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SEXTA-FEIRA, DIA 13 DE MARÇO DE 2026

III Semana da quaresma
Cor Litúrgica roxa

Primeira leitura
— Os 14, 2-10
Leitura da Profecia de Oséias
Assim fala o Senhor Deus: 2“Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus, porque estavas caído em teu pecado. 3Vós todos, encontrai palavras e voltai para o Senhor; dizei-lhe: ‘Livra-nos de todo o mal e aceita este bem que oferecemos; o fruto de nossos lábios. 4A Assíria não nos salvará; não queremos montar nossos cavalos, não chamaremos mais ‘Deuses nossos’ a produtos de nossas mãos; em ti encontrará o órfão misericórdia. 5Hei de curar sua perversidade e me será fácil amá-los, deles afastou-se a minha cólera. 6Serei como orvalho para Israel; ele florescerá como o lírio e lançará raízes como plantas do Líbano. 7Seus ramos hão de estender-se; será seu esplendor como o da oliveira, e seu perfume como o do Líbano.
8Voltarão a sentar-se à minha sombra e a cultivar o trigo, e florescerão como a videira, cuja fama se iguala à do vinho do Líbano. 9Que tem ainda Efraim a ver com ídolos? Sou eu que o atendo e que olho por ele. Sou como o cipreste sempre verde: de mim procede o teu fruto. 10Compreenda estas palavras o homem sábio, reflita sobre elas o bom entendedor! São retos os caminhos do Senhor e, por eles, andarão os justos, enquanto os maus ali tropeçam e caem”.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 80(81), 6c-8a. 8bc-9. 10-11ab. 14 e 17 (R. cf. 11. 9a)

– Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!

— Eis que ouço uma voz que não conheço: “Aliviei as tuas costas de seu fardo, cestos pesados eu tirei de tuas mãos. Na angústia a mim clamaste, e te salvei, ℟.

Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!

— de uma nuvem trovejante te falei, e junto às águas de Meriba te provei. Ouve, meu povo, porque vou te advertir! Israel, ah! se quisesses me escutar. ℟.

Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!

— Em teu meio não exista um deus estranho, nem adores a um deus desconhecido! Porque eu sou o teu Deus e teu Senhor, que da terra do Egito te arranquei. ℟.

Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!

— Quem me dera que meu povo me escutasse! Que Israel andasse sempre em meus caminhos. Eu lhe daria de comer a flor do trigo, e com o mel que sai da rocha o fartaria”. ℟.

Ouve, meu povo, porque eu sou o teu Deus!

℟. Glória a vós, Senhor Jesus, Primogênito dentre os mortos!
℣. Convertei-vos, nos diz o Senhor, está próximo o Reino de Deus! (Mt 4, 17) ℟.
Evangelho — Mc 12, 28b-34

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Marcos 
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 28bum escriba aproximou-se de Jesus e perguntou: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?” 29Jesus respondeu: “O primeiro é este: Ouve, ó Israel! O Senhor nosso Deus é o único Senhor. 30Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e com toda a tua força! 31O segundo mandamento é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo! Não existe outro mandamento maior do que estes”.
32O mestre da Lei disse a Jesus: “Muito bem, Mestre! Na verdade, é como disseste: Ele é o único Deus e não existe outro além dele. 33Amá-lo de todo o coração, de toda a mente, e com toda a força, e amar o próximo como a si mesmo é melhor do que todos os holocaustos e sacrifícios”.
34Jesus viu que ele tinha respondido com inteligência, e disse: “Tu não estás longe do Reino de Deus”. E ninguém mais tinha coragem de fazer perguntas a Jesus.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santos Rodrigo, Salomão e Eulógio (Memória Facultativa)

Local: Córdova, Espanha
Data: 13 de Março † 857

Eulógio é o mais importante dos mártires de Córdoba, e Salomão e Rodrigo são mais característicos. Estes três e tantos outros deram o testemunho a Cristo com as virtudes cristãs e depois com o martírio na cidade de Córdoba, importante também pelos nascimentos de Sêneca, Lucano, Averróis, Gôngora e outros. Cidade que os árabes tomaram dos visigodos em 771 e que no século X atingiu o seu apogeu cultural, antes de ser reconquistada por Fernando III de Castela, em 1236.

Os muçulmanos não foram tão intransigentes com os cristãos, limitando-se, às vezes, a impor-lhes não confessarem publicamente a fé. Para os cristãos mais sensíveis isso era uma escravidão. As esporádicas reações eram reprimidas com esporádicas perseguições. Numa dessas foram protagonistas Eulógio, Rodrigo e Salomão.

Quase nada sabemos de Salomão antes da prisão que ele sofreu com Rodrigo e que resultou no martírio em 13 de março de 857. De Rodrigo sabemos que era sacerdote e tinha dois irmãos, um católico e outro muçulmano, que viviam em contínuas brigas. Uma vez Rodrigo foi apartar a briga e acabou apanhando dos dois irmãos. Enquanto estava meio desmaiado da surra, o irmão muçulmano colocou-o num carro e saiu pelas ruas dizendo que Rodrigo havia abraçado a fé islâmica. Depois que sarou, Rodrigo continuou exercitando o ministério. Então os muçulmanos julgaram-no traidor e decidiram acabar com ele.

Também santo Eulógio era padre. Não se conformava com a passividade dos cristãos. Escreveu e falou abertamente contra o Corão. Preso uma primeira vez, foi libertado depois que exortou os companheiros ao martírio. Foi nomeado bispo de Toledo, mas nem chegou à sagração pois também ele foi atendido em seu maior desejo: foi decapitado no dia 11 de março de 859.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santos Rodrigo, Salomão e Eulógio, rogai por nós!

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QUINTA-FEIRA, DIA 12 DE MARÇO DE 2026

III Semana da quaresma
Cor Litúrgica roxa

Primeira leitura
Leitura do Livro do Profeta Jeremias 7,23-28
Assim fala o Senhor:
23
“Dei esta ordem ao povo dizendo:
Ouvi a minha voz, assim serei o vosso Deus,
e vós sereis o meu povo;
e segui adiante
por todo o caminho que eu vos indicar
para serdes felizes.
24
Mas eles não ouviram e não prestaram atenção;
ao contrário, seguindo as más inclinações do coração,
andaram para trás e não para a frente,
25
desde o dia em que seus pais saíram do Egito
até ao dia de hoje.
A todos enviei meus servos, os profetas,
e enviei-os cada dia, começando bem cedo;
26
mas não ouviram e não prestaram atenção;
ao contrário, obstinaram-se no erro,
procedendo ainda pior que seus pais.
27
Se falares todas essas coisas,
eles não te escutarão,
e, se os chamares, não te darão resposta.
28
Dirás, então:
‘Esta é a nação que não escutou
a voz do Senhor, seu Deus, e não aceitou correção.
Sua fé morreu, foi arrancada de sua boca’ “.
Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo responsorial
Sl 94(95),1-2.6-7.8-9 (R. 8)
R. Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:
     Não fecheis os vossos corações.

1
Vinde, exultemos de alegria no Senhor, *
aclamemos o Rochedo que nos salva!
2
Ao seu encontro caminhemos com louvores, *
e com cantos de alegria o celebremos!

R. Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:
     Não fecheis os vossos corações.

6 Vinde adoremos e prostremo-nos por terra, *
e ajoelhemos ante o Deus que nos criou!
7 Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, †
e nós somos o seu povo e seu rebanho, *
as ovelhas que conduz com sua mão.

R. Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:
     Não fecheis os vossos corações.

8 Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: *
“Não fecheis os corações como em Meriba,
9 como em Massa, no deserto, aquele dia, †
em que outrora vossos pais me provocaram, *
apesar de terem visto as minhas obras”.

R. Oxalá ouvísseis hoje a sua voz:
     Não fecheis os vossos corações.

Aclamação ao evangelho
Jl 2,12-13
R. Jesus Cristo, sois bendito,
     sois o ungido de Deus Pai!
V. Voltai ao Senhor, vosso Deus,
     ele é bom, compassivo e clemente.
Evangelho
Quem não está comigo, está contra mim.
– O Senhor esteja convosco;
– Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas 11,14-23
– Glória a Vós, Senhor.
Naquele tempo,
14
Jesus estava expulsando um demônio que era mudo.
Quando o demônio saiu, o mudo começou a falar,
e as multidões ficaram admiradas.
15
Mas alguns disseram:
“É por Belzebu, o príncipe dos demônios,
que ele expulsa os demônios”.
16
Outros, para tentar Jesus, 
pediam-lhe um sinal do céu.
17
Mas, conhecendo seus pensamentos, 
Jesus disse-lhes:
“Todo reino dividido contra si mesmo será destruído;
e cairá uma casa por cima da outra.
18
Ora, se até Satanás está dividido contra si mesmo,
como poderá sobreviver o seu reino?
Vós dizeis que é por Belzebu 
que eu expulso os demônios.
19
Se é por meio de Belzebu que eu expulso demônios,
vossos filhos os expulsam por meio de quem?
Por isso, eles mesmos serão vossos juízes.
20
Mas, se é pelo dedo de Deus 
que eu expulso os demônios,
então chegou para vós o Reino de Deus.
21
Quando um homem forte e bem armado
guarda a própria casa,
seus bens estão seguros.
22
Mas, quando chega um homem mais forte do que ele,
vence-o, arranca-lhe a armadura na qual ele confiava,
e reparte o que roubou.
23
Quem não está comigo, está contra mim.
E quem não recolhe comigo, dispersa”.
Palavra da Salvação.
– Glória a Vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Luís Orione

