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QUINTA-FEIRA, DIA 05 DE NOVEMBRO DE 2026

XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Fl 3, 3-8a

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses

Irmãos, 3os verdadeiros circuncidados somos nós, que prestamos culto pelo Espírito de Deus, colocamos a nossa glória em Cristo Jesus e não pomos confiança na carne. 4Aliás, também eu poderia pôr minha confiança na carne. Pois, se algum outro pensa que pode confiar na carne, eu mais ainda. 5Fui circuncidado no oitavo dia, sou da raça de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu filho de hebreus. Em relação à Lei, fariseu, 6pelo zelo, perseguidor da Igreja de Deus; quanto à justiça que vem da Lei, sempre irrepreensível.
7Mas essas coisas, que eram vantagens para mim, considerei-as como perda, por causa de Cristo. 8aNa verdade, considero tudo como perda diante da vantagem suprema que consiste em conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 104(105), 2-3. 4-5. 6-7 (R. 3b)

℟. Exulte o coração dos que buscam o Senhor!
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

— 2Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas! 3Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! ℟.

℟. Exulte o coração dos que buscam o Senhor!
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

— 4Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! 5Lembrai as maravilhas que ele fez, seus prodígios e as palavras de seus lábios! ℟.

℟. Exulte o coração dos que buscam o Senhor!
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

— 6Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, 7ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra. ℟.

℟. Exulte o coração dos que buscam o Senhor!
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor. (Mt 11, 28) ℟.
Evangelho — Lc 15, 1-10

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3Então Jesus contou-lhes esta parábola:
4“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, 6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ʽAlegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!ʼ 7Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão.
8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ʽAlegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!ʼ 10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santa Bertila, uma nobre monja francesa que foi santa

Origem
Na França, a pequena Bertila, nascida em 630, de pais nobres e piedosos, não sentia satisfação com a vida fútil só de folguedos e festas. Com o passar dos anos, aumentou essa insatisfação e a certeza de que não encontraria a felicidade nos prazeres que o mundo oferecia, nas aldeias e nos palácios. Dizia sempre que sua vida estava destinada à caridade e à humildade a serviço de Deus. E, assim, aconteceu.
No início da adolescência, a seu pedido e com aprovação dos pais, ingressou no Mosteiro beneditino de Jouarre, próximo de Paris. A superiora era a própria a Santa Teodequildes, que logo percebeu a extrema vocação de Bertila. De fato, mesmo com pouca idade, ela assumiu com dedicação vários cargos de responsabilidade. Acabou sendo indicada para dirigir o novo Mosteiro de Chelles, fundado pela rainha Batildes, esposa do rei Clóvis II, e construído também nos arredores de Paris.
Piedade e caridade que ganharam a Europa
Bertila foi para lá no ano 659, como abadessa. O fervor que transmitia na piedade e caridade contagiou a todas as religiosas. A fama de celeiro de santidades do mosteiro ganhou as cortes de toda Europa. E os pedidos para ingressar no Mosteiro de Chelles começaram a chegar de todos os lugares. Eram dezenas e mais dezenas de mulheres que queriam seguir o exemplo de humildade da abadessa Bertila, abandonando a nobreza para dedicar a vida à penitencia, oração e caridade, aos pobres e doentes abandonados.
Assim, no Mosteiro de Chelles, ingressaram várias princesas e rainhas. Até mesmo a sua fundadora, rainha Batildes, que, influenciada pela jovem abadessa, trocou a coroa pelo hábito beneditino.
Santa incansável, páscoa e lembrança
A incansável Santa Bertila, como era chamada por todos ainda em vida, dirigiu a instituição por quarenta e seis anos, até morrer em 5 de novembro de 705. O seu corpo foi sepultado no cemitério do mosteiro, local que logo se tornou rota de peregrinação dos fiéis, desejosos de agradecer a intercessão da querida santa.
Mais tarde, o culto foi confirmado pela Igreja, e também a festa de Santa Bertila, que ocorre no dia de sua morte. As suas relíquias, hoje, estão guardadas na bela Catedral de Chelles.
Santa Bertila, rogai por nós!
Outros santos e beatos celebrados em 05 de novembro
• Em Cesareia da Palestina, São Donino, mártir, que, ainda jovem médico, no início da perseguição de Diocleciano foi condenado ao trabalho nas minas de Mísmiya, onde, depois de sofrer cruéis vexações, foi lançado ao fogo por ordem do prefeito Urbano, no ano quinto da perseguição, por permanecer firme na confissão da fé. († 307) 
• Também em Cesareia da Palestina, a comemoração dos santos Teótimo, Filoteu e Timóteo, mártires, que, sendo ainda jovens, foram condenados aos jogos de circo para diversão da plebe e depois, com Santo Auxêncio, já ancião, lançados às feras. († 307)
• Na Apúlia, região da Itália, São Marcos, bispo de Ecano. († c. s. IV)
• Em Tréveris, na Renânia da Austrásia, actualmente na Alemanha, São Fibício, bispo. († c. 450)
• Na Bretanha Menor, actualmente na França, São Guetnoco, venerado como irmão dos santos Vinvaleu e Jacuto. († s. VI)
• Em Beziers, na Gália Narbonense, igualmente na França, São Geraldo, bispo, homem de admirável honradez e simplicidade, que, sendo cónego regular, foi constrangido a aceitar o episcopado, em cuja dignidade se mostrou ainda mais humilde. († 1123)
• Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, o Beato Gómidas Keumurgian (Cosme de Carboniano), presbítero e mártir, que, sendo pai de família, nascido e ordenado na Igreja da Arménia, por se manter firme na confissão e propagação da fé católica professada no Concílio de Calcedónia, sofreu muitas tribulações e finalmente foi degolado enquanto recitava o Símbolo niceno. († 1707)
• Perto do rio Hung Yen, no Tonquim, hoje no Vietnam, São Domingos Mâu, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, na perseguição do imperador Tu Duc, por mostrar publicamente a coroa do Rosário e exortar os cristãos à profissão da fé, foi conduzido ao suplício da decapitação, orando com as mãos juntas como quem sobe ao altar. († 1858)
• Em Parma, na Itália, São Guido Maria Confórti, bispo, que, como bom pastor, velou sempre pela defesa da Igreja e da fé do seu povo e, movido pela solicitude da evangelização dos povos, fundou a Pia Sociedade de São Francisco Xavier. († 1931)
• Em Madrid, na Espanha, o Beato João António Burró Más, religioso da Ordem de São João de Deus e mártir, que, por causa do seu testemunho evangélico, foi assassinado durante a perseguição contra a Igreja. († 1936)
• Em El Saler, localidade próxima de Valência, também na Espanha, a Beata Maria do Carmo Viel Ferrando, virgem e mártir, que na mesma perseguição consumou o combate glorioso. († 1936)
• Na fortaleza de Hof, na Alemanha, o Beato Bernardo Lichtenberg, presbítero e mártir, que, ao ver ofendida a dignidade de Deus e dos homens, orava publicamente pelos judeus desumanamente torturados e detidos; por isso foi enviado para o campo de concentração de Dachau e, durante a viagem para o cativeiro, foi barbaramente oprimido por iníquas vexações e morreu corajosamente por Cristo. († 1943)
• No campo de concentração da cidade de Abez, na Sibéria, província da Rússia, o Beato Gregório Lakota, bispo de Przemysl e mártir, que, durante a ignóbil perseguição contra a fé cristã na sua pátria, superando os tormentos corporais, morreu intrepidamente por Cristo. († 1950)
Fonte:
• Arquisp.org.br
• paulinas.org.br
• Martirológio Romano
– Pesquisa e Redação: Leonardo Girotto

Beato Ber­nardo Lichtenberg (Memória Facultativa)

Local: Hof, Alemanha
Data: 05 de Novembro † 1943

Bernardo Lichtenberg nasceu em 3 de dezembro de 1875 em Ohlau na Silésia (hoje Olawa na Polônia).

