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SEXTA-FEIRA, DIA 04 DE SETEMBRO DE 2026

XXII SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— 1Cor 4, 1-5

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

Irmãos, 1que todo o mundo nos considere como servidores de Cristo e administradores dos mistérios de Deus. 2A este respeito, o que se exige dos administradores é que sejam fiéis. 3Quanto a mim, pouco me importa ser julgado por vós ou por algum tribunal humano. Nem eu me julgo a mim mesmo. 4É verdade que a minha consciência não me acusa de nada. Mas não é por isso que eu posso ser considerado justo. 5Quem me julga é o Senhor. Portanto, não queirais julgar antes do tempo. Aguardai que o Senhor venha. Ele iluminará o que estiver escondido nas trevas e manifestará os projetos dos corações. Então, cada um receberá de Deus o louvor que tiver merecido.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 36(37), 3-4. 5-6. 27-28. 39-40 (R. 39a)

℟. A salvação de quem é justo vem de Deus.

— Confia no Senhor e faze o bem, e sobre a terra habitarás em segurança. Coloca no Senhor tua alegria, e ele dará o que pedir teu coração. ℟.

℟. A salvação de quem é justo vem de Deus.

— Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino; confia nele, e com certeza ele agirá. Fará brilhar tua inocência como a luz, e o teu direito, como o sol do meio-dia. ℟.

℟. A salvação de quem é justo vem de Deus.

— Afasta-te do mal e faze o bem, e terás tua morada para sempre. Porque o Senhor Deus ama a justiça, e jamais ele abandona os seus amigos. ℟.

℟. A salvação de quem é justo vem de Deus.

— A salvação dos piedosos vem de Deus; ele os protege nos momentos de aflição. O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, defende-os e protege-os contra os ímpios, e os guarda porque nele confiaram. ℟.

℟. A salvação de quem é justo vem de Deus.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida. (Jo 8, 12) ℟.
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Evangelho — Lc 5, 33-39

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas 
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 33os fariseus e os mestres da Lei disseram a Jesus: “Os discípulos de João, e também os discípulos dos fariseus, jejuam com frequência e fazem orações. Mas os teus discípulos comem e bebem”. 34Jesus, porém, lhes disse: “Os convidados de um casamento podem fazer jejum enquanto o noivo está com eles? 35Mas dias virão em que o noivo será tirado do meio deles. Então, naqueles dias, eles jejuarão”.
36Jesus contou-lhes ainda uma parábola: “Ninguém tira retalho de roupa nova para fazer remendo em roupa velha; senão vai rasgar a roupa nova, e o retalho novo não combinará com a roupa velha. 37Ninguém coloca vinho novo em odres velhos; porque, senão, o vinho novo arrebenta os odres velhos e se derrama; e os odres se perdem. 38Vinho novo deve ser colocado em odres novos. 39E ninguém, depois de beber vinho velho, deseja vinho novo; porque diz: o velho é melhor”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santa Rosália, Virgem (Memória Facultativa)

Local: Palermo, Itália
Data: 04 de Setembro † s. XII

A padroeira de Palermo, que desfruta de grande devoção na Sicília ao lado das mártires Águeda de Catânia e Lúcia de Siracusa, não tem história igualmente rica de testemunhas e tradições. Um estudioso morto em 1620, Otávio Gaietani, lamentava por não ter achado sinais desta santa deixados pelos antepassados, não obstante os cuidados com que a haviam circundado por toda a parte. Três anos após sua morte, parece que a própria santa tenha se incumbido de preencher essa lacuna aparecendo em outubro de 1623 a uma mulher doente, ordenando-lhe ir em peregrinação à igrejinha no monte Pellegrino, áspero promontório que fecha do lado do poente o golfo de Palermo. A mulher aguardou até o mês de maio seguinte para obedecer ao desejo de santa Rosália, que lhe apareceu novamente e indicou-lhe o lugar onde estavam escondidos seus restos mortais.

A 15 de julho, a procura teve bom êxito, mas os ossos, recolhidos em uma gruta escavada entre as rochas, não traziam inscrição alguma que lhe pertencesse. Duvidou-se no começo que se tratasse de restos humanos. O arcebispo de Palermo, Giannetino Doria, constituiu uma comissão de peritos, composta de médicos e teólogos, que a 11 de fevereiro de 1625 se pronunciou pela autenticidade das relíquias. Isso reacendeu a devoção popular e Urbano VIII, em 1630, inseriu o nome da santa no Martirológio Romano a 15 de julho e a 4 de setembro.

Naquele mesmo período, e precisamente a 25 de agosto de 1624, quarenta dias após a descoberta dos ossos, dois pedreiros, enquanto executavam trabalhos no convento dos dominicanos de santo Estêvão de Quisquina, acharam numa gruta uma inscrição latina, muito rudimentar, que dizia: “Eu, Rosália Sinibaldi, filha das rosas do Senhor, pelo amor de meu Senhor Jesus Cristo decidi morar nesta gruta de Quisquina”. Isso confirma em parte as tradições orais, recolhidas pelo próprio Gaietani, que falavam de santa Rosália, nascida em Palermo, que viveu por alguns anos na corte da rainha Margarida, esposa do rei Guilherme I da Sicília (1154-1156). Obtido como presente da rainha o monte Pellegrino, Rosália estabeleceu ali sua morada, ou melhor, escolheu-o como lugar de retiro, pela áspera solidão que ofereciam seus penhascos rochosos, inclinados sobre o mar azul. Levou vida de penitência, sendo enterrada nesse local, provavelmente depois de haver procurado outros lugares ainda mais escondidos das distrações do mundo, seguindo os exemplos dos antigos anacoretas.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santa Rosália, rogai por nós!

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QUINTA-FEIRA, DIA 03 DE SETEMBRO DE 2026

São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja Memória
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
— 1Cor 3, 18-23

Leitura da Primeira Carta de São Paulo ao Coríntios

Irmãos, 18ninguém se iluda: se algum de vós pensa que é sábio nas coisas deste mundo, reconheça sua insensatez, para se tornar sábio de verdade; 19pois a sabedoria deste mundo é insensatez diante de Deus. Com efeito, está escrito: “Ele apanha os sábios em sua própria astúcia”, 20e ainda: “O Senhor conhece os pensamentos dos sábios; sabe que são vãos”.
21Portanto, que ninguém ponha a sua glória em homem algum. Com efeito, tudo vos pertence: 22Paulo, Apolo, Cefas, o mundo, a vida, a morte, o presente, o futuro, tudo é vosso, 23mas vós sois de Cristo, e Cristo é de Deus.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 23(24), 1-2. 3-4ab. 5-6 (R. 1)

℟. Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra.

— Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; porque ele a tornou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável. ℟.

℟. Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra.

— “Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?” “Quem tem mãos puras e inocente coração, quem não dirige sua mente para o crime. ℟.

℟. Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra.

— Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador.” “É assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face.” ℟.

℟. Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Vinde após mim, disse o Senhor, e eu ensinarei a pescar gente. (Mt 4, 19) ℟.
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Evangelho — Lc 5, 1-11

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas 
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1Jesus estava na margem do lago de Genesaré, e a multidão apertava-se ao seu redor para ouvir a palavra de Deus. 2Jesus viu duas barcas paradas na margem do lago. Os pescadores haviam desembarcado e lavavam as redes. 3Subindo numa das barcas, que era de Simão, pediu que se afastasse um pouco da margem. Depois sentou-se e, da barca, ensinava as multidões.
4Quando acabou de falar, disse a Simão: “Avança para águas mais profundas, e lançai vossas redes para a pesca”. 5Simão respondeu: “Mestre, nós trabalhamos a noite inteira e nada pescamos. Mas, em atenção à tua palavra, vou lançar as redes”. 6Assim fizeram, e apanharam tamanha quantidade de peixes que as redes se rompiam. 7Então fizeram sinal aos companheiros da outra barca, para que viessem ajudá-los. Eles vieram, e encheram as duas barcas, a ponto de quase afundarem.
8Ao ver aquilo, Simão Pedro atirou-se aos pés de Jesus, dizendo: “Senhor, afasta-te de mim, porque sou um pecador!” 9É que o espanto se apoderara de Simão e de todos os seus companheiros, por causa da pesca que acabavam de fazer. 10Tiago e João, filhos de Zebedeu, que eram sócios de Simão, também ficaram espantados. Jesus, porém, disse a Simão: “Não tenhas medo! De hoje em diante tu serás pescador de homens”. 11Então levaram as barcas para a margem, deixaram tudo e seguiram a Jesus.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Gregório Magno, Papa e Doutor da Igreja (Memória)

Local: Roma, Itália
Data: 03 de Setembro † 604

Gregório nasceu em Roma pelo ano de 540 e morreu no dia 12 de março de 604 como um dos pontífices romanos mais importantes da história da Igreja. Para não cair sempre na Quaresma, sua memória é comemorada no dia 3 de setembro, dia de sua ordenação episcopal em 590. Pela grandeza de sua obra como Papa recebeu o título de Magno, o primeiro e único depois de Leão Magno, que governou a Igreja um século e meio antes dele.

