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SEGUNDA-FEIRA, DIA 29 DE JUNHO DE 2026

XIII SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Am 2, 6-10. 13-16
Leitura da Profecia de Amós
6 Isto diz o Senhor: “Pelos três crimes de Israel, pelos seus quatro crimes, não retirarei a palavra: porque eles vendem o justo por dinheiro e o indigente, pelo preço de um par de chinelos; 7 pisam, na poeira do chão, a cabeça dos pobres, e impedem o progresso dos humildes; filho e pai vão à mesma mulher, profanando meu santo nome; 8 deitando-se junto a qualquer altar, usando roupas que foram entregues em penhor, bebem vinho à custa de pessoas multadas, na casa de Deus. 9 Entretanto, eu tinha aniquilado, diante deles, os amorreus, homens espadaúdos como cedros e robustos como carvalhos, destruindo-lhes os frutos na ramada e arrancando-lhes as raízes. 10 Fui eu que vos fiz sair da terra do Egito e vos guiei pelo deserto, durante quarenta anos, para ocupardes a terra dos amorreus.
13 Pois bem, eu vos calcarei aos pés, como calca o chão a carroça carregada de feixes; 14 o mais ágil não conseguirá fugir, o mais forte não achará força, o valente não salvará a vida; 15 o arqueiro não resistirá de pé, o corredor veloz não terá pernas para escapar, nem se salvará o cavaleiro; 16 o mais corajoso dentre os corajosos fugirá nu, naquele dia”, diz o Senhor.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 49(50), 16bc-17. 18-19. 20-21. 22-23 (R. 22a)
Entendei isto, todos vós que esqueceis o Senhor Deus!
“Como ousas repetir os meus preceitos e trazer minha Aliança em tua boca? Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos e deste as costas às palavras dos meus lábios!
Entendei isto, todos vós que esqueceis o Senhor Deus!
Quando vias um ladrão, tu o seguias e te juntavas ao convívio dos adúlteros. Tua boca se abriu para a maldade e tua língua maquinava a falsidade.
Entendei isto, todos vós que esqueceis o Senhor Deus!
Assentado, difamavas teu irmão, e ao filho de tua mãe injuriavas. Diante disso que fizeste, eu calarei? Acaso pensas que eu sou igual a ti? É disso que te acuso e repreendo e manifesto essas coisas aos teus olhos.
Entendei isto, todos vós que esqueceis o Senhor Deus!
Entendei isto, todos vós que esqueceis Deus, para que eu não arrebate a vossa vida, sem que haja mais ninguém para salvar-vos! Quem me oferece um sacrifício de louvor, este sim é que me honra de verdade. A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus”.
Entendei isto, todos vós que esqueceis o Senhor Deus!

Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: Não fecheis os corações como em Meriba! (Cf. Sl 94, 8ab)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Mt 8, 18-22
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 18 vendo uma multidão ao seu redor, Jesus mandou passar para a outra margem do lago. 19 Então um mestre da Lei aproximou-se e disse: “Mestre, eu te seguirei aonde quer que tu vás”. 20 Jesus lhe respondeu: “As raposas têm suas tocas e as aves dos céus têm seus ninhos; mas o Filho do Homem não tem onde reclinar a cabeça”. 21 Um outro dos discípulos disse a Jesus: “Senhor, permite-me que primeiro eu vá sepultar meu pai”. 22 Mas Jesus lhe respondeu: “Segue-me, e deixa que os mortos sepultem os seus mortos”.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Pedro e São Paulo, Papa e Apóstolos (Solenidade)

Local: Roma, Itália
Data: 29 de Junho † s. I

(No Brasil, esta solenidade é movida para o próximo Domingo)

São Pedro nasceu em Betsaida, seu nome de nascimento era Simão, filho de Jonas e irmão de André. Os irmãos se tornaram discípulos de Jesus e mais tarde apóstolos. Eram pescadores. Após o chamado de Jesus, Simão continuou sua profissão, mas agora como missão, porém não mais com redes de pesca e sim, pregando a Palavra de Deus.

Jesus deu a São Pedro a missão de ser líder da Igreja, disse a ele: “tu és pedra, e sobre essa pedra edificarei a minha igreja”. Após seguir Jesus por três anos, recebeu o poder do Espírito Santo em Pentecostes. Dali Pedro se tornou um grande líder e reunia multidões em suas pregações.

Por pregar o Evangelho destemidamente, São Pedro foi preso várias vezes. Depois de evangelizar e animar a Igreja em vários lugares, Pedro foi para Roma. Lá, liderou a Igreja que sempre crescia, apesar das perseguições.

Assim, os romanos descobriram seu paradeiro, prenderam-no e condenaram-no à morte de cruz por ser o líder da Igreja de Jesus Cristo. No derradeiro momento, São Pedro pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, por não se julgar digno de morrer como seu Mestre.

Seu pedido foi atendido e ele foi morto na região onde hoje é o Vaticano. Seus restos mortais estão no altar da Igreja de São Pedro em Roma. A festa de São Pedro é celebrada em 29 de junho.

São Paulo, cujo nome antes da conversão era Saulo ou Saul, era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada “aos pés de Gamaliel”, um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.

Converteu-se à fé cristã no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério.

Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades. De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação. Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o “Apóstolo dos gentios”.

A solenidade de São Pedro e de São Paulo é uma das mais antigas da Igreja, sendo anterior até mesmo à comemoração do Natal. Já no século IV havia a tradição de, neste dia, celebrar três missas: a primeira na Basílica de São Pedro, no Vaticano; a segunda na Basílica de São Paulo fora dos muros e a terceira nas catacumbas de São Sebastião, onde as relíquias dos apóstolos ficaram escondidas para fugir da profanação nos tempos difíceis. São Pedro e São Paulo, juntos, fizeram ressoar a mensagem do Evangelho no mundo inteiro.

Fonte: institutohesed.org.br. Acesso em: 28 jun 2021.

São Pedro e São Paulo, rogai por nós!

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DOMINGO, DIA 28 DE JUNHO DE 2026

Santos Pedro e Paulo, Apóstolos, Solenidade
Cor Litúrgica vermelha

Primeira leitura
— At 12, 1-11

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, 1o rei Herodes prendeu alguns membros da Igreja, para torturá-los. 2Mandou matar à espada Tiago, irmão de João. 3E, vendo que isso agradava aos judeus, mandou também prender a Pedro. Eram os dias dos Pães ázimos.
4Depois de prender Pedro, Herodes colocou-o na prisão, guardado por quatro grupos de soldados, com quatro soldados cada um. Herodes tinha a intenção de apresentá-lo ao povo, depois da festa da Páscoa. 5Enquanto Pedro era mantido na prisão, a Igreja rezava continuamente a Deus por ele.
6Herodes estava para apresentá-lo. Naquela mesma noite, Pedro dormia entre dois soldados, preso com duas correntes; e os guardas vigiavam a porta da prisão.
7Eis que apareceu o anjo do Senhor e uma luz iluminou a cela. O anjo tocou o ombro de Pedro, acordou-o e disse: “Levanta-te depressa!” As correntes caíram-lhe das mãos.
😯 anjo continuou: “Coloca o cinto e calça tuas sandálias!” Pedro obedeceu e o anjo lhe disse: “Põe tua capa e vem comigo!” 9Pedro acompanhou-o, e não sabia que era realidade o que estava acontecendo por meio do anjo, pois pensava que aquilo era uma visão. 10Depois de passarem pela primeira e segunda guarda, chegaram ao portão de ferro que dava para a cidade. O portão abriu-se sozinho. Eles saíram, caminharam por uma rua e logo depois o anjo o deixou. 11Então Pedro caiu em si e disse: “Agora sei, de fato, que o Senhor enviou o seu anjo para me libertar do poder de Herodes e de tudo o que o povo judeu esperava!”
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 33(34), 2-3. 4-5. 6-7. 8-9 (R. 5b)

℟. De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

— Bendirei o Senhor Deus em todo o tempo, seu louvor estará sempre em minha boca. Minha alma se gloria no Senhor; que ouçam os humildes e se alegrem! ℟.

℟. De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

— Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou. ℟.

℟. De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

— Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia. ℟.

℟. De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

— O anjo do Senhor vem acampar ao redor dos que o temem, e os salva. Provai e vede quão suave é o Senhor! Feliz o homem que tem nele o seu refúgio! ℟.

℟. De todos os temores me livrou o Senhor Deus.

Segunda leitura
— 2Tm 4, 6-8. 17-18

Leitura da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo

Caríssimo: 6quanto a mim, eu já estou para ser derramado em sacrifício; aproxima-se o momento de minha partida. 7Combati o bom combate, completei a corrida, guardei a fé. 8Agora está reservada para mim a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, me dará naquele dia; e não somente a mim, mas também a todos os que esperam com amor a sua manifestação gloriosa.
17Mas o Senhor esteve a meu lado e me deu forças, ele fez com que a mensagem fosse anunciada por mim integralmente, e ouvida por todas as nações; e eu fui libertado da boca do leão.18O Senhor me libertará de todo mal e me salvará para o seu Reino celeste. A ele a glória, pelos séculos dos séculos! Amém.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Tu és Pedro e sobre esta pedra eu irei construir minha Igreja; e as portas do inferno não irão derrotá-la. (Mt 16, 18) ℟.
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Evangelho — Mt 16, 13-19

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus 
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13Jesus foi à região de Cesareia de Filipe e ali perguntou aos seus discípulos: “Quem dizem os homens ser o Filho do Homem?”14Eles responderam: “Alguns dizem que é João Batista; outros que é Elias; outros ainda, que é Jeremias ou algum dos profetas”.
15Então Jesus lhes perguntou: “E vós, quem dizeis que eu sou?”
16Simão Pedro respondeu: “Tu és o Messias, o Filho do Deus vivo”. 17Respondendo, Jesus lhe disse: “Feliz és tu, Simão, filho de Jonas, porque não foi um ser humano que te revelou isso, mas o meu Pai que está no céu. 18Por isso eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra construirei a minha Igreja, e o poder do inferno nunca poderá vencê-la. 19Eu te darei as chaves do Reino dos Céus: tudo o que tu ligares na terra será ligado nos céus; tudo o que tu desligares na terra será desligado nos céus”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Pedro e São Paulo, apóstolos e principais líderes da Igreja