Em 21 de junho de 1899 foi ordenado sacerdote em Breslau. Em 1900 ele foi transferido para Berlim. Em 1935, quando o vigário capitular adoeceu, ele foi encarregado de dirigir a diocese de Berlim.

Tendo sabido da situação nos campos de concentração, ele protestou contra tais abusos.

Compartilhando as ideias do bispo de Münster, Clement Augustine von Galen (1878-1946), em 1941 ele protestou contra a eliminação dos doentes mentais: enviou uma carta ao chefe da Ordem Médica do Reich e ao Chanceler do Reich, Hitler. Ele também fez o possível para defender os “não-arianos”.

Em outubro de 1941, ele preparou um comunicado para ser lido do púlpito contra a perseguição aos judeus. Denunciado por duas mulheres, no entanto, ele foi preso pela Gestapo em 23 de outubro de 1941. Permaneceu na prisão até 23 de outubro de 1943. Mas em 28 de outubro, com a saúde debilitada, foi enviado para o campo de Dachau. A viagem custou-lhe a vida: faleceu a 5 de novembro.

Foi beatificado por João Paulo II em 1996 em Berlim.

Fonte: causesanti.va

Beato Ber­nardo Lichtenberg, rogai por nós!

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QUARTA-FEIRA, DIA 04 DE NOVEMBRO DE 2026

São Carlos Borromeu, Bispo, Memória
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
— Fl 2, 12-18

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses

12Meus queridos: como sempre fostes obedientes, não só em minha presença, mas ainda mais agora na minha ausência, trabalhai para a vossa salvação, com temor e tremor. 13Pois é Deus que realiza em vós tanto o querer como o fazer, conforme o seu desígnio benevolente.
14Fazei tudo sem reclamar ou murmurar, 15para que sejais livres de repreensão e ambiguidade, filhos de Deus sem defeito, no meio desta geração depravada e pervertida, na qual brilhais como os astros no universo. 16Conservai com firmeza a palavra da vida. Assim, no dia de Cristo, terei a glória de não ter corrido em vão, nem trabalhado inutilmente.
17E ainda que eu seja oferecido em libação, no sacrifício que é o sagrado serviço de vossa fé, fico feliz e alegro-me com todos vós. 18Vós também, alegrai-vos pelo mesmo motivo e congratulai-vos comigo.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 26(27), 1. 4. 13-14 (R. 1a)

℟. O Senhor é minha luz e salvação!

— 1O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei? ℟.

℟. O Senhor é minha luz e salvação!

— 4Ao Senhor eu peço apenas uma coisa, e é só isto que eu desejo: habitar no santuário do Senhor por toda a minha vida; saborear a suavidade do Senhor e contemplá-lo no seu templo. ℟.

℟. O Senhor é minha luz e salvação!

— 13Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. 14Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor! ℟.

℟. O Senhor é minha luz e salvação!

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Felizes sereis vós, se fordes ultrajados por causa de Jesus, pois repousa sobre vós o Espírito de Deus. (1Pd 4, 14) ℟.
Evangelho — Lc 14, 25-33

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 25grandes multidões acompanhavam Jesus. Voltando-se, ele lhes disse: 26“Se alguém vem a mim, mas não se desapega de seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs e até da sua própria vida, não pode ser meu discípulo. 27Quem não carrega sua cruz e não caminha atrás de mim, não pode ser meu discípulo.
28Com efeito: qual de vós, querendo construir uma torre, não se senta primeiro e calcula os gastos, para ver se tem o suficiente para terminar? Caso contrário, 29ele vai lançar o alicerce e não será capaz de acabar. E todos os que virem isso começarão a caçoar, dizendo: 30ʽEste homem começou a construir e não foi capaz de acabar!ʼ
31Ou ainda: Qual o rei que ao sair para guerrear com outro, não se senta primeiro e examina bem se com dez mil homens poderá enfrentar o outro que marcha contra ele com vinte mil? 32Se ele vê que não pode, enquanto o outro rei ainda está longe, envia mensageiros para negociar as condições de paz. 33Do mesmo modo, portanto, qualquer um de vós, se não renunciar a tudo o que tem, não pode ser meu discípulo!”
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Carlos Borromeu (Memória)

Local: Milão, Itália
Data: 04 de Novembro † 1584

São Carlos Borromeu, arcebispo de Milão, pertence aos grandes promotores da renovação na fé e dos costumes sancionada pelo Concílio de Trento. São Carlos Borromeu passou à história como tipo acabado e modelo perfeito de pastor, conforme o ideal traçado pelo Concílio de Trento.

Carlos Borromeu nasceu em Arona, perto de Milão, na Itália, em 1538. Sua mãe, uma mulher piedosa, irmã do papa Pio IV (1559-1565), cuidou da educação moral e religiosa de Carlos. Ele cursou os estudos de Direito na universidade de Pavia. Seguindo a política nepotista que caracterizou muitos papas da época renascentista e barroca, Pio IV chamou o sobrinho a Roma e nomeou-o cardeal e arcebispo de Milão com apenas 22 anos de idade, sem mesmo ser sacerdote. Três anos mais tarde, Carlos recebia as ordens de presbítero e de bispo, e desde então deu à sua vida uma direção acentuadamente piedosa e ascética.

Como secretário de seu tio, Carlos foi ótimo conselheiro. Muito influiu para que o Papa levasse a termo o Concílio de Trento, que se encontrava num impasse. Terminado o Concílio, Carlos decidiu deixar Roma e fixar-se em Milão, sua diocese, para dedicar-se imediatamente à tarefa da Reforma da Igreja, até morrer esgotado pelas fadigas aos 46 anos de idade.

Como arcebispo de Milão mostrou-se, sobretudo, cumpridor exato dos seus deveres pastorais, e promotor da dinamização da vida eclesiástica na diocese. Incentivou o dever da residência dos párocos, organizou e presidiu vários sínodos diocesanos, promoveu também numerosos concílios provinciais; foi o primeiro bispo a aplicar o decreto do Concílio de Trento relativo à fundação de seminários para a formação cultural e espiritual dos candidatos ao sacerdócio. Favoreceu a criação de escolas para a cultura religiosa e profana. Impulsionou a boa imprensa e, sobretudo, deu incremento à formação catequética dos fiéis.

Realizou a visita pastoral em toda sua vastíssima diocese, que compreendia mais de mil paróquias, atingindo as localidades e igrejas mais afastadas e de difícil acesso. Por especial nomeação do Papa, foi visitador apostólico, a fim de introduzir as reformas do Concílio de Trento nas quinze dioceses sufragâneas de Milão que ele visitou. Além disso, percorreu muitas regiões da Suíça, contribuindo para a conservação da fé católica, seriamente ameaçada pelas doutrinas heréticas dos reformadores.

À esta sua atividade tenaz e corajosa de reforma, toda consagrada à causa da Igreja e à elevação moral dos costumes, São Carlos unia uma caridade extraordinária, que se evidenciou, sobretudo, nos anos difíceis em que a peste se alastrava por sua diocese.

No século XVI se elevavam por toda parte da Europa vozes angustiadas clamando pela Reforma na Igreja que devia começar pelos próprios bispos e padres. O Concílio de Trento legislou admiravelmente sobre o assunto, mas eram ainda muitos os que duvidavam da eficácia dos decretos. Carlos Borromeu, arcebispo de Milão, executou todos os decretos da reforma e com isto criou um modelo de pastor de almas que influiu na Igreja toda, sendo tido como o tipo do bispo segundo o Concílio de Trento,

São Carlos faleceu pranteado por todo o povo em 1584 com apenas 46 anos de idade. Foi declarado santo em 1610.

A grandeza da mensagem de São Carlos Borromeu vem expressa na Oração coleta: Ela pede que Deus conserve no seu povo o espírito que animava São Carlos Borromeu, para que a Igreja, continuamente renovada e sempre fiel ao Evangelho, possa mostrar ao mundo a verdadeira face do Cristo.