São Gregório Magno é tomado e cultuado como modelo de pastor. Viveu e atuou num tempo de transição da cultura greco-romana para a era medieval.

Nascido em Roma, de família rica senatorial, foi prefeito da cidade de Roma. Com a morte do pai tornou-se uma das maiores fortunas de Roma. Com alma de monge dotou com seus bens seis mosteiros na Sicília e um perto de sua habitação no monte Célio. Foi aqui que ele se encerrou para viver como monge, em vida contemplativa. A Providência, porém, lhe reservava outro caminho. O papa Pelágio II (579-590) o fez diácono e enviou-o como seu representante à corte de Constantinopla, onde teve a oportunidade de conhecer de perto a política eclesiástica imperial e o modo de pensar da Igreja bizantina. Retornando a Roma retirou-se novamente para o seu mosteiro de Santo André, onde se tornou abade. Era secretário do Papa quando este foi vitimado pela peste que se espalhou em consequência das enchentes do ano 590. O clero e o povo romano proclamaram Gregório sucessor de Pelágio II. Em vão procurou ocultar-se, pois o povo descobriu seu esconderijo e o forçou a aceitar o cargo,

Gregório foi o homem certo, posto no momento certo na Cátedra de Pedro. O Império Romano estava em derrocada e invasões de bárbaros por toda parte provocavam a formação de um novo tipo de sociedade. Gregório é um marco na história da Igreja e da própria Europa e assinala o ponto de partida de uma nova época, a do tempo de transição do mundo romano para o novo mundo medieval, que ia fundir as antigas culturas grega e romana com as novas culturas germânica e eslava.

Embora fosse de saúde delicada, exerceu multiforme e intensa atividade no governo da Igreja, na solicitude da caridade, na tutela das populações maltratadas pelos bárbaros e na ação missionária. Autor e legislador no campo da Liturgia e do canto sacro, cuidou da elaboração de um Sacramentário que traz seu nome e constitui o núcleo fundamental do Missal romano. Deixou escritos de caráter pastoral, moral, homilético e espiritual, que formaram várias gerações cristãs especialmente na Idade Média.

Ao papa São Gregório I deve-se a evangelização da Inglaterra, para onde enviou um grupo de 40 monges do seu mosteiro de Santo André em Roma, sob a direção de Santo Agostinho de Cantuária. Visando o afervoramento do clero, escreveu para ele a Regra Pastoral que pode ser lida com edificação também hoje em dia. A fim de incentivar a piedade e o amor à santidade, redigiu o Livro dos Diálogos. São Gregório foi o primeiro papa que também foi monge e ajudou a superar uma espiritualidade preponderantemente eremítica e monacal, realçando uma espiritualidade pastoral, unindo numa só realidade a contemplação e a ação. É considerado um dos quatro grandes doutores da Igreja do Ocidente, com Santo Ambrósio, Santo Agostinho e São Jerônimo.

Este infatigável chefe da Igreja, que a governou durante treze anos, muito doente e quase sempre acamado no fim da vida, veio a falecer no ano 604 com cerca de 65 anos de idade. Foi o primeiro papa a chamar-se “Servo dos servos de Deus”. O título de Grande (Magno) lhe foi dado pelo papa Bonifácio VIII.

O hino do seu Oficio o canta como apóstolo dos ingleses, alguém que, calçando aos pés a riqueza e a glória, seguiu pobre o Pobre, de toda a terra Senhor. Na terceira estrofe, a Igreja o contempla como pastor da grei que o Supremo Pastor, o Cristo, lhe confia, imitando a Pedro no cargo e no seguimento da Lei. A seguinte estrofe mostra como ele contempla os mistérios das Sagradas Escrituras e como a Verdade o alça à luz da contemplação. Como Papa e Doutor da Igreja torna-se servo de todos os servos. E a última estrofe o relaciona com a Sagrada Liturgia.

A Antífona do Benedictus o canta como Pastor: Pastor exímio, São Gregório nos deixou um grande exemplo de uma vida de pastor e uma regra a seus irmãos.

A Antífona do Magnificat mostra sua coerência de vida: São Gregório praticava tudo aquilo que pregava e se fez exemplo vivo dos mistérios que ensinava.

Sob esta luz do santo e do pastor devem ser vistas as orações:

Na Oração coleta apresenta-se o papa Gregório como quem governa com amor o povo de Deus. Pede o espírito de sabedoria para aqueles a quem Deus confiou o governo da sua Igreja e que o progresso das ovelhas contribua para a alegria eterna dos pastores.

A Oração depois da Comunhão relaciona o papa São Gregório com o Cristo Mestre e o Cristo pão da vida: Ó Pai, instruí pelo Cristo Mestre os que saciastes com o Cristo que é o pão da vida, para que, na festa de São Gregório, cheguemos ao conhecimento da verdade e a realizemos pela caridade.

A grande lição de São Gregório para todos os tempos é viver o que ensina; testemunhar e ensinar a verdade e viver a caridade. A contemplação e a ação devem formar um todo na vida dos cristãos, qualquer que seja o seu estado de vida, profissão ou função na Igreja ou na sociedade.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Gregório Magno, rogai por nós!

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QUARTA-FEIRA, DIA 02 DE SETEMBRO DE 2026

XXII SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— 1Cor 3, 1-9

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

1Irmãos, não pude falar-vos como a pessoas espirituais. Tive que vos falar como a pessoas carnais, como a crianças na vida em Cristo. 2Pude oferecer-vos somente leite, não alimento sólido, pois ainda não éreis capazes de tomá-lo. E nem atualmente sois capazes de receber alimento sólido, 3visto que ainda sois carnais. As rivalidades e rixas que existem aí, no meio de vós, acaso não mostram que sois carnais e que procedeis de acordo com os impulsos naturais?
4Quando um declara: “Eu sou de Paulo”, e outro: “Eu sou de Apolo”, não estais procedendo como pessoas simplesmente naturais? 5Pois, o que é Apolo? O que é Paulo? Não passam de servidores, pelos quais chegastes à fé. E cada um deles exerce seu serviço segundo o dom recebido de Deus. 6Eu plantei, Apolo regou, mas Deus é que fazia crescer. 7De modo que nem o que planta, nem o que rega são, propriamente, importantes. Quem é importante é aquele que faz crescer: Deus.
8Aquele que planta e aquele que rega formam uma unidade, mas cada um receberá o seu próprio salário, proporcional ao seu trabalho. 9Com efeito, nós somos cooperadores de Deus, e vós sois lavoura de Deus, construção de Deus.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 32(33), 12-13. 14-15. 20-21 (R. 12b)

℟. Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

— Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! Dos altos céus o Senhor olha e observa; ele se inclina para olhar todos os homens. ℟.

℟. Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

— Ele contempla do lugar onde reside e vê a todos os que habitam sobre a terra. Ele formou o coração de cada um e por todos os seus atos se interessa. ℟.

℟. Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

— No Senhor nós esperamos confiantes, porque ele é nosso auxílio e proteção! Por isso o nosso coração se alegra nele, seu santo nome é nossa única esperança. ℟.

