a população inteiramente católica tem vida pacífica. Mas há cento e quarenta anos, precisamente a 12 de novembro de 1827, quando aí desembarcou providencialmente o missionário marista Pedro Chanel, em companhia de um confrade leigo, a pequena ilha, dividida em duas por uma montanha central e por duas tribos perenemente em guerra, não era decerto refúgio turístico.
Só a coragem e a caridade de homem de Deus podiam escolher aquela meta com todos os riscos que comportava. Aqui de fato Pedro Chanel teria concluído a sua aventura de evangelizador, morto a pancadas de bastão a 28 de abril de 1841, pelo genro do cacique, Musumusu, irado porque entre os convertidos ao cristianismo estavam já alguns membros de sua família.
Pedro Chanel nasceu na França, em Cuet, a 12 de julho de 1803. Aos doze anos, seguindo os conselhos de zeloso pároco, Trompier, iniciou os estudos no seminário. Foi-lhe concedido entrar, em 1824, no seminário maior de Bourg, onde recebeu, três anos depois, a ordenação sacerdotal. Gostaria de ter partido logo para as terras de missão, mas o seu bispo estava com muita carência de padres. Foi vigário de Amberieu e de Gex, unindo-se a um grupo de sacerdotes diocesanos, os maristas, que traduziam no próprio âmbito paroquial o ideal missionário, sob a guia de P. Colin.
A Sociedade de Maria, aprovada pelo papa em 1836, teve entre os primeiros membros Pedro Chanel, que no mesmo ano embarcou de Le Havre, perto de Vai paraíso, com destino à Oceania. Quando o navio tocou Futuna, Pedro Chanel foi convidado a descer em terra e ficar, em companhia do irmão leigo, Nicézio, de 20 anos.
Foi uma lenta e paciente penetração no pequeno mundo daquela gente tão diferente em costume e mentalidade. O anúncio do Evangelho começou, porém, a repercutir na geração jovem. Mas este sucesso fez com que se aguçassem as hostilidades dos mais velhos. O tributo de sangue de são Pedro Chanel foi o preço para abrir, enfim, as portas de toda a ilha à evangelização. O novo mártir cristão, beatificado a 17 de novembro de 1889, foi inscrito no álbum dos santos a 16 de junho de 1954 e declarado padroeiro da Oceania.
São Pedro Chanel, rogai por nós!

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QUARTA-FEIRA, DIA 27 DE ABRIL DE 2022

II SEMANA DA PÁSCOA
(branco)

Primeira leitura
At 5,17-26 
– Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, 17levantaram-se o sumo sacerdote e todos os do seu partido — isto é, o partido dos saduceus — cheios de raiva 18e mandaram prender os apóstolos e lançá-los na cadeia pública.

19Porém, durante a noite, o anjo do Senhor abriu as portas da prisão e os fez sair, dizendo: 20“Ide falar ao povo, no Templo, sobre tudo o que se refere a este modo de viver”. 21Eles obedeceram e, ao amanhecer, entraram no Templo e começaram a ensinar. O sumo sacerdote chegou com os seus partidários e convocou o Sinédrio e o Conselho formado pelas pessoas importantes do povo de Israel. Então mandaram buscar os apóstolos na prisão. 22Mas, ao chegarem à prisão, os servos não os encontraram e voltaram dizendo: 23“Encontramos a prisão fechada, com toda segurança, e os guardas estavam a postos na frente da porta. Mas, quando abrimos a porta, não encontramos ninguém lá dentro”.

24Ao ouvirem essa notícia, o chefe da guarda do Templo e os sumos sacerdotes não sabiam o que pensar e perguntavam-se o que poderia ter acontecido. 25Chegou alguém que lhes disse: “Os homens que vós pusestes na prisão estão no Templo ensinando o povo!” 26Então o chefe da guarda do Templo saiu com os guardas e trouxe os apóstolos, mas sem violência, porque eles tinham medo que o povo os atacasse com pedras.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 34,2 – 9 (R: 7a)
– Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.
R: Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

– Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!
R: Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

– Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou.
R: Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

– Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.
R: Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.

– O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!
R: Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Deus o mundo tanto amou, que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer encontre a vida eterna (Jo 3,16).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 3,16-21
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João
– Glória a vós, Senhor!  
– 16Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18Quem nele crê não é condenado, mas quem não crê já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito. 19Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.
– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor!

SANTO DO DIA
Santa Zita

Lucca, onde Zita exerceu durante quase trinta anos o humilde ofício de doméstica, elegeu-a sua padroeira. Desde os tempos de Dante, que a cita em sua Comédia, trinta anos após a sua morte, o seu nome e o da cidade toscana são uma só coisa: falando de magistrado de Lucca, Dante, ou melhor, um diabo preto, limita-se a identificá-lo como um “ancião de santa Zita”. Zita nasceu em 1218 em Monsagrati, povoado nas proximidades de Lucca. Vinha de família humilde de camponeses, cujas meninas, para adquirirem dote e, o mais das vezes, para não ser um peso para a família, eram colocadas a serviço em uma família da cidade.
Antes das atuais conquistas sociais, a profissão de doméstica equivalia a “servidão”. Zita, com apenas doze anos de idade, foi posta a serviço da família luquense dos Fatinelli e aceitou com serenidade a sua condição social. Por amor a ele tolerava qualquer indelicadeza, seja da parte dos patrões, que no começo trataram-na com injustificada severidade, seja da parte de suas colegas de trabalho, enciumadas por seu zelo e por seu desinteresse total.
Era generosa nas esmolas aos pobres que batiam à porta da rica morada dos Fatinelli, mas dava da sua parte, pois vivia com muita parcimônia e as economias que punha à parte eram como tantos riachos que irrigavam as áridas plagas do abandono e da injustiça. Conta-se que uma companheira de trabalho, invejosa da estima que Zita tinha sabido conquistar (após as primeiras humilhantes provações, foi-lhe confiada a direção da casa), acusara ao patrão de dar muitas coisas aos pobres. De fato um dia Zita foi surpreendida enquanto saía de casa com o avental cheio para visitar uma família necessitada. À pergunta do patrão respondeu que levava flores e folhagens. E deixando livres as pontas do avental, uma chuva de flores caiu aos seus pés.
Sua vida foi toda um símbolo florido de virtudes cristãs provando que em qualquer condição social existe lugar para a atuação dos conselhos evangélicos. Suas virtudes impunham a admiração de todos os que dela se aproximavam e, após a morte, 27 de abril de 1278, imprimiram uma força irresistível à devoção popular. O seu túmulo na basílica de são Frediano, que ainda guarda o seu corpo, conservado incorrupto até a última exumação efetuada em 1652, sempre foi meta de peregrinações. O seu culto foi solenemente aprovado a 5 de setembro de 1696, por Inocêncio XII. Pio XII proclamou-a patrona das domésticas.
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Santa Zita, rogai por nós!

