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TERÇA-FEIRA, DIA 21 DE ABRIL DE 2026

III SEMANA DA PÁSCOA
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
— At 7, 51-8, 1a
Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, Estêvão disse ao povo, aos anciãos e aos doutores da lei: 51 “Homens de cabeça dura, insensíveis e incircuncisos de coração e ouvido! Vós sempre resististes ao Espírito Santo e como vossos pais agiram, assim fazeis vós! 52 A qual dos profetas vossos pais não perseguiram? Eles mataram aqueles que anunciavam a vinda do Justo, do qual, agora, vós vos tornastes traidores e assassinos. 53 Vós recebestes a Lei, por meio de anjos, e não a observastes!”
54 Ao ouvir essas palavras, eles ficaram enfurecidos e rangeram os dentes contra Estêvão. 55 Estêvão, cheio do Espírito Santo, olhou para o céu e viu a glória de Deus e Jesus, de pé, à direita de Deus. 56 E disse: “Estou vendo o céu aberto, e o Filho do Homem, de pé, à direita de Deus”.
57 Mas eles, dando grandes gritos e, tapando os ouvidos, avançaram todos juntos contra Estêvão; 58 arrastaram-no para fora da cidade e começaram a apedrejá-lo. As testemunhas deixaram suas vestes aos pés de um jovem, chamado Saulo. 59 Enquanto o apedrejavam, Estêvão clamou dizendo: “Senhor Jesus, acolhe o meu espírito”. 60 Dobrando os joelhos, gritou com voz forte: “Senhor, não os condenes por este pecado”. E, ao dizer isto, morreu. 8, 1a Saulo era um dos que aprovavam a execução de Estêvão.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 30(31), 3cd-4. 6ab e 7b e 8a. 17 e 21ab (R. 6a)
R. Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
— Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Sim, sois vós a minha rocha e fortaleza; por vossa honra orientai-me e conduzi-me!
— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel! Quanto a mim, é ao Senhor que me confio, vosso amor me faz saltar de alegria.
— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
— Mostrai serena a vossa face ao vosso servo, e salvai-me pela vossa compaixão! Na proteção de vossa face os defendeis bem longe das intrigas dos mortais.
— Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito.
— Eu sou o pão da vida, quem vem a mim não terá fome; assim nos fala o Senhor. (Jo 6, 35ab) 
— Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Jo 6, 30-35
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João 
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, a multidão perguntou a Jesus: 30 “Que sinal realizas, para que possamos ver e crer em ti? Que obra fazes? 31 Nossos pais comeram o maná no deserto, como está na Escritura: ‘Pão do céu deu-lhes a comer’”.
32 Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, não foi Moisés quem vos deu o pão que veio do céu. É meu Pai que vos dá o verdadeiro pão do céu. 33 Pois o pão de Deus é aquele que desce do céu e dá vida ao mundo”.
34 Então pediram: “Senhor, dá-nos sempre desse pão”. 35 Jesus lhes disse: “Eu sou o pão da vida. Quem vem a mim não terá mais fome e quem crê em mim nunca mais terá sede”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santo Anselmo, bispo da Cantuária e Doutor da Igreja

Origens
Nasceu em Piamonte no ano de 1033. Seu pai era Conde Gondulfo e a senhora Ermemberga, que garantiu uma educação baseada nos valores cristãos. Santo Anselmo, teve como mestre um clérigo e depois foi educado pelos beneditinos, fazendo com que desperta-se o desejo de viver uma vida contemplativa. Contudo, devido ao mau relacionamento com ele, saiu de casa, apenas com um burrinho e um servo se dirigindo para França.
Tesouro Maior
Foi em busca da ciência, mas também se entregando aos prazeres. Era cristão, mas não de vivência. Devido aos estudos, ‘bateu’ no Mosteiro de Bec e conheceu Lanfranc, um religioso e mestre beneditino. Por meio dessa amizade edificante, descobriu um tesouro maior: Jesus Cristo.
Vida Religiosa
Nesse processo de conversão, abriu-se ao chamado à vida religiosa e entrou para a família beneditina. Seu mestre amigo foi escolhido para ser bispo em Cantuária e Anselmo ocupou o lugar do Mestre, chegando a ser também Superior. Um homem sábio, humilde, um formador para as autoridades, um pai. Um verdadeiro Abade.
“Não quero compreender para crer, mas crer para compreender, pois bem sei que, sem a fé, eu não compreenderia nada de nada.”  (Santo Anselmo)
Páscoa
Por obediência à Mãe Igreja, foi substituir seu amigo, que havia falecido, no Arcebispado de Cantuária. Viveu grandes desafios lá, retornando a Piamonte. Devido a uma enfermidade faleceu em 21 de abril de 1109. Com esta fama de santidade e testemunho de fidelidade e amor a Cristo e à verdade.
Obras
Santo Anselmo foi um santo e teólogo-filósofo, como Santo Agostinho. Foi o fundador da teologia escolástica, a Igreja Católica deu-lhe o título de “Doutor Magnífico”. As duas obras mais conhecidas são o Monologion (Monólogo), ou modo de meditar sobre as razões da fé, e o Proslogion (Colóquio), ou a fé que procura a inteligência.
Minha Oração
“Santo Anselmo, santo teólogo e filósofo da Igreja, suscitai em nosso coração o interesse pela Doutrina da Igreja Católica, fazendo com que busquemos a Verdade, com inteligência, no Evangelho. Amém.”
Santo Anselmo, rogai por nós!

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SEGUNDA-FEIRA, DIA 20 DE ABRIL DE 2026

III SEMANA DA PÁSCOA
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
— At 6, 8-15
Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, 8Estêvão, cheio de graça e poder, fazia prodígios e grandes sinais entre o povo. 9Mas alguns membros da chamada Sinagoga dos Libertos, junto com cirenenses e alexandrinos, e alguns da Cilícia e da Ásia, começaram a discutir com Estêvão.
10Porém, não conseguiam resistir à sabedoria e ao Espírito com que ele falava. 11Então subornaram alguns indivíduos, que disseram: “Ouvimos este homem dizendo blasfêmias contra Moisés e contra Deus”. 12Desse modo, incitaram o povo, os anciãos e os doutores da Lei, que prenderam Estêvão e o conduziram ao Sinédrio.
13Aí apresentaram falsas testemunhas, que diziam: “Este homem não cessa de falar contra este lugar santo e contra a Lei. 14E nós o ouvimos afirmar que Jesus Nazareno ia destruir este lugar e ia mudar os costumes que Moisés nos transmitiu”.
15Todos os que estavam sentados no Sinédrio tinham os olhos fixos sobre Estêvão, e viram seu rosto como o rosto de um anjo.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 118(119), 23-24. 26-27. 29-30 (R. 1b)
– Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo.
– Que os poderosos reunidos me condenem; o que me importa é o vosso julgamento! Minha alegria é a vossa Aliança, meus conselheiros são os vossos mandamentos.
– Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo.
– Eu vos narrei a minha sorte e me atendestes, ensinai-me, ó Senhor, vossa vontade! Fazei-me conhecer vossos caminhos, e então meditarei vossos prodígios!
– Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo.
– Afastai-me do caminho da mentira e dai-me a vossa lei como um presente! Escolhi seguir a trilha da verdade, diante de mim eu coloquei vossos preceitos. – Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo.

– Feliz é quem na lei do Senhor Deus vai progredindo.

Evangelho — Jo 6, 22-29
– Aleluia, Aleluia, Aleluia.
– O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus. (Mt 4, 4b).
– Aleluia, Aleluia, Aleluia.
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João 
– Glória a vós, Senhor.
Depois que Jesus saciara os cinco mil homens, seus discípulos o viram andando sobre o mar. 22No dia seguinte, a multidão que tinha ficado do outro lado do mar constatou que havia só uma barca e que Jesus não tinha subido para ela com os discípulos, mas que eles tinham partido sozinhos.
23Entretanto, tinham chegado outras barcas de Tiberíades, perto do lugar onde tinham comido o pão depois de o Senhor ter dado graças. 24Quando a multidão viu que Jesus não estava ali, nem os seus discípulos, subiram às barcas e foram à procura de Jesus, em Cafarnaum.
25Quando o encontraram no outro lado do mar, perguntaram-lhe: “Rabi, quando chegaste aqui?” 26Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade, eu vos digo: estais me procurando não porque vistes sinais, mas porque comestes pão e ficastes satisfeitos. 27Esforçai-vos não pelo alimento que se perde, mas pelo alimento que permanece até a vida eterna, e que o Filho do homem vos dará. Pois este é quem o Pai marcou com seu selo”. 28Então perguntaram: “Que devemos fazer para realizar as obras de Deus?” 29Jesus respondeu: “A obra de Deus é que acrediteis naquele que ele enviou”.
– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santa Inês de Montepulciano, tornou prostitutas em freiras