℟. Feliz o povo que o Senhor escolheu por sua herança!

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho. (Lc 4, 18)
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Evangelho — Lc 4, 38-44

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas 
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 38Jesus saiu da sinagoga e entrou na casa de Simão. A sogra de Simão estava sofrendo com febre alta, e pediram a Jesus em favor dela. 39Inclinando-se sobre ela, Jesus ameaçou a febre, e a febre a deixou. Imediatamente, ela se levantou e começou a servi-los.
40Ao pôr-do-sol, todos os que tinham doentes atingidos por diversos males, os levaram a Jesus. Jesus colocava as mãos em cada um deles e os curava. 41De muitas pessoas também saíam demônios, gritando: “Tu és o Filho de Deus”. Jesus os ameaçava, e não os deixava falar, porque sabiam que ele era o Messias.
42Ao raiar do dia, Jesus saiu, e foi para um lugar deserto. As multidões o procuravam e, indo até ele, tentavam impedi-lo que os deixasse. 43Mas Jesus disse: “Eu devo anunciar a Boa-nova do Reino de Deus também a outras cidades, porque para isso é que eu fui enviado”. 44E pregava nas sinagogas da Judeia.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Beatos João Maria du Lau d’Allemans, Francisco José e Pedro Luís de la Rochefoucauld e noventa e três companheiros, Mártires (Memória Facultativa)

Local: Paris, França
Data: 02 de Setembro † 1792

A história dos Beatos Mártires de Paris começa com a queda da Monarquia Francesa no dia 10/08/1792, quando Paris foi tomada por uma “febre”, durante a qual diversos “suspeitos” de serem contrários ao Governo Revolucionário foram presos, sendo que dentro desse quantitativo tinha-se: leigos, padres seculares, religiosos, todos considerados refratários porque não aceitavam jurar fidelidade à constituição republicana, mesmo não sendo o caso de todos.

Aproximadamente 350 eclesiásticos foram presos, e desse total, metade não pertencia à capital francesa. Entre os dias 02 e 05/09 vários bandos de homens e mulheres armados invadiram as prisões parisienses para realizar execuções coletivas dos prisioneiros do Convento dos Carmelitas, da Abadia de Saint-Germain-des-Prés, do Seminário de Saint-Firmin e a prisão de La Force, localizada na Rue Saint-Antoine.

Segundo o testemunho do Abade Saurin, um jesuíta que conseguiu escapar relatou o contraste da serenidade que reinava no interior entre os presos eclesiásticos, onde estavam agrupados em torno de 3 bispos, e do lado de fora o rugido da multidão, disparos de canhões e toques de tambores.

No dia 02/09, por volta das 16h, soou-se o alarme de Saint-Sulpice, que deu sinal aos rebeldes amotinados. A carnificina, que havia começado em um jardim, terminou após a simulação de um julgamento que foi realizado aos pés de uma escadinha que ficava entre a capela, de onde os presos foram inicialmente expulsos, e o jardim.

O Abade da Panonia, que conseguiu escapar ferido da tragédia do Convento dos Carmelitas escreveu: “Eu não ouvi queixa alguma dos que eu vi serem massacrados.”

Entre as 3.000 pessoas mortas em setembro de 1792, 191 o foram por defenderem sua fé, as quais foram beatificadas pelo Papa Pio XI no dia 17/10/1926. Desses 191, 86 eram padres do clero parisiense, 4 leigos e outros inúmeros religiosos beatificados que também pertenciam à igreja de Paris.

3 bispos foram proclamados beatos, sendo os seus nomes: D. João Maria du Lau d’Allemand, D. Francisco de la Rochefoucauld e D. Luis de la Rochefoucauld.

Fonte: salvemaria.com.br

Beatos Mártires de Paris, rogai por nós!

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TERÇA-FEIRA, DIA 01 DE SETEMBRO DE 2026

XXII SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— 1Cor 2, 10b-16

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

Irmãos, 10bo Espírito esquadrinha tudo, mesmo as profundezas de Deus. 11Quem dentre os homens conhece o que se passa no homem senão o espírito do homem que está nele? Assim também, ninguém conhece o que existe em Deus, a não ser o Espírito de Deus. 12Nós não recebemos o espírito do mundo, mas recebemos o Espírito que vem de Deus, para que conheçamos os dons da graça que Deus nos concedeu. 13Desses dons também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com a sabedoria aprendida do Espírito: assim, ajustamos uma linguagem espiritual às realidades espirituais.
14O homem psíquico – o que fica no nível de suas capacidades naturais – não aceita o que é do Espírito de Deus: pois isso lhe parece uma insensatez. Ele não é capaz de conhecer o que vem do Espírito, porque tudo isso só pode ser julgado com a ajuda do mesmo Espírito. 15Ao contrário, o homem espiritual – enriquecido com o dom do Espírito – julga tudo, mas ele mesmo não é julgado por ninguém. 16Com efeito, quem conheceu o pensamento do Senhor, de maneira a poder aconselhá-lo? Nós, porém, temos o pensamento de Cristo.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 144(145), 8-9. 10-11. 12-13ab. 13cd-14 (R. 17a)

℟. É justo o Senhor em seus caminhos.

— Misericórdia e piedade é o Senhor, ele é amor, é paciência, é compaixão. O Senhor é muito bom para com todos, sua ternura abraça toda criatura. ℟.

℟. É justo o Senhor em seus caminhos.

— Que vossas obras, ó Senhor, vos glorifiquem, e os vossos santos com louvores vos bendigam! Narrem a glória e o esplendor do vosso reino e saibam proclamar vosso poder! ℟.

℟. É justo o Senhor em seus caminhos.

— Para espalhar vossos prodígios entre os homens e o fulgor de vosso reino esplendoroso. O vosso reino é um reino para sempre, vosso poder, de geração em geração. ℟.

℟. É justo o Senhor em seus caminhos.

— O Senhor é amor fiel em sua palavra, é santidade em toda obra que ele faz. Ele sustenta todo aquele que vacila e levanta todo aquele que tombou. ℟.

℟. É justo o Senhor em seus caminhos.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo. (Lc 7, 16) ℟.
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Evangelho — Lc 4, 31-37

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas 
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 31Jesus desceu a Cafarnaum, cidade da Galileia, e aí ensinava-os aos sábados. 32As pessoas ficavam admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus falava com autoridade. 33Na sinagoga, havia um homem possuído pelo espírito de um demônio impuro, que gritou em alta voz: 34“O que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus!”
35Jesus o ameaçou, dizendo: “Cala-te, e sai dele!” Então o demônio lançou o homem no chão, saiu dele, e não lhe fez mal nenhum. 36O espanto se apossou de todos e eles comentavam entre si: “Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos impuros, com autoridade e poder, e eles saem”. 37E a fama de Jesus se espalhava em todos os lugares da redondeza.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santo Egídio, Abade (Memória Facultativa)

Local: Nimes, França
Data: 01 de Setembro † s. VI/VII

O nome Egídio é muito caro entre os franciscanos, porque existem vários bem-aventurados com este nome na Ordem. O mais conhecido entre eles, celebrado a 23 de abril, é o amigo de são Francisco, o Cândido frei Egídio, que da sua origem de camponês conservara a operosidade e a sabedoria, constantemente invadida pela perfeita alegria e pelo dom da penetração. Mas o santo de hoje, muito popular na França, não pertence à família franciscana, uma vez que viveu muitos anos antes de são Francisco. A época em que viveu o abade Egídio não se sabe com certeza. Alguns historiadores identificam-no com o Egídio mandado a Roma por são Cesário de Arles no início do século VI, outros colocam-no um século e meio mais tarde e outros ainda datam sua morte entre 720 e 740.

A lenda neste caso não nos ajuda, pois entre os vários episódios da vida do santo encontramos também aquele que é ilustrado por dois vitrais e por uma escultura no portal da catedral de Chartres, na qual aparece santo Egídio enquanto celebrava a missa e obtém o perdão de um pecado que o imperador Carlos Magno (768-814) não tinha ousado confessar a nenhum sacerdote. O túmulo do santo, venerado em uma abadia da região de Nimes, remonta provavelmente à época merovíngia, embora a inscrição não seja anterior ao século X, data em que foi também composta a vida do santo abade.