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TERÇA-FEIRA, DIA 26 DE ABRIL DE 2022

II SEMANA DA PÁSCOA
(branco)

Primeira leitura
At 4,32-37 
– Leitura dos Atos dos Apóstolos: 32A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum. 33Com grandes sinais de poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis eram estimados por todos. 34Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas, vendiam-nas, levavam o dinheiro, 35e o colocavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada um. 36José, chamado pelos apóstolos de Barnabé, que significa filho da consolação, levita e natural de Chipre, 37possuía um campo. Vendeu e foi depositar o dinheiro aos pés dos apóstolos.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 93,1ab.1c-2.5 (R: 1a)
– Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.
R: Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

– Deus é Rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e de esplendor!
R: Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

– Vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis!
R: Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

– Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor!
R: Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.
Aclamação ao santo Evangelho 
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– O Filho do homem há de ser levantado, para que quem nele crer possua a vida eterna (Jo 3,14).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 3,7b-15
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João
– Glória a vós, Senhor!  
– Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 7b“Vós deveis nascer do alto. 😯 vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”. 9Nicodemos perguntou: “Como é que isso pode acontecer?” 10Respondeu-lhe Jesus: “Tu és mestre em Israel, mas não sabes estas coisas? 11Em verdade, em verdade, te digo, nós falamos daquilo que sabemos e damos testemunho daquilo que temos visto, mas vós não aceitais o nosso testemunho. 12Se não acreditais, quando vos falo das coisas da terra, como acreditareis se vos falar das coisas do céu? 13E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”.
– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor!

SANTO DO DIA
Nossa Senhora do Bom Conselho

Como Mãe do Bom Conselho, Maria guardava tudo cuidadosamente em Seu coração.
Nossa Senhora do Bom Conselho com as graças do Santo Espírito de Deus, soube aconselhar e agir de acordo com os propósitos de Deus.
Nossa Senhora do Bom Conselho é o elogio que define perfeitamente Maria: “Abria Sua boca com sabedoria e a lei da clemência estava em Sua língua” (Prov. 31, 26).
O dom do conselho é uma graça de Deus, que devemos orar e agradecer.
Nossa Senhora do Bom Conselho, rogai por nós!

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SEGUNDA-FEIRA, DIA 25 DE ABRIL DE 2022

SÃO MARCOS, EVANGELISTA
(vermelho)

Primeira leitura
1Pd 5, 5b-14

– Leitura da primeira carta de são Pedro – Caríssimos, 5brevesti-vos todos de humildade no relacionamento mútuo, porque Deus resiste aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes. 6Rebaixai-vos, pois, humildemente, sob a poderosa mão de Deus, para que, na hora oportuna, ele vos exalte. 7Lançai sobre ele toda a vossa preocupação, pois ele é quem cuida de vós. 8Sede sóbrios e vigilantes. O vosso adversário, o diabo, rodeia como um leão a rugir, procurando a quem devorar. 9Resisti-lhe, firmes na fé, certos de que iguais sofrimentos atingem também os vossos irmãos pelo mundo afora. 10Depois de terdes sofrido um pouco, o Deus de toda a graça, que vos chamou para a sua glória eterna, em Cristo, vos restabelecerá e vos tornará firmes, fortes e seguros. 11A ele pertence o poder, pelos séculos dos séculos. Amém. 12Por meio de Silvano, que considero um irmão fiel junto de vós, envio-vos esta breve carta, para vos exortar e para atestar que esta é a verdadeira graça de Deus, na qual estais firmes. 13A igreja que está em Babilônia, eleita como vós, vos saúda, como também, Marcos, o meu filho. 14Sau­dai-vos uns aos outros com o abraço do amor fraterno. A paz esteja com todos vós que estais em Cristo.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 89, 2-3.6-7.16-17 (R: 2a)
– Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.
R: Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.

– Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor, de geração em geração eu cantarei vossa verdade! Porque dissestes: “O amor é garantido para sempre!” E a vossa lealdade é tão firme como os céus.
R: Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.

– Anuncia o firmamento vossas grandes maravilhas, e o vosso amor fiel, a assembleia dos eleitos, pois, quem pode lá nas nuvens ao Senhor se comparar e quem pode, entre seus anjos, ser a ele semelhante?
R: Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.

– Quão feliz é aquele povo que conhece a alegria; seguirá pelo caminho, sempre à luz de vossa face! Exultará de alegria em vosso nome dia a dia, e com grande entusiasmo exaltará vossa justiça.
R: Ó Senhor, eu cantarei eternamente o vosso amor.
Aclamação ao santo Evangelho.
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– É Cristo que anunciamos, Jesus Cristo, o crucificado, poder e sabedoria de Deus (1Cor 1,23).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc16, 15-20

– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.
– Glória a vós, Senhor!
– Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, 15e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! 16Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”. 19Depois de falar com os discípulos, o Senhor Jesus foi levado ao céu, e sentou-se à direita de Deus. 20Os discípulos então saíram e pregaram por toda parte. O Senhor os ajudava e confirmava sua palavra por meio dos sinais que a acompanhavam.
– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor!

