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SÁBADO, DIA 30 DE MAIO DE 2026

VIII SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Jd 17. 20b-25

Leitura da Carta de São Judas

17Vós, porém, amados,lembrai-vos das palavraspreditas pelos apóstolos de nosso Senhor Jesus Cristo. 20bEdificai-vos sobre o fundamento da vossa santíssima fée rezai, no Santo Espírito, 21de modo que vos mantenhais no amor de Deus,esperando a misericórdia de nosso Senhor Jesus Cristo,para a vida eterna.
22E a uns, que estão com dúvidas, deveis tratar com piedade.23A outros, deveis salvá-los arrancando-os do fogo.De outros ainda deveis ter piedade, mas com temor,aborrecendo a própria veste manchada pela carne…
24Àquele que é capaz de guardar-vos da quedae de apresentar-vos perante a sua glóriairrepreensíveis e jubilosos, 25ao único Deus, nosso Salvador,por Jesus Cristo, nosso Senhor:glória, majestade, poder e domínio,desde antes de todos os séculos,e agora, e por todos os séculos. Amém.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 62(63), 2. 3-4. 5-6 (R. 2b)

℟. A minha alma tem sede de vós, ó Senhor!

— Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! Desde a aurora ansioso vos busco! A minh’alma tem sede de vós, minha carne também vos deseja, como terra sedenta e sem água! ℟.

℟. A minha alma tem sede de vós, ó Senhor!

— Venho, assim, contemplar-vos no templo, para ver vossa glória e poder. Vosso amor vale mais do que a vida: e por isso meus lábios vos louvam. ℟.

℟. A minha alma tem sede de vós, ó Senhor!

— Quero, pois, vos louvar pela vida, e elevar para vós minhas mãos! A minh’alma será saciada, como em grande banquete de festa; cantará a alegria em meus lábios, ao cantar para vós meu louvor! ℟.

℟. A minha alma tem sede de vós, ó Senhor!

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. A palavra de Cristo ricamente habite em vós, dando graças, por ele, a Deus Pai! (Cf. Cl 3, 16a.17c) ℟.
Evangelho — Mc 11, 27-33

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Marcos
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo,27Jesus e os discípulos foram de novo a Jerusalém. Enquanto Jesus estava andando no Templo, os sumos sacerdotes, os mestres da Lei e os anciãos aproximaram-se dele e perguntaram:28“Com que autoridade fazes essas coisas? Quem te deu autoridade para fazer isso?”29Jesus respondeu: “Vou fazer-vos uma só pergunta. Se me responderdes, eu vos direi com que autoridade faço isso.30O batismo de João vinha do céu ou dos homens? Respondei-me”.31Eles discutiam entre si: “Se respondermos que vinha do céu, ele vai dizer: ʽPor que não acreditastes em João?ʼ32Devemos então dizer que vinha dos homens?” Mas eles tinham medo da multidão, porque todos, de fato, tinham João na qualidade de profeta.33Então eles responderam a Jesus: “Não sabemos”. E Jesus disse: “Pois eu também não vos digo com que autoridade faço essas coisas”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santa Joana d’Arc, Virgem (Memória Facultativa)

Local: Ruão, França
Data: 30 de Maio † 1431

Uma jovenzinha de Domremy, de treze anos, Joana d Arc, enquanto rezava na igreja do seu povoado, ouviu misteriosas vozes que a convidavam a libertar a França dominada em grande parte pelos ingleses. Quatro anos depois o governador da província, a quem Joana d Arc falara do que lhe acontecera, fê-la acompanhar até Chinon, pelo Delfim. Ao falar com o futuro rei Carlos, ela mostrou conhecer coisas secretíssimas, que unicamente o céu podia haver-lhe revelado. O Delfim, no começo desconfiado, acabou por convencer-se de que a menina era enviada por Deus e confiou-lhe o comando das tropas que sitiavam Orleães e em pouco tempo reconquistaram quase todo o território francês. Em Reims, o Delfim foi coroado rei da França, mas ciumento da popularidade de Joana, estipulou uma trégua com os ingleses. A jovem, convicta de que essa trégua anularia os esforços e as vitórias do seu exército, indignada, recomeçou a luta com poucos soldados que tinham ficado ao seu lado.

Numa emboscada, ela caiu nas mãos do conde de Luxemburgo, que a entregou aos ingleses em troca de um resgate digno de um rei. Precisava então provar juridicamente que Joana era feiticeira, para poder declarar Carlos VII usurpador, uma vez que teria se tornado rei por “diabólicas maquinações de uma herege”. Eram unicamente os juízes eclesiásticos que tinham autoridade para julgar esse processo. A ilegalidade do processo foi tamanha que Joana d Arc rejeitou a legitimidade e apelou ao papa.

A heroica moça, reclusa contra toda lei eclesiástica num cárcere militar, não pode fazer chegar a Roma sua voz e foram seus inimigos que triunfaram e condenaram-na ao fogo. O atroz suplicio teve lugar em Ruão a 30 de maio de 1431. Joana tinha 19 anos. As atas do processo foram submetidas a revisão entre 1450 e 1456 e com a absolvição da acusada teve início um irresistível crescimento da veneração à corajosa Joana d Arc, de fé pura e de genuíno amor pela justiça e pela verdade até ao extremo sacrifício. Em 1920 o papa Bento XV elevou-a às honras dos altares.

Entre todas as histórias dos santos, a de Joana d Arc está sem dúvida entre as mais extraordinárias e incríveis: uma jovem camponesa e inculta, à frente de um exército derrota um poderoso exército, vence os fortes, coroa um rei e acaba morrendo numa fogueira, tudo isso num período de dois anos. Acontecimentos conexos com a história de uma nação inteira, com colorido de fortes tintas patrióticas e místicas.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santa Joana d Arc, rogai por nós!

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SEXTA-FEIRA, DIA 29 DE MAIO DE 2026

VIII SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— 1Pd 4, 7-13
Leitura da Primeira Carta de São Pedro
Caríssimos:7 o fim de todas as coisas está próximo. Vivei com inteligência e vigiai, dados à oração.8 Sobretudo, cultivai o amor mútuo, com todo o ardor, porque o amor cobre uma multidão de pecados.9 Sede hospitaleiros uns com os outros, sem reclamações.10 Como bons administradores da multiforme graça de Deus, cada um coloque à disposição dos outros o dom que recebeu.11 Se alguém tem o dom de falar, proceda como com palavras de Deus. Se alguém tem o dom do serviço, exerça-o como capacidade proporcionada por Deus, a fim de que, em todas as coisas, Deus seja glorificado, em virtude de Jesus Cristo, a quem pertencem a glória e o poder, pelos séculos dos séculos. Amém.12 Caríssimos, não estranheis o fogo da provação que alastra entre vós, como se alguma coisa de estranho vos estivesse acontecendo.13 Alegrai-vos por participar dos sofrimentos de Cristo, para que possais também exultar de alegria na revelação da sua glória.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 95(96), 10. 11-12. 13 (R. 13b)
O Senhor vem julgar nossa terra.
Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” Ele firmou o universo inabalável, e os povos ele julga com justiça.
O Senhor vem julgar nossa terra.
O céu se rejubile e exulte a terra, aplauda o mar com o que vive em suas águas; os campos com seus frutos rejubilem e exultem as florestas e as matas
O Senhor vem julgar nossa terra.
Na presença do Senhor, pois ele vem, porque vem para julgar a terra inteira. Governará o mundo todo com justiça, e os povos julgará com lealdade.
O Senhor vem julgar nossa terra.

Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Eu vos escolhi a fim de que deis no meio do mundo, um fruto que dure. (Cf. Jo 15, 16)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Evangelho — Mc 11, 11-26
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Marcos
Glória a vós, Senhor.
Tendo sido aclamado pela multidão,11 Jesus entrou, no Templo, em Jerusalém, e observou tudo. Mas, como já era tarde, saiu para Betânia com os doze.12 No dia seguinte, quando saíam de Betânia, Jesus teve fome.13 De longe, ele viu uma figueira coberta de folhas e foi até lá ver se encontrava algum fruto. Quando chegou perto, encontrou somente folhas, pois não era tempo de figos.14 Então Jesus disse à figueira: “Que ninguém mais coma de teus frutos”. E os discípulos escutaram o que ele disse.15 Chegaram a Jerusalém. Jesus entrou no Templo e começou a expulsar os que vendiam e os que compravam no Templo. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos vendedores de pombas.16 Ele não deixava ninguém carregar nada através do Templo.17 E ensinava o povo, dizendo: “Não está escrito: ʽMinha casa será chamada casa de oração para todos os povosʼ? No entanto, vós fizestes dela uma toca de ladrões”.18 Os sumos sacerdotes e os mestres da Lei ouviram isso e começaram a procurar uma maneira de o matar. Mas tinham medo de Jesus, porque a multidão estava maravilhada com o ensinamento dele.19 Ao entardecer, Jesus e os discípulos saíram da cidade.20 Na manhã seguinte, quando passavam, Jesus e os discípulos viram que a figueira tinha secado até a raiz.21 Pedro lembrou-se e disse a Jesus: “Olha, Mestre: a figueira que amaldiçoaste secou”.22 Jesus lhes disse: “Tende fé em Deus.23 Em verdade vos digo, se alguém disser a esta montanha: ʽLevanta-te e atira-te no marʼ, e não duvidar no seu coração, mas acreditar que isso vai acontecer, assim acontecerá.24 Por isso vos digo, tudo o que pedirdes na oração, acreditai que já o recebestes, e assim será.25 Quando estiverdes rezando, perdoai tudo o que tiverdes contra alguém, para que vosso Pai que está nos céus também perdoe os vossos pecados”.[26]

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Memória Facultativa
São Paulo VI, Papa

Local: Castelgandolfo, Itália
Data: 29 de Maio † 1978

Giovanni Battista Montini nasceu em Concesio (Brescia) em 26 de setembro de 1897, em uma família engajada na vida religiosa e civil. Com o testemunho de seus pais, foi-lhe transmitido o sentido da vida interior, da oração, do compromisso católico a ser perseguido consistentemente na vida pública e do apego à doutrina da Igreja e ao Papa.