Entre as narrações que mais contribuíram para a popularidade do santo está a da corça enviada por Deus para levar leite ao piedoso eremita, que há muitos anos vivia num bosque, distante do convívio humano. Um dia a benéfica corça complicou-se numa caçada onde estava o rei em pessoa. O caçador real perseguiu a presa, mas no instante de atirar a flecha não percebeu que o animal amedrontado estava já aos pés do eremita. Assim a flechada destinada ao manso quadrúpede feriu, ainda que de leve, o piedoso anacoreta. O incidente teve sequência que facilmente intuímos: o rei tornou-se amigo de Egídio, obteve o perdão dando-lhe de presente todo aquele terreno, no qual mais tarde surgiu uma grande abadia. Aqui o bom ermitão, em troca da solidão perdida irremediavelmente, teve o conforto de ver prosperar uma ativa comunidade de monges, dos quais Egídio foi o abade. Numerosos são os testemunhos do seu culto na França, Bélgica e Holanda, onde é invocado contra a convulsão da febre, contra o medo e contra a loucura.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santo Egídio, rogai por nós!

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SEGUNDA-FEIRA, DIA 31 DE AGOSTO DE 2026

XXII SEMANA DO TEMPO COMUM

Primeira leitura
— 1Cor 2, 1-5
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios
1 Irmãos, quando fui à vossa cidade anunciar-vos o mistério de Deus, não recorri a uma linguagem elevada ou ao prestígio da sabedoria humana. 2 Pois, entre vós, não julguei saber coisa alguma, a não ser Jesus Cristo, e este, crucificado.
3 Aliás, eu estive junto de vós, com fraqueza e receio, e muito tremor. 4 Também a minha palavra e a minha pregação não tinham nada dos discursos persuasivos da sabedoria, mas eram uma demonstração do poder do Espírito, 5 para que a vossa fé se baseasse no poder de Deus e não na sabedoria dos homens.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 118(119), 97. 98. 99. 100. 101. 102 (R. 97a)
Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei!

Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei! Permaneço o dia inteiro a meditá-la.

Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei!

Vossa lei me faz mais sábio que os rivais, porque ela me acompanha eternamente.

Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei!

Fiquei mais sábio do que todos os meus mestres, porque medito sem cessar vossa Aliança.

Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei!

Sou mais prudente que os próprios anciãos, porque cumpro, ó Senhor, vossos preceitos.

Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei!

De todo mau caminho afasto os passos, para que eu siga fielmente as vossas ordens.

Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei!

De vossos julgamentos não me afasto, porque vós mesmo me ensinastes vossas leis.
Quanto eu amo, ó Senhor, a vossa lei!

Aleluia, aleluia, aleluia.
O Espírito do Senhor repousa sobre mim; e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho. (Lc 4, 18)
Aleluia, aleluia, aleluia.
Evangelho — Lc 4, 16-30
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 16 veio Jesus à cidade de Nazaré, onde se tinha criado. Conforme seu costume, entrou na sinagoga no sábado, e levantou-se para fazer a leitura. 17 Deram-lhe o livro do profeta Isaías. Abrindo o livro, Jesus achou a passagem em que está escrito: 18 “O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me consagrou com a unção para anunciar a Boa Nova aos pobres; enviou-me para proclamar a libertação aos cativos e aos cegos a recuperação da vista; para libertar os oprimidos 19 e para proclamar um ano da graça do Senhor”.
20 Depois fechou o livro, entregou-o ao ajudante, e sentou-se. Todos os que estavam na sinagoga tinham os olhos fixos nele. 21 Então começou a dizer-lhes: “Hoje se cumpriu esta passagem da Escritura que acabastes de ouvir”. 22 Todos davam testemunho a seu respeito, admirados com as palavras cheias de encanto que saíam da sua boca. E diziam: “Não é este o filho de José?”
23 Jesus, porém, disse: “Sem dúvida, vós me repetireis o provérbio: Médico, cura-te a ti mesmo. Faze também aqui, em tua terra, tudo o que ouvimos dizer que fizeste em Cafarnaum”. 24 E acrescentou: “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25 De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26 No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia.
27 E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio”. 28 Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29 Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30 Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Raimundo Nonato, Religioso (Memória Facultativa)

Local: Cardona, Espanha
Data: 31 de Agosto † c. 1240

Quando são Pedro Nolasco, a 10 de agosto de 1218, dava início à Ordem das Mercês para a redenção dos escravos, com rito solene na catedral de Barcelona, da qual era cônego o amigo e conselheiro Raimundo de Penafort, entre os fiéis estava também o moço de dezoito anos, Raimundo, chamado Nonato porque foi extraído do corpo da mãe morta no parto. Quatro anos depois ele passaria para a Ordem. Raimundo Nonato veio à luz em 1200 em Portell nas proximidades de Barcelona, de família nobre. Vestindo o hábito dos mercedários aos vinte e quatro anos, seguindo o exemplo do fundador, se dedicou à libertação dos escravos da Espanha ocupada pelos mouros e à pregação no meio deles. Um dia, após a volta de uma viagem a Roma, ultrapassou o estreito e foi à Argélia, tornando-se escravo entre os escravos para manter acesa entre eles a chama da fé com a palavra e com o exemplo da caridade ativa.

O gesto de Raimundo Nonato de oferecer-se como escravo em troca da libertação de um infeliz pode parecer o ponto natural a que chega a caridade heroica de um santo, que vive o Evangelho integralmente. Raimundo, tido vários meses como refém e submetido a reiteradas e cruéis malvadezas, cumpriu aquele gesto não só pela libertação de um cristão, cuja fé era perigosamente vacilante, mas sobretudo para curar pela raiz o mal da escravidão, pregando o Evangelho entre os próprios muçulmanos. Repetiu assim a comovente e não inútil tentativa feita poucos anos antes por são Francisco de Assis. Mas Raimundo encontrou ouvintes menos condescendentes: para lhe impedirem de pregar o Evangelho, os seus perseguidores chegaram a ponto de perfurar-lhe os lábios com um ferro quente, fechando-os com um cadeado. Isso não impediu que Raimundo deixasse de exortar os cristãos, caídos na escravidão, à perseverança na fé.

O papa Gregório IX quis render-lhe uma homenagem pública por tão grandes virtudes conferindo-lhe, em 1239, apenas libertado, a dignidade cardinalícia, convocando-o como conselheiro. Pôs-se em viagem, para atender ao convite do papa, mas pouco depois uma febre violentíssima o atingiu e morreu a 31 de agosto de 1240 em Cardona, perto de Barcelona. Foi sepultado na igreja de são Nicolau, que a popular devoção do santo, inserido no Martirológio Romano em 1657 pelo papa Alexandre VII, transformou em meta de peregrinações. Pela sua difícil vinda à luz do mundo, ele é invocado como o patrono e protetor das parturientes e das parteiras.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Raimundo Nonato, rogai por nós!

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DOMINGO, DIA 30 DE AGOSTO DE 2026

XXII DOMINGO DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Jr 20, 7-9

Leitura do Livro do Profeta Jeremias

Seduziste-me, Senhor, e deixei-me seduzir; foste mais forte, tiveste mais poder.7Tornei-me alvo de irrisão o dia inteiro, todos zombam de mim.8Todas as vezes que falo, levanto a voz, clamando contra a maldade e invocando calamidades; a palavra do Senhor tornou-se para mim fonte de vergonha e de chacota o dia inteiro.9Disse comigo: “Não quero mais lembrar-me disso nem falar mais em nome dele”. Senti, então, dentro de mim um fogo ardente a penetrar-me o corpo todo: desfaleci, sem forças para suportar.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 62(63), 2. 3-4. 5-6. 8-9 (R. 2b)

℟. A minh’alma tem sede de vós, como a terra sedenta, ó meu Deus!

— Sois vós, ó Senhor, o meu Deus! Desde a aurora ansioso vos busco! A minh’alma tem sede de vós, minha carne também vos deseja, como terra sedenta e sem água! ℟.