O Papa João Paulo II no ano 2004, em Roma, proclamou a canonização do humilde sacerdote Luís Orione
sao-luis-orione
Luís Orione nasceu no dia 23 de junho de 1872, em Pontecuore, Itália. A família era pobre e honesta, de trabalhadores rurais. Sua mãe foi uma sábia e exemplar educadora que lhe serviu como modelo, mais tarde. Ao sair da adolescência aspirava ser sacerdote. Com o apoio da família entrou no Oratório salesiano em Turim, cujo fundador João Bosco, depois venerado pela Igreja, ainda estava vivo. O fundador dedicou ao jovem Orione grande estima e lançou no seu coração a semente da futura vocação.
Luís Orione fez o ginásio no Oratório salesiano, mas concluiu os estudos de filosofia e teologia no seminário da sua cidade natal. Em 1892, ainda seminarista fundou duas escolas para crianças e jovens. Sua ordenação sacerdotal foi em 1895 e desde então se dedicou com ardor à ação pastoral e a obra em favor dos necessitados.
Se, São João Bosco foi o exemplo para a educação dos jovens, para as obras de caridade o foi São José Benedito Cottelengo. Incansável, Luís Orione, viajou por toda a Itália, várias vezes, pedindo donativos e ajuda material para as suas múltiplas obras de caridade. Ele foi um dócil instrumento nas mãos da Divina Providência, para aliviar as necessidades e os sofrimentos humanos.
Em 1908, Luís Orione ajudou a socorrer as numerosas vítimas do terrível terremoto que sacudiu a região da Sicília e Calábria, na Itália. A pedido do Papa Pio X ficou lá por três anos. Em 1915, fundou uma congregação religiosa, a Pequena Obra da Divina Providência, para dar atendimento aos pobres, trabalhadores humildes, aos doentes, aos necessitados, enfim, aos totalmente esquecidos pela sociedade. Ele também foi o fundador da Congregação dos Padres Orionitas, das Irmãzinhas Missionárias da Caridade, das Irmãs Sacramentinas e dos Eremitas de Santo Alberto, nessas duas últimas admitindo inclusive religiosos cegos.
Luís Orione plantou bem a semente, pois logo se tornaram árvores espalhando raízes em diversos países. As Congregações dos Filhos da Divina Providência e das Irmãs passaram a atuar em vários países da Europa, das Américas e da Ásia. Possuem milhares de Casas ou Instituições dos mais variados tipos, sobretudo no setor assistencial e educativo. No Brasil, onde estão desde 1914, mantêm várias casas de órfãos, de excepcionais, abrigos para velhos e hospitais. A obra da Divina Providência foi e continua sendo mantida exclusivamente por esmolas e doações.
Faleceu consumido pelas fadigas apostólicas, com sessenta e oito anos de idade, na cidade de San Remo, Itália, no dia 12 de Março de 1940.
O Papa João Paulo II no ano 2004, em Roma, proclamou a canonização do humilde sacerdote Luís Orione, que viveu como o gigante apóstolo da caridade, pai dos pobres, singular benfeitor da Humanidade sofredora e aflita.
Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas
São Luís Orione, rogai por nós!

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QUARTA-FEIRA, DIA 11 DE MARÇO DE 2026

III Semana da quaresma

Primeira leitura
— Dt 4, 1. 5-9

Leitura do Livro do Deuteronômio

Moisés falou ao povo, dizendo: 1“Agora, Israel, ouve as leis e os decretos que eu vos ensino a cumprir, para que, fazendo-o, vivais e entreis na posse da terra prometida que o Senhor Deus de vossos pais vos vai dar. 5Eis que vos ensinei leis e decretos conforme o Senhor meu Deus me ordenou, para que os pratiqueis na terra em que ides entrar e da qual tomareis posse.
6Vós os guardareis, pois, e os poreis em prática, porque neles está vossa sabedoria e inteligência perante os povos, para que, ouvindo todas as leis, digam: ‘Na verdade, é sábia e inteligente esta grande nação!’ 7Pois, qual é a grande nação cujos deuses lhe são tão próximos como o Senhor nosso Deus, sempre que o invocamos? 8E que nação haverá tão grande que tenha leis e decretos tão justos, como esta lei que hoje vos ponho diante dos olhos? 9Mas toma cuidado! Procura com grande zelo não te esqueceres de tudo o que viste com os próprios olhos, e nada deixes escapar do teu coração por todos os dias de tua vida; antes, ensina-o a teus filhos e netos”.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 147(147B), 12-13. 15-16. 19-20 (R. 12a)

– Glorifica o Senhor, Jerusalém!

— Glorifica o Senhor, Jerusalém! Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! Pois reforçou com segurança as tuas portas, e os teus filhos em teu seio abençoou. ℟.

– Glorifica o Senhor, Jerusalém!

— Ele envia suas ordens para a terra, e a palavra que ele diz corre veloz. Ele faz cair a neve como lã e espalha a geada como cinza. ℟.

– Glorifica o Senhor, Jerusalém!

— Anuncia a Jacó sua palavra, seus preceitos, suas leis a Israel. Nenhum povo recebeu tanto carinho, a nenhum outro revelou os seus preceitos. ℟.

℟. Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor!
℣. Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna! (Cf. Jo 6, 63c. 68c) ℟.
Evangelho — Mt 5, 17-19

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus 
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 17“Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas”. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. 18Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da lei, sem que tudo se cumpra.
19Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar, será considerado grande no Reino dos Céus.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Constantino (Memória Facultativa)

Local: Escócia, Reino Unido
Data: 11 de Março † s. VI

Constantino é nome premiado com muitos que o honraram. Começando com o imperador Constantino, cujo culto se estendeu lentamente por todo o Oriente e a festa era junto com a mãe dele, santa Helena. No Ocidente seu culto não se difundiu a não ser na Sicília, Calábria e Sardenha.

Hoje a Igreja latina celebra outro Constantino. Também este foi rei e coroou sua atribuladíssima vida com o martírio. Da obscuridade da Idade Média ele emerge para impor-se à devoção dos cristãos, especialmente da Grã-Bretanha e da Irlanda. Não começou bem a vida. Maculou-se com várias culpas inclusive com assassínios e sacrilégios. Para ficar mais livre no seu mau comportamento público e particular divorciou-se da legitima esposa. Converteu-se, porém, ainda jovem e mudou radicalmente de vida. Renunciou ao trono e para fazer penitência das culpas cometidas ingressou no mosteiro inglês de Rathan.

A vida monacal inglesa estava em pleno desenvolvimento, iniciada com a pregação de são Patrício e continuada através dos muitos santos. Sob a direção de são Columbano, o ex-rei Constantino, ordenado sacerdote depois de sete anos de vida austera no exercício da ascese cristã e no estudo da Sagrada Escritura, voltou à Escócia, desta vez não com as insígnias reais, mas debaixo das humildes vestes monacais, para pregar o Evangelho. Foi nesse período que o país dos Pitti se converteu ao cristianismo, assumindo o nome de Escócia, que até aquela época pertencia à Irlanda.

Constantino tinha ido edificar o reino de Deus na terra que tinha sido o palco de suas extravagâncias e culpas, já apagadas pelo perdão de Deus e pelo eficaz testemunho de amor a Jesus Cristo. Colheu a palma do martírio na Escócia onde foi trucidado pelos fanáticos pagãos, consequência das suas pregações nas praças públicas.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Constantino, rogai por nós!

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TERÇA-FEIRA, DIA 10 DE MARÇO DE 2026

III Semana da quaresma
Cor Litúrgica roxa

Primeira leitura
(Dn 3,25.34-43)
Leitura da Profecia de Daniel.
Naqueles dias, 25 Azarias, parou e, de pé, começou a rezar; abrindo a boca no meio do fogo, disse: 34 “Oh! não nos desampares nunca, nós te pedimos, por teu nome, não desfaças tua aliança 35 nem retires de nós tua benevolência, por Abraão, teu amigo, por Isaac, teu servo, e por Israel, teu Santo, 36 aos quais prometeste multiplicar a descendência como estrelas do céu e como areia que está na beira do mar; 37 Senhor, estamos hoje reduzidos ao menor de todos os povos, somos hoje o mais humilde em toda a terra, por causa de nossos pecados; 38 neste tempo estamos sem chefes, sem profetas, sem guia, não há holocausto nem sacrifício, não há oblação nem incenso, não há um lugar para oferecermos em tua presença as primícias, e encontrarmos benevolência; 39 mas, de alma contrita e em espírito de humildade, sejamos acolhidos, e como nos holocaustos de carneiros e touros 40 e como nos sacrifícios de milhares de cordeiros gordos, assim se efetue hoje nosso sacrifício em tua presença, e tu faças que nós te sigamos até ao fim; não se sentirá frustrado quem põe em ti sua confiança. 41 De agora em diante, queremos, de todo o coração, seguir-te, temer-te, buscar tua face; 42 não nos deixes confundidos, mas trata-nos segundo a tua clemência e segundo a tua imensa misericórdia; 43 liberta-nos com o poder de tuas maravilhas e torna teu nome glorificado, Senhor”.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Responsório Sl 24(25),4bc-5ab.6-7bc.8-9 (R. 6a)

– Recordai, Senhor, a vossa compaixão!
– Recordai, Senhor, a vossa compaixão!

– Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, e fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação. 

– Recordai, Senhor, a vossa compaixão!

– Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão que são eternas! De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia e sois bondade sem limites, ó Senhor! 

– Recordai, Senhor, a vossa compaixão!

– O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores. Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho. 

– Recordai, Senhor, a vossa compaixão!