No colégio Arici, em Brescia, foi aluno dos jesuítas nas escolas primárias e secundárias, depois frequentou o clube estudantil dos filipinos do famoso Oratorio della Pace. Na adolescência, após alguns retiros espirituais com beneditinos e camaldulenses, percebeu os sinais da vocação ao sacerdócio. Recomendado pelo diretor espiritual, ingressou no seminário diocesano, onde frequentou cursos externos por motivos de saúde. Concluído o processo formativo, foi ordenado sacerdote em 29 de maio de 1920.

O Santo caminhava para um compromisso paroquial quando foi enviado a Roma para continuar seus estudos: aluno do Seminário Lombardo e do Gregoriano, formou-se em filosofia; durante alguns anos frequentou o curso de licenciatura em Letras e Filosofia na Universidade de La Sapienza; depois frequentou a Academia de Nobres Eclesiásticos; em seguida, ele obteve uma licenciatura em Direito Canônico em Milão. Em 1923, chamado para fazer parte do quadro diplomático da Santa Sé, foi enviado para a Polônia, como funcionário da nunciatura de Varsóvia, onde permaneceu apenas quatro meses porque o clima muito severo não lhe convinha à saúde. De volta, formou-se em Direito Civil pela Lateranense.

Em outubro de 1924 ingressou na Secretaria de Estado como escriturário e entre 1930 e 1937 lecionou história da diplomacia pontifícia na Universidade Lateranense. Entretanto, em 27 de novembro de 1923 foi nomeado assistente do Círculo Romano da FUCI (Federação Universitária Católica Italiana) e dois anos depois como assistente central: manteve-se sempre profundamente ligado a este apostolado entre os jovens estudantes. Aos jovens estudantes transmitiu uma fé inteligente e livre, mesmo diante da oposição do regime vigente; uma cultura sedenta de verdade e aberta ao diálogo; uma liturgia límpida e elevada, da qual deveriam participar efetivamente; uma moral rigorosa, mas confiante no bem de Deus e do homem; uma caridade ativa. Em 1933 viveu com dor a demissão forçada deste cargo, mas suportou a prova com humildade, espírito de obediência e amor à Igreja.

Em 13 de dezembro de 1937 foi nomeado deputado da Secretaria de Estado. Durante a Segunda Guerra Mundial, dirigiu o Gabinete de Informação do Vaticano para procurar soldados e civis prisioneiros ou desaparecidos, a fim de aliviar o sofrimento das populações envolvidas na guerra. Ele também compartilhou em primeira pessoa a preocupação de Pio XII pela cidade de Roma, organizando assistência caritativa e hospitalidade para os perseguidos pelo nazi-fascismo, especialmente para os judeus. Com a queda do fascismo, colaborou na fundação das ACLI (Associações Cristãs de Trabalhadores Italianos), contribuindo para a reconstrução da Itália.

Em 29 de novembro de 1952, foi nomeado Pró-Secretário de Estado para Assuntos Ordinários.

Em 1 de novembro de 1954 foi eleito Arcebispo de Milão e foi consagrado na Basílica de São Pedro em 12 de dezembro de 1954, fazendo sua entrada solene na Catedral de Milão na tarde da Epifania de 1955.

O Santo viu-se projetado numa extraordinária experiência pastoral que, através de novos caminhos de evangelização, o comprometeu profundamente a lançar soluções válidas para os problemas da crescente imigração e da difusão do materialismo e da ideologia marxista, sobretudo no mundo do trabalho. Neste trabalho conseguiu envolver as melhores forças culturais, sociais e econômicas no esforço de reconstruir o rosto cristão da Diocese. Ele estimulou o nascimento de novas ferramentas operacionais – escritórios, institutos, periódicos – para ajudar a atualizar a gloriosa tradição ambrosiana, mantendo-se fiel a ela. Sempre atento às pessoas distantes, organizou uma grandiosa missão de cidade (novembro de 1957), convidando-os explicitamente, com grande delicadeza e reconhecendo as falhas da Igreja em seu afastamento. Com previsão profética e em perfeita sintonia com o que teria sido a principal preocupação do seu pontificado, identificou a evangelização como a necessidade primordial da Igreja do nosso tempo. Por isso também se comprometeu fortemente com a construção de até cento e vinte e três novas igrejas para os subúrbios da cidade e para as cidades do cinturão industrial milanês, ampliado pela imigração interna após a Segunda Guerra Mundial.

Em outubro de 1958, com a morte de Pio XII, foi eleito João XXIII, que nomeou Dom Montini Cardeal no Consistório de 15 de dezembro de 1958. Durante a primeira sessão do Concílio Vaticano II, aberta pelo Papa João XXIII em 11 de outubro de 1962, Cardeal Montini foi significativamente apreciado por suas intervenções nos esquemas De Sacra Liturgia e De Ecclesia .

Com a morte do Papa João (3 de junho de 1963), após um breve conclave, foi eleito Papa em 21 de junho de 1963, tomando o nome de Paulo, escolhido, como escreveu em nota, “por admiração ao Apóstolo-missionário, que leva o Evangelho ao mundo, em seu tempo, com critérios de universalidade, protótipo da catolicidade”.

O Pontífice deu vida a inúmeras iniciativas, sinal de sua viva solicitude pela Igreja e pelo mundo contemporâneo. Foi o primeiro Papa a fazer viagens apostólicas nos tempos modernos, da Terra Santa à ONU, de Portugal à Turquia, da Colômbia a Uganda, até a Ásia (onde sofreu um atentado em Manila em 27 de novembro de 1970, permanecendo ligeiramente ferido), Austrália e Oceania: ocasiões que também tiveram profundo significado no campo ecumênico e político. Ele foi o arquiteto de um magistério constante para a paz, especialmente no Vietnã, Oriente Médio e África, com atenção vigilante à “Igreja do silêncio” e aos países do Oriente; instituiu o Dia Mundial da Paz. Dotado de uma marcada consciência ecumênica, iniciou iniciativas de encontro com outras confissões e com as grandes religiões do mundo. (Ecclesiam Suam, 1964).

São conhecidos os acontecimentos que caracterizaram o seu pontificado: a orientação e conclusão do Concílio, com a aplicação dos seus documentos, em particular a reforma da liturgia e da Cúria Romana, nos moldes da simplicidade da Igreja; as crises que afetaram o corpo eclesial em várias ocasiões naqueles anos, às quais respondeu colocando-se como guia para uma corajosa transmissão da fé; a reafirmação da tradição teológica sobre a transubstanciação, para responder a novas leituras que se afastem de sua plena compreensão (Carta Encíclica Mysterium fidei, 1965); a apresentação mais adequada aos tempos das profundas razões da escolha presbiteral celibatária (Carta Encíclica Sacerdotalis caelibatus); a difícil relação da Igreja com o mundo do trabalho, que cultivou na fidelidade ao ensinamento do magistério e na abertura aos novos contextos sociais (Carta Apostólica Octogesima adveniens, 1971); a ação clarividente com que se relacionava com os regimes comunistas para afirmar o valor da fé e da pessoa humana; o surgimento dos países do terceiro mundo e suas propostas sobre o desenvolvimento solidário (Carta Encíclica Populorum progressio , 1967) e a inculturação da fé (Exortação Apostólica Evangelii nuntiandi,1975), numa afetuosa partilha dos sofrimentos dos pobres; o ataque aos valores da vida, especialmente a vida nascente, e da família, contrastados com inúmeros discursos e a proposição da encíclica sobre o amor conjugal e a regulação da natalidade (Humanae vitae, 1968); o protesto estudantil, ao qual respondeu com uma nova e apreciada modalidade de diálogo com a juventude; ataques pessoais, aos quais reagiu abraçando a Cruz e propondo o Evangelho com força humilde e amor extraordinário pela Igreja; as tensões políticas e sociais que em algumas nações culminaram na época do terrorismo, às quais ele se opôs a intervenções humanitárias sinceras que comoveram o mundo inteiro.

Depois de uma doença muito curta, morreu em Castel Gandolfo na noite de 6 de agosto de 1978, enquanto recitava com fé o Pai Nosso.

São Paulo VI foi um homem de profunda espiritualidade – fundada na Palavra de Deus, nos Padres da Igreja e nos místicos – e de caráter reservado. Humilde e gentil, ele era absolutamente sóbrio na vida cotidiana; dotado de uma alma confiante e serena, manifestou uma sensibilidade e humanidade excepcionais, enriquecidas por uma vasta cultura; revelou uma notável capacidade de mediação em todos os campos, garantindo solidez doutrinal católica num período de convulsão ideológica. Precisamente em tal contexto destacam-se ainda mais as suas virtudes incomuns: uma fé forte e envolvente, uma esperança indomável e encarnada, uma caridade vivida em uniformidade com a vontade de Deus como dom para todos os homens.

A oração, enraizada na Palavra de Deus, na liturgia, na adoração quotidiana do Santíssimo Sacramento, sustentou-o e fundou o cristocentrismo do seu pensamento e da sua ação, corroborado por uma significativa e exemplar veneração a Nossa Senhora: daí as razões das suas escolhas e suas orientações. Ele era prudente em suas decisões, tenaz em afirmar princípios, compreensivo pelas fraquezas humanas, sempre um zeloso Pastor da Igreja.

Um dos colaboradores mais próximos e confiáveis, o Cardeal Ugo Poletti, seu Vigário Geral para a diocese de Roma, traçou sua personalidade humana e espiritual em relação às virtudes: “Sua fé, o amor à Igreja, o domínio absoluto de si mesmo, ao longo sofrimento – penso também na solidão espiritual, acostumado a dar amor em vez de recebê-lo – o havia treinado para uma “linearidade de expressão” que os incautos chamavam de “frieza”. […] Só quem soube aproximar-se de Paulo VI pode testemunhar a sua autêntica santidade heroica. A sua vida pública, severa e austera, era como um “véu de modéstia” atrás do qual gostava de esconder a sua verdade de relação íntima com Deus, por amor à Igreja e aos homens”.

Fonte: causesanti.va (adaptado)

São Paulo VI, rogai por nós!