Origem
Italiana, nasceu numa aldeia chamada Graciano, vizinha da cidade de Montepulciano. Filha de uma rica família chamada Segni, aos 4 anos já sabia rezar as orações do Pai-Nosso e Ave-Maria. Desde os seis anos, disse aos pais que queria se tornar freira, eles porém, não aceitavam. 
Espiritualidade mística
Santa Inês viveu experiências místicas e de forte combate espiritual. Uma delas foi quando sofreu um ataque por demônios que assumiram a forma de corvos e feriram sua cabeça com as garras e bicos. Ao chegar em casa, os pais ficaram muito preocupados com o que aconteceu, e mesmo a contragosto, permitiram a entrada tão cedo, aos 9 anos, no convento das freiras de São Domingos. Aos 15 anos, foi eleita superiora devido à grande percepção da realidade, sua maturidade. 
Êxtase espiritual
Em sua vida de oração, quando rezava entrava em êxtase e até demoradas levitações. Brotavam rosas e lírios com perfume onde ela ajoelhava para rezar. Devido aos inúmeros acontecimentos sobrenaturais, as irmãs de sua congregação testemunharam muitos destes fenômenos.
 “Minhas filhas, amai-vos umas às outras, porque a caridade é o sinal dos filhos de Deus!” – Santa Inês de Montepulciano
Evangelizou no prostíbulo
Possuía uma grande determinação, o dom da profecia e uma vida de santidade já em sua juventude. Dispôs-se a evangelizar um famoso prostíbulo que havia próximo do local onde vivia. Ela profetizou que ali seria um convento. Evangelizou um grande número de mulheres naquele local, anunciando o Evangelho de Jesus, mostrando-lhes um sentido novo para suas vidas e a misericórdia de Deus. Grande foi a conversão daquelas mulheres, que deixaram a prostituição e o local se tornou um convento habitado por ex-prostitutas, e se destacou por modelo de virtude, de ordem, de amor, de oração e de fraternidade entre as irmãs. Testemunho da presença e ação de Deus na recuperação das pessoas que não tinham mais esperança. 
Corpo incorrupto
Inês faleceu no dia 20 de abril de 1317, aos 43 anos, acometida por uma grave e dolorosa enfermidade. Seu túmulo passou a ser local de peregrinação e grandes milagres aconteceram ali por sua intercessão. Seu corpo se encontra incorrupto. Foi encontrado em perfeito estado de conservação e enviado para a Igreja Dominicana em Orvieto, onde se encontra até hoje. Em 1726, foi canonizada pelo Papa Bento XIII.
Minha oração
“Santa Inês, exemplo de humildade, caridade, vigilância, vida de intensa oração, abençoai-me e olhai para mim. Pois vos olho como quem intercederá junto a Jesus por mim e minha família,  já que necessitamos de tantas virtudes e graças. Concedei-nos a vossa fé, vossa beleza interior, o vosso amor. Que assim seja. Amém.”
Santa Inês de Montepulciano, rogai por nós!

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DOMINGO, DIA 19 DE ABRIL DE 2026

III Domingo da Páscoa
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
(At 2,14.22-33) 
Leitura dos Atos dos Apóstolos.
No dia de Pentecostes, 14 Pedro de pé, junto com os onze apóstolos, levantou a voz e falou à multidão: 22 “Homens de Israel, escutai estas palavras: Jesus de Nazaré foi um homem aprovado por Deus, junto de vós, pelos milagres, prodígios e sinais que Deus realizou, por meio dele, entre vós. Tudo isto vós bem o sabeis. 23 Deus, em seu desígnio e previsão, determinou que Jesus fosse entregue pelas mãos dos ímpios, e vós o matastes, pregando-o numa cruz. 24 Mas Deus ressuscitou a Jesus, libertando-o das angústias da morte, porque não era possível que ela o dominasse. 25 Pois Davi dele diz: ‘Eu via sempre o Senhor diante de mim, pois está à minha direita para eu não vacilar. 26 Alegrou-se por isso meu coração e exultou minha língua e até minha carne repousará na esperança. 27 Porque não deixarás minha alma na região dos mortos nem permitirás que teu Santo experimente corrupção. 28 Deste-me a conhecer os caminhos da vida e a tua presença me encherá de alegria’. 29 Irmãos, seja-me permitido dizer com franqueza que o patriarca Davi morreu e foi sepultado e seu sepulcro está entre nós até hoje. 30 Mas, sendo profeta, sabia que Deus lhe jurara solenemente que um de seus descendentes ocuparia o trono. 31 É, portanto, a ressurreição de Cristo que previu e anunciou com as palavras: ‘Ele não foi abandonado na região dos mortos e sua carne não conheceu a corrupção’. 32 Com efeito, Deus ressuscitou este mesmo Jesus e disto todos nós somos testemunhas. 33 E agora, exaltado pela direita de Deus, Jesus recebeu o Espírito Santo que fora prometido pelo Pai, e o derramou, como estais vendo e ouvindo”.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Responsório Sl 15(16),1-2a.5.7-8.9-10.11 (R. 11ab)
– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto de vós felicidade sem limites!
– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto de vós felicidade sem limites!
– Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor: nenhum bem eu posso achar fora de vós!” Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! 

– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto de vós felicidade sem limites!

– Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo. 

– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto de vós felicidade sem limites!

– Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção. 

– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto de vós felicidade sem limites!

– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado! 

– Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto de vós felicidade sem limites!

Segunda leitura
(1Pd 1,17-21) 
Leitura da Primeira Carta de São Pedro
Caríssimos: 17 Se invocais como Pai aquele que sem discriminação julga a cada um de acordo com as suas obras, vivei então respeitando a Deus durante o tempo de vossa migração neste mundo. 18 Sabeis que fostes resgatados da vida fútil herdada de vossos pais, não por meio de coisas perecíveis, como a prata ou o ouro, 19 mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha nem defeito. 20 Antes da criação do mundo, ele foi destinado para isso, e neste final dos tempos, ele apareceu, por amor de vós. 21 Por ele é que alcançastes a fé em Deus. Deus o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, e assim, a vossa fé e esperança estão em Deus.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Evangelho (Lc 24,13-35)
– Aleluia, Aleluia, Aleluia.
– Senhor Jesus, revelai-nos o sentido da Escritura; fazei o nosso coração arder, quando nos falardes.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
-Glória a vós, Senhor.
13 Naquele mesmo dia, o primeiro da semana, dois dos discípulos de Jesus iam para um povoado, chamado Emaús, distante onze quilômetros de Jerusalém. 14 Conversavam sobre todas as coisas que tinham acontecido. 15 Enquanto conversavam e discutiam, o próprio Jesus se aproximou e começou a caminhar com eles. 16 Os discípulos, porém, estavam como que cegos, e não o reconheceram. 17 Então Jesus perguntou: “O que ides conversando pelo caminho?” Eles pararam, com o rosto triste, 18 e um deles, chamado Cléofas, lhe disse: “Tu és o único peregrino em Jerusalém que não sabe o que lá aconteceu nestes últimos dias?” 19 Ele perguntou: “O que foi?” Os discípulos responderam: “O que aconteceu com Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras, diante de Deus e diante de todo o povo. 20 Nossos sumos sacerdotes e nossos chefes o entregaram para ser condenado à morte e o crucificaram. 21 Nós esperávamos que ele fosse libertar Israel, mas, apesar de tudo isso, já faz três dias que todas essas coisas aconteceram! 22 É verdade que algumas mulheres do nosso grupo nos deram um susto. Elas foram de madrugada ao túmulo 23 e não encontraram o corpo dele. Então voltaram, dizendo que tinham visto anjos e que estes afirmaram que Jesus está vivo. 24 Alguns dos nossos foram ao túmulo e encontraram as coisas como as mulheres tinham dito. A ele, porém, ninguém o viu”. 25 Então Jesus lhes disse: “Como sois sem inteligência e lentos para crer em tudo o que os profetas falaram! 26 Será que o Cristo não devia sofrer tudo isso para entrar na sua glória?” 27 E, começando por Moisés e passando pelos Profetas, explicava aos discípulos todas as passagens da Escritura que falavam a respeito dele. 28 Quando chegaram perto do povoado para onde iam, Jesus fez de conta que ia mais adiante. 29 Eles, porém, insistiram com Jesus, dizendo: “Fica conosco, pois já é tarde e a noite vem chegando!” Jesus entrou para ficar com eles. 30 Quando se sentou à mesa com eles, tomou o pão, abençoou-o, partiu-o e lhes distribuía. 31 Nisso os olhos dos discípulos se abriram e eles reconheceram Jesus. Jesus, porém, desapareceu da frente deles. 32 Então um disse ao outro: “Não estava ardendo o nosso coração quando ele nos falava pelo caminho, e nos explicava as Escrituras?” 33 Naquela mesma hora, eles se levantaram e voltaram para Jerusalém onde encontraram os Onze reunidos com os outros. 34 E estes confirmaram: “Realmente, o Senhor ressuscitou e apareceu a Simão!” 35 Então os dois contaram o que tinha acontecido no caminho, e como tinham reconhecido Jesus ao partir o pão.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Leão IX, 152º Papa da Igreja Católica, exemplo de defesa à Igreja 