Estes santos são considerados “os cabeças dos apóstolos” por terem sido os principais líderes da Igreja Cristã Primitiva, tanto por sua fé e pregação, como pelo ardor e zelo missionários.
São Pedro, príncipe dos Apóstolos
Tinha como primeiro nome Simão, era natural de Betsaida, irmão do Apóstolo André. Pescador, foi chamado pelo próprio Jesus e, deixando tudo, seguiu o Mestre, estando presente nos momentos mais importantes da vida do Senhor, que lhe deu o nome de Pedro.
Um homem simples e impulsivo. Falou, muitas vezes, em nome dos Apóstolos e não hesitou em pedir a Jesus explicações e esclarecimentos sobre sua pregação.
Foi o primeiro a responder ao Mestre: “Senhor, para quem iremos? Somente tu tens palavras de vida eterna; nós acreditamos e sabemos que és o Santo de Deus” (Jo 6,67-68) diante da pergunta que Cristo fez aos discípulos: “Também vocês querem ir embora?”.
Primeiro Papa da Igreja
Em princípio, fraco na fé, chegou a negar Jesus durante o processo que culminaria em Sua morte por crucifixão. O próprio Senhor o confirmou na fé após Sua ressurreição (da qual o apóstolo foi testemunha), tornando-o intrépido pregador do Evangelho através da descida do Espírito Santo de Deus, no Dia de Pentecostes, o que o tornou líder da primeira comunidade.
São Pedro é o apóstolo que Jesus Cristo escolheu e investiu da dignidade de ser o primeiro Papa da Igreja. “E eu te digo: Tu és pedra e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela. E eu te darei as chaves do reino dos céus; e tudo o que ligares sobre a terra, será ligado também nos céus.”
São Pedro é o pastor do rebanho santo, é na sua pessoa e nos seus sucessores que temos o sinal visível da unidade e da comunhão na fé e na caridade.
Martírio
Pregou no Dia de Pentecostes e selou seu apostolado com o próprio sangue, pois foi martirizado em uma das perseguições aos cristãos, sendo crucificado de cabeça para baixo a seu próprio pedido, por não se julgar digno de morrer como seu Senhor, Jesus Cristo. Escreveu duas Epístolas e, provavelmente, foi a fonte de informações para que São Marcos escrevesse seu Evangelho.
São Paulo
Saulo era natural de Tarso. Recebeu educação esmerada “aos pés de Gamaliel”, um dos grandes mestres da Lei na época. Tornou-se fariseu zeloso, a ponto de perseguir e aprisionar os cristãos, sendo responsável pela morte de muitos deles.
De perseguidor cristão à conversão 
Converteu-se à fé cristã, enquanto perseguia os cristãos, no caminho de Damasco, quando o próprio Senhor Ressuscitado lhe apareceu e o chamou para o apostolado:  “Saulo, Saulo, por que você me persegue?”. Recebeu o batismo do Espírito Santo e preparou-se para o ministério.
Desde então, converteu-se e começou a pregar o Cristianismo, viajando pelo mundo, pregando o Evangelho de Jesus Cristo e o mistério de Sua Paixão, Morte e Ressurreição.
Apóstolo das Gentes
Tornou-se um grande missionário e doutrinador, fundando muitas comunidades.
De perseguidor passou a perseguido, sofreu muito pela fé e foi coroado com o martírio, sofrendo morte por decapitação. Escreveu treze Epístolas e ficou conhecido como o “Apóstolo dos Gentios”.
A minha oração
“Senhor, hoje, eu quero Te pedir por toda a Santa Igreja Católica. Que, pela intercessão de São Pedro e São Paulo, colunas da Igreja, possamos ser sempre fiéis à fé e à doutrina que o próprio Cristo nos deixou. Amém!”
São Pedro e São Paulo, rogai por nós!

Santo Irineu, Bispo, Mártir e Doutor da Igreja (Memória)

Local: Lyon, França
Data: 28 de Junho † c. 202

Santo Irineu era discípulo de São Policarpo, bispo de Esmirna, e quase contemporâneo dos apóstolos. Era sacerdote de Lion, quando o santo bispo Potino ali foi martirizado pela metade do segundo século, com um grande número de fiéis.

Esses mártires, consultados pelos cristãos da Ásia Menor, se haviam cabalmente pronunciado contra a heresia dos montanistas. Mas como não ignorassem que todas as Igrejas do mundo estão obrigadas a concordar com a Igreja Romana, escreveram ao Papa Eleutério que ocupava, então, o lugar de príncipe dos Apóstolos. Escolheram para levar as cartas a Roma o mais ilustre personagem do clero de Lion e Viena, Santo Irineu, que recomendaram vivamente ao Papa, louvando seu zelo pela lei de Jesus Cristo.

Muito se admira quando se pensa que em tempo tão calamitoso, no mais aceso da perseguição, estando já morto o bispo Potino, e, por conseguinte, viúva esta igreja, e quando os principais vultos do clero, presos e encerrados em horríveis calabouços, esperavam de uma hora para outra serem degolados ou atirados às feras, tivessem querido privar esta cristandade desolada de pessoa tão necessária, o que nos leva a crer que esta legação tinha ainda por objetivo o interesse de sua igreja. Após a morte de Potino, a principal solicitude dos santos confessores e de todo o clero foi dar a este rebanho atribulado um novo pastor que pudesse preservá-los de completa destruição, e terminada a tempestade, levar ao redil as ovelhas dispersas, e reparar as perdas com novas conquistas. Ninguém mais adequado do que Irineu.

Foi, pois, escolhido, de comum acordo, pelos mártires e pelo clero para suceder a Potino. Devendo, pois, ir a Roma para receber a ordenação do santo Papa Eleutério, encarregaram-no das cartas concernentes aos assuntos da religião e prestando, segundo os requisitos das regras da Igreja, um testemunho autêntico de sua fé, piedade e mérito.

Santo Irineu compôs contra as principais heresias do tempo uma refutação completa em cinco livros. Eis o conteúdo e modo de exposição: a unidade de Deus, criador do céu e da terra, é proclamada por todos os séculos e todos os homens. A Igreja católica é a fiel depositária dessa tradição universal. A santidade é inseparável dessa Igreja. A Igreja é universal. É apostólica. Para confundir todos os hereges, basta a tradição da Igreja romana. (…)

Santo Irineu, após haver defendido a fé contra os hereges da época, após havê-la propagado nas Gálias pelos homens apostólicos que enviou de um lado a outro, como por exemplo os Santos Ferreol e Ferrúcio a Besançon, os Santos Félix, Fortunato e a Aquileu, a Valência, selou, por fim, com o seu sangue durante a perseguição de Severo. O que torna sua glória ainda mais resplandecente é que quase todo o povo morreu mártir com ele. Uma antiga inscrição, que se vê em Lion, na entrada de sua igreja, traz o nome de dezenove mil homens, sem contar as mulheres e os filhos. Seu sangue corria em rios nas praças públicas.

“Que a doutrina de tão grande Mestre possa encorajar cada vez mais o caminho de todos os discípulos do Senhor rumo à plena comunhão”. Estes são os votos com os quais o Papa Francisco assina o Decreto com a data de 21 de janeiro de 2022, que declara Santo Irineu de Lyon Doutor da Igreja, com o título de Doctor unitatis.

Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume XI. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 21 jun. 2021.

Santo Irineu, rogai por nós!

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SÁBADO, DIA 27 DE JUNHO DE 2026

XII SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
— Lm 2, 2. 10-14. 18-19

Leitura do Livro das Lamentações

2O Senhor destruiu sem piedade todos os campos de Jacó; em sua ira deitou abaixo as fortificações da cidade de Judá; lançou por terra, aviltou a realeza e seus príncipes. 10Sentados no chão, em silêncio, os anciãos da cidade de Sião espalharam cinza na cabeça, vestiram-se de saco; as jovens de Jerusalém inclinaram a cabeça para o chão. 11Meus olhos estão machucados de lágrimas, fervem minhas entranhas; derrama-se por terra o meu fel diante da arruinada cidade de meu povo, vendo desfalecerem tantas crianças pelas ruas da cidade. 12Elas pedem às mães: “O trigo e o vinho, onde estão?” E vão caindo como derrubadas pela morte nas ruas da cidade, até expirarem no colo das mães. 13Com quem te posso comparar, ou a quem te posso assemelhar, ó cidade de Jerusalém? A quem te igualarei, para te consolar, ó cidade de Sião? Grande como o mar é tua aflição; quem poderá curar-te?
14Teus profetas te fizeram ver imagens falsas e insensatas, não puseram a descoberto a tua malícia, para tentar mudar a tua sorte; ao contrário, deram-te oráculos mentirosos e atraentes. 18Grite o teu coração ao Senhor, em favor dos muros da cidade de Sião; deixa correr uma torrente de lágrimas, de dia e de noite. Não te concedas repouso, não cessem de chorar as pupilas de teus olhos. 19Levanta-te, chora na calada da noite, no início das vigílias, derrama o teu coração, como água, diante do Senhor; ergue as mãos para ele, pela vida de teus pequeninos, que desfalecem de fome em todas as encruzilhadas.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 73(74), 1-2. 3-4. 5-7. 20-21 (R. 19b)

℟. Não esqueçais até o fim a humilhação dos vossos pobres.

— Ó Senhor, por que razão nos rejeitastes para sempre e vos irais contra as ovelhas do rebanho que guiais? Recordai-vos deste povo que outrora adquiristes, desta tribo que remistes para ser a vossa herança, e do monte de Sião que escolhestes por morada! ℟.

℟. Não esqueçais até o fim a humilhação dos vossos pobres.

— Dirigi-vos até lá para ver quanta ruína: no santuário o inimigo destruiu todas as coisas; e, rugindo como feras, no local das grandes festas, lá puseram suas bandeiras vossos ímpios inimigos. ℟.

℟. Não esqueçais até o fim a humilhação dos vossos pobres.

— Pareciam lenhadores derrubando uma floresta, ao quebrarem suas portas com martelos e com malhos. Ó Senhor, puseram fogo mesmo em vosso santuário! Rebaixaram, profanaram o lugar onde habitais! ℟.

℟. Não esqueçais até o fim a humilhação dos vossos pobres.

— Recordai vossa Aliança! A medida transbordou, porque nos antros desta terra só existe violência! Que não se escondam envergonhados o humilde e o pequeno, mas glorifiquem vosso nome o infeliz e o indigente! ℟.

℟. Não esqueçais até o fim a humilhação dos vossos pobres.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. O Cristo tomou sobre si nossas dores, carregou em seu corpo as nossas fraquezas. (Mt 8, 17) ℟.
Evangelho — Mt 8, 5-17
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus 
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 5quando Jesus entrou em Cafarnaum, um oficial romano aproximou-se dele, suplicando: 6“Senhor, o meu empregado está de cama, lá em casa, sofrendo terrivelmente com uma paralisia”.
7Jesus respondeu: “Vou curá-lo”. 😯 oficial disse: “Senhor, eu não sou digno de que entres em minha casa. Dize uma só palavra e o meu empregado ficará curado. 9Pois eu também sou subordinado e tenho soldados debaixo de minhas ordens. E digo a um: ‘Vai!’, e ele vai; e a outro: ‘Vem!’, e ele vem; e digo ao meu escravo: ‘Faze isto!’, e ele faz”.
10Quando ouviu isso, Jesus ficou admirado, e disse aos que o seguiam: “Em verdade, vos digo: nunca encontrei em Israel alguém que tivesse tanta fé. 11Eu vos digo: muitos virão do Oriente e do Ocidente, se sentarão à mesa no Reino dos Céus, junto com Abraão, Isaac e Jacó, 12enquanto os herdeiros do Reino serão jogados para fora, nas trevas, onde haverá choro e ranger de dentes”.
13Então, Jesus disse ao oficial: “Vai! e seja feito como tu creste”. E, naquela mesma hora, o empregado ficou curado. 14Entrando Jesus na casa de Pedro, viu a sogra dele deitada e com febre. 15Tocou-lhe a mão, e a febre a deixou. Ela se levantou, e pôs-se a servi-lo. 16Quando caiu a tarde, levaram a Jesus muitas pessoas possuídas pelo demônio. Ele expulsou os espíritos, com sua palavra, e curou todos os doentes, 17para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta Isaías: “Ele tomou as nossas dores e carregou as nossas enfermidades”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São CIRILO DE ALEXANDRIA, BISPO E DOUTOR DA IGREJA

