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TERÇA-FEIRA, DIA 14 DE JULHO DE 2026

XV SEMANA DO TEMPO COMUM
São Camilo de Lellis, Presbítero
Memória Facultativa

Primeira leitura
— Is 7, 1-9

Leitura do Livro do Profeta Isaías

1No tempo de Acaz, filho de Joatão, filho de Ozias, rei de Judá, aconteceu que Rason, rei da Síria, e Facéia, filho de Romelias, rei de Israel, puseram-se em marcha para atacar Jerusalém, mas não conseguiram conquistá-la. 2Foi dada a notícia à casa de Davi: “Os homens da Síria estão acampados em Efraim”. Tremeu o coração do rei e de todo o povo, como as árvores da floresta diante do vento.
3Então disse o Senhor a Isaías: “Vai ao encontro de Acaz com teu filho Sear-Iasub (isto é, ‘um resto voltará’) até a ponta do canal, na piscina superior, na direção da estrada do Campo dos pisadores; 4e dirás ao rei: Procura estar calmo; não temas nem estremeça o teu coração por causa desses dois pedaços de tição fumegantes, diante da ira furiosa de Rason e da Síria, e do filho de Romelias, 5por terem a Síria, Efraim e o filho de Romelias conjurado contra ti, dizendo: 6‘Vamos atacar Judá, enchê-lo de medo e conquistá-lo para nós, e nomear novo rei, o filho de Tabeel’. 7Isto diz o Senhor Deus: ‘Este plano fracassará, nada disso se realizará! 8Que seja Damasco a capital da Síria e Rason o chefe de Damasco; dentro de sessenta e cinco anos deixará Efraim de ser povo; 9que seja a Samaria capital de Efraim e o filho de Romelias chefe de Efraim. De resto, se não confiardes, não podereis manter-vos firmes’.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 47(48), 2-3a. 3b-4. 5-6. 7-8 (R. 9d)

℟. O Senhor estabelece sua cidade para sempre.

— Grande é o Senhor e muito digno de louvores na cidade onde ele mora; seu Monte santo, esta colina encantadora é a alegria do universo. ℟.

℟. O Senhor estabelece sua cidade para sempre.

— Monte Sião, no extremo norte situado, és a mansão do grande Rei! Deus revelou-se em suas fortes cidadelas um refúgio poderoso. ℟.

℟. O Senhor estabelece sua cidade para sempre.

— Pois eis que os reis da terra se aliaram, e todos juntos avançaram; mal a viram, de pavor estremeceram, debandaram perturbados. ℟.

℟. O Senhor estabelece sua cidade para sempre.

— Como as dores da mulher sofrendo parto, uma angústia os invadiu; semelhante ao vento leste impetuoso, que despedaça as naus de Társis. ℟.

℟. O Senhor estabelece sua cidade para sempre.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Oxalá ouvísseis hoje a sua voz. Não fecheis os corações como em Meriba! (Cf. Sl 94, 8ab) ℟.
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Evangelho — Mt 11, 20-24

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus 
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 20Jesus começou a censurar as cidades onde fora realizada a maior parte de seus milagres, porque não se tinham convertido. 21“Ai de ti, Corazim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se os milagres que se realizaram no meio de vós, tivessem sido feitos em Tiro e Sidônia, há muito tempo elas teriam feito penitência, vestindo-se de cilício e cobrindo-se de cinza.
22Pois bem! Eu vos digo: no dia do julgamento, Tiro e Sidônia serão tratadas com menos dureza do que vós. 23E tu, Cafarnaum! Acaso serás erguida até o céu? Não! Serás jogada no inferno! Porque, se os milagres que foram realizados no meio de ti tivessem sido feitos em Sodoma, ela existiria até hoje! 24Eu, porém, vos digo: no dia do juízo, Sodoma será tratada com menos dureza do que vós!”
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Camilo de Léllis, Presbítero

Local: Roma, Itália
Data: 14 de Julho † 1614

São Camilo de Léllis nasceu em 1550, em Bacchianico, pequena cidade no reino de Nápoles. Sua mãe, que o tinha concebido em idade muito avançada, viu-o em sonhos, nascer com uma cruz sobre o peito e caminhando à frente de vários outros, que também levavam uma cruz. Entretanto, sua juventude não correspondeu a esses presságios de sua futura santidade. Pois ele a passou nos vícios e sobretudo numa paixão extrema pelos jogos de azar. Lá perdeu a saúde, a fortuna e a reputação. Reduzido a uma vergonhosa indigência viu-se obrigado, para ter de que viver, a se sujeitar aos serviços mais abjetos, no hospital dos Incuráveis em Roma, a se engajar como soldado em Veneza e por fim, a se empregar como ajudante de pedreiro, com os Capuchinhos de Siponto, que tinham empreendido uma construção; por toda parte inconstante, por toda parte pesado a si mesmo e aos outros, jamais, todavia, inteiramente abandonado pela misericórdia divina, que o preservou sempre do hábito da blasfêmia, tão familiar aos jogadores, e enfim, o despertou de um sono de morte. Um dia, viajando sozinho, repassava no espírito exortações piedosas que outrora tinha ouvido com indiferença: de repente, tocado por uma luz interior, espantado com a consciência de seus pecados e o temor dos juízos de Deus, lançou-se por terra e só se levantou depois de ter lamentado amargamente os crimes de sua vida passada, resolvido de maneira irremovível, a observar no futuro os mandamentos divinos. Tornando-se, desde aquele momento, outro homem, não somente Camilo se absteve de todo gênero de vício, mas começou a tender ao cume da perfeição cristã. Tomou o hábito de São Francisco, nos capuchinhos de Siponto. Mas uma antiga úlcera que tinha contraído outrora na perna, renovava-se de vez em quando e ele foi dispensado duas vezes pelos superiores, com grande pesar dele e deles.

Voltando a Roma, entrou de novo no Hospital dos Incuráveis, do qual logo lhe confiaram a administração. Como se propunha servir naquele cargo, não tanto aos homens, mas ao mesmo Deus, consagrou-se inteiramente ao alívio dos enfermos. Mas, vendo que aqueles mercenários empregados no hospital não o secundavam, pôs-se a pensar como poderia arranjar cooperadores, mais fervorosos e que agissem por motivos mais elevados. Comunicou seu projeto a São Filipe Néri, seu pai espiritual, que o aprovou muito. Em consequência, com alguns empregados do hospital e logo com um número maior de piedosos fiéis, instituiu uma congregação de leigos, devotados ao serviço dos enfermos, por amor de Deus e em vista da recompensa eterna. Estenderam bem depressa sua caridade fora do recinto do hospital dos Incuráveis. Tendo adquirido uma casa na cidade, trabalhavam em alívio de todos os pobres doentes quer nos hospitais, quer nas casas particulares. O serviço que prestavam assim a toda a cidade de Roma tornou-se ainda maior, quando vários eclesiásticos se uniram a Camilo, e o mesmo Camilo, seguindo o conselho de São Filipe Néri, fez os estudos no colégio romano e recebeu o sacerdócio; pois então começaram a cuidar de todos os doentes, dando-lhes também os socorros espirituais, não menos, que os da vida temporal. No ano de 1586, Sixto Quinto aprovou a nova associação sob o título de Congregação para o serviço dos enfermos, com o privilégio aos confrades, de usar uma cruz de cor amarelada, do lado direito de seu hábito.

Em poucos anos, sob a direção de Camilo, sua Congregação tornou-se não somente mais frutuosa, mas também mais importante, pelos homens distintos que dela quiseram fazer parte. O desejo de todos os confrades foi formar uma congregação regular, com os três votos solenes de castidade, de pobreza e de obediência para servir perpetuamente aos doentes, sem se excetuar nem os que estivessem atacados de peste. Em 1591, Gregório XIV transformou sua Congregação em Ordem regular religiosa, sob o nome de Clérigos regulares para o serviço dos enfermos. Não poderíamos dizer quanto essa nova escola de caridade produziu de bem a todas as classes de homens, tanto para o corpo, como sobretudo para a alma. Os doentes não tinham mais que deplorar, além dos sofrimentos da doença, a tristeza da solidão e do abandono; os que se sentiam carregados de faltas de sua vida anterior não temiam mais sofrer sem expiação o perigo de uma morte iminente; o inimigo do gênero humano, que prejudica sobretudo a agonia dos infelizes mortais, não os encontrava mais fracos e destituídos da força dos sacramentos, nem privados das exortações e consolações dos fiéis. A limpeza tinha sido restaurada nos hospitais, os trabalhos dos servos aliviados, os pastores, ajudados em suas atribuições do sagrado ministério. Também não nos devemos admirar de ver as casas daquele instituto multiplicar-se em pouco tempo por toda a Itália, Sicília, e outras províncias mais afastadas, enfim, por toda a Europa.