Origem!
São Leão IX, Brunone dos Condes de Egisheim, seu nome de Batismo, nasceu em Eguisheim, região da Alsácia (território francês). Pertencia a uma família de grandes vassalos (classe do período medieval, responsável por servir aos seus senhores feudais).
Vida e início do serviço à Igreja
Foi confiado aos cuidados e educação do Bispo de Toul, que o fez doutorar em direito canônico. Ao completar 18 anos, tornou-se cônego e, aos 22, diácono. Obediente ao Bispo e Rei, no ano de 1025, comandou cavaleiros alemães na batalha, conforme costume da época. Em seguida, em virtude do serviço prestado, recebeu uma sede episcopal e, em 1027, tornou-se Bispo de Toul, função que ocuparia pelos próximos 25 anos. Como Bispo, ficou conhecido por sua defesa valorosa à Igreja. Reformou a vida nos conventos e a forma de evangelização na diocese.
Eleito Papa
Em 1049, aos 47 anos, foi eleito Papa e sucedeu ao curto papado de Dâmaso II. Relutou em aceitar a sua escolha como Pontífice e só aceitou após a aprovação do clero romano e do povo. Como Papa, empenhou-se em reformas na vida do clero e extinguiu a simonia, que é a venda de favores divinos, como, por exemplo, a “venda” de bênçãos. É tido como iniciador da Reforma Gregoriana. Convocou, ao longo de seu papado, vários sínodos.
São Leão IX: defendeu o celibato sacerdotal
Luta contra simonia
Lutou fortemente contra o fim da simonia, defendeu o celibato sacerdotal, foi contra a nomeação de Bispos como príncipes imperiais, buscou restabelecer os valores do cristianismo primitivo. Foi também o primeiro Papa a realizar viagens pela Europa. Selou a paz entre Hungria e Alemanha, evitando uma guerra iminente.
Cisma do Oriente
Foi durante o seu papado que o Patriarca de Constantinopla, Miguel Cerulário, começou a agir de forma contrária e crítica aos ritos comuns à Igreja Latina. O Papa defendeu a tradição latina; e, com a atitude inacessível de Miguel, enviou um representante para negociar com o Patriarca e evitar conflitos maiores, mas, devido às divergências existentes, as tentativas resultaram nas excomunhões mútuas, mesmo após a morte do Papa, que levaram ao Grande Cisma, a separação da Igreja Romana e Ortodoxa.
Perseguição e morte 
Os normandos invadiram a Itália e, em defesa do povo, o Papa e os habitantes pegam em armas, com apoio e reforço do Império. Mas os normandos venceram e, entre junho de 1053 e março de 1054, foi mantido prisioneiro. Ainda que foi tratado com respeito pelos seus adversários, enfraqueceu-se e assim que retornou a Roma, morreu pouco depois, em abril de 1054. Com apenas 5 anos de Pontificado, é tido como como um guia revolucionário da Igreja. No dia de sua morte, é celebrado sua festa. Seu corpo se encontra na Basílica de São Pedro em Roma.
Minha oração
“Que São Leão IX seja este exemplo de defesa e exemplo a favor da Igreja. Que ele possa interceder, principalmente por aqueles que são autoridades eclesiásticas, para que busquem sempre a defesa da Fé e do povo de Deus.”
São Leão IX, rogai por nós!

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SÁBADO, DIA 18 DE ABRIL DE 2026

II SEMANA DA PÁSCOA
Cor litúrgica branca

Primeira leitura
— At 6, 1-7
Leitura dos Atos dos Apóstolos
1Naqueles dias, o número dos discípulos tinha aumentado, e os fiéis de origem grega começaram a queixar-se dos fiéis de origem hebraica. Os de origem grega diziam que suas viúvas eram deixadas de lado no atendimento diário.
2Então os Doze Apóstolos reuniram a multidão dos discípulos e disseram: “Não está certo que nós deixemos a pregação da Palavra de Deus para servir às mesas. 3Irmãos, é melhor que escolhais entre vós sete homens de boa fama, repletos do Espírito e de sabedoria, e nós os encarregaremos dessa tarefa. 4Desse modo nós poderemos dedicar-nos inteiramente à oração e ao serviço da Palavra”.
5A proposta agradou a toda a multidão. Então escolheram Estêvão, homem cheio de fé e do Espírito Santo; e também Filipe, Prócoro, Nicanor, Timon, Pármenas e Nicolau de Antioquia, um pagão que seguia a religião dos judeus. 6Eles foram apresentados aos apóstolos, que oraram e impuseram as mãos sobre eles. 7Entretanto, a Palavra do Senhor se espalhava. O número dos discípulos crescia muito em Jerusalém, e grande multidão de sacerdotes judeus aceitava a fé.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 32(33), 1-2. 4-5. 18-19 (R. 22)
R. Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!
– Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Aos retos fica bem glorificá-lo. Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o!
– Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!
– Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça.
– Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!
– O Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, e que confiam esperando em seu amor, para da morte libertar as suas vidas e alimentá-los quando é tempo de penúria.
– Sobre nós venha, Senhor, a vossa graça, da mesma forma que em vós nós esperamos!

Evangelho — Jo 6, 16-21
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
– Ressurgiu Cristo, o Senhor, que criou tudo; ele teve compaixão da humanidade.
– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João 
– Glória a vós, Senhor.
16Ao cair da tarde, os discípulos desceram ao mar. 17Entraram na barca e foram em direção a Cafarnaum, do outro lado do mar. Já estava escuro, e Jesus ainda não tinha vindo ao encontro deles.
18Soprava um vento forte e o mar estava agitado. 19Os discípulos tinham remado mais ou menos cinco quilômetros, quando enxergaram Jesus, andando sobre as águas e aproximando-se da barca. E ficaram com medo. 20Mas Jesus disse: “Sou eu. Não tenhais medo”. 21Quiseram, então, recolher Jesus na barca, mas imediatamente a barca chegou à margem para onde estavam indo.
– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Galdino

Galdino praticava a caridade e instigava todos a fazê-lo igualmente
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Milão honra São Galdino, cujo nome aparece associado aos de S. Ambrósio e São Carlos Borromeu, como um de seus principais padroeiros, no final da ladainha do rito milanês.
Galdino nasceu em 1096 e cresceu em Milão, na Porta Oriental, no início do século XII, e ali também se tornou religioso, passando logo a auxiliar diretamente o arcebispo Oberto de Pirovano. Juntos enfrentaram um inimigo pesado, o antipapa Vitor IV, que, apoiado pelo imperador Frederico, o Barbaroxa, oprimia violentamente para dominar o mundo.
Como Milão fazia oposição, a cidade foi simplesmente arrasada em 1162. O arcebispo e Galdino só não morreram porque procuraram abrigo junto ao papa oficial, Alexandre III.
Mas logo depois Oberto morreu, e o arcebispado precisava de alguém que continuasse sua luta. O papa não teve nenhuma dúvida em nomear o próprio Galdino e consagrou-o bispo, pessoalmente, em 1166.
Galdino não decepcionou sua diocese católica. Praticava a caridade e instigava todos a fazê-lo igualmente. Pregava contra os hereges, convertia multidões e socorria também os pobres que se encontravam presos por causa de dívidas, geralmente vítimas de agiotagem.
A esses serviu tanto que suas visitas de apoio receberam até um apelido: “o pão de são Galdino”. Uma espécie de “cesta básica” material e espiritual, pois dava pão para o corpo e orações, que eram o pão para o espírito. Foi uma fonte de força e fé para lutar contra os opressores.
Mas tudo isso era feito paralelamente ao trabalho político, pois no plano da diplomacia defendia seu povo e sua terra em tudo o que fosse preciso. Morreu no dia 18 de abril de 1176, justamente no instante em que fazia, no púlpito, um sermão inflamado contra os pecadores, os hereges, inimigos da Igreja, e os políticos, inimigos da cidade. Quando terminou o sermão emocionado, diante de um grande número de fiéis e religiosos, caiu morto de repente.
A Igreja também celebra hoje a memória dos santos: Faustino e Maria da Encarnação (B.Av.)
São Galdino, rogai por nós.

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SEXTA-FEIRA, DIA 17 DE ABRIL DE 2026

II SEMANA DO TEMPO PASCAL
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
— At 5, 34-42

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, 34um fariseu, chamado Gamaliel, levantou-se no Sinédrio. Era mestre da Lei e todo o povo o estimava. Gamaliel mandou que os acusados saíssem por um instante.
35Depois disse: “Homens de Israel, vede bem o que estais para fazer contra esses homens. 36Algum tempo atrás apareceu Teudas, que se fazia passar por uma pessoa importante, e a ele se juntaram cerca de quatrocentos homens. Depois ele foi morto e todos os que o seguiam debandaram, e nada restou.
37Depois dele, no tempo do recenseamento, apareceu Judas, o galileu, que arrastou o povo atrás de si. Contudo, também ele morreu e todos os seus seguidores se dispersaram. 38Quanto ao que está acontecendo agora, dou-vos um conselho: não vos preocupeis com esses homens e deixai-os ir embora. Porque, se este projeto ou esta atividade é de origem humana será destruído. 39Mas, se vem de Deus, vós não conseguireis eliminá-los. Cuidado para não vos pordes em luta contra Deus!” E os membros do Sinédrio aceitaram o parecer de Gamaliel.
40Chamaram então os apóstolos, mandaram açoitá-los, proibiram que eles falassem em nome de Jesus, e depois os soltaram. 41Os apóstolos saíram do Conselho muito contentes por terem sido considerados dignos de injúrias, por causa do nome de Jesus. 42E cada dia, no Templo e pelas casas, não cessavam de ensinar e anunciar o evangelho de Jesus Cristo.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 26(27), 1. 4. 13-14 (R. cf. 4ab)

– Ao Senhor eu peço apenas uma coisa: habitar no santuário do Senhor.

— O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? ℟.

Ao Senhor eu peço apenas uma coisa: habitar no santuário do Senhor.

— Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. ℟.

Ao Senhor eu peço apenas uma coisa: habitar no santuário do Senhor.

— Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor! ℟.