Testemunha “incansável e convicto” de Jesus Cristo, “Verbo de Deus encarnado”: foi o que Bento XVI, disse sobre São Cirilo de Alexandria, dedicando toda uma audiência, em 3 de outubro de 2007, a esta “grande figura” e um dos Padres da Igreja.
Bispo da Igreja de Alexandria
Cirilo, sobrinho de Teófilo, que, desde 385, governou a diocese de Alexandria no Egito, nasceu, provavelmente, naquela mesma cidade, entre 370 e 380.
Desde cedo, foi encaminhado à vida eclesiástica. Por isso, Cirilo recebeu uma boa educação, tanto cultural quanto teológica.
Em 403, estando em Constantinopla com seu tio, Teófilo, participou com ele do Sínodo, chamado Sínodo do Carvalho, que teve como êxito a deposição do bispo da cidade, João (chamado, mais tarde, Crisóstomo), assinalando assim o triunfo da sede de Alexandria sobre a sua tradicional rival de Constantinopla, onde residia o imperador.
Com a morte do seu tio Teófilo, o ainda jovem Cirilo foi eleito bispo, em 412, da influente Igreja de Alexandria, que governou com grande energia, durante 32 anos, seguindo sempre o objetivo de confirmar a sua primazia em todo o Oriente, ciente também dos laços tradicionais com a Igreja de Roma.
Fé cristológica
Alguns anos depois, em 417 ou 418, Cirilo restabeleceu a comunhão com Constantinopla. No entanto, os contrastes se reacenderam quando, em 428, Nestor foi eleito como novo bispo de Constantinopla. Em uma sua pregação, preferiu dar a Maria o título de “Mãe de Cristo” (Christotókos), ao invés daquele – tão querido pela devoção popular – de “Mãe de Deus” (Theotókos).
Antes e durante o Concílio de Éfeso, a reação de Cirilo – então o maior expoente da Cristologia alexandrina, que queria dar maior ênfase à unidade da pessoa de Cristo – foi quase imediata ao repropor, novamente, o dever dos Pastores de preservar a fé do Povo de Deus. Seu critério era que “a fé do Povo de Deus devia ser expressão da tradição e garantia da boa doutrina cristã”.
Em uma carta a Nestor, Cirilo descreveu, claramente, o seu credo cristológico: “Afirmamos, assim, que as naturezas, unidas em uma verdadeira unidade, são diferentes; delas resultam apenas um só Cristo e um só Filho”, porque “divindade e humanidade, unidas em um elo indizível e inexprimível, produziram para nós um único Senhor, um único Cristo e um único Filho”. Enfim, o Bispo de Alexandria frisou: “Professamos um só Cristo e Senhor”. Desta forma, conseguiu que Nestor fosse repetidamente condenado; por outro lado, conseguiu também, em 433, chegar a uma fórmula teológica de reconciliação com os fiéis de Antioquia.
São Cirilo de Alexandria faleceu em 27 de junho de 444.
São Cirilo de Alexandria, rogai por nós!

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SEXTA-FEIRA, DIA 26 DE JUNHO DE 2026

XII SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— 2Rs 25, 1-12

Leitura do Segundo Livro dos Reis

1No nono ano do reinado de Sedecias, no dia dez do décimo mês, Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio atacar Jerusalém com todo o seu exército. Puseram-lhe um cerco e construíram torres de assalto ao seu redor. 2A cidade ficou sitiada e rodeada de valas até ao décimo primeiro ano do reinado de Sedecias. 3No dia nove do quarto mês, quando a fome se agravava na cidade e a população não tinha mais o que comer, 4abriram uma brecha na muralha da cidade. Então o rei fugiu de noite, com todos os guerreiros, pela porta entre os dois muros, perto do jardim real, se bem que os caldeus cercavam a cidade, e seguiram pela estrada que conduz à Araba.
5Mas o exército dos caldeus perseguiu o rei e alcançou-o na planície de Jericó, enquanto todo o seu exército se dispersou e o abandonou. 6Os caldeus prenderam o rei e levaram-no a Rebla, à presença do rei da Babilônia, que pronunciou sentença contra ele. 7Matou os filhos de Sedecias, na sua presença, vazou-lhe os olhos e, preso com uma corrente de bronze, levou-o para a Babilônia. 8No dia sete do quinto mês, data que corresponde ao ano dezenove do reinado de Nabucodonosor, rei da Babilônia, Nabuzardã, comandante da guarda e oficial do rei da Babilônia, fez a sua entrada em Jerusalém.
9Ele incendiou o templo do Senhor e o palácio do rei e entregou às chamas todas as casas e os edifícios de Jerusalém. 10Todo o exército dos caldeus, que acompanhava o comandante da guarda, destruiu as muralhas que rodeavam Jerusalém. 11Nabuzardã, comandante da guarda, exilou o resto da população que tinha ficado na cidade, os desertores que se tinham passado ao rei da Babilônia e o resto do povo. 12E, dos pobres do país, o comandante da guarda deixou uma parte, como vinhateiros e agricultores.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 136(137), 1-2. 3. 4-5. 6 (R. 6a)

℟. Que se prenda a minha língua ao céu da boca, se de ti Jerusalém, eu me esquecer!

— Junto aos rios da Babilônia nos sentávamos chorando, com saudades de Sião. Nos salgueiros por ali penduramos nossas harpas. ℟.

℟. Que se prenda a minha língua ao céu da boca, se de ti Jerusalém, eu me esquecer!

— Pois foi lá que os opressores nos pediram nossos cânticos; nossos guardas exigiam alegria na tristeza: “Cantai hoje para nós algum canto de Sião!” ℟.

℟. Que se prenda a minha língua ao céu da boca, se de ti Jerusalém, eu me esquecer!

— Como havemos de cantar os cantares do Senhor numa terra estrangeira? Se de ti, Jerusalém, algum dia eu me esquecer, que resseque a minha mão! ℟.

℟. Que se prenda a minha língua ao céu da boca, se de ti Jerusalém, eu me esquecer!

— Que se cole a minha língua e se prenda ao céu da boca, se de ti não me lembrar! Se não for Jerusalém minha grande alegria! ℟.

℟. Que se prenda a minha língua ao céu da boca, se de ti Jerusalém, eu me esquecer!

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. O Cristo tomou sobre si nossas dores, carregou em seu corpo as nossas fraquezas. (Mt 8, 17) ℟.
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Evangelho — Mt 8, 1-4

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus 
℟. Glória a vós, Senhor.

1Tendo Jesus descido do monte, numerosas multidões o seguiam. 2Eis que um leproso se aproximou e se ajoelhou diante dele, dizendo: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. 3Jesus estendeu a mão, tocou nele e disse: “Eu quero, fica limpo”. No mesmo instante, o homem ficou curado da lepra. 4Então Jesus lhe disse: “Olha, não digas nada a ninguém, mas vai mostrar-te ao sacerdote, e faze a oferta que Moisés ordenou, para servir de testemunho para eles”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Josemaría Escrivá de Balaguer, Presbítero e Fundador (Memória Facultativa)

Local: Roma, Itália
Data: 26 de Junho † 1975

Josemaría Escrivá de Balaguer nasceu em Barbastro, Espanha, em 9 de janeiro de 1902, sendo o segundo dos seis filhos de José Escrivá e María Dolores Albás. Seus pais, católicos fervorosos, o levaram para ser batizado quatro dias depois, em 13 de janeiro. Eles ensinaram a ele, principalmente por meio de seu exemplo de vida, os fundamentos da fé e da prática das virtudes cristãs: amor pela confissão e comunhão frequentes, confiança na oração, devoção à Nossa Senhora e ajuda aos mais necessitados.

São Josemaría cresceu como uma criança alegre, esperta e simples, travessa, ótimo estudante, inteligente e com grande capacidade de observação. Ele nutria grande afeto por sua mãe e uma enorme confiança e amizade por seu pai, que o convidava a se abrir livremente para compartilhar suas preocupações, sempre pronto a lhe dar conselhos afetuosos e prudentes. Logo, o Senhor começou a forjar sua alma na fornalha do sofrimento: entre 1910 e 1913, suas três irmãs mais novas morreram, e em 1914 a família sofreu um colapso econômico. Em 1915, os Escrivá se mudaram para Logroño, onde seu pai encontrou um emprego que permitiria sustentar modestamente a família.

No inverno de 1917-18, ocorreu um evento que influenciaria decisivamente o futuro de Josemaría Escrivá: durante as festividades de Natal, uma forte nevasca atingiu a cidade, e um dia ele observou as marcas congeladas deixadas na neve por dois pés descalços; eram as pegadas de um religioso carmelita que caminhava descalço. Então, ele se perguntou: “Se outros fazem tantos sacrifícios por Deus e pelo próximo, eu não serei capaz de oferecer nada?” Assim nasceu em sua alma uma “divina inquietude”: “Comecei a pressentir o Amor, a perceber que meu coração me pedia algo grande e que fosse amor.” Embora ainda não soubesse com precisão o que o Senhor lhe pedia, decidiu se tornar sacerdote para estar mais disponível para cumprir a vontade divina.

Depois de concluir o ensino médio, Josemaría começou seus estudos eclesiásticos no seminário de Logroño e, em 1920, transferiu-se para o seminário de Saragoça, onde completou sua formação na Universidade Pontifícia, antes de ser ordenado sacerdote. Na capital aragonesa, seguindo um conselho de seu pai e com a permissão dos superiores eclesiásticos, também cursou Direito. Ele era muito querido pelos colegas por seu caráter generoso, alegre, simples e sereno. O empenho de Josemaría na vida de piedade, na disciplina e nos estudos era um exemplo para todos os seminaristas, e em 1922, com apenas vinte anos, o arcebispo de Saragoça o nomeou Inspetor do Seminário.

Nesses anos, ele passava muitas horas em oração diante do Santíssimo Sacramento, estabelecendo as bases de uma profunda vida eucarística, e ia todos os dias à Basílica do Pilar para pedir à Nossa Senhora que Deus lhe mostrasse o que queria dele. Ele dizia: “Desde que senti aqueles presságios do amor de Deus, procurei realizar o que Ele esperava deste pobre instrumento.” E, com essas ansiedades, eu orava, orava, orava em uma contínua oração. Não parava de repetir: “Domine, ut sit! Domine, ut videam!” como o cego do Evangelho, que pede em alta voz porque Deus pode tudo. “Senhor, que eu veja! Senhor, que seja!” E também repetia, cheio de confiança na minha Mãe do Céu: “Domina, ut sit! Domina, ut videam!” A Santíssima Virgem sempre me ajudou a descobrir os desejos de seu Filho.

Em 27 de novembro de 1924, José Escrivá faleceu, vítima de uma síncope repentina. Em 28 de março de 1925, Josemaría foi ordenado sacerdote por Mons. Miguel de los Santos Díaz Gómara, na igreja do Seminário de São Carlos em Saragoça, e dois dias depois celebrou sua primeira Missa solene na Santa Capela da Basílica do Pilar. Em 31 de março, ele se mudou para Perdiguera, um vilarejo de camponeses, onde foi nomeado regente auxiliar da paróquia.

Em abril de 1927, com a aprovação do seu arcebispo, ele se mudou para Madri para obter o doutorado em Direito Civil, que na época só podia ser conseguido na Universidade Central da capital espanhola. Lá, seu zelo apostólico o colocou em contato com pessoas de todos os meios sociais: estudantes, artistas, operários, intelectuais e sacerdotes. Em particular, ele se dedicava incansavelmente às crianças, aos doentes e aos pobres das periferias.

Ao mesmo tempo, sustentava sua mãe e seus irmãos dando aulas de matérias jurídicas. Esses foram tempos de grandes dificuldades econômicas, vividos por toda a família com serena dignidade. O Senhor o abençoou com abundantes graças extraordinárias que encontraram em sua alma generosa um terreno fértil e produziram frutos copiosos para o benefício da Igreja e das almas.