℟. A minh’alma tem sede de vós, como a terra sedenta, ó meu Deus!

— Venho, assim, contemplar-vos no templo, para ver vossa glória e poder. Vosso amor vale mais do que a vida: e por isso meus lábios vos louvam. ℟.

℟. A minh’alma tem sede de vós, como a terra sedenta, ó meu Deus!

— Quero, pois, vos louvar pela vida, e elevar para vós minhas mãos! A minh’alma será saciada, como em grande banquete de festa; cantará a alegria em meus lábios, ao cantar para vós meu louvor! ℟.

℟. A minh’alma tem sede de vós, como a terra sedenta, ó meu Deus!

— Para mim fostes sempre um socorro; de vossas asas à sombra eu exulto! Minha alma se agarra em vós; com poder vossa mão me sustenta. ℟.

℟. A minh’alma tem sede de vós, como a terra sedenta, ó meu Deus!

Segunda leitura
— Rm 12, 1-2

Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos

Pela misericórdia de Deus, eu vos exorto, irmãos,1a vos oferecerdes em sacrifício vivo, santo e agradável a Deus: este é o vosso culto espiritual.2Não vos conformeis com o mundo, mas transformai-vos, renovando vossa maneira de pensar e de julgar, para que possais distinguir o que é da vontade de Deus, isto é, o que é bom, o que lhe agrada, o que é perfeito.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Que o Pai do Senhor Jesus Cristo nos dê do saber o espírito; conheçamos, assim, a esperança à qual nos chamou, como herança. (cf. Ef 1, 17-18)
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Evangelho — Mt 16, 21-27
℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 21Jesus começou a mostrar a seus discípulos que devia ir a Jerusalém e sofrer muito da parte dos anciãos, dos sumos sacerdotes e dos mestres da Lei, e que devia ser morto e ressuscitar no terceiro dia.
22Então Pedro tomou Jesus à parte e começou a repreendê-lo, dizendo: “Deus não permita tal coisa, Senhor! Que isso nunca te aconteça!”
23Jesus, porém, voltou-se para Pedro e disse: “Vai para longe, satanás! Tu és para mim uma pedra de tropeço, porque não pensas as coisas de Deus, mas sim as coisas dos homens!”
24Então Jesus disse aos discípulos: “Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e me siga.
25Pois, quem quiser salvar a sua vida vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim vai encontrá-la.
26De fato, que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, mas perder a sua vida? O que poderá alguém dar em troca de sua vida?
27Porque o Filho do Homem virá na glória do seu Pai, com os seus anjos, e então retribuirá a cada um de acordo com a sua conduta”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santos Félix e Adauto, Mártires (Memória Facultativa)

Local: Roma, Itália
Data: 30 de Agosto † c. 304

A história destes dois santos parece interessar mais à arqueologia que à devoção. Após o seu martírio, que teve lugar provavelmente durante a perseguição de Diocleciano, nos inícios do século IV, foram sepultados numa cripta do cemitério de Comodila, na via das Sete Igrejas, não muito longe da basílica de são Paulo fora dos muros. A cripta foi transformada pelo papa Sirício em basílica, sucessivamente ampliada e decorada de afrescos pelos papas João I e Leão III. Tornou-se assim meta de peregrinações e de devotos até além da Idade Média, quando catacumbas e santuários caíram no esquecimento ou foram devastados. O cemitério de Comodila e o túmulo de Félix e Adauto foram descobertos em 1720, mas a alegria do reencontro durou pouco, pois alguns dias mais tarde a pequena basílica subterrânea ruiu. As ruínas caíram novamente no esquecimento e descuido até 1903, quando a basílica foi definitivamente restaurada. Descobriu-se um dos mais antigos afrescos paleocristãos, no qual aparece são Pedro recebendo as chaves na presença dos santos Estêvão, Paulo, Félix e Adauto,

Segundo o autor de lendária Paixão, escrita no século VII, quando o culto deles estava muito em voga, Félix era presbítero romano, condenado à morte durante a perseguição de Diocleciano. Enquanto era conduzido ao lugar da execução, no caminho que leva a Óstia, da turma de curiosos e dos companheiros de fé saiu um desconhecido, que foi ao encontro do condenado. Chegando a um passo dos soldados encarregados da execução, exclamou em alta voz que era cristão e queria participar da mesma sorte do presbítero Félix. Após terem feito voar a cabeça do presbítero, com a mesma espada decapitaram o audacioso, que ousara desafiar as leis do imperador: Mas quem era este? Ninguém dos presentes conhecia a identidade e foi chamado simplesmente adauctus (= adjunto), de onde Adauto, “aquele que recebeu junto com Félix a coroa do martírio”.

O episódio permaneceu vivo na memória da Igreja romana, que associou os dois mártires numa só comemoração de modo que algumas fontes os definem irmãos. A informação mais antiga acerca dos dois mártires no-la fornece o papa Dâmaso em uma poesia, no qual é elogiado o presbítero Vero por haver-lhes decorado o sepulcro. A difusão do culto deles na Europa setentrional se deu por causa do presente (fragmentos da relíquia destes santos) que o papa Leão IV deu à esposa de Lotário, Hermengarda.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santos Félix e Adauto, rogai por nós!

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SÁBADO, DIA 29 DE AGOSTO DE 2026

Martírio de São João Batista, Memória
Cor litúrgica vermelha

Primeira leitura
— Jr 1, 17-19
Leitura do Livro do Profeta Jeremias
Naqueles dias, a Palavra do Senhor foi-me dirigida: 17 “Vamos, põe a roupa e o cinto, levanta-te e comunica-lhes tudo que eu te mandar dizer: não tenhas medo, senão, eu te farei tremer na presença deles.
18 Com efeito, eu te transformarei hoje numa cidade fortificada, numa coluna de ferro, num muro de bronze contra todo o mundo, frente aos reis de Judá e seus príncipes, aos sacerdotes e ao povo da terra; 19 eles farão guerra contra ti, mas não prevalecerão, porque eu estou contigo para defender-te”, diz o Senhor.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 70(71), 1-2. 3-4a. 5-6ab. 15ab e 17 (R. 15a)
Minha boca anunciará vossa justiça.
Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor: que eu não seja envergonhado para sempre! Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! Escutai a minha voz, vinde salvar-me!
Minha boca anunciará vossa justiça.
Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Porque sois a minha força e meu amparo, o meu refúgio, proteção e segurança! Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio.
Minha boca anunciará vossa justiça.
Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, em vós confio desde a minha juventude! Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo.
Minha boca anunciará vossa justiça.
Minha boca anunciará todos os dias vossa justiça e vossas graças incontáveis. Vós me ensinastes desde a minha juventude, e até hoje canto as vossas maravilhas.
Minha boca anunciará vossa justiça.

Aleluia, aleluia, aleluia.
Felizes os que são perseguidos, por causa da justiça do Senhor, porque o Reino dos Céus há de ser deles! (Mt 5, 10)
Aleluia, aleluia, aleluia.