Ao Senhor eu peço apenas uma coisa: habitar no santuário do Senhor.
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus. (Mt 4, 4b) ℟.
Evangelho — Jo 6, 1-15

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João 
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus foi para o outro lado do mar da Galileia, também chamado de Tiberíades. 2Uma grande multidão o seguia, porque via os sinais que ele operava a favor dos doentes. 3Jesus subiu ao monte e sentou-se aí, com seus discípulos. 4Estava próxima a Páscoa, a festa dos judeus.
5Levantando os olhos, e vendo que uma grande multidão estava vindo ao seu encontro, Jesus disse a Filipe: “Onde vamos comprar pão para que eles possam comer?” 6Disse isso para pô-lo à prova, pois ele mesmo sabia muito bem o que ia fazer. 7Filipe respondeu: “Nem duzentas moedas de prata bastariam para dar um pedaço de pão a cada um”.
8Um dos discípulos, André, o irmão de Simão Pedro, disse: 9“Está aqui um menino com cinco pães de cevada e dois peixes. Mas o que é isso para tanta gente?” 10Jesus disse: “Fazei sentar as pessoas”. Havia muita relva naquele lugar, e lá se sentaram, aproximadamente, cinco mil homens.
11Jesus tomou os pães, deu graças e distribuiu-os aos que estavam sentados, tanto quanto queriam. E fez o mesmo com os peixes. 12Quando todos ficaram satisfeitos, Jesus disse aos discípulos: “Recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca!”
13Recolheram os pedaços e encheram doze cestos com as sobras dos cinco pães, deixadas pelos que haviam comido. 14Vendo o sinal que Jesus tinha realizado, aqueles homens exclamavam: “Este é verdadeiramente o Profeta, aquele que deve vir ao mundo”. 15Mas, quando notou que estavam querendo levá-lo para proclamá-lo rei, Jesus retirou-se de novo, sozinho, para o monte.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Roberto Turlande (Memória Facultativa)

Local: Chaise-Dieu, França
Data: 17 de Abril † 1067

Roberto nasceu na família dos Turlande, no meio de uma floresta, quando a mãe, indo a uma visita ao castelo vizinho, sentiu as dores do parto.

Desde os primeiros dias, veio o presságio de que seria devotado à pureza, uma vez que, tendo sido confiado sucessivamente a duas amas de leite, ambas de má vida, recusou-lhes, com veemência o peito.

Entregue, para a educação, os eclesiásticos de São Juliano de Brioude, ali se formou na piedade. São Roberto teve uma juventude inocente. Passava as noites em oração, era caridosíssimo com os pobres e, a muitos deles, lavava-lhes e pensava as feridas.

Uma vez recebida a tonsura, nomearam-no cônego da igreja de São Juliano. Padre, rezava a santa missa com devoção jamais vista.

Contemplativo, São Roberto, um dia, decidiu abandonar a tudo para seguir Jesus Cristo. E, atraído pela fama de Cluny, sob o governo de Santo Hugo, resolveu procurar a célebre abadia. Confiou, então, a um companheiro, aquele intento, concertando, ambos, que deixariam São Juliano à noite, às escondidas.

Sem que se saiba como, porém, foram descobertos. E o Santo, envergonhadíssimo, cheio de dor, chegou até a adoecer.

Quando se curou, buscou por todos os meios uma solução que o levasse à vida monástica. E, tendo ido a Roma, para consultar o Senhor, longamente, e com fervor, orou sobre a tumba dos Santos Apóstolos suplicando que Deus lhe fizesse ver a vontade do céu.

De volta, esperando no Senhor com grande confiança, viu-se atendido nos rogos que fizera. Um soldado, chamado Estêvão, pouco depois do regresso, apareceu para consultá-lo sobre como devia fazer penitência.
– Deixa tudo, respondeu-lhe o santo, e transfere-te para a milícia do Senhor.
– Eu o farei gostosamente, disse-lhe o soldado com ardor, uma vez que possa realizar o sacrifício em tua companhia.

Era, sem dúvida, pensava Roberto, aquele soldado, enviado de Deus. E, a ele, deu-lhe a conhecer o seu secreto desejo. Sem tardança, o soldado fez uma peregrinação a Nossa Senhora do Puy-em-Velay, para implorar o socorro da Virgem, a orientação que deviam seguir. E, de regresso, descobriu, nas montanhas, entre matas, os escombros de uma igreja abandonada, distante de Brioude cinco léguas pouco mais ou menos. Não restava ali um ótimo retiro?

Alegre, Estêvão foi referir a descoberta ao Santo. E, não demorou muito, um segundo soldado veio pedir ao confessor que o aceitasse como discípulo. Chamava-se Dalmácio e queria viver sob sua orientação.

Roberto determinou provar os dois durante alguns meses, findo os quais, demandaram a ermida arruinada, perdida nas montanhas e nas florestas. Os três, despojados de tudo, alegraram-se com aquele estado de indigência.

Passaram, então, a viver no êremo. E os habitantes das redondezas, desconfiados, ao invés de ajudá-los, injuriavam-nos. Roberto e os dois ex-soldados, suportaram os maus tratos como enviados por Deus, mas a brutalidade dos moradores daquela região acabou por se arrefecer e, afinal, desapareceu. Alguns, mesmo do lugar, tocados, edificados por tanta piedade e renúncia dos solitários juntaram-se a eles. E o número destes últimos, crescendo, levou a São Roberto a necessidade de construir um mosteiro.

O bispo de Clermont, deu-lhes a permissão, e, com o tempo, pessoas piedosas começaram a contribuir, estas com dinheiro aquelas com materiais indispensáveis.

Assim surgiu a abadia de Chaise-Dieu, em 1050, para a qual se obtiveram, do Papa, então Leão IX, os privilégios e as autorizações necessárias.

Abade, embora relutasse na aceitação do cargo, Roberto conseguiu, pela doçura, a pureza de intenção e os milagres, reunir no mosteiro de Chaise-Dieu perto de trezentos religiosos submetidos à regra de São Bento.

Deus deu-lhe a conhecer a hora da morte. Então, reunindo os filhos todos, exortou-os a perseverar, abraçando-os um por um. Quando faleceu, a 17 de Abril de 1067, todos lhe choraram a morte.

Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume VII. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 11 abr. 2022.

São Roberto Turlande, rogai por nós!

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QUINTA-FEIRA, DIA 16 DE ABRIL DE 2026

II SEMANA DA PÁSCOA
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
— At 5, 27-33
Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, 27os guardas levaram os apóstolos e os apresentaram ao Sinédrio. O sumo sacerdote começou a interrogá-los, 28dizendo: “Nós tínhamos proibido expressamente que vós ensinásseis em nome de Jesus. Apesar disso, enchestes a cidade de Jerusalém com a vossa doutrina. E ainda nos quereis tornar responsáveis pela morte desse homem!”
29Então Pedro e os outros apóstolos responderam: “É preciso obedecer a Deus, antes que aos homens. 30O Deus de nossos pais ressuscitou Jesus, a quem vós matastes, pregando-o numa cruz. 31Deus, por seu poder, o exaltou, tornando-o Guia Supremo e Salvador, para dar ao povo de Israel a conversão e o perdão dos seus pecados. 32E disso somos testemunhas, nós e o Espírito Santo, que Deus concedeu àqueles que lhe obedecem”. 33Quando ouviram isto, ficaram furiosos e queriam matá-los.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 33(34), 2 e 9. 17-18. 19-20 (R. 7a)
R. Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido.
– Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!
– Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido.
– Mas ele volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança. Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias os liberta.
– Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido.
– Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido. Muitos males se abatem sobre os justos, mas o Senhor de todos eles os liberta.
– Este infeliz gritou a Deus e foi ouvido.
– Acreditaste, Tomé, porque me viste. Felizes os que creem sem ter visto. (Jo 20, 29)
– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Jo 3, 31-36
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João
– Glória a vós, Senhor.
31“Aquele que vem do alto está acima de todos. O que é da terra, pertence à terra e fala das coisas da terra. Aquele que vem do céu está acima de todos. 32Dá testemunho daquilo que viu e ouviu, mas ninguém aceita o seu testemunho. 33Quem aceita o seu testemunho atesta que Deus é verdadeiro. 34De fato, aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus, porque Deus lhe dá o espírito sem medida.
35O Pai ama o Filho e entregou tudo em sua mão. 36Aquele que acredita no Filho possui a vida eterna. Aquele, porém, que rejeita o Filho não verá a vida, pois a ira de Deus permanece sobre ele”.
– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santa Bernadete Soubirous