As leis da perfeição cristã, que ela tinha dado à sua obra, o santo fundador era o primeiro a observá-las, sobretudo a dileção, que é a perfeição da lei. Sua castidade era tal, que todas as coisas criadas lhe eram um motivo de louvar a Deus e uma ocasião de o servir nos pobres. De uma humildade profunda, considerava-se o mais culpado dos pecadores e não deixava de fazer, por isso, grande penitência. Depois de ter governado sua congregação durante vinte e sete anos com muita sabedoria, abdicou do cargo, para praticar a obediência até o fim da vida, como o último dos irmãos. O que a mãe mais terna faz pelo filho único que está doente, São Camilo fazia-o por todos os enfermos, por todos os pobres, por todos os pecadores nas pestes, nas carestias, nas inundações, em Roma, em Milão, em Nola e mais ou menos, por toda a Itália. Continuou assim até à morte, que se verificou em Roma, a 14 de julho do ano 1614. Tinha sessenta e cinco anos. Enterraram-no perto do altar-mor da Igreja de Santa Maria Madalena. Muitos milagres se operaram em seu túmulo, e então levaram-lhe o corpo da sepultura na terra e o colocaram sob o mesmo altar. Depois, encerraram-no numa caixa. São Camilo de Léllis foi beatificado em 1742, e canonizado em 1746, pelo Papa Bento XIV. Da bula de canonização tiramos estes principais fatos de sua vida.

Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume XIII. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 11 jul. 2021.

São Camilo de Léllis, rogai por nós!

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SEGUNDA-FEIRA, DIA 13 DE JULHO DE 2026

XV SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
(Is 1,10-17)
Leitura do Livro do Profeta Isaías.
10 Ouvi a palavra do Senhor, magistrados de Sodoma, prestai ouvidos ao ensinamento do nosso Deus, povo de Gomorra. 11 Que me importa a abundância de vossos sacrifícios? – diz o Senhor. Estou farto de holocaustos de carneiros e de gordura de animais cevados; do sangue de touros, de cordeiros e de bodes, não me agrado. 12 Quando entrais para vos apresentar diante de mim, quem vos pediu para pisardes os meus átrios? 13 Não continueis a trazer oferendas vazias! O incenso é para mim uma abominação! Não suporto lua nova, sábado, convocação de assembleia: iniquidade com reunião solene! 14 Vossas luas novas e vossas solenidades, eu as detesto! Elas são para mim um peso, estou cansado de suportá-las. 15 Quando estendeis as vossas mãos, escondo de vós os meus olhos. Ainda que multipliqueis a oração, eu não ouço: Vossas mãos estão cheias de sangue! 16 Lavai-vos, purificai-vos. Tirai a maldade de vossas ações de minha frente. Deixai de fazer o mal! 17 Aprendei a fazer o bem! Procurai o direito, corrigi o opressor. Julgai a causa do órfão, defendei a viúva.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Responsório Sl 49(50),8-9.16bc-17.21 e 23 (R. 23b)
– A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.
– A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.
– Eu não venho censurar teus sacrifícios, pois sempre estão perante mim teus holocaustos; não preciso dos novilhos de tua casa nem dos carneiros que estão nos teus rebanhos. 

– A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.

– Como ousas repetir os meus preceitos e trazer minha Aliança em tua boca? Tu que odiaste minhas leis e meus conselhos e deste as costas às palavras dos meus lábios! 

– A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.

– Diante disso que fizeste, eu calarei? Acaso pensas que eu sou igual a ti? É disso que te acuso e repreendo e manifesto essas coisas aos teus olhos. 

– A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.

– Quem me oferece um sacrifício de louvor este sim é que honra de verdade. A todo homem que procede retamente eu mostrarei a salvação que vem de Deus. 

– A todo homem que procede retamente, eu mostrarei a salvação que vem de Deus.

Evangelho (Mt 10,34-11,1)
– Aleluia, Aleluia, Aleluia.
– Felizes os que são perseguidos por causa da justiça do Senhor, porque o reino dos céus há de ser deles!
– Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 34 “Não penseis que vim trazer paz à terra; não vim trazer a paz, mas sim a espada. 35 De fato, vim separar o filho de seu pai, a filha de sua mãe, a nora de sua sogra. 36 E os inimigos do homem serão os seus próprios familiares. 37 Quem ama seu pai ou sua mãe mais do que a mim, não é digno de mim. Quem ama seu filho ou sua filha mais do que a mim, não é digno de mim. 38 Quem não toma a sua cruz e não me segue, não é digno de mim. 39 Quem procura conservar a sua vida vai perdê-la. E quem perde a sua vida por causa de mim, vai encontrá-la. 40 Quem vos recebe, a mim recebe; e quem me recebe, recebe aquele que me enviou. 41 Quem recebe um profeta, por ser profeta, receberá a recompensa de profeta. E quem recebe um justo, por ser justo, receberá a recompensa de justo. 42 Quem der, ainda que seja apenas um copo de água fresca, a um desses pequeninos, por ser meu discípulo, em verdade vos digo: não perderá a sua recompensa”. 11,1 Quando Jesus acabou de dar essas instruções aos doze discípulos, partiu daí, a fim de ensinar e pregar nas cidades deles.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Henrique II, imperador Romano

Origens
Henrique era filho de duque Baviera, e nasceu num castelo na Alemanha em 973. Pertencia a uma família santa, e por isso foi educado pelos cânones de Hildesheim; depois, pelo bispo Saint Wolfgang, em Regensburg.
Seus outros irmãos também tiveram uma vida de santidade. Bruno foi o primeiro a abandonar o conforto da corte para tornar-se padre e, depois, bispo de Augusta. Das irmãs, Brígida fez-se monja, e Gisela foi mulher do rei Estêvão da Hungria, também um santo.
“Entre seis”
Quando jovem, sonhou com o seu falecido diretor espiritual, que teria escrito na parede do quarto do príncipe: “Entre seis”. Ele interpretou primeiramente que teria seis dias antes de morrer, mas, como não aconteceu, preparou-se em vista de seis meses. Porém, seis anos após o sonho, ele assumiu o trono da Alemanha em 1002, quando seu pai morreu.
Dois anos depois, também foi rei da Itália.
Em 1014, o Papa Bento VIII consagrou Henrique imperador do Sacro Império Romano.
Santa Cunegundes 
Casou-se com a filha de um conde, Cunegundes de Luxemburgo, também santa. Junto da esposa, Henrique concedeu a população benefícios sociais e assistenciais.  O casal não conseguiu ter filhos.
Páscoa 
Henrique II morreu em 13 de julho de 1024, e foi sepultado em Bamberg.
Foi canonizado, em 1152, pelo Papa Eugênio III.
Com a morte do marido, Cunegundes foi morar em um mosteiro, abdicando do trono e da fortuna.
Ela morreu em 3 de março de 1039, e foi sepultada ao lado do marido.
Foi canonizada em 1200 pelo Papa Inocêncio III.
Minha oração
“São Henrique, que amou a Deus acima do trono, vos pedimos a fortaleza de seguir uma vida santa, abandonando os caminhos fácies e luxuosos. Amém.”
São Henrique II, imperador Romano, rogai por nós!

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DOMINGO, DIA 12 DE JULHO DE 2026

XV DOMINGO DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Is 55, 10-11

Leitura do Livro do Profeta Isaías

Isto diz o Senhor: 10“Assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, 11assim a palavra que sair de minha boca: não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la”.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 64(65), 10. 11. 12-13. 14 (R. Lc 8, 8)

℟. A semente caiu em terra boa e deu fruto.

— Visitais a nossa terra com as chuvas, e transborda de fartura. Rios de Deus que vêm do céu derramam águas, e preparais o nosso trigo. ℟.

℟. A semente caiu em terra boa e deu fruto.

— É assim que preparais a nossa terra: vós a regais e aplainais, os seus sulcos com a chuva amoleceis e abençoais as sementeiras. ℟.

℟. A semente caiu em terra boa e deu fruto.

— O ano todo coroais com vossos dons, os vossos passos são fecundos; transborda a fartura onde passais, brotam pastos no deserto. ℟.

℟. A semente caiu em terra boa e deu fruto.

— As colinas se enfeitam de alegria, e os campos, de rebanhos; nossos vales se revestem de trigais: tudo canta de alegria! ℟.

℟. A semente caiu em terra boa e deu fruto.