Evangelho — Mc 6, 17-29
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Marcos
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 17 Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18 João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19 Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20 Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava.
21 Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22 A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu to darei”. 23 E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”.
24 Ela saiu e perguntou à mãe: “O que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25 E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26 O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27 Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João.
O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28 trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29 Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Martírio de São João Batista, o mártir da verdade

Origens 
A memória do martírio de São João Batista associa-se à solenidade da sua Natividade, que se celebra em 24 de junho. João era primo de Jesus, concebido, de modo tardio, por Zacarias e Isabel, ambos descendentes de famílias sacerdotais: seu nascimento é colocado cerca de seis meses antes daquele de Cristo, segundo o episódio evangélico da Visita de Maria a Isabel. 
Causa da Morte
A causa principal do martírio foi uma mulher: Herodíades, atual esposa de Herodes Antipas, ex-esposa do seu irmão de criação. João foi preso por ter denunciado este casamento ilegal.
Durante a festa de aniversário de Herodes, a filha de Herodíades, Salomé, dançou em homenagem ao rei, que era fascinado por ela: se ela dançasse, ele lhe permitiria pedir o que quisesse, até mesmo a metade do seu reino. Depois de consultar a mãe, ela pediu a cabeça de João Batista. Herodes não queria aceitar, mas não pôde recusar, porque lhe havia prometido. 
A Morte
Algum tempo depois do pedido de Salomé, o carrasco trazia a cabeça do profeta em um prato, entregando-a para Salomé e para sua maldosa mãe. 
Batista morreu como mártir, não um mártir da fé, porque não lhe pediram para renegá-la, mas um mártir da verdade. Ele era um homem “justo e santo” (At 3,14), condenado à morte por sua liberdade de expressão e fidelidade ao seu mandato.
João foi um mártir que sempre deixou espaço na sua vida, cada vez mais, para dar lugar ao Messias. 
A Pequena Basílica 
Por outro lado, a data da sua morte, ocorrida entre os anos 31 e 32, remonta à dedicação de uma pequena basílica, do século V, no lugar do seu sepulcro, em Sebaste da Samaria: de fato, parece que, naquele dia, tenha sido encontrada a sua cabeça, que o Papa Inocêncio II transladou para Roma, na igreja de São Silvestre “in Capite”. 
Celebração 
A celebração do martírio de São João Batista tem origens antigas: seu culto já existia na França, no século V, e em Roma no século seguinte.
Minha oração
“ Aquele que Batizou o Cristo também testemunhou com sua própria vida, ajudai-nos a dar bom testemunho de Jesus nos lugares mais extremos. Tornai os seus devotos testemunhas da verdade e da caridade até as últimas consequências. Amém!”
São João Batista, rogai por nós!

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SEXTA-FEIRA, DIA 28 DE AGOSTO DE 2026

Santo Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja, Memória
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
— 1Cor 1, 17-25

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

Irmãos, 17de fato, Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar a Boa Nova da salvação, sem me valer dos recursos da oratória, para não privar a cruz de Cristo da sua força própria. 18A pregação a respeito da cruz é uma insensatez para os que se perdem, mas para os que se salvam, para nós, ela é poder de Deus.
19Com efeito, está escrito: “Destruirei a sabedoria dos sábios e frustrarei a perspicácia dos inteligentes”. 20Onde está o sábio? Onde o mestre da Lei? Onde o questionador deste mundo? Acaso Deus não mostrou a insensatez da sabedoria do mundo? 21De fato, na manifestação da sabedoria de Deus, o mundo não chegou a conhecer Deus por meio da sabedoria; por isso, Deus houve por bem salvar os que creem por meio da insensatez da pregação.
22Os judeus pedem sinais milagrosos, os gregos procuram sabedoria; 23nós, porém, pregamos Cristo crucificado, escândalo para os judeus e insensatez para os pagãos. 24Mas para os que são chamados, tanto judeus como gregos, esse Cristo é poder de Deus e sabedoria de Deus. 25Pois o que é dito insensatez de Deus é mais sábio do que os homens, e o que é dito fraqueza de Deus é mais forte do que os homens.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 32(33), 1-2. 4-5. 10ab e 11 (R. 5b)

℟. Transborda em toda a terra a bondade do Senhor!

— Ó justos, alegrai-vos no Senhor! Aos retos fica bem glorificá-lo. Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o! ℟.

℟. Transborda em toda a terra a bondade do Senhor!

— Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça. ℟.

℟. Transborda em toda a terra a bondade do Senhor!

— O Senhor desfaz os planos das nações e os projetos que os povos se propõem. Mas os desígnios do Senhor são para sempre, e os pensamentos que ele traz no coração, de geração em geração, vão perdurar. ℟.

℟. Transborda em toda a terra a bondade do Senhor!

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Vigiai e orai para ficardes de pé ante o Filho do Homem! (Lc 21, 36) ℟.
Evangelho — Mt 25, 1-13

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus 
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos esta parábola: 1“O Reino dos Céus é como a história das dez jovens que pegaram suas lâmpadas de óleo e saíram ao encontro do noivo. 2Cinco delas eram imprevidentes, e as outras cinco eram previdentes.
3As imprevidentes pegaram as suas lâmpadas, mas não levaram óleo consigo. 4As previdentes, porém, levaram vasilhas com óleo junto com as lâmpadas. 5O noivo estava demorando e todas elas acabaram cochilando e dormindo. 6No meio da noite, ouviu-se um grito: ‘O noivo está chegando. Ide ao seu encontro!’ 7Então as dez jovens se levantaram e prepararam as lâmpadas. 8As imprevidentes disseram às previdentes: ‘Dai-nos um pouco de óleo, porque nossas lâmpadas estão se apagando’.
9As previdentes responderam: ‘De modo nenhum, porque o óleo pode ser insuficiente para nós e para vós. É melhor irdes comprar aos vendedores’. 10Enquanto elas foram comprar óleo, o noivo chegou, e as que estavam preparadas entraram com ele para a festa de casamento. E a porta se fechou. 11Por fim, chegaram também as outras jovens e disseram: ‘Senhor! Senhor! Abre-nos a porta!’ 12Ele, porém, respondeu: ‘Em verdade eu vos digo: Não vos conheço!’ 13Portanto, ficai vigiando, pois não sabeis qual será o dia, nem a hora”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santo Agostinho, Bispo e Doutor da Igreja (Memória)

Local: Hipona, Argélia
Data: 28 de Agosto † 430

Realmente, Santo Agostinho é modelo acabado de santo em vários aspectos. Em Agostinho se encontram, em rara síntese, o contemplativo, o teólogo, o pastor de almas, o catequista, o homiliasta, o mistagogo, o defensor da fé, o promotor da vida comunitária. E não devemos esquecer o penitente.

Aurélio Agostinho nasceu em Tagaste, na Numídia (África), perto de Hipona, em 354. É chamado Agostinho de Hipona, por ter sido bispo desta cidade, hoje Bona na Argélia. Filho de Santa Mônica e Patrício. Decisivo em sua vida, além do influxo de sua mãe, foi o encontro com o bispo Santo Ambrósio de Milão, de quem recebeu o batismo. Na juventude, feito catecúmeno, acabou adiando o batismo.

Agostinho teve uma mocidade inquieta, agitada pelas paixões e desvios doutrinais. Inteligência privilegiada, aguda, penetrante, depois dos desmandos da juventude, procurou a verdade e a redenção do seu espírito irrequieto através das filosofias, aderiu ao maniqueísmo, onde também não encontrou a verdade e a paz de espírito. Formou-se brilhantemente em retórica e, ainda jovem, escrevia ensaios de poesia e filosofia. Lecionou retórica em Cartago, cidade dos seus estudos, mas, procurando maior glória, foi para a capital do Império Romano, abrindo uma escola de retórica em Roma. Ai ficou por pouco tempo, porque obteve a nomeação oficial de professor de Retórica e Gramática em Milão. Atraído pela fama do grande bispo Ambrósio, poeta e orador, começou a assistir aos sermões do santo bispo. Acabou apreciando o seu conteúdo. Converte-se, recebe a instrução e é batizado por Santo Ambrósio na Páscoa de 387. Tinha 33 anos e chegara ao término de um longo e laborioso processo de conversão. Com ele foram batizados também seu filho Adeodato e o amigo Alípio.

De volta à pátria, depois da morte prematura do filho, perdeu, em Óstia, cidade portuária de Roma, a mãe que o seguira para a Europa. Na África, com alguns amigos, iniciou uma vida comunitária, entregue à meditação, ao estudo da Bíblia, à oração e obras de caridade. Foi ordenado sacerdote para auxiliar o bispo Aurélio de Hipona, idoso e doente. Pouco depois, com a morte do bispo, Agostinho foi aclamado pelo povo como seu sucessor.

Agostinho, como pastor da diocese por 34 anos, revelou-se um bispo zeloso, vigilante, iluminado, pai dos pobres, mestre insuperável de espiritualidade, escritor fecundíssimo em todos os assuntos teológicos, defensor infatigável da ortodoxia.