Evangelho (Mt 18,21-35)
– Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!
– Voltai ao Senhor, vosso Deus, ele é bom, compassivo e clemente.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 21 Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?’ 22 Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25 Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26 O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo’. 27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei’. 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31 Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32 Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33 Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34 O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35 É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santa Maria Eugênia de Jesus agiu corajosamente na contramão

Origem
Seu nome de batismo é Ana Eugênia Milleret de Brou. Mais tarde, se tornará Maria Eugênica de Jesus. Nasceu em Metz (França) em 25 de agosto 1817. Passou sua infância em sua casa natal, na fronteira entre Luxemburgo, Alemanha e França. Cresceu no seio de uma família incrédula. Seu pai era um alto funcionário, e sua mãe, descendente da nobreza da Bélgica e Luxemburgo, era excelente educadora. Ambos viviam um formalismo religioso. A família tinha um brasão: Nihil sine fide — nada sem fé —, que Ana Eugênia levou gravada em seu peito para toda a vida. Em 1830, seus pais se separam, e ela segue com a mãe para Paris. Dois anos depois, ela perde brutalmente a mãe devido a uma epidemia de cólera.
Encontro místico
Maria Eugênia teve um verdadeiro encontro místico com Jesus Cristo no dia de sua primeira comunhão no Natal de 1829: “Nunca o esqueci”. Anos depois, o pai a leva de volta para Paris. Ali, ela volta a ter uma experiência profunda com Deus, que direciona toda a sua vida. Era Quaresma de 1836, quando, ao ouvir uma pregação na Catedral de Notre Dame, ela afirma: “Sua palavra despertava em mim uma fé que nada pôde abalar. Minha vocação começou em Notre Dame”, diria mais tarde. Apaixona-se pela renovação do cristianismo.
Chamado à vida religiosa
Ana Eugênia, aos 18 anos, decidiu: “Quero dar todas as minhas forças, ou melhor, toda minha fragilidade, a essa Igreja!”. Sua experiência com Jesus e o desejo de gastar-se por Ele, fazendo a diferença na sociedade, foi crescendo cada dia mais. Aos 21 anos, com algumas companheiras, começou a Congregação das Religiosas da Assunção. E assumiu um novo nome: irmã Maria Eugênia de Jesus. Ela teve a coragem de se fazer discípula, seguidora de Jesus. Muitas jovens se deixaram contagiar pelo seu entusiasmo e por sua coragem. Essas, partilhando de seu mesmo sonho, juntaram-se a ela na nova congregação por ela fundada.
“O essencial é que o Bem se faça, seja por nossas mãos, sejam por outras.”  (Santa Maria Eugênia de Jesus)
A obra da Assunção no mundo
O objetivo da nova fundação era alto: transformar a sociedade, através do Evangelho, pela educação. E um ponto de aplicação: as mulheres. Maria Eugênia de Jesus sonhou com missão na China – sonho que ainda não se realizou. Em mais de 50 anos de trabalho, espalhou comunidades por vários países da Europa, mas também na África, na América Latina, nas Filipinas (Ásia) e na Nova Caledônia (Oceania). Hoje, são mais de 1000 religiosas trabalhando em 31 países, inclusive no Brasil. 
Saúde física e encontro com o Pai
Foi na velhice, depois de uma vida ofertada a Deus, que Maria Eugênia de Jesus vê sua saúde extremamente debilitada. Ela foi vencida por uma paralisia em 1897, e ali foi apagando-se aos poucos. Até o último instante de sua vida, procurou expressar sua bondade através de seu olhar. Uma de suas últimas frases foi esta: “Só me resta ser boa”. No dia 10 de março de 1898, encontra-se definitivamente com o Cristo ressuscitado, sua única paixão enquanto estava na Terra.
Frase da santa
“O desânimo está muito longe do meu espírito. Estamos bem convencidas de não haver em nós a santidade exigida pelas obras de Deus. Sendo assim, eu não me surpreenderia com nenhuma espécie de insucesso.”
O resultado de uma vida na Santidade
Fé e ação
“É preciso coragem para pensar diferente. É preciso coragem para agir diferente. É preciso coragem para ter personalidade, para expressar opiniões próprias, que muitas vezes vão na contramão em relação à maioria das pessoas”. Era assim que Maria Eugênia de Jesus, uma mulher de fé e de ação, se expressava e agia ao viver no século XIX. Sua vida tem muito a nos dizer, que já estamos no século XXI.
Reconhecimento nos altares
Maria Eugênia de Jesus sobe aos altares em 1975, onde foi beatificada pelo Papa São Paulo VI . Ao colocá-la como exemplo para toda a Igreja, o então Papa Paulo VI lançou um desafio: que, como Maria Eugênia, os cristãos tenham a audácia de fazer do Evangelho o seu projeto de vida. “Ousem” – dizia o Papa – “a viver a santidade”.

Canonização
Santa Maria Eugênia de Jesus foi canonizada pelo Papa Bento XVI, em 3 de junho de 2007, na Solenidade da Santíssima Trindade, destacando-se na homilia: “Maria Eugénia Milleret, durante a sua existência, encontrou forças para a sua missão, associando incessantemente contemplação e ação. Que o exemplo de Santa Maria Eugênia convide os homens e as mulheres de hoje a transmitir aos jovens os valores. Que os ajudem a tornar-se adultos fortes e testemunhas jubilosas do Ressuscitado”.
Oração que a própria santa fazia
“Peço a Deus o dom da oração contínua, o deixar-me a mim mesma e ao apoio humano para um total apoio em Deus.”
Minha oração
“Senhor, que o meu coração seja inflamado deste amor que levou Santa Maria Eugênica de Jesus a dedicar toda a sua vida ao Evangelho, marcando a vida das mulheres do seu tempo, para que a sociedade pudesse ser transformada. Que minha vida doada em todos os ambientes em que estou inserido, deixe marcas do céu por onde eu passar. Que meus olhos e meu coração permaneçam sempre fixos em Ti. Amém.”
Santa Maria Eugênia de Jesus, rogai por nós!

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SEGUNDA-FEIRA, DIA 09 DE MARÇO DE 2026

III Semana da quaresma

Primeira leitura
– 2Rs 5, 1-15a
Leitura do Segundo Livro dos Reis
Naqueles dias, 1Naamã, general do exército do rei da Síria, era um homem muito estimado e considerado pelo seu senhor, pois foi por meio dele que o Senhor concedeu a vitória aos arameus. Mas esse homem, valente guerreiro, era leproso.
2Ora, um bando de arameus que tinha saído da Síria, tinha levado cativa uma moça do país de Israel. Ela ficou ao serviço da mulher de Naamã. 3Disse ela à sua senhora: “Ah, se meu senhor se apresentasse ao profeta que reside em Samaria, sem dúvida, ele o livraria da lepra de que padece!”
4Naamã foi então informar o seu senhor: “Uma moça do país de Israel disse isto e isto”. 5Disse-lhe o rei de Aram: “Vai, que eu enviarei uma carta ao rei de Israel”. Naamã partiu, levando consigo dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupa. 6E entregou ao rei de Israel a carta, que dizia: “Quando receberes esta carta, saberás que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures de sua lepra”.
7O rei de Israel, tendo lido a carta, rasgou suas vestes e disse: “Sou Deus, porventura, que possa dar a morte e a vida, para que este me mande um homem para curá-lo de lepra? Vê-se bem que ele busca pretexto contra mim”. 8Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado as vestes, mandou dizer-lhe: “Por que rasgaste tuas vestes? Que ele venha a mim, para que saiba que há um profeta em Israel”.
9Então Naamã chegou com seus cavalos e carros, e parou à porta da casa de Eliseu. 10Eliseu mandou um mensageiro para lhe dizer: “Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e tua carne será curada e ficarás limpo”.
11Naamã, irritado, foi-se embora, dizendo: “Eu pensava que ele sairia para me receber e que, de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, e que tocaria com sua mão o lugar da lepra e me curaria. 12Será que os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, não são melhores do que todas as águas de Israel, para eu me banhar nelas e ficar limpo?” Deu meia-volta e partiu indignado.
13Mas seus servos aproximaram-se dele e disseram-lhe: “Senhor, se o profeta te mandasse fazer uma coisa difícil, não a terias feito? Quanto mais agora que ele te disse: ‘Lava-te e ficarás limpo”’. 14Então ele desceu e mergulhou sete vezes no Jordão, conforme o homem de Deus tinha mandado, e sua carne tornou-se semelhante à de uma criancinha, e ele ficou purificado.
15aEm seguida, voltou com toda a sua comitiva para junto do homem de Deus. Ao chegar, apresentou-se diante dele e disse: “Agora estou convencido de que não há outro Deus em toda a terra, senão o que há em Israel!”
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 41(42), 2. 3; Sl 42(43), 3. 4 (R. 41[42], 3)
R. Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?
– Assim como a corça suspira pelas águas correntes, suspira igualmente minh’alma por vós, ó meu Deus!
– Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?
– A minh’alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus?
– Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?
– Enviai vossa luz, vossa verdade: elas serão o meu guia; que me levem ao vosso Monte santo, até a vossa morada!
– Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?
– Então irei aos altares do Senhor, Deus da minha alegria. Vosso louvor cantarei, ao som da harpa, meu Senhor e meu Deus!
– Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?
– No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra. Pois no Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção. (Cf. Sl 129, 5. 7)
– Jesus Cristo, sois bendito, sois o Ungido de Deus Pai!

Evangelho – Lc 4, 24-30
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠segundo Lucas 
– Glória a vós, Senhor.
Jesus, vindo a Nazaré, disse ao povo na sinagoga: 24“Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva em Sarepta, na Sidônia. 27E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”.
28Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.
– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santa Francisca Romana, exemplo de caridade a toda prova