A Oração sobre as oferendas recorda o grande bispo que foi São Carlos Borromeu. A Oração depois da Comunhão lembra a fortaleza de ânimo que tornou São Carlos Borromeu fiel ao serviço de Deus e fervoroso na caridade. Toda evangelização parte da espiritualidade de quem evangeliza.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Carlos Borromeu, rogai por nós!

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TERÇA-FEIRA, DIA 03 DE NOVEMBRO DE 2026

XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Fl 2, 5-11

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses

Irmãos, 5tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus. 6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.
9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua proclame : “Jesus Cristo é o Senhor” – para a glória de Deus Pai.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 21(22), 26b-27. 28-30a. 31-32 (R. 26a)

℟. Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!

— 26bCumpro meus votos ante aqueles que vos temem! 27Vossos pobres vão comer e saciar-se, e os que procuram o Senhor o louvarão: “Seus corações tenham a vida para sempre!” ℟.

℟. Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!

— 28Lembrem-se disso os confins de toda a terra, para que voltem ao Senhor e se convertam, e se prostrem, adorando, diante dele todos os povos e as famílias das nações. 29Pois ao Senhor é que pertence a realeza; ele domina sobre todas as nações. 30aSomente a ele adorarão os poderosos. ℟.

℟. Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!

— 31Toda a minha descendência há de servi-lo; às futuras gerações anunciará, 32o poder e a justiça do Senhor; ao povo novo que há de vir, ela dirá: “Eis a obra que o Senhor realizou!” ℟.

℟. Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o senhor. (Mt 11, 28) ℟.
Evangelho — Lc 14, 15-24

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 15um homem que estava à mesa, disse a Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” 16Jesus respondeu: “Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. 17Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ʽVinde, pois tudo está prontoʼ.
18Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ʽComprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpasʼ. 19Um outro disse: ʽComprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpasʼ. 20Um terceiro disse: ʽAcabo de me casar e, por isso, não posso irʼ.
21O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: ʽSai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxosʼ. 22O empregado disse: ʽSenhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugarʼ. 23O patrão disse ao empregado: ʽSai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheiaʼ. 24Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banqueteʼ”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Martinho de Lima (Memória Facultativa)

Local: Lima, Peru
Data: 03 de Novembro † 1639

Martinho de Porres, chamado também Martinho de Lima pela cidade onde viveu e veio a falecer, nasceu em 1579. Era filho natural de um fidalgo espanhol e de uma mulata panamenha. O valor representativo de São Martinho na história da santidade deriva do fato de ser ele filho ilegítimo, que enfrentou e superou em sua vida toda discriminação de cor e de origem. A sociedade branca de Lima tampouco estava disposta a perdoar a Martinho o “pecado” de sua pele escura e de sua origem escrava: a sombra desta humilhação devia acompanhá-lo durante toda a vida.

Educado por sua mãe no santo temor de Deus, começou ainda criança a trabalhar como aprendiz de barbeiro. Era uma profissão manual, como tal desprezada pelos que tinham aspirações à nobreza, embora não coincidisse, totalmente, com a profissão de barbeiro de hoje, pois naquele tempo o barbeiro era também dentista e cirurgião. Martinho fez de sua profissão um exercício de caridade para com os pobres.

Para colocar-se totalmente a serviço dos pobres, quis entrar na Ordem Dominicana. Aqui o esperava nova humilhação. Por sua cor e origem, não podia ser admitido nem como sacerdote nem como irmão leigo. Entrou simplesmente como oblato, como eram chamados os leigos agregados a um convento. Suas funções eram as mais humildes, mas sua vida espiritual, a mais profunda. Mais tarde, em atenção às suas virtudes, lhe foi concedido, excepcionalmente, a profissão de irmão leigo na Ordem.

Humildade, piedade e espírito de caridade foram as características de sua vida. Sua cela, no convento em Lima no Peru, era um depósito de ervas com que atendia aos doentes do convento e de fora. Dedicava sua vida literalmente aos pobres. Fazia-se mendigo, pedindo esmolas, por amor aos mendigos. Com as esmolas que conseguia, fundou um hospital para os meninos abandonados. De sua intensa oração brotavam os milagres. Assim, sem fazer coisas extraordinárias, Martinho de Porres chegou a um alto grau de santidade. O centro de tudo era a caridade.

Faleceu santamente em Lima, no dia 3 de novembro de 1639, com 60 anos de idade. Imediatamente após a morte foi honrado e venerado como santo. Foi beatificado em 1873 e canonizado pelo papa João XXIII em 1962.

O papa João XXIII, na homilia de sua canonização, o chama de “Martinho da caridade”. A Oração coleta realça em São Martinho a virtude da humildade, o caminho mais seguro para os céus.

A Antífona do Benedictus indica bem a vocação universal da santidade, independente de raça, cor ou origem: Bendito seja o Senhor Deus, que libertou todos os povos, e das trevas chamou para sua luz maravilhosa.

A Antífona do Magnificat indica o caminho de santidade legado por São Martinho de Lima: Glorifiquemos o Senhor, que exaltou com dons celestes seu servo humilde São Martinho.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Martinho de Lima, rogai por nós!

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SEGUNDA-FEIRA, DIA 02 DE NOVEMBRO DE 2026

Comemoração de Todos os Fiéis Defuntos
Cor Litúrgica roxa

Primeira leitura
(Jó 19,1.23-27a)
Leitura do Livro de Jó.
1 Jó tomou a palavra e disse: 23 “Gostaria que minhas palavras fossem escritas e gravadas numa inscrição 24 com ponteiro de ferro e com chumbo, cravadas na rocha para sempre! 25 Eu sei que o meu redentor está vivo e que, por último, se levantará sobre o pó; 26 e depois que tiverem destruído esta minha pele, na minha carne, verei a Deus. 27a Eu mesmo o verei, meus olhos o contemplarão, e não os olhos de outros”.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Responsório Sl 23(24),1-2.3-4ab.5-6 (R. cf. 6)

– O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.
– O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.

– O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. 

– O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.
– O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.

– Para as águas repousantes me encaminha, e restaura as minhas forças. Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. 

– O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.
– O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.

– Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança! 

– O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.
– O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.

– Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda. 

– O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.
– O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.

– Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos. 

– O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.
– O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.

Segunda leitura
(1Cor 15,20-24a.25-28)
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios.
Irmãos: 20 Cristo ressuscitou dos mortos como primícias dos que morreram. 21 Com efeito, por um homem veio a morte e é também por um homem que vem a ressurreição dos mortos. 22 Como em Adão todos morrem, assim também em Cristo todos reviverão. 23 Porém, cada qual segundo uma ordem determinada: Em primeiro lugar, Cristo, como primícias; depois, os que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. 24a A seguir, será o fim, quando ele entregar a realeza a Deus-Pai. 25 Pois é preciso que ele reine até que todos os seus inimigos estejam debaixo de seus pés. 26 O último inimigo a ser destruído é a morte. 27 Com efeito, “Deus pôs tudo debaixo de seus pés”. Mas, quando ele disser: “Tudo está submetido”, é claro que estará excluído dessa submissão aquele que submeteu tudo a Cristo. 28 E, quando todas as coisas estiverem submetidas a ele, então o próprio Filho se submeterá àquele que lhe submeteu todas as coisas, para que Deus seja tudo em todos.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Evangelho (Lc 12,35-40)
– Aleluia, Aleluia, Aleluia.
– É esta a vontade de quem me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas que eu os ressuscite no último dia.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
– Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 35 Que vossos rins estejam cingidos e as lâmpadas acesas. 36 Sede como homens que estão esperando seu senhor voltar de uma festa de casamento, para lhe abrir, imediatamente, a porta, logo que ele chegar e bater. 37 Felizes os empregados que o senhor encontrar acordados quando chegar. Em verdade eu vos digo: Ele mesmo vai cingir-se, fazê-los sentar-se à mesa e, passando, os servirá. 38 E caso ele chegue à meia-noite ou às três da madrugada, felizes serão, se assim os encontrar! 39 Mas ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. bVós também, ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Na comemoração dos Fiéis Defuntos, recordemos das almas