Santa Úrsula Ledóchowska, virgem e fundadora

Resumo
Virgem que trabalhou com todas as suas forças em favor dos africanos oprimidos pela escravidão e fundou a Congregação de São Pedro Claver e a Ordem das Irmãs Ursulinas do Sagrado Coração de Jesus em Agonia.
Família nobre
Julia Maria Urszula Ledóchowska nasceu em Loosdorf, Áustria, em 17 de abril de 1865, a segunda de sete filhos, de uma família nobre de origem polonesa. Ela nasceu em uma família que, por parte da mãe, era de nacionalidade suíça descendente de uma linhagem cavalheiresca dos Salis. E, por parte do pai, descendente de uma antiga família polonesa, numerosos estadistas, soldados, eclesiásticos e consagrados, comprometidos com a história da Europa e da Igreja. Cresceu sábio e exigente, num ambiente familiar, cheio de amor entre numerosos irmãos e irmãs. Os três primeiros irmãos escolheram o caminho da consagração.
Experiência vocacional
Chamam a atenção o seu amor ao Senhor, o seu talento educativo e a sua sensibilidade para com as necessidades dos jovens nas mudanças sociais, políticas e morais desses tempos. Quando as mulheres adquirem o direito de estudar na universidade, elas conseguem organizar a primeira pensão para estudantes na Polônia, onde podem encontrar não apenas um lugar seguro para viver e estudar, mas também uma sólida formação religiosa. Aos 24 anos, sendo noviça no convento das Ursulinas em Cracóvia, dizia: “Só sabia amar! Queime, me consuma no amor” – assim escreve Giulia Ledóchowska. No dia de sua profissão, leva o nome de Maria Úrsula de Jesus, e as palavras aqui relatadas tornam-se as diretrizes para toda a sua vida. Viveu no convento de Cracóvia por 21 anos. 
Ambiente hostil
A mesma sensibilidade a impele a trabalhar no coração da Rússia em ambiente hostil, com a bênção do Papa Pio X. Quando, com outra freira, vestida à paisana (a vida religiosa era proibida na Rússia), partem para Petersburgo. Lá, a Madre e a crescente comunidade de freiras (logo erigida como casa autônoma das Ursulinas) vivem escondidas e, mesmo que continuamente monitoradas pela polícia secreta, realizam um intenso trabalho educativo e de formação religiosa, também voltado para aproximação nas relações entre poloneses e russos. Quando a guerra de 1914 estourou, Maria teve de deixar a Rússia. Ela partiu para Estocolmo. Durante o período da peregrinação escandinava (Suécia, Dinamarca, Noruega), a sua atividade centra-se, além do trabalho educativo, no empenho na vida da Igreja local, no trabalho em favor das vítimas da guerra e no empenho ecumênico. 
Fundação
A casa de suas irmãs torna-se um apoio para pessoas de diferentes orientações políticas e religiosas. O seu amor ardente pela pátria anda de mãos dadas com a abertura à diversidade, aos outros. Questionada uma vez sobre qual é a orientação de sua política, respondeu sem demora: “minha política é o amor”. Em 1920, Maria Úrsula com as freiras e um grande grupo de órfãos de famílias emigrantes voltaram para a Polônia. A Sé Apostólica transforma seu convento autônomo das Ursulinas na congregação das Ursulinas do Sagrado Coração de Jesus Agonizante.
A espiritualidade
A espiritualidade da Congregação se concentra na contemplação do amor salvífico de Cristo e na participação em sua missão por meio do trabalho educativo e do serviço ao próximo, especialmente àqueles que sofrem, sozinhos, marginalizados, em busca do sentido da vida. Ela educa as irmãs a amar a Deus sobre todas as coisas; e, em Deus, cada pessoa humana e toda a criação. Considera o sorriso, a serenidade de alma, a humildade e a capacidade de viver o cinzento da vida cotidiana como caminho privilegiado de santidade como testemunho particularmente credível do vínculo pessoal com Cristo e instrumento eficaz da influência evangelizadora e educativa. E ela mesma é um exemplo transparente de tal vida. A Congregação se desenvolve rapidamente. As comunidades das monjas Ursulinas nascem na Polônia e nas fronteiras orientais do país, pobres, multinacionais e multiconfessionais. 
Expansão
Em 1928, nasceu a casa geral em Roma e uma pensão para as meninas menos abastadas, para que pudessem conhecer a riqueza espiritual e religiosa do coração da Igreja e da civilização europeia. As irmãs também começam a trabalhar entre os pobres nos subúrbios de Roma. Em 1930, as irmãs, acompanhando as meninas que partiam em busca de trabalho, se estabeleceram na França. Em todos os lugares onde é possível, Maria Úrsula funda centros de trabalho educativo e docente, envia as irmãs à catequese e ao trabalho em bairros pobres, organiza edições para crianças e jovens e ela mesma escreve livros e artigos. Procura iniciar e apoiar organizações eclesiásticas para crianças (Movimento Eucarístico), jovens e mulheres. Participa ativamente da vida da Igreja e do país, recebendo altas condecorações estatais e eclesiásticas.
Fim da vida
Quando a sua vida laboriosa e difícil chegou ao fim, em Roma, em 29 de maio de 1939, as pessoas diziam que uma santa havia morrido. O Santo Padre João Paulo II beatificou Maria Úrsula, em 18 de maio de 2003, na Praça de São Pedro, Cidade do Vaticano. 
A minha oração
“Que a vossa coragem pastoral nos inspire a buscar os mais necessitados da graça de Deus, os mais excluídos e, com muito ardor para com eles, possamos ser mais santos e divulgadores do verdadeiro amor de Deus.”
Santa Úrsula, rogai por nós!

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QUINTA-FEIRA, DIA 28 DE MAIO DE 2026

VIII Semana do Tempo Comum
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— 1Pd 2, 2-5. 9-12
Leitura da Primeira Carta de São Pedro
Caríssimos:2 como criancinhas recém-nascidas, desejai o leite legítimo e puro, que vos vai fazer crescer na salvação.3 Pois já provastes que o Senhor é bom.4 Aproximai-vos do Senhor, pedra viva, rejeitada pelos homens, mas escolhida e honrosa aos olhos de Deus.5 Do mesmo modo, também vós, como pedras vivas, formai um edifício espiritual, um sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, por Jesus Cristo.9 Mas vós sois a raça escolhida, o sacerdócio do Reino, a nação santa, o povo que ele conquistou para proclamar as obras admiráveis daquele que vos chamou das trevas para a sua luz maravilhosa.10 Vós sois aqueles que “antes não eram povo, agora porém são povo de Deus; os que não eram objeto de misericórdia, agora porém alcançaram misericórdia”.11 Amados, eu vos exorto como a estrangeiros e migrantes: afastai-vos das humanas paixões, que fazem guerra contra vós mesmos.12 Tende bom procedimento no meio dos gentios. Deste modo, mesmo caluniando-vos, como se fôsseis malfeitores, eles poderão observar a vossa boa atuação e glorificar a Deus, no dia de sua visitação.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 99(100),2. 3. 4. 5 (R. 2c)
Com canto apresentai-vos diante do Senhor!
Aclamai o Senhor, ó terra inteira, servi ao Senhor com alegria, ide a ele cantando jubilosos!
Com canto apresentai-vos diante do Senhor!
Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, Ele mesmo nos fez, e somos seus, nós somos seu povo e seu rebanho.
Com canto apresentai-vos diante do Senhor!
Entrai por suas portas dando graças, e em seus átrios com hinos de louvor; dai-lhe graças, seu nome bendizei!
Com canto apresentai-vos diante do Senhor!
Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, sua bondade perdura para sempre, seu amor é fiel eternamente!
Com canto apresentai-vos diante do Senhor!

Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Eu sou a luz do mundo, aquele que me segue, não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida. Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Mc 10, 46-52
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Marcos
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo 46 Jesus saiu de Jericó, junto com seus discípulos e uma grande multidão. O filho de Timeu, Bartimeu, cego e mendigo, estava sentado à beira do caminho.47 Quando ouviu dizer que Jesus, o Nazareno, estava passando, começou a gritar: “Jesus, filho de Davi, tem piedade de mim!” 48 Muitos o repreendiam para que se calasse. Mas ele gritava mais ainda: “Filho de Davi, tem piedade de mim!” 49 Então Jesus parou e disse: “Chamai-o”. Eles o chamaram e disseram: “Coragem, levanta-te, Jesus te chama!” 50 O cego jogou o manto, deu um pulo e foi até Jesus.51 Então Jesus lhe perguntou: “O que queres que eu te faça?” O cego respondeu: “Mestre, que eu veja!” 52 Jesus disse: “Vai, a tua fé te curou”. No mesmo instante, ele recuperou a vista e seguia Jesus pelo caminho.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Germano de Paris

A história de São Germano nos mostra que Deus realmente tem caminhos misteriosos aos olhos humanos
germanodeparis
Germano nasceu em 496. Diz a tradição que sua mãe tentou abortá-lo e que na infância ele teria sido envenenado, mas o menino sobreviveu para tornar-se um grande santo. Foi criado por um primo bem mais velho, um ermitão chamado Escapilão, que o fez prosseguir os estudos em Avalon. Germano viveu como ermitão durante quinze anos, aprendendo a doutrina de Cristo.
Em 531, ele foi ordenado diácono e três anos depois, sacerdote. Foi então para Paris, e pelos seus dons, principalmente o do conselho, ganhou a estima do rei, que apreciava a sua sensatez. Tornou-se bispo de Paris.
Germano era pródigo em caridade e esmolas, dedicando ao seu rebanho um amor incondicional. Frequentemente, era visto apenas com sua túnica, pois o restante das roupas vestira um pobre, feliz por sentir frio, mas tendo a certeza que o pobre estava aquecido.
Assim viveu o bispo Germano de Paris, até morrer no dia 28 de maio de 576. Suas relíquias se encontram na majestosa igreja de São Germano de Paris, uma das mais belas construções da cidade.
Reflexão
A história de São Germano nos mostra que Deus realmente tem caminhos misteriosos aos olhos humanos. Salvo da morte na infância, nosso santo soube aproveitar seus dias para o serviço dos mais pobres e abandonados, impulsionado pelo amor ao evangelho de Cristo. Na nossa vida, somos acometidos por muitas adversidades, mas confiar plenamente em Jesus Cristo nos dá forças para avançar mesmo em tempos de penúria.
Oração
Ó Deus, que aos vossos pastores associastes São Germano de Paris, animado de ardente caridade e da fé que vence o mundo, dai-nos, por sua intercessão, perseverar na caridade e na fé, para participarmos de sua glória. Por Cristo nosso Senhor. Amém!
(Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR)
São Germano de Paris, rogai por nós!