Sua ação e influência pastoral romperam as fronteiras da pequena cidade onde ele foi bispo, tornando-se uma espécie de oráculo de sabedoria teológica que a civilização antiga presenteou ao cristianismo. Ele foi definido o mais profundo pensador entre os escritores do mundo antigo e, talvez, o gênio metafísico mais portentoso que viram os tempos. Seu pensamento iluminou quase todos os pensadores dos séculos posteriores. A teologia católica muito deve a seus tratados sobre a Santíssima Trindade, a graça, o livre-arbítrio e muitas outras questões. Entre suas obras imortais, emerge sua autobiografia Confissões e A Cidade de Deus, que é uma filosofia da história vista à luz da mensagem cristã.

O nome do bispo de Hipona também se liga à história das Ordens religiosas. Suas breves instruções para os clérigos que com ele viviam em comunidade serão posteriormente adaptadas para outras Ordens religiosas que se chamarão Cônegos Regulares de Santo Agostinho, Agostinianos, Eremitas de Santo Agostinho.

Santo Agostinho morreu aos 28 de agosto de 430 com 76 anos de idade, vendo os bárbaros sitiarem sua cidade episcopal. É o mais insigne doutor da Igreja ocidental.

A Antífona da entrada da Missa expressa bem o lugar e o papel de Santo Agostinho na Igreja e na história da humanidade: No meio da Igreja o Senhor colocou a palavra nos seus lábios; deu-lhe o espírito de sabedoria e inteligência e o revestiu de glória.

Inteligência e sabedoria! A Oração coleta realça a busca incansável da sabedoria. Pedimos que nós, repletos do mesmo espírito, só de vós tenhamos sede, fonte da verdadeira sabedoria e só a vós busquemos, autor do amor eterno.

As Antífonas de Laudes e Vésperas, inspiradas no livro das Confissões, expressam também a busca da verdade, da sabedoria e do amor verdadeiro.

Antífona das Laudes: De vós mesmo nos provém esta atração, que louvar-vos, ó Senhor, nos dê prazer, pois, Senhor, vós nos fizestes para vós; e inquieto está o nosso coração, enquanto não repouse em vós, Senhor.

Antífona de Vésperas: Muito tarde vos amei, ó Beleza sempre antiga, ó Beleza sempre nova, muito tarde vos amei! Vós chamastes e gritastes, e rompestes-me a surdez!

Agostinho é fonte perene de espiritualidade. Ele trata da beleza, da importância do canto, do desejo, da amizade. Temos os comentários dos salmos, a espiritualidade eucarística.

A Eucaristia é compreendida por Agostinho como “sacramento de piedade, sinal de unidade, vínculo de caridade”, o que se reflete na Oração sobre as oferendas.

A Oração depois da Comunhão também se inspira em Santo Agostinho: Santificai-nos, ó Deus, pela participação na mesa do Cristo, a fim de que, membros do seu Corpo, sejamos transformados naquele que recebemos.

O termo confissão e confissões mereceria uma consideração mais extensa. As Confissões constituem uma autobiografia. Em oração ele narra sua vida diante de Deus. Confessar (confiteri em latim) significa reconhecer aquilo que é, proclamar a verdade. Por exemplo, reconhecer e proclamar a Deus, o Criador e Pai misericordioso, e a nós, filhos de Deus por ele amados, mas também ingratos e pecadores. No caso de Santo Agostinho, não se trata tanto de reconhecer-se pecador, de confessar seus pecados, mas de reconhecer a bondade e a misericórdia de Deus em sua vida. Daí o sentido de proclamar a misericórdia de Deus, de louvá-lo e de glorificá-lo. As Confissões de Santo Agostinho constituem, pois, uma grande ação de graças a Deus por sua bondade e misericórdia para com ele. Vale a pena encontrar-se com Deus através da leitura e meditação deste livro.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santo Agostinho, rogai por nós!

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QUINTA-FEIRA, DIA 27 DE AGOSTO DE 2026

Santa Mônica, Memória
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
— 1Cor 1, 1-9

Início da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios

1Paulo, chamado a ser apóstolo de Jesus Cristo, por vontade de Deus, e o irmão Sóstenes, 2à Igreja de Deus que está em Corinto: aos que foram santificados em Cristo Jesus, chamados a ser santos junto com todos que, em qualquer lugar, invocam o nome de nosso Senhor Jesus Cristo, Senhor deles e nosso. 3Para vós, graça e paz, da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
4Dou graças a Deus sempre a vosso respeito, por causa da graça que Deus vos concedeu em Cristo Jesus: 5Nele fostes enriquecidos em tudo, em toda palavra e em todo conhecimento, 6à medida que o testemunho sobre Cristo se confirmou entre vós. 7Assim, não tendes falta de nenhum dom, vós que aguardais a revelação do Senhor nosso, Jesus Cristo. 8É ele também que vos dará perseverança em vosso procedimento irrepreensível, até ao fim, até ao dia de nosso Senhor, Jesus Cristo. 9Deus é fiel; por ele fostes chamados à comunhão com seu Filho, Jesus Cristo, Senhor nosso.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 144(145), 2-3. 4-5. 6-7 (R. cf. 1b)

℟. Bendirei o vosso nome, pelos séculos, Senhor!

— Todos os dias haverei de bendizer-vos, hei de louvar o vosso nome para sempre. Grande é o Senhor e muito digno de louvores, e ninguém pode medir sua grandeza. ℟.

℟. Bendirei o vosso nome, pelos séculos, Senhor!

— Uma idade conta à outra vossas obras e publica os vossos feitos poderosos; proclamam todos o esplendor de vossa glória e divulgam vossas obras portentosas! ℟.

℟. Bendirei o vosso nome, pelos séculos, Senhor!

— Narram todos vossas obras poderosas, e de vossa imensidade todos falam. Eles recordam vosso amor tão grandioso e exaltam, ó Senhor, vossa justiça. ℟.

℟. Bendirei o vosso nome, pelos séculos, Senhor!

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Vigiai, diz Jesus, vigiai, pois, no dia em que não esperais, o vosso Senhor há de vir. (Mt 24,
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Evangelho — Mt 24, 42-51

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus 
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 42“Ficai atentos, porque não sabeis em que dia virá o Senhor. 43Compreendei bem isso: se o dono da casa soubesse a que horas viria o ladrão, certamente vigiaria e não deixaria que a sua casa fosse arrombada.
44Por isso, também vós ficai preparados! Porque na hora em que menos pensais, o Filho do Homem virá. 45Qual é o empregado fiel e prudente, que o senhor colocou como responsável pelos demais empregados, para lhes dar alimento na hora certa? 46Feliz o empregado, cujo senhor o encontrar agindo assim, quando voltar.
47Em verdade vos digo, ele lhe confiará a administração de todos os seus bens. 48Mas, se o empregado mau pensar: ‘Meu senhor está demorando’, 49e começar a bater nos companheiros, a comer e a beber com os bêbados; 50então o senhor desse empregado virá no dia em que ele não espera, e na hora que ele não sabe. 51Ele o partirá ao meio e lhe imporá a sorte dos hipócritas. Ali haverá choro e ranger de dentes”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santa Mônica (Memória)

Local: Óstia, Itália
Data: 27 de Agosto † 387

Santa Mônica passou para a história como a mãe forte, que por sua persistência, lágrimas e orações, levou, por fim, ao bom caminho um filho desencaminhado, o grande Santo Agostinho. Aparece também como modelo de esposa paciente com seu marido.

Mônica era de Tagaste, norte da África, de familia cristã. Tendo chegado à idade própria para o casamento, foi dada pelos pais por esposa a um cidadão de Tagaste de nome Patrício, jovem pagão de temperamento rude e violento. O caráter indômito do marido foi para Mônica fonte de sofrimentos e provações muito duras. Mônica sofreu tudo com a maior paciência e mansidão. Apoiada nas orações e pela paciência, ela pode ver a conversão sincera do marido no fim da vida.

Do seu matrimônio Mônica teve dois filhos, Agostinho e Navigio, e uma filha, cujo nome não se sabe ao certo, talvez Perpétua, que se tornou religiosa.