Em 2 de outubro de 1928, nasce a Opus Dei. São Josemaría participa de um retiro espiritual e, enquanto medita sobre as anotações em que registrou as moções interiores recebidas de Deus nos últimos anos, de repente “vê” – este é o termo com que ele sempre descreverá a experiência fundacional – a missão que o Senhor quer lhe confiar: iniciar na Igreja um novo caminho vocacional, para promover a busca da santidade e o apostolado através da santificação do trabalho ordinário no meio do mundo, sem mudar de estado. Poucos meses depois, em 14 de fevereiro de 1930, o Senhor lhe faz entender que a Opus Dei deve incluir também as mulheres.

A partir desse momento, São Josemaría se dedica de corpo e alma à sua missão fundacional: fazer com que homens e mulheres de todos os meios sociais se comprometam a seguir Cristo, amar o próximo e buscar a santidade na vida cotidiana. Ele não se considera nem um inovador nem um reformador, pois está convencido de que Cristo é a eterna novidade e que o Espírito Santo rejuvenece continuamente a Igreja, a serviço da qual Deus suscitou a Opus Dei. Ciente de que lhe foi confiada uma missão de natureza sobrenatural, baseia seu trabalho na oração, no sacrifício, na consciência alegre da filiação divina e no trabalho incansável. Pessoas de todas as condições sociais começam a segui-lo, em particular grupos de universitários, nos quais desperta a sincera aspiração de servir aos homens, seus irmãos, acendendo neles o ardente desejo de colocar Cristo no centro de todas as atividades humanas por meio de um trabalho santificado, santificante e santificador. Esse é o objetivo que ele atribui às iniciativas dos fiéis da Opus Dei: elevar a Deus, com a ajuda da graça, toda realidade criada, para que Cristo reine em todos e em tudo; conhecer Jesus Cristo, fazê-lo conhecido e levá-lo a todos os lugares. Por isso, ele pode exclamar: “Abriram-se os caminhos divinos da terra.”

Em 1933, São Josemaría abriu uma academia universitária, percebendo que o mundo da ciência e da cultura é um ponto crucial para a evangelização de toda a sociedade. Em 1934, ele publicou, com o título “Considerações Espirituais”, a primeira edição de “Caminho”, um livro de espiritualidade, do qual foram publicadas mais de quatro milhões e meio de cópias, com 372 edições em 44 idiomas.

A Opus Dei ainda estava em seus primeiros passos quando, em 1936, estourou a Guerra Civil Espanhola. Em Madri, a violência antirreligiosa era intensa, mas São Josemaría, apesar dos riscos, dedicou-se heroicamente à oração, à penitência e ao apostolado. Foi um período de sofrimentos para a Igreja, mas também de crescimento espiritual e apostólico e de fortalecimento da esperança. Em 1939, com o fim do conflito, o fundador da Opus Dei pôde dar novo impulso ao seu trabalho apostólico em todo o país e, em particular, mobilizou muitos jovens universitários para levarem Cristo a todos os lugares e descobrirem a grandeza de sua vocação cristã. Enquanto isso, sua fama de santidade se espalhou: muitos bispos o convidaram para pregar retiros ao clero e aos leigos das organizações católicas. Solicitações semelhantes chegaram dos superiores de várias ordens religiosas, e ele sempre as atendia.

Em 1941, enquanto pregava um retiro a um grupo de sacerdotes em Lérida, sua mãe faleceu, ela que tanto havia ajudado nos apostolados da Opus Dei. O Senhor também permitiu que ele enfrentasse duras incompreensões. O bispo de Madri, Mons. Eijo y Garay, ofereceu-lhe seu mais sincero apoio e concedeu a primeira aprovação canônica da Opus Dei. São Josemaría suportou as dificuldades com oração e bom humor, sabendo bem que “todos os que querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (2 Tm 3, 12), e recomendava aos seus filhos espirituais que, diante das ofensas, se esforçassem para perdoar e esquecer: silenciar, rezar, trabalhar, sorrir.

Em 1943, por uma nova graça fundacional recebida durante a celebração da Missa, nasce, dentro da Opus Dei, a Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, na qual poderão ser incardinados os sacerdotes provenientes das fileiras dos fiéis leigos da Opus Dei. A plena pertença de fiéis leigos e sacerdotes à Opus Dei, bem como a cooperação orgânica entre ambos em seus apostolados, é uma característica específica do carisma fundacional, que a Igreja confirmou em 1982 com sua configuração jurídica definitiva como Prelazia pessoal. Em 25 de junho de 1944, três engenheiros, entre eles Álvaro del Portillo, primeiro sucessor do Fundador na liderança da Opus Dei, receberam a ordenação sacerdotal. Até 1975, quase mil leigos da Opus Dei seriam conduzidos ao sacerdócio por São Josemaría.

Além disso, a Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, intrinsecamente unida à Prelazia da Opus Dei, realiza, em plena sintonia com os Pastores das Igrejas locais, atividades de formação espiritual para sacerdotes diocesanos e para candidatos ao sacerdócio. Também os sacerdotes diocesanos podem fazer parte da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, sem modificar sua pertença ao clero de suas respectivas dioceses.

Assim que percebe o fim da guerra mundial, São Josemaría começa a preparar o trabalho apostólico em outros países, porque – repetia – Jesus quer que sua Obra tenha, desde o primeiro momento, um caráter universal, católico. Em 1946, ele se muda para Roma com o objetivo de preparar o reconhecimento pontifício da Opus Dei. Em 24 de fevereiro de 1947, Pio XII concede o “decretum laudis” e, em 16 de junho de 1950, a aprovação definitiva. A partir desse dia, homens e mulheres não católicos e até não cristãos podem ser admitidos como Cooperadores da Opus Dei, para apoiar com seu trabalho, suas esmolas e suas orações as atividades apostólicas.

A sede central da Opus Dei foi estabelecida em Roma para sublinhar de forma ainda mais tangível a aspiração que informa todo o seu trabalho: “Servir a Igreja como a Igreja quer ser servida, em estreita adesão à cátedra de Pedro e à hierarquia eclesiástica.” Pio XII e João XXIII expressaram repetidamente seu afeto e estima por ele; Paulo VI escreveu-lhe em 1964, definindo a Opus Dei como “expressão viva da perene juventude da Igreja”.

Essa época da vida do fundador da Opus Dei também foi marcada por diversas provações: além da saúde comprometida por tantos esforços (ele sofreu de uma forma grave de diabetes por mais de dez anos, até 1954, quando foi milagrosamente curado), enfrentou dificuldades econômicas e os desafios relacionados à expansão dos apostolados em todo o mundo. No entanto, ele estava sempre alegre, pois a verdadeira virtude não é triste e antipática, mas amavelmente alegre. Seu constante bom humor era um testemunho contínuo de amor incondicional à vontade de Deus.

“O mundo é muito pequeno quando o Amor é grande”: o desejo de inundar a terra com a luz de Cristo o levou a atender aos pedidos de numerosos bispos que, em todas as partes do mundo, solicitavam o contributo dos apostolados da Opus Dei para a evangelização. Surgiram diversos projetos: escolas profissionais, centros de formação para camponeses, universidades, escolas, clínicas e dispensários, entre outros. Essas atividades, que ele gostava de definir como “um mar sem margens”, fruto da iniciativa de cristãos comuns que desejam, com mentalidade laical e senso profissional, cuidar das necessidades concretas de um determinado lugar, são abertas a pessoas de todas as raças, religiões e condições sociais, porque sua clara identidade cristã sempre se combina com um profundo respeito pela liberdade de consciência.

Quando João XXIII anunciou a convocação de um Concílio Ecumênico, São Josemaría começou a rezar e a pedir que todos rezassem pelo sucesso dessa grande iniciativa que foi o Concílio Ecumênico Vaticano II, como escreveu em uma carta de 1962. Nas sessões conciliares, o Magistério solene confirmou alguns aspectos fundamentais do espírito da Opus Dei: o chamado universal à santidade, o trabalho profissional como meio de santificação e apostolado, o valor e os limites legítimos da liberdade do cristão nas questões temporais, a Santa Missa como centro e raiz da vida interior, entre outros. São Josemaría encontrou numerosos Padres conciliares e Peritos, que viam nele um autêntico precursor de muitas das diretrizes do Vaticano II. Profundamente identificado com a doutrina conciliar, ele promoveu diligentemente sua difusão através das atividades de formação da Opus Dei em todo o mundo.

“Longe – lá no horizonte – parece que o céu se une à terra. Não esqueça que, onde verdadeiramente a terra e o céu se unem, é no seu coração de filho de Deus.” A pregação de São Josemaría enfatizava constantemente a primazia da vida interior sobre as atividades organizativas: “Essas crises mundiais são crises de santos”, escreveu em “Caminho”, e a santidade sempre exige aquela integração de oração, trabalho e apostolado que ele chamava de unidade de vida e da qual sua conduta era o melhor testemunho.

Ele estava profundamente convencido de que, para alcançar a santidade no trabalho diário, é necessário esforçar-se para ser uma alma de oração, uma alma de profunda vida interior. Quando se vive dessa maneira, tudo é oração, tudo pode e deve nos levar a Deus, alimentando um relacionamento contínuo com Ele, desde a manhã até a noite. Todo trabalho honesto pode ser oração; e todo trabalho que é oração, é apostolado.

A raiz da prodigiosa fecundidade do seu ministério encontra-se precisamente na ardente vida interior que faz de São Josemaría um contemplativo no meio do mundo: uma vida interior alimentada pela oração e pelos sacramentos, que se expressa no amor apaixonado pela Eucaristia, na profundidade com que fez da Missa o centro e a raiz de sua vida, na terna devoção a Maria, a São José e aos Anjos da Guarda, e na fidelidade à Igreja e ao Papa.

Nos últimos anos de sua vida, o fundador da Opus Dei fez viagens de catequese por grande parte da Europa e em vários países da América Latina: em todos os lugares, participou de inúmeras reuniões de formação, simples e familiares, embora muitas vezes estivessem presentes milhares de pessoas para ouvi-lo. Nessas ocasiões, ele falava sobre Deus, os sacramentos, as devoções cristãs, a santificação do trabalho, o amor à Igreja e ao Papa. Em 28 de março de 1975, celebrou seu jubileu sacerdotal. Naquele dia, sua oração foi como uma síntese de toda a sua vida: “Cinquenta anos depois, encontro-me como uma criança que balbucia. Começo e recomeço na minha luta interior de cada dia. E assim será até o fim dos dias que me restam: sempre recomeçando.”

Em 26 de junho de 1975, São Josemaría faleceu em seu escritório ao meio-dia, vítima de uma parada cardíaca, aos pés de um quadro de Nossa Senhora, a quem dirigiu seu último olhar. Naquele momento, a Opus Dei estava presente nos cinco continentes, com mais de 60.000 membros de 80 nacionalidades. As obras de espiritualidade de Mons. Escrivá (“Caminho”, “O Santo Rosário”, “Colóquios com Mons. Escrivá”, “É Cristo que Passa”, “Amigos de Deus”, “A Igreja, Nossa Mãe”, “Via Sacra”, “Sulco”, “Forja”) foram distribuídas em milhões de cópias.

Após sua morte, um grande número de fiéis pediu ao Papa que iniciasse a causa de canonização de São Josemaría Escrivá. Em 17 de maio de 1992, em Roma, Sua Santidade João Paulo II elevou Josemaría Escrivá aos altares, em uma cerimônia de beatificação que contou com a presença de uma grande multidão de fiéis. Em 21 de setembro de 2001, a Congregação Ordinária de Cardeais e Bispos, membros da Congregação para as Causas dos Santos, confirmou unanimemente o caráter miraculoso de uma cura e sua atribuição ao Beato Josemaría.