SANTO DO DIA
São Marcos: detalhes e curiosidades sobre a vida do primeiro evangelista

Evangelista [morte aproximadamente em 67 dC]
Origem e realidade familiar
Marcos era de família judaica, também conhecido no livro dos Atos do Apóstolos com o nome de João Marcos (cf. At 12, 12). Era filho de Maria, que, segundo a tradição, seria uma viúva de boas condições financeiras naquela época. Sua mãe, possivelmente, foi quem colaborou com os primeiros cristãos, abrigando-os em sua casa no início do cristianismo. 
Interessante
Alguns biblistas cogitam a possibilidade de ter sido a casa da família de Marcos usada por Jesus e pelos Apóstolos durante a última ceia.
Vida
Mesmo Marcos não sendo um dos doze Apóstolos, é provável que ele tenha conhecido Jesus. Muitos estudiosos da área bíblica acreditam que Marcos foi o rapaz que largou o lençol, única roupa em que estava coberto, fugindo nu no momento em que Jesus era preso no Getsêmani (Mc 14, 51-52).
Primeiras famílias cristãs
O que se sabe com precisão é que São Marcos era primo de Barnabé, figura importante na difusão do cristianismo.  Marcos foi grande companheiro de Paulo em sua primeira viagem missionária, além de permanecer ao seu lado hora de sua morte.
Discípulo de Pedro
Marcos foi fiel discípulo de São Pedro, em Roma. Pedro demonstrou tal afeição por Marcos que o chamou carinhosamente de “meu filho” (cf. 1Pd 5, 13). Foi sob a inspiração do Espírito Santo que Marcos escreveu em seu evangelho os ensinamentos do grande Apóstolo Pedro, tornando-se assim o seu intérprete, registrando as pregações do grande Apóstolo. 
Os registros do primeiro evangelho
A principal missão do evangelista Marcos foi descrever e transmitir as principais pregações de Pedro sobre Jesus. São Marcos tornou-se um grande modelo, pois seguiu com fidelidade a ordem de ir pelo mundo inteiro pregando o evangelho a toda criatura. Seu evangelho é o menor entre os quatro evangelistas, porém é considerado o primeiro a ser escrito, servido de base para os evangelistas Mateus e Lucas. Seu conteúdo é um urgente convite para conhecermos com profundidade quem é Jesus.
Sua morte
Após os martírios de São Pedro e São Paulo, Marcos dirigiu-se para Alexandria, sendo reconhecido como evangelizador e primeiro Bispo desta parcela da Igreja. Marcos morreu entre os anos 68 e 72, acredita-se que foi martirizado em Alexandria, no Egito. No ano de 825, suas relíquias foram transportadas para a cidade de Veneza, onde até hoje é venerado como Padroeiro.
A minha oração
“Que ao exemplo de São Marcos, sejamos fiéis, amigos e companheiros uns dos outros no serviço da evangelização, levando com coragem a Palavra de Deus ao mundo inteiro, despertando nos corações o desejo de conhecer quem é Jesus Cristo.”
São Marcos evangelista, rogai por nós!

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DOMINGO, DIA 24 DE ABRIL DE 2022

II SEMANA DA PÁSCOA (DIVINA MISERICORDIA)
(branco)

Antífona da entrada 
– Como crianças recém-nascidas, desejai o puro leite espiritual para crescerdes na salvação, aleluia!  (1Pd 2,2).
Oração do dia 
– Ó Deus de eterna misericórdia, que reacendeis a fé do vosso povo na renovação da festa pascal, aumentai a graça que nos destes. E fazei que compreendamos melhor o batismo que nos lavou, o espírito que nos deu nova vida e o sangue que nos redimiu. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo, Amém!

Primeira leitura
At 5,12-16 
– Leitura do livro dos Atos dos Apóstolos: 12Muitos sinais e maravilhas eram realizados entre o povo pelas mãos dos apóstolos. Todos os fiéis se reuniam, com muita união, no Pórtico de Salomão. 13Nenhum dos outros ousava juntar-se a eles, mas o povo estimava-os muito. 14Crescia sempre mais o número dos que aderiam ao Senhor pela fé; era uma multidão de homens e mulheres. 15Chegavam a transportar para as praças os doentes em camas e macas, a fim de que, quando Pedro passasse, pelo menos a sua sombra tocasse alguns deles. 16A multidão vinha até das cidades vizinhas de Jerusalém, trazendo doentes e pessoas atormentadas por maus espíritos. E todos eram curados.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 118, 2-4.22-27a (R: 1)
– Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!”
R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!”

– A casa de Israel agora o diga: “Eterna é a sua misericórdia! ’ A casa de Aarão agora o diga: “Eterna é a sua misericórdia”! Os que temem o Senhor, agora o digam: “Eterna é a sua misericórdia!”
R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!”

– “A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se agora a pedra angular”. Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: Que maravilhas ele fez a nossos olhos! Este é o dia que o Senhor fez para nós, Alegremo-nos e nele exultemos!
R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!”

– Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação, ó Senhor, dai-nos também prosperidade! “Bendito seja, em nome do Senhor, aquele que em seus átrios vai entrando! Desta casa do Senhor vos bendizemos. Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine!
R: Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!”