Há quase 150 anos, o corpo da santa francesa permanece intacto, intrigando a Igreja, as autoridades e atraindo turistas
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Bernardete nasceu no dia sete de janeiro de 1844, na cidade de Lourdes, uma região montanhosa da França. Sua família camponesa era numerosa, religiosa e muito pobre. Desde a infância, a pequena tinha problemas de saúde em conseqüência da asma. Era analfabeta mas tinha aprendido a rezar o terço, o que fazia diariamente enquanto cuidava dos afazeres da casa.
Numa tarde úmida e fria, enquanto recolhia gravetos para a fogueira, Bernardete foi atraída por uma luz radiante. Era Nossa Senhora que a chamava para rezar. Era o dia 11 de fevereiro de 1858.
Durante vários meses a Virgem Maria, Imaculada Conceição, apareceu para a menina, sempre pedindo que rezasse o terço em favor da humanidade. Apesar da honestidade da menina, a maioria das pessoas não acreditava na aparição, mas Bernardete ficava extasiada, rezando e conversando com Nossa Senhora.
Bernadete chamava a atenção pela sua modéstia, autenticidade e simplicidade. Compreendeu que tinha sido escolhida como instrumento para a mensagem que a Virgem queria transmitir ao mundo: a conversão, a necessidade de rezar o terço e o amor pela “Imaculada Conceição”.
Bernardete sofreu muito, mas sempre confiou-se a amor de Maria. Da gruta onde a Virgem aparecia, brotou uma fonte de água que jorra até hoje. O lugar tornou-se conhecido e converteu-se num dos maiores santuários marianos do mundo.
Durante seus anos de vida, a mulher passou por interrogatórios, intimidações e assédio moral, até que decidiu se isolar em sua cidade natal
Ingressou na congregação das Irmãs de Caridade. Sempre bem humorada, trabalhou silenciosamente como enfermeira no interior do convento, depois foi sacristã. Contudo, uma doença a obrigou viver nove anos numa cama, entre a vida e a morte.
Rezava não para se livrar do sofrimento mas para ter paciência e forças para tudo suportar, pois queria se purificar para poder rever Nossa Senhora. Em 16 de abril de 1879, estando muito mal de saúde e tendo apenas 35 anos, exclamou emocionada: “Eu vi a Virgem. Sim, a vi, a vi! Que formosa era!” E depois de alguns momentos de silêncio disse emocionada: “Rogai Senhora por esta pobre pecadora”, e apertando o crucifixo sobre seu coração faleceu. O Papa Pio XI a canonizou em 08 de dezembro de 1933, dia da Imaculada Conceição, designando sua festa para o dia de sua morte.
Reflexão
Bernadete era uma jovenzinha quando encontrou-se com a Virgem Maria. Assim como Jesus, Maria fala aos pequeninos: “aproximem-se de mim e recebam o amor de Deus”. Maria, mãe carinhosa, acolhe cada um de nós com especial atenção, mas aos meninos e meninas ela dedica maior atenção, pois a fragilidade dos pequeninos exige maior dedicação da mãe. Hoje, celebrando a festa de santa Bernardete, queremos rezar pelas crianças de todo o mundo, sobretudo por aquelas que são mais esquecidas e abandonadas. “Levantai a vossa mãozinha, Deus-Menino, e abençoai estes vossos amiguinhos, abençoai as crianças de toda a terra”.
Oração
Ó Deus, concedei-nos, pelas preces de Santa Bernadete, a quem destes perseverar na imitação de Cristo pobre e humilde, seguir a nossa vocação com fidelidade e chegar àquela perfeição que nos propusestes em vosso Filho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
A12 / Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
Santa Bernadete Soubirous, rogai por nós!

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QUARTA-FEIRA, DIA 15 DE ABRIL DE 2026

II SEMANA DA PÁSCOA
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
— At 5, 17-26
Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, 17levantaram-se o sumo sacerdote e todos os do seu partido — isto é, o partido dos saduceus — cheios de raiva 18e mandaram prender os apóstolos e lançá-los na cadeia pública.
19Porém, durante a noite, o anjo do Senhor abriu as portas da prisão e os fez sair, dizendo: 20“Ide falar ao povo, no Templo, sobre tudo o que se refere a este modo de viver”. 21Eles obedeceram e, ao amanhecer, entraram no Templo e começaram a ensinar. O sumo sacerdote chegou com os seus partidários e convocou o Sinédrio e o Conselho formado pelas pessoas importantes do povo de Israel. Então mandaram buscar os apóstolos à prisão. 22Mas, ao chegarem à prisão, os servos não os encontraram e voltaram dizendo: 23“Encontramos a prisão fechada, com toda segurança, e os guardas estavam a postos na frente da porta. Mas, quando abrimos a porta, não encontramos ninguém lá dentro”.
24Ao ouvirem essa notícia, o chefe da guarda do Templo e os sumos sacerdotes não sabiam o que pensar e perguntavam-se o que poderia ter acontecido. 25Chegou alguém que lhes disse: “Os homens que vós colocastes na prisão estão no Templo ensinando o povo!” 26Então o chefe da guarda do Templo saiu com os guardas e trouxe os apóstolos, mas sem violência, porque eles tinham medo que o povo os atacasse com pedras.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 33(34), 2-3. 4-5. 6-7. 8-9 (R. 7a)
R. Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.
– Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!
– Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.
– Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou. 
– Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.
– Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia. 
– Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido.
– O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio!
– Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido..

Evangelho — Jo 3, 16-21
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
– Deus o mundo tanto amou, que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer, encontre vida eterna. (Jo 3, 16)
– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João
– Glória a vós, Senhor.
16Deus amou tanto o mundo, que deu o seu Filho unigênito, para que não morra todo o que nele crer, mas tenha a vida eterna. 17De fato, Deus não enviou o seu Filho ao mundo para condenar o mundo, mas para que o mundo seja salvo por ele. 18Quem nele crê, não é condenado, mas quem não crê, já está condenado, porque não acreditou no nome do Filho unigênito.
19Ora, o julgamento é este: a luz veio ao mundo, mas os homens preferiram as trevas à luz, porque suas ações eram más. 20Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, para que suas ações não sejam denunciadas. 21Mas quem age conforme a verdade aproxima-se da luz, para que se manifeste que suas ações são realizadas em Deus.
– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Benedito José Labre

Peregrino, leigo da Terceira Ordem (1748-1783). Canonizado no dia 8 de dezembro de 1881 por Leão XIII
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“O cigano de Cristo”, este também é seu apelido, que demonstra claramente o que foram os trinta e cinco anos de vida de Bento José Labre, treze deles caminhando e evangelizando pelas famosas e seculares estradas de Roma. Aliás, o antigo ditado popular que diz que “todos os caminhos levam a Roma” continua sendo assim para todos os cristãos. Entretanto, principalmente no século XVII, em qualquer um deles era possível cruzar com o peregrino Bento José e nele encontrar o caminho que levava a Deus.
Ele era francês, nasceu em Amettes, próximo a Arras, no dia 27 de março de 1748, o mais velho dos quinze filhos de um casal de agricultores pobres. Frequentou a modesta escola local, mas aprendeu latim com um tio materno. Ainda muito jovem, quis tornar-se monge trapista, mas não conseguiu o consentimento dos pais.
Com dezoito anos, pediu ingresso no convento trapista de Santa Algegonda, mas os monges não aprovaram sua entrada. Percorreu a pé, então, centenas de quilómetros até a Normandia, debaixo de um inverno extremamente rigoroso, onde pediu admissão no Convento Cisterciense de Montagne. Também foi recusado ali, tentando, ainda, a entrada nos Cartuchos de Neuville e Sept-Fons, com o mesmo resultado. Foi então que, com vinte e dois anos, tomou a decisão mais séria da sua vida: seu mosteiro, já que não encontrava guarida em nenhum outro, seriam as estradas de Roma.
No embornal de peregrino carregava apenas o Novo Testamento e um breviário, além de um terço nas mãos. Durante a noite, dormia nas ruínas do Coliseu e, de dia, percorria as estradas peregrinando nos lugares sagrados e evangelizando sem pedir esmolas. Quando recebia a caridade alheia, mesmo sem pedir, ainda dividia o que ganhava com os pobres. Isso lhe valeu, certa vez, algumas pancadas de um certo cidadão que encarou sua atitude como um insulto. Na maior parte dos dias, comia um pedaço de pão e ervas colhidas no caminho.
Os maus tratos do quotidiano, ou seja, a maneira insatisfatória de higiene a que se submetera durante muitos anos e as penitências que se auto-impusera, acabaram por causar o seu fim. Um dia, ainda muito jovem, seu corpo foi encontrado nos fundos da casa de um amigo arquiteto, perto da igreja de Santa Maria dos Montes. Houve uma grande aglomeração de populares que admiravam e até veneravam o singelo peregrino.
Bento José acabou sendo sepultado ali mesmo, próximo daquela igreja, local que logo passou a ser procurado pelos devotos e peregrinos. Imediatamente, tornou-se palco de muitas graças e prodígios, por intercessão daquele que em vida percorreu o caminho da santidade. O papa Leão XIII canonizou são Bento José Labre em 1881, determinando sua festa para o dia 16 de abril, data de sua morte no ano 1783.
Fonte: franciscanos.org.br
São Benedito José Labre, rogai por nós.

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TERÇA-FEIRA, DIA 14 DE ABRIL DE 2026

II SEMANA DA PÁSCOA
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
— At 4, 32-37
Leitura dos Atos dos Apóstolos
32A multidão dos fiéis era um só coração e uma só alma. Ninguém considerava como próprias as coisas que possuía, mas tudo entre eles era posto em comum.
33Com grandes sinais de poder, os apóstolos davam testemunho da ressurreição do Senhor Jesus. E os fiéis eram estimados por todos. 34Entre eles ninguém passava necessidade, pois aqueles que possuíam terras ou casas, vendiam-nas, levavam o dinheiro, 35e o colocavam aos pés dos apóstolos. Depois, era distribuído conforme a necessidade de cada um.
36José, chamado pelos apóstolos de Barnabé, que significa filho da consolação, levita e natural de Chipre, 37possuía um campo. Vendeu e foi depositar o dinheiro aos pés dos apóstolos.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 92(93), 1ab. 1c-2. 5 (R. 1a)

– Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

— Deus é Rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e de esplendor! ℟.

– Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

— Vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis! ℟.

– Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

— Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor! ℟.

– Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

Evangelho — Jo 3, 7b-15
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. O Filho do homem há de ser levantado, para que, quem nele crer, possua a vida eterna. (Jo 3, 14b. 15) ℟.