Em 20 de dezembro de 2002, João Paulo II aprovou o decreto da Congregação para as Causas dos Santos relativo ao milagre do Beato Josemaría, que abriu as portas para sua canonização. Este milagre refere-se à cura milagrosa de uma grave doença profissional (radiodermite crônica) sofrida por vários anos pelo Dr. Manuel Nevado Rey, que desapareceu em novembro de 1992, após ele recorrer à intercessão do Beato Josemaría Escrivá.

A radiodermite é uma doença típica dos profissionais de saúde que expuseram suas mãos à ação de radiações emitidas por equipamentos de raios X por um longo período. A doença é progressiva, evoluindo inevitavelmente até causar, ao longo dos anos, o surgimento de um câncer de pele. A radiodermite não tem tratamentos adequados. Os únicos tratamentos conhecidos são cirúrgicos (enxertos de pele, amputação das partes das mãos afetadas pelas lesões). De fato, na literatura médica, até hoje não foi relatado nenhum caso de cura espontânea de radiodermite crônica em evolução cancerosa.

O Dr. Manuel Nevado Rey é espanhol, nascido em 1932, médico especialista em traumatologia. Por quase quinze anos, ele operou fraturas e outras lesões, expondo suas mãos aos efeitos dos raios X. Começou a realizar esse tipo de cirurgia com muita frequência a partir de 1956. Os primeiros sintomas de radiodermite começaram a aparecer em 1962, e a doença piorou a ponto de, em 1984, ele ter que limitar sua atividade à cirurgia menor, devido aos danos já graves nas mãos, e, posteriormente, parar de operar no verão de 1992. O Dr. Nevado não se submeteu a nenhum tratamento.

Em novembro de 1992, o Dr. Nevado conheceu Luis Eugenio Bernardo, um engenheiro agrônomo que trabalhava em um órgão público espanhol. Ao saber da doença do Dr. Manuel, Luis deu-lhe uma imagem do fundador da Opus Dei, beatificado em 17 de maio daquele ano, convidando-o a recorrer à sua intercessão para ser curado da radiodermite.

A partir desse momento, o Dr. Nevado começou a se recomendar ao Beato Escrivá. Alguns dias após esse encontro, ele viajou com sua esposa para Viena para participar de um congresso médico. Juntos, visitaram várias igrejas e encontraram nelas imagens do Beato Josemaría. “Fiquei impressionado — explica o Dr. Nevado — e ganhei coragem para rezar ainda mais pela minha cura.” Desde o dia em que começou a confiar sua cura à intercessão do Beato Josemaría Escrivá, as lesões em suas mãos começaram a melhorar e, em cerca de quinze dias, desapareceram completamente. A cura foi total, tanto que no início de janeiro de 1993 o Dr. Nevado pôde retomar seu trabalho de cirurgião sem qualquer problema.

Na arquidiocese de Badajoz, onde reside o Dr. Nevado, foi realizado um processo canônico sobre essa cura, que se concluiu em 1994. Em 10 de julho de 1997, a Consulta Médica da Congregação para as Causas dos Santos redigiu, por unanimidade, este diagnóstico: “Cancerização de radiodermite crônica grave em 3º estágio, em fase de irreversibilidade”; e, portanto, com um prognóstico certamente desfavorável. A cura completa das lesões, confirmada pelos exames objetivos do paciente em 1992, 1994 e 1997, foi declarada pela Consulta Médica como “muito rápida, completa e duradoura, cientificamente inexplicável.” Em 9 de janeiro de 1998, o Congresso Peculiar dos Consultores Teológicos deu uma resposta afirmativa unânime sobre a atribuição do milagre ao Beato Josemaría Escrivá. A Congregação Ordinária dos Cardeais e Bispos, em 21 de setembro de 2001, confirmou esses pareceres. Em 26 de fevereiro de 2002, João Paulo II presidiu o Consistório Ordinário Público dos Cardeais e, ouvindo os Cardeais, Arcebispos e Bispos presentes, estabeleceu a data de 6 de outubro de 2002 para a cerimônia de canonização do Beato Josemaría Escrivá.

Fonte: vatican.va (Traduzido e adaptado pela Equipe do Pocket Terço)

São Josemaría Escrivá de Balaguer, rogai por nós!

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QUINTA-FEIRA, DIA 25 DE JUNHO DE 2026

XII SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— 2Rs 24, 8-17

Leitura do Segundo Livro dos Reis

8Joaquim tinha dezoito anos quando começou a reinar e reinou três meses em Jerusalém. Sua mãe chamava-se Noestã, filha de Elnatã, de Jerusalém. 9E ele fez o mal diante do Senhor, segundo tudo o que seu pai tinha feito. 10Naquele tempo, os oficiais de Nabucodonosor, rei da Babilônia, marcharam contra Jerusalém e a cidade foi sitiada. 11Nabucodonosor, rei da Babilônia, veio em pessoa atacar a cidade, enquanto seus soldados a sitiavam.
12Então Joaquim, rei de Judá, apresentou-se ao rei da Babilônia, com sua mãe, seus servos, seus príncipes e seus eunucos. E o rei da Babilônia os fez prisioneiros.
Isto aconteceu no oitavo ano do seu reinado. 13Nabucodonosor levou todos os tesouros do templo do Senhor e do palácio real, e quebrou todos os objetos de ouro que Salomão, rei de Israel, havia fabricado para o templo do Senhor, conforme o Senhor havia anunciado. 14Levou para o cativeiro Jerusalém inteira, todos os príncipes e todos os valentes do exército, num total de dez mil exilados, e todos os ferreiros e serralheiros; só deixou a população mais pobre do país.
15Deportou Joaquim para a Babilônia, e do mesmo modo exilou de Jerusalém para a Babilônia a rainha-mãe, as mulheres do rei, seus eunucos e todos os nobres do país.  16Todos os homens fortes, num total de sete mil, os ferreiros e os serralheiros em número de mil, todos os homens capazes de empunhar armas, foram conduzidos para o exílio pelo rei da Babilônia. 17E, em lugar de Joaquim, ele nomeou seu tio paterno, Matanias, mudando-lhe o nome para Sedecias.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 78(79), 1-2. 3-5. 8-9 (R. 9b)

℟. Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos, ó Senhor!

— Invadiram vossa herança os infiéis, profanaram, ó Senhor, o vosso templo, Jerusalém foi reduzida a ruínas! Lançaram aos abutres como pasto os cadáveres dos vossos servidores; e às feras da floresta entregaram os corpos dos fiéis, vossos eleitos. ℟.

℟. Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos, ó Senhor!

— Derramaram o seu sangue como água em torno das muralhas de Sião, e não houve quem lhes desse sepultura! Nós nos tornamos o opróbrio dos vizinhos, um objeto de desprezo e zombaria para os povos e àqueles que nos cercam. Mas até quando, ó Senhor, veremos isto? Conservareis eternamente a vossa ira? Como fogo arderá a vossa cólera? ℟.

℟. Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos, ó Senhor!

— Não lembreis as nossas culpas do passado, mas venha logo sobre nós vossa bondade, pois estamos humilhados em extremo. Ajudai-nos, nosso Deus e Salvador! Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos! Por vosso nome, perdoai nossos pecados! ℟.

℟. Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos, ó Senhor!

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Quem me ama, realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele nós viremos. (Jo 14, 23) ℟.
Evangelho — Mt 7, 21-29

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus 
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 21“Nem todo aquele que me diz: ‘Senhor, Senhor’, entrará no Reino dos Céus, mas o que põe em prática a vontade de meu Pai que está nos céus. 22Naquele dia, muitos vão me dizer: ‘Senhor, Senhor, não foi em teu nome que profetizamos? Não foi em teu nome que expulsamos demônios? E não foi em teu nome que fizemos muitos milagres? 23Então eu lhes direi publicamente: Jamais vos conheci. Afastai-vos de mim, vós que praticais o mal.
24Portanto, quem ouve estas minhas palavras e as põe em prática, é como um homem prudente, que construiu sua casa sobre a rocha. 25Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos deram contra a casa, mas a casa não caiu, porque estava construída sobre a rocha. 26Por outro lado, quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo, que construiu sua casa sobre a areia. 27Caiu a chuva, vieram as enchentes, os ventos sopraram e deram contra a casa, e a casa caiu, e sua ruína foi completa!” 28Quando Jesus acabou de dizer estas palavras, as multidões ficaram admiradas com seu ensinamento. 29De fato, ele as ensinava como quem tem autoridade e não como os mestres da lei.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Guilherme, Abade (Memória Facultativa)

Local: Itália
Data: 25 de Junho † 1142

São Guilherme nasceu em Vercelli no ano de 1085. Foi o fundador do mosteiro de Montevirginia (1119). Piemontês, perdeu os pais quando bem jovem ainda. Aos catorze anos, fez uma peregrinação a São Tiago de Compostela. Em 1106, achava-se em Melfi, na Itália meridional.

Iletrado, mas dono de extraordinária memória, aprendeu, de cor, o salmo CIX, adquirindo, daí por diante, maravilhoso, surpreendente conhecimento da Escritura santa.

De 1108 a 1109, vivendo no Monte Solicoli, ali levou vida de penitente, em companhia de um velho soldado. Desde que, miraculosamente, restituiu a vista a um cego, tornou-se célebre, sendo procurado com insistência. Deixou, então, o Monte Solicoli, indo refugiar-se ao lado de um santo homem, que se chamava João, o de Pulsano. Pouco mais tarde, tomado pelo grande desejo de ir a Jerusalém, deixou o amigo. Mas, assaltado por ladrões, entre Tarento e Otrante, desistiu do intento, pensando que Deus o queria na Itália mesma.

Foi assim que, não longe de Avelino, no Monte Virgiliano, agora Montevirginia, São Guilherme se estabeleceu, propondo-se levar vida eremítica. Muita gente, porém, sequiosa de coisas de Deus, ali afluiu, procurando o santo homem, para com ele viver.

Em 1124, o bispo de Avelino consagrava uma igreja que se dedicou a Nossa Senhora. E no Montevirginia a vida tornou-se de grande austeridade: três dias por semana, todos deviam contentar-se tão só com verdura e pão. E as populações dos arredores passaram a ser evangelizadas.

O rei Rogério II de Nápoles, que admirava a inteligência e a prudência de São Guilherme, desejou-o ao seu lado, fazendo-o conselheiro. E as virtudes que o ornavam, ao Santo só serviram para atrair inimigos, e inimigos mortais.

Para perdê-lo, acordaram, certa vez, em lançar-lhe uma cortesã, por todos considerada irresistível, que, procurando seduzi-lo, recebeu o mais incrível dos convites, qual seja o de ambos se deitarem num leito de carvões enrubecidos ao máximo.

A belíssima cortesã ficou aterrada. E antes que pudesse pensar numa resposta, viu o santo abade dirigir-se aos carvões da chaminé do aposento em que se encontravam e nele estender-se com a maior confiança, com uma calma aterradora.

Tocada, a mulher pôs-se a chorar sentidamente, meditando no mal que ia fazer a um santo. E, admirada de que nada lhe sucedesse, pedindo perdão converteu-se. Logo mais, contritamente, tomava o véu.

São Guilherme faleceu em 1142, na mais célebre das suas fundações: São Salvador do Goleto.