Dentre seus filhos, foi Agostinho o que maiores dissabores causou a seu coração materno, por sua vida imoral e por adesão a doutrinas do maniqueísmo. Embora não lhe deixasse faltar bons conselhos e o educasse nos princípios da religião cristã, a vivacidade, a inconstância, o espírito de insubordinação de Agostinho induziram a mãe Mônica a protelar-lhe o batismo. Agostinho, morto o pai, aos 17 anos, afastou-se de casa por motivos de estudos, tomando o caminho dos vícios. O coração de Mônica sofreu terrivelmente com as notícias dos desmandos do filho.

Agostinho tornou-se um brilhante professor de Retórica em Cartago. Mas, espírito irrequieto, se filiou à seita herética dos maniqueus. Procurando fugir das instâncias da mãe aflita, às escondidas, toma o navio rumando para Roma e de Roma para Milão, onde consegue o honroso cargo de professor oficial de Retórica.

Mônica em seu afeto de mãe, que deseja, a todo custo, recuperar o filho, viaja da África para a Itália à procura do filho, encontrando-o em Milão, onde aos poucos termina o seu sofrimento, pois, em Milão, Agostinho tinha-se tornado frequentador dos magníficos sermões do bispo Santo Ambrósio. Do apreço à forma literária da pregação, Agostinho passa ao apreço do seu conteúdo. Converte-se, recebe instrução e é batizado por Santo Ambrósio em 387. Mônica colhia os frutos de suas orações e de suas lágrimas. Podia voltar à sua África, descansada. Agostinho acompanhou-a somente até Óstia, perto de Roma, onde chorou a morte da mãe aí ocorrida em 387.

Jesus chorou sobre Jerusalém, sobre a humanidade inteira, Jesus chorou a morte do seu amigo Lázaro. Chorar é humano! As lágrimas podem constituir uma linguagem, comunicação; podem traduzir uma mensagem de dor, de clamor, de súplica. Santa Mônica deixou como memória o sentido e o valor das lágrimas como prece ingente junto a Deus em favor do filho Agostinho. A Oração coleta apresenta a nós esta mensagem. O único motivo de tristeza é o pecado. A oração lembra o Deus consolação dos que choram. Em sua misericórdia Deus acolheu as lágrimas de Santa Mônica pela conversão de seu filho Agostinho. A Igreja pede que este Deus nos conceda, pela intercessão de ambos (Santa Mônica e Santo Agostinho), chorar os nossos pecados e alcançar o seu perdão.

A Antífona de Laudes apresenta um lindo pensamento sobre o sentido das lágrimas derramadas por Santa Mônica: Vós a ouvistes, ó Senhor, e aceitastes suas lágrimas que, de tantas derramadas em contínua oração, regariam toda a terra.

A Antífona de Vésperas lança dentro da vida mística de Santa Mônica: Santa Mônica, mãe de Agostinho, de tal modo vivia no Cristo, que, estando ainda no mundo, sua vida e sua fé se tornaram o louvor mais perfeito de Deus.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santa Mônica, rogai por nós!

Publicado em

QUARTA-FEIRA, DIA 26 DE AGOSTO DE 2026

XXI SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— 2Ts 3, 6-10. 16-18
Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Tessalonicenses
6 Nós vos ordenamos, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que vos afasteis de todo irmão que se comporta de maneira desordenada e contrária à tradição que de nós receberam. 7 Bem sabeis como deveis seguir o nosso exemplo, pois não temos vivido entre vós na ociosidade.
8 De ninguém recebemos de graça o pão que comemos. Pelo contrário, trabalhamos com esforço e cansaço, de dia e de noite, para não sermos pesados a ninguém. 9 Não que não tivéssemos o direito de fazê-lo, mas queríamos apresentar-nos como exemplo a ser imitado. 10 Com efeito, quando estávamos entre vós, demos esta regra: “Quem não quer trabalhar, também não deve comer”.
16 Que o Senhor da paz, ele próprio, vos dê a paz, sempre e em toda a parte. O Senhor esteja com todos vós. 17 Esta saudação é de meu próprio punho, de Paulo. Assim é que assino todas as minhas cartas; é a minha letra. 18 A graça de nosso Senhor Jesus Cristo esteja com todos vós.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 127(128), 1-2. 4-5 (R. 1a)
Felizes todos que respeitam o Senhor!
Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem!
Felizes todos que respeitam o Senhor!
Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida.
Felizes todos que respeitam o Senhor!

Aleluia, aleluia, aleluia.
O amor de Deus se realiza em todo aquele que guarda sua palavra fielmente. (1Jo 2, 5)
Aleluia, aleluia, aleluia.

Evangelho — Mt 23, 27-32
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus: 27 “Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós sois como sepulcros caiados: por fora parecem belos, mas por dentro estão cheios de ossos de mortos e de toda podridão! 28 Assim também vós: por fora, pareceis justos diante dos outros, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e injustiça.
29 Ai de vós, mestres da Lei e fariseus hipócritas! Vós construís sepulcros para os profetas e enfeitais os túmulos dos justos, 30 e dizeis: ‘Se tivéssemos vivido no tempo de nossos pais, não teríamos sido cúmplices da morte dos profetas’. 31 Com isso, confessais que sois filhos daqueles que mataram os profetas. 32 Completai, pois, a medida de vossos pais!”
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Zeferino, o Papa que lutou contra as heresias

Origens 
São Zeferino tornou-se Papa e permaneceu à frente da Igreja por cerca de 20 anos, além disso, viu-se diante da heresia modalista, que tinha uma concepção errônea da relação entre o Pai e o Filho. Ele foi o primeiro dos Papas que foram enterrados em Calisto na Via Appia.
Pontificado
Papa no ano 199, no período de terror de Septímio Severo, Zeferino lutou contra o modalismo, a heresia que tinha uma concepção errada da relação entre o Pai e o Filho. Encarregou seu diácono Calisto para construir o cemitério da Igreja de Roma na Via Ápia, onde foi sepultado o primeiro Papa.  
Enfrentou um período difícil e tumultuado, com perseguições para os cristãos e de heresias entre eles próprios. Que abalou a Igreja mais do que os próprios martírios. As heresias residiam no desejo de alguns em elaborar só com dados filosóficos o nascimento, a vida e a morte de Jesus Cristo. A confusão era generalizada, uns negavam a divindade de Jesus Cristo, outros se apresentavam como a própria revelação do Espírito Santo. Havia aqueles profetizando e pregando o fim do mundo.
Iluminado pelo Espírito Santo 
O Papa Zeferino, que não era teólogo, foi muito sensato e, amparado pelo poder do Espírito Santo, livrou-se dos hereges. Para isso uniu-se aos grandes sábios da época, como santo Irineu, Hipólito e Tertuliano. Dando um fim ao tumulto e livrando os cristãos da mentira e dos rigorismos.
Contra a cremação
O Papa Zeferino era dotado de inspiração e visão especial. Seu grande mérito foi ter valorizado a capacidade de Calisto, um pagão convertido e membro do clero romano, que depois foi seu sucessor. Ele determinou que Calisto organizasse cemitérios cristãos separados daqueles dos pagãos. Isso porque os cristãos não aceitavam cremar seus corpos e também queriam estar livres para tributarem o culto aos mártires.
O Papa Zeferino conseguiu que as nobres famílias cristãs, possuidoras de tumbas amplas e profundas, transferissem-nas para a Igreja. Calisto começou a fazer galerias subterrâneas ligando umas às outras, nas laterais foi abrindo túmulos para os cristãos e para os mártires. Todo esse complexo deu origem às catacumbas, mais tarde chamadas de catacumbas de Calisto.
Fim do Papado
Esse foi o longo pontificado de Zeferino. Encerrado pela intensificação das perseguições e pela proibição das atividades da Igreja, impostas pelo imperador Sétimo Severo.
O Papa São Zeferino foi martirizado junto com o bispo santo Irineu em 217. Foi sepultado numa capela nas catacumbas que ele mandou construir em Roma, Itália.
Minha oração
“Querido pastor das almas, semelhante a Jesus Bom Pastor, cuidai das vossas ovelhas desgarradas. Aqueles que se afastaram do catolicismo, buscai e trazei-os de volta como ovelhas perdidas. Auxiliai também o nosso Papa para que exerça a mesma função.” 
São Zeferino, rogai por nós!