Origens 
Em vez de propor-nos, hoje, a veneração de um santo, a Igreja nos convida a comemorar, pelo nosso sufrágio, as almas dos fiéis já falecidos. A comemoração de todos os fiéis defuntos foi instituída neste dia a fim de socorrer, por boas obras gerais, os que não se beneficiam de preces especificamente dedicadas a eles. Deve-se a uma iniciativa tomada pelos monges beneditinos por volta do ano 1000. 
A data
O abade São Odilo, superior mosteiro de Cluny na França, deu ordem para que em todos os conventos filiados a esta Ordem se celebrasse um ofício pelos defuntos na tarde do dia 1º de novembro. Essa comemoração foi adotada pela autoridade da Igreja, de tal modo que, aos poucos, se tornou universal a dedicação de dois de novembro à memória dos irmãos já falecidos.
Exortação de Paulo
Essa exortação de Paulo é dirigida também a cada um de nós:
“Irmãos, nos diz São Paulo apóstolo, não queremos que ignoreis o que se refere aos mortos, para não ficardes tristes como os outros que não tem esperança. Se cremos que Jesus morreu e ressuscitou, cremos também que Deus levará com Jesus os que nele morrerem.” (ITs 4,13-14).
Dia dos Fiéis Defuntos: um dia para recordação, não tristeza
Dia de Saudosa Reflexão
O Dia dos Finados não é dia de tristeza nem lamúrias, como o é para aqueles que não tem fé, mas é dia de saudosa recordação, confortada pela fé, que nos garante que nosso relacionamento com as almas dos finados não está interrompido pela morte, mas é sempre vivo e atuante pela oração de sufrágio. A doutrina relativa aos finados põe em admirável luz a harmonia entre a justiça e a bondade de Deus Pai, de tal modo que também os corações mais frios não resistem hoje a um saudoso pensamento de piedade religiosa em favor dos irmãos falecidos.
Purgatório: o lugar de purificação
A fé nos ensina que existe um lugar de purificação pelas almas depois da morte, pois toda criatura que morre carrega faltas, misérias, dívidas espirituais por pecados cometidos, mesmo morrendo reconciliada com Deus. Essas faltas o impedem de entrar diretamente no Reino de Deus, que é o reino da santidade perfeita, da luz e felicidade. Deus, em Sua bondade, providenciou um lugar de purificação que a tradição da Igreja chamou de purgatório. O Catecismo da Igreja Católica afirma:
“O pecado grave priva-nos da comunhão com Deus e, portanto, torna-nos incapazes da vida eterna, cuja privação se chama «pena eterna» do pecado. Por outro lado, todo pecado, mesmo venial, traz consigo um apego desordenado às criaturas, o qual precisa ser purificado, quer nesta vida quer depois da morte, no estado que se chama Purgatório. Esta purificação liberta do que se chama «pena temporal» do pecado. Estas duas penas não devem ser consideradas como uma espécie de vingança, infligida por Deus, do exterior, mas como algo decorrente da própria natureza do pecado. Uma conversão procedente duma caridade fervorosa pode chegar à total purificação do pecador, de modo que nenhuma pena subsista (82).” (CIC 1472)
Temos condições de oferecer preces, sacrifícios em sufrágios das almas do purgatório
A Solidariedade Espiritual
Pela solidariedade espiritual que existe entre os batizados por força de nossa inserção no Corpo Místico de Cristo, temos condições de oferecer preces, sacrifícios em sufrágios das almas do purgatório que ficam assim beneficiadas em suas penas. Esta doutrina já era conhecida no Antigo Testamento. De fato, lemos, no Segundo livro do Macabeus que, depois de uma batalha do povo judeu contra os inimigos, Judas Macabeu mandou recolher ofertas a serem enviados ao Templo de Jerusalém solicitando orações e sacrifícios em sufrágio dos soldados tombados na guerra, pois ele concluiu: “É um pensamento santo e salutar orar pelos mortos para que sejam livres dos seus pecados” (2Mc 14,45). Também Jesus Cristo fez alusão aos pecados que não são perdoados nem nesta terra nem na outra vida.
Orações de  Sufrágio
Orações de sufrágio em favor das almas dos mortos sempre foram praticadas nas Igrejas desde os primeiros séculos. Nas catacumbas romanas onde se sepultavam os cristãos há inúmeras inscrições alusivas a preces que os defuntos solicitam dos irmãos na fé. Santa Mônica, mãe de Santo Agostinho, ao falecer perto de Roma, enquanto viajava para África, assim falava aos dois filhos que a acompanhavam: “Ponde meu corpo em qualquer lugar, e não vos preocupeis com ele. Só vos peço que, no altar de Deus, vos lembreis de mim, onde quer que estiveres”.
As almas dos nossos falecidos parecem dizer com o patriarca Jó: “Compadecei-vos de mim, ao menos vós que sois meus amigos, porque a mão do meu Senhor me tocou”.
“Santo e salutar é o pensamento de orar pelos mortos, para que sejam livres dos seus pecados.”
A Indulgência e a Oração pelos falecidos
Indulgência: 
No dia de Finados, “aos que visitarem o cemitério e rezarem, mesmo só mentalmente, pelos defuntos, concede-se uma Indulgência Plenária, só aplicável aos defuntos. Diariamente, do dia 1º ao dia 8 de novembro, nas condições costumeiras, isto é, confissão sacramental, comunhão eucarística e oração nas intenções do Sumo Pontífice; nos restantes dias do ano, Indulgência Parcial (Enchr. Indulgentiarum, n.13)”.
“Ainda neste dia, em todas as igrejas, oratórios públicos ou semipúblicos, igualmente lucra-se uma Indulgência Plenária, só aplicável aos defuntos; a obra que se prescreve é a piedosa visitação à igreja, durante a qual se deve rezar o Pai-Nosso e Creio, confissão sacramental, comunhão eucarística e oração na intenção do Sumo Pontífice (que pode ser um Pai-Nosso e Ave-Maria, ou qualquer outra oração conforme inspirar a piedade e devoção).” (pg. 462 do Diretório Litúrgico da CNBB).
Oração pelos falecidos:
Pai santo, Deus eterno e Todo-Poderoso, nós Vos pedimos por (nome do falecido), que chamastes deste mundo. Dai-lhe a felicidade, a luz e a paz. Que ele, tendo passado pela morte, participe do convívio de Vossos santos na luz eterna, como prometestes a Abraão e à sua descendência. Que sua alma nada sofra, e Vos digneis ressuscitá-lo com os Vossos santos no dia da ressurreição e da recompensa. Perdoai-lhe os pecados para que alcance junto a Vós a vida imortal no reino eterno. Por Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém! (Rezar Pai-Nosso e Ave-Maria.)
Dai-lhe, Senhor, o repouso eterno e brilhe para ele a Vossa luz! Amém.
Minha oração
“Senhor, nosso Deus, resgatai as almas dos nossos conhecidos e familiares do purgatório, além daquelas que necessitam das nossas orações. Pedimos também a intercessão para que sejamos santos e purificados nessa vida, a fim de chegar diretamente ao Céu. Amém.”
Almas do purgatório, rogai por nós!