Em 1785, Pio VI estendeu-lhe o culto por todo o mundo católico. Dos numerosos mosteiros que o santo abade estabeleceu, resta somente o de Montevirginia. Ali, o santuário, com a imagem da Virgem, é lugar de frequentíssimas peregrinações. A Nossa Senhora de São Guilherme é grandemente venerada, principalmente pelos camponeses da região.

Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume XI. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 21 jun. 2021.

São Guilherme, rogai por nós!

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QUARTA-FEIRA, DIA 24 DE JUNHO DE 2026

XII SEMANA DO TEMPO COMUM
Solenidade: Natividade de São João Batista
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
— Is 49, 1-6

Leitura do Livro do Profeta Isaías

Nações marinhas, ouvi-me, povos distantes, prestai atenção: o Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe ele tinha na mente o meu nome; 2fez de minha palavra uma espada afiada, protegeu-me à sombra de sua mão e fez de mim uma flecha aguçada, escondida em sua aljava, 3e disse-me: “Tu és o meu Servo, Israel, em quem serei glorificado”. 4E eu disse: “Trabalhei em vão, gastei minhas forças sem fruto, inutilmente; entretanto o Senhor me fará justiça e o meu Deus me dará recompensa”. 5E agora diz-me o Senhor – ele que me preparou desde o nascimento para ser seu Servo – que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor esta é a minha glória. 6Disse ele: “Não basta seres meu Servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até aos confins da terra”.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 138(139), 1-3. 13-14ab. 14c-15 (R. 14a)

℟. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes!

— Senhor, vós me sondais e conheceis, sabeis quando me sento ou me levanto; de longe penetrais meus pensamentos; percebeis quando me deito e quando eu ando, os meus caminhos vos são todos conhecidos. ℟.

℟. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes!

— Fostes vós que me formastes as entranhas, e no seio de minha mãe vós me tecestes. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes! ℟.

℟. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes!

— Até o mais íntimo, Senhor, me conheceis; nenhuma sequer de minhas fibras ignoráveis, quando eu era modelado ocultamente, era formado nas entranhas subterrâneas. ℟.

℟. Eu vos louvo e vos dou graças, ó Senhor, porque de modo admirável me formastes!

Segunda leitura
— At 13, 22-26

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, Paulo disse: 22“Deus fez surgir Davi como rei e assim testemunhou a seu respeito: ‘Encontrei Davi, filho de Jessé, homem segundo o meu coração, que vai fazer em tudo a minha vontade’. 23Conforme prometera, da descendência de Davi Deus fez surgir para Israel um Salvador, que é Jesus.
24Antes que ele chegasse, João pregou um batismo de conversão para todo o povo de Israel. 25Estando para terminar sua missão, João declarou: ‘Eu não sou aquele que pensais que eu seja! Mas vede: depois de mim vem aquele, do qual nem mereço desamarrar as sandálias’. 26Irmãos, descendentes de Abraão, e todos vós que temeis a Deus, a nós foi enviada esta mensagem de salvação”.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Evangelho — Lc 1, 57-66. 80
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Serás chamado, ó menino, o profeta do Altíssimo: irás diante do Senhor, preparando-lhe os caminhos. (Lc 1, 76) ℟.
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas 
℟. Glória a vós, Senhor.

Completou-se o tempo da gravidez de Isabel, e ela deu à luz um filho. 58Os vizinhos e parentes ouviram dizer como o Senhor tinha sido misericordioso para com Isabel, e alegraram-se com ela. 59No oitavo dia, foram circuncidar o menino, e queriam dar-lhe o nome de seu pai, Zacarias. 60A mãe, porém, disse: “Não! Ele vai chamar-se João”.
61Os outros disseram: “Não existe nenhum parente teu com esse nome!” 62Então fizeram sinais ao pai, perguntando como ele queria que o menino se chamasse. 63Zacarias pediu uma tabuinha, e escreveu: “João é o seu nome”. E todos ficaram admirados. 64No mesmo instante, a boca de Zacarias se abriu, sua língua se soltou, e ele começou a louvar a Deus. 65Todos os vizinhos ficaram com medo, e a notícia espalhou-se por toda a região montanhosa da Judeia. 66E todos os que ouviam a notícia, ficavam pensando: “O que virá a ser este menino?” De fato, a mão do Senhor estava com ele. 80E o menino crescia e se fortalecia em espírito. Ele vivia nos lugares desertos, até ao dia em que se apresentou publicamente a Israel.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Natividade de São João Batista (Solenidade)

Local: Jordânia
Data: 24 de Junho 1º Século

Cinco séculos já haviam passado sem que se suscitasse profeta em Israel. Por quê? Porque a vinda daquele que os profetas haviam anunciado estava próxima. Estava para vir o Deus da paz. Todos o esperavam. Não somente os judeus, mas os gentios também. Nessa expectativa geral, eram sobretudo os justos que redobravam as preces e votos.

Havia outro homem em Jerusalém. Chamava-se Simeão. Justo e piedoso, esperava a consolação de Israel. O Espírito Santo, que nele fazia morada fê-lo saber que não veria a morte antes de ver a Jesus, o Cristo. Na mesma esperança, uma santa viúva, Ana a profetisa, não abandonava o templo, onde jejuava e orava dia e noite.

O sacerdote Zacarias, oferecendo o incenso diante do santuário, vira um anjo, o anjo que lhe anunciou que seria pai do Precursor, profeta que precederia imediatamente ao Senhor. Zacarias disse ao anjo: – Como conhecerei isto? Porque sou velho, e minha mulher está avançada em anos. Respondendo o anjo, disse-lhe: – Eu sou Gabriel, que assisto diante de Deus; e fui enviado para te falar e te dar esta boa nova. Eis que ficarás mudo, e não poderás falar até o dia em que estas coisas sucedam, visto que não acreditaste nas minhas palavras, que se hão de cumprir a seu tempo” (Lc 1, 18-20).

E o povo, saindo Zacarias do templo, percebeu que vira misteriosa aparição. E a esperança de conhecer em breve o Messias nasceu em todos os corações, confortadoramente. A misteriosa aparição de Zacarias começou a revelar-se. E um filho lhe nasceu de Isabel. Quem era aquela criança? Contavam-se dela coisas maravilhosas. Uma virgem de Nazaré fora saudar a mãe. À saudação, estremecera ele de alegria nas entranhas maternas. E a mãe, cheia do Espírito Santo, profetizou da virgem de Nazaré coisas extraordinárias.
Quem era aquela criança? Que nome lhe daria? Não teria o nome do pai, Zacarias, que quer dizer lembrança de Deus, mas João, ou seja, cheio de graça. E logo ao pai se lhe soltou a língua, e cheio do Espírito Santo, profetizou, dizendo o famoso hino “Benedictus” (Lc 1, 68-79).

Na ausência de indicações exatas da parte de São Lucas, é difícil precisar a idade com que São João Batista buscou o deserto. É provável que, embora jovem, estava o santo Precursor suficientemente apto para prover-se a si próprio, e o que leva a crer que contava de dez a doze anos. Os pais, naturalmente, já haviam falecido.

Que vida levava São João no deserto? Diz o padre Buzy: “É inútil demorar-se a descrever o gênero de vida do Precursor no deserto… É certo que o precoce anacoreta viveu por conta da divina Providência”.

Mais adiante, comenta: “Algumas ervas na primavera, raízes, mel, frutas silvestres, tais eram, pouco mais ou menos, as riquezas de que fruía. Mas se o corpo era tratado com rigor, a alma alimentava-se abundantemente com os divinos festins da oração e da reflexão”.

Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume XI. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 21 jun. 2021.

São João Batista, rogai por nós!

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TERÇA-FEIRA, DIA 23 DE JUNHO DE 2026

XII SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— 2Rs 19, 9b-11. 14-21. 31-35a. 36

Leitura do Segundo Livro dos Reis

Naqueles dias, 9bSenaquerib, rei da Assíria, enviou de novo mensageiros a Ezequias para dizer-lhe: 10Não te seduza o teu Deus, em quem confias, pensando: ʽJerusalém não será entregue nas mãos do rei dos assíriosʼ. 11Porque tu mesmo tens ouvido o que os reis da Assíria fizeram a todas as nações e como as devastaram. Só tu te vais salvar?”
14Ezequias tomou a carta da mão dos mensageiros e leu-a. Depois subiu ao templo do Senhor, estendeu a carta diante do Senhor 15e, na presença do Senhor, fez a seguinte oração: “Senhor, Deus de Israel, que estás sentado sobre os querubins! Tu és o único Deus de todos os reinos da terra. Tu fizeste o céu e a terra. 16Inclina o teu ouvido, Senhor, e ouve. Abre, Senhor, os teus olhos e vê. Ouve todas as palavras de Senaquerib, que mandou emissários para insultar o Deus vivo. 17É verdade, Senhor, que os reis da Assíria devastaram as nações e seus territórios; 18lançaram os seus deuses ao fogo, porque não eram deuses, mas obras das mãos dos homens, de madeira e pedra; por isso os puderam destruir. 19Mas agora, Senhor, nosso Deus, livra-nos de suas mãos, para que todos os reinos da terra saibam que só tu, Senhor, és Deus”.
20Então Isaías, filho de Amós, mandou dizer a Ezequias: “Assim fala o Senhor, Deus de Israel: Ouvi a prece que me dirigiste a respeito de Senaquerib, rei da Assíria. 21Eis o que o Senhor disse dele: ʽA virgem filha de Sion despreza-te e zomba de ti. A filha de Jerusalém meneia a cabeça nas tuas costas. 31Pois um resto sairá de Jerusalém, e sobreviventes, do monte Sião. Eis o que fará o zelo do Senhor todo-poderosoʼ.
32Por isso, assim diz o Senhor acerca do rei da Assíria: ʽEle não entrará nesta cidade, nem lançará nenhuma flecha contra ela, nem a assaltará com escudo, nem a cercará com trincheira alguma. 33Pelo caminho, por onde veio, há de voltar, e não entrará nesta cidade, diz o Senhor. 34Protegerei esta cidade e a salvarei em atenção a mim mesmo e ao meu servo Daviʼ”.
35aNaquela mesma noite, saiu o Anjo do Senhor e exterminou no acampamento assírio cento e oitenta e cinco mil homens. 36Senaquerib, rei da Assíria, levantou acampamento e partiu. Voltou para Nínive e aí permaneceu.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 47(48), 2-3a. 3b-4. 10-11 (R. cf. 9d)

℟. O Senhor estabelece sua cidade para sempre.

— Grande é o Senhor e muito digno de louvores na cidade onde ele mora; seu Monte santo, esta colina encantadora, é a alegria do universo. ℟.

℟. O Senhor estabelece sua cidade para sempre.

— Monte Sião, no extremo norte situado, és a mansão do grande Rei! Deus revelou-se em suas fortes cidadelas um refúgio poderoso. ℟.

℟. O Senhor estabelece sua cidade para sempre.

— Recordamos, Senhor Deus, vossa bondade em meio a vosso templo; com vosso nome vai também vosso louvor aos confins de toda a terra. ℟.

