Publicado em

QUINTA-FEIRA, DIA 03 DE NOVEMBRO DE 2022

XXXI SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde)

Primeira leitura
Fl 3,3-8a 
– Leitura da carta de são Paulo aos Filipenses: Irmãos, 3os verdadeiros circuncidados somos nós, que prestamos culto pelo Espírito de Deus, colocamos a nossa glória em Cristo Jesus e não pomos confiança na carne. 4Aliás, também eu poderia pôr minha confiança na carne. Pois, se algum outro pensa que pode confiar na carne, eu mais ainda. 5Fui circuncidado no oitavo dia, sou da raça de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu filho de hebreus. Em relação à Lei, fariseu, 6pelo zelo, perseguidor da Igreja de Deus; quanto à justiça que vem da Lei, sempre irrepreensível. 7Mas essas coisas, que eram vantagens para mim, considerei-as como perda, por causa de Cristo. 8aNa verdade, considero tudo como perda diante da vantagem suprema que consiste em conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 105,2-7 (R: 3b)
– Exulte o coração dos que buscam o Senhor!
R: Exulte o coração dos que buscam o Senhor!

– Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas! Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus!
R: Exulte o coração dos que buscam o Senhor!

– Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! Lembrai as maravilhas que ele fez, seus prodígios e as palavras de seus lábios!
R: Exulte o coração dos que buscam o Senhor!

– Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra.
R: Exulte o coração dos que buscam o Senhor!
 
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Vinde a mim todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 15,1-10
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!   
– Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3Então Jesus contou-lhes esta parábola: 4“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, 6e, chegando à casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!’ 7Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão. 8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ‘Alegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!’ 10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.
– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor!

SANTO DO DIA
São Martinho de Lima, patrono dos barbeiros

Religioso
Origens 
São Martinho nasceu em Lima, no dia 9 de dezembro de 1579, filho de um nobre cavaleiro espanhol, João Porres, e de uma negra do Panamá, de origem africana, Ana Velásquez. Por causa da pele escura, o pai não o quis reconhecer, e, no livro de batizado, foi registrado como filho de pai ignorado. 
O valor representativo de São Martinho na história da santidade deriva do fato de ser ele uma dessas “misturas” da América, como um cronista do século XVI definia ironicamente os mulatos. 
Vida Simples
São Martinho viveu pobremente até os oitos anos de idade e na companhia da mãe e de uma irmãzinha, nascida dois anos depois dele. Educado por sua mãe, no santo temor de Deus, começou ainda criança a trabalhar como aprendiz de barbeiro. Era uma profissão manual e também desprezada pelos que tinham aspirações à nobreza, porém, naquela época, essa profissão não era como de hoje em dia, pois, naquele tempo, o barbeiro era também dentista e cirurgião. 
São Martinho: pela Caridade alcançou a Santidade
Caridade
Martinho, alma extremamente sensível e de profundidade mística, fez de sua profissão um exercício de caridade para com os pobres, principalmente depois que se tornou ajudante de um médico.

O Convento
Com a idade de 15 anos, abandonou tudo e foi bater na porta do convento dos dominicanos em Lima. Aqui o espera uma nova humilhação. Foi admitido apenas como terciário e incumbido dos trabalhos mais humildes da comunidade. As suas funções eram as mais humildes, mas a sua vida espiritual, a mais profunda. Por fim, os superiores perceberam o que representava aquela alma para a Ordem e, acolhendo-o como membro efetivo no dia 2 de junho de 1603, admitiram-no então a profissão solene.
Solicitude pelos Irmão
A sua solicitude pelos irmãos doentes era viva. Encontravam-no junto deles para os aliviar, mesmo, segundo se diz, que a porta estivesse fechada à chave. Considerava-se escravo de todos e de cada um, e se a doença de algum irmão que ele cuidava piorava, o zelo crescia.
Feitos Extraordinários
Quis assim permanecer a escória do convento, mas a sua santidade começou a refulgir para além dos limites do convento, pelos extraordinários carismas com as quais era dotado, como profecias, os êxtases, as bilocações. Embora nunca tenha se distanciado de Lima, foi visto na África, na China e no Japão para confortar missionários em dificuldade. A este humilde irmão leigo recorriam para conselho; teólogos, bispos e autoridades civis, mais de uma vez o próprio vice-rei teve de aguardar diante da sua cela, porque frei Martinho estava em êxtase.
De Escória do Convento a Santidade 
A Fundação do Hospital
Durante uma peste epidêmica, curou os que recorreram a eles, e aos seus sessenta confrades curou prodigiosamente. Dedicava sua vida literalmente aos pobres: mendigo por amor aos mendigos. Com as esmolas que conseguia, fundou um hospital para os meninos abandonados e jejuava para dar de comer aos pobres. Jejuava todo o ano, quase não comendo senão restos de pão, mas discretamente, a tal ponto que ninguém reparava. Tudo isso era regado pelas orações que fazia durante a noite, assim como Jesus orava (Lc 6,12).
Assim, sem fazer coisas extraordinárias além da prática de caridade, Martinho chegou a um alto grau de santidade. 
Páscoa
Faleceu, santamente, em Lima no dia 3 de novembro de 1639, com sessenta anos de idade e imediatamente foi honrado e venerado como santo. Foi beatificado, em 1837, pelo Papa Gregório XVI; foi canonizado, no dia 6 de maio de 1962, por São João XXIII; e no ano de 1966, o Papa São Paulo VI o proclamou patrono dos barbeiros.
Minha oração
“Oh! Deus, que exaltou o humilde, que fizestes São Martinho, teu confessor, entrar no Reino celestial, concedei através do seu mérito e intercessão de modo que possamos seguir o exemplo da sua humildade e caridade na terra e um dia estarmos com ele no Céu, através de Cristo, Nosso Senhor.”
São Martinho de Lima, rogai por nós!

Publicado em

TERÇA-FEIRA, DIA 01 DE NOVEMBRO DE 2022

XXXI SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde,

Primeira leitura
Fl 2,5-11 
– Leitura da carta de são Paulo aos Filipenses: Irmãos, 5tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus. 6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor” para a glória de Deus Pai.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 22,26b-27.28-30a.31-32 (R: 26a)
– Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!
R: Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!

– Cumpro meus votos ante aqueles que vos temem! Vossos pobres vão comer e saciar-se, e os que procuram o Senhor o louvarão; seus corações tenham a vida para sempre! ”
R: Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!

– Lembrem-se disso os confins de toda a terra, para que voltem ao Senhor e se convertam, e se prostrem, adorando, diante dele todos os povos e as famílias das nações. Pois ao Senhor é que pertence a realeza; ele domina sobre todas as nações. Somente a ele adorarão os poderosos.
R: Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!

– Toda a minha descendência há de servi-lo; às futuras gerações anunciará, o poder e a justiça do Senhor; ao povo novo que há de vir, ela dirá: “Eis a obra que o Senhor realizou! ”
 R: Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor (Mt 11,28).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 14,15-24
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!
– Naquele tempo, 15um homem que estava à mesa disse a Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” 16Jesus respondeu: “Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. 17Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ‘Vinde, pois tudo está pronto’. 18Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ‘Comprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 19Um outro disse: ‘Comprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpas’. 20Um terceiro disse: ‘Acabo de me casar e, por isso, não posso ir’. 21O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: Sai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxos’. 22O empregado disse: ‘Senhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugar’. 23O patrão disse ao empregado: ‘Sai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheia’. 24Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banquete”.
– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor!