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João 
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a Nicodemos: 7b“Vós deveis nascer do alto. 😯 vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”.
9Nicodemos perguntou: “Como é que isso pode acontecer?” 10Respondeu-lhe Jesus: “Tu és mestre em Israel, mas não sabes estas coisas? 11Em verdade, em verdade te digo, nós falamos daquilo que sabemos e damos testemunho daquilo que temos visto, mas vós não aceitais o nosso testemunho. 12Se não acreditais, quando vos falo das coisas da terra, como acreditareis se vos falar das coisas do céu? 13E ninguém subiu ao céu, a não ser aquele que desceu do céu, o Filho do Homem. 14Do mesmo modo como Moisés levantou a serpente no deserto, assim é necessário que o Filho do Homem seja levantado, 15para que todos os que nele crerem tenham a vida eterna”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Benezet de Avignon (Memória Facultativa)

Local: Avignon, França
Data: 14 de Abril † 1184

São Benezet costumava pastorear no campo as ovelhas de sua mãe e, ainda uma simples criancinha, já se dedicava às práticas de piedade. Como muitas pessoas se afogassem ao atravessar o Ródano, Benezet foi inspirado por Deus a construir uma ponte sobre as corredeiras de Avignon. Obteve a aprovação do bispo, atestou sua missão pelos milagres e começou seu trabalho em 1177, conduzindo-o por sete anos. Morreu quando já se encerrara a parte mais difícil da empreitada, em 1184. Isto se confirma por monumentos públicos construídos naquele tempo e ainda preservados em Avignon, onde a história também sobreviveu na boca do povo.

Seu corpo foi enterrado na própria ponte, que só veio a ser totalmente concluída quatro anos após o falecimento, e assim a estrutura recebeu o auxílio de milagres desde a primeira fundação até seu acabamento, em 1188. Outros milagres ocorridos no túmulo de S. Benezet depois disso induziram a cidade a construir uma capela sobre a ponte, na qual seu corpo residiu por quase 500 anos. Mas em 1669, a maior parte da estrutura ruiu pelo ímpeto das águas, e o caixão foi removido, sendo aberto em 1670, na presença do vigário-geral, durante a vacância da sé arquiepiscopal. Acharam o corpo intacto, sem qualquer sinal de corrupção, mesmo com as entranhas em perfeito estado, e os olhos de cor viva, embora as barras de ferro em torno do caixão estivessem tomadas de ferrugem, por causa da umidade do ambiente. O corpo foi encontrado nas mesmas condições pelo arcebispo de Avignon em 1674, quando, acompanhado pelo bispo de Orange e uma grande comitiva de nobres, realizou o seu traslado com grande pompa até a igreja dos Celestinos – ordem monástica que obtivera de Luís XIV a honra de custodiar suas relíquias até a época em que a ponte e a capela fossem reconstruídas.

REFLEXÃO

Rezemos pela perseverança nas boas obras. S. Agostinho diz: “Quando os santos rezam com as palavras que Cristo ensinou, pedem pouco mais que o dom da perseverança”

BUTLER, Alban. Vida dos Santos: para todos os dias do ano. Dois Irmãos, RS: Minha Biblioteca Católica, 2021. 560 p. Tradução de: Emílio Costaguá. Adaptação: Equipe Pocket Terço.

São Benezet de Avignon, rogai por nós!

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SEGUNDA-FEIRA, DIA 13 DE ABRIL DE 2026

II SEMANA DA PÁSCOA
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
— At 4, 23-31
Leitura dos Atos dos Apóstolos
23Naqueles dias, logo que foram postos em liberdade, Pedro e João voltaram para junto dos irmãos e contaram tudo o que os sumos sacerdotes e os anciãos haviam dito. 24Ao ouvirem o relato, todos eles elevaram a voz a Deus, dizendo: “Senhor, tu criaste o céu, a terra, o mar e tudo o que neles existe. 25Por meio do Espírito Santo, disseste através do teu servo Davi, nosso pai: ‘Por que se enfureceram as nações, e os povos imaginaram coisas vãs? 26Os reis da terra se insurgem e os príncipes conspiram unidos contra o Senhor e contra o seu Messias’. 27Foi assim que aconteceu nesta cidade: Herodes e Pôncio Pilatos uniram-se com os pagãos e o povo de Israel contra Jesus, teu santo servo, a quem ungiste, 28a fim de executarem tudo o que a tua mão e a tua vontade haviam predeterminado que sucedesse.
29Agora, Senhor, olha as ameaças que fazem e concede que os teus servos anunciem corajosamente a tua palavra. 30Estende a mão para que se realizem curas, sinais e prodígios por meio do nome do teu santo servo Jesus”. 31Quando terminaram a oração, tremeu o lugar onde estavam reunidos. Todos, então, ficaram cheios do Espírito Santo e anunciavam corajosamente a palavra de Deus.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 2, 1-3. 4-6. 7-9 (R. cf. 12d)
R. Felizes hão de ser todos aqueles que põem sua esperança no Senhor.
– Por que os povos agitados se revoltam? Por que tramam as nações projetos vãos? Por que os reis de toda a terra se reúnem e conspiram os governos todos juntos contra o Deus onipotente e o seu Ungido? “Vamos quebrar suas correntes”, dizem eles, “e lançar longe de nós o seu domínio!”
– Felizes hão de ser todos aqueles que põem sua esperança no Senhor.
– Ri-se deles o que mora lá nos céus; zomba deles o Senhor onipotente. Ele, então, em sua ira os ameaça, e em seu furor os faz tremer, quando lhes diz: “Fui eu mesmo que escolhi este meu Rei, e em Sião, meu monte santo, o consagrei!”
– Felizes hão de ser todos aqueles que põem sua esperança no Senhor.
– O decreto do Senhor promulgarei, foi assim que me falou o Senhor Deus: “Tu és meu Filho, e eu hoje te gerei! Podes pedir-me, e em resposta eu te darei por tua herança os povos todos e as nações, e há de ser a terra inteira o teu domínio. Com cetro férreo haverás de dominá-los, e quebrá-los como um vaso de argila!”
– Felizes hão de ser todos aqueles que põem sua esperança no Senhor.

Evangelho — Jo 3, 1-8
Aleluia, aleluia, aleluia:
– Se com Cristo ressurgistes, procurai o que é do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus Pai. (Cl 3, 1)
– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João
– Glória a vós, Senhor.
1Havia um chefe judaico, membro do grupo dos fariseus, chamado Nicodemos, 2que foi ter com Jesus, de noite, e lhe disse: “Rabi, sabemos que vieste como mestre da parte de Deus. De fato, ninguém pode realizar os sinais que tu fazes, a não ser que Deus esteja com ele”.
3Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade te digo, se alguém não nasce do alto, não pode ver o Reino de Deus”. 4Nicodemos disse: “Como é que alguém pode nascer, se já é velho? Poderá entrar outra vez no ventre de sua mãe?”
5Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade te digo, se alguém não nasce da água e do Espírito, não pode entrar no Reino de Deus. 6Quem nasce da carne é carne; quem nasce do Espírito é espírito. 7Não te admires por eu haver dito: Vós deveis nascer do alto. 😯 vento sopra onde quer e tu podes ouvir o seu ruído, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim acontece a todo aquele que nasceu do Espírito”.
– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Martinho I, Papa e Mártir

Local: Roma, Itália
Data: 13 de Abril † 656

Originário de Todi e diácono da Igreja romana, Martinho foi eleito ao sumo pontificado após a morte do papa Teodoro (13 de maio de 649) e logo mostrou mão firme no governo do leme da barca de Pedro. Não pediu nem aguardou o consentimento à sua eleição da parte do imperador Constante II que no ano anterior promulgara o Tipo, documento em defesa da tese herética dos monotelitas. Para barrar a difusão dessa heresia, três meses após sua eleição, o papa Martinho convocou, na basílica de são João de Latrão, grande concílio, para o qual foram convidados todos os bispos do Ocidente.

A condenação de todos os escritos monotelitas, sancionada nas cinco sessões solenes, provocou irritadíssima reação da corte bizantina. O imperador ordenou ao exarca de Ravena, Olímpio, que fosse a Roma e prendesse o papa. Olímpio quis cumprir as ordens imperiais com algumas alterações e tentou, por meio do seu escudeiro, assassinar o papa durante a celebração da missa em Santa Maria Maior. No momento de receber a hóstia consagrada das mãos do pontífice o sicário puxou o punhal, mas foi imediatamente atingido por uma cegueira total.

Provavelmente esse fato convenceu Olímpio a trocar de atitude e a reconciliar-se com o santo pontífice e projetar uma luta armada contra Constantinopla. Em 653, morto Olímpio de peste, o imperador pôde cumprir a sua vingança, fazendo com que o novo exarca de Ravena, Teodoro Calíopa, prendesse o papa.

Martinho, acusado de ter-se apossado ilegalmente do alto cargo de sumo pontífice e de haver tramado com Olímpio contra Constantinopla, foi conduzido por via marítima até à cidade do Bósforo. A longa viagem, que durou quinze meses, foi o início de um cruel martírio. Durante as numerosas escalas, a nenhum dos tantos fiéis que foram encontrar-se com o papa foi concedido aproximar-se dele. Ao prisioneiro não era dada nem água para se lavar. Chegando a Constantinopla a 17 de setembro de 654, o papa ficou estendido numa cama na rua pública recebendo os insultos do povo durante um dia inteiro, antes de ser fechado por três meses na prisão Prandiária. Depois iniciou-se o longo e exaustivo processo, durante o qual os sofrimentos foram tão grandes a ponto de o acusado murmurar: “Façam de mim o que quiserem; qualquer morte será para mim um benefício”.