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DOMINGO DIA 01 DE NOVEMBRO DE 2026

SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS
Cor litúrgica branca

Primeira leitura
— Ap 7, 2-4. 9-14

Leitura do Livro do Apocalipse de São João

Eu, João, 2vi um outro anjo, que subia do lado onde nasce o sol. Ele trazia a marca do Deus vivo e gritava, em alta voz, aos quatro anjos que tinham recebido o poder de danificar a terra e o mar, dizendo-lhes: 3“Não façais mal à terra, nem ao mar nem às arvores, até que tenhamos marcado na fronte os servos do nosso Deus”. 4Ouvi então o número dos que tinham sido marcados: eram cento e quarenta e quatro mil, de todas as tribos dos filhos de Israel.
9Depois disso, vi uma multidão imensa de gente de todas as nações, tribos, povos e línguas, e que ninguém podia contar. Estavam de pé diante do trono e do Cordeiro; trajavam vestes brancas e traziam palmas na mão. 10Todos proclamavam com voz forte: “A salvação pertence ao nosso Deus, que está sentado no trono, e ao Cordeiro”. 11Todos os anjos estavam de pé, em volta do trono e dos Anciãos e dos quatro Seres vivos e prostravam-se, com o rosto por terra, diante do trono. E adoravam a Deus, dizendo: 12“Amém. O louvor, a glória e a sabedoria, a ação de graças, a honra, o poder e a força pertencem ao nosso Deus para sempre. Amém”
13E um dos Anciãos falou comigo e perguntou: “Quem são esses vestidos com roupas brancas? De onde vieram?” 14Eu respondi: “Tu é que sabes, meu senhor”. E então ele me disse: “Esses são os que vieram da grande tribulação. Lavaram e alvejaram as suas roupas no sangue do Cordeiro”.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 23(24), 1-2. 3-4ab. 5-6 (R. cf. 6)

℟. É assim a geração dos que procuram o Senhor!

— 1Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; 2porque ele a tornou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável. ℟.

℟. É assim a geração dos que procuram o Senhor!

— 3“Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?” 4a“Quem tem mãos puras e inocente coração, 4bquem não dirige sua mente para o crime. ℟.

℟. É assim a geração dos que procuram o Senhor!

— 5Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador”. 6“É assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face”. ℟.

℟. É assim a geração dos que procuram o Senhor!

Segunda leitura
— 1Jo 3, 1-3

Leitura da Primeira Carta de São João

Caríssimos, 1vede que grande presente de amor o Pai nos deu: de sermos chamados filhos de Deus! E nós o somos! Se o mundo não nos conhece, é porque não conheceu o Pai.
2Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar, seremos semelhantes a ele, porque o veremos tal como ele é. 3Todo o que espera nele, purifica-se a si mesmo, como também ele é puro.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Vinde a mim, todos vós que estais cansados e penais a carregar pesado fardo, e descanso eu vos darei, diz o Senhor. (Mt 11, 28) ℟.
Evangelho — Mt 5, 1-12a

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1vendo Jesus as multidões, subiu ao monte e sentou-se. Os discípulos aproximaram-se, 2e Jesus começou a ensiná-los:
3“Bem-aventurados os pobres em espírito, porque deles é o Reino dos Céus. 4Bem-aventurados os aflitos, porque serão consolados. 5Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. 6Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados.
7Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão misericórdia. 8Bem-aventurados os puros de coração, porque verão a Deus. 9Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus. 10Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus.
11Bem-aventurados sois vós, quando vos injuriarem e perseguirem, e mentindo, disserem todo tipo de mal contra vós, por causa de mim. 12Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SOLENIDADE DE TODOS OS SANTOS
Na origem da solenidade de Todos os Santos está o culto a todos os mártires, celebrados conjuntamente nas Igrejas orientais. Esta liturgia martirial passou para o Ocidente sob o papa Bonifácio IV (608-615), o qual, recebendo do imperador Focas o Panteão, edificado em Roma no ano 25 antes de Cristo em honra de Júpiter, consagrou-o a Santa Maria e a Todos os Mártires. Celebrada inicialmente no dia 13 de maio, a comemoração estendeu-se também às santas virgens, aos anacoretas e a outras categorias de santos, além dos mártires. Foi então fixada para o dia 1º de novembro pelo papa Gregório IV (827-844).

Se, durante o ano a Igreja faz passar diante de si o cortejo dos santos através de suas solenidades, festas e memórias, procurando viver o mistério pascal de Cristo, ela sente a necessidade de reuni-los todos numa só solenidade. Ela o faz no dia 1º de novembro. E, por não ser feriado no Brasil, a celebração é feita normalmente no domingo depois do dia 1º de novembro.

A data desta solenidade tem uma localização muito feliz dentro do Ano litúrgico. Quase no fim do ano a Igreja como que celebra os frutos da salvação adquirida pela morte e ressurreição de Jesus Cristo. A partir da Páscoa e do Pentecostes a Igreja procurou viver a mensagem de Cristo, produzindo frutos de boas obras. O espírito das bem-aventuranças, na prática do mandamento do amor, produziu o seu fruto, agora celebrado na solenidade de Todos os Santos. Numa só festa celebram-se, junto com os santos canonizados, todos os justos de toda raça e nação, cujos nomes estão inscritos no livro da vida (cf. Ap 20, 12). Já não apenas os santos canonizados pela Igreja, mas de todos os santos e santas que se deixaram lavar no sangue do Cordeiro, desde o início do mundo até nossos dias, incluindo os irmãos e irmãs que comeram e beberam conosco e participaram da mesma Assembleia eucarística. Se eles são lembrados em cada Oração eucarística, hoje eles são o motivo de nossa ação de graças, inclusive no Prefácio, pois a graça de Deus foi vitoriosa não só em Cristo, a Cabeça, mas em todos os seus membros. Eles aparecem diante de nós como exemplos a imitar. Se eles puderam alcançar a vida em Deus, por que também não nós com a graça de Deus?

As três leituras nos introduzem no mistério celebrado na solenidade de Todos os Santos. O ser humano é chamado a participar da vida de Deus: Vede que prova de amor nos deu o Pai, que sejamos chamados filhos de Deus. E nós o somos. Mas o que já somos agora, um dia, há de manifestar-se plenamente (cf. 2ª leitura, 1Jo 3, 1-3). A primeira leitura apresenta a multidão dos assinalados. Trata-se do novo Israel dos eleitos. Estavam de pé diante do trono e diante do Cordeiro, trajados com vestes brancas e com palmas na mão. E um dos Anciãos pergunta: Estes que estão trajados com vestes brancas, quem são e de onde vieram? O vidente responde: Senhor, és tu quem o sabes! Ele, então, me explicou: Estes são os que vêm da grande tribulação: lavaram suas vestes e alvejaram-nas no sangue do Cordeiro (cf. Ap 7, 2-4. 7). São os vitoriosos, porque corresponderam ao plano de Deus a seu respeito, porque viveram como filhos de Deus, porque deixaram-se revestir da santidade de Deus. Por isso, trazem na mão a palma da vitória. Trata-se da multidão dos bem-aventurados que procuraram viver segundo as bem-aventuranças do Evangelho. A eles diz Jesus: Alegrai-vos, exultai, pois é grande no céu a vossa recompensa (cf. Evangelho, Mt 5, 1 – 12a).

A solenidade de Todos os Santos nos leva a dar graças a Deus pela vitória de sua graça em todos os eleitos: somos impelidos a alegrar-nos com sua felicidade e somos encorajados a viver no espírito das bem-aventuranças. Também nós somos chamados a participar da multidão dos santos, por ora ainda peregrinos e, um dia, na glória eterna.

Toda esta alegria, motivo de ação de graças, vem expressa nos textos da Missa e particularmente no Prefácio: Festejamos hoje, a cidade do céu, a Jerusalém do alto, nossa mãe, onde nossos irmãos, os santos, vos cercam e cantam eternamente o vosso louvor. Para esta cidade caminhamos, pressurosos, peregrinando na penumbra da fé. Contemplamos, alegres, na vossa luz tantos membros da Igreja, que nos dais como exemplo e intercessão. Enquanto esperamos a glória eterna, com os anjos e todos os santos, proclamamos a vossa bondade, cantando a uma só voz: Santo, Santo, Santo…

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Todos os Santos e santas de Deus, rogai por nós!