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QUARTA-FEIRA, DIA 27 DE MAIO DE 2026

Primeira leitura
— 1Pd 1, 18-25
Leitura da Primeira Carta de São Pedro
Caríssimos,18 sabeis que fostes resgatados da vida fútil herdada de vossos pais, não por meio de coisas perecíveis, como a prata ou o ouro,19 mas pelo precioso sangue de Cristo, como de um cordeiro sem mancha nem defeito.20 Antes da criação do mundo, ele foi destinado para isso, e neste final dos tempos, ele apareceu, por amor de vós.21 Por ele é que alcançastes a fé em Deus. Deus o ressuscitou dos mortos e lhe deu a glória, e assim, a vossa fé e esperança estão em Deus.
22 Pela obediência à verdade, purificastes as vossas almas, para praticar um amor fraterno sem fingimento. Amai-vos, pois, uns aos outros, de coração e com ardor.23 Nascestes de novo, não de uma semente corruptível, mas incorruptível, mediante a palavra de Deus, viva e permanente.24 Com efeito, “toda carne é como erva, e toda a sua glória como a flor da erva; secou-se a erva, cai a sua flor. 25 Mas a palavra do Senhor permanece para sempre”. Ora, esta palavra é a que vos foi anunciada no Evangelho.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 147(147B), 12-13. 14-15. 19-20 (R. 12a)
Glorifica o Senhor, Jerusalém!
Glorifica o Senhor, Jerusalém! Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! Pois reforçou com segurança as tuas portas, e os teus filhos em teu seio abençoou;
Glorifica o Senhor, Jerusalém!
a paz em teus limites garantiu e te dá como alimento a flor do trigo. Ele envia suas ordens para a terra, e a palavra que ele diz corre veloz.
Glorifica o Senhor, Jerusalém!
Anuncia a Jacó sua palavra, seus preceitos, suas leis a Israel. Nenhum povo recebeu tanto carinho, a nenhum outro revelou os seus preceitos.
Glorifica o Senhor, Jerusalém!

Veio o Filho do Homem, a fim de servir e dar sua vida em resgate por muitos. (Mc 10, 45)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Mc 10, 32-45
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Marcos
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo,32 os discípulos estavam a caminho, subindo para Jerusalém. Jesus ia na frente. Os discípulos estavam espantados, e aqueles que iam atrás estavam com medo. Jesus chamou de novo os Doze à parte e começou a dizer-lhes o que estava para acontecer com ele:33 “Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem vai ser entregue aos sumos sacerdotes e aos doutores da Lei. Eles o condenarão à morte e o entregarão aos pagãos.34 Vão zombar dele, cuspir nele, vão torturá-lo e matá-lo. E depois de três dias ele ressuscitará”.35 Tiago e João, filhos de Zebedeu, foram a Jesus e lhe disseram: “Mestre, queremos que faças por nós o que vamos pedir”.36 Ele perguntou: “O que quereis que eu vos faça?” 37 Eles responderam: “Deixa-nos sentar um à tua direita e outro à tua esquerda, quando estiveres na tua glória!” 38 Jesus então lhes disse: “Vós não sabeis o que pedis. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber? Podeis ser batizados com o batismo com que vou ser batizado?” 39 Eles responderam: “Podemos”. E ele lhes disse: “Vós bebereis o cálice que eu devo beber, e sereis batizados com o batismo com que eu devo ser batizado.40 Mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. É para aqueles a quem foi reservado”.41 Quando os outros dez discípulos ouviram isso, indignaram-se com Tiago e João.42 Jesus os chamou e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações as oprimem e os grandes as tiranizam.43 Mas, entre vós, não deve ser assim: quem quiser ser grande, seja vosso servo;44 e quem quiser ser o primeiro, seja o escravo de todos.45 Porque o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate para muitos”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santo Agostinho de Cantuária, monge e missionário

Origens
Não se sabe muito sobre a vida de Agostinho antes de sua ida à Inglaterra em 596. Era um monge beneditino que vivia como prior no mosteiro de Santo André em Roma, fundado por São Gregório Magno.
Pedido do Papa
O Papa São Gregório, vendo a situação das ilhas britânicas, que após a invasão dos Saxões, tinha recaído no paganismo, e vendo, no recém-casamento do rei de Kent com uma princesa cristã, uma oportunidade de evangelização, enviou missionários para anunciar a Boa Nova na ilha.
Fama cruel dos Saxões
40 monges estavam sob o comando de Agostinho que, corajosamente, avançou em direção à missão confiada. Durante o percurso, ao ouvirem sobre a crueldade do povo que teriam de enfrentar, perderam todo o entusiasmo e pensaram em desistir. Mais uma vez, o Papa conferiu a Agostinho a dignidade abacial e muitas cartas de recomendação. Finalmente, seguiram para o destino.
Diante do rei
Ao chegar, apresentaram-se ao rei, cantando hinos sagrados. Agostinho expôs ao rei de Kent a sua pregação, pedindo-lhe autorização para pregar com seus irmãos. Santo Agostinho recebeu a concessão e conduziu os seus companheiros para a Cantuária, capital do reino. Instalaram-se numa capela de São Martinho, que tinha resistido às invasões.
Batismo
O trabalho de evangelização foi tão fecundo, que, em menos de um ano, mais de dez mil pessoas se converteram e foram batizadas. Também o rei Etelberto e toda a sua corte se converteram. Agostinho, na Grã-Bretanha, exerceu santamente sua missão de levar muitos à santidade e, assim, santificar-se.
Arcebispo
Ajudado sempre pelo Papa, Santo Agostinho, na obediência, acolheu as direções do Espírito e foi ordenado Bispo. Com o surgimento de novas necessidades pastorais, tornou-se Arcebispo. Com a ajuda de muitos outros missionários, alcançou a graça da conversão, praticamente para todos da ilha.
Páscoa
Entrou na Igreja Triunfante com outros em 604 ou 605.
A minha oração
“Meu Senhor Deus, muito antes de se tornar missionário e conhecido, Santo Agostinho esteve em uma intensa e profunda intimidade com o Senhor; assim que logo iniciou sua missão, obteve os frutos de conversão e santificação. A Ti, Senhor, peço a mesma graça: ter uma vida interior tão íntima a Ti, que transborde em obras de santificação e de salvação a mim e ao povo que o Senhor me confiar. Assim seja!”
Santo Agostinho de Cantuária, rogai por nós!

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TERÇA-FEIRA, DIA 26 DE MAIO DE 2026

São Filipe, Néri, Presbítero, Memória
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
— 1Pd 1, 10-16
Leitura da Primeira Carta de São Pedro
Caríssimos,10 esta salvação tem sido objeto das investigações e meditações dos profetas. Eles profetizaram a respeito da graça que vos estava destinada.11 Procuraram saber a que época e a que circunstâncias se referia o Espírito de Cristo, que estava neles, ao anunciar com antecedência os sofrimentos de Cristo e a glória consequente.12 Foi-lhes revelado que, não para si mesmos, mas para vós, estavam ministrando estas coisas, que agora são anunciadas a vós por aqueles que vos pregam o evangelho em virtude do Espírito Santo, enviado do céu; revelações essas, que até os anjos desejam contemplar!13 Por isso, aprontai a vossa mente; sede sóbrios e colocai toda a vossa esperança na graça que vos será oferecida na revelação de Jesus Cristo.14 Como filhos obedientes, não modeleis a vossa vida de acordo com as paixões de antigamente, do tempo da vossa ignorância.15 Antes, como é santo aquele que vos chamou, tornai-vos santos, também vós, em todo o vosso proceder.16 Pois está na Escritura: “Sede santos, porque eu sou santo”.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 97(98), 1. 2-3ab. 3c-4 (R. 2a)
O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.
Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.
O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.
O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.
O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.
Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!
O Senhor fez conhecer seu poder salvador perante as nações.

Evangelho — Mc 10, 28-31
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois, revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Cf. Mt 11, 25)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Marcos
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 28 começou Pedro a dizer a Jesus: “Eis que nós deixamos tudo e te seguimos”.
29 Respondeu Jesus: “Em verdade vos digo, quem tiver deixado casa, irmãos, irmãs, mãe, pai, filhos, campos, por causa de mim e do Evangelho,
30 receberá cem vezes mais agora, durante esta vida — casa, irmãos, irmãs, mães, filhos e campos, com perseguições — e, no mundo futuro, a vida eterna.
31 Muitos que agora são os primeiros serão os últimos. E muitos que agora são os últimos serão os primeiros”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Filipe Néri, o santo da alegria, oração, penitente e adorador