SANTO DO DIA
Todos os santos

Os inumeráveis heróis anônimos, na sua maioria esquecidos pelos demais homens e pela História que ao longo dos tempos foram passando desta vida para a Eternidade em estado de graça e pelos méritos da Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo foram sendo admitidos no Paraíso – todos esses, embora esquecidos na Terra, são santos e são honrados pela Igreja neste dia.
“Vi uma grande multidão que ninguém podia contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas. Estavam de pé diante do Trono e diante do Cordeiro, de vestes brancas e palmas na mão.”
Esta visão narrada por São João Evangelista, no Apocalipse, fala dos santos aos quais é dedicado o dia de hoje. A Igreja de Cristo possui muitos santos canonizados e a quantidade de dias do calendário não permite que eles sejam homenageados com exclusividade. Além desses, a Igreja tem, também, muitos outros santos sem nome, que viveram no mundo silenciosamente e na nulidade, carregando com dignidade a sua cruz, sem nunca ter duvidado dos ensinamentos de Jesus.
Enfim, santos são todos os que foram canonizados pela Igreja ao longo dos séculos e também os que não foram e nem sequer a Igreja conhece o nome e que nos precederam em vida na terra perseverando na fé em Cristo. Portanto, são mesmo multidões e multidões. Ele ama todos do mesmo modo. O que vale é o nosso testemunho de fidelidade e amor na fé em seu Filho, o Cristo, e que somente Deus conhece.
Como mesmo entre os canonizados muitos santos não têm um dia exclusivo para sua homenagem, a Igreja reverencia a lembrança de todos, até os sem nome, numa mesma data. A celebração começou no século III, na Igreja do Oriente, e ocorria no dia 13 de maio.
A festa de Todos os Santos ocorreu pela primeira vez em Roma, no dia 13 de maio de 69, quando o Papa Bonifácio IV transformou o Panteão, templo dedicado a todos os deuses pagãos do Olimpo, em uma igreja em honra à Virgem Maria e a Todos os Santos.
A mudança do dia começou com o abade inglês Alcuíno de York, professor de Carlos Magno, perto do ano 800. Os pagãos celtas entendiam o dia 1º de novembro como um dia de comemoração que anunciava o início do inverno. Quando eles se convertiam, queriam continuar com a tradição da festa. Assim, a veneração de Todos os Santos lembrando os cristãos que morreram em estado de graça foi instituída no dia 1º de novembro.
O Papa Gregório IV, em 835, fixou e estendeu para toda a Igreja a comemoração em 1º de novembro. Oficialmente, a mudança do dia da festa de Todos os Santos, de 13 de maio para 1º de novembro, só foi decretada em 1475, pelo do Papa Xisto IV. Mas o importante é que a solenidade de Todos os Santos enche de sentido a homenagem de Todos os Finados, que ocorre no dia 2 de novembro.
Todos os Santos e Santas de Deus, rogai por nós!

Publicado em

SEGUNDA-FEIRA, DIA 31 DE OUTUBRO DE 2022

XXXI SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde)

Primeira leitura
Fl 2,1-4 
– Leitura da carta de são Paulo aos Filipenses: Irmãos, 1se existe consolação na vida em Cristo, se existe alento no mútuo amor, se existe comunhão no Espírito, se existe ternura e compaixão, 2tornai então completa a minha alegria: aspirai à mesma coisa, unidos no mesmo amor; vivei em harmonia, procurando a unidade. 3Nada façais por competição ou vanglória, mas, com humildade, cada um julgue que o outro é mais importante, 4e não cuide somente do que é seu, mas também do que é do outro.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 131,1,2,3 (R: Guardai-me, em paz, junto a vós, ó Senhor!)
– Guardai-me, em paz, junto a vós, ó Senhor!
R: Guardai-me, em paz, junto a vós, ó Senhor!
– Senhor, meu coração não é orgulhoso, nem se eleva arrogante o meu olhar; não ando à procura de grandezas, nem tenho pretensões ambiciosas!
R: Guardai-me, em paz, junto a vós, ó Senhor!
– Fiz calar e sossegar a minha alma; ela está em grande paz dentro de mim, como a criança bem tranquila, amamentada no regaço acolhedor de sua mãe.
R: Guardai-me, em paz, junto a vós, ó Senhor!
– Confia no Senhor, ó Israel, desde agora e por toda a eternidade!
R: Guardai-me, em paz, junto a vós, ó Senhor!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Se guardais minha palavra, diz Jesus, realmente vós sereis os meus discípulos (Jo 8,31s).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 14,12-14
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!   
– Naquele tempo, 12dizia Jesus ao chefe dos fariseus que o tinha convidado: “Quando deres um almoço ou um jantar, não convides teus amigos nem teus irmãos nem teus parentes nem teus vizinhos ricos. Pois estes poderiam também convidar-te e isto já seria a tua recompensa. 13Pelo contrário, quando deres uma festa, convida os pobres, os aleijados, os coxos, os cegos. 14Então serás feliz! Porque eles não te podem retribuir. Tu receberás a recompensa na ressurreição dos justos”.
– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor!

SANTO DO DIA
Santo Afonso Rodrigues, padroeiro de Palma de Maiorca

Religioso
Origens 
Natural de Segóvia, na Espanha, veio à luz aos 25 de julho de 1532. Pertencente a uma família cristã, teve de interromper seus estudos no primário, pois, com a morte do pai, assumiu os compromissos com o comércio. Casou-se com Maria Soares, que amou tanto quanto os dois filhos, mas infelizmente, todos, com o tempo, faleceram.
A Crise Espiritual 
Ao entrar em crise espiritual, Afonso entrega-se à oração, à penitência e, dirigido por um sacerdote, descobriu o seu chamado a ser Irmão religioso; e, assim, assumiu grandes dificuldades como a limitação dos estudos. 
Entrou para a Companhia de Jesus
No ano de 1571, aos 38 anos, iniciou seu noviciado. Vencendo tudo em Deus, Afonso foi recebido na Companhia de Jesus como Irmão. Sua vida foi uma esplêndida realização da vocação. Depois do noviciado, foi enviado para o Colégio de formação Monte de Sião em Palma de Maiorca. No colégio, desempenhou os ofícios de porteiro; e a todos prestava vários serviços e, dentre as virtudes heroicas que conquistou na graça e querendo ser firme na fé, a obediência foi a sua prova de verdadeira humildade.
Santo Afonso Rodrigues: Homem Simples 
Vontade de Deus 
Santo Afonso Rodrigues sabia ser simples, pois aceitava, com amor, toda ordem e desejo dos superiores, como expressão da vontade de Deus. Tinha como regra “Agradar somente a Deus, cumprir sempre e em toda parte a Vontade Divina”. Esse santo encantador, com sua espiritualidade, ajudou a muitos, principalmente São Pedro Claver, um de seus filhos espirituais mais notáveis, quanto ao futuro apostolado na Colômbia.
Alma que suplicava Deus 
Sua alma era sedenta de Deus: “A oração que tem é uma súplica a Deus e a Nossa Senhora de quatro amores: o amor de Deus; o amor de Jesus Cristo; o amor a Santíssima Virgem e o amor de uns para com os outros”. Em sua íntima relação com Deus, Maria sempre esteve presente. 
Páscoa
Passou o resto da sua vida como porteiro em um convento da Ilha de Maiorca, onde foi exemplo de humildade, obediência, constância e santidade. Místico de muitos carismas, Santo Afonso Rodrigues sofreu muito antes de morrer em 31 de outubro de 1617. Foi canonizado em 15 de janeiro de 1888, por Leão XIII. Ele é o santo padroeiro dos goleiros e lanterninhas, e padroeiro de Palma de Maiorca. 
Minha oração
“ Santo Afonso, que por sua obediência conquistastes o céu, dai-nos a graça de imitar essa virtude assim como o teu modelo de humildade. Ensina-nos a reconhecer Jesus nos trabalhos mais simples e desprezados. Amém!”
Santo Afonso Rodrigues , rogai por nós!

Publicado em

DOMINGO, DIA 30 DE OUTUBRO DE 2022

XXXI SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde,

Primeira leitura
Sb 11,22-12,2 
– Leitura do livro da Sabedoria: 22Senhor, o mundo inteiro, diante de ti, é como um grão de areia na balança, uma gota de orvalho da manhã que cai sobre a terra. 23Entretanto, de todos tens compaixão, porque tudo podes. Fechas os olhos aos pecados dos homens, para que se arrependam. 24Sim, amas tudo o que existe, e não desprezas nada do que fizeste; porque, se odiasses alguma coisa não a terias criado. 25Da mesma forma, como poderia alguma coisa existir, se não a tivesses querido? Ou como poderia ser mantida, se por ti não fosse chamada? 26A todos, porém, tu tratas com bondade, porque tudo é teu, Senhor, amigo da vida. 12,1O teu espírito incorruptível está em todas as coisas! 2É por isso que corriges com carinho os que caem e os repreendes, lembrando-lhes seus pecados, para que se afastem do mal e creiam em ti, Senhor.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 145,1-2.8-11.13cd-14 (R: 1)
– Bendirei eternamente vosso nome; para sempre, ó Senhor, o louvarei!
R: Bendirei eternamente vosso nome; para sempre, ó Senhor, o louvarei!

– Ó meu Deus, quero exaltar-vos, ó meu Rei, e bendizer o vosso nome pelos séculos. Todos os dias haverei de bendizer-vos, hei de louvar o vosso nome para sempre.
R: Bendirei eternamente vosso nome; para sempre, ó Senhor, o louvarei!

– Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura.
R: Bendirei eternamente vosso nome; para sempre, ó Senhor, o louvarei!

– Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!
R: Bendirei eternamente vosso nome; para sempre, ó Senhor, o louvarei!

– O Senhor é amor fiel em sua palavra, é santidade em toda obra que ele faz. Ele sustenta todo aquele que vacila e levanta todo aquele que tombou.
R: Bendirei eternamente vosso nome; para sempre, ó Senhor, o louvarei!