Segunda leitura
Ap 1,9-13.17-19 
– Leitura do livro do Apocalipse de são João: 9Eu, João, vosso irmão e companheiro na tribulação, e também no reino e na perseverança em Jesus, fui levado à ilha de Patmos, por causa da Palavra de Deus e do testemunho que eu dava de Jesus. 10No dia do Senhor, fui arrebatado pelo Espírito e ouvi atrás de mim uma voz forte, como de trombeta, 11aa qual dizia: “O que vais ver, escreve-o num livro”. 12Então voltei-me para ver quem estava falando; e ao voltar-me, vi sete candelabros de ouro. 13No meio dos candelabros havia alguém semelhante a um “filho de homem”, vestido com uma túnica comprida e com uma faixa de ouro em volta do peito. 17Ao vê-lo, caí como morto a seus pés, mas ele colocou sobre mim sua mão direita e disse: “Não tenhas medo. Eu sou o Primeiro e o Último, 18aquele que vive. Estive morto, mas agora estou vivo para sempre. Eu tenho a chave da morte e da região dos mortos. 19Escreve pois o que viste, aquilo que está acontecendo e que vai acontecer depois”.

– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Acreditastes, Tomé, porque me viste. Felizes aqueles que creram sem ter visto! (Jo 20,29)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 20,19-31
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João
– Glória a vós, Senhor!  
– 19Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”.  20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor. 21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”. 24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!”  Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”. 26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”. 27Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 29Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!” 30Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. 31Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.
– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor!

FESTA DA DIVINA MISERICÓRDIA

O Domingo da Divina Misericórdia foi instituído no calendário litúrgico da Igreja pelo saudoso e amado Papa João Paulo II, em 30 de abril de 2000, na Missa de canonização de uma religiosa polonesa da Congregação das Irmãs de Nossa Senhora da Misericórdia, Maria Faustina Kowalska, a Santa Faustina, apóstola da Divina Misericórdia. Desde o ano 2000, quando o Papa publicou o decreto, as comunidades e as paróquias de todo o mundo passaram a celebrar no segundo domingo da Páscoa a Festa da Divina Misericórdia.
Quando instituiu o Domingo da Misericórdia, o Papa João Paulo II estava atendendo a um pedido do próprio Cristo que, no ano de 1931, no período entre a Primeira e a Segunda Grande Guerra Mundial, confiou a Irmã Faustina o Seu desejo de que o domingo após a Páscoa deveria renovar no coração da humanidade a convicção de que Deus é misericordioso. Naquela revelação, o Cristo disse a Irmã Faustina: “Desejo que o primeiro domingo depois da Páscoa seja a Festa da Misericórdia. Nesse dia, os sacerdotes devem falar às almas desta Minha grande e insondável misericórdia”.
Naquela revelação a Irmã Faustina, Cristo lhe fez um outro pedido. Ele ordenou que ela providenciasse a pintura de uma imagem que Lhe retratasse conforme ela o enxergava e sob os pés de Cristo traria a inscrição: Jesus, eu confio em Vós! Essa é a imagem que nós conhecemos de Jesus Misericordioso que, a partir dos anos 80, graças ao trabalho de divulgação do Papa João Paulo II, espalhou-se rapidamente pelo mundo, assim como a devoção à Divina Misericórdia, que ganhou terreno em nossa fé, por meio das orações ensinadas pelo Cristo à religiosa polonesa. Essas orações são compostas pelo Terço e a novena à Divina Misericórdia.
Naquela revelação, Cristo ainda disse a Irmã Faustina: “Por meio dessa Imagem concederei muitas graças às almas; que toda alma tenha, por isso, acesso a ela. (…) Desejo conceder indulgência plenária às almas que se confessarem e receberem a santa Comunhão na Festa da Minha misericórdia”. Ou seja, o Cristo determinou que todos aqueles que, no primeiro domingo após a páscoa, participarem da celebração da Festa da Misericórdia em estado de graça – ter se confessado recentemente, recebido a Sagrada Eucaristia e rezado pelas intenções do Papa (este último requisito foi determinado pela Igreja) –  receberão o maior presente espiritual que a Igreja pode conceder a um cristão: o perdão total dos seus pecados, uma indulgência plenária, que é, acima de tudo, um especial privilégio que brota do Sagrado Coração de Jesus.
“Jesus, eu confio em Vós! ”. Esta oração, esta jaculatória, que é tão querida pelo povo de Deus, exprime bem a nossa atitude de entrega, de abandono nas mãos providentes do Senhor, o nosso único Salvador. Só estamos devidamente capacitados para rezarmos essa oração quando alcançamos o conhecimento de que o nosso Deus é um Deus misericordioso, o Deus do amor benigno que é a Fonte constante da conversão, da plena mudança de vida, que continua a alcançar-nos por meio dos gestos de Suas mãos estendidas, irradiando raios de misericórdia.
“Jesus, eu confio em Vós! ”. Esta breve prece nos ajuda a professar a nossa fé no Cristo Misericordioso que nos mostra as Suas chagas gloriosas e o Seu Sagrado Coração, Manancial ininterrupto de luz e de verdade, de amor e de perdão, que nos faz notar que a Divina Misericórdia é, seguramente, o dom pascal que a Igreja recebe do Cristo vivo e ressuscitado e oferece a todos nós no cotidiano da História.
Cristo, um dia, disse à Irmã Faustina: “A humanidade não encontrará paz, enquanto não tiver confiança na misericórdia divina”. (Diário de Santa Faustina). Se o mundo ainda não possui o esperado dom da paz é porque não acolhemos inteiramente a mensagem e os ensinamentos de Cristo e ainda não trilhamos, com segurança e determinação, o caminho da misericórdia que reconstrói a nossa relação com Cristo e o nosso próximo.
A mensagem que nos faz reconhecer que Cristo é um Deus misericordioso não é uma mensagem nova, mas adquiriu renovadas forças após as revelações de nosso Redentor a Santa Faustina. Bem antes, o evangelista São Mateus já havia registrado no princípio do cristianismo: “Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia!”. (Mt 5, 7). Deste modo, nós podemos compreender que o Domingo da Misericórdia é uma singular Fonte de bênçãos para nós, é um especial kairós, tempo oportuno de encontro com o Cristo que extravasa a Sua misericórdia em nossas almas.
A mensagem do Domingo da Misericórdia evidencia que a Igreja vive da misericórdia, pois é a misericórdia que sustenta a vida da Igreja e, por isso, por ser um sinal visível do Cristo invisível, a Igreja deve testemunhar sempre mais a força da divina misericórdia por meio do exercício das obras de misericórdia espirituais e corporais.
Por ter instituído o Domingo da Divina Misericórdia, o Papa João Paulo II é reconhecido como o Papa da Misericórdia. O Decreto do Domingo da Misericórdia é apenas um dos seus legados para a Igreja. Bem antes, em 1980, João Paulo II já havia nos presenteado com a sua segunda encíclica, “Dives in Misericordia”, a primeira e única encíclica papal destinada a abordar exclusivamente a Misericórdia divina.
A Misericórdia Divina sempre se fez presente na vida sacerdotal do polonês Karol Wojtyla, que enfrentou a Segunda Guerra Mundial, e posteriormente a invasão da Polônia pela Alemanha. Foi exatamente em meio a esses conflitos que ele entrou no seminário e foi ordenado sacerdote. Em 1967, quando já era Cardeal e Arcebispo de Cracóvia, ele concluiu o processo informativo da causa de beatificação da Irmã Faustina. Quis o Espírito Santo de Deus que tempos depois, em 1993, ele celebrasse a beatificação de Irmã Faustina e, no ano 2000, celebrasse a sua canonização.  Por vontade do Cristo Misericordioso, o Papa João Paulo II faleceu no dia 2 de abril de 2005, na noite de sábado do segundo Domingo da Páscoa, ou seja, dentro da Liturgia do Domingo da Misericórdia, na vigília do Domingo da Misericórdia.
O Domingo da Misericórdia é, com toda a certeza, um gesto de caridade de Jesus para conosco, um tesouro escondido que ainda precisamos aprender a explorar, um dia de vivência da fé, onde o Cristo nos permite tocar Suas chagas a fim de que possamos ser alcançados pelos raios de Sua Misericórdia.
No Domingo da Misericórdia, e em nosso caminho de misericórdia, acompanha-nos a Virgem Santa Maria, a Mãe da Misericórdia, que nos ajuda a confiar sempre mais no seu Filho, nosso Redentor. Ó Maria, Mãe da Misericórdia, interceda por todos nós em nosso itinerário pelas sendas do mundo. Ó Maria, Mãe da Misericórdia, interceda, com particular intensidade, pelo fim desta pandemia do Covid 19 que estamos agora atravessando. Ó Mãe, ajuda-nos a conseguir de Cristo a generosidade da graça e da misericórdia, a fim de que possamos continuar a testemunhar ao mundo o alcance da Divina Misericórdia que tudo pode, opera, renova e transforma.