Pertencente a uma família rica, filho de tabelião, o santo, nascido em 1515 em Florença, Itália, ficou órfão de mãe muito cedo e, ainda pequeno, já mereceu o nome de “Filipe bom”, por conta de seu proceder bondoso, alegre e leal.
Negócios e estudos
Aos 18 anos, recebeu um convite de seu tio para que se dedicasse aos negócios em São Germano. Filipe, no entanto, não se adaptou. Atraído por Deus, foi se dedicar aos estudos em Roma. Estudou Filosofia e Teologia, deixando-se conduzir e formar pelo Espírito Santo.
O apóstolo de Roma
Néri, mesmo antes de ser padre, visitava os lugares mais pobres de Roma, os hospitais mais abandonados e as mais terríveis prisões, levando uma pregação alegre, espontânea e viva, juntamente com uma amável caridade cristã que o fez ser conhecido e simpático a toda cidade, sendo então chamado: o apóstolo de Roma.
Dedicação aos jovens
“Contanto que não façam pecados, de boa vontade suportarei que rachem lenha em cima das minhas costas”, dizia Filipe aos jovens, os quais ele instruía e educava. Dedicava-se a eles com tal amor, que não se perturbava com as reclamações e injúrias recebidas por causa deles.
“Oratório do divino amor”
Dizendo sim para a glória de Deus e apaixonado por poesia e música desde a adolescência, iniciou a bela obra do Oratório do Divino Amor, onde reunia jovens e os fazia cantar e rezar. Ali começava o sentido musical da palavra: foi criado o drama lírico com coros e orquestra. A partir daí, Filipe fundou a Congregação do Oratório.
O santo alegre
Homem de oração, penitência e adoração, São Filipe Néri, conhecido pelo seu testemunho alegre, cujo sorriso, disse Papa Francisco, o transformou em um apaixonado anunciador da Palavra de Deus, morreu no dia 26 de maio de 1595, partindo para o céu com 80 anos. Foi beatificado, em maio de 1614, por Papa Paulo V; e canonizado, em março de 1622, por Papa Gregório XV.
Coração dilatado
Depois de sua páscoa, médicos verificaram que seu coração era dilatado, de tal forma que duas costelas se quebraram para acomodá-lo. A este fato atribui-se o seu grande amor para com Deus e para com os homens.
A minha oração
“São Filipe, intercedei por mim e conduzi-me à alegria verdadeira no serviço ao Cristo e à caridade amável por todo o povo de Deus. Quero também eu poder cantar a glória de Deus e anunciar, com coração apaixonado, a Sua Palavra. Amém!”
São Filipe Néri, rogai por nós!

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SEGUNDA-FEIRA, DIA 25 DE MAIO DE 2026

Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, Memória
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
— Gn 3, 9-15. 20
Leitura do Livro do Gênesis
Depois que Adão comera do fruto da árvore, 9 o Senhor Deus o chamou, dizendo: “Onde estás?” 10 E ele respondeu: “Ouvi tua voz no jardim, e fiquei com medo porque estava nu; e me escondi”. 11 Disse-lhe o Senhor Deus: “E quem te disse que estavas nu? Então comeste da árvore, de cujo fruto te proibi comer?” 12 Adão disse: “A mulher que tu me deste por companheira, foi ela que me deu do fruto da árvore, e eu comi”.
13 Disse o Senhor Deus à mulher: “Por que fizeste isso?” E a mulher respondeu: “A serpente enganou-me e eu comi”. 14 Então o Senhor Deus disse à serpente: “Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais domésticos e todos os animais selvagens! Rastejarás sobre o ventre e comerás pó todos os dias da tua vida! 15 Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar”. 20 E Adão chamou à sua mulher “Eva”, porque ela é a mãe de todos os viventes.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Ou:
Primeira Leitura — At 1, 12-14
Leitura dos Atos dos Apóstolos
12 Depois que Jesus subiu ao céu, os apóstolos voltaram para Jerusalém, vindo do monte das Oliveiras, que fica perto de Jerusalém, a mais ou menos um quilômetro. 13 Entraram na cidade e subiram para a sala de cima, onde costumavam ficar.
Eram Pedro e João, Tiago e André, Filipe e Tomé, Bartolomeu e Mateus, Tiago, filho de Alfeu, Simão Zelota e Judas, filho de Tiago.
14 Todos eles perseveravam na oração em comum, junto com algumas mulheres, entre as quais Maria, mãe de Jesus, e com os irmãos de Jesus.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 86(87), 1-2. 3 e 5. 6-7 (R. 3)
Dizem coisas gloriosas da Cidade do Senhor.
O Senhor ama a cidade que fundou no Monte santo; ama as portas de Sião mais que as casas de Jacó.
Dizem coisas gloriosas da Cidade do Senhor.
Dizem coisas gloriosas da Cidade do Senhor. De Sião, porém, se diz: “Nasceu nela todo homem; Deus é sua segurança”
Dizem coisas gloriosas da Cidade do Senhor.
Deus anota no seu livro, onde inscreve os povos todos: “Foi ali que estes nasceram”. Por isso todos juntos a cantar se alegrarão; e, dançando, exclamarão: “Estão em ti as nossas fontes!”
Dizem coisas gloriosas da Cidade do Senhor.

Evangelho — Jo 19, 25-34

Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Ó feliz Virgem, que geraste o Senhor; ó santa Mãe da Igreja, que nos alimenta com o Espírito do teu Filho, Jesus Cristo. (Lc 1, 28)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 25 perto da cruz de Jesus, estavam de pé a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena.
26 Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que ele amava, disse à mãe: “Mulher, este é o teu filho”. 27 Depois disse ao discípulo: “Esta é a tua mãe”. Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.
28 Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado, e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse: “Tenho sede”.
29 Havia ali uma jarra cheia de vinagre. Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagre e levaram-na à boca de Jesus. 30 Ele tomou o vinagre e disse: “Tudo está consumado”. E, inclinando a cabeça, entregou o espírito. 31 Era o dia da preparação para a Páscoa. Os judeus queriam evitar que os corpos ficassem na cruz durante o sábado, porque aquele sábado era dia de festa solene. Então pediram a Pilatos que mandasse quebrar as pernas aos crucificados e os tirasse da cruz.
32 Os soldados foram e quebraram as pernas de um e depois do outro que foram crucificados com Jesus.
33 Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava morto, não lhe quebraram as pernas; 34 mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança, e logo saiu sangue e água.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Gregório VII, Papa (Memória Facultativa)

Local: Salerno, Itália
Data: 25 de Maio † 1085

Sua vocação era a vida monástica. Mesmo no sólio pontifício usava o capuz beneditino. Hildebrando de Soana, toscano, nascido em 1028, parece ter iniciado sua vida monástica em Cluny. Após ter colaborado com os papas são Leão IX, que o nomeou abade de são Paulo, e Alexandre II, foi proclamado papa pelo povo. Era o dia 22 de abril de 1073. Oito dias depois os cardeais confirmaram a eleição, que ele aceitou com “muita dor, gemido e pranto”. Feito papa com o nome de Gregório VII, realizou com muita coragem o programa de reformas, que ele mesmo planejara como colaborador de seus predecessores: luta contra a simonia e contra a intromissão do poder civil na nomeação dos bispos, dos abades e dos próprios pontífices, restauração de severa disciplina para o celibato. Encontrou violentas resistências também da parte do clero.

No concílio de Mogúncia os clérigos gritaram: “Se ao papa não bastam os homens para governar as Igrejas locais, que dê um jeito de procurar anjos”. O papa confiava seus sofrimentos aos amigos com cartas que revelavam toda a sua sensibilidade, sujeita a profundos desconfortos, mas sempre pronta à voz do dever: “Estou cercado de grande dor e de tristeza universal — escrevia em janeiro de 1075 ao amigo santo Hugo, abade de Cluny — porque a Igreja Oriental deserta da fé; e se olho das partes do Ocidente, ou meridional, ou setentrional, com muito custo encontro bispos legítimos pela eleição e pela vida, que dirijam o povo cristão por amor de Cristo, e não por ambição secular”.

No ano seguinte teve de enfrentar o duro desentendimento com o imperador Henrique IV, que se humilhou em Canossa, mas, logo depois, retomou as rédeas do império, vingou-se com a eleição de um antipapa e marchou contra Roma. Gregório VII, abandonado pelos próprios cardeais, refugiou-se no Castelo Santo Ângelo, de onde foi libertado pelo duque normando Roberto de Guiscardo. O papa foi depois, em exílio voluntário, para Salerno, e aí morreu, um ano depois, pronunciando a célebre sentença: “Amei a justiça e odiei a iniquidade, por isso morro no exílio”.

Seu corpo foi sepultado na catedral de Salerno. Foi canonizado em 1606. Acostumados a ver neste papa um lutador empenhado com um braço de ferro contra o irrequieto imperador, não devemos esquecer o humilde servo da Esposa de Cristo, a Igreja, por cujo decoro trabalhou e sofreu a fim de que “permanecesse livre, casta e católica”. São as últimas palavras que ele escreveu na carta do exílio de Salerno, para convidar os fiéis a “socorrer a mãe”, a Igreja.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Gregório VII, rogai por nós!

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DOMINGO, DIA 24 DE MAIO DE 2026

Domingo de Pentecostes, Solenidade
Cor Litúrgica vermelha

Primeira leitura
— At 2, 1-11
Leitura dos Atos dos Apóstolos
Quando chegou o dia de Pentecostes, os discípulos estavam todos reunidos no mesmo lugar. 2 De repente, veio do céu um barulho como se fosse uma forte ventania, que encheu a casa onde eles se encontravam. 3 Então apareceram línguas como de fogo que se repartiram e pousaram sobre cada um deles. 4 Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os inspirava.
5 Moravam em Jerusalém judeus devotos, de todas as nações do mundo. 6 Quando ouviram o barulho, juntou-se a multidão, e todos ficaram confusos, pois cada um ouvia os discípulos falar em sua própria língua.
7 Cheios de espanto e admiração, diziam: “Esses homens que estão falando não são todos galileus? 8 Como é que nós os escutamos na nossa própria língua? 9 Nós que somos partos, medos e elamitas, habitantes da Mesopotâmia, da Judeia e da Capadócia, do Ponto e da Ásia, 10 da Frígia e da Panfília, do Egito e da parte da Líbia próxima de Cirene, também romanos que aqui residem; 11 judeus e prosélitos, cretenses e árabes, todos nós os escutamos anunciarem as maravilhas de Deus na nossa própria língua!”

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 103(104), 1ab. 24ac. 29bc-30. 31. 34 (R. cf. 30)
Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai.
Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande! Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras! Encheu-se a terra com as vossas criaturas!
Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai.
Se tirais o seu respiro, elas perecem e voltam para o pó de onde vieram. Enviais o vosso espírito e renascem e da terra toda a face renovais.
Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai.
Que a glória do Senhor perdure sempre, e alegre-se o Senhor em suas obras! Hoje seja-lhe agradável o meu canto, pois o Senhor é a minha grande alegria!
Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai.