— Rm 8, 18-23

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos

Irmãos: 18Eu entendo que os sofrimentos do tempo presente nem merecem ser comparados com a glória que deve ser revelada em nós. 19De fato, toda a criação está esperando ansiosamente o momento de se revelarem os filhos de Deus. 20Pois a criação ficou sujeita à vaidade, não por sua livre vontade, mas por sua dependência daquele que a sujeitou; 21também ela espera ser libertada da escravidão da corrupção e, assim, participar da liberdade e da glória dos filhos de Deus.
22Com efeito, sabemos que toda a criação, até ao tempo presente, está gemendo como que em dores de parto. 23E não somente ela, mas nós também, que temos os primeiros frutos do Espírito, estamos interiormente gemendo, aguardando a adoção filial e a libertação para o nosso corpo.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Semente é de Deus a Palavra, o Cristo é o semeador; todo aquele que o encontra, vida eterna encontrou! (cf. Lc 8, 11) ℟.
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Mt 13, 1-23

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus 
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele dia, Jesus saiu de casa e foi sentar-se às margens do mar da Galileia. 2Uma grande multidão reuniu-se em volta dele. Por isso, Jesus entrou numa barca e sentou-se, enquanto a multidão ficava de pé, na praia. 3E disse-lhes muitas coisas em parábolas: “O semeador saiu para semear. 4Enquanto semeava, algumas sementes caíram à beira do caminho, e os pássaros vieram e as comeram. 5Outras sementes caíram em terreno pedregoso, onde não havia muita terra. As sementes logo brotaram, porque a terra não era profunda. 6Mas, quando o sol apareceu, as plantas ficaram queimadas e secaram, porque não tinham raiz.
7Outras sementes caíram no meio dos espinhos. Os espinhos cresceram e sufocaram as plantas.
8Outras sementes, porém, caíram em terra boa, e produziram à base de cem, de sessenta e de trinta frutos por semente. 9Quem tem ouvidos, ouça!”
10Os discípulos aproximaram-se e disseram a Jesus: “Por que falas ao povo em parábolas?” 11Jesus respondeu: “Porque a vós foi dado o conhecimento dos mistérios do Reino dos Céus, mas a eles não é dado. 12Pois à pessoa que tem será dado ainda mais, e terá em abundância; mas à pessoa que não tem será tirado até o pouco que tem. 13É por isso que eu lhes falo em parábolas: porque olhando, eles não veem, e ouvindo, eles não escutam nem, compreendem. 14Desse modo se cumpre neles a profecia de Isaías: ‘Havereis de ouvir, sem nada entender. Havereis de olhar, sem nada ver. 15Porque o coração deste povo se tornou insensível. Eles ouviram com má vontade e fecharam seus olhos, para não ver com os olhos, nem ouvir com os ouvidos, nem compreender com o coração, de modo que se convertam e eu os cure’.
16Felizes sois vós, porque vossos olhos veem e vossos ouvidos ouvem. 17Em verdade vos digo, muitos profetas e justos desejaram ver o que vedes, e não viram, desejaram ouvir o que ouvis, e não ouviram.
18Ouvi, portanto, a parábola do semeador: 19Todo aquele que ouve a palavra do Reino e não a compreende, vem o Maligno e rouba o que foi semeado em seu coração. Este é o que foi semeado à beira do caminho.
20A semente que caiu em terreno pedregoso é aquele que ouve a palavra e logo a recebe com alegria; 21mas ele não tem raiz em si mesmo, é de momento: quando chega o sofrimento ou a perseguição, por causa da palavra, ele desiste logo. 22A semente que caiu no meio dos espinhos é aquele que ouve a palavra, mas as preocupações do mundo e a ilusão da riqueza sufocam a palavra, e ele não dá fruto.
23A semente que caiu em boa terra é aquele que ouve a palavra e a compreende. Esse produz fruto. Um dá cem, outro sessenta e outro trinta”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Luís Martin e Santa Zélia Guérin (Memória Facultativa)

Local: La Musse; Alençon, França
Data: 12 de Julho † c. 1894; 1877

Ele era relojoeiro; ela rendeira: de origem burguesa, santos por eleição. São eles: Luís Martin (1823-1894) e Zélia Guérin (1831-1877) os pais de Teresa do Menino Jesus. É o segundo casal de esposos depois de Luís e Maria Beltrame Quattrocchi, beatificados em 2001 por João Paulo II que é elevado às honras dos altares.

Ambos eram filhos de militares e foram educados num ambiente disciplinado, severo, muito rigoroso e marcado por um certo jansenismo ainda rastejante na França da época. Os dois receberam uma educação de cunho religioso: nos Irmãos das escolas cristãs, Luís; nas Irmãs da adoração perpétua, Zélia. Ao terminar os estudos, no momento de escolher o próprio futuro, Luís orientou-se para a aprendizagem do ofício de relojoeiro, não obstante o exemplo do pai, conhecido oficial do exército napoleônico. Zélia, inicialmente, ajudava a mãe na administração da loja da família. Depois, especializou-se no “ponto de Alençon” na escola que ensina a tecer rendas. Em poucos anos os seus esforços foram premiados: abriu uma modesta fábrica para a produção de rendas e obteve um discreto sucesso.

Ambos nutrem desde a adolescência o desejo de entrar numa comunidade religiosa. Ele experimentou pedir para ser admitido entre os cônegos regulares de Santo Agostinho do hospício do Grande São Bernardo nos Alpes suíços, mas não foi aceito porque não conhecia o latim. Também ela tenta entrar nas Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo, mas compreende que não é a sua estrada.

Durante três anos Luís vive em Paris, hóspede de parentes, para aperfeiçoar a sua formação de relojoeiro. Naquele período foi submetido a muitas solicitações por parte do ambiente parisiense impregnado de impulsos revolucionários. Aproximou-se até de uma associação secreta, mas afastou-se imediatamente. Insatisfeito com o clima que se respirava na capital, transferiu-se para Alençon, onde iniciou a sua atividade, conduzindo até à idade de 32 anos um estilo de vida quase ascético. Entretanto, Zélia, com a receita da sua empresa, manteve toda a família, vendendo rendas para a alta sociedade parisiense. O encontro entre os dois acontece em 1858 na ponte de São Leonardo em Alençon. Ao ver Luís, Zélia percebeu distintamente que ele seria o homem da sua vida.

Após poucos meses de noivado, casam. Conduzem uma vida conjugal no seguimento do Evangelho, ritmada pela missa quotidiana, pela oração pessoal e comunitária, pela confissão frequente, pela participação na vida paroquial. Da sua união nascem nove filhos, quatro dos quais morrem prematuramente. Entre as cinco filhas que sobreviveram, está Teresa, a futura santa, que nasceu em 1873. As recordações da carmelita sobre os seus pais são uma fonte preciosa para compreender a sua santidade. A família Martin educou as suas filhas a tornar-se não só boas cristãs, mas também honestas cidadãs. Aos 45 anos Zélia recebe a terrível notícia de que tinha um tumor no seio. Viveu a doença com firme esperança cristã até à morte ocorrida em Agosto de 1877.

Com 54 anos, Luís teve que se ocupar sozinho da família. A primogênita tem 17 anos e a última, Teresa, tem 4 anos e meio. Então, transferiu-se para Lisieux, onde morava o irmão de Zélia. Deste modo, as filhas receberam os cuidados da tia Celina. Entre os anos de 1882 e 1887 Luís acompanhou as três filhas ao carmelo. O sacrifício maior para ele foi afastar-se de Teresa que entra para as carmelitas com apenas 15 anos. Luís foi atingido por uma enfermidade que o tornou inválido e que o levou à perda das faculdades mentais. Foi internado no sanatório de Caen. Morreu em Julho de 1894.

Referência:
www.vatican.va. Acesso em 25 jun 2021. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Luís Martin e Santa Zélia Guérin, rogai por nós!

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SÁBADO, DIA 11 DE JULHO DE 2026

XIV SEMANA DO TEMPO COMUM
São Bento, Abade, Memória
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
— Is 6, 1-8

Leitura do Livro do Profeta Isaías

1No ano da morte do rei Ozias, vi o Senhor sentado num trono de grande altura; o seu manto estendia-se pelo templo. 2Havia Serafins de pé a seu lado; cada um tinha seis asas, duas cobriam-lhes o rosto, duas, os pés e, com duas, eles podiam voar.
3Eles exclamavam uns para os outros: “Santo, santo, santo é o Senhor dos exércitos; toda a terra está repleta de sua glória”. 4Ao clamor dessas vozes, começaram a tremer as portas em seus gonzos e o templo encheu-se de fumaça. 5Disse eu então: “Ai de mim, estou perdido! Sou apenas um homem de lábios impuros, mas eu vi com meus olhos o rei, o Senhor dos exércitos”.
6Nisto, um dos serafins voou para mim, tendo na mão uma brasa, que retirara do altar com uma tenaz, 7e tocou minha boca, dizendo: “Assim que isto tocou teus lábios, desapareceu tua culpa, e teu pecado está perdoado”. 8Ouvi a voz do Senhor que dizia: “Quem enviarei? Quem irá por nós?” Eu respondi: “Aqui estou! Envia-me”.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 92(93), 1ab. 1c-2. 5 (R. 1a)

℟. Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

— Deus é Rei e se vestiu de majestade, revestiu-se de poder e de esplendor! ℟.

℟. Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

— Vós firmastes o universo inabalável, vós firmastes vosso trono desde a origem, desde sempre, ó Senhor, vós existis! ℟.

℟. Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

— Verdadeiros são os vossos testemunhos, refulge a santidade em vossa casa, pelos séculos dos séculos, Senhor! ℟.