Humilhado publicamente, despido e exposto aos rigores do frio, carregado de correntes, foi fechado na cela reservada aos condenados à morte. A 16 de março de 655 fizeram-no partir secretamente para o exílio em Quersoneso, na Crimeia. Sofreu fome e foi se enfraquecendo no mais absoluto abandono durante outros quatro meses, até que a morte o colheu, fraco de corpo, mas não de vontade, aos 16 de setembro de 655.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Martinho I, rogai por nós!

Publicado em

DOMINGO, DIA 12 DE ABRIL DE 2026

II Domingo da Páscoa — Domingo da Divina Misericórdia

Primeira leitura
— At 2, 42-47
Leitura dos Atos dos Apóstolos

Os que haviam se convertido 42eram perseverantes em ouvir o ensinamento dos apóstolos, na comunhão fraterna, na fração do pão e nas orações. 43E todos estavam cheios de temor por causa dos numerosos prodígios e sinais que os apóstolos realizavam. 44Todos os que abraçavam a fé viviam unidos e colocavam tudo em comum; 45vendiam suas propriedades e seus bens e repartiam o dinheiro entre todos, conforme a necessidade de cada um.
46Diariamente, todos frequentavam o Templo, partiam o pão pelas casas e, unidos, tomavam a refeição com alegria e simplicidade de coração.
47Louvavam a Deus e eram estimados por todo o povo. E, cada dia, o Senhor acrescentava ao seu número mais pessoas que seriam salvas.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 117(118), 2-4. 13-15. 22-24 (R. 1)

– Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom; eterna é a sua misericórdia!

— A casa de Israel agora o diga: “Eterna é a sua misericórdia!” A casa de Aarão agora o diga: “Eterna é a sua misericórdia!” Os que temem o Senhor agora o digam: “Eterna é a sua misericórdia!” ℟.

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom; eterna é a sua misericórdia!

— Empurraram-me, tentando derrubar-me, mas veio o Senhor em meu socorro. O Senhor é minha força e o meu canto, e tornou-se para mim o Salvador. “Clamores de alegria e de vitória ressoem pelas tendas dos fiéis”. ℟.

Dai graças ao Senhor, porque Ele é bom; eterna é a sua misericórdia!

— “A pedra que os pedreiros rejeitaram tornou-se agora a pedra angular”. Pelo Senhor é que foi feito tudo isso: Que maravilhas ele fez a nossos olhos! Este é o dia que o Senhor fez para nós, alegremo-nos e nele exultemos! ℟.

Segunda leitura
Leitura da Primeira Carta de São Pedro

Bendito seja Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Em sua grande misericórdia, pela ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos, ele nos fez nascer de novo, para uma esperança viva, 4para uma herança incorruptível, que não se mancha nem murcha, e que é reservada para vós nos céus.
5Graças à fé, e pelo poder de Deus, vós fostes guardados para a salvação que deve manifestar-se nos últimos tempos. 6Isto é motivo de alegria para vós, embora seja necessário que agora fiqueis por algum tempo aflitos, por causa de várias provações.
7Deste modo, a vossa fé será provada como sendo verdadeira — mais preciosa que o ouro perecível, que é provado no fogo — e alcançará louvor, honra e glória no dia da manifestação de Jesus Cristo.
8Sem ter visto o Senhor, vós o amais. Sem o ver ainda, nele acreditais. Isso será para vós fonte de alegria indizível e gloriosa, 9pois obtereis aquilo em que acreditais: a vossa salvação.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Acreditaste, Tomé, porque me viste. Felizes os que creram sem ter visto! (Jo 20, 29) ℟.
Evangelho — Jo 20, 19-31

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João 
℟. Glória a vós, Senhor.

Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”.
20Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.
21Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem os não perdoardes, eles lhes serão retidos”.
24Tomé, chamado Dídimo, que era um dos doze, não estava com eles quando Jesus veio. 25Os outros discípulos contaram-lhe depois: “Vimos o Senhor!” Mas Tomé disse-lhes: “Se eu não vir a marca dos pregos em suas mãos, se eu não puser o dedo nas marcas dos pregos e não puser a mão no seu lado, não acreditarei”.
26Oito dias depois, encontravam-se os discípulos novamente reunidos em casa, e Tomé estava com eles. Estando fechadas as portas, Jesus entrou, pôs-se no meio deles e disse: “A paz esteja convosco”.
27Depois disse a Tomé: “Põe o teu dedo aqui e olha as minhas mãos. Estende a tua mão e coloca-a no meu lado. E não sejas incrédulo, mas fiel”. 28Tomé respondeu: “Meu Senhor e meu Deus!” 29Jesus lhe disse: “Acreditaste, porque me viste? Bem-aventurados os que creram sem terem visto!”
30Jesus realizou muitos outros sinais diante dos discípulos, que não estão escritos neste livro. 31Mas estes foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e, para que, crendo, tenhais a vida em seu nome.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

A Divina Misericórdia e a ação do Espírito Santo
Neste Domingo da Divina Misericórdia, a Igreja nos convida a contemplar o amor de Deus, que, ao se inclinar sobre a nossa miséria, manifesta-se como perdão e vida nova. Mas, como descreveu Santa Faustina, o que mais fere o Coração de Cristo é a falta de confiança na sua infinita misericórdia.
Neste Domingo da Oitava de Páscoa, isto é, o Domingo da Divina Misericórdia, a Igreja proclama o Evangelho de São João, capítulo 20, versículos do 19 ao 31. Este domingo também é tradicionalmente conhecido como Domingo in albis, pois, na liturgia da Igreja antiga, aqueles que eram batizados na Vigília Pascal se apresentavam, uma semana depois, ao bispo com suas vestes cândidas, como sinal do esforço por conservar a pureza batismal.
São João Paulo II foi, sem dúvida alguma, o Papa da Divina Misericórdia. Foi ele quem instituiu esta Festa na Oitava de Páscoa, a partir das revelações privadas recebidas por Santa Faustina Kowalska, uma religiosa polonesa que viveu no início do século XX e faleceu em 1938, aos 33 anos, vítima de tuberculose. Ao longo de sua vida, ela passou por diversas purificações espirituais, próprias daqueles místicos que se aproximam profundamente de Deus, e recebeu dons sobrenaturais, como visões de Jesus e até mesmo os estigmas.
Por obediência ao seu confessor, ela escreveu um diário no qual registrou essas revelações. Apesar de sua instrução muito simples — tendo estudado por apenas três semestres na escola —, sua linguagem, embora elementar, revelou-se admiravelmente clara e, sobretudo, sem qualquer erro teológico ou dogmático.
Entre os pedidos de Jesus, estava o de que fosse pintada a imagem da Divina Misericórdia: Ele com uma das mãos levantadas abençoando e a outra sobre o peito, de onde saem dois raios — um vermelho e outro pálido —, representando aquilo que aconteceu na Cruz, quando do Coração de Cristo jorraram sangue e água.
Jesus insiste fortemente na necessidade de confiarmos, ensinando que nada mais entristece o seu Coração do que a falta de confiança na sua misericórdia. Aqui se encontra, de certo modo, o pecado contra o Espírito Santo: o desespero, cometido quando uma pessoa orgulhosa — como Judas — afirma que seus pecados são maiores do que a misericórdia de Deus — o que é impossível, pois a misericórdia divina é infinita, enquanto o pecado humano é sempre finito, por pior que seja. Por causa disso, Jesus quis que essa devoção fosse propagada no mundo inteiro, revelando práticas concretas: a recitação, às três horas da tarde, do terço da Divina Misericórdia e a instituição dessa Festa no domingo após a Páscoa.
Após a morte de Santa Faustina, seus confessores e outros sacerdotes deram continuidade a essa missão. A devoção começou a se difundir lentamente, embora tudo parecesse improvável — afinal, tratava-se de uma freira escondida em um convento na Polônia.
Entretanto, uma tradução inadequada do diário levou o Santo Ofício, em 6 de março de 1959, a proibir a propagação da devoção, tanto do diário quanto da imagem. Isso perdurou por cerca de vinte anos.
Contudo, por Providência Divina, Deus suscitou também na Polônia uma figura decisiva: o arcebispo de Cracóvia, Karol Wojtyła. Mesmo diante das dificuldades, ele iniciou o processo de beatificação de Faustina e incentivou um estudo mais profundo do diário, pedindo uma nova tradução que fosse fiel ao texto original. Desse modo, quando a riqueza espiritual e teológica dessas revelações foi devidamente reconhecida, Roma retirou a proibição em 15 de abril de 1978 — exatamente o mesmo ano em que, alguns meses depois, em outubro, o Cardeal Wojtyła seria eleito Papa João Paulo II.
Posteriormente, Santa Faustina foi beatificada em 1993 e canonizada no ano 2000. Então, com sua canonização, São João Paulo II instituiu oficialmente para toda a Igreja o Domingo da Divina Misericórdia, concedendo também indulgências especiais ligadas a essa devoção.
Mas o que é, afinal, a misericórdia? A própria Santa Faustina ensina: “O amor é a flor, a misericórdia é o fruto”. Deus é amor em si mesmo, na comunhão eterna do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Contudo, quando esse amor se manifesta na história — isto é, na Criação e na Redenção —, ele se revela como misericórdia.
A misericórdia supõe a miséria humana. Por isso, antes da Criação, não havia essa manifestação misericordiosa do amor de Deus. Mas, a partir do momento em que tudo começou a existir, Deus passou a demonstrar o seu amor como misericórdia, inclusive na Redenção, nos sacramentos, na justiça divina e em todas as ações salvíficas ao longo da história. Essa misericórdia torna-se principalmente visível na Cruz de Cristo, quando do seu Coração aberto brotam sangue e água, sinais concretos do amor de Deus. 
Santa Faustina, ao viver grandes sofrimentos, encontrava consolo justamente nas chagas de Cristo, contemplando nelas a expressão máxima da misericórdia divina — essa espiritualidade já estava presente na Tradição da Igreja, como vemos também na vida de Santa Catarina de Sena.
No Evangelho de hoje, vemos Jesus aparecer aos Apóstolos no próprio dia da Ressurreição e, após saudá-los duas vezes com a paz, Ele sopra sobre eles, dizendo: “Recebei o Espírito Santo. A quem perdoardes os pecados, eles serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos” (Jo 20, 22).
Santo Tomás de Aquino explica que, embora toda a Trindade seja autora do perdão dos pecados, esse perdão é, por apropriação, atribuído ao Espírito Santo, pois Ele é o Amor entre o Pai e o Filho. E, como ensina a Escritura, “o amor cobre todas as faltas” (Pr 10, 12). Portanto, é o Paráclito quem nos torna amigos de Deus, renova-nos, purifica-nos e introduz-nos na intimidade divina. Assim, podemos afirmar que a misericórdia que brota do Coração de Cristo é o próprio Espírito Santo, derramado sobre nós como amor vivo, o qual se comunica por meio dos sacramentos, da pregação da Palavra e de toda a vida da Igreja.
Todo o Tempo Pascal está apontando para o Domingo de Pentecostes, mostrando que o grande fruto da Ressurreição é o dom do Espírito Santo, que realiza em nós a remissão dos pecados. Por isso, somos chamados, neste domingo, a renovar não somente a nossa fé, mas, sobretudo, a nossa confiança na infinita misericórdia de Deus.
Santa Teresinha do Menino Jesus, durante sua enfermidade, confidenciou à sua irmã:
“Se eu tivesse cometido todos os crimes possíveis, eu conservaria sempre a mesma confiança, porque essa multidão de ofensas não passaria de uma gota d’água no braseiro ardente do amor de Deus”. Lancemos, portanto, a nossa miséria nesse amor infinito, e assim celebraremos verdadeiramente a Divina Misericórdia.