Segunda leitura
— 1Cor 12, 3b-7. 12-13
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios
Irmãos: 3b Ninguém pode dizer: Jesus é o Senhor, a não ser no Espírito Santo. 4 Há diversidade de dons, mas um mesmo é o Espírito. 5 Há diversidade de ministérios, mas um mesmo é o Senhor. 6 Há diferentes atividades, mas um mesmo Deus que realiza todas as coisas em todos.
7 A cada um é dada a manifestação do Espírito em vista do bem comum. 12 Como o corpo é um, embora tenha muitos membros, e como todos os membros do corpo, embora sejam muitos, formam um só corpo, assim também acontece com Cristo.
13 De fato, todos nós, judeus ou gregos, escravos ou livres, fomos batizados num único Espírito, para formarmos um único corpo, e todos nós bebemos de um único Espírito.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Sequência de Pentecostes
Espírito de Deus,
enviai dos céus
um raio de luz!
Vinde, Pai dos pobres,
dai aos corações
vossos sete dons.
Consolo que acalma,
hóspede da alma,
doce alívio, vinde!
No labor descanso,
na aflição remanso,
no calor aragem.
Enchei, luz bendita,
chama que crepita,
o íntimo de nós!
Sem a luz que acode,
nada o homem pode,
nenhum bem há nele.
Ao sujo lavai,
ao seco regai,
curai o doente.
Dobrai o que é duro,
guiai no escuro,
o frio aquecei.
Dai à vossa Igreja,
que espera e deseja,
vossos sete dons.
Dai em prêmio ao forte
uma santa morte,
alegria eterna.
Amém.

Evangelho — Jo 20, 19-23
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Vinde, Espírito Divino, e enchei com vossos dons os corações dos fiéis; e acendei neles o amor, como um fogo abrasador!
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João
Glória a vós, Senhor.
Ao anoitecer daquele dia, o primeiro da semana, estando fechadas, por medo dos judeus, as portas do lugar onde os discípulos se encontravam, Jesus entrou e, pondo-se no meio deles, disse: “A paz esteja convosco”. 20 Depois dessas palavras, mostrou-lhes as mãos e o lado. Então os discípulos se alegraram por verem o Senhor.
21 Novamente, Jesus disse: “A paz esteja convosco. Como o Pai me enviou, também eu vos envio”. 22 E, depois de ter dito isso, soprou sobre eles e disse: “Recebei o Espírito Santo. 23 A quem perdoardes os pecados, eles lhes serão perdoados; a quem não os perdoardes, eles lhes serão retidos”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Nossa Senhora Auxiliadora, a patrona da Canção Nova e devoção de Dom Bosco

Introdução na ladainha
O título de Auxiliadora remonta ao século XVI, quando a expressão “Auxiliadora dos Cristãos” foi introduzida na Ladainha de Nossa Senhora pelo Papa São Pio V, após a vitória dos cristãos sobre os muçulmanos na batalha nas águas de Lepanto, em 1571.
A festa
A festa de Nossa Senhora Auxiliadora foi instituída pelo Papa Pio VII após retornar da França, onde foi preso por Napoleão Bonaparte por cinco anos. Seu retorno se deu no dia 24 de maio de 1814. O Papa atribuiu sua libertação a Nossa Senhora Auxiliadora e fixou a data de 24 de maio para a sua festa.   
Quem realmente difundiu esse título e devoção foi Dom Bosco. Vejamos um pouco o caminho de sua devoção mariana.
Dom Bosco e a devoção
Dom Bosco, desde pequeno, aprendeu com a sua mãe a ter grande confiança em Nossa Senhora. Mamãe Margarida, sua mãe, sempre interrompia o pesado trabalho no campo para saudar a Virgem Maria. A hora do Angelus era para ela um momento de encontro com Deus e de memória da Anunciação de Maria. 
Em 1824, quando tinha nove anos, teve o primeiro sonho profético, em que lhe foi manifestado o campo do seu futuro apostolado. Neste sonho, o menino Joãozinho ouviu a voz misteriosa do Senhor que dizia: “DAR-TE-EI A MESTRA” e logo apareceu uma Senhora de aspecto majestoso. Sem saber de quem se tratava, Joãozinho perguntou quem era ela e obteve a resposta: “Eu sou Aquela que sua mãe ensinou a saudar três vezes ao dia”. 
A Basílica
No ano de 1862, Dom Bosco iniciou a construção, em Turim, de uma grande Basílica dedicada a Nossa Senhora, Auxílio dos Cristãos. “Nossa Senhora deseja que a veneremos com o título de AUXILIADORA: vivemos em tempos difíceis e necessitamos que a Santíssima Virgem nos ajude a conservar e defender a fé cristã”. 
Com a construção da Basílica de Maria Auxiliadora de Turim, Dom Bosco quis erguer um monumento eterno do seu amor e gratidão a Virgem Mãe Auxiliadora. “Maria Santíssima é minha Mãe”- dizia ele – “Ela é minha tesoureira. Ela foi sempre a minha guia”. 
Em suas conferências, Dom Bosco procurava demonstrar a importância da presença materna de Nossa Senhora. Fazia com que refletissem que é importante que ela seja honrada, porque é Mãe de Deus, Mãe de Jesus Cristo e nossa mãe. 
Família Salesiana
Dom Bosco ensinou aos membros da família Salesiana a amarem Nossa Senhora, invocando-a com o título de Auxiliadora. Vários dos seus escritos retratam o amor por Maria Santíssima: “Recomendai constantemente a devoção a Nossa Senhora Auxiliadora e a Jesus Sacramentado”. “Diante de Deus, declaro: Basta que um jovem entre numa casa salesiana para que a Virgem Santíssima o tome imediatamente debaixo de sua especial proteção”. Dom Bosco confiou à Família Salesiana a propagação dessa devoção que é, ao mesmo tempo, devoção à Mãe de Deus, à Igreja e ao Papa.
Cultivemos esta devoção mariana, deixada a nós como herança religiosa por Dom Bosco.
Nossa Senhora Auxiliadora dos cristãos, rogai por nós!

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SÁBADO, DIA 23 DE MAIO DE 2026

VII SEMANA DA PÁSCOA
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
— At 28, 16-20. 30-31
Leitura dos Atos dos Apóstolos
16 Quando entramos em Roma, Paulo recebeu permissão para morar em casa particular, com um soldado que o vigiava. 17 Três dias depois, Paulo convocou os líderes dos judeus. Quando estavam reunidos, falou-lhes: “Irmãos, eu não fiz nada contra o nosso povo, nem contra as tradições de nossos antepassados. No entanto, vim de Jerusalém como prisioneiro e, assim, fui entregue às mãos dos romanos.
18 Interrogado por eles no tribunal e não havendo nada em mim que merecesse a morte, eles queriam me soltar. 19 Mas os judeus se opuseram e eu fui obrigado a apelar para César, sem nenhuma intenção de acusar minha nação. 20 É, por isso, que eu pedi para ver-vos e falar-vos, pois estou carregando estas algemas exatamente por causa da esperança de Israel”.
30 Paulo morou dois anos numa casa alugada. Ele recebia todos os que o procuravam, 31 pregando o Reino de Deus. Com toda a coragem e sem obstáculos, ele ensinava as coisas que se referiam ao Senhor Jesus Cristo.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Ou:
Vigília de Pentecostes:
Primeira Leitura — Gn 11, 1-9
Leitura do Livro do Gênesis
1 Toda a terra tinha uma só linguagem e servia-se das mesmas palavras. 2 E aconteceu que, partindo do oriente, os homens acharam uma planície na terra de Senaar, e aí se estabeleceram. 3 E disseram uns aos outros: “Vamos, façamos tijolos e cozamo-los ao fogo”. Usaram tijolos em vez de pedra, e betume em lugar de argamassa. 4 E disseram: “Vamos, façamos para nós uma cidade e uma torre cujo cimo atinja o céu. Assim, ficaremos famosos, e não seremos dispersos por toda a face da terra”. 5 Então o Senhor desceu para ver a cidade e a torre que os homens estavam construindo. 6 E o Senhor disse: “Eis que eles são um só povo e falam uma só língua. E isso é apenas o começo de seus empreendimentos. Agora, nada os impedirá de fazer o que se propuseram. 7 Desçamos e confundamos a sua língua, de modo que não se entendam uns aos outros”. 8 E o Senhor os dispersou daquele lugar por toda a superfície da terra, e eles cessaram de construir a cidade. 9 Por isso, foi chamada Babel, porque foi aí que o Senhor confundiu a linguagem de todo o mundo, e daí dispersou os homens por toda a terra.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 10(11), 4. 5 e 7 (R. cf. 7b)
Ó Senhor, quem tem reto coração há de ver a vossa face.
Deus está no templo santo, e no céu tem o seu trono; volta os olhos para o mundo, seu olhar penetra os homens.
Ó Senhor, quem tem reto coração há de ver a vossa face.
Examina o justo e o ímpio, e detesta o que ama o mal. Porque justo é nosso Deus, o Senhor ama a justiça. Quem tem reto coração há de ver a sua face.
Ó Senhor, quem tem reto coração há de ver a vossa face.

Ou:
Vigília de Pentecostes:
Salmo Responsorial — Sl 103(104), 1-2a. 24. 35c. 27-28. 29bc-30 (R. cf. 30)
Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai.
Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande! De majestade e esplendor vos revestis e de luz vos envolveis como num manto.
Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai.
Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras, e que sabedoria em todas elas! Encheu-se a terra com as vossas criaturas. Bendize, ó minha alma, ao Senhor!
Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai.
Todos eles, ó Senhor, de vós esperam que a seu tempo vós lhes deis o alimento; vós lhes dais o que comer e eles recolhem, vós abris a vossa mão e eles se fartam.
Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai.

Se tirais o seu respiro, eles perecem e voltam para o pó de onde vieram; enviais o vosso espírito e renascem e da terra toda a face renovais.
Enviai o vosso Espírito, Senhor, e da terra toda a face renovai.