SANTO DO DIA
São Fidélis de Sigmaringen

Hoje é dia de São Fidelis de Sigmaringen, conhecido como advogado dos pobres.
Nascido no século XVI, mais precisamente em 1577, na cidade de Sigmaringen São Fidelis era uma muito amigo de todos, além de um músico muito hábil.
Advogado dos Pobres
Durante sua juventude São Fidelis estudou filosofia, direito civil e canônico, se formando advogado no ano de 1601, recebendo então o apelido de “advogado dos pobres”, pois nunca se negava a trabalhar gratuitamente para os que não tinham nenhum dinheiro.
Vida Sacerdotal
Porém mesmo sendo um ótimo advogado, respeitado por todos, aos 34 anos decidiu abandonar tudo e tornar-se sacerdote, ingressando na Ordem dos Frades Menores dos Capuchinos, ao vestir o hábito tomando para si o nome de Fidélis. Sendo na igreja onde se tornou mais forte sua caridade para os mais necessitados.
São Fidelis de Sigmaringen se tornou conhecido também por escrever numerosos registros, fazendo-o um mestre da espiritualidade franciscana.
Morte
Devido as suas habilidades de advogado foi enviado à Suiça na tentativa de apaziguar as tensões que ocorriam entre católicos e protestantes, porém foi acusado injustamente de espionagem, e morto com um golpe de espada em suas costas, mas antes de morrer, colocou-se de joelhos e perdoou seus assassinos com uma oração: “Senhor, perdoai meus inimigos. Cegos pela paixão, não sabem o que fazem”
São Fidélis de Sigmaringen, rogai por nós!

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SÁBADO, DIA 23 DE ABRIL DE 2022

OITAVA DA PÁsCOA
(branco)

Primeira leitura
At 4,13-21 
– Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, os chefes dos sacerdotes, os anciãos e os escribas 13ficaram admirados ao ver a segurança com que Pedro e João falavam, pois eram pessoas simples e sem instrução. Reconheciam que eles tinham estado com Jesus. 14No entanto viam, de pé, junto a eles, o homem que tinha sido curado. E não podiam dizer nada em contrário. 15Mandaram que saíssem para fora do Sinédrio, e começaram a discutir entre si: 16“Que vamos fazer com esses homens? Eles realizaram um milagre claríssimo, e o fato tornou-se de tal modo conhecido por todos os habitantes de Jerusalém, que não podemos negá-lo. 17Contudo, a fim de que a coisa não se espalhe ainda mais entre o povo, vamos ameaçá-los, para que não falem mais a ninguém a respeito do nome de Jesus”. 18Chamaram de novo Pedro e João e ordenaram-lhes que, de modo algum, falassem ou ensinassem em nome de Jesus. 19Pedro e João responderam: “Julgai vós mesmos, se é justo diante de Deus que obedeçamos a vós e não a Deus! 20Quanto a nós, não nos podemos calar sobre o que vimos e ouvimos”.  21Então, insistindo em suas ameaças, deixaram Pedro e João em liberdade, já que não tinham meio de castigá-los, por causa do povo. Pois todos glorificavam a Deus pelo que havia acontecido.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 118,1.14 – 21 (R: 21a) 
– Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes.
R: Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes.

– Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!” O Senhor é minha força e o meu canto, e tornou-se para mim o Salvador. “Clamores de alegria e de vitória ressoem pelas tendas dos fiéis”.
R: Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes.

– A mão direita do Senhor fez maravilhas, a mão direita do Senhor me levantou, a mão direita do Senhor fez maravilhas! O Senhor severamente me provou, mas não me abandonou às mãos da morte.
R: Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes.

– Abri-me vós, abri-me as portas da justiça: quero entrar para dar graças ao Senhor! “Sim, esta é a porta do Senhor, por ela só os justos entrarão!” Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes e vos tornastes para mim o Salvador!
R: Dou-vos graças, ó Senhor, porque me ouvistes.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!
(Sl 117,24)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Marcos: Mc 16,9-15
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos
– Glória a vós, Senhor!  
– 9Depois de ressuscitar, na madrugada do primeiro dia após o sábado, Jesus apareceu primeiro a Maria Madalena, da qual havia expulsado sete demônios. 10Ela foi anunciar isso aos seguidores de Jesus, que estavam de luto e chorando. 11Quando ouviram que ele estava vivo e fora visto por ela, não quiseram acreditar. 12Em seguida, Jesus apareceu a dois deles, com outra aparência, enquanto estavam indo para o campo. 13Eles também voltaram e anunciaram isso aos outros. Também a estes não deram crédito. 14Por fim, Jesus apareceu aos onze discípulos enquanto estavam comendo, repreendeu-os por causa da falta de fé e pela dureza de coração, porque não tinham acreditado naqueles que o tinham visto ressuscitado. 15E disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!”
– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor!

SANTO DO DIA
São Jorge

Hoje é dia de São Jorge, conhecido pela tradição católica por matar um dragão que assolava uma cidade após.
Nascido na Capadócia (atual Turquia), São Jorge era filho de cristãos, aprendendo desde cedo a acreditar em Deus e Jesus Cristo como sua salvação.
Porém viveria boa parte de sua vida na Palestina, após a morte de seu pai, e lá seria promovido a capitãO do exército do império romano mesmo ainda muito jovem, devido as suas habilidades e sabedoria.
Ascensão e Perseguição
Com apenas 23 anos São Jorge acendeu a cargos mais altos dentro da corte imperial de Roma, porém neste período século IV o imperador Diocleciano tinha planos para eliminar os cristãos. Porém por não abandonar sua fé, Jorge se levantou em meio a reunião que aprovaria o decreto exclamando que os ídolos adorados pelos pagãos eram todos falsos deuses.
Após o ocorrido São Jorge foi perseguido e humilhado de várias formas por Diocleciano que tentou fazer o jovem negar sua fé, porém não cedeu, então por não negar o verdadeiro Deus, foi degolado.
O Dragão
Conta a tradição que São Jorge derrotou um Dragão que assolava uma pequena vila, apenas com sua fé em Jesus Cristo que lhe deu forças para enfrentar a terrível criatura.
São Jorge virou um símbolo de força e fé. Seu rito litúrgico é oficializado pela Igreja católica. A festa acontece no dia 23 de abril tanto no Ocidente como no Oriente.
São Jorge, rogai por nós!

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SEXTA-FEIRA, DIA 22 DE ABRIL DE 2022

OITAVA DA PÁSCOA
(branco)

Primeira leitura
At 4,1-12 
– Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, depois que o paralítico fora curado, 1Pedro e João ainda estavam falando ao povo, quando chegaram os sacerdotes, o chefe da guarda do Templo e os saduceus. 2Estavam irritados porque os apóstolos ensinavam o povo e anunciavam a ressurreição dos mortos na pessoa de Jesus. 3Eles prenderam Pedro e João e os colocaram na prisão até o dia seguinte, porque já estava anoitecendo. 4Todavia, muitos daqueles que tinham ouvido a pregação acreditaram. E o número dos homens chegou a uns cinco mil.  5No dia seguinte, reuniram-se em Jerusalém os chefes, os anciãos e os mestres da Lei. 6Estavam presentes o Sumo Sacerdote Anás, e também Caifás, João, Alexandre, e todos os que pertenciam às famílias dos sumos sacerdotes. 7Fizeram Pedro e João comparecer diante deles e os interrogavam: “Com que poder ou em nome de quem vós fizestes isso?” 8Então, Pedro, cheio do Espírito Santo, disse-lhes: “Chefes do povo e anciãos: 9hoje estamos sendo interrogados por termos feito o bem a um enfermo e pelo modo como foi curado. 10Ficai, pois, sabendo todos vós e todo o povo de Israel: é pelo nome de Jesus Cristo, de Nazaré, – aquele que vós crucificastes e que Deus ressuscitou dos mortos – que este homem está curado, diante de vós. 11Jesus é a pedra, que vós, os construtores, desprezastes, e que se tornou a pedra angular. 12Em nenhum outro há salvação, pois não existe debaixo do céu outro nome dado aos homens pelo qual possamos ser salvos”.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 118,1-2.4.22-24.25-27a (R: 22) 
– A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se agora a pedra angular.
R: A pedra que os pedreiros rejeitaram, tornou-se agora a pedra angular.