℟. Reina o Senhor, revestiu-se de esplendor.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Felizes sereis vós se fordes ultrajados por causa de Jesus, pois repousa sobre vós o Espírito de Deus. (1Pd 4, 14) ℟.
Evangelho — Mt 10, 24-33

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus 
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 24“O discípulo não está acima do mestre, nem o servo acima do seu senhor. 25Para o discípulo, basta ser como o seu mestre, e para o servo, ser como o seu senhor. Se ao dono da casa eles chamaram de Belzebu, quanto mais aos seus familiares!
26Não tenhais medo deles, pois nada há de encoberto que não seja revelado, e nada há de escondido que não seja conhecido. 27O que vos digo na escuridão, dizei-o à luz do dia; o que escutais ao pé do ouvido, proclamai-o sobre os telhados! 28Não tenhais medo daqueles que matam o corpo, mas não podem matar a alma! Pelo contrário, temei aquele que pode destruir a alma e o corpo no inferno!
29Não se vendem dois pardais por algumas moedas? No entanto, nenhum deles cai no chão sem o consentimento do vosso Pai. 30Quanto a vós, até os cabelos da cabeça estão todos contados. 31Não tenhais medo! Vós valeis mais do que muitos pardais.
32Portanto, todo aquele que se declarar a meu favor diante dos homens, também eu me declararei em favor dele diante do meu Pai que está nos céus. 33Aquele, porém, que me negar diante dos homens, também eu o negarei diante do meu Pai que está nos céus”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Bento de Núrsia, Abade

Local: Montecassino, Itália
Data: 11 de Julho † 547

Enquanto no Oriente o imperador Justiniano se ocupava com fazer e desfazer leis, costumes, construções, sedições, um homem pobre, saído quase que de uma caverna, fundou uma legislação e uma sociedade novas, para quem quisesse a ela submeter-se. O nome desse homem era Benedito ou Bendito, do qual se formou Bento. Bendito de nome, ele o foi principalmente nas obras. Nasceu por volta do ano de 480, de uma família de grande consideração, nos arredores de Núrsia, no ducado de Espoleto. O pai chamava-se Eutrópio, a mãe Abundância. Jovem ainda, foi enviado a Roma para fazer seus estudos. Mas, vendo a corrupção da juventude das escolas, retirou-se secretamente da cidade e, furtando-se inclusive da governanta que o havia acompanhado, foi para um lugar chamado Sublac, a quarenta milhas de Roma, onde se fechou em uma caverna muito estreita. Estava com catorze ou quinze anos. Ficou três anos nessa caverna, sem que ninguém soubesse de nada, exceto um monge que o encontrou nessa solidão: Bento confessou-lhe seus desígnios, e o monge, prometendo-lhe guardar segredo, vestiu-o com um hábito monástico e lhe deu todos os recursos que dele dependiam. Romano, era o nome do monge, morava em um mosteiro da vizinhança, sob a direção de um abade chamado Teodato. Mas de vez em quando escapava e levava, em certos dias, o que economizava de sua porção, a São Bento. Como não houvesse caminho para chegar à caverna, pelo lado do mosteiro de Teodato, Romano amarrava o pão a uma corda comprida, com um sininho, para chamar a atenção de Bento e para que este o apanhasse.

Vivendo assim na caverna, sem nenhum comércio com os homens, não sabia nem em que dia se encontrava. No dia de Páscoa do ano de 497, um sacerdote havia preparado sua refeição. Deus fê-lo saber, por revelação, o lugar em que se encontrava seu servo, morrendo de fome. Ele se pôs imediatamente a caminho, através de valezinhos e rochedos, até alcançar a caverna. A primeira coisa que ambos fizeram foi rezarem juntos e se entreterem em seguida com coisas divinas.

Ao fim, o sacerdote lhe disse:
– Levanta-te e comamos, porque é hoje dia de Páscoa.
Bento respondeu:
– Sei bem que é a festa da Páscoa, pois tenho a felicidade de vê-lo.
O sacerdote lhe disse novamente:
– É de fato a solenidade pascal, o dia da ressurreição do Senhor, no qual não convém que jejues, e fui enviado expressamente para tomarmos juntos os dons de Deus.

Então, comeram juntos, bendizendo o Senhor. Terminada a refeição, o sacerdote tornou à sua igreja.

Pelo mesmo tempo, alguns pastores o encontraram escondido na caverna. Vendo-o coberto com uma pele de ovelha, através das urzes, tomaram-no por um animal. Mas quando souberam que se tratava de um servo de Deus, encheram-se de veneração por ele. Alguns, cativados por suas palavras, deixaram os costumes brutais e se converteram. Desde esse tempo, começou a ser conhecido de toda a vizinhança. Muitos vinham vê-lo e lhe traziam comida. Ele, para lhes agradecer, alimentava-lhes as almas com diversos conselhos salutares. O demônio ficou invejoso. Um dia, Bento estava sozinho, quando a lembrança de uma mulher que vira havia muito tempo, excitou nele tentação tão violenta, que esteve a ponto de abandonar a solidão. Mas imediatamente, iluminado pela graça de Deus, voltou a si, atirou-se a um arbusto de urtigas e nelas rolou durante muito tempo, nu; quando se retirou, o corpo lhe sangrava. As dores do corpo preveniram as da alma e a dor apagou a voluptuosidade. O fruto que colheu dessa vitória foi que, desde então, não teve semelhantes tentações.

Seu nome tornou-se célebre. Muitas pessoas deixaram o mundo e se reuniram sob sua direção. Pouco distante de Sublac, havia um mosteiro, cujo abade havia morrido. A comunidade, por sufrágio unânime elegeu Bento para ser-lhe o sucessor. Os religiosos vieram procurá-lo e lhe pediram que aceitasse o encargo da direção do mosteiro. Bento recusou-se durante muito tempo, dizendo que não havia compatibilidade de modos de agir. Mas, finalmente, cansado pelos importunos, concordou em aceitar o cargo de abade. Bem depressa se arrependeram da escolha que haviam feito, porque Bento queria que se sujeitassem a viver de acordo com o estado, obrigava-os a isso e os corrigia. Olhavam-no, então, como um homem sem experiência, duro e sem misericórdia, pouco indicado para dirigir os outros. Dissimularam, todavia, a cólera, no começo. Mas, vendo que a severidade continuava na mesma intensidade, e achando insuportável deixar os antigos hábitos, tomaram unanimemente a decisão de se desfazerem dele, dando-lhe vinho envenenado.

Quando ele estava à mesa, apresentaram-lhe, para benzer, o primeiro copo, que era para ele. Todos, segundo o costume do mosteiro, segurando nas mãos os copos, esperavam a bênção, que era para todos, ao mesmo tempo. Bento estendeu a mão e fez o sinal da cruz. Imediatamente, o copo, no qual se encontrava a bebida mortífera, quebrou-se como se nele tivesse sido atirada uma pedra. O homem de Deus compreendeu logo de que se tratava. E, levantando-se da mesa, disse aos monges, com expressão tranquila:
– Que Deus Todo-Poderoso tenha piedade de vós, meus irmãos! Por que me quisestes tratar dessa forma? Não vos disse que nossos costumes eram incompatíveis? Ide procurar um superior que vos convenha: não me tereis no futuro.

Tendo-lhes assim falado, retornou para a querida solidão. Era pelo ano de 510.

Suas virtudes e seus milagres atraíram tantos discípulos para a solidão de Sublac, que ele construiu nos arredores doze mosteiros, em cada um dos quais colocou doze monges sob a direção de um abade submetido à sua supervisão. Ainda conhecemos os lugares e os nomes desses mosteiros. A reputação de São Bento passou para Roma, de onde se estendeu para as províncias mais afastadas. Os mais nobres dessa cidade e as pessoas de piedade vinham vê-lo na solidão. Alguns lhes deram seus filhos, não para os educar na ciência das artes vãs e inúteis, mas para formá-los na virtude e na piedade. As atas de São Plácido se referem a isso como sendo no ano de 522.

Nesse ano, e durante os seguintes, São Bento operou várias maravilhas, que os biógrafos tiveram o cuidado de relatar. Entre esses autores, o principal é o papa São Gregório o Grande, que escreveu a vida do santo, com o testemunho de seus discípulos imediatos.

Bento partiu de Sublac e foi para Cassino, pequena cidade sobre a encosta de alta montanha no país dos samnitas. Havia no cume da montanha um antigo templo de Apolo, que os camponeses ainda adoravam. E ao redor, bosques consagrados ao ídolo, onde faziam sacrifícios. Foi lá que Bento se fixou. Quebrou o ídolo, derrubou o altar, os bosques e construiu um oratório de São Martinho, no templo mesmo de Apolo e de São João, no lugar onde estavam o altar dos ídolos e iniciou um trabalho de instrução da religião verdadeira para todo o povo das vizinhanças. Trabalhou, depois, no alojamento dos religiosos, que não tinham outro arquiteto senão ele mesmo, nem outros operários que os próprios monges. Segundo se afirma, a fundação desse mosteiro foi por volta de 529. Mas tudo isso não foi sem suportar, como outrora acontecera a Santo Antão, inúmeros assaltos do espírito maligno. Várias vezes ele apareceu ao santo, não em sonho, mas a olhos vistos, sob formas horríveis, com olhos flamejantes, dizendo-lhe injúrias, lamentando-se com grandes gritos de violência.