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SÁBADO, DIA 31 DE OUTUBRO DE 2026

XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Fl 1, 18b-26

Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses

Irmãos, 18bde qualquer maneira, com segundas intenções ou com sinceridade, Cristo é anunciado. E eu me alegro com isso, e sempre me alegrarei. 19Pois eu sei que isso resultará na minha salvação graças à vossa oração e à assistência do Espírito de Jesus Cristo. 20Segundo a minha viva expectativa e a minha esperança, não terei de corar de vergonha. Se a minha firmeza continuar total, como sempre, então Cristo vai ser glorificado no meu corpo, seja pela minha vida, seja pela minha morte.
21Pois para mim, o viver é Cristo e o morrer é lucro. 22Entretanto, se o viver na carne significa que meu trabalho será frutuoso, neste caso, não sei o que escolher. 23Sinto-me atraído para os dois lados: tenho o desejo de partir, para estar com Cristo – o que para mim seria de longe o melhor – 24mas para vós é mais necessário que eu continue minha vida neste mundo.
25Por isso, sei com certeza que vou ficar e continuar com vós todos, para que possais progredir e alegrar-vos na fé. 26Assim, com a minha volta para junto de vós, vai aumentar ainda a razão de vos gloriardes em Cristo Jesus.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 41(42), 2. 3. 5bcd (R. 3a)

℟. Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo!

— 2Assim como a corça suspira pelas águas correntes, suspira igualmente minh’alma por vós, ó meu Deus! ℟.

℟. Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo!

— 3Minha alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus? ℟.

℟. Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo!

— 5bPeregrino e feliz caminhando 5cpara a casa de Deus, 5dentre gritos, louvor e alegria da multidão jubilosa. ℟.

℟. Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo!

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Tomai meu jugo sobre vós e aprendei de mim, que sou de coração humilde e manso! (Mt 11, 29ab) ℟.
Evangelho — Lc 14, 1. 7-11

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.

1Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 7Jesus notou como os convidados escolhiam os primeiros lugares. Então contou-lhes uma parábola:
8“Quando tu fores convidado para uma festa de casamento, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, 9e o dono da casa, que convidou os dois, venha te dizer: ʽDá o lugar a eleʼ. Então tu ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar. 10Mas, quando tu fores convidado, vai sentar-te no último lugar. Assim, quando chegar quem te convidou, te dirá: ʽAmigo, vem mais para cimaʼ. E isto vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados. 11Porque quem se eleva, será humilhado e quem se humilha, será elevado”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santo Afonso Rodrigues (Memória Facultativa)

Local: Palma de Maiorca, Espanha
Data: 31 de Outubro † 1617

O humílimo Afonso Rodrigues ancorou na vida religiosa após uma infeliz experiência matrimonial. Nasceu em Segóvia, na Espanha, a 25 de julho de 1533. Educado no colégio jesuíta de Alcalá, teve de abandonar os estudos para tomar o lugar do pai no próspero e remunerador comércio de tecidos. Aos 27 anos casou-se. Em 1567 sua família foi atingida pela primeira grande dor com a morte da esposa, seguida pouco depois pelos filhos. Provado pela dor privado de interesses materiais, descuidou do comércio e endividou-se. Voltou à escola frequentando com pouco sucesso os cursos de gramática e de retórica na universidade de Valência. Afonso então fechou-se definitivamente aos testes escolásticos para procurar somente nos livros de devoção o alimento de que precisava sua alma.

Acolhido a 31 de janeiro de 1571 no noviciado dos jesuítas, como irmão leigo, ficou seis meses em Valência para terminar o noviciado. Depois foi enviado ao colégio de Monte Sion em Palmas de Majorca, a ilha imersa na paz solar e tranquila do Mediterrâneo. Aí ficou até à morte, que se deu a 30 de outubro de 1617. No exercício do seu humilde trabalho cotidiano de porteiro, assumido com paciência e dedicação pelo resto da vida, Afonso se mostrou afável, caridoso e serviçal com todos, exercendo profícuo apostolado entre os que, com sempre maior frequência, paravam na portaria do colégio para receber o conforto de uma palavra sua.

A fama da sua santidade e os carismas com que Deus o dotara (visões, previsões, milagres) tinham atraído à escola do humilde irmão leigo, que tivera de interromper os estudos universitários pelo seu pouco aproveitamento, numeroso grupo de discípulos. Entre estes se aclamava o futuro grande missionário, são Pedro Claver, estudante de filosofia, do qual havia previsto a vasta atividade apostólica. Santo Afonso Rodrigues, canonizado a 15 de janeiro de 1888, juntamente com são João Berchmans, foi indicado como exemplo de tenra devoção mariana, expressa com a recitação diária do Rosário e do Ofício da Imaculada, devoção que frequentemente era recompensada com amáveis e extraordinárias intervenções de Nossa Senhora na vida deste grande místico espanhol.

Entre seus muitos escritos recordamos as Memórias autobiográficas escritas por ordem dos superiores, de 1604 a 1616, e alguns escritos que versam sobre assuntos de ascética com lúcida penetração, fruto de sabedoria não tirada dos livros. Sua festa é celebrada a 31 de outubro.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santo Afonso Rodrigues, rogai por nós!

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SEXTA-FEIRA, DIA 30 DE OUTUBRO DE 2026

XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Fl 1, 1-11

Início da Carta de São Paulo aos Filipenses

1Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, com os seus bispos e diáconos: 2graça e paz a vós da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.
3Dou graças ao meu Deus, todas as vezes que me lembro de vós. 4Sempre em todas as minhas orações rezo por vós, com alegria, 5por causa da vossa comunhão conosco na divulgação do evangelho, desde o primeiro dia até agora. 6Tenho a certeza de que aquele que começou em vós uma boa obra, há de levá-la à perfeição até ao dia de Cristo Jesus. 7É justo que eu pense assim a respeito de vós todos, pois a todos trago no coração, porque, tanto na minha prisão como na defesa e confirmação do Evangelho, participais na graça que me foi dada. 8Deus é testemunha de que tenho saudade de todos vós, com a ternura de Cristo Jesus.
9E isto eu peço a Deus: que o vosso amor cresça sempre mais, em todo o conhecimento e experiência, 10para discernirdes o que é o melhor. E assim ficareis puros e sem defeito para o dia de Cristo, 11cheios do fruto da justiça que nos vem por Jesus Cristo, para a glória e o louvor de Deus.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 110(111), 1-2. 3-4. 5-6 (R. 2a)

℟. Grandiosas são as obras do Senhor!
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— 1Eu agradeço a Deus de todo o coração junto com todos os seus justos reunidos! 2Que grandiosas são as obras do Senhor, elas merecem todo o amor e admiração! ℟.

℟. Grandiosas são as obras do Senhor!

— 3Que beleza e esplendor são os seus feitos! Sua justiça permanece eternamente! 4O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas. ℟.

℟. Grandiosas são as obras do Senhor!

— 5Ele dá o alimento aos que o temem e jamais esquecerá sua Aliança. 6Ao seu povo manifesta seu poder, dando a ele a herança das nações. ℟.

℟. Grandiosas são as obras do Senhor!

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem. (Jo 10, 27) ℟.
Evangelho — Lc 14, 1-6

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.

1Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 2Diante de Jesus, havia um hidrópico. 3Tomando a palavra, Jesus falou aos mestres da Lei e aos fariseus: “A Lei permite curar em dia de sábado, ou não?” 4Mas eles ficaram em silêncio. Então Jesus tomou o homem pela mão, curou-o e despediu-o.
5Depois lhes disse: “Se algum de vós tem um filho ou um boi que caiu num poço, não o tira logo, mesmo em dia de sábado?” 6E eles não foram capazes de responder a isso.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Geraldo (Memória Facultativa)

Local: Potenza, Itália
Data: 30 de Outubro † 1122

Hoje, o Martirológio Romano fixa a memória de são Geraldo, bispo de Potenza, na Lucânia. Ele era natural de Placência, e transferiu-se para Potenza. Foi escolhido como bispo por suas virtudes e suas atividades taumatúrgicas. Morreu apenas oito anos após sua escolha ao episcopado. Seu sucessor, Manfredo, escreveu-lhe uma vida exageradamente panegírica e sobretudo obteve uma canonização a viva voz (ou seja, sem documentação escrita) do papa Calisto II (1119-24). Mas existe outro Geraldo, também ele de Potenza, que leva fama bem superior ao bispo medieval. Trata-se de são Geraldo Majela, um dos santos mais populares da Itália meridional. E há motivo para esta popularidade: ele era invocado sobretudo pelas gestantes ou parturientes.