– Dai graças ao Senhor, porque ele é bom! “Eterna é a sua misericórdia!” A casa de Israel agora o diga: “Eterna é a sua misericórdia!” Os que temem o Senhor agora o digam: “Eterna é a sua misericórdia!”
R: A pedra que os pedreiros rejeitaram, tornou-se agora a pedra angular.

– A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se agora a pedra angular. Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: Que maravilhas ele fez a nossos olhos! Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!
R: A pedra que os pedreiros rejeitaram, tornou-se agora a pedra angular.

– Ó Senhor, dai-nos a vossa salvação, ó Senhor, dai-nos também prosperidade! Bendito seja, em nome do Senhor, aquele que em seus átrios vai entrando! Desta casa do Senhor vos bendizemos. Que o Senhor e nosso Deus nos ilumine!
R: A pedra que os pedreiros rejeitaram, tornou-se agora a pedra angular.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!
(Sl 117,24)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo João: Jo 21,1-14
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo João
– Glória a vós, Senhor!  
– Naquele tempo, 1Jesus apareceu de novo aos discípulos, à beira do mar de Tiberíades. A aparição foi assim: 2Estavam juntos Simão Pedro, Tomé, chamado Dídimo, Natanael de Caná da Galileia, os filhos de Zebedeu e outros dois discípulos de Jesus. 3Simão Pedro disse a eles: “Eu vou pescar”. Eles disseram: “Também vamos contigo”. Saíram e entraram na barca, mas não pescaram nada naquela noite. 4Já tinha amanhecido, e Jesus estava de pé na margem. Mas os discípulos não sabiam que era Jesus. 5Então Jesus disse: “Moços, tendes alguma coisa para comer?” Responderam: “Não”. 6Jesus disse-lhes: “Lançai a rede à direita da barca, e achareis”. Lançaram, pois, a rede e não conseguiam puxá-la para fora, por causa da quantidade de peixes. 7Então, o discípulo a quem Jesus amava disse a Pedro: “É o Senhor!” Simão Pedro, ouvindo dizer que era o Senhor, vestiu sua roupa, pois estava nu, e atirou-se ao mar. 8Os outros discípulos vieram com a barca, arrastando a rede com os peixes. Na verdade, não estavam longe da terra, mas somente a cerca de cem metros. 9Logo que pisaram a terra, viram brasas acesas, com peixe em cima, e pão. 10Jesus disse-lhes: “Trazei alguns dos peixes que apanhastes”. 11Então Simão Pedro subiu ao barco e arrastou a rede para a terra. Estava cheia de cento e cinquenta e três grandes peixes; e, apesar de tantos peixes, a rede não se rompeu. 12Jesus disse-lhes: “Vinde comer”. Nenhum dos discípulos se atrevia a perguntar quem era ele, pois sabiam que era o Senhor. 13Jesus aproximou-se, tomou o pão e distribuiu-o por eles. E fez a mesma coisa com o peixe. 14Esta foi a terceira vez que Jesus, ressuscitado dos mortos, apareceu aos discípulos.
– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor!

SANTO DO DIA
Santa Senhorinha, modelo de oração, contemplação e trabalho

22-santa-senhorinha-portugal
Religiosa, beneditina [925 – 982]
A “pequena senhora”
Santa Senhorinha foi uma abadessa beneditina portuguesa, canonizada santa pela Igreja Católica em 1130. Seu nome original era Domitilla Ufes. Senhorinha de Basto era filha da condessa D. Teresa Soares e do conde D. Ufo Ufes. Senhorinha fazia parte de uma família de nobres. Logo após a morte prematura de sua mãe, D. Ufo Ufes, seu pai passou a chamá-la de Senhorinha, que significa “pequena senhora”.
A vida monástica
Aos quinze anos de idade, recusou-se a casar com um nobre pretendente, ingressando pouco tempo depois na vida monástica, sob a guarda de sua tia materna D. Godinha, que também era abadessa no Mosteiro de São João de Vieira do Minho, da ordem de São Bento.
Quando professou seu noviciado fez os votos e adotou o nome de Irmã Senhorinha.
Anos mais tarde, quando estava com seus 36 anos, após a morte da sua tia, que também se tornou santa, Santa Senhorinha tornou-se abadessa do Mosteiro de São João de Vieira do Minho, transferindo-se pouco depois, com as suas religiosas, para um mosteiro em São Jorge de Basto, no município de Cabeceiras de Basto, passando a localidade a figurar no nome da santa portuguesa.
Fidelidade e simplicidade
Muitos identificavam nela a espiritualidade de São Bento, pois a sua vida foi marcada pela dedicação à oração, ao trabalho e a sempre estar disposta a ouvir aqueles que se aproximavam dela.
Devoção na cidade de Basto (Portugal)
O padroeiro seria São Jorge, mas com os vários milagres que aconteceram, devido à devoção a santa, como quando o Bispo da cidade quis fazer o levantamento do seu túmulo e o povo ali reunido pôde presenciar um grande milagre: um cego começou a ver. E, entre outros milagres, estão o transformar a água em vinho, acalmar tempestades e multiplicar farinha.
A fonte de Senhorinha, que fica na igreja dela, é muito conhecida como fonte de milagres, até hoje existe uma grande devoção a Santa Senhorinha, como pelo fato de, naquela região, ainda hoje, muitos aderirem ao nome de Santa Senhorinha.
A Igreja é uma das mais antigas da arquidiocese de Praga, e essa devoção milenar sempre é celebrada com uma grande festa, mostrando também muito da fé que o povo tem na intercessão da Senhorinha de Basto.
A minha oração
“Santa Senhorinha, tu que se fizestes pequena e fiel às obrigações próprias da ordem religiosa, faz-me ser fiel, pequena e obediente aos ensinamentos de Jesus para a vida que Ele me vocaciona. Que meu coração nunca deixe de crer nos pequenos milagres que acontecem na vida cotidiana. Faz-me ter um coração orante e mãos trabalhadoras. Amém!”
Santa Senhorinha de Basto, rogai por nós!