O número dos discípulos aumentava dia a dia. São Bento deu-lhes, então, uma regra, julgada tão sábia, que, com o decorrer do tempo, foi aceita em todos os mosteiros do Ocidente, como a de São Basílio foi nos do Oriente.

A vida monástica não tem por fim observar apenas os preceitos do Evangelho, mas ainda os conselhos, a saber: a continência perfeita, a pobreza voluntária, a obediência religiosa. Os preceitos obrigam todos os cristãos; os conselhos de perfeição são apenas para os que desejam praticá-los e para aqueles chamados por Deus.

São Bento terminou a regra dizendo que a redigira, para dar, aos que a praticassem, princípios de uma vida honesta e alguns começos das virtudes religiosas; que os que desejassem tender à perfeição, encontrariam as regras nas Conferências de Cassiano, nas Vidas dos Padres e na Regra de São Basílio. Vê-se que ele mesmo havia bebido nessas fontes, para se aperfeiçoar e para formar a legislação que legou aos discípulos. O papa São Gregório, o Grande, encontrou-a escrita com pouca clareza e prudência. Conta-se que um príncipe, Cosme de Médicis, a lia assiduamente, e que, interrogado a esse respeito, respondeu que os preceitos lhe pareciam muito apropriados, pela sabedoria que continham, para ajudá-lo a bem governar seus Estados.

São Bento terminou tranquilamente os dias em meio a guerras e revoluções na Itália. Tinha uma irmã chamada Escolástica, cuja vida vimos no dia 10 de fevereiro. São Bento não viveu muito tempo após a morte da irmã. No mesmo ano, em 543, predisse a alguns dos discípulos que com ele moravam sua morte, pedindo-lhes guardassem segredo. A outros mais afastados, deu sinais, que lhes indicariam ter chegado ao fim. Seis dias antes de falecer, mandou que abrissem a sepultura. Foi, então, acometido de febre violenta, que aumentava dia a dia. No sexto dia, fez com que o levassem para o oratório, onde recebeu o Corpo e o Sangue do Senhor. E, erguendo os olhos e as mãos para o céu, entre os braços dos discípulos que o sustentavam, entregou o espírito a Deus, orando, no dia 21 de março de 543, um sábado, aos 63 anos de idade. Foi enterrado no oratório de São João Batista, que construira em lugar do altar de Apolo. Na caverna de Sublac que habitara, operou inúmeros milagres.

Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume V. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 21 jun. 2021.

São Bento de Núrsia, rogai por nós!

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SEXTA-FEIRA, DIA 10 DE JULHO DE 2026

XIV SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Os 14, 2-10
Leitura da Profecia de Oseias
Assim fala o Senhor: 2 “Volta, Israel, para o Senhor, teu Deus, porque estavas caído em teu pecado. 3 Vós todos, encontrai palavras e voltai para o Senhor; dizei-lhe: ʽLivra-nos de todo o mal e aceita este bem que oferecemos; o fruto de nossos lábios. 4 A Assíria não nos salvará; não queremos montar nossos cavalos, não chamaremos mais ‘Deuses nossos’ a produtos de nossas mãos; em ti encontrará o órfão misericórdiaʼ. 5 “Hei de curar sua perversidade e me será fácil amá-los, deles afastou-se a minha cólera. 6 Serei como orvalho para Israel; ele florescerá como o lírio e lançará raízes como plantas do Líbano.
7 Seus ramos hão de estender-se; será seu esplendor como o da oliveira, e seu perfume como o do Líbano. 8 Voltarão a sentar-se à minha sombra e a cultivar o trigo, e florescerão como a videira, cuja fama se iguala à do vinho do Líbano. 9 Que tem ainda Efraim a ver com ídolos? Sou eu que o atendo e que olho por ele. Sou como o cipreste sempre verde: de mim procede o teu fruto. 10 Compreenda estas palavras o homem sábio, reflita sobre elas o bom entendedor! São retos os caminhos do Senhor e, por eles, andarão os justos, enquanto os maus ali tropeçam e caem”.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 50(51), 3-4. 8-9. 12-13. 14 e 17 (R. 17b)
Minha boca anunciará vosso louvor!
Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!
Minha boca anunciará vosso louvor!
Mas vós amais os corações que são sinceros, na intimidade me ensinais sabedoria. Aspergi-me e serei puro do pecado, e mais branco do que a neve ficarei.
Minha boca anunciará vosso louvor!
Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
Minha boca anunciará vosso louvor!
Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso! Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, e minha boca anunciará vosso louvor!
Minha boca anunciará vosso louvor!

Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Quando o Paráclito vier, o Espírito da verdade, ele vos conduzirá a toda a verdade, lembrar-vos-á de tudo o que eu tenho falado. (Jo 16, 13a; 14, 26d)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Mt 10, 16-23
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 16 “Eis que eu vos envio como ovelhas no meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas. 17 Cuidado com os homens, porque eles vos entregarão aos tribunais e vos açoitarão nas suas sinagogas.
18 Vós sereis levados diante de governadores e reis, por minha causa, para dar testemunho diante deles e das nações. 19 Quando vos entregarem, não fiqueis preocupados como falar ou o que dizer. Então naquele momento vos será indicado o que deveis dizer. 20 Com efeito, não sereis vós que havereis de falar, mas sim o Espírito do vosso Pai é que falará através de vós.
21 O irmão entregará à morte o próprio irmão; o pai entregará o filho; os filhos se levantarão contra seus pais, e os matarão. 22 Vós sereis odiados por todos, por causa do meu nome. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo. 23 Quando vos perseguirem numa cidade, fugi para outra. Em verdade vos digo, vós não acabareis de percorrer as cidades de Israel, antes que venha o Filho do Homem”.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Pedro Vincioli, Presbítero e Abade (Memória Facultativa)

Local: Perúgia, Itália
Data: 10 de Julho † 1007

São Pedro Vincioli nasceu perto de Perúgia, onde fez os estudos. Da clericatura passou ao sacerdócio.

Contristado com o abandono em que jazia a catedral dedicada ao Apóstolo Pedro, dirigiu-se ao bispo Honesto, solicitando-lhe permissão para restaurá-la.

O bispo, depois de alguma hesitação, deu-lhe a ordem de iniciar os trabalhos, e Pedro, cheio do mais ardoroso afã, deu começo às obras.

Muito antiga, deixada à ação do tempo, por Rogério, predecessor de Honesto, a catedral requeria árduo labor. Muitos milagres marcaram aquela restauração. Sem qualquer auxílio senão o de Deus, Pedro vivia a braços com as necessidades dos operários. Assim, do céu veio a ajuda.

Certa vez, misteriosos personagens surgiram a trazer pão para os trabalhadores, quando nem uma migalha havia; de outra feita, de alto andaime, precipitou-se ao solo um dos pedreiros, chegando embaixo sem qualquer dano: uma coluna, a pender, tornava ao lugar com fervoroso sinal da cruz do futuro abade.

Findo o trabalho, a catedral reluzia, com as suas três naves, de transepto, de teto sustentado por dezoito colunas e de mármore, que Pedro fizera vir de lugares distantes.

A dedicação da igreja de São Pedro ocorreu no ano de 969. Com o bispo de Perúgia, o Santo buscou Roma, e ao Papa João XIII disse que, servida por monges beneditinos, a nova fundação só necessitava de aprovação, a qual, humildemente, solicitou do Sumo Pontífice.

Feito abade pelo Papa, Pedro Vincioli tornou com o bispo.

Desde 1002 o mosteiro de São Pedro de Perúgia abraçou a reforma de Cluny. Após ter feito inúmeros milagres e ter levado vida da mais santas, São Pedro Vincioli faleceu aos 10 de Julho de 1007.

A abadia passou por duras fases. Destruída por um incêndio, foi reconstruída em 1318. Em 1436 Eugênio IV reuniu-a à congregação do Monte Cassino. Suprimida por Napoleão, Pio VII restaurou-a. Novamente suprimida pelo governo italiano, reapareceu pouco mais tarde, sempre debaixo da congregação beneditina do Monte Cassino.

Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume XII. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro; sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 21 jun. 2021.

São Pedro Vincioli, rogai por nós!

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QUINTA-FEIRA, DIA 09 DE JULHO DE 2026

XIV SEMANA DO TEMPO COMUM
Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, virgem | Memória |
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
— Os 11, 1-4. 8c-9
Leitura da Profecia de Oseias
Assim fala o Senhor: 1 “Quando Israel era criança, eu já o amava, e desde o Egito chamei meu filho. 2 Quanto mais eu os chamava tanto mais eles se afastavam de mim; imolavam aos Baals e sacrificavam aos ídolos.
3 Ensinei Efraim a dar os primeiros passos, tomei-o em meus braços, mas eles não reconheceram que eu cuidava deles. 4 Eu os atraía com laços de humanidade, com laços de amor; era para eles como quem leva uma criança ao colo, e rebaixava-me a dar-lhes de comer. 8c Meu coração comove-se no íntimo e arde de compaixão. 9 Não darei largas à minha ira, não voltarei a destruir Efraim, eu sou Deus, e não homem; o santo no meio de vós, e não me servirei do terror”.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 79(80), 2ac e 3b. 15-16 (R. 4b)
Sobre nós iluminai a vossa face e, então, seremos salvos, ó Senhor!
Ó Pastor de Israel, prestai ouvidos. Vós, que sobre os querubins vos assentais, despertai vosso poder, ó nosso Deus, e vinde logo nos trazer a salvação!
Sobre nós iluminai a vossa face e, então, seremos salvos, ó Senhor!
Voltai-vos para nós, Deus do universo! Olhai dos altos céus e observai. Visitai a vossa vinha e protegei-a! Foi a vossa mão direita que a plantou; protegei-a, e ao rebento que firmastes!
Sobre nós iluminai a vossa face e, então, seremos salvos, ó Senhor!

Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Convertei-vos e crede no Evangelho, pois o Reino de Deus está chegando! (Mc 1, 15)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Mt 10, 7-15
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7 “Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8 Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!
9 Não leveis ouro nem prata nem dinheiro nos vossos cintos; 10 nem sacola para o caminho, nem duas túnicas nem sandálias nem bastão, porque o operário tem direito ao seu sustento. 11 Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes, informai-vos para saber quem ali seja digno. Hospedai-vos com ele até a vossa partida.
12 Ao entrardes numa casa, saudai-a. 13 Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se ela não for digna, volte para vós a vossa paz. 14 Se alguém não vos receber, nem escutar vossa palavra, saí daquela casa ou daquela cidade, e sacudi a poeira dos vossos pés. 15 Em verdade vos digo, as cidades de Sodoma e Gomorra serão tratadas com menos dureza do que aquela cidade, no dia do juízo”.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus

Origens
Amábile Lúcia Visintainer nasceu no dia 16 de dezembro de 1865, em Vigolo Vattaro, Itália. Os pais eram de origem simples e cristãos.
Em setembro de 1875, com apenas 10 anos de idade, emigrou com seus pais para o Brasil, dirigindo-se para o Estado de Santa Catarina, no atual município de Nova Trento, onde deram início à localidade de Vígolo.
Após receber a sua primeira comunhão, com cerca de 12 anos, começou a participar do apostolado paroquial, catequizando os pequenos e visitando os doentes.
Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição
Com a permissão de seu pai, Amábile construiu um pequeno casebre, num terreno doado por um barão, próximo à capela. Lá, ela rezava, cuidava dos doentes e instruía as crianças. A primeira paciente foi uma mulher portadora de câncer terminal, a qual não tinha quem lhe cuidasse.
Era o dia 12 de julho de 1890, data considerada como o dia da fundação da Congregação das Irmãzinhas da Imaculada Conceição, que iniciou com Amábile e a amiga Virgínia atuando como enfermeiras.
Essa também foi a primeira congregação religiosa feminina fundada em solo brasileiro. Foi aprovada pelo bispo de Curitiba em agosto 1895.
Quatro meses depois, Amábile, Virgínia e Teresa Anna Maule, outra jovem que se juntou a elas, fizeram os votos religiosos; e Amábile recebeu o nome de irmã Paulina do Coração Agonizante de Jesus. Também foi nomeada superiora, passando a ser chamada de madre Paulina.
Ida a São Paulo
Em 1903, foi eleita superiora geral por toda a vida pelas irmãs da nascente congregação. Deixou Nova Trento e estabeleceu-se em São Paulo, no Bairro Ipiranga. Na cidade, ela ocupou-se de cuidar de crianças órfãs, filhos de ex-escravos e dos escravos idosos e abandonados.
Foram anos marcados pela oração, pelo trabalho e sofrimento. Tudo feito e aceito para que a Congregação das Irmãzinhas fosse adiante.
Páscoa 
Em 1938, acometida pelo diabetes, iniciava um período de grande sofrimento. Teve o braço direito amputado e chegou até a cegueira total.
Madre Paulina morreu serenamente no dia 9 de julho de 1942, na Casa-geral de sua congregação, em São Paulo.
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II, no dia 18 de outubro de 1991, em Florianópolis.
Minha oração
“Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, ajudai-nos a sermos fiéis à virtude do serviço, motivados pelo amor de Deus e a salvação das almas. Amém.” 
Santa Paulina do Coração Agonizante de Jesus, rogai por nós!

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QUARTA-FEIRA, DIA 08 DE JULHO DE 2026

XIV SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Os 10, 1-3. 7-8. 12

Leitura da Profecia de Oseias

1Israel era uma vinha exuberante e dava frutos para seu consumo; na medida de sua produção, erguia os numerosos altares; na medida da fertilidade da terra, embelezava seus ídolos. 2Com o coração dividido, deve agora receber castigo; o Senhor mesmo derrubará seus altares, destruirá os seus simulacros. 3Decerto, dirão agora: “Não temos rei; não temos medo do Senhor. Que poderia o rei fazer por nós?” 7Samaria está liquidada, seu rei vai flutuando como palha em cima da água. 8Será desmantelada a idolatria dos lugares altos, pecado de Israel; ali crescerão espinhos e abrolhos sobre seus altares; então se dirá aos montes: “Cobri-nos!” e às colinas: “Caí sobre nós!” 12Semeai justiça entre vós, e colhereis amor; desbravai uma roça nova. É tempo de procurar o Senhor, até que ele venha e derrame a justiça em vós.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 104(105), 2-3. 4-5. 6-7 (R. 4b)

℟. Buscai constantemente a face do Senhor!

— Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas! Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! ℟.

℟. Buscai constantemente a face do Senhor!

— Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! Lembrai as maravilhas que ele fez, seus prodígios e as palavras de seus lábios! ℟.

℟. Buscai constantemente a face do Senhor!

— Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra. ℟.

℟. Buscai constantemente a face do Senhor!

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Convertei-vos e crede no Evangelho, pois o Reino de Deus está chegando! (Mc 1, 15) ℟.
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Mt 10, 1-7

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus 
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade. 2Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão, chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João; 3Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus. 5Jesus enviou estes Doze, com as seguintes recomendações: “Não deveis ir aonde moram os pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! 6Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! 7Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santo Áquila e Santa Priscila (Memória Facultativa)

Local: Ásia Menor, Roma
Data: 08 de Julho † s. I

Encontramos Santo Áquila e Santa Priscila nos Atos dos Apóstolos. Áquila, ao que tudo indica, era um judeu convertido. Com nome latino, ignora-se-lhe o nome judeu.

São Paulo, no ano 50, depois de ter evangelizado Atenas, em Corinto principiou a colher numerosos frutos de conversão, e, encontrando um judeu, chamado Áquila, natural do Ponto, que pouco antes tinha chegado da Itália, e Priscila, sua mulher (pelo motivo de Cláudio ter mandado sair de Roma todos os judeus), uniu-se a eles. Como tinha o mesmo ofício, morava com eles, e trabalhava (eram fabricantes de tendas). Disputava todos os sábados na sinagoga, e esforçava-se por ganhar judeus e gregos.

Quando Silas e Timóteo chegaram a Macedônia, Paulo aplicava-se assiduamente à palavra, dando testemunho aos judeus de que Jesus era o Messias. Mas, como o contradissessem e o injuriassem, ele, sacudindo as suas vestes, disse-lhes:
– O vosso sangue caia sobre a vossa cabeça; eu não tenho culpa; desde agora vou para os gentios.

Saindo dali, entrou em casa dum chamado Tito Justo, temente a Deus, cuja casa estava contígua à sinagoga. Crispo, arquissinagogo, creu no Senhor com toda a família, e muitos dos coríntios, ouvindo-o, criam e eram batizados. Uma noite, numa visão, o Senhor disse a Paulo:
– Não temas, mas fala e não te cales, porque eu sou contigo; e ninguém porá a mão sobre ti nesta cidade para te fazer mal, porque tenho muito povo nesta cidade.

E demorou-se ali um ano e seis meses, ensinando entre eles a Palavra de Deus.

Mas, sendo procônsul da Acaia Galião, os judeus, de comum acordo, levantaram-se contra Paulo, e levaram-no ao tribunal, dizendo:
– Este persuade os homens a que adorem a Deus com um culto contra a lei.

Começando Paulo a abrir a boca para responder, disse Galião aos judeus:
– Se isto fosse na realidade algum agravo ou delito grave, eu vos ouviria, ó judeus, conforme o direito. Mas, se são questões de palavra acerca de nomes, e acerca da vossa lei, isto é convosco, eu não quero ser juiz de tais coisas.

E mandou-as sair do tribunal. Então eles todos, lançando mão de Sóstenes, príncipe da sinagoga, batiam-lhe diante do tribunal; e Galião nada se importava com isso.

Paulo, demorando-se ainda muitos dias, despedindo dos irmãos, navegou para a Síria (e com ele Priscila e Áquila), depois de ter cortado o cabelo em Cencreas, porque tinha um voto. (Quando estavam doentes ou se encontravam em alguma dificuldade, os judeus costumavam prometer a Deus ir a Jerusalém oferecer-lhe um sacrifício, comprometendo-se a cortar o cabelo trinta dias antes do sacrifício, ao mesmo tempo que se abstinham de vinho. Foi o que São Paulo fez. Embora defendesse o princípio da liberdade cristã em face do judaísmo, continuava a praticar as cerimônias judaicas, quando elas não iam de encontro àquela liberdade).