Nos inícios de 1800, cerca de cinquenta anos após a sua morte, um médico de Grassano (Matera) declarava: “Há muitos anos eu não exerço a profissão de médico. Exerce-a por mim o irmão Geraldo”. Este médico levava tanto a sério o patrocínio de são Geraldo. proclamado bem-aventurado só em 1893, que antes que remédios preferia dar às suas pacientes uma imagem do bom religioso. E Tannoia declarava: “O irmão Geraldo é o protetor especial dos partos. Em Foggia não há mulher parturiente que não tenha sua imagem e que não o invoque como protetor”.

Na realidade são Geraldo, que no leito de morte podia afirmar não saber nem a que fosse uma tentação impura, tinha sobre a mulher uma concepção superior: olhava toda mulher como uma imagem de Nossa Senhora, “louvor perene à Santíssima Trindade”. Eram os entusiasmos místicos de uma alma simples, mas cheia de amor espiritual. Exclamava frequentemente “Meu querido Deus, meu Espírito Santo”, sentindo íntimos a ele a bondade e o amor infinitos de Deus. Mais que asceta, era místico.

Sua vida está repleta de privações, de sofrimentos, de humilhações, mas tudo está profundamente animado, finalizado com um encontro vivo e pessoal com Deus. E isso que ficou dele, para além de algumas extravagâncias, que possam desconcertar ortodoxos. Há algo de autêntico e de genuíno também nos seus exageros que talvez os hippies de nossos dias os tornam novamente atuais. Mas são Geraldo fez uma contestação vinda de dentro.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Geraldo, rogai por nós!

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QUINTA-FEIRA, DIA 29 DE OUTUBRO DE 2026

XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Ef 6, 10-20

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios

10Para terminar, irmãos, confortai-vos no Senhor, e no domínio de sua força, 11revesti-vos da armadura de Deus, para estardes em condições de enfrentar as manobras do diabo. 12Pois não é a homens que enfrentamos, mas as autoridades, os poderes, as dominações deste mundo de trevas, os espíritos do mal que estão nos céus. 13Revesti, portanto, a armadura de Deus, a fim de que no dia mau possais resistir e permanecer firmes em tudo.
14De pé, portanto! Cingi os vossos rins com a verdade, revesti-vos com a couraça da justiça 15e calçai os vossos pés com a prontidão em anunciar o Evangelho da paz. 16Tomai o escudo da fé, o qual vos permitirá apagar todas as flechas ardentes do Maligno. 17Tomai, enfim, o capacete da salvação e o gládio do espírito, isto é, a Palavra de Deus.
18Com preces e súplicas de vária ordem, orai em todas as circunstâncias, no Espírito, e vigiai com toda a perseverança, intercedendo por todos os santos. 19Orai também por mim, para que a palavra seja colocada em minha boca para anunciar corajosamente o mistério do Evangelho, 20do qual sou embaixador acorrentado. Possa eu, como é minha obrigação, proclamá-lo com toda a ousadia.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 143(144), 1. 2. 9-10 (R. 1a)

℟. Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

— 1Bendito seja o Senhor, meu rochedo, que adestrou minhas mãos para a luta, e os meus dedos treinou para a guerra! ℟.

℟. Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

— 2Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; é meu escudo: é nele que espero, ele submete as nações a meus pés. ℟.

℟. Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

— 9Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, nas dez cordas da harpa louvar-vos, 10a vós que dais a vitória aos reis e salvais vosso servo Davi. ℟.

℟. Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Bendito é o rei que vem em nome do Senhor! Glória a Deus nos altos céus e na terra paz aos homens! (Cf. Lc 19, 38; 2, 14) ℟.
Evangelho — Lc 13, 31-35

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.

31Naquela hora, alguns fariseus aproximaram-se e disseram a Jesus: “Tu deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar”. 32Jesus disse: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho. 33Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém.
34Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne os pintainhos debaixo das asas, mas tu não quiseste! 35Eis que vossa casa ficará abandonada. Eu vos digo: não me vereis mais, até que chegue o tempo em que vós mesmos direis: ʽBendito aquele que vem em nome do Senhorʼ”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Beata Chiara Luce (Memória Facultativa)

Local: Sassello, Itália
Data: 29 de Outubro † 1990

Chiara Badano nasceu em 29 de outubro de 1971 em Sassello, na diocese de Acqui Terme. Seus pais estavam esperando por ela há 11 anos. Seu nascimento é saudado como uma graça de Nossa Senhora, invocada com fervor no “Santuário das Rochas” por seu pai.

Cresce rodeada de muito amor. É saudável, adora a natureza e as brincadeiras, destaca-se desde cedo pelo amor a Jesus e a Nossa Senhora. Tem um atrativo particular para os “últimos”, que cobre com atenção e pequenos serviços, muitas vezes abrindo mão de momentos de lazer.

No dia da sua primeira comunhão recebe de presente o livro dos Evangelhos. É para ela “um livro magnífico”. “Assim como é fácil para mim aprender o alfabeto, também deve ser para viver o Evangelho!”.

Aos 9 anos ingressou no Movimento dos Focolares fundado por Chiara Lubich como GEN (Nova Geração), envolvendo também os pais. A partir daí, sua vida está em alta: ela tenta “sempre colocar Deus em primeiro lugar” e dizer-lhe “sempre sim”. Gosta de estudar e sente-o como um “dever” que cumpre com alegria e serenidade, feliz por estar ao lado dos seus companheiros. Depois do primeiro colégio, ela parece mais pálida e um pouco cansada, mas não liga. Ela tem 17 anos e está em plena vitalidade.

No final do verão, durante uma partida de tênis, uma dor aguda no ombro esquerdo a força a largar a raquete. A tomografia computadorizada no hospital S. Corona em Pietra Ligure revela um dos mais graves osteossarcomas com metástases generalizadas.

Em 7 de fevereiro de 1989, ela entrou no hospital Molinette em Torino, onde uma primeira operação foi realizada no dia 28. Ao acordar, em seus lábios: “Se você quiser, Jesus, eu também quero!” Apesar da operação e do tratamento, a doença galopa inexoravelmente. Chiara percebe a situação e dirige-se a Nossa Senhora com um bilhete: “Mãe do Céu… te peço o milagre da cura; se não for da vontade d Ele, peço-lhe a força necessária para nunca desistir ”.

A dor não a impede, nem um gemido em seus lábios. Seu rosto irradia alegria e seus olhos estão sempre brilhantes, apesar do desbotamento progressivo: a perda de cabelo e pernas. Ela não tem medo de morrer. O tão esperado Noivo vem buscá-la na madrugada de 7 de outubro de 1990, após uma noite muito dolorosa.

Para a mãe que estava ao lado dela, afagando-lhe a testa com grande esforço, ela sussurra: “Mãe, seja feliz, porque eu também sou.” E partiu para a verdadeira Vida.

Clique aqui e assista ao Documentário Biográfico de Chiara Luce

Fonte: causesanti.va

Beata Chiara Luce, rogai por nós!

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QUARTA-FEIRA, DIA 28 DE OUTUBRO DE 2026

Santos Simão e Judas, Apóstolos, Festa
Cor Litúrgica vermelha

Primeira leitura
— Ef 2, 19-22

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios

Irmãos, 19já não sois mais estrangeiros nem migrantes, mas concidadãos dos santos. Sois da família de Deus. 20Vós fostes integrados no edifício que tem como fundamento os apóstolos e os profetas, e o próprio Jesus Cristo como pedra principal. 21É nele que toda a construção se ajusta e se eleva para formar um templo Santo no Senhor. 22E vós também sois integrados nesta construção, para vos tornardes morada de Deus pelo Espírito.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 18(19A), 2-3. 4-5 (R. 5a)

℟. Seu som ressoa e se espalha em toda terra.