Origens
Francisca é filha de um casal cristão que, na fé católica, educou a criança. E quem imaginaria que aquela pequena menina teria um dos corações mais caridosos que a Cidade Eterna já viu? Desde a mais tenra idade, Francisca manifestou aos seus pais e à comunidade o seu amor pelas coisas de Deus. Imitava sua mãe nas práticas de piedade e devoção. 
Obediência acima do desejo
Fez voto de virgindade a Deus aspirando se tornar uma religiosa. No entanto, em obediência ao seu confessor e ao seu pai, a jovem é prometida em casamento a Lourenço Ponziani. O jovem é de família nobre, bom caráter e grande fortuna.
A serviço do Reino de Deus como esposa
Do matrimônio de Francisca com Lourenço nascem João Batista, João Evangelista e Inês. Sendo da nobreza de Roma, Francisca tinha a obrigação de se apresentar na sociedade usando belas joias e trajes deslumbrantes. Porém, a sua piedade não era sufocada por esses ricos vestidos, aproveitando todo tempo livre que tinha para se dedicar à oração. Não se esquecia das práticas de piedade que aprendera com sua mãe na infância. 
Santa Francisca Romana: o “anjo da paz”
Sinal de paz
A sua própria família a considerava um anjo da paz, pois não omitia o ardente anseio que tinha por estar com Deus. Amava, de todo o seu coração, o Senhor, e por isso dedicou-se com inteireza na educação dos filhos, assumindo conscientemente a vocação matrimonial que Deus lhe permitiu viver.
Advogada da Cidade Eterna
O cenário que Roma se encontra é miserável e devastador. A fome, a doença e a guerra deixam suas marcas nas residências, nas famílias e nas ruas da cidade. A caridade floresce ainda mais no coração de Francisca. Por meio das obras, ela manifesta a sua fé através das generosas doações. Ela ajudava os mais necessitados, distribuindo alimentos entre eles. Quando o seu sogro a proibiu dessa prática, ela não se envergonhou em sair pelas ruas de Roma pedindo esmola para aqueles que viviam na miséria. Verdadeiramente, Francisca atraia consigo a manifestação da glória de Deus. 
Luta contra a fome e a miséria
Certo dia, em companhia de uma amiga, buscando num celeiro vazio os grãos de trigo, com muito custo, recolheram alguns quilos para doar aos pobres. Após a sua saída, seu esposo Lourenço entrou no lugar e ali foi surpreendido com 40 sacos de trigo, cada um pesando 100 quilos. Os milagres começaram a deixar rastros por onde a Advogada da cidade de Roma passava. Lourenço, tocado pela fé da esposa, permitiu que ela trabalhasse para defender o povo romano da fome e da miséria.
Santa Francisca Romana passou por grandes provações
O palácio dos doentes
A Santa Romana enfrentou grandes provações: seu marido foi ferido gravemente em uma primeira invasão dos Colonna a Roma. O palácio da família foi saqueado e todos os bens confiscados. Para maior dor de Francisca, seu esposo Lourenço e seu filho João Batista partiram para o exílio. Com o flagelo da peste devastando a cidade, a Francisca fez do seu palácio um verdadeiro hospital, acolhendo os doentes e cuidando com amor maternal das vítimas que batiam a sua porta. Os seus dois filhos que restaram foram feridos pela peste e morreram. Nem ela escapou da doença, mas, por graça e milagre de Deus, foi curada, continuando sua incansável caridade.
Dons extraordinários
Francisca Romana recebeu de Deus muitas visões: o inferno e até mesmo o céu. Deus a consolou e lhe deu a graça de ver o seu anjo da guarda, tendo-o como um fiel companheiro e conselheiro de sua missão. Na luz desse Arcanjo, ela podia ver os pensamentos mais íntimos dos corações. Recebeu o dom do discernimento dos espíritos e do conselho, os quais usava para converter os pecadores.
A fé sem obras é morta
Francisca tem a alegria de receber em sua casa o seu esposo Lourenço e seu filho Batista, que retornaram do exílio. A mãe se alegrou com o casamento do filho e com a presença leal e compreensiva do marido, que bondosamente permitiu que a santa fundasse uma associação de religiosas seculares: a Sociedade das Oblatas da Santíssima Virgem Maria. Francisca vivia os conselhos evangélicos em sua casa, assim como as demais consagradas da ordem. Comprometida como estava pelo matrimônio, somente depois da morte do esposo, em 1436, Francisca finalmente fez-se religiosa. Entrou como postulante na congregação por ela fundada. Mas foi obrigada — pelo capítulo da comunidade e pelo diretor espiritual —, a aceitar os encargos de superiora e fundadora.
Espelho de santidade para todas as pessoas
Páscoa
Santa Francisca Romana, após três anos no convento, por força maternal, viu-se obrigada a retornar para o palácio para cuidar de seu filho. Ali mesmo ela foi acometida por uma pleurisia e percebeu que se aproximava o dia de sua páscoa. Em meio aos sofrimentos da doença, aconselhou suas filhas espirituais, partindo desse mundo no dia 9 de março após a oração das vésperas. Ao elevá-la às honras dos altares, em maio de 1608, o Papa Paulo V qualificou-a de “a mais romana de todas as santas”. E o Cardeal São Roberto Belarmino, que contribuiu, decisivamente, com seu voto, para a canonização, declarou no Consistório: “A proclamação da santidade de Francisca será de admirável proveito para classes muito diferentes de pessoas: as virgens, as mulheres casadas, as viúvas e as religiosas”. 
Minha oração
“Virgem Maria, nossa querida Santa Francisca Romana, seguiu Seu exemplo de caridade extrema. Pedimos a sua intercessão para que as mulheres e homens do nosso tempo vivam a caridade acima de tudo.”
Santa Francisca Romana, rogai por nós!

Publicado em

DOMINGO, DIA 08 DE MARÇO DE 2026

III Domingo da quaresma
Dia de Nossa Senhora das lágrimas

Primeira leitura
— Ex 17, 3-7
Leitura do Livro do Êxodo
Naqueles dias, 3o povo, sedento de água, murmurava contra Moisés e dizia: “Por que nos fizeste sair do Egito? Foi para nos fazer morrer de sede, a nós, nossos filhos e nosso gado?”
4Moisés clamou ao Senhor, dizendo: “Que farei por este povo? Por pouco não me apedrejam!”
5O Senhor disse a Moisés: “Passa adiante do povo e leva contigo alguns anciãos de Israel. Toma a tua vara com que feriste o rio Nilo e vai. 6Eu estarei lá, diante de ti, sobre o rochedo, no monte Horeb. Ferirás a pedra e dela sairá água para o povo beber”. Moisés assim fez na presença dos anciãos de Israel. 7E deu àquele lugar o nome de Massa e Meriba, por causa da disputa dos filhos de Israel e porque tentaram o Senhor, dizendo: “O Senhor está no meio de nós ou não?”
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 94(95), 1-2. 6-7. 8-9 (R. 8)
R. Hoje não fecheis o vosso coração, mas ouvi a voz do Senhor!
– Vinde, exultemos de alegria no Senhor, aclamemos o Rochedo que nos salva! Ao seu encontro caminhemos com louvores, e com cantos de alegria o celebremos!
– Hoje não fecheis o vosso coração, mas ouvi a voz do Senhor!
– Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão.
– Hoje não fecheis o vosso coração, mas ouvi a voz do Senhor!
– Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: “Não fecheis os corações como em Meriba, como em Massa, no deserto, aquele dia, em que outrora vossos pais me provocaram, apesar de terem visto as minhas obras”.
– Hoje não fecheis o vosso coração, mas ouvi a voz do Senhor!

Segunda leitura
– Rm 5, 1-2. 5-8
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos
Irmãos: 1Justificados pela fé, estamos em paz com Deus, pela mediação do Senhor nosso, Jesus Cristo. 2Por ele tivemos acesso, pela fé, a esta graça, na qual estamos firmes e nos gloriamos, na esperança da glória de Deus.
5E a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado.
6Com efeito, quando éramos ainda fracos, Cristo morreu pelos ímpios, no tempo marcado. 7Dificilmente alguém morrerá por um justo; por uma pessoa muito boa talvez alguém se anime a morrer. 8Pois bem, a prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Evangelho – Jo 4, 5-15. 19b-26. 39a. 40-42 – forma breve
– Na verdade, sois, Senhor, o Salvador do mundo. Senhor, dai-me água viva a fim de eu não ter sede! (cf. Jo 4, 42. 15)
– Glória e louvor a vós, ó Cristo.

– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João 
– Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo,
5 Jesus chegou a uma cidade da Samaria, chamada Sicar, perto do terreno que Jacó tinha dado ao seu filho José.
6 Era aí que ficava o poço de Jacó. Cansado da viagem, Jesus sentou-se junto ao poço. Era por volta do meio-dia.
7 Chegou uma mulher da Samaria para tirar água. Jesus lhe disse: “Dá-me de beber”.
8 Os discípulos tinham ido à cidade para comprar alimentos.
9 A mulher samaritana disse então a Jesus: “Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim, que sou uma mulher samaritana?” De fato, os judeus não se dão com os samaritanos.
10 Respondeu-lhe Jesus: “Se tu conhecesses o dom de Deus e quem é que te pede: ‘Dá-me de beber`, tu mesma lhe pedirias a ele, e ele te daria água viva. ”
11 A mulher disse a Jesus: “Senhor, nem sequer tens balde e o poço é fundo. De onde vais tirar a água viva?
12 Por acaso, és maior que nosso pai Jacó, que nos deu o poço e que dele bebeu, como também seus filhos e seus animais?”
13 Respondeu Jesus: “Todo aquele que bebe desta água terá sede de novo.
14 Mas quem beber da água que eu lhe darei, esse nunca mais terá sede. E a água que eu lhe der se tornará nele uma fonte de água que jorra para a vida eterna”.
15 A mulher disse a Jesus: “Senhor, dá-me dessa água, para que eu não tenha mais sede e nem tenha de vir aqui para tirá-la”.
16 Disse-lhe Jesus: “Vai chamar teu marido e volta aqui”.
17 A mulher respondeu: “Eu não tenho marido”. Jesus disse: “Disseste bem, que não tens marido,
18 pois tiveste cinco maridos, e o que tens agora não é o teu marido. Nisso falaste a verdade”.
19 A mulher disse a Jesus: “Senhor, vejo que és um profeta!
20 Os nossos pais adoraram neste monte mas vós dizeis que em Jerusalém é que se deve adorar”.
21 Disse-lhe Jesus: “Acredita-me, mulher: está chegando a hora em que nem neste monte, nem em Jerusalém adorareis o Pai.
22 Vós adorais o que não conheceis. Nós adoramos o que conhecemos, pois a salvação vem dos judeus.
23 Mas está chegando a hora, e é agora, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e verdade. De fato, estes são os adoradores que o Pai procura.
24 Deus é espírito e aqueles que o adoram devem adorá-lo em espírito e verdade”.
25 A mulher disse a Jesus: “Sei que o Messias (que se chama Cristo) vai chegar. Quando ele vier, vai nos fazer conhecer todas as coisas”.
26 Disse-lhe Jesus: “Sou eu, que estou falando contigo”.
27 Nesse momento, chegaram os discípulos e ficaram admirados de ver Jesus falando com a mulher. Mas ninguém perguntou: “Que desejas?” ou: “Por que falas com ela?”
28 Então a mulher deixou o seu cântaro e foi à cidade, dizendo ao povo:
29 “Vinde ver um homem que me disse tudo o que eu fiz. Será que ele não é o Cristo?”
30 O povo saiu da cidade e foi ao encontro de Jesus.
31 Enquanto isso, os discípulos insistiam com Jesus, dizendo: “Mestre, come”.
32 Jesus, porém disse-lhes: “Eu tenho um alimento para comer que vós não conheceis”.
33 Os discípulos comentavam entre si: “Será que alguém trouxe alguma coisa para ele comer?”
34 Disse-lhes Jesus: “O meu alimento é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra.
35 Não dizeis vós: ‘Ainda quatro meses, e aí vem a colheita!’ Pois eu vos digo: Levantai os olhos e vede os campos: eles estão dourados para a colheita!
36 O ceifeiro já está recebendo o salário, e recolhe fruto para a vida eterna. Assim, o que semeia se alegra junto com o que colhe’.
37 Pois é verdade o provérbio que diz: ‘Um é o que semeia e outro o que colhe’.
38 Eu vos enviei para colher aquilo que não trabalhastes. Outros trabalharam e vós entrastes no trabalho deles”.
39 Muitos samaritanos daquela cidade abraçaram a fé em Jesus, por causa da palavra da mulher que testemunhava: “Ele me disse tudo o que eu fiz”.
40 Por isso, os samaritanos vieram ao encontro de Jesus e pediram que permanecesse com eles. Jesus permaneceu aí dois dias.
41 E muitos outros creram por causa da sua palavra.
42 E disseram à mulher: “Já não cremos por causa das tuas palavras, pois nós mesmos ouvimos e sabemos, que este é verdadeiramente o salvador do mundo”.
℣. Palavra da Salvação.
℟. Glória a Vós, Senhor.