Segunda leitura
2Ts  1,11-2,2 
– Leitura da segunda carta de são Paulo aos Tessalonicenses: Irmãos: 11Não cessamos de rezar por vós, para que o nosso Deus vos faça dignos da sua vocação. Que ele, por seu poder, realize todo o bem que desejais e torne ativa a vossa fé. 12Assim o nome de nosso Senhor Jesus Cristo será glorificado em vós, e vós nele, em virtude da graça do nosso Deus e do Senhor Jesus Cristo.
2,1No que se refere à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa união com ele, nós vos pedimos, irmãos: 2não deixeis tão facilmente transtornar a vossa cabeça, nem vos alarmeis por causa de alguma revelação, ou carta atribuída a nós, afirmando que o Dia do Senhor está próximo.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Deus o mundo tanto amou, que seu Filho entregou! Quem no Filho crê e confia, nele encontra vida! (Jo 3,16).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 19,1-10
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!   
– Naquele tempo, 1Jesus tinha entrado em Jericó e estava atravessando a cidade. 2Havia ali um homem chamado Zaqueu, que era chefe dos cobradores de impostos e muito rico. 3Zaqueu procurava ver quem era Jesus, mas não conseguia, por causa da multidão, pois era muito baixo. 4Então ele correu à frente e subiu numa figueira para ver Jesus, que devia passar por ali. 5Quando Jesus chegou ao lugar, olhou para cima e disse: “Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa”. 6Ele desceu depressa, e recebeu Jesus com alegria. 7Ao ver isso, todos começaram a murmurar, dizendo: “Ele foi hospedar-se na casa de um pecador! ” 8Zaqueu ficou de pé, e disse ao Senhor: “Senhor, eu dou a metade dos meus bens aos pobres, e se defraudei alguém, vou devolver quatro vezes mais”. 9Jesus lhe disse: “Hoje a salvação entrou nesta casa, porque também este homem é um filho de Abraão. 10Com efeito, o Filho do Homem veio procurar e salvar o que estava perdido”.
– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor!

SANTO DO DIA
Santo Ângelo d’Acri, um grande pregador das multidões

Presbítero e Religioso
Origens
Há quem se oponha à sua vocação na família e há quem encontre, no coração, os maiores contrastes. Lucantonio Falcone pertence a esta última categoria de pessoas, nascido em Acri, província de Cosenza, em 19 de outubro de 1669. A família, muito religiosa e de princípios sólidos, nunca sonharia em se opor à sua vocação, mas o ruim é que Lucantonio sente os contrastes por dentro. Quando, aos 15 anos, conhece um capuchinho carismático, parece compreender que só entre os capuchinhos poderá cumprir a sua vocação.
Capuchinho ou pai de família
Aos 19 anos, assumiu o hábito, mas alguns meses depois voltou para casa, porque se sentiu chamado a formar sua própria família. Arrepende-se e volta ao convento, mas volta a largar o hábito, porque não se sente à altura de sua vocação religiosa. Não estamos diante do eterno indeciso ou de uma vocação frágil, mas simplesmente de um jovem que, com dificuldade, busca seu caminho, certamente contrariado por aquele que mais tarde sempre lutaria, o diabo, que talvez já anteveja os contratempos que aquele cappuccino vai fazê-lo sofrer. Então, ele volta para o convento novamente, desta vez para sempre.
Sacerdote reconhecido
Mudaram seu nome para Frei Ângelo, e ele foi ordenado sacerdote em 1700; logo, porém, foi apelidado de “anjo da paz” e “apóstolo do Sul”. De fato, se as tarefas pesadas e penosas que sua Odine lhe confia recaem sobre seus ombros, sua “profissão” principal logo se torna a pregação. Ele pregou por quase 40 anos: no início, como ele foi ensinado e de acordo com o costume da época, com pompa e retórica. Depois, mudou de estilo, aprendeu a falar de maneira popular e simples, a fazer-se entender até pelos “camponeses” que apreciam a sua oratória espontânea e se convertem em massa.
Santo Ângelo d’Acri: possuía o dom da oratória
Pregador intelectual
Não é assim em Nápoles, onde é chamado pelo cardeal Pignatelli e… “prega nos bancos”, porque os intelectuais, que se aglomeravam para ouvir o famoso pregador, estão decepcionados com sua oratória esparsa e sem frescuras. Só um percebe o “dano” que tal pregador pode fazer e começa a temer e boicotar o padre Ângelo: o diabo. Santo Ângelo empreende uma longa luta contra o maligno, recebendo em troca tentações e golpes.
Combate espiritual
O Santo Ângelo foi encontrado com a cabeça esmagada, o corpo flagelado, as pernas sangrando depois de ter lutado contra o diabo, que o chama de “maltrapilho” e “ladrão”, porque tira as almas que já acreditava serem suas para sempre. E como Padre Pio, contra o diabo, além da arma da oração e da penitência, ele desencadeia a do humor.
Páscoa
Tudo contribui para esgotar este pregador e este missionário, que parte, em 30 de outubro de 1739, com pouco mais de setenta anos. Padre Ângelo foi beatificado pelo Papa Leão XII em 18 de dezembro de 1825. Sua canonização ocorreu em 15 de outubro de 2017 pelo Papa Francisco na Praça de São Pedro. 
Minha oração
“Exímio pregador capuchinho, rogai pelos pecadores mais endurecidos, os corações mais duros, e pedi ao senhor a conversão das almas. Pedimos a ti que nos ilumine nas pregações e no testemunho para que sejamos evangelizadores como tu foste. Amém.”
Santo Ângelo d’Acri , rogai por nós!

Publicado em

SÁBADO, DIA 29 DE OUTUBRO DE 2022

XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde

Primeira leitura
Fl 1,18b-26 
– Leitura da carta de são Paulo aos Filipenses: Irmãos, 18bde qualquer maneira, com segundas intenções ou com sinceridade, Cristo é anunciado. E eu me alegro com isso, e sempre me alegrarei. 19Pois eu sei que isso resultará na minha salvação graças à vossa oração e à assistência do Espírito de Jesus Cristo. 20Segundo a minha viva expectativa e a minha esperança, não terei de corar de vergonha. Se a minha firmeza continuar total, como sempre, então Cristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte. 21Pois para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro. 22Entretanto, se o viver na carne significa que meu trabalho será frutuoso, neste caso, não sei o que escolher. 23Sinto-me atraído para os dois lados: tenho desejo de partir, para estar com Cristo – o que para mim seria de longe o melhor – 24mas para vós é mais necessário que eu continue minha vida neste mundo. 25Por isso, sei com certeza que vou ficar e continuar com vós todos, para que possais progredir e alegrar-vos na fé. 26Assim, com a minha volta para junto de vós, vai aumentar ainda a razão de vos gloriardes em Cristo Jesus.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 42,2-3.5bcd (R: 3a)
– Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo!
R: Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo!

– Assim como a corça suspira pelas águas correntes, suspira igualmente minh’alma por vós, ó meu Deus!
R: Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo!

– Minha alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus?
R: Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo!

– Peregrino e feliz caminhando para a casa de Deus, entre gritos, louvor e alegria da multidão jubilosa.
R: Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim, que sou de coração humilde e manso! (Mt 11,29).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 14,1.7-11
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!   
– 1Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 7Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então contou-lhes uma parábola: 8Quando fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, 9e o dono da casa, que convidou os dois, venha te dizer: ‘Dá o lugar a ele’. Então ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar. 10Mas, quando fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isto vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados. 11Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado”.
– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor!

SANTO DO DIA
São Narciso

São Narciso
Os registros da Igreja revelam que na diocese de Jerusalém houve um bispo que foi eleito com quase cem anos de idade. E que ele teria morrido com mais de cento e dezesseis anos. Um fato raro na história da Igreja Católica.
Conta-se que Narciso, não era judeu e teria nascido no ano 96. A lembrança que se guardou dele é a de um homem austero, penitente, humilde, simples e puro. Também que, desde a infância, tem demonstrado apego à religião, esperou a idade necessária para tornar-se sacerdote.
Executou um trabalho tão admirável, amando os pobres e doentes, que a população logo o quis para conduzir a paróquia de São Tiago. Como bispo, a idade não pesou, governou com firmeza em um longo período marcado por atuações importantes e vários milagres. Presidiu o Concilio em que se decidiu que a Páscoa devia cair no domingo. Diz que foi também na véspera de uma festa de Páscoa que Narciso transformou água em azeite para acender as lamparinas da igreja que estavam secas.
Um fato marcou tragicamente a vida de Narciso. Ele foi caluniado, sob juramento, por três homens. Um deles disse: “Que eu seja queimado vivo se estiver mentindo!” Outro disse: “Que a lepra me devore se eu não estiver falando a verdade!”; Já o terceiro: “Que eu fique cego se não for verdade o que digo!”.
Embora perdoasse seus detratores, o inocente bispo preferiu retirar-se para o isolamento e em oração num deserto. Mas não tardou para que os caluniadores recebessem seu castigo. Um morreu carbonizado num incêndio, no qual pereceu também toda sua família. O outro ficou leproso e o terceiro chorou tanto em público, arrependido do crime cometido, que ficou cego.
O Bispo Narciso não foi encontrado para reassumir seu cargo e todos pensaram que tivesse morrido. Assim, outro bispo tomou posse em seu lugar, depois outro e mais outro. Anos depois, Narciso retornou a Jerusalém. O povo o acolheu com aclamação e reassumiu com glória as suas funções.
A última notícia que temos desse bispo de Jerusalém está numa carta escrita por Santo Alexandre, na qual cita que o longevo Bispo Narciso tinha completado cento e dezesseis anos, e, como ele, exortava para que a concórdia fosse mantida.
São Narciso, rogai por nós!