℟. O Senhor estabelece sua cidade para sempre.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue, não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida. (Jo 8, 12) ℟.
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Evangelho — Mt 7, 6. 12-14
℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.
℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus 
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 6“Não deis aos cães as coisas santas, nem atireis vossas pérolas aos porcos; para que eles não as pisem com o pés e, voltando-se contra vós, vos despedacem. 12Tudo quanto quereis que os outros vos façam, fazei também a eles. Nisto consiste a Lei e os Profetas. 13Entrai pela porta estreita, porque larga é a porta e espaçoso é o caminho que leva à perdição, e muitos são os que entram por ele! 14Como é estreita a porta e apertado o caminho que leva à vida! E são poucos os que o encontram”!
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São José Cafasso, Presbítero (Memória Facultativa)

Local: Turim, Itália
Data: 23 de Junho † 1860

Dom José Cafasso, padre secular da diocese de Turim, é aquele que os salesianos carinhosamente festejam como o mestre do grande fundador – São João Bosco.

Nascido na diocese de Asti, no dia 15 de janeiro, numa família cristianíssima, foi batizado no dia seguinte.
Jovem, bem jovem, todo dado à oração e ao catecismo, quando completou os dezesseis anos tomou o hábito clerical. No mês de setembro do ano de 1833, era padre, e, três anos depois, conquistava a cadeira de teologia moral no colégio eclesiástico de Turim, primeiramente como auxiliar, pouco mais tarde como professor. E professor foi São José Cafasso até a morte.

Em 1848, sucedeu ao fundador do colégio. Passou, então, a dirigi-lo, fazendo da igreja de São Francisco de Assis, anexa ao dito colégio, uma igreja modelo em todos os sentidos.

Data daquele ano o auxílio que prestou aos inícios da piedosa sociedade de São Francisco de Sales, onde João Bosco foi aluno dos mais queridos.

Penitente ao extremo, Dom José Cafasso trazia sempre consigo um rude cilício, comia pouquíssimo – o estritamente necessário para entreter a vida.

Grande devoto de Nossa Senhora da Consolação, faleceu santamente no dia 23 de junho de 1860, com quarenta e nove anos.

A causa de Dom José Cafasso foi introduzida em Roma em 1906, e, em 1925, foi beatificado. Sua canonização se deu em 1947, juntamente com São João de Brito.

Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume XI. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 21 jun. 2021.
São José Cafasso, ROGAI POR NÓS!

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SEGUNDA-FEIRA, DIA 22 DE JUNHO DE 2026

XII SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— 2Rs 17, 5-8. 13-15a. 18
Leitura do Segundo Livro dos Reis
Naqueles dias, 5 Salmanasar, rei da Assíria, invadiu todo o país. E, chegando a Samaria, sitiou-a durante três anos. 6 No nono ano de Oseias, o rei da Assíria tomou Samaria e deportou os habitantes de Israel para a Assíria, estabelecendo-os em Hala e nas margens do Habor, rio de Gozã, e nas cidades da Média. 7 Isto aconteceu porque os filhos de Israel pecaram contra o Senhor, seu Deus, que os tinha tirado do Egito, libertando-os da opressão do Faraó, rei do Egito, porque tinham adorado outros deuses.
8 Eles seguiram os costumes dos povos que o Senhor havia expulsado diante deles, e as leis introduzidas pelos reis de Israel. 13 O Senhor tinha advertido seriamente Israel e Judá por meio de todos os profetas e videntes, dizendo: “Voltai dos vossos maus caminhos e observai meus mandamentos e preceitos, conforme todas as leis que prescrevi a vossos pais e que vos comuniquei por intermédio de meus servos, os profetas”.
14 Eles, porém, não prestaram ouvidos, mostrando-se tão obstinados como seus pais, que não tinham acreditado no Senhor, seu Deus. 15a Desprezaram as suas leis e a aliança que tinham feito com seus pais, e os testemunhos com que os havia garantido. 18 O Senhor indignou-se profundamente contra os filhos de Israel e rejeitou-os para longe da sua face, restando apenas a tribo de Judá.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 59(60), 3. 4-5. 11-12a. 12b-13 (R. 7b)
Vossa mão nos ajude, ouvi-nos Senhor!
Rejeitastes, ó Deus, vosso povo e arrasastes as nossas fileiras; vós estáveis irado: voltai-vos!
Vossa mão nos ajude, ouvi-nos Senhor!
Abalastes, partistes a terra, reparai suas brechas, pois treme. Duramente provastes o povo, e um vinho atordoante nos destes.
Vossa mão nos ajude, ouvi-nos Senhor!
Quem me leva à cidade segura, e a Edom quem me vai conduzir, se vós, Deus, rejeitais vosso povo e não mais conduzis nossas tropas?
Vossa mão nos ajude, ouvi-nos Senhor!
Dai-nos, Deus, vosso auxílio na angústia; nada vale o socorro dos homens! Mas com Deus nós faremos proezas, e ele vai esmagar o opressor.
Vossa mão nos ajude, ouvi-nos Senhor!

Evangelho — Mt 7, 1-5
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
A palavra do Senhor é viva e eficaz: ela julga os pensamentos e as intenções do coração. (Hb 4, 12)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1 “Não julgueis, e não sereis julgados. 2 Pois, vós sereis julgados com o mesmo julgamento com que julgardes; e sereis medidos, com a mesma medida com que medirdes. 3 Por que observas o cisco no olho do teu irmão, e não prestas atenção à trave que está no teu próprio olho? 4 Ou, como podes dizer a teu irmão: ‘deixa-me tirar o cisco do teu olho’, quando tu mesmo tens uma trave no teu? 5 Hipócrita, tira primeiro a trave do teu próprio olho, e então enxergarás bem para tirar o cisco do olho do teu irmão”.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santos João Fischer e Tomás More, decapitados por defenderem a sua fé

Defesa da fé e da verdade
Em 1935, Pio XI canonizou João Fischer e Tomás More no mesmo dia. Os santos são celebrados juntos: sofreram o martírio pela coragem com que defenderam a fé e são dois grandes exemplos de fidelidade a Jesus.
Opondo-se ao rei Henrique VIII, na controvérsia sobre o seu matrimónio e sobre o primado do Romano Pontífice, preferiram servir ao Rei Eterno. Defenderam os valores cristãos de indissolubilidade do matrimônio, o respeito pelo patrimônio jurídico e a liberdade da Igreja em relação ao Estado; e, assim, foram encarcerados na Torre de Londres.
São Tomás More [1478-1535]
Nascido em Chelsea, Londres, na Inglaterra, no ano de 1478, o santo foi, desde cedo, educado na fé cristã. Logo cedo, a sua inteligência brilhante o fez ser notado e ele foi enviado à Universidade de Oxford, onde com vinte e dois anos já era doutor e professor em direito.
Vida religiosa X Matrimônio
Tomás More pensou em tornar-se religioso, era um frequentador dos franciscanos e, por um período, dos cartuxos também. Porém, sentiu que não era esse o seu caminho e trilhou a vocação matrimonial, com grande entrega, presença e devoção aos seus.
Vocação cristã
Conhecido por uma personalidade muito simpática, pelo seu bom humor e por uma forte fé cristã, o santo tinha uma vocação específica nos meios da política, da literatura, do direito. Assumiu diversos cargos diplomáticos: foi juiz, conselheiro, secretário e, em tudo, sempre atuou em favor da defesa da fé cristã, principalmente no tempo da Reforma Protestante. Escreveu obras famosas, como: “O diálogo do conforto contra as tribulações”, um dos mais tradicionais e respeitados livros da literatura britânica. Outros livros famosos são “Utopia” e “Oração para o bom humor”. Um tempo depois, Tomás pediu demissão e um novo tempo iniciou em sua vida.
Tomás nunca se afastou dos pobres e necessitados, os quais visitava para melhor atender às suas reais necessidades. Sua casa sempre estava repleta de intelectuais e pessoas humildes.
São João Fischer, bispo de Rochester [1469-1535]
Nascido em Beverley, na cidade de Yorkshire, na Inglaterra, no ano de 1469. Órfão de pai ainda pequeno, aos quatorze anos era um aluno brilhante de inteligência extraordinária. Ingressou na famosa Universidade de Cambridge, onde recebeu o diploma de Teologia e foi ordenado sacerdote.
Sacerdócio e Bispado
Tornou-se confessor e capelão pessoal da condessa Margarida Beaufort, futura avó de Henrique VIII. Atuou como vice-chanceler e chanceler em obras de estudos das línguas da Bíblia, para aprofundamento nas Escrituras.
Foi eleito bispo de Rochester, com 35 anos. Distribuía esmolas com generosidade e as portas de sua casa estavam sempre abertas para os visitantes, peregrinos e necessitados. Ele levava uma vida tão austera como a de um monge. O bispo Fisher também combateu os erros da Reforma Protestante, escrevendo quatro livros, que o tornaram famoso em todo o mundo cristão.
Condenação dos santos
Em 1535, o rei Henrique VIII desejou divorciar-se de sua legítima esposa para casar-se com a cortesã Ana Bolena. O bispo João Fisher foi o primeiro a posicionar-se contra aquele escândalo. O rei Henrique VIII conseguiu que o Parlamento inglês o declarasse chefe supremo da Igreja na Inglaterra, em substituição ao Papa da Igreja Católica, com a aprovação de todos os que desejavam conservar seus altos postos no governo.
João Fisher declarou no Parlamento que: “Querer substituir o papa de Roma pelo rei da Inglaterra, como chefe de nossa religião, é como gritar um ‘morra’ à Igreja Católica”, e isso seria um erro absurdo.
Ainda estava preso quando foi nomeado cardeal pelo Papa Paulo III. Ao ser informado, o rei exclamou: “Enviaram-lhe o chapéu de cardeal, porém não poderá colocá-lo, porque eu lhe mandarei cortar a cabeça”. E assim o fez.
Da mesma forma, São Tomás Moro deixou registrada a sua irreverência àquela farsa real, por meio da declaração pública que pronunciou antes de morrer: “Sedes minhas testemunhas de que eu morro na fé e pela fé da Igreja de Roma e morro fiel servidor de Deus e do rei, mas primeiro de Deus. Rogai a Deus a fim de que ilumine o rei e o aconselhe”.
O Papa João Paulo II, no ano 2000, declarou são Tomás More Padroeiro dos Políticos.
O chanceler Tomás Moro e o bispo católico João Fisher eram as figuras mais influentes da corte. Os dois foram decapitados: o primeiro foi João, em 22 de junho de 1535, e duas semanas depois foi a vez de Tomás.
A minha oração
“Senhor, estes dois servos não tiveram medo ou receio em servir a Verdade. Conceda-me também a grande graça de defender a fé cristã em qualquer circunstância e de ser-lhe fiel até o fim. Amém!” 
Santos João Fischer e Tomás More, rogai por nós!

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DOMINGO, DIA 21 DE JUNHO DE 2026

XII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Jr 20, 10-13
Leitura do Livro do Profeta Jeremias
Jeremias disse: 10 “Eu ouvi as injúrias de tantos homens e os vi espalhando o medo em redor: ‘Denunciai-o, denunciemo-lo’. Todos os amigos observavam minhas falhas: ‘Talvez ele cometa um engano e nós poderemos apanhá-lo e desforrar-nos dele’. 11 Mas o Senhor está ao meu lado, como forte guerreiro; por isso, os que me perseguem cairão vencidos. Por não terem tido êxito, eles se cobrirão de vergonha. Eterna infâmia, que nunca se apaga!
12 Ó Senhor dos exércitos, que provas o homem justo e vês os sentimentos do coração, rogo-te me faças ver tua vingança sobre eles; pois eu te declarei a minha causa.
13 Cantai ao Senhor, louvai o Senhor, pois ele salvou a vida de um pobre homem das mãos dos maus”.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 68(69), 8-10. 14. 17. 33-35 (R. 14c)
Atendei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!
Por vossa causa é que sofri tantos insultos, e o meu rosto se cobriu de confusão; eu me tornei como um estranho a meus irmãos, como estrangeiro para os filhos de minha mãe. Pois meu zelo e meu amor por vossa casa me devoram como fogo abrasador.
Atendei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!
Por isso elevo para vós minha oração, neste tempo favorável, Senhor Deus! Respondei-me pelo vosso imenso amor, pela vossa salvação que nunca falha! Senhor, ouvi-me, pois suave é vossa graça, ponde os olhos sobre mim com grande amor!
Atendei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!
— Humildes, vede isto e alegrai-vos: o vosso coração reviverá, se procurardes o Senhor continuamente! Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, e não despreza o clamor de seus cativos. Que céus e terra glorifiquem o Senhor, com o mar e todo ser que neles vive!
Atendei-me, ó Senhor, pelo vosso imenso amor!