SANTO DO DIA
NOSSA SENHORA DAS LÁGRIMAS

Nossa Senhora das Lágrimas: origem, história, aparições e como rezar a Coroa

A origem e a história de Nossa Senhora das Lágrimas
Nos últimos anos, em nosso país, muito temos ouvido falar sobre a devoção a Nossa Senhora das Lágrimas, cuja festa litúrgica é no dia 8 de março. Hoje, iremos conhecer um pouco mais sobre o início dessa devoção, que tem a sua origem no Brasil a partir das aparições de Nossa Senhora à Irmã Amália de Jesus Flagelado.
Nossa Senhora das Lágrimas segurando a Coroa revelada à Irmã Amália, com lágrimas discretas e expressão materna.
Quem foi a Irmã Amália?
Nascida na Espanha, em 1901, Amália Aguirre, seu nome de batismo, veio ao mundo no seio de uma família católica. Sua família migrou para o Brasil, enquanto Amália permaneceu na Espanha para cuidar de sua avó. Com o falecimento desta, Amália também se mudou para o Brasil, em 1919, passando a residir na cidade de Campinas.
No ano de 1928, Dom Francisco de Campos Barreto, bispo da Diocese (hoje, Arquidiocese) de Campinas, fundou, juntamente com Maria Villac, a Congregação das Missionárias de Jesus Crucificado. Amália foi uma das primeiras religiosas na nova fundação, tendo recebido o hábito no ano de 1927, antes do reconhecimento da fundação, e professado os seus votos perpétuos no ano de 1931. Na vida religiosa, adotou o nome de Irmã Amália de Jesus Flagelado.
A Irmã Amália, enquanto vivia na Espanha, já havia tido algumas experiências místicas. Todavia, foi nos anos de 1930 que essas experiências se intensificaram.
A religiosa já invocava a intercessão das lágrimas de Nossa Senhora, uma vez que essa invocação lhe foi ensinada pelo próprio Cristo, enquanto ela rezava diante do sacrário.
Em 18 de abril de 1977, a Irmã Amália faleceu na cidade de Taubaté, aos 75 anos. Em 2023,  Dom João Inácio Müller, arcebispo de Campinas, iniciou o seu processo de beatificação.
As aparições de Nossa Senhora das Lágrimas
A primeira aparição aconteceu no dia 8 de março de 1930, na capela do convento da Congregação, em Campinas. Revestida de uma túnica violeta, manto azul e véu branco, a Virgem Maria lhe apareceu trazendo, em suas mãos, um rosário, chamado por ela mesma de “Coroa”. Esse rosário foi entregue às mãos da Irmã Amália, tendo Nossa Senhora dito a ela:
“Este é o rosário de Minhas lágrimas, que foi prometido pelo Meu Filho ao nosso querido Instituto como uma parte de seu legado. […] Este rosário alcançará a conversão de muitos pecadores […]. Por meio deste rosário, o demônio será derrotado e o poder do inferno destruído. Arme-se para a grande batalha.”
Em 8 de abril, Nossa Senhora apareceu outra vez à Irmã Amália, pedindo-lhe que fosse feita uma medalha com a imagem de Nossa Senhora das Lágrimas. Tendo escrito ao redor a jaculatória: “Ó Virgem Dolorosíssima, as Vossas Lágrimas derrubaram o império infernal!”, e a imagem de Jesus Manietado (Jesus com suas mãos atadas), com a inscrição ao redor: “Por Vossa Mansidão Divina, ó Jesus Manietado, salvai o mundo do erro que o ameaça!”. Nossa Senhora prometeu que, por essa medalha, muitas conversões aconteceriam e muitas almas seriam salvas.
Além das aparições de Jesus e de Nossa Senhora, esse período foi marcado por fenômenos místicos na vida da Irmã Amália, como êxtases e estigmas.
O reconhecimento da devoção
Em 1931, Dom Francisco de Campos Barreto reconheceu a veracidade dos fenômenos místicos da Irmã Amália, assim como das aparições, concedendo a autorização necessária para a divulgação dos escritos, da medalha e das orações que compõem a Coroa de Nossa Senhora das Lágrimas. Em outros países, como os Estados Unidos, a Alemanha e a Hungria, bispos também autorizaram a divulgação dessa devoção.
Todavia, apesar do reconhecimento por parte de alguns bispos e do empenho da Irmã Amália em tornar a devoção conhecida, esta permaneceu oculta por vários anos.
Foi no ano de 2017, no centenário das aparições de Nossa Senhora em Fátima, que se deu o início do Apostolado Internacional de Nossa Senhora das Lágrimas. O Apostolado foi fundado em Portugal, divulgando os escritos da Irmã Amália e a devoção a Nossa Senhora das Lágrimas, tendo em vista as promessas de conversão dos pecadores e de salvação das almas.
A Coroa de Nossa Senhora das Lágrimas: como rezar?
O rosário, ou Coroa, recebido pela Irmã Amália das mãos de Nossa Senhora continha 49 contas, divididas em sete grupos.
Sua estrutura recorda o Rosário tradicional. Convida à meditação da Paixão de Cristo — espiritualidade profundamente ligada ao mistério do Calvário.
Reza-se, portanto, da seguinte forma:
Oração inicial
Eis-nos aqui aos Vossos pés, ó dulcíssimo Jesus Crucificado, para Vos oferecermos as lágrimas d’Aquela que, com tanto amor, Vos acompanhou no caminho doloroso do Calvário. Fazei, ó bom Mestre, que nós saibamos aproveitar a lição que elas nos dão, para que, na Terra, realizando a Vossa Santíssima Vontade, possamos um dia, no Céu, Vos louvar por toda a eternidade.
Nas contas brancas iniciais (que separam os grupos)
Vede, ó Jesus, que são as lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na Terra e que mais Vos ama no Céu.
Nas contas brancas (por sete vezes)
Meu Jesus, ouvi os nossos rogos, pelas Lágrimas de Vossa Mãe Santíssima.
No fim (três vezes, nas três contas brancas finais)
Vede, ó Jesus, que são as lágrimas d’Aquela que mais Vos amou na Terra e que mais Vos ama no Céu.
Oração final
Virgem Santíssima e Mãe das Dores, nós Vos pedimos que junteis os Vossos rogos aos nossos, a fim de que Jesus, Vosso Divino Filho, a quem nos dirigimos em nome das Vossas lágrimas de Mãe, ouça as nossas preces e nos conceda, com as graças que desejamos, a coroa da vida eterna. Amém.
Jaculatórias finais (para rezar contemplando e beijando a medalha)
– Por Vossa mansidão divina, ó Jesus Manietado, salvai o mundo do erro que o ameaça!
– Ó Virgem Dolorosíssima, as Vossas Lágrimas derrubaram o império infernal!
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Nossa Senhora das Lágrimas, rogai por nós!

São João de Deus ensinou: “Fazei bem, a vós mesmos, ajudando os pobres”