Vigília de Pentecostes:
Segunda Leitura — Rm 8, 22-27
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos
Irmãos: 22 Sabemos que toda a criação, até ao tempo presente, está gemendo como que em dores de parto. 23 E não somente ela, mas nós também, que temos os primeiros frutos do Espírito, estamos interiormente gemendo, aguardando a adoção filial e a libertação para o nosso corpo. 24 Pois já fomos salvos, mas na esperança. Ora, o objeto da esperança não é aquilo que a gente está vendo; como pode alguém esperar o que já vê? 25 Mas, se esperamos o que não vemos, é porque o estamos aguardando mediante a perseverança. 26 Também o Espírito vem em socorro da nossa fraqueza. Pois nós não sabemos o que pedir, nem como pedir; é o próprio Espírito que intercede em nosso favor, com gemidos inefáveis. 27 E aquele que penetra o íntimo dos corações sabe qual é a intenção do Espírito. Pois é sempre segundo Deus que o Espírito intercede em favor dos santos.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.
Eu hei de enviar-vos o Espírito da verdade; ele vos conduzirá a toda a verdade. (Jo 16, 7. 13)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Ou:
Vigília de Pentecostes:
Vinde, Espírito Divino, e enchei com vossos dons os corações dos fiéis; e acendei neles o amor, como um fogo abrasador!
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Jo 21, 20-25
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 20 Pedro virou-se e viu atrás de si aquele outro discípulo que Jesus amava, o mesmo que se reclinara sobre o peito de Jesus durante a ceia e lhe perguntara: “Senhor, quem é que te vai entregar?” 21 Quando Pedro viu aquele discípulo, perguntou a Jesus: “Senhor, o que vai ser deste?”

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

Ou:
Vigília de Pentecostes:
Evangelho — Jo 7, 37-39
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João
Glória a vós, Senhor.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São João Batista de Rossi, presbítero do aconselhamento

Fundador
João Batista de Rossi fundou a “Pia União de Sacerdotes Seculares”, que foi dirigida por ele durante alguns anos. Como desejava obras ainda mais abundantes, também fundou e dirigiu a Casa de Santa Gala, destinada para homens carentes e, depois, a Casa de São Luiz Gonzaga, para mulheres necessitadas.
Origens
Ele nasceu em Voltagio, na província de Gênova, Itália, no dia 22 de fevereiro de 1698. Aos dez anos de idade, foi trabalhar para uma família muito rica, em Gênova, como pajem. Três anos depois, foi chamado para morar em Roma com seu primo Lourenço Rossi, que já era sacerdote.
Estudos 
Estudou Filosofia no Colégio Romano dos jesuítas, prosseguiu com êxito nos estudos e, depois, concluiu o curso de teologia com os Dominicanos de Minerva, onde conquistou muitos conhecimentos teológicos que lhe foram preciosos, para, mais tarde, ser um bom pregador e confessor de almas. Foi ordenado em 1721, aos 23 anos.
Vocação aos necessitados e ao Sacramento da Reconciliação
Seu santo de devoção era São Luiz Gonzaga, por isso buscava seguir seu exemplo de vida em sua missão apostólica. Seu objetivo era acolher os mais necessitados, os doentes, encarcerados, pobres e pecadores. E isto ele fazia, principalmente, na direção de suas almas: “Eu não sabia o caminho mais curto para ir ao paraíso, mas agora já sei: é dirigir os outros na confissão… quanto bem aí se pode fazer!”, ele disse certa vez. Tornou-se famoso confessor e foi, inclusive, o padre confessor das Irmãs da Caridade.
Morte e canonização
Morreu no dia 23 de maio de 1764, com sessenta e seis anos, após ser vencido por uma doença. Tão pobre, não tinha dinheiro para pagar pelo funeral, que foi pago graças aos devotos que o amavam e eram gratos a ele. Foi canonizado pelo Papa Leão XIII no ano de 1881.
A minha oração
“São João Batista, ao senhor, que suportou as enfermidades sendo suporte e sustento às almas necessitadas, peço que interceda por mim, para que eu também receba a graça de sofrer com paciência todas as adversidades que me surgirem pelo meu caminho. E peço ainda que rogue por todo clero, a fim de que se dediquem com o mesmo amor, fé e piedade, pela salvação e conforto das almas, através do Sacramento da Penitência. Amém.”
São João Batista de Rossi, rogai por nós!

Publicado em

SEXTA-FEIRA, DIA 22 DE MAIO DE 2026

VII SEMANA DA PÁSCOA
Santa Rita de Cássia, Religiosa
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
— At 25, 13b-21

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, 13bo rei Agripa e Berenice chegaram a Cesareia e foram cumprimentar Festo. 14Como ficassem alguns dias aí, Festo expôs ao rei o caso de Paulo, dizendo: “Está aqui um homem que Félix deixou como prisioneiro. 15Quando eu estive em Jerusalém, os sumos sacerdotes e os anciãos dos judeus apresentaram acusações contra ele e pediram-me que o condenasse. 16Mas eu lhes respondi que os romanos não costumam entregar um homem antes que o acusado tenha sido confrontado com os acusadores e possa defender-se da acusação.
17Eles vieram para cá e, no dia seguinte, sem demora, sentei-me no tribunal e mandei trazer o homem.
18Seus acusadores compareceram diante dele, mas não trouxeram nenhuma acusação de crimes de que eu pudesse suspeitar. 19Tinham somente certas questões sobre a sua própria religião e a respeito de um certo Jesus que já morreu, mas que Paulo afirma estar vivo. 20Eu não sabia o que fazer para averiguar o assunto. Perguntei então a Paulo se ele preferia ir a Jerusalém, para ser julgado lá. 21Mas Paulo fez uma apelação para que a sua causa fosse reservada ao juízo do Augusto Imperador. Então ordenei que ficasse preso até que eu pudesse enviá-lo a César”.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 102(103), 1-2. 11-12. 19-20ab (R. 19a)

℟. O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.

— Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores! ℟.

℟. O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.

— Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes. ℟.

℟. O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.

— O Senhor pôs o seu trono lá nos céus, e abrange o mundo inteiro seu reinado. Bendizei ao Senhor Deus, seus anjos todos, valorosos que cumpris as suas ordens. ℟.

℟. O Senhor pôs o seu trono lá nos céus.

Evangelho — Jo 21, 15-19
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. O Espírito Santo, o Paráclito, haverá de lembrar-vos de tudo o que tenho falado. (Jo 14, 26) ℟.
℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João 
℟. Glória a vós, Senhor.

Jesus manifestou-se aos seus discípulos 15e, depois de comerem, perguntou a Simão Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas mais do que estes?” Pedro respondeu: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus disse: “Apascenta os meus cordeiros”.
16E disse de novo a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro disse: “Sim, Senhor, tu sabes que eu te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas”. 17Pela terceira vez, perguntou a Pedro: “Simão, filho de João, tu me amas?” Pedro ficou triste, porque Jesus perguntou três vezes se ele o amava. Respondeu: “Senhor, tu sabes tudo; tu sabes que eu te amo”. Jesus disse-lhe: “Apascenta as minhas ovelhas. 18Em verdade, em verdade te digo: quando eras jovem, tu te cingias e ias para onde querias. Quando fores velho, estenderás as mãos e outro te cingirá e te levará para onde não queres ir”.
19Jesus disse isso, significando com que morte Pedro iria glorificar a Deus. E acrescentou: “Segue-me”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santa Rita de Cássia, Religiosa

Local: Cássia, Itália
Data: 22 de Maio † a. 1457

Em todos os estados da vida, sempre uma santa mulher
Na Úmbria, província da Itália, nos meados do século XIV, habitavam dois virtuosos esposos. Já estavam avançados em idade, e não tinham filhos; mais dirigiram a Deus preces tão fervorosas, que por fim lhes nasceu uma filha que recebeu no batismo o nome abreviação de Margarida: e como nascera no vilarejo de Cássia, seria futuramente invocada pelos fiéis como Rita de Cássia. Foi uma criança de benção, uma vez que desde o berço o céu a assinalou com graças e favores.

Rita de Cássia se casa, torna-se viúva e vai ao convento
Com doze anos quis fazer o voto de castidade; mas os pais a dissuadiram, e fizeram-na contrair matrimônio, o que constituiu para ela fonte de provas e méritos. O marido era de caráter feroz, terror de toda a vizinhança. Facilmente se pode imaginar o que Rita sofreu desde o início. Mas tanta doçura e paciência demonstrou para convertê-lo e conquistá-lo para Deus que teve a consolação de fazer dele, afinal um verdadeiro cristão.

Perdeu-o ao cabo de dezoito anos, e viu em breve morrer os dois filhos, Esses acontecimentos, tão tristes para a natureza, despertaram na santa mulher a atração que nutrira antigamente pela vida religiosa. Solicitou com muita insistência ser admitida entre as agostinianas do convento de Santa Maria Madalena, em Cássia. E, conquanto não fosse costume receber ali viúvas, encontraram algo de tão extraordinário e tão tocante em sua vocação, que derrogaram a regra em seu favor.

Penitências e mortificações
Rita de Cássia, no cumprimento de seus votos, aprestou-se a vender tudo o que possuía e a distribuir o preço aos pobres. Tornada esposa de um Deus crucificado, crucificou-se também com a prática das mais rigorosas mortificações. Os jejuns, o cilício e a disciplina nada apresentavam de assustador para ela. Não se alimentava senão uma vez ao dia, e não comia senão pão e água. Dizia que o melhor meio de livrar-se das tentações contra a pureza era não se ocupar de seu corpo e por ele não nutrir compaixão. A obediência aos superiores igualava o ardor pela penitência, e durante muito tempo, para obedecer à abadessa, que queria experimentar lhe a virtude, foi, sem queixar-se, regar cada dia, com grande fadiga um pedaço de pau seco, que se encontrava no jardim do convento.

Alma tão mortificada e tão obediente não poderia deixar de ser agradável a Deus, e dele receber preciosos favores. Rita possuiu em breve o dom da oração, e dedicava-se sem cessar ao santo mister. A paixão de Nosso Senhor e os tormentos que havia sofrido eram o objeto de sua habitual meditação, desde a meia-noite até o levantar do sol. Dela se ocupava com tanta atenção, que sentia os olhos rasos de lágrimas e parecia sucumbir à vivacidade de seus sofrimentos.