São Petrônio de Bolonha

Petrônio nasceu na cidade de Bolonha, na Itália. Era filho do prefeito da cidade. Na juventude, deixou a carreira de estudante para dedicar-se inteiramente a Deus. Se consagrou e, depois de estudos feitos com um bispo, tornou-se sacerdote.
Petrônio se destacou pela inteligência, pelos seus ensinamentos e escritos. Para aprofundar sua fé, preparou uma romaria para a Terra Santa. Ficou tão encantado com a Basílica do Santo Sepulcro, que construiu uma réplica na cidade de Bolonha.
Preocupado com a boa formação dos seminaristas de sua época, São Petrônio deixou escrito uma sequência de estudos e disciplinas. Ele acreditava na capacidade dos sacerdotes serem os continuadores da obra de Jesus, num ensino autêntico da doutrina cristã.
São Petrônio é o padroeiroa da cidade de Bolonha, onde está sepultado.
São Petrônio, rogai por nós!

Publicado em

QUARTA-FEIRA, DIA 26 DE OUTUBRO DE 2022

XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde

Primeira leitura
Ef 6,1-9 
– Leitura da carta de são Paulo aos Efésios: 1Filhos, obedecei aos vossos pais, no Senhor, pois isto é que é justo. 2” Honra teu pai e tua mãe” – é o primeiro mandamento – que vem acompanhado de uma promessa: 3” A fim de que tenhas felicidade e longa vida sobre a terra”. 4Vós, pais, não revolteis os vossos filhos contra vós, mas, para educá-los, recorrei à disciplina e aos conselhos que vêm do Senhor. 5Escravos, obedecei aos vossos senhores deste mundo com respeito e tremor, de coração sincero, como a Cristo, 6não para servir aos olhos, como quem busca agradar aos homens, mas como escravos de Cristo, que se apressam em fazer a vontade de Deus. 7Servi de boa vontade, como se estivésseis servindo ao Senhor, e não aos homens. 8Vós o sabeis: o bem que cada um tiver feito, seja ele escravo ou livre, tornará a recebê-lo do Senhor. 9E vós, senhores, fazei o mesmo com os escravos. Deixai de lado a ameaça; vós sabeis que o Senhor deles e vosso está nos céus e diante dele não há acepção de pessoas.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 145,10-11.12-13ab.13cd-14 (R: 13c)
– O Senhor cumpre sempre suas promessas!
R: O Senhor cumpre sempre suas promessas!

– Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e o vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder!
R: O Senhor cumpre sempre suas promessas!

– Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração.
R: O Senhor cumpre sempre suas promessas!

– O Senhor é amor fiel em sua palavra, é santidade em toda obra que ele faz. Ele sustenta todo aquele que vacila e levanta todo aquele que tombou.
R: O Senhor cumpre sempre suas promessas!
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Pelo evangelho o Pai nos chamou, a fim de alcançarmos a glória de nosso Senhor Jesus Cristo (2Ts 2,14).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 13,22-30
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!   
– Naquele tempo, 22Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. 23Alguém lhe perguntou: “Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?” Jesus respondeu: 24“Fazei todo esforço possível para entrar pela porta estreita. Porque eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão. 25Uma vez que o dono da casa se levantar e fechar a porta, vós, do lado de fora, começareis a bater, dizendo: ‘Senhor, abre-nos a porta!’ Ele responderá: ‘Não sei de onde sois’. 26Então começareis a dizer: ‘Nós comemos e bebemos diante de ti, e tu ensinaste em nossas praças!’ 27Ele, porém, responderá: ‘Não sei de onde sois. Afastai-vos de mim todos vós que pra­ticais a injustiça!’ 28Ali haverá choro e ranger de dentes, quando virdes Abraão, Isaac e Jacó, junto com todos os profetas no Reino de Deus, e vós, porém, sendo lançados fora. 29Virão homens do oriente e do ocidente, do norte e do sul, e tomarão lugar à mesa no Reino de Deus. 30E assim há últimos que serão primeiros, e primeiros que serão últimos”.
– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor!

SANTO DO DIA
Santo Evaristo, o quinto Papa da Igreja Católica

Papa e Mártir
Origens 
Santo Evaristo, sucessor de São Clemente, segundo Santo Ireneu e Eusébio, foi, pelo ano 100, Papa – ou mais exatamente bispo de Roma (porque, nessa época, ao que parece, o termo Papa aplicava-se a qualquer prelado). Foi somente pelo século VI que o título de Papa começou a ser reservado só para o Pontífice Romano.
Papa da Antioquia 
Segundo o Liber Pontificalis, Santo Evaristo era grego de Antioquia, como o pai judeu, chamado Judas, nascido em Belém. Pela mesma fonte é declarado mártir, do mesmo modo que sete (ou nove) outros pontífices, sem que se veja a razão nestes diferentes.
Pontificado
No exercício de seu Pontificado, aparecem duas lendárias disposições tomadas por ele. A distribuição dos sacerdotes de Roma nos vinte e cinco títulos ou igrejas paroquiais da cidade, que teriam sido instituídas por São Cleto. 
Papa Evaristo: grande organizador da Igreja 
Organização da Igreja
São Pedro já havia estabelecido sete diáconos, Evaristo decidiu que os diáconos estivessem ao lado do bispo enquanto este pregava e proclamava o prefácio da Missa, para testemunhar (em caso de necessidade), a ortodoxia e também para conferir maior solenidade à celebração.
Páscoa
Santo Evaristo morreu em 105. Uma tradição muito antiga afirma que ele teria sido mártir da fé durante a perseguição imposta pelo imperador Trajano, e que depois seu corpo teria sido abandonado perto do túmulo do apóstolo Pedro. Embora a fonte não seja precisa, sua morte foi oficialmente registrada no Livro dos Papas, em Roma.
Relíquias 
Foi enterrado perto do corpo do bem-aventurado Pedro no Vaticano, no  6º das calendas de Novembro (27 de Outubro). Baronio preferiu colocá-lo no martirológio no dia 26.  Evaristo vem do grego euarestos, engraçado, agradável.
Minha oração
“ Sucessor dos apóstolos, tu bebeste das fontes do Evangelho, conduzi os cristãos ao verdadeiro entendimento do cristianismo, derrubai as ideologias e más interpretações sobre Jesus e o Reino de Deus. Amém!”
Santo Evaristo, rogai por nós!

Publicado em

TERÇA-FEIRA, DIA 25 DE OUTUBRO DE 2022

Santo Antônio de Santana GALVÃO – PRESBÍTERO
(branco)

Antífona da entrada 
– Eu vos darei pastores segundo o meu coração, que vos conduzam com inteligência e sabedoria (Jr 3,15).
Oração do dia 
– Ó Deus, Pai de misericórdia, que fizestes do santo Antônio de Santana Galvão um instrumento de caridade e de paz no meio dos irmãos, concedei-nos, por sua intercessão, favorecer sempre a verdadeira concórdia. Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho, na unidade do Espírito Santo, Amém.

Primeira leitura
Ef 5,21-33 
– Leitura da carta de são Paulo aos Efésios: Irmãos, 21vós, que temeis a Cristo, sede solícitos uns para com os outros. 22As mulheres sejam submissas aos seus maridos como ao Senhor. 23Pois o marido é a cabeça da mulher, do mesmo modo que Cristo é a cabeça da Igreja, ele, o Salvador do seu Corpo. 24Mas como a Igreja é solícita por Cristo, sejam as mulheres solícitas em tudo pelos seus maridos. 25Maridos, amai as vossas mulheres, como o Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. 26Ele quis assim torná-la santa, purificando-a com o banho da água unida à Palavra. 27Ele quis apresentá-la a si mesmo esplêndida, sem mancha nem ruga nem defeito algum, mas santa e irrepreensível. 28Assim é que o marido deve amar a sua mulher, como ao seu próprio corpo. Aquele que ama a sua mulher ama-se a si mesmo. 29Ninguém jamais odiou a sua própria carne. Ao contrário, alimenta-a e cerca-a de cuidados, como o Cristo faz com a sua Igreja; 30e nós somos membros do seu corpo! 31Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. 32Este mistério é grande, e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja. 33Em todo caso, cada um, no que lhe toca, deve amar a sua mulher como a si mesmo; e a mulher deve respeitar o seu marido.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 128,1-2.3.4.5 (R: 1a)
– Felizes todos os que respeitam o Senhor!
R: Felizes todos os que respeitam o Senhor!

– Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem!
R: Felizes todos os que respeitam o Senhor!

– A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa.
R: Felizes todos os que respeitam o Senhor!

– Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida.
R: Felizes todos os que respeitam o Senhor!
 
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelastes os mistérios do teu reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Mt 11,25).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 13,18-21
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!   
– Naquele tempo, 18Jesus dizia: “A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo? 19Ele é como a semente de mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim. Ele cresce, torna-se uma grande árvore, e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos”. 20Jesus disse ainda: “Com que poderei ainda comparar o Reino de Deus? 21Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”.
– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor!

SANTO DO DIA
São Frei Galvão

Antônio de Sant’ Anna Galvão, mais conhecido como Frei Galvão, nasceu em Guaratinguetá, no interior do Estado de São Paulo, provavelmente no dia 10 de maio de 1739. Filho de Antônio Galvão de França e de Isabel Leite de Barros.
Seu pai era Capitão-mor e pertencia a Ordem Terceira de São Francisco e a Ordem do Carmo. Se dedicava ao comércio e era conhecido pela sua particular generosidade. Sua mãe teve onze filhos e morreu com apenas 38 anos de idade com fama de grande caridosa.
Frei Galvão viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, seus pais gozavam de prestígio social e influência política. Viviam num ambiente profundamente religioso.
Formação religiosa
Com a idade de 13 anos, foi para Belém, na Bahia a fim de estudar no Seminário dos Padres Jesuítas, onde já se encontrava seu irmão José. Permaneceu de 1752 a 1756.
Seu pai, preocupado com as ações do Marques do Pombal, contra os jesuítas, aconselhou o Frei a viver com os Frades Menores Descalços de São Pedro de Alcântara, do Convento em Taubaté, próximo a Guaratinguetá.
Aos 21 anos, no dia 15 de abril de 1760, ingressou no noviciado do Convento de São Boaventura, na Vila de Macacu, no Rio de Janeiro. Durante o noviciado distinguiu-se pela piedade e pela prática das virtudes, conforme consta no livro “Religiosos Brasileiros”.
No dia 16 de abril de 1761, fez o juramento dos Franciscanos, de se empenhar na defesa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, doutrina ainda controvertida, mas aceita e defendida pela Ordem Franciscana.
Foi admitido à ordenação sacerdotal em 11 de julho de 1762. Depois de ordenado foi mandado para o Convento de São Francisco em São Paulo, com o fim de aperfeiçoar os estudos de filosofia e teologia como também de exercitar-se no apostolado.
Terminado os estudos, em 1768, foi nomeado Pregador, Confessor dos Leigos e Porteiro do Convento, cargo este considerado importante porque pela comunicação com as pessoas permitia fazer um grande apostolado, ouvindo e aconselhando a todos.
Foi confessor estimado e muitas vezes, quando era chamado, ia a pé mesmo aos lugares distantes. Em 1769-70 foi designado Confessor de um Recolhimento de piedosas mulheres, as “Recolhidas de Santa Teresa” em São Paulo.
Neste Recolhimento, encontrou Irmã Helena Maria do Espírito Santo, religiosa que afirmava ter visões pelas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo Recolhimento.
Frei Galvão, como confessor, ouviu e estudou tais mensagens e solicitou o parecer de pessoas sábias e esclarecidas, que reconheceram tais visões como válidas.
A data oficial da fundação do novo Recolhimento foi 2 de fevereiro de 1774. Irmã Helena queria modelar o Recolhimento segundo a Ordem Carmelitana, mas o Bispo de São Paulo, franciscano e defensor da Imaculada, quis que fosse segundo a das Concepcionistas aprovadas pelo Papa Júlio II, em 1511.
A fundação passou a se chamar “Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência” e Frei Galvão, seu fundador.
No dia 23 de fevereiro de 1775 morreu a Irmã Helena. Durante quatorze anos (1774-1788) Frei Galvão cuidou da construção do Recolhimento. Outros quatorze (1788-1802) dedicou-se à construção da Igreja, inaugurada em 15 de agosto de 1802. (A obra tornou-se por decisão da UNESCO – Patrimônio Cultural da Humanidade).
Frei Galvão, além da construção e dos encargos especiais dentro e fora da Ordem Franciscana, deu muita atenção e o melhor de suas forças à formação das Recolhidas. Escreveu um Estatuto, guia da vida interior e de disciplina religiosa.
Em 1781, foi nomeado Mestre do noviciado de Macacu, Rio de Janeiro. O Bispo, porém, que o queria em São Paulo, não fez chegar a ele a carta do Superior Provincial.
Frei Galvão foi nomeado Guardião do Convento de São Francisco em São Paulo, em 1798 e reeleito em 1801. Tornou-se Guardião sem deixar a direção espiritual das Recolhidas.
Em 1811, a pedido do Bispo de São Paulo, fundou o Recolhimento de Santa Clara em Sorocaba, no Estado de São Paulo. Aí permaneceu onze meses para organizar a comunidade e dirigir os trabalhos iniciais da construção da Casa.
Voltou para São Paulo, onde permaneceu 10 anos, no Recolhimento da Luz. Durante sua doença, Frei Antônio passou a morar num “quartinho” atrás do Tabernáculo, no fundo da Igreja, graças a insistências das religiosas, que desejavam prestar-lhe algum alívio e conforto.
Frei Galvão morreu em São Paulo, no dia 23 de dezembro de 1822. A pedido das religiosas e do povo, foi sepultado na Igreja do Recolhimento da Luz que ele mesmo construíra.
Frei Galvão foi beatificado pelo Papa São João Paulo II, no dia 25 de outubro de 1998. Foi Canonizado pelo Papa Bento XVI, durante sua visita ao Brasil, no dia 11 de maio de 2007.
Milagres de Frei Galvão
O milagre das “pílulas” de Frei Galvão teve início quando ele foi procurado por um senhor muito aflito porque sua mulher estava em trabalho de parto.
Frei Galvão escreveu em três pequenos papéis o versículo do Ofício da Santíssima Virgem e entregou ao homem. A mulher ingeriu as “pílulas” e teve um parto sem problemas.
O mesmo ocorreu com um jovem que se retorcia com dores provocadas por cálculos. Frei Galvão fez outras “pílulas” e deu ao rapaz, que depois de ingeri-las os cálculos foram expelidos.
A fé nos pequenos papéis de Frei Galvão se espalhou e até hoje o mosteiro fornece as “pílulas” para as pessoas que têm fé na intercessão do frei.
São Frei Galvão faleceu às 10 horas de 23 de dezembro de 1822 no Mosteiro da Luz em São Paulo, adormecendo após receber os sacramentos, sendo sepultado na Capela-Mor da Igreja do Mosteiro da Luz, um local de peregrinação. Em sua lápide se encontra escrito: “Aqui jaz Frei Antônio de Sant’Anna Galvão, ínclito fundador e reitor desta casa religiosa, que tendo sua alma sempre em suas mãos, placidamente faleceu no Senhor no dia 23 de dezembro do ano de 1822”.
Sua festa liturgica foi oficializada para o dia 25 de Outubro.
Antônio de Sant’ Anna Galvão, mais conhecido como Frei Galvão, nasceu em Guaratinguetá, no interior do Estado de São Paulo, provavelmente no dia 10 de maio de 1739. Filho de Antônio Galvão de França e de Isabel Leite de Barros.
Seu pai era Capitão-mor e pertencia a Ordem Terceira de São Francisco e a Ordem do Carmo. Se dedicava ao comércio e era conhecido pela sua particular generosidade. Sua mãe teve onze filhos e morreu com apenas 38 anos de idade com fama de grande caridosa.
Frei Galvão viveu com seus irmãos numa casa grande e rica, seus pais gozavam de prestígio social e influência política. Viviam num ambiente profundamente religioso.
Formação religiosa
Com a idade de 13 anos, foi para Belém, na Bahia a fim de estudar no Seminário dos Padres Jesuítas, onde já se encontrava seu irmão José. Permaneceu de 1752 a 1756.
Seu pai, preocupado com as ações do Marques do Pombal, contra os jesuítas, aconselhou o Frei a viver com os Frades Menores Descalços de São Pedro de Alcântara, do Convento em Taubaté, próximo a Guaratinguetá.
Aos 21 anos, no dia 15 de abril de 1760, ingressou no noviciado do Convento de São Boaventura, na Vila de Macacu, no Rio de Janeiro. Durante o noviciado distinguiu-se pela piedade e pela prática das virtudes, conforme consta no livro “Religiosos Brasileiros”.
No dia 16 de abril de 1761, fez o juramento dos Franciscanos, de se empenhar na defesa da Imaculada Conceição de Nossa Senhora, doutrina ainda controvertida, mas aceita e defendida pela Ordem Franciscana.
Foi admitido à ordenação sacerdotal em 11 de julho de 1762. Depois de ordenado foi mandado para o Convento de São Francisco em São Paulo, com o fim de aperfeiçoar os estudos de filosofia e teologia como também de exercitar-se no apostolado.
Terminado os estudos, em 1768, foi nomeado Pregador, Confessor dos Leigos e Porteiro do Convento, cargo este considerado importante porque pela comunicação com as pessoas permitia fazer um grande apostolado, ouvindo e aconselhando a todos.
Foi confessor estimado e muitas vezes, quando era chamado, ia a pé mesmo aos lugares distantes. Em 1769-70 foi designado Confessor de um Recolhimento de piedosas mulheres, as “Recolhidas de Santa Teresa” em São Paulo.
Neste Recolhimento, encontrou Irmã Helena Maria do Espírito Santo, religiosa que afirmava ter visões pelas quais Jesus lhe pedia para fundar um novo Recolhimento.
Frei Galvão, como confessor, ouviu e estudou tais mensagens e solicitou o parecer de pessoas sábias e esclarecidas, que reconheceram tais visões como válidas.
A data oficial da fundação do novo Recolhimento foi 2 de fevereiro de 1774. Irmã Helena queria modelar o Recolhimento segundo a Ordem Carmelitana, mas o Bispo de São Paulo, franciscano e defensor da Imaculada, quis que fosse segundo a das Concepcionistas aprovadas pelo Papa Júlio II, em 1511.
A fundação passou a se chamar “Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição da Divina Providência” e Frei Galvão, seu fundador.
No dia 23 de fevereiro de 1775 morreu a Irmã Helena. Durante quatorze anos (1774-1788) Frei Galvão cuidou da construção do Recolhimento. Outros quatorze (1788-1802) dedicou-se à construção da Igreja, inaugurada em 15 de agosto de 1802. (A obra tornou-se por decisão da UNESCO – Patrimônio Cultural da Humanidade).
Frei Galvão, além da construção e dos encargos especiais dentro e fora da Ordem Franciscana, deu muita atenção e o melhor de suas forças à formação das Recolhidas. Escreveu um Estatuto, guia da vida interior e de disciplina religiosa.
Em 1781, foi nomeado Mestre do noviciado de Macacu, Rio de Janeiro. O Bispo, porém, que o queria em São Paulo, não fez chegar a ele a carta do Superior Provincial.
Frei Galvão foi nomeado Guardião do Convento de São Francisco em São Paulo, em 1798 e reeleito em 1801. Tornou-se Guardião sem deixar a direção espiritual das Recolhidas.
Em 1811, a pedido do Bispo de São Paulo, fundou o Recolhimento de Santa Clara em Sorocaba, no Estado de São Paulo. Aí permaneceu onze meses para organizar a comunidade e dirigir os trabalhos iniciais da construção da Casa.
Voltou para São Paulo, onde permaneceu 10 anos, no Recolhimento da Luz. Durante sua doença, Frei Antônio passou a morar num “quartinho” atrás do Tabernáculo, no fundo da Igreja, graças a insistências das religiosas, que desejavam prestar-lhe algum alívio e conforto.
Frei Galvão morreu em São Paulo, no dia 23 de dezembro de 1822. A pedido das religiosas e do povo, foi sepultado na Igreja do Recolhimento da Luz que ele mesmo construíra.
Frei Galvão foi beatificado pelo Papa São João Paulo II, no dia 25 de outubro de 1998. Foi Canonizado pelo Papa Bento XVI, durante sua visita ao Brasil, no dia 11 de maio de 2007.
Milagres de Frei Galvão
O milagre das “pílulas” de Frei Galvão teve início quando ele foi procurado por um senhor muito aflito porque sua mulher estava em trabalho de parto.
Frei Galvão escreveu em três pequenos papéis o versículo do Ofício da Santíssima Virgem e entregou ao homem. A mulher ingeriu as “pílulas” e teve um parto sem problemas.
O mesmo ocorreu com um jovem que se retorcia com dores provocadas por cálculos. Frei Galvão fez outras “pílulas” e deu ao rapaz, que depois de ingeri-las os cálculos foram expelidos.
A fé nos pequenos papéis de Frei Galvão se espalhou e até hoje o mosteiro fornece as “pílulas” para as pessoas que têm fé na intercessão do frei.
São Frei Galvão faleceu às 10 horas de 23 de dezembro de 1822 no Mosteiro da Luz em São Paulo, adormecendo após receber os sacramentos, sendo sepultado na Capela-Mor da Igreja do Mosteiro da Luz, um local de peregrinação. Em sua lápide se encontra escrito: “Aqui jaz Frei Antônio de Sant’Anna Galvão, ínclito fundador e reitor desta casa religiosa, que tendo sua alma sempre em suas mãos, placidamente faleceu no Senhor no dia 23 de dezembro do ano de 1822”.
Sua festa liturgica foi oficializada para o dia 25 de Outubro.
Santo Antônio de Santana Galvão, rogai por nós!