Padroeiro
Desde 1886 é o patrono oficial dos doentes e dos Hospitais, junto com São Camilo e, desde 1930, padroeiro dos enfermeiros e suas associações católicas. Alguns países também o tomam como padroeiro dos bombeiros.
Origens
Nasceu em Montemor-o-Novo, próximo de Évora, Portugal. Recebeu o nome de João Cidade, que depois se tornaria João de Deus. Aos 8 anos, decidiu seguir um clérigo até a cidade de Oropesa na Espanha. Lá, ele morou com uma família rica, colaborando com seus pastores e serventes, até os 27 anos. 
Vida: de soldado até livreiro
Alistou-se no exército e combateu pelo menos duas batalhas importantes em Fuenterrabia e em Viena, invadidas pelos turcos. Depois de Viena voltou a Portugal, seus pais já tinham morrido e não quis ficar por lá. Retornou a Espanha, seguindo para Sevilha e depois para Gibraltar e Ceuta, onde serviu, com heroísmo, uma família portuguesa, exilada, que ficou doente. A seguir retornou a Gibraltar, começando a vender livros, como ambulante, para sobreviver. Buscando vida mais estável, se mudou para Granada, onde abriu uma livraria. Entre todos os empregos que teve até então, o de ser livreiro foi o que mais gostou: apaixonou-se logo pelos livros, que os considerou também como uma ajuda para a oração e a fé, sobretudo aqueles com imagens sagradas.
São João de Deus e a vocação aos doentes
Doentes
Certo dia, em Granada, João ouviu um sermão do místico João de Ávila que o iluminou e o perturbou tanto que precisou de internação hospitalar. Então, decidiu vender tudo e dar aos pobres. Logo, começou a sair pelas ruas pedindo esmolas para os pobres, utilizando uma fórmula especial que se tornaria o lema de sua futura congregação: “Fazei bem, irmãos, a vós mesmos, ajudando os pobres”. 
O que acontecia no hospital psiquiátrico?
No hospital, João descobriu os últimos entre os doentes, trancados por suas famílias para se esconder e se livrar deles. Além do mais, experimentou os métodos com os quais eram tratados os doentes: verdadeiras torturas. Assim, entendeu que deveria fazer algo para aqueles irmãos mais infelizes, porque Deus queria. Quando terminou a sua experiência no manicômio, João foi ter com o Bispo, diante do qual se comprometeu em viver pelos que sofriam e a acolher os que quisessem fazer a mesma coisa. 
A Ordem Hospitaleira
A Providência deu-lhe dois confrades de início: Eles seriam os primeiros Irmãos de São João de Deus. Apesar de não ter noções de medicina, estava ciente de que devia tratar dos doentes de modo novo, ou seja, ouvindo-os e satisfazendo as suas necessidades de diversas maneiras. Desta forma, conseguiu fundar um primeiro hospital, segundo estes ditames, em Granada, dedicando-se, ao mesmo tempo, aos órfãos, prostitutas e desempregados. Seu foco era a certeza de que a cura do espírito gerava a cura do corpo.
Páscoa
João faleceu aos 55 anos, enquanto rezava de joelhos e apertava ao peito um crucifixo. Ele não deixou nenhuma regra escrita, mas a sua obra de caridade já estava bem encaminhada e seus coirmãos continuavam inspirados por ele. São João de Deus foi canonizado em 1690, 60 anos após sua beatificação.
A Ordem Hospitaleira de São João de Deus
Princípios Institucionais
1. Temos como centro de interesse, para todos os que vivemos e trabalhamos no hospital ou em qualquer outra obra assistencial, a pessoa assistida;
2. Empenhamo-nos decididamente na defesa e promoção da vida humana;
3. Reconhecemos à pessoa assistida o direito de ser convenientemente informada sobre o seu estado de saúde;
4. Observamos as exigências do segredo profissional, fazendo que sejam igualmente respeitadas por todos os que se aproximam dos doentes e necessitados;
5. Defendemos o direito de morrer com dignidade, respeitando e satisfazendo os justos desejos e as necessidades espirituais daqueles que estão prestes a morrer, conscientes de que a vida humana tem um termo temporal e é chamada à sua plenitude em Cristo;
6. Respeitamos a liberdade de consciência das pessoas que assistimos e a dos nossos colaboradores, mas exigimos com firmeza que seja aceite e respeitada a identidade dos nossos centros hospitalares;
7. Valorizamos e promovemos as qualidades e o profissionalismo dos nossos colaboradores e estimulamo-los a participar ativamente na missão da Ordem e, em função das suas capacidades e âmbitos de responsabilidade, tornamo-los participantes no processo de decisão das nossas Obras apostólicas;
8. Opomo-nos à procura do lucro, por conseguinte, observamos e exigimos que sejam respeitadas as normas econômicas justas.
Congregação na Atualidade
Na atualidade, são aproximadamente 1000 irmãos, distribuídos por 53 países, em cerca de 200 comunidades, atendendo mais de 400 obras assistenciais: hospitais, clínicas, lares, centros de reabilitação, albergues, centros de saúde mental, ambulatórios, projetos sociais e escolas de enfermagem. Com eles estão 58.000 profissionais de saúde, 30.000 voluntários e milhares de benfeitores.
No Brasil
A Ordem Hospitaleira de São João de Deus opera no Brasil, sem interrupção, há 70 anos, trazida pelos Irmãos Portugueses. Estão atuando em Itaipava – Petrópolis (RJ) e Aparecida do Taboado (MS).
Devoção a São João de Deus
Oração
Senhor, vós inflamastes São João de Deus no fogo da caridade para que fosse na terra apóstolo dos pecadores, socorro dos pobres e saúde dos enfermos; e no céu o constituístes alívio dos que sofrem, padroeiro e modelo dos profissionais de saúde. Ensinai-nos a imitá-lo na Hospitalidade, e a comprometer-nos na construção do vosso Reino de paz e misericórdia. E, por sua intercessão, concedei-nos as graças de que necessitamos. Por nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho na unidade do Espírito Santo. Amém.
Minha oração
“Querido santo, quantas maravilhas Deus fez em ti, através do amor aos doentes, e quantas ainda Ele pode fazer em mim. Livrai-me da cultura do descartável, dos pensamentos de exclusão e eutanásia para com os enfermos. Ensinai-me a aprender a enxergar Jesus nesses seus filhos sofredores e a cuidar de cada qual como se fossem o Cristo. Amém.”
São João de Deus, rogai por nós!

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SÁBADO, DIA 07 DE MARÇO DE 2026

II Semana da quaresma
Cor Litúrgica vermelha

Primeira leitura
– Mq 7, 14-15. 18-20
Leitura da Profecia de Miqueias
14Apascenta o teu povo com o cajado da autoridade, o rebanho de tua propriedade, os habitantes dispersos pela mata e pelos campos cultivados; que eles desfrutem a terra de Basã e de Galaad, como nos velhos tempos. 15E, como foi nos dias em que nos fizeste sair do Egito, faze-nos ver novos prodígios. 18Qual Deus existe, como tu, que apagas a iniquidade e esqueces o pecado daqueles que são resto de tua propriedade? Ele não guarda rancor para sempre, o que ama é a misericórdia. 19Voltará a compadecer-se de nós, esquecerá nossas iniquidades e lançará ao fundo do mar todos os nossos pecados. 20Tu manterás fidelidade a Jacó e terás compaixão de Abraão, como juraste a nossos pais, desde tempos remotos.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 102(103), 1-2. 3-4. 9-10. 11-12 (R. 8a)
R. O Senhor é indulgente e favorável.
– Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!
– O Senhor é indulgente e favorável.
– Pois ele te perdoa toda culpa, e cura toda a tua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão;
– O Senhor é indulgente e favorável.
– Não fica sempre repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor. Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas.
– O Senhor é indulgente e favorável.
– Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes.
– O Senhor é indulgente e favorável.
– Vou voltar e encontrar o meu pai e direi: meu pai, eu pequei contra o céu e contra ti. (Lc 15, 18) ℟.
– Salve, ó Cristo, Imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!

Evangelho – Lc 15, 1-3. 11-32
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas 
– Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1os publi­canos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus: “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”.
3Então Jesus contou-lhes esta parábola: 11“Um homem tinha dois filhos. 12O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe’. E o pai dividiu os bens entre eles. 13Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada.
14Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. 15Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16O rapaz queira matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam.
17Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome’. 18Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados’.
20Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o e cobriu-o de beijos. 21O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’.
22Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa.
25O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’.
28Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’.
31Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado”’.
– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santas Perpétua e Felicidade, mártires do século II, protetoras das grávidas

Origem
Muitas mulheres, jovens, mães, foram martirizadas no ano 203, em Cartago (norte da África, atual cidade de Túnis). Dentre elas, Perpétua, que tinha aproximadamente 22 anos. Era nobre de família rica, sendo seu pai o único da família a ser pagão. Quando foi levada para a prisão, tinha um filho recém-nascido. Felicidade era escrava de Perpétua e, quando foi para a prisão, estava com oito meses de gestação e deu à luz uma menina neste lugar.
O cárcere
Elas foram presas por causa de um decreto do imperador romano, Lúcio Septímo Severo, que condenaria à morte aqueles que se considerassem cristãos. Em seus escritos, Perpétua narra: “Nos jogaram no cárcere e eu fiquei consternada, porque nunca tinha estado em um lugar tão escuro. O calor era insuportável e éramos muitas pessoas em um subterrâneo muito estreito. Parecia que ia morrer de calor e de asfixia, e sofria por não poder ter, junto a mim, o meu filho, que era de tão poucos meses e necessitava muito de mim. O que eu mais pedia a Deus era a graça para ser capaz de sofrer e lutar por nossa santa religião”.
Entre os textos cristãos mais antigos
Foi na prisão também que as companheiras, pelo batismo, oficializaram a pertença delas a Deus. Ainda na prisão, Perpétua escreve, em um diário, as atrocidades que viveu naquele lugar, ressaltando a sua coragem e amor a Cristo. Esse diário é considerado um dos textos cristãos mais antigos, ele é conhecido hoje como: a Paixão das Santas Perpétua e Felicidade (em Latim: Passio sanctarum Perpetuae et Felicitatis).
Santas Perpétua e Felicidade: invocadas pelas mulheres grávidas
Martírio
As duas foram lançadas na arena juntamente com outros companheiros para serem pisoteadas por touros e vacas. Perpétua foi a primeira a ser atingida. Felicidade a ergueu do chão, ficando lado a lado, dando força uma a outra e demonstrando coragem, que é própria dos mártires. Perpétua animou o grupo com estas palavras: “Fiquem firmes na fé e amem-se uns aos outros, todos vocês! Não deixem que o martírio seja pedra de tropeço para vocês.”
Degolada
Felicidade foi a primeira a ser degolada. Em seguida, o soldado, que faria o mesmo com Perpétua, errou o local do golpe, fazendo com que ela lançasse um grito de dor, mas, com sua mão, ela indicou, ao seu algoz, o local a ser cortado pelo machado dele.
Oração
“Deus Todo-poderoso, que destes às mártires Santas Perpétua e Felicidade a graça de sofrer pelo Cristo, ajudai também a nossa fraqueza, para que possamos viver firmes em nossa fé, como elas não hesitaram em morrer por Vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso filho, na unidade do Espírito Santo. Amém!”
”Santas Perpétua e Felicidade, rogai por nós.”