Chegou a Éfeso e deixou-os ali. Tendo entrado na sinagoga, disputava com os judeus. Rogando-lhe eles que ficasse ali mais tempo, não condescendeu, mas, despedindo-se e dizendo: Outra vez, se Deus quiser, voltarei a vós. E partiu para Éfeso.

Desembarcando em Cesareia, subiu (a Jerusalém), aí saudou a Igreja, e foi em seguida a Antioquia.

Tendo estado ali algum tempo, partiu, atravessando sucessivamente a terra da Galácia e a Frígia, fortalecendo todos os discípulos.

Ora, tinha chegado a Éfeso um judeu, chamado Apolo, natural de Alexandria, homem eloquente, versado nas Escrituras. Tinha sido instruído no caminho do Senhor, e ensinava com exatidão o que dizia respeito a Jesus, conhecendo somente o batismo de João. Começou a falar com liberdade na sinagoga. Quando Priscila e Áquila o ouviram, levaram-no consigo, e lhe expuseram mais minuciosamente o caminho do Senhor. Querendo ele ir a Acaia, os irmãos animaram-no a isso, e escreveram aos irmãos que o recebessem. Tendo ele chegado, foi de muito proveito para os que tinham crido. Porque, com grande veemência, convencia publicamente os judeus, mostrando pelas Escrituras que Jesus é o Messias.

Depois disto, só encontramos os dois santos esposos em breves menções que São Paulo faz no fim de certas epístolas: “As igrejas da Ásia saúdam-vos. Muito vos saúdam no Senhor Áquila e Priscila, com a igreja de sua casa, dos quais sou hóspede” (1Cor 16, 19). São referências que datam do ano 55, que Paulo nos deixou, escrevendo de Éfeso.

Depois: “Saudai Prisca e Áquila, meus cooperadores em Jesus Cristo (os quais expuseram as suas cabeças pela minha vida; o que não só eu lhes agradeço, mas também todas as igrejas dos gentios)” (Rm 16, 3).

Como última citação, lemos: “Saúda Prisca, Áquila e a família de Onesíforo” (2Tm 4, 19).

Foi Odon que introduziu ambos os esposos, zelosos das coisas de Deus, no martirológio, dizendo que morreram na Ásia Menor. Uma tradição, porém, di-lo que em Roma.

Referência:
ROHRBACHER, Padre. Vida dos santos: Volume XII. São Paulo: Editora das Américas, 1959. Edição atualizada por Jannart Moutinho Ribeiro;
sob a supervisão do Prof. A. Della Nina. Adaptações: Equipe Pocket Terço. Disponível em: obrascatolicas.com. Acesso em: 28 jun. 2023.

Santo Áquila e Santa Priscila, rogai por nós!

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TERÇA-FEIRA, DIA 07 DE JULHO DE 2026

XIII SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Os 8, 4-7. 11-13
Leitura da Profecia de Oseias
Assim fala o Senhor: 4 “Eles constituíram reis sem minha vontade; constituíram príncipes sem meu conhecimento; sua prata e seu ouro serviram para fazer ídolos e para sua perdição.
5 Teu bezerro, ó Samaria, foi jogado ao chão; minha cólera inflamou-se contra eles. Até quando ficarão sem purificar-se? 6 Esse bezerro provém de Israel; um artesão fabricou-o, isso não é um deus; será feito em pedaços esse bezerro de Samaria. 7 Semeiam ventos, colherão tempestades; se não há espiga, o grão não dará farinha; e, mesmo que dê, estranhos a comerão.
11 Efraim ergueu muitos altares em expiação do pecado, mas seus altares resultaram-lhe em pecado. 12 Eu lhes deixei, por escrito, grande número de preceitos, mas estes foram considerados coisa que não lhes toca. 13 Gostam de oferecer sacrifícios, imolam carnes e comem; mas o Senhor não os recebe. Antes, o Senhor lembra seus pecados e castiga suas culpas: eles deverão voltar para o Egito”.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 113B(115), 3-4. 5-6. 7ab-8. 9-10 (R. 9a)
Confia, Israel, no Senhor!
É nos céus que está o nosso Deus, ele faz tudo aquilo que quer. São os deuses pagãos ouro e prata, todos eles são obras humanas.
Confia, Israel, no Senhor!
Têm boca e não podem falar, têm olhos e não podem ver; têm nariz e não podem cheirar, tendo ouvidos, não podem ouvir.
Confia, Israel, no Senhor!
Têm mãos e não podem pegar, têm pés e não podem andar. Como eles serão seus autores, que os fabricam e neles confiam.
Confia, Israel, no Senhor!
Confia, Israel, no Senhor. Ele é teu auxílio e escudo! Confia, Aarão, no Senhor. Ele é teu auxílio e escudo!
Confia, Israel, no Senhor!
Eu sou o bom pastor, conheço minhas ovelhas e elas me conhecem, assim fala o Senhor. (Jo 10, 14)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Mt 9, 32-38
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 32 apresentaram a Jesus um homem mudo, que estava possuído pelo demônio. 33 Quando o demônio foi expulso, o mudo começou a falar. As multidões ficaram admiradas e diziam: “Nunca se viu coisa igual em Israel”. 34 Os fariseus, porém, diziam: “É pelo chefe dos demônios que ele expulsa os demônios”.
35 Jesus percorria todas as cidades e povoados, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino, e curando todo tipo de doença e enfermidade. 36 Vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37 “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38 Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Beata Maria Romero, socorro dos pobres e marginalizados

Origem
Nasceu em 13 de janeiro de 1902 em Granada, na Nicarágua, e pertencia a uma família católica. Os pais, Félix e Ana, eram de classe média e tiveram treze filhos.
Recebeu formação religiosa e excelente instrução tradicional. Gostava de estudar música, desenho e pintura.
Consagrou-se a Deus e a Nossa Senhora 
Aos doze anos, entrou para a escola das Filhas de Maria Auxiliadora, recém-chegadas àquele país. Mas, por causa de uma grave doença, ainda noviça teve de voltar para casa. Com o consentimento do seu confessor, emitiu o voto particular de castidade.
Em 1923, consagrou-se a Deus e a Nossa Senhora, emitindo os votos religiosos.
Foi transferida para a missão na Costa Rica, em 1931, onde ensinava música, desenho e datilografia. Além disso, incluiu às suas atividades a catequese aos jovens da periferia da capital, São José.
Evangelização aos pobres 
Passados três anos, Maria Romero deu vida a outra maneira de evangelização: socorria as famílias pobres e marginalizadas.
Em 1961, iniciou uma série de cursos de qualificação profissional para os jovens carentes e também para os adultos.
Fundou um hospital de clínicas gerais, em 1966, destinado ao atendimento de toda a comunidade, mas beneficiando especialmente os pobres.
Já em 1973, conseguiu um terreno onde foram construídas casas para desabrigados das periferias. O local tornou-se a cidade de Santa Maria, em homenagem a sua fundadora.
Dom do conselho 
Outro dom que Maria Romero possuía era o do conselho, que ela não negava a ninguém.
Páscoa 
Faleceu, subitamente, dia 7 de julho de 1977, quando regressava de um descanso na Nicarágua.
Suas relíquias estão sepultadas na igreja de São José da Costa Rica.
Foi beatificada pelo Papa João Paulo II em 2000.
A minha oração
“Beata Maria Romero, fostes o socorro dos pobres e desabrigados, amparo dos humildes e o conselho dos que pediram, intercedei por nós junto a Jesus, para que nosso coração seja tão bondoso e amável quanto o vosso. Amém!”
Beata Maria Romero, rogai por nós! 