Publicado em

SEGUNDA-FEIRA, DIA 24 DE OUTUBRO DE 2022

XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde

Primeira leitura
Ef 4,32-5,8 
– Leitura da carta de são Paulo aos Efésios: Irmãos, 4,32sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo. 5,1Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama. 2Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor. 3A devassidão, ou qualquer espécie de impureza ou cobiça sequer sejam mencionadas entre vós, como convém a santos. 4Nada de palavras grosseiras, insensatas ou obscenas, que são inconvenientes; dedicai-vos antes à ação de graças. 5Pois, sabei-o bem, o devasso, o impuro, o avarento – que é um idólatra – são excluídos da herança no reino de Cristo e de Deus. 6Que ninguém vos engane com palavras vazias. Tudo isso atrai a cólera de Deus sobre os que lhe desobedecem. 7Não sejais seus cúmplices. 8Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 1,1-4.6 (R: Ef 5,1)
– Sejamos, pois, imitadores do Senhor, como convém aos amados filhos seus.
R: Sejamos, pois, imitadores do Senhor, como convém aos amados filhos seus.

– Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.
R: Sejamos, pois, imitadores do Senhor, como convém aos amados filhos seus.

– Eis que ele é semelhante a uma árvore que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.
R: Sejamos, pois, imitadores do Senhor, como convém aos amados filhos seus.

– Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.
R: Sejamos, pois, imitadores do Senhor, como convém aos amados filhos seus.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Vossa Palavra é a verdade; santificai-nos na verdade! (Jo 17,17).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 13,10-17
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!   
– Naquele tempo, 10Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. 11Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era en­cur­vada e incapaz de se endireitar. 12Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: “Mulher, estás livre da tua doença”. 13Jesus pôs as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou e começou a louvar a Deus. 14O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: “Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, não em dia de sábado”. 15O Senhor lhe respondeu: “Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? 16Esta filha de Abraão, que satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?” 17Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia.
– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor!

SANTO DO DIA
Santo Antônio Maria Claret

Santo Antônio Maria Claret
Em dezembro de 1807, no povoado de Sallent, Diocese de Vic, Barcelona, Espanha. Foi batizado no dia de Natal e recebeu o nome de Antônio Claret y Clara. Na família, aprendeu o caminho do seguimento de Cristo, a devoção a Maria e o profundo amor à eucaristia.
Cedo aprendeu a profissão do pai e depois a de tipógrafo. Na adolescência, ouviu o chamado para servir a Deus. Assim, acrescentou o nome de “Maria” ao seu, para dar testemunho de que a ela dedicaria sua vida de religioso. E foi uma vida extraordinária dedicada ao próximo. Antônio Maria Claret trabalhou com o pai numa fábrica de tecidos e, aos vinte e um anos, depois de ter recusado empregos bem vantajosos, ingressou no Seminário de Vic, pois queria ser monge cartuxo. Mas lá percebeu sua vocação de padre missionário.
Em 1835, recebeu a ordenação sacerdotal e foi nomeado pároco de sua cidade natal. Quatro anos depois, foi para Roma e dirigiu-se à Propaganda Fides, onde se apresentou para ser missionário apostólico. Foram anos de trabalho árduo e totalmente dedicado ao ministério pastoral na Espanha, que muitos frutos trouxeram para a Igreja. Em 1948, foi enviado para a difícil região das Ilhas Canárias.
No entanto ansiava por uma obra mais ampla e assim, em 1849, na companhia de outros cinco jovens sacerdotes, fundou a Congregação dos Missionários Filhos do Imaculado Coração de Maria, ou Padres Claretianos. Entretanto, nessa ocasião, a Igreja vivia um momento de grande dificuldade na distante diocese de Cuba, que estava vaga havia quatorze anos. No mesmo ano, o fundador foi nomeado arcebispo de lá. E mais uma vez pôde constatar que Maria jamais o abandonava.
Era uma vítima constante de todo tipo de pressão das lojas maçônicas, que faziam oposição violenta contra o clero, além dos muitos atentados que sofreu contra a sua vida. Incendiaram uma casa que se hospedava, colocaram veneno em sua comida e bebida, assaltaram-no à mão armada e o feriram várias vezes.
Mas Monsenhor Claret sempre escapou ileso e continuou seu trabalho, sem nunca recuar. Restaurou o antigo seminário cubano, deu apoio aos negros e índios, escravos.
Em 1855, junto com Madre Antônia Paris, fundou outra congregação religiosa, a das Irmãs de Ensino Maria Imaculada, ou Irmãs Claretianas. Fez visitas pastorais a todas as dioceses, levando nova força e ânimo, para o chamado ao trabalho cada vez mais difícil e cada vez mais necessário. Quando voltou a Madri em 1857, deixou a Igreja de Cuba mais unida, mais forte e resistente.
Voltou à Espanha porque a rainha Isabel II o chamou para ser seu confessor. Mesmo contrariado, aceitou. Nesse período, sua obra escrita cresceu muito, enriquecida com seus inúmeros sermões. Em 1868, solidário com a soberana, seguiu-a no exílio na França, onde permaneceu ao lado da família real. Contudo não parou seu trabalho de apostolado e de escritor por excelência. Encontrou, ainda, tempo e forças para fundar uma academia para os artistas, que colocou sob a proteção de São Miguel.
Morreu com sessenta e três anos, no dia 24 de outubro de 1870, no Mosteiro na França, deixando-nos uma importante e numerosa obra escrita. Beatificado pelo Papa Pio XI, que o chamou de “precursor da Ação Católica do mundo moderno”, foi canonizado em 1950 por Pio XII. Santo Antônio Maria Claret é festejando no dia de sua morte.
Santo Antônio Maria Claret, rogai por nós!