Segunda leitura
— Rm 5, 12-15
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos
Irmãos: 12 O pecado entrou no mundo por um só homem. Através do pecado, entrou a morte. E a morte passou para todos os homens, porque todos pecaram.
13 Na realidade, antes de ser dada a Lei, já havia pecado no mundo. Mas o pecado não pode ser imputado, quando não há lei. 14 No entanto, a morte reinou, desde Adão até Moisés, mesmo sobre os que não pecaram como Adão, o qual era a figura provisória daquele que devia vir. 15 Mas isso não quer dizer que o dom da graça de Deus seja comparável à falta de Adão! A transgressão de um só levou a multidão humana à morte, mas foi de modo bem superior que a graça de Deus, ou seja, o dom gratuito concedido através de um só homem, Jesus Cristo, se derramou em abundância sobre todos.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Evangelho — Mt 10, 26-33
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
O Espírito Santo, a Verdade, de mim irá testemunhar, e vós minhas testemunhas sereis em todo lugar. (Jo 15, 26b. 27a)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus a seus apóstolos: 26 “Não tenhais medo dos homens, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. 27 O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! 28 Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno!
29 Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. 30 Quanto a vós, até os cabelos da vossa cabeça estão todos contados. 31 Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais. 32 Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. 33 Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Luís Gonzaga, padroeiro dos jovens

Origens e nobreza
São Luís Gonzaga nasceu no ano de 1568 na Corte de Castiglione, Itália. Era o primogênito de Marta Tana di Sántena e de Ferrante Gonzaga. Pertencente à nobreza, recebeu, por parte de sua mãe, a formação cristã e, da parte de seu pai, a motivação a ser príncipe.
Sua família tinha muitas posses, mas, graças ao amor de Deus, Luís desde cedo deixou-se possuir por esse amor, nunca se deixando influenciar pelo luxo e o poder.
Consagração a Virgem Maria
Com dez anos de idade, na corte, frequentando aqueles meios, dava ali testemunho do Evangelho e se consagrou a Nossa Senhora. Descobriu seu chamado à vida religiosa e queria ser padre. Seu pai, ao saber disso, o levava para festas mundanas, na tentativa de fazê-lo desistir de sua vocação. E diante das zombarias e das incompreensões, ele dizia: “Busco a salvação! Busquem-na vocês também!”.
Jesuítas
Tinha 14 anos quando decidiu renunciar aos bens materiais e seguir os caminhos da fé. Entregando-se à caridade, ingressou no noviciado jesuíta. Após essa etapa, ele foi para Roma iniciar os estudos de Teologia. Entrou para a Companhia de Jesus onde viveu durante seis anos.
Epidemia e páscoa
Neste período, uma grande epidemia de várias doenças se espalhava por Roma, deixando muitas vítimas. Compadecido com os doentes, com apenas 23 anos, Luís adoeceu e acabou falecendo, antes mesmo de tornar-se padre, no dia 21 de junho de 1591.
Padroeiro
Foi canonizado pelo Papa Bento XIII em 1726, sendo proclamado “Patrono da Juventude”. Depois, foi nomeado protetor dos estudantes. São João Paulo II o nomeou, em 1991, padroeiro dos pacientes de AIDS. Suas relíquias estão na Igreja Santo Inácio, em Roma, e é venerado no dia de sua morte.
A minha oração
“Senhor, ensinai-me a também gastar a minha juventude em amor a Ti e a todos que necessitarem. Quero, como São Luís Gonzaga, ser capaz de renunciar a todos os amores terrenos e a me dedicar com grande fervor ao Teu chamado para a minha vida. Amém!”
São Luís Gonzaga, rogai por nós!

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SÁBADO, DIA 20 DE JUNHO DE 2026

XI SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— 2Cr 24, 17-25
Leitura do Segundo Livro das Crônicas
17 Depois da morte de Joiada, os chefes de Judá vieram prostrar-se diante do rei Joás, que, atraído por suas lisonjas, se deixou levar por eles. 18 Os chefes de Judá abandonaram o templo do Senhor, o Deus de seus pais, e prestaram culto a troncos sagrados e a imagens esculpidas, atraindo a ira divina sobre Judá e Jerusalém por causa desse crime.
19 O Senhor mandou-lhes profetas para que se convertessem a ele. Porém, por mais que estes protestassem, não lhe queriam dar ouvidos. 20 Então o espírito de Deus apoderou-se de Zacarias, filho do sacerdote Joiada, e ele apresentou-se ao povo e disse: “Assim fala Deus: Por que transgredis os preceitos do Senhor? Isto não vos será de nenhum proveito. Porque abandonastes o Senhor, ele também vos abandonará”.
21 Eles, porém, conspiraram contra Zacarias e mataram-no à pedrada por ordem do rei, no pátio do templo do Senhor.22 O rei Joás não se lembrou do bem que Joiada, pai do profeta, lhe tinha feito, e matou o seu filho. Zacarias, ao morrer, disse: “Que o Senhor veja e faça justiça!” 23 Ao cabo de um ano, o exército da Síria marchou contra Joás, invadiu Judá e Jerusalém, massacrou os chefes do povo, e enviou toda a presa de guerra ao rei de Damasco.
24 Na verdade, o exército da Síria veio com poucos homens, mas o Senhor entregou nas mãos deles um exército enorme, porque Judá tinha abandonado o Senhor, o Deus de seus pais. Assim, os sírios fizeram justiça contra Joás. 25 Quando eles se retiraram, deixando-o gravemente enfermo, seus homens conspiraram contra ele, para vingar o filho do sacerdote Joiada, e mataram-no em seu leito. Ele morreu e foi sepultado na cidade de Davi, mas não no sepulcro dos reis.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 88(89), 4-5. 29-30. 31-32. 33-34 (R. 29a)
Guardarei eternamente para ele a minha graça!
“Eu firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito, e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor: Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, de geração em geração garantirei o teu reinado!”
Guardarei eternamente para ele a minha graça!
Guardarei eternamente para ele a minha graça e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel. Pelos séculos sem fim conservarei sua descendência, e o seu trono, tanto tempo quanto os céus, há de durar”.
Guardarei eternamente para ele a minha graça!
“Se seus filhos, porventura, abandonarem minha lei e deixarem de andar pelos caminhos da Aliança; se, pecando, violarem minhas justas prescrições e se não obedecerem aos meus santos mandamentos:
Guardarei eternamente para ele a minha graça!
Eu então, castigarei os seus crimes com a vara, com açoites e flagelos punirei as suas culpas. Mas não hei de retirar-lhes minha graça e meu favor e nem hei de renegar o juramento que lhes fiz.
Guardarei eternamente para ele a minha graça!

Evangelho — Mt 6, 24-34
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Jesus Cristo, Senhor nosso, embora sendo rico, para nós se tornou pobre, a fim de enriquecer-nos, mediante sua pobreza. (2Cor 8, 9)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 24 “Ninguém pode servir a dois senhores: pois, ou odiará um e amará o outro, ou será fiel a um e desprezará o outro. Vós não podeis servir a Deus e ao dinheiro.
25 Por isso eu vos digo: não vos preocupeis com a vossa vida, com o que havereis de comer ou beber; nem com vosso corpo, com o que havereis de vestir. Afinal, a vida não vale mais do que o alimento, e o corpo, mais do que a roupa? 26 Olhai os pássaros dos céus: eles não semeiam, não colhem, nem ajuntam em armazéns. No entanto, vosso Pai que está nos céus os alimenta. Vós não valeis mais do que os pássaros?
27 Quem de nós pode prolongar a duração da própria vida, só pelo fato de se preocupar com isso? 28 E por que ficais preocupados com a roupa? Olhai como crescem os lírios do campo: eles não trabalham nem fiam. 29 Porém, eu vos digo: nem o rei Salomão, em toda a sua glória, jamais se vestiu como um deles. 30 Ora, se Deus veste assim a erva do campo, que hoje existe e amanhã é queimada no forno, não fará ele muito mais por vós, gente de pouca fé?
31 Portanto, não vos preocupeis, dizendo: ʽO que vamos comer? O que vamos beber? Como vamos nos vestir?ʼ 32 Os pagãos é que procuram essas coisas. Vosso Pai, que está nos céus, sabe que precisais de tudo isso. 33 Pelo contrário, buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas estas coisas vos serão dadas por acréscimo. 34 Portanto, não vos preocupeis com o dia de amanhã, pois o dia de amanhã terá suas preocupações! Para cada dia, bastam seus próprios problemas”.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Beatas Irmãs: Teresa, Mafalda e Sancha

Teresa, Mafalda e Sancha, filhas de Dom Sancho I e da Rainha Dulce, eram portuguesas. Renunciaram ao mundo e aos seus bens para se consagrarem à religiosidade. Souberam usar suas virtudes cristãs para se tornarem exemplo para os povos.
Teresa, religiosa [† c. 1250]
A primogênita nasceu em 1176. Desde cedo, muito bem educada, sentiu o chamado à vida religiosa, mas, conforme o costume do tempo, acabou sendo dada em casamento com o Rei Afonso e tornou-se Rainha de Lion. Por diversos motivos, o casamento foi nulo. Ela voltou para casa e entrou para a vida religiosa. Afonso não gostou e armou uma guerra contra o pai de Teresa e contra Portugal. Ela, já no convento, consumiu-se na intercessão.
Um exemplo a seguir de despojamento e de busca da vontade de Deus.
Mafalda, virgem [† c. 1256]
Nasceu em 1195, teve momentos parecidos com o de Teresa. Casou-se com Henrique I de Castela, mas este faleceu; sem consumar o casamento, ela retornou para casa, despojando-se de seus bens e entrando para a vida religiosa.
Viveu a total dependência de Deus, preferindo o recolhimento e a vida do claustro.
Sancha, virgem [† c. 1229]
Nasceu em 1180 e foi a primeira das irmãs a renunciar aos bens. A jovem não se casou como acontecera com suas irmãs. Fundou um convento da Ordem Cisterciense em Coimbra, onde viveu as regras com fidelidade até sua morte.
Beatificação
A 13 de dezembro de 1705, Teresa foi beatificada pelo Papa Clemente XI através da bula Sollicitudo Pastoralis Offici, juntamente com a sua irmã Sancha. E a 27 de junho de 1793, foi beatificada pelo Papa Pio VI, Mafalda.
Que sigamos o exemplo dessas mulheres de oração que buscaram a vontade de Deus.
A minha oração
“Senhor, estas três irmãs tudo deram a Ti. Viveram santamente e devotamente a Tua Vontade, o Teu querer e o Teu amor. Conceda-me a mesma graça de tudo dispor para Ti e de entregar tudo o que sou e que tenho para a Tua honra e glória. Amém!”
Beatas Teresa, Mafalda e Sancha, rogai por nós!