SANTO DO DIA
São Giuseppe Moscati (Memória Facultativa)

Local: Nápoles, Itália
Data: 12 de Abril † 1927

Giuseppe Moscati nasceu em 25 de julho de 1880 em Benevento, sétimo entre os nove filhos do magistrado Francesco Moscati e Rosa De Luca, do Marquês de Roseto. Ele foi batizado em 31 de julho de 1880.

Em 1881 a família Moscati mudou-se para Ancona e depois para Nápoles, onde Giuseppe fez sua primeira comunhão na festa da Imaculada Conceição de 1888. De 1889 a 1894 Giuseppe completou o ensino médio e depois os estudos escolares no “Vittorio Emanuele”, obtendo o diploma do ensino médio com notas brilhantes em 1897, com apenas 17 anos. Alguns meses depois, iniciou seus estudos universitários na faculdade de medicina da Universidade Napolitana.

É possível que a decisão de escolher a profissão médica tenha sido influenciada em parte pelo fato de que na adolescência Joseph foi confrontado, de forma direta e pessoal, com o drama do sofrimento humano. Em 1893, de fato, seu irmão Alberto, um tenente de artilharia, foi trazido para casa depois de sofrer um trauma incurável após uma queda de cavalo. Durante anos, José derramou seus cuidados carinhosos ao seu amado irmão, e então ele teve que experimentar a relativa impotência dos remédios humanos e a eficácia dos confortos religiosos, os únicos que podem nos dar a verdadeira paz e serenidade. É, no entanto, um fato que, desde muito jovem, Giuseppe Moscati demonstra uma sensibilidade aguda pelos sofrimentos físicos dos outros; mas seu olhar não se detém neles: penetra até os últimos recessos do coração humano.

Em 4 de agosto de 1903, Giuseppe Moscati formou-se em medicina com nota máxima e direito à imprensa, coroando assim o “currículo” de seus estudos universitários de forma digna. Cinco meses após a formatura, o Dr. Moscati participa do concurso público para o cargo de assistente ordinário nos Hospitais Unidos de Nápoles; quase ao mesmo tempo apoia outro concurso para auxiliar extraordinário nos mesmos hospitais, com base em provas e qualificações. Na primeira das competições, de vinte e um classificados, ele ocupa o segundo lugar; no outro, consegue o primeiro lugar geral, e isso de forma tão triunfal que – como se lê em um julgamento qualificado – “deixa os examinadores e companheiros espantados”.

Desde 1904 Moscati trabalha como assistente no hospital degl Incurabili, em Nápoles, e entre outras coisas organiza a hospitalização de pessoas afetadas pela raiva e, através de uma intervenção pessoal muito corajosa, salva os pacientes no hospital de Torre del Greco, durante a erupção do Vesúvio em 1906.

Nos anos seguintes Giuseppe Moscati obteve a idoneidade, em concurso de exames, para o serviço de laboratório do hospital de infectologia “Domenico Cotugno”. Em 1911, ele participou do concurso público para seis postos de ajuda ordinária no Ospedali Riuniti e ganhou sensacionalmente. Há as nomeações como coadjutor ordinário nos hospitais e depois, na sequência do concurso para médico ordinário, a nomeação como diretor de sala, ou seja, médico chefe. Durante a Primeira Guerra Mundial, foi diretor dos departamentos militares do Ospedali Riuniti. Este “currículo” hospitalar é ladeado pelas várias etapas da universidade e da científica: desde os anos universitários até 1908, Moscati é assistente voluntário no laboratório de fisiologia; a partir de 1908 foi assistente pleno no Instituto de Química Fisiológica. Por concurso, obtém um local de estudo na estação zoológica. Na sequência de um concurso foi nomeado formador voluntário da III Clínica Médica, e responsável pelo departamento de química até 1911. Ao mesmo tempo, cobriu os vários níveis de ensino.

Em 1911 obteve, por habilitação, o Livre Docência em Química Fisiológica; ele é responsável pela liderança da pesquisa científica e experimental no Instituto de Química Biológica. Desde 1911 leciona, ininterruptamente, “Investigações laboratoriais aplicadas à clínica” e “Química aplicada à medicina”, com exercícios e demonstrações práticas. A título privado, durante alguns anos letivos, leciona semiologia hospitalar, semiologia clínica e patológica e casuística a numerosos licenciados e estudantes. Durante vários anos letivos concluiu a substituição nos cursos oficiais de Química Fisiológica e Fisiologia. Em 1922, obteve a Livre Docência em Clínica Médica Geral, com dispensa da aula ou da prova prática por unanimidade de votos da comissão.

Famoso e muito procurado no meio napolitano ainda muito jovem, o professor Moscati logo ganhou fama nacional e internacional por suas pesquisas originais, cujos resultados foram publicados por ele em várias revistas científicas italianas e estrangeiras. Essas pesquisas pioneiras, que se concentram especialmente no glicogênio e tópicos relacionados, garantem a Moscati um lugar de honra entre os pesquisadores médicos da primeira metade do nosso século.

No entanto, não são apenas ou mesmo principalmente as qualidades geniais e os sucessos sensacionais de Moscati – sua metodologia seguramente inovadora no campo da pesquisa científica, seu extraordinário olhar diagnóstico – que despertam o espanto de quem a aborda. Mais do que tudo, é a sua própria personalidade que deixa uma impressão profunda em quem o encontra, a sua vida límpida e coerente, toda impregnada de fé e caridade para com Deus e para com os homens. Moscati é um cientista de primeira linha; mas para ele não há contrastes entre fé e ciência: como pesquisador, ele está a serviço da verdade e a verdade nunca está em contradição consigo mesma, muito menos com o que a Verdade eterna nos revelou. A aceitação da Palavra de Deus não é, por outro lado, para Moscati um simples ato intelectual, abstrato e teórico: para ele a fé é, por outro lado, a fonte de toda a sua vida, a aceitação incondicional, calorosa e entusiástica da realidade do Deus pessoal e de nossas relações com ele. Moscati vê o Cristo sofredor em seus pacientes, o ama e o serve neles. É este impulso de amor generoso que o impele a fazer o melhor sem parar pelos que sofrem, não para esperar que os doentes venham até ele, mas para procurá-los nos bairros mais pobres e abandonados da cidade, para curar de graça, na verdade, para ajudá-los com os próprios ganhos de seus pais. E todos, mas sobretudo os que vivem na miséria, intuem na admiração o poder divino que anima o seu benfeitor. Assim Moscati torna-se o apóstolo de Jesus: sem nunca pregar, ele anuncia, com a sua caridade e com o modo como vive a sua profissão de médico, o Divino Pastor e conduz a ele os oprimidos e sedentos de verdade e de bondade. Com o passar dos anos, o fogo do amor parece devorar Giuseppe Moscati. Sua atividade externa cresce constantemente, mas suas horas de oração também são prolongadas e seus encontros com Jesus no sacramento são progressivamente internalizados.

Quando, em 12 de abril de 1927, Moscati morreu subitamente, abatido em plena atividade, com apenas 46 anos, a notícia de sua morte foi anunciada e espalhada de boca em boca com as palavras: “O santo doutor está morto”. Estas palavras, que resumem toda a vida de Moscati, recebem hoje o selo oficial da Igreja.

Fonte: causesanti.va (adaptado)

São Giuseppe Moscati, rogai por nós!