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SÁBADO, DIA 04 DE JULHO DE 2026

XIII SEMANA DO TEMPO COMUM
COR LITÚRGICA: VERDE
Memória Facultativa
Santa Maria no Sábado ou Santa Isabel de Portugal

Primeira leitura
— Am 9, 11-15
Leitura da Profecia de Amós
Assim diz o Senhor: 11 “Naquele dia, reerguerei a tenda de Davi, em ruínas, e consertarei seus estragos, levantando-a dos escombros, e reconstruindo tudo, como nos dias de outrora;12 deste modo possuirão todo o resto de Edom e das outras nações, que são chamadas com o meu nome, diz o Senhor, que tudo isso realiza.
13 Eis que dias virão, diz o Senhor, em que se seguirão de perto quem ara e quem ceifa, o que pisa as uvas e o que lança a semente; os montes destilarão vinho e as colinas parecerão liquefazer-se. 14 Mudarei a sorte de Israel, meu povo, cativo; eles reconstruirão as cidades devastadas, e as habitarão, plantarão vinhas e tomarão o vinho, cultivarão pomares e comerão seus frutos.15 Eu os plantarei sobre o seu solo e eles nunca mais serão arrancados de sua terra, que eu lhes dei”, diz o Senhor teu Deus.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 84(85), 9. 11-12. 13-14 (R. 9)
O Senhor anunciará a paz para o seu povo.
Quero ouvir o que o Senhor irá falar: é a paz que ele vai anunciar; a paz para o seu povo e seus amigos, para os que voltam ao Senhor seu coração.
O Senhor anunciará a paz para o seu povo.
A verdade e o amor se encontrarão, a justiça e a paz se abraçarão; da terra brotará a fidelidade, e a justiça olhará dos altos céus.
O Senhor anunciará a paz para o seu povo.
O Senhor nos dará tudo o que é bom, e a nossa terra nos dará suas colheitas; a justiça andará na sua frente e a salvação há de seguir os passos seus.
O Senhor anunciará a paz para o seu povo.
Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem. (Jo 10, 27)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Mt 9, 14-17
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 14 os discípulos de João aproximaram-se de Jesus e perguntaram: “Por que razão nós e os fariseus praticamos jejuns, mas os teus discípulos não?” 15 Disse-lhes Jesus: “Por acaso, os amigos do noivo podem estar de luto enquanto o noivo está com eles? Dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, sim, eles jejuarão.
16 Ninguém coloca remendo de pano novo em roupa velha, porque o remendo repuxa a roupa e o rasgão fica maior ainda. 17 Também não se põe vinho novo em odres velhos, senão os odres se arrebentam, o vinho se derrama e os odres se perdem. Mas vinho novo se coloca em odres novos, e assim os dois se conservam”.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santa Isabel de Portugal

Origem
Nasceu na Espanha no ano de 1271. Pertencia à família real de Aragão, que lhe concedeu uma ótima formação, digna do seguimento de Cristo. Ela foi criada por seu avô, Tiago I, que estava recém-convertido ao cristianismo.
Casamento
Foi entregue em casamento ao rei Diniz, rei de Portugal, com apenas 12 anos de idade, e já dava testemunho de uma esposa cristã, uma mulher de oração e centrada na Eucaristia. Seu matrimônio foi um lugar de humilhação e santificação: ela permaneceu fiel e amável mesmo diante das traições e dificuldades com o esposo.
Era rainha, mas nunca esqueceu que também era irmã dos mais necessitados.
Mulher religiosa e de caridade
Ela ajudou a propagar a grande devoção a Nossa Senhora da Conceição.
Refundou, em 1314, o Mosteiro de Santa Clara de Coimbra; também fundou, em 1321, em Santarém, o Hospital de Nossa Senhora dos Inocentes, voltado para crianças que, por algum motivo, eram abandonadas por suas mães.
Uma de suas últimas obras de caridade talvez tenha sido cuidar do seu próprio esposo. Dom Diniz, que tanto a fez sofrer, agora precisava dos cuidados de Isabel, que se dispôs, quis cuidar dele. Ele ficou doente em 1324, e faleceu no ano seguinte.
Viúva e Clarissa
Então, Isabel deixou a sua condição de viver no palácio como rainha, abdicando seus bens e títulos para receber o hábito no Mosteiro das Clarissas em Coimbra, ingressando na Ordem Terceira Franciscana.
Em 1336, saiu de Coimbra e foi ao encontro de seu filho devido a um novo conflito familiar. Mesmo enferma, conseguiu chegar. Foi acolhida e ouvida por seu filho.
Páscoa
Faleceu no dia 4 de julho de 1336, e foi sepultada no Mosteiro em Coimbra.
Foi canonizada pelo Papa Urbano VIII em 1665.
Padroeira de Portugal
Santa Isabel foi declarada padroeira de Portugal, recebendo do povo o título de “rainha santa da concórdia e da paz”.
A minha oração
“Santa Isabel, fostes uma exímia esposa, mãe, serva, rainha e religiosa, porque em tudo se dedicou ao amor a Deus e ao próximo, intercede por nós junto ao Senhor, para que também saibamos amar e nos doar a Ele e aos nossos irmãos. Amém!”
Santa Isabel, rogai por nós!

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TERÇA-FEIRA, DIA 30 DE JUNHO DE 2026

XIII SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde
Memória Facultativa
Santos Protomártires da Igreja de Roma

Primeira leitura
— Am 3, 1-8; 4, 11-12
Leitura da Profecia de Amós
3, 1 Ouvi, filhos de Israel, a palavra que disse o Senhor para vós e para todas as tribos que eu retirei do Egito: 2 “Dentre todas as nações da terra, somente a vós reconheci; por isso usarei o castigo por todas as vossas iniquidades. 3 Se duas pessoas caminham juntas, não é porque estão de acordo? 4 Se o leão ruge na selva, não é porque encontrou a presa? Se no covil rosna o filhote do leão, não é porque agarrou sua parte?
5 Acaso, sem armadilha, se prende uma ave no chão? Acaso dispara a armadilha, antes de capturar a presa? 6 Se ressoa na cidade o toque da trombeta, não fica a população apavorada? Se acontece uma desgraça na cidade, não foi o Senhor que fez? 7 Pois nada fará o Senhor Deus, que não revele o plano a seus servos, os profetas. 8 Ruge o leão, quem não terá medo? Falou o Senhor Deus, quem não será seu profeta?”
4, 11 “Eu arrasei-vos, como arrasei Sodoma e Gomorra, e ficastes como um tição, retirado da fogueira; e, contudo, não voltastes para mim”, diz o Senhor. 12 “Por isso, assim te tratarei, Israel; e, porque sabes como te vou tratar, prepara-te, Israel, para ajustar contas com o teu Deus.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 5, 5-6. 7. 8 (R. 9a)
Na vossa justiça, guiai-me, Senhor!
Não sois um Deus a quem agrade a iniquidade, não pode o mau morar convosco; nem os ímpios poderão permanecer perante os vossos olhos.
Na vossa justiça, guiai-me, Senhor!
Detestais o que pratica a iniquidade e destruís o mentiroso. Ó Senhor, abominais o sanguinário, o perverso e enganador.
Na vossa justiça, guiai-me, Senhor!
Eu, porém, por vossa graça generosa, posso entrar em vossa casa. E, voltado reverente ao vosso templo, com respeito vos adoro.
Na vossa justiça, guiai-me, Senhor!

Aleluia, Aleluia, Aleluia.
No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra. (Sl 129, 5)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Evangelho — Mt 8, 23-27
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 23 Jesus entrou na barca, e seus discípulos o acompanharam. 24 E eis que houve uma grande tempestade no mar, de modo que a barca estava sendo coberta pelas ondas. Jesus, porém, dormia.
25 Os discípulos aproximaram-se e o acordaram, dizendo: “Senhor, salva-nos, pois estamos perecendo!” 26 Jesus respondeu: “Por que tendes tanto medo, homens fracos na fé?” Então, levantando-se, ameaçou os ventos e o mar, e fez-se uma grande calmaria. 27 Os homens ficaram admirados e diziam: “Quem é este homem, que até os ventos e o mar lhe obedecem?”
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Protomártires da Igreja de Roma

Depois da solenidade universal dos apóstolos São Pedro e Paulo, a liturgia nos apresenta a memória de outros cristãos que se tornaram os primeiros mártires da Igreja de Roma, por isso, protomártires.
Acusação de Nero
No ano de 64, o imperador Nero pôs fogo em Roma e acusou os cristãos. Naquela época, a comunidade cristã, vítima de preconceitos, era tida como seita e inimiga, pois não adorava o Imperador.
Qualquer coisa que acontecia de negativo, os cristãos eram acusados. Por isso, foram acusados de terem posto fogo em Roma e, a partir daí, no ano 64, começaram a ser perseguidos.
Atrocidades do martírio
Os escritos históricos em Roma narram que os cristãos eram lançados nas arenas para servirem de espetáculo ao povo junto às feras, cobertos de piches, como tochas humanas e muitos outros atos atrozes. E a resposta era sempre o perdão e a misericórdia.
Está descrito: “Prendem-se primeiro os que manifestam (seguir o Cristianismo), e depois, conforme as indicações que eles dão, prendem-se outros em massa, condenados menos pelo crime de incêndio do que pelo ódio que lhes tem o gênero humano. Aos tormentos juntam-se as mofas, homens envolvidos em peles de animais morrem despedaçados pelos cães, ou são presos a cruzes, ou destinados a ser abrasados e acendidos, à maneira de luz noturna, ao acabar o dia.”
A coroa e a glória do martírio
O Papa São Clemente I escreveu: “Nos encontramos na mesma arena e combatemos o mesmo combate. Deixemos as preocupações inúteis e os vãos cuidados e voltemo-nos para a gloriosa e venerável regra da nossa tradição: consideremos o que é belo, o que é bom e o que é agradável ao nosso criador”.
O testemunho dos mártires da nossa Igreja nos recorda o que é essencial para a vida, para o cristão, para sermos felizes em Deus, principalmente nos momentos mais difíceis que todos nós temos. Os mártires viveram tudo em Cristo.
A minha oração
“Senhor, concedei-me, pelo sangue dos protomártires da Igreja, um coração abrasado de amor por Vós, que não tema morrer para testemunhar que só Vós sois Senhor e Rei! Amém!”
Protomártires da Igreja de Roma, rogai por nós!