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SEXTA-FEIRA, DIA 06 DE MARÇO DE 2026

II Semana da quaresma
Cor Litúrgica roxa

Primeira leitura
– Gn 37, 3-4. 12-13a. 17b-28
Leitura do Livro do Gênesis
3Israel amava mais a José do que a todos os outros filhos, porque lhe tinha nascido na velhice. E por isso mandou fazer para ele uma túnica de mangas longas. 4Vendo os irmãos que o pai o amava mais do que a todos eles, odiavam-no e já não lhe podiam falar pacificamente.
12Ora, como os irmãos de José tinham ido apascentar o rebanho do pai em Siquém, 13adisse Israel a José: “Teus irmãos devem estar com os rebanhos em Siquém. Vem, vou enviar-te a eles”.
17bPartiu, pois, José atrás de seus irmãos e encontrou-os em Dotaim. 18Eles, porém, tendo-o visto ao longe, antes que se aproximasse, tramaram a sua morte. 19Disseram entre si: “Aí vem o sonhador! 20Vamos matá-lo e lançá-lo numa cisterna, depois diremos que um animal feroz o devorou. Assim veremos de que lhe servem os sonhos”.
21Rúben, porém, ouvindo isto, disse-lhes: 22“Não lhe tiremos a vida”! E acrescentou: “Não derrameis sangue, mas lançai-o naquela cisterna do deserto, e não o toqueis com as vossas mãos”. Dizia isto, porque queria livrá-lo das mãos deles e devolvê-lo ao pai. 23Assim que José chegou perto dos irmãos, estes despojaram-no da túnica de mangas longas, pegaram nele 24e lançaram-no numa cisterna que não tinha água. 25Depois, sentaram-se para comer. Levantando os olhos, avistaram uma caravana de ismaelitas, que se aproximava, proveniente de Galaad. Os camelos iam carregados de especiarias, bálsamo e resina, que transportavam para o Egito.
26E Judá disse aos irmãos: “Que proveito teríamos em matar nosso irmão e ocultar o seu sangue? 27É melhor vendê-lo a esses ismaelitas e não manchar nossas mãos, pois ele é nosso irmão e nossa carne”. Concordaram os irmãos com o que dizia.
28Ao passarem os comerciantes madianitas, tiraram José da cisterna, e por vinte moedas de prata o venderam aos ismaelitas: e estes o levaram para o Egito.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial – Sl 104(105), 16-17. 18-19. 20-21 (R. 5a)
R. Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!
– Mandou vir, então, a fome sobre a terra e os privou de todo pão que os sustentava; um homem enviara à sua frente, José que foi vendido como escravo.
– Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!
– Apertaram os seus pés entre grilhões e amarraram seu pescoço com correntes, até que se cumprisse o que previra, e a palavra do Senhor lhe deu razão.
– Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!
– Ordenou, então, o rei que o libertassem, o soberano das nações mandou soltá-lo; fez dele o senhor de sua casa, e de todos os seus bens o despenseiro.
– Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!
– Deus o mundo tanto amou, que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer, encontre vida eterna. (Jo 3, 16) 
– Jesus Cristo, sois bendito, sois o Ungido de Deus Pai!

Evangelho – Mt 21, 33-43. 45-46
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠segundo Mateus 
– Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, dirigindo-se Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo, disse-lhes: 33“Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. 34Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos.
35Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. 36O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 37Finalmente, o proprietário, enviou-lhes o seu filho, pensando: ‘Ao meu filho eles vão respeitar’.
38Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: ‘Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!’ 39Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. 40Pois bem, quando o dono da vinha voltar, que fará com esses vinhateiros?”
41Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo”.
42Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos?” 43Por isso eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”.
45Os sumos sacerdotes e fariseus ouviram as parábolas de Jesus, e compreenderam que estava falando deles. 46Procuraram prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões, pois elas consideravam Jesus um profeta.
– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santa Rosa de Viterbo, a jovem padroeira dos exilados

Origens da Santa
Rosa de Viterbo foi uma menina de família pobre da cidade de Viterbo (Itália). Foi educada na fé católica e defendia o catolicismo a todo custo.
Perseguida desde cedo
Mostrou-se defensora da Igreja na disputa entre o Papa Inocêncio IV e o imperador Germanico Frederico II.  Foi perseguida pelo imperador Frederico II, mas não abriu mão de sua fé em Cristo. Demonstrava uma fé madura e penitente, a ponto de se impor severas penitências.
Milagre aos 4 anos
A pequena Rosa foi ao velório de sua tia. Achegando-se ao lado do caixão, a menina de 4 anos, envolvida por uma força sobrenatural, chamou pelo nome de sua tia, que ressuscitou em meio a todos que estavam no funeral. Entende-se que essa ressurreição foi uma forma de ressuscitar também a fé do povo de Viterbo, que tiveram suas esperanças também ressuscitadas e passaram a lutar novamente pela Santa Sé, que era ameaçada pelo imperador.
Santa Rosa de Viterbo e o desejo de oração
Espiritualidade
Desde pequena, ela se sentia atraída pela espiritualidade franciscana; e, à medida que crescia, aumentava-se seu desejo de oração, de contemplação, de estar em lugares silenciosos para rezar. 
Saúde fragilizada
Acometida de uma forte febre, a Virgem Maria lhe aparece. A febre some e Nossa Senhora lhe confia uma missão e orienta a pedir sua admissão na Ordem Franciscana. 
Ousadia na pregação
Ainda na cidade de Viterbo, ela teve uma visão do crucificado, quando seu coração ardeu em chamas. Foi impulsionada a sair pelas ruas pregando com um crucifixo nas mão. Ao anunciar Jesus, a multidão que ela atraía era tão grande que, por vezes, não se podia vê-la pregando. Numa ocasião, Rosa começou a levitar-se até poder ser vista por todos. A levitação de Rosa foi atestada por milhares de testemunhas e a notícia percorreu a Itália. A pregação de Rosa transformou Viterbo. Pecadores empedernidos se converteram. Hereges voltavam ao seio da igreja e, principalmente, os partidários italianos do Imperador revoltado reconciliaram-se com seu soberano – o Sumo Pontífice. Muitas vezes, a multidão comovida interrompia a jovem missionária exclamando: “Viva a Igreja! Viva o Papa! Viva o Nosso Senhor Jesus Cristo!”. 
Denunciada ao Imperador
Deportação
Tempos depois, Frederico II voltou a dominar a Itália e, consequentemente, Viterbo. Rosa foi denunciada ao Imperador e levada à sua presença, sendo proibida pelo ditador de continuar suas pregações. E Rosa respondeu à Frederico: “Quem me manda pregar é muito mais poderoso e, assim, prefiro morrer a desobedecê-lo”. Frederico prendeu Rosa e temendo que houvesse revolta em Viterbo, caso conservasse Rosa na prisão, o Imperador mandou deportar a jovem missionária e seus idosos pais. Depois de muitas privações em meio à neve, Rosa e seus pais chegaram à Soriano, onde uma multidão correu para ouvi-la. Ela permaneceu pregando a submissão à Igreja.
Rejeitada e aceita
Rosa decidiu consagrar-se à Deus no Convento de Santa Maria das Rosas. As freiras recusaram a presença de Rosa. E Rosa lhes disse: “A donzela que repelis hoje há de ser por vós aceita um dia, com alegria, e guardareis preciosamente”. Rosa, então, transformou seu quarto em uma cela de religiosa e, assim, passou seus últimos sete anos de vida. Aos 18 anos, entregou sua alma a Deus. Seu corpo foi sepultado na Paróquia Santa Maria Del Poggio. Por três vezes o Papa Alexandre IV sonhou com Rosa, que lhe pedia por parte de Deus, que ele mesmo, o Papa, transladasse seus restos para o Convento Santa Maria das Rosas. Alexandre IV deslocou-se para Viterbo. As religiosas daquele convento receberam seus restos mortais como um verdadeiro tesouro. 
Curiosidades
– Oficialmente, existem duas festas de Santa Rosa de Viterbo: 6 de março, sendo o dia de sua morte; e 4 de setembro, dia da trasladação do seu corpo para o Convento Santa Maria das Rosas.
– Os Papas Eugênio IV e Calisto III continuaram o seu processo de canonização que ficou pronto em 1457, mas, com a morte do Papa Calisto III, o decreto não foi promulgado, assim a canonização de Santa Rosa não chegou aos termos dentro dos trâmites exigidos. Mesmo assim, foi integrada ao Martirológio Romano e confirmada por documentos e pontífices. 
Devoção a Santa Rosa de Viterbo
Repercussão mundial
Há Santuários de Santa Rosa de Viterbo nos EUA, França e México. Além da sacralidade, a vida da jovem Rosa de Viterbo foi excepcional, a ponto de repercutir, para que cidades recebessem o seu nome no Brasil, Colômbia, EUA e Espanha. 
Devoção no Brasil
Por influência da santa, no interior do Estado de São Paulo, existe o município de Santa Rosa de Viterbo. Nesta cidade, a devoção a Santa é cultivada e é difundida; pois é a história de uma jovem que amou a Igreja até o fim.
Padroeira
Reconhecida como intercessora da Juventude Franciscana e da Juventude Feminina da Ação Católica. Também é invocada como padroeira dos exilados.
Súbito: oração pelos ucraniamos
“Senhor Jesus, como tantos ucranianos que vivem hoje no exílio e saem em busca de refúgio, são tantos outros filhos teus espalhados pelo mundo que assim também sofrem. Tende misericórdia do teu povo Jesus. Amém.”
Minha oração
“Senhor Jesus, a pequena Rosa, desde criança recebeu do Senhor graças sobrenaturais. Pedimos-Te, humildemente, cuide, guarde e proteja nossas crianças, para que, sob a Tua graça, vivam e anunciem a Tua Palavra. Assim pedimos porque cremos em teu amor e zelo pelos pequenos e inocentes. Amém!”
Santa Rosa de Viterbo, rogai por nós!

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QUINTA-FEIRA, DIA 05 DE MARÇO DE 2026

II semana da quaresma
Cor Litúrgica roxa

Primeira leitura
– Jr 17, 5-10
Leitura do Livro do Profeta Jeremias
5Isto diz o Senhor: “Maldito o homem que confia no homem e faz consistir sua força na carne humana, enquanto o seu coração se afasta do Senhor; 6como os cardos no deserto, ele não vê chegar a floração, prefere vegetar na secura do ermo, em região salobra e desabitada.
7Bendito o homem que confia no Senhor, cuja esperança é o Senhor; 8é como a árvore plantada junto às águas, que estende as raízes em busca de umidade, por isso não teme a chegada do calor: sua folhagem mantém-se verde, não sofre míngua em tempo de seca e nunca deixa de dar frutos.
9Em tudo é enganador o coração, e isto é incurável; quem poderá conhecê-lo? 10Eu sou o Senhor, que perscruto o coração e provo os sentimentos, que dou a cada qual conforme o seu proceder e conforme o fruto de suas obras”.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 1, 1-2. 3. 4 e 6 (R. Sl 39(40), 5a)
R. É feliz quem a Deus se confia!
– Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.
– É feliz quem a Deus se confia!
– Eis que ele é semelhante a uma árvore, que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.
– É feliz quem a Deus se confia!
– Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.
– É feliz quem a Deus se confia!

– Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor!
– Felizes os que observam a palavra do Senhor, de reto coração; e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes! (Cf. Lc 8, 15)

Evangelho – Lc 16, 19-31
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠segundo Lucas 
– Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos fariseus: 19“Havia um homem rico, que se vestia com roupas finas e elegantes e fazia festas esplêndidas todos os dias.
20Um pobre, chamado Lázaro, cheio de feridas, estava no chão, à porta do rico. 21Ele queria matar a fome com as sobras que caíam da mesa do rico. E, além disso, vinham os cachorros lamber suas feridas.
22Quando o pobre morreu, os anjos levaram-no para junto de Abraão. Morreu também o rico e foi enterrado. 23Na região dos mortos, no meio dos tormentos, o rico levantou os olhos e viu de longe a Abraão, com Lázaro ao seu lado. 24Então gritou: ‘Pai Abraão, tem piedade de mim! Manda Lázaro molhar a ponta do dedo para me refrescar a língua, porque sofro muito nestas chamas’.
25Mas Abraão respondeu: ‘Filho, lembra-te que tu recebeste teus bens durante a vida e Lázaro, por sua vez, os males. Agora, porém, ele encontra aqui consolo e tu és atormentado. 26E, além disso, há um grande abismo entre nós: por mais que alguém desejasse, não poderia passar daqui para junto de vós, e nem os daí poderiam atravessar até nós’.
27O rico insistiu: ‘Pai, eu te suplico, manda Lázaro à casa do meu pai, 28porque eu tenho cinco irmãos. Manda preveni-los, para que não venham também eles para este lugar de tormento’. 29Mas Abraão respondeu: ‘Eles têm Moisés e os Profetas, que os escutem!’
30O rico insistiu: ‘Não, Pai Abraão, mas se um dos mortos for até eles, certamente vão se converter’. 31Mas Abraão lhe disse: ‘Se não escutam a Moisés, nem aos Profetas, eles não acreditarão, mesmo que alguém ressuscite dos mortos”’.
– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
SÃO JOÃO JOSÉ DA CRUZ

O santo nos ensina que o Bem supremo é o amor e a união com Jesus Cristo
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São João José da Cruz, nasceu na cidade de Ísquia, próximo de Nápoles, no ano de 1625. Foi batizado com o nome de Caetano. Era admirador de São Francisco de Assis, procurando encarnar em si o exemplo de vida evangélica do pobrezinho de Assis, ingressando na Ordem dos franciscanos.
Fundou o primeiro convento da Ordem no ano de 1671 em Piemonte. Juntou pedras com suas próprias mãos, usou cal e madeira e com um enxadão fez os alicerces. Não tinha ninguém para ajudá-lo. O povo começou a achar que ele era louco, mas logo percebeu que estava errado e começou a prestar-lhe ajuda, de forma que um grande convento foi edificado em pouco tempo.
Tornou-se mestre de noviços e depois provincial e geral da Ordem Franciscana. Levou vida austera, despojada de tudo. A mobília de seu quarto consistia em um crucifixo, uma imagem de Nossa Senhora, um livro de orações e um leito duríssimo, composto de dois pedaços de couro e uma coberta de lã. Possuía apenas um hábito de pano grosseiro, que usou por 65 anos, até sua morte.
São João José da Cruz fugiu das dignidades eclesiásticas e levou uma vida eremítica para se exercitar unicamente na penitência e na oração. Era profundamente austero, comia pouco e só uma vez ao dia, dormia poucas horas, levantando-se a meia noite para agradecer a Deus pelo novo dia.
São João José da Cruz dedicou toda a sua vida aos pobres, socorrendo-os em suas necessidades. De todo Piemonte vinham ao Convento de Ávila numerosas pessoas que, se tivessem fé e merecimentos, eram curadas. Morreu no ano de 1737, com 84 anos de idade. Foi canonizado por Gregório XVI.
Reflexão
Vivemos em um mundo cercado pelo desejo de riquezas e bem estar e nem sempre alcançamos a felicidade. São João José da Cruz nos ensina que o Bem supremo é o amor e a união com Jesus Cristo, através da oração e do serviço aos mais pobres. Este sim é o caminho pleno de realização de nossa vida. Que a graça de Deus e a intercessão de São João José da Cruz nos conduzam à plena felicidade.
Oração
São João José da Cruz, vós que tivésseis uma obediência incontestável, dá-nos este grande dom de dizer sempre “sim” à vontade de Deus, mesmo em meio às nossas dificuldades. Que vivamos toda nossa vida em conformidade aos desígnios de Nosso Senhor para que um dia possamos estar juntos num só único louvor a Quem que nos criou unicamente para sermos santos. Amém!
A12 / Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
São João José da Cruz, rogai por nós.

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QUARTA-FEIRA, DIA 04 DE MARÇO DE 2026

II SEMANA DA QUARESMA
Cor Litúrgica roxa

Primeira leitura
(Jr 18,18-20)
Leitura do Livro do Profeta Jeremias.
Naqueles dias, 18 disseram eles: “Vinde para conspirarmos juntos contra Jeremias; um sacerdote não deixará morrer a lei; nem um sábio, o conselho; nem um profeta, a palavra. Vinde para o atacarmos com a língua, e não vamos prestar atenção a todas as suas palavras”. 19 Atende-me, Senhor, ouve o que dizem meus adversários. 20 Acaso pode-se retribuir o bem com o mal? Pois eles cavaram uma cova para mim. Lembra-te de que fui à tua presença, para interceder por eles e tentar afastar deles a tua ira.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Responsório Sl 30(31),5-6.14.15-16 (R. 17b)
– Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!
– Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!

– Retirai-me desta rede traiçoeira, porque sois o meu refúgio protetor! Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel! 

– Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!

– Ao redor, todas as coisas me apavoram; ouço muitos cochichando contra mim; todos juntos se reúnem, conspirando e pensando como vão tirar-me a vida. 

– Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!

– A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meu Deus! Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor! 

– Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!

Evangelho (Mt 20,17-28)
– Salve, Cristo, luz da vida, companheiro na partilha!
– Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida
– O Senhor esteja convosco;
– Ele está no meio de nós;
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 17 enquanto Jesus subia para Jerusalém, ele tomou os doze discípulos à parte e, durante a caminhada, disse-lhes: 18 “Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à morte, 19 e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, para flagelá-lo e crucificá-lo. Mas no terceiro dia ressuscitará”. 20 A mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21 Jesus perguntou: “O que tu queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda”. 22 Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos.” 23 Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou”. 24 Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25 Jesus, porém, chamou-os, e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26 Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; 27 quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28 Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São João Antônio Farina, propagador da devoção aos Sagrados Corações

Bispo e fundador [1803 – 1888]
Educação de valor
A providência acompanhou João Antônio Farina desde a sua infância, na Itália, para que em tudo pudesse ser bem formado. Recebeu de seu tio paterno, padre Antônio Farina, um grande sacerdote da época, uma sólida formação. Tio esse que João considerava um mestre da espiritualidade. 
Formação sacerdotal
Aos quinze anos já se encaminha para o seminário diocesano de Vicenza (Itália), onde era reconhecido pelos colegas de estudos por sua capacidade intelectual e bondade de coração. Aos 21 anos, ainda como estudante de Teologia, foi designado professor no seminário onde lecionou por 18 anos. Manifestava seu dom para o Ensino. Ordenado em 1827 continua sua trajetória com a educação chegando a assumir a direção da escola pública.
Dom a serviço
Em 1831, como pároco em São Pedro Vicenza, iniciou trabalhos com escola popular de educação moral e cristã para meninas. Logo percebe a necessidade de professoras consagradas ao Senhor e dedicadas inteiramentes a Ele. Então, em 1836, funda a Congregação das Irmãs Mestras de Santa Dorotéia – Filhas dos Sagrados Corações. Essas seriam irmãs que cuidariam da educação por amor a Deus e a educação. O Espírito Santo o impulsiona e ir além e em 1840 começou a educação de meninas surdas e mudas. Em 1849 a de meninas cegas. Também projetou assistência a doentes e idosos, iniciando-a em 1846 em abrigos, hospitais e domicílio.
Confirmar na Verdade
Em 1850, foi nomeado Bispo de Treviso com as palavras: “digno pela razão e pela virtude deste grave ministério”. Com grande impulso de educar e cuidar dos mais pobres, permaneceu trabalhando fortemente pela educação, catequese e o crescimento espiritual do povo de Treviso. Foi conhecido como “bispo dos pobres”.
Espiritualidade e ação
Propagou a devoção aos Sagrados Corações de Jesus e Maria, consagrando suas paróquias à eles. Lutou contra a imprensa irreligiosa e sustentou a propagação da imprensa católica e de valores morais.
União ao Santo Padre
Participou ativamente do Concílio do Vaticano I onde foi aliado no dogma da infalibilidade Papal. Também junto ao Papa Leão XIII, defende a recitação do Santo Rosário e a peregrinação aos locais marianos.
Morte e Santidade
Sua páscoa para a vida eterna foi em 4 de março de 1888, deixando ao cuidado do Sagrado Coração 330 freiras, com 25 aspirantes e 42 noviças. A Congregação jpa estava em 48 cidades.
Foi beatificado em 2001 pelo Papa João Paulo II e proclamado santo pelo Papa Francisco em 2014.
Congregação no Brasil
Hoje as Filhas dos Sagrados Corações estão presentes no Basil em três estados: Maranhão, Pará e Minas Gerais.
Lema de vida: A verdadeira ciência consiste na educação do coração, isto é, no prático temor de Deus.
Oração oficial
Senhor, fizestes da longa vida de São João Antônio Farina a medida de uma caridade universal e o enriquecestes com a arte de doar-se aos pequenos, aos pobres e aos enfermos. Ele respondeu, vivenciando, com humilde coragem o vosso Evangelho, tornando-se, na vossa Igreja, a imagem viva do vosso amor. Concedei-nos, Senhor por intercessão dele, a graça de que necessitamos. Reze três vezes o ‘glória ao Pai’.
A minha oração
“Senhor, mais do que multiplicar palavras, que minhas ações sejam coerentes ao que pulsa nos Sagrados Corações de Jesus e Maria. Amém”.
São João Antônio Farina, rogai por nós!