Publicado em

DOMINGO, DIA 23 DE OUTUBRO DE 2022

XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
(verde,

Primeira leitura
Eclo 35,15b-17.20-22a 
– Leitura do livro do Eclesiástico: 15bO Senhor é um juiz que não faz discriminação de pessoas. 16Ele não é parcial em prejuízo do pobre, mas escuta, sim, as súplicas dos oprimidos; 17jamais despreza a súplica do órfão, nem da viúva, quando desabafa suas mágoas. 20Quem serve a Deus como ele o quer, será bem acolhido e suas súplicas subirão até as nuvens. 21A prece do humilde atravessa as nuvens: enquanto não chegar não terá repouso; e não descansará até que o Altíssimo intervenha, 22afaça justiça aos justos e execute o julgamento.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 34,2-3.17-19.23 (R: 7a.23a)
– O pobre clama a Deus e ele escuta: o Senhor liberta a vida dos seus servos.
R: O pobre clama a Deus e ele escuta: o Senhor liberta a vida dos seus servos.

– Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem!
R: O pobre clama a Deus e ele escuta: o Senhor liberta a vida dos seus servos.

– Mas ele volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança. Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias os liberta.
R: O pobre clama a Deus e ele escuta: o Senhor liberta a vida dos seus servos.

– Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido. Mas o Senhor liberta a vida dos seus servos, e castigado não será quem nele espera.
R: O pobre clama a Deus e ele escuta: o Senhor liberta a vida dos seus servos.

Segunda leitura
2Tm  4,6-8.16-18 
– Leitura da segunda carta de são Paulo a Timóteo: Caríssimo: 6Quanto a mim, eu já estou para ser oferecido em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. 7Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé.

8Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos que esperam com amor a sua manifestação gloriosa. 16Na minha primeira defesa, ninguém me assistiu; todos me abandonaram. Oxalá que não lhes seja levado em conta.

17Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças; ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão. 18O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– O Senhor reconciliou o mundo em Cristo, confiando-nos sua Palavra; a Palavra da reconciliação, a palavra que hoje, aqui, nos salva (2Cor 5,19).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 18,9-14
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!   
– Naquele tempo, 9Jesus contou esta parábola para alguns que confiavam na sua própria justiça e desprezavam os outros: 10“Dois homens subiram ao Templo para rezar: um era fariseu, o outro cobrador de impostos. 11O fariseu, de pé, rezava assim em seu íntimo: ‘Ó Deus, eu te agradeço porque não sou como os outros homens, ladrões, desonestos, adúlteros, nem como este cobrador de impostos. 12Eu jejuo duas vezes por semana, e dou o dízimo de toda a minha renda’. 13O cobrador de impostos, porém, ficou a distância, e nem se atrevia a levantar os olhos para o céu; mas batia no peito, dizendo: ‘Meu Deus, tem piedade de mim que sou pecador!’ 14Eu vos digo: este último voltou para casa justificado, o outro não. Pois quem se eleva será humilhado, e quem se humilha será elevado”.
– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor!

SANTO DO DIA
São João de Capistrano, patrono dos capelães militares

Presbítero e Religioso
Origens
Capistrano, em Abruzzo, é a cidade natal de São João de Capistrano, filho de um barão alemão, que logo se mudou para Perugia para estudar direito. Rapidamente fez carreira, tornou-se jurista e governador da cidade, mas com a ocupação desta pela família Malatesta foi preso. 
Chamado na prisão
É na prisão que descobre que o Senhor o chama; assim, uma vez que sai, torna-se sacerdote da Ordem dos Frades Menores. Entre os franciscanos, João trata da pregação, da defesa da ortodoxia católica e da reforma da Ordem por dentro. É a sua pregação, sobretudo no Advento e na Quaresma, que inflama as pessoas, provoca conversões, renova espiritualmente as populações que o ouvem.
Amizade em Deus
Nesse período, São João de Capistrano conheceu Bernardino de Siena, também frade franciscano, de quem se tornou amigo. Bernardino explica-lhe a sua particular devoção ao Nome de Jesus, condensado na sigla IHS, que é “Jesus salvador dos homens”: seria o próprio João quem o defendesse das acusações de heresia.
São João de Capistrano: Combatente das Heresias e Mentiras
Reformador da Ordem
São João de Capistrano também está envolvido em desmascarar o “fraticellismo”, a prática de difundir doutrinas disfarçadas pela Regra franciscana e declaradas heréticas pela Igreja. Por isso, São João de Capistrano é considerado um dos maiores reformadores da Ordem e apelidado de “Coluna da Observância”. Ele também será responsável por combater a prática da usura.
Combatente das heresias
Em 1453, a capital do Império Romano do Oriente, Constantinopla, cai. O sentimento de ameaça ao cristianismo se avulta devido ao avanço imparável do islamismo e dos turcos: para muitos, começa a ser uma preocupação forte e concreta. São João de Capistrano, em nome do Papa Nicolau V, está na Áustria com 12 companheiros para evangelizar as terras europeias mais negligenciadas e combater as heresias generalizadas, mas logo tudo isso fica em segundo plano. 
Em total dedicação à causa do evangelho, ele começa a viajar pela Europa central na tentativa de recrutar homens. Grande resposta terá entre as populações húngaras, as mais expostas às ameaças dos turcos. À frente de um exército de cinco mil homens, parte então para Belgrado: o objetivo é romper o cerco da cidade operada pela frota fluvial liderada por Mohammed II.
Páscoa
Uma semana depois, vem a vitória terrena, que transforma o frade idoso em general vitorioso. No caminho de volta, no entanto, prostrado de fadiga e tendo contraído a peste, São João de Capistrano  morreu no convento de Ilok, na atual Croácia, em 23 de outubro de 1456. Canonizado por Alexandre VII, em 1690, é padroeiro dos capelães militares desde 1984.
Minha oração
“ Ao general celeste, rogamos a sua proteção sobre os soldados e suas autoridades. Sede o exemplo dos padres capelães e militares, assim como daqueles que são combatentes à fé e defensores das heresias. Dai-nos tua coragem na evangelização. Amém.”
São João de Capistrano, rogai por nós!

Publicado em

SÁBADO, DIA 22 DE OUTUBRO DE 2022

SÃO JOÃO PAULO 2º – PAPA
(branco

Antífona da entrada 
– Clamo por vós, meu Deus, porque me atendestes; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sombra das vossas asas abrigai-me (Sl 16,6.8).
Oração do dia 
– Ó Deus, rico em misericórdia, que escolhestes são João Paulo 2º para governar a vossa Igreja como Papa, concedeu-nos que, instruídos pelos seus ensinamentos, possamos abrir confiantemente os nossos corações à graça salvífica de Cristo, único redentor do gênero humano, que convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, Amém!