Relata-nos que um dia, após haver ouvido um sermão sobre os sofrimentos de Jesus Cristo, pregado por São Jacó de La Marche, célebre missionário franciscano, Rita de Cássia, havendo-se retirado para a cela a fim de meditar e pedindo ao Salvador a graça de partilhar de suas dores, sentiu os espinhos de uma coroa que lhe fizeram uma chaga incurável, da qual saía um pus de odor infecto, e que teve de suportar o resto de seus dias. A fim de não incomodar as companheiras com sua presença, mantinha-se à parte, vivia solitária, e passava algumas vezes quinze dias sem falar com ninguém, não se entretendo senão com Deus.

Ida à eternidade
Uma enfermidade, que durou quatro anos, veio terminar a purificação da serva de Deus, pela resignação que mostrava em meio aos seus sofrimentos; quase não se alimentava, e suas irmãs, surpresas com o fato, criam que mais que os alimentos materiais, a sustentava a santa Eucaristia. Quando sentiu próximo o fim, pediu os últimos sacramentos; tendo-os recebido, exortou as irmãs à fiel observância de sua regra; depois, pondo as mãos em cruz, e recebendo a benção da abadessa, expirou tranquilamente em 22 de Maio de 1407.

Grande multidão assistiu aos funerais, e em breve começaram a invocá-la. Muitos milagres já haviam provado o poder de Rita perante Deus, quando o Papa Urbano VIII a colocou no número dos bem-aventurados em 11 de Outubro de 1627. O Papa Leão XIII a canonizou em 1900.

Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume IX. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 13 mai. 2022.

Santa Rita de Cássia, rogai por nós!

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QUINTA-FEIRA, DIA 21 DE MAIO DE 2026

VII SEMANA DA PÁSCOA
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
— At 22, 30; 23, 6-11
Leitura dos Atos dos Apóstolos
Naqueles dias, 30 querendo saber com certeza por que Paulo estava sendo acusado pelos judeus, o tribuno soltou-o e mandou reunir os chefes dos sacerdotes e todo o conselho dos anciãos. Depois fez trazer Paulo e colocou-o diante deles.
23, 6 Sabendo que uma parte dos presentes eram saduceus e a outra parte eram fariseus, Paulo exclamou no conselho dos anciãos: “Irmãos, eu sou fariseu e filho de fariseus. Estou sendo julgado por causa da nossa esperança na ressurreição dos mortos”. 7 Apenas falou isso, armou-se um conflito entre fariseus e saduceus, e a assembleia se dividiu.
8 Com efeito, os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem espírito, enquanto os fariseus sustentam uma coisa e outra. 9 Houve, então, uma enorme gritaria. Alguns doutores da Lei, do partido dos fariseus, levantaram-se e começaram a protestar, dizendo: “Não encontramos nenhum mal neste homem. E se um espírito ou anjo tivesse falado com ele?” 10 E o conflito crescia cada vez mais. Receando que Paulo fosse despedaçado por eles, o comandante ordenou que os soldados descessem e o tirassem do meio deles, levando-o de novo para o quartel. 11 Na noite seguinte, o Senhor aproximou-se de Paulo e lhe disse: “Tem confiança. Assim como tu deste testemunho de mim em Jerusalém, é preciso que tu sejas também minha testemunha em Roma”.

Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 15(16), 1-2a e 5. 7-8. 9-10. 11 (R. 1)
Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor”. Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos!
Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
Eu bendigo o Senhor, que me aconselha, e até de noite me adverte o coração. Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo.
Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
Eis por que meu coração está em festa, minha alma rejubila de alegria, e até meu corpo no repouso está tranquilo; pois não haveis de me deixar entregue à morte, nem vosso amigo conhecer a corrupção.
Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!
Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

Para que todos sejam um, diz o Senhor, como tu estás em mim e eu em ti, para que o mundo possa crer que me enviaste. (Jo 17, 21)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Jo 17, 20-26
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, Jesus ergueu os olhos ao céu e rezou, dizendo: 20 “Pai santo, eu não te rogo somente por eles, mas também por aqueles que vão crer em mim pela sua palavra; 21 para que todos sejam um como tu, Pai, estás em mim e eu em ti, e para que eles estejam em nós, a fim de que o mundo creia que tu me enviaste.
22 Eu dei-lhes a glória que tu me deste, para que eles sejam um, como nós somos um: 23 eu neles e tu em mim, para que assim eles cheguem à unidade perfeita e o mundo reconheça que tu me enviaste e os amaste, como me amaste a mim. 24 Pai, aqueles que me deste, quero que estejam comigo onde eu estiver, para que eles contemplem a minha glória, glória que tu me deste porque me amaste antes da fundação do universo. 25 Pai justo, o mundo não te conheceu, mas eu te conheci, e estes também conheceram que tu me enviaste.
26 Eu lhes fiz conhecer o teu nome, e o tornarei conhecido ainda mais, para que o amor com que me amaste esteja neles, e eu mesmo esteja neles”.

Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Beatos Padre Manuel González e seu coroinha, Adílio Daronch, fuzilados no Brasil

Resumo
Padre Manuel Gómez González (1877-1924) e seu coroinha Adílio Daronch (1908-1924), mártires que, no Brasil, depois de serem maltratados e amarrados a duas árvores em um morro, foram fuzilados, morrendo por causa do ódio que seus algozes tinham da fé cristã e da Igreja Católica.
Vida de González
Emmanuel Gómez González, filho de José e Josefina, nasceu em 29 de maio de 1877 em São José de Ribarteme, na Diocese de Tuy, Espanha. Ele foi batizado no dia seguinte. Ordenado sacerdote, em 24 de maio de 1902, exerceu seu ministério sacerdotal em sua diocese natal por dois anos. 
Missionário
Em 1904, seu pedido para ser incardinado na vizinha Diocese de Braga, Portugal, foi atendido. Ele serviu lá como pároco de 1905 a 1913. Quando a perseguição política e religiosa começou, em 1913, Padre González foi autorizado a navegar para o Brasil. Após breve passagem pelo Rio de Janeiro, Dom Miguel de Lima Valverde o acolheu na Diocese de Santa Maria (RS), e, em 23 de janeiro de 1914, confiou-lhe o cargo de pároco da Saudade. Em dezembro de 1915, o Padre González foi transferido para a parte norte da diocese, para uma grande paróquia de Nonoai (RS), que poderia ser considerada uma pequena diocese. 
Frutos do ministério
Dedicou-se à evangelização com tanto entusiasmo que, nos oito anos de seu ministério, melhorou significativamente o nível de fé nessa área. Seu ministério também incluiu o cuidado pastoral dos índios nativos e o cargo de administrador paroquial na paróquia vaga de Palmeiras das Missões. Ele foi, de fato, martirizado naquela região remota.
Adílio Daronch
O terceiro dos oito filhos de Pedro Daronch e Judite Segabinazzi nasceu, em 25 de outubro de 1908, em Dona Francisca, no município de Cachoeira do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil. Em 1911, a família mudou-se para Passo Fundo, e, em 1913, para Nonoai (RS).
Fiel discípulo do Padre González
Adílio foi um dos adolescentes que acompanhou o Padre González em suas longas e cansativas visitas pastorais, que incluíam também os índios Kaingang. Foi também fiel coroinha e aluno da escola fundada pelo Padre Manuel. Em 21 de maio de 1924, com quase 16 anos de idade, este jovem corajosamente deu seu testemunho de Cristo ao lado de seu mentor.
O martírio dos dois
O bispo de Santa Maria pediu ao padre espanhol que visitasse as colônias teutônicas na floresta de Três Passos, perto da fronteira com o Uruguai. Depois de celebrar a Semana Santa na paróquia de Nonoai (RS), e apesar de a região estar repleta de movimentos revolucionários, o padre embarcou nesta perigosa viagem missionária, acompanhado pelo seu bravo coroinha e protegido, Adílio. Ao longo do caminho, o padre parou em Palmeria, onde administrou os sacramentos e exortou os revolucionários locais ao respeito mútuo, pelo menos por causa da fé cristã comum que compartilhavam. Os piores extremistas não apreciaram sua mensagem, nem o fato de ele ter dado sepultura cristã às vítimas das bandas locais. Assim, o Padre Manuel passou a ser visto com desconfiança. Continuando o caminho missionário, pararam novamente no caminho para pedir indicações e celebrar a Santa Missa; o dia era 20 de maio de 1924. Desejando trazer a graça de Deus e proclamar a Boa Nova, os missionários ardentes não atenderam ao aviso dos moradores, que tentaram impedi-los de seguir a missão na floresta. Assim, aceitaram a assistência dos militares que se ofereceram para acompanhá-los até Três Passos. Então, caíram na armadilha preparada para eles e foram levados para uma área remota da floresta, onde foram amarrados às árvores e depois foram fuzilados em 21 de maio de 1924, mártires da fé.
Restos mortais
Embora os seres humanos se recusassem a aceitar a mensagem de respeito mútuo dos santos mártires, parece que a natureza o fez, pois nenhuma fera ou animal os tocou: os habitantes de Três Passos encontraram seus corpos ainda intactos quatro dias depois. Seus restos mortais foram enterrados nas proximidades por 40 anos. Em 1964, seus corpos foram exumados e trasladados para a igreja paroquial de Nonoai (RS), e um monumento foi erguido no local de seu martírio. Em 16 de dezembro de 2006, o Papa Bento XVI proclamou o decreto de martírio desses dois fiéis servos de Cristo assassinados por causa de sua fé.
A minha oração
“Segundo a amizade dos mártires, que foram fiéis a Cristo e companheiros um do outro na hora da morte, pedimos o dom da amizade que nos leva a evangelizar doando a nossa vida. Fazei-nos anunciadores da Palavra a todo custo e evangelizadores dos lugares mais remotos, por Cristo, nosso Senhor. Amém!”
Beatos padre Manuel e Adílio mártires, rogai por nós!