Publicado em

QUINTA-FEIRA, DIA 21 DE ABRIL DE 2022

OITAVA DA PÁSCOA
(branco)

Primeira leitura
At 3,11-26 
– Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, 11como o paralítico não deixava mais Pedro e João, todo o povo, assombrado, foi correndo para junto deles, no chamado “Pórtico de Salomão”. 12Ao ver isso, Pedro dirigiu-se ao povo: “Israelitas, por que vos espantais com o que aconteceu? Por que ficais olhando para nós, como se tivéssemos feito este homem andar com nosso próprio poder ou piedade? 13O Deus de Abraão, de Isaac, de Jacó, o Deus de nossos antepassados glorificou o seu servo Jesus. Vós o entregastes e o rejeitastes diante de Pilatos, que estava decidido a soltá-lo. 14Vós rejeitastes o Santo e o Justo, e pedistes a libertação para um assassino. 15Vós matastes o autor da vida, mas Deus o ressuscitou dos mortos, e disso nós somos testemunhas. 16Graças à fé no nome de Jesus, este Nome acaba de fortalecer este homem que vedes e reconheceis. A fé que vem por meio de Jesus lhe deu perfeita saúde na presença de todos vós. 17E agora, meus irmãos, eu sei que vós agistes por ignorância, assim como vossos chefes. 18Deus, porém, cumpriu desse modo o que havia anunciado pela boca de todos os profetas: que o seu Cristo haveria de sofrer. 19Arrependei-vos, portanto, e convertei-vos, para que vossos pecados sejam perdoados. 20Assim podereis alcançar o tempo do repouso que vem do Senhor. E ele enviará Jesus, o Cristo, que vos foi destinado. 21No entanto, é necessário que o céu o receba, até que se cumpra o tempo da restauração de todas as coisas, conforme disse Deus, nos tempos passados, pela boca de seus santos profetas. 22Com efeito, Moisés afirmou: ‘O Senhor Deus fará surgir, entre vossos irmãos, um profeta como eu. Escutai tudo o que ele vos disser. 23Quem não der ouvidos a esse profeta, será eliminado do meio do povo’.  24E todos os profetas que falaram, desde Samuel e seus sucessores, também eles anunciaram estes dias. 25Vós sois filhos dos profetas e da aliança, que Deus fez com vossos pais, quando disse a Abraão: ‘Através da tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra’.

26Após ter ressuscitado o seu servo, Deus o enviou em primeiro lugar a vós, para vos abençoar, na medida em que cada um se converta de suas maldades”.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 8,2a.5 – 9 (R: 2ab)
– Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!
R: Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!

– Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo! Perguntamos: “Senhor, que é o homem para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?”
R: Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!

– Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor; vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes:
R: Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!

– As ovelhas, os bois, os rebanhos, todo o gado e as feras da mata; passarinhos e peixes dos mares, todo ser que se move nas águas.
R: Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos!
(Sl 117,24)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 24,35-48
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!  
– Naquele tempo, 35os discípulos contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão. 36Ainda estavam falando, quando o próprio Jesus apareceu no meio deles e lhes disse: “A paz esteja convosco!” 37Eles ficaram assustados e cheios de medo, pensando que estavam vendo um fantasma. 38Mas Jesus disse: “Por que estais preocupados, e por que tendes dúvidas no coração? 39Vede minhas mãos e meus pés: sou eu mesmo! Tocai em mim e vede! Um fantasma não tem carne, nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. 40E dizendo isso, Jesus mostrou-lhes as mãos e os pés. 41Mas eles ainda não podiam acreditar, porque estavam muito alegres e surpresos. Então Jesus disse: “Tendes aqui alguma coisa para comer?” 42Deram-lhe um pedaço de peixe assado. 43Ele o tomou e comeu diante deles. 44Depois disse-lhes: “São estas as coisas que vos falei quando ainda estava convosco: era preciso que se cumprisse tudo o que está escrito sobre mim na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. 45Então Jesus abriu a inteligência dos discípulos para entenderem as Escrituras, 46e lhes disse: “Assim está escrito: o Cristo sofrerá e ressuscitará dos mortos ao terceiro dia 47e no seu nome, serão anunciados a conversão e o perdão dos pecados a todas as nações, começando por Jerusalém. 48Vós sereis testemunhas de tudo isso”.
– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor!

SANTO DO DIA
Santo Anselmo

cNascido em uma família nobre no ano de 1033, era filho de um poderoso Conde, porém não se relacionava bem com o pai, e saiu de casa com um burrinho e um servo.
Santo Anselmo homem de Ciência e Fé
Santo Anselmo saiu em busca da ciência, porém acabou se entregando aos prazeres consequentemente. Apesar de ser cristão nunca viveu a fé, até que um dia, devido as suas pesquisas sem deparou com o Mosteiro de Bec, onde conheceu Lanfranc um mestre beneditino.
Através da amizade com Lanfranc, Santo Anselmo descobriu um grande tesouro:”Jesus Cristo”. Neste momento então Anselmo aceitou o chamado para uma vida de religião, se tornando um monge beneditino.
Após um tempo na ordem Santo Anselmo se tornou abade, substituindo seu amigo Lanfranc que se tornou bispo da cantuária. Sendo ele um homem sábio, humilde, e um formador.
Doutor da Igreja
Após a morte de seu amigo Lanfranc, Santo Anselmo se tornou Arcebispo da Cantuária, onde viveria inúmeros desafios, e onde faria sua fama de Doutor da Igreja e diria a célebre frase: “Não quero compreender para crer, mas crer para compreender, pois bem sei que sem a fé eu não compreenderia nada de nada.”
Santo Anselmo, rogai por nós!