Primeira leitura
Ef 4,7-16 
– Leitura da carta de são Paulo aos Efésios: Irmãos, 7cada um de nós recebeu a graça na medida em que Cristo lha deu. 8Daí esta palavra: “Tendo subido às alturas, ele capturou prisioneiros, e distribuiu dons aos homens”. 9 ”Ele subiu” ! Que significa isso, senão que ele desceu também às profundezas da terra? 10Aquele que desceu é o mesmo que subiu mais alto do que todos os céus, a fim de encher o universo. 11E foi ele quem instituiu alguns como apóstolos, outros como profetas, outros ainda como evangelistas, outros, enfim, como pastores e mestres. 12Assim, ele capacitou os santos para o ministério, para edificar o corpo de Cristo, 13até que cheguemos todos juntos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado do homem perfeito e à estatura de Cristo em sua plenitude. 14Assim, não seremos mais crianças ao sabor das ondas, arrastados por todo vento de doutrina, ludibriados pelos homens e induzidos por sua astúcia ao erro. 15Motivados pelo amor queremos ater-nos à verdade e crescer em tudo até atingirmos aquele que é a Cabeça, Cristo, 16Graças a Ele, o corpo, coordenado e bem unido, por meio de todas as articulações que o servem, realiza o seu crescimento, segundo uma atividade à medida de cada membro, para a sua edificação no amor.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
Salmo Responsorial: Sl 122,1-2.3-4a.4b-5 (R: 1)
– Que alegria, quando me disseram: “Vamos à casa Senhor!”
R: Que alegria, quando me disseram: “Vamos à casa Senhor!”

– Que alegria, quando me disseram: “Vamos à casa do Senhor!” E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas.
R: Que alegria, quando me disseram: “Vamos à casa Senhor! ”

– Jerusalém, cidade bem edificada num conjunto harmonioso; para lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor.
R: Que alegria, quando me disseram: “Vamos à casa Senhor! ”

– Para louvar, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. A sede de justiça lá está, e o trono de Davi.
R: Que alegria, quando me disseram: “Vamos à casa Senhor!”
Aclamação ao santo Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Aleluia, aleluia, aleluia.
– Não quero a morte do pecador, diz o Senhor, mas que ele volte, se converta e tenha vida (Ez 33,11).
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho de Jesus Cristo, segundo Lucas: Lc 13,1-9
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor!   
– 1Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam. 2Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? 3Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo. 4E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? 5Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”. 6E Jesus contou esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. 7Então disse ao vinhateiro: ‘Já faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?’ 8Ele, porém, respondeu: ‘Senhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. 9Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarás’”.
– Palavra da salvação.
– Glória a vós, Senhor! 

SANTO DO DIA
São João Paulo II, o terceiro maior Pontificado da História da Igreja

Papa
Origens 
Karol Józef Wojtyła nasceu em 18 de maio de 1920, em Wadowice. Era o mais novo de três irmãos (sua irmã, Olga, morreu antes de seu nascimento). Filho do oficial do exército polonês, Karol, e de Emilia Kaczorowska, teve uma gestação de risco. Os médicos até chegaram a aconselhar a mãe que interrompesse a gravidez, dado o risco de vida que corria. Mas em um gesto profético, Emilia opta pela gestação daquele que anos à frente seria um grande defensor da família e da vida.
O falecimento de seus familiares 
Com a saúde debilitada, Emília morreu nove anos após o nascimento de Lolek, apelido carinhoso de Karol dado por sua mãe. Três anos depois, a morte voltaria a visitar sua vida: seu irmão mais velho, Edmund. Médico, tratou de doentes vítimas de uma epidemia de escarlatina, acabando por contrair a infecção que lhe seria fatal. Karol o lembrava como “mártir do dever”.
O Exemplo de seu Pai 
Aos 21 anos, Karol ainda perderia o último membro da família: seu pai. Foi com ele que aprendeu o amor a Virgem Maria, a honestidade, a bravura, o patriotismo. “A dor dele se transformava em oração. O simples fato de vê-lo se ajoelhar teve uma influência decisiva nos meus anos jovens. Não falávamos de vocação ao sacerdócio, mas o exemplo dele foi para mim, de qualquer modo, o primeiro seminário, um tipo de seminário doméstico”, confessou mais tarde o já Papa João Paulo II.
Da não vocação ao terceiro maior pontificado da história 
Ocupação Nazista na Polônia
Mesmo com todas as perdas, o amor recebido na família movia o coração do jovem Karol a Deus e alimentava a força para enfrentar outras dores e sofrimentos, como a ocupação nazista na Polônia. Para driblar o regime opressor, o Papa, que queria ser ator, chegou a trabalhar em uma pedreira e uma indústria química para evitar a deportação para Alemanha. 
Assistiu aos horrores da Guerra
Mesmo sem ser deportado, assistiu de perto aos horrores da guerra, as profundas marcas deixadas em sua amada Polônia; e conheceu várias histórias de sofrimento, como a de uma jovem de 13 anos, que salvou da fome após sair de um campo de concentração, e a de outra jovem, vítima de experimentos científicos nazistas. A dor da nação o ensinou a amar seu país e a enxergar que o caminho da paz sempre será o mais acertado a ser seguido. As experiências com as pessoas ensinou que “quem salva uma vida, salva o mundo inteiro”.
Caminho ao Sacerdócio
Foi também durante a ocupação nazista que Karol já caminhava em direção ao sacerdócio. Clandestinamente, em 1942, entrou para o seminário, tendo aulas secretas na residência do arcebispo de Cracóvia. Quatro anos mais tarde, em  1 de novembro de 1946, Karol Wojtyla foi ordenado padre pelo cardeal Adam Sapieha. Durante doze anos, alternou sua vida presbiteral entre estudos, licenciatura de teologia e ética social, além dos trabalhos próprios do exercício do ministério sacerdotal, como vigário de algumas paróquias de Cracóvia. Doze anos após a ordenação presbiteral, Wojtyla se tornou bispo de Ombi e bispo auxiliar da Cracóvia. Em 1964, tornou-se Arcebispo da Cracóvia. Em 1967, tornou-se cardeal, por indicação de Paulo VI.
João Paulo II: Eleito Papa em 1978
Eleito Papa 
Wojtyla foi eleito Papa em 16 de outubro de 1978, no conclave que sucedeu a morte do Papa
João Paulo I. Era a primeira vez, em cerca de 450, que era eleito um Papa não italiano. Escolheu o nome João Paulo II e implantou em seu papado os valores que tinha aprendido ao longo da vida no anúncio do Evangelho de Cristo. 
Mediador da Paz
Manteve discurso conciliador e pacificador, mediando a paz em várias situações de conflito, porém, sem se esquivar da luta contra a influência comunista na Polônia sem uso de nenhuma arma, senão o Evangelho e o amor. Defendeu ferrenhamente os valores da família – que chamou de santuário da vida –, e a inviolável dignidade de todo ser humano dentro do projeto de amor de Deus por cada um – de onde brota aquilo que ficou conhecido como a Teologia do Corpo. 
O grande lema “Totus Tuus”
Lema
Com o lema “Totus tuus”, “todo teu, Maria”, declarou seu amor e total devoção a Virgem Maria, particularmente a Nossa Senhora de Częstochowa, padroeira da Polônia. E foi a Virgem Maria que o Papa atribuiu a sobrevivência ao atentado que sofreu em 13 de maio de 1981. 
Feitos do Sumo Pontífice 
João Paulo II criou as Jornadas Mundiais da Juventude, escreveu 14 encíclicas, organizou 15 assembleias do Sínodo dos Bispos, nomeou 231 cardeais, beatificou 1338 pessoas e canonizou 482 santos. Mas foi além das palavras e demonstrou sua santidade, mesmo nos momentos de dor. 
João Paulo II: Santo Súbito
Páscoa
Nos últimos anos de vida, lutou bravamente contra o Parkinson. Entrou para eternidade no dia 2 de abril de 2005. Seu funeral reuniu milhões de fiéis em Roma e mais de 200 representantes de governos. No seu funeral, era declarado pelas multidões “Santo Súbito!” (santo imediatamente). Lido e explicado à luz do amor, seu legado permanece vivo e firme; e seu convite feito na homilia do início do seu pontificado continua a ecoar: “Não tenhais medo! Abri, melhor, escancarai as portas a Cristo!”.
Legado 
Vinte e seis anos. O terceiro maior Pontificado da História da Igreja. Duas décadas e meia que revolucionaram a sociedade contemporânea no campo político, social e humanitário. De fato, São João Paulo II desenvolveu na prática a expressão de um dos Paulo VI: civilização do amor. Sua atuação no combate ao comunismo, na defesa da família, do estímulo ao diálogo inter-religioso e na promoção da paz o levou a ser conhecido carinhosamente como “peregrino do amor”, em alusão às suas constantes visitas papais: foram 129 países em que o papa polonês repetia o gesto que se tornou símbolo da sua presença: beijar o chão de cada novo lugar que visitava logo depois de descer do avião. 
Minha oração
“Ao nosso santo Papa da Juventude, suscitai novos pastores de jovens e dai a eles o mesmo amor que tiveste. Aos teus filhos queridos, conduzi para que encontrem e realizem sua própria vocação em cada estado de vida. Amém!”
São João Paulo II , rogai por nós!