— 2Os céus proclamam a glória do Senhor, e o firmamento, a obra de suas mãos; 3o dia ao dia transmite esta mensagem, a noite à noite publica esta notícia. ℟.

℟. Seu som ressoa e se espalha em toda terra.

— 4Não são discursos nem frases ou palavras, nem são vozes que possam ser ouvidas; 5seu som ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do universo a sua voz. ℟.

℟. Seu som ressoa e se espalha em toda terra.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos; vos louva, ó Senhor, o coro dos Apóstolos! ℟.
Evangelho — Lc 6, 12-19

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.

12Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor.
17Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judéia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18Vieram para ouvir Jesus e serem curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Simão e São Judas (Festa)

Não sabemos muito sobre estes dois Apóstolos. Contudo, comemorando os Apóstolos, a Igreja celebra sempre a vocação e a missão de toda a Igreja, chamada toda ela a ser apostólica.

Simão é chamado de “Zelote”, o que nos leva a crer que, antes de unir-se a Jesus, pertencia ao partido dos zelotes. Este partido representava uma tendência mais radical entre os nacionalistas judeus, com o objetivo de expulsar os dominadores estrangeiros. Marcos, no seu Evangelho, substituiu o qualificativo de zelote pelo de “cananeu”.

O fato de Jesus ter escolhido um “zelote” para Apóstolo demonstra a verdade daquela palavra do Senhor: Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi. Cristo, ao escolher seus Apóstolos, quis que o colégio dos doze fosse de certa maneira representativo da situação religiosa e social do povo judeu. Desconhece-se a vida de Simão depois da dispersão dos Apóstolos na pregação do Evangelho.

Sobre São Judas já temos alguns dados. Ele é chamado Tadeu ou filho de Tiago para distingui-lo de Judas Iscariotes, o traidor. De Judas Tadeu o Evangelho de João nos conservou uma única frase, a última dos Apóstolos por ocasião da Última Ceia. Ele perguntou a Jesus: Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo? (Jo 14, 22). Jesus respondeu-lhe que o mundo não era digno das revelações divinas, por não lhe ter fé nem amor. Deus se manifesta realmente a quem tem fé e amor.

Depois da descida do Espírito Santo, Judas Tadeu teria se dirigido para a Síria, a Mesopotâmia e a Armênia. Deste Apóstolo a Igreja conserva uma carta, talvez dirigida aos judeus cristãos da Palestina. Acontece que o redator da chamada Carta de Judas não se identifica com os Apóstolos: Vós, caríssimos, lembrai-vos do que foi predito pelos Apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Eles vos diziam: no final dos tempos haverá zombadores que andarão segundo seus ímpios desejos (Id 17).

Curiosamente, o apóstolo São Judas Tadeu tornou-se no Brasil um dos santos mais venerados pelos fiéis, invocado sobretudo nos casos desesperados ou de urgente necessidade.

Os textos da Missa são bastante genéricos. Falam da escolha dos Apóstolos por Cristo (Antífona da entrada). A Oração coleta faz memória da pregação dos Apóstolos pelos quais Deus nos fez chegar ao conhecimento do Evangelho. A Antífona da Comunhão recorda que o Pai e o Filho virão fazer sua morada naqueles que amam a Cristo Jesus.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Simão e São Judas, rogai por nós!

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TERÇA-FEIRA, DIA 27 DE OUTUBRO DE 2026

XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Ef 5, 21-33

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios

Irmãos, 21vós que temeis a Cristo, sede solícitos uns para com os outros. 22As mulheres sejam submissas aos seus maridos como ao Senhor. 23Pois o marido é a cabeça da mulher, do mesmo modo que Cristo é a cabeça da Igreja, ele, o Salvador do seu Corpo. 24Mas como a Igreja é solícita por Cristo, sejam as mulheres solícitas em tudo pelos seus maridos.
25Maridos, amai as vossas mulheres, como o Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. 26Ele quis assim torná-la santa, purificando-a com o banho da água unida à Palavra. 27Ele quis apresentá-la a si mesmo esplêndida, sem mancha nem ruga, nem defeito algum, mas santa e irrepreensível.
28Assim é que o marido deve amar a sua mulher, como ao seu próprio corpo. Aquele que ama a sua mulher ama-se a si mesmo. 29Ninguém jamais odiou a sua própria carne. Ao contrário, alimenta-a e cerca-a de cuidados, como o Cristo faz com a sua Igreja; 30e nós somos membros do seu corpo! 31Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. 32Este mistério é grande, e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja. 33Em todo caso, cada um, no que lhe toca, deve amar a sua mulher como a si mesmo; e a mulher deve respeitar o seu marido.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 127(128), 1-2. 3. 4-5 (R. 1a)

℟. Felizes todos que respeitam o Senhor!

— 1Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! 2Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem! ℟.

℟. Felizes todos que respeitam o Senhor!

— 3A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa. ℟.

℟. Felizes todos que respeitam o Senhor!

— 4Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. 5O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida. ℟.

℟. Felizes todos que respeitam o Senhor!

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Cf. Mt 11, 25) ℟.
Evangelho — Lc 13, 18-21

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 18Jesus dizia: “A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo? 19Ele é como a semente de mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim. A semente cresce, torna-se uma grande árvore, e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos”.
20Jesus disse ainda: “Com que poderei ainda comparar o Reino de Deus? 21Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Beato Salvador Mollar Ventura (Memória Facultativa)

Local: Paterna, Espanha
Data: 27 de Outubro † 1925

O casal Batista Mollar e Maria Ventura, de origem humilde e piedosa, moradores de Valência, Espanha, ganhou o quarto de seus sete filhos no dia 27 de março de 1896. Batizaram-no dois dias após seu nascimento com o nome do pai, Batista.

O menino só completou seus estudos básicos, pois cedo teve de trabalhar para ajudar sua família. O que o distinguia dos demais meninos de sua idade era sua piedade, pois ajudava na catequese de sua paróquia, tomava parte da adoração noturna e da Conferência de São Vicente de Paulo.

Ainda jovem costumava, todos os anos, passar alguns dias no convento franciscano do Espírito Santo do Monte e o contato com os frades fomentou sua vocação franciscana. Assim, no dia 20 de janeiro de 1921, com vinte e cinco anos de idade, entrou no noviciado dos franciscanos e trocou seu nome de Batista para Salvador. Sua profissão simples foi realizada no dia 22 de janeiro do ano seguinte e a profissão solene três anos mais tarde, no dia 25 de janeiro de 1925.

Foi frei no Convento do Espírito Santo do Monte, no de Benissa e no de São Francisco, o Grande, em Madri, exercendo sempre o ofício de sacristão, ainda que sem deixar de atender outras funções no convento ou sair para pedir esmolas para ajudar os meninos do seminário menor franciscano. Era muito devoto e virtuoso, humilde, obediente, alegre, resignado quando algo não se saía bem, modesto, cumpridor de todas as normas do convento e sempre dedicado especialmente à limpeza e ornamentação da Igreja.

Quando a Guerra Civil Espanhola começou ele era sacristão no Convento de Benissa e quando os religiosos do convento fugiram, ele se refugiou durante quinze dias no campo, na casa de uns benfeitores. Depois, para não os comprometer, foi unir-se à sua irmã, em Manises. Levou no local uma vida discreta, ajudando sua família. Pressentia o que estava por vir sobre ele, pois sua cidade foi uma das que mais cruelmente padeceu na perseguição a sacerdotes e religiosos.

No dia 13 de outubro de 1925 uns milicianos se apresentaram na casa da irmã dele, bateram na porta e começaram imediatamente a revistar a residência. Foi preso e levado para “submetê-lo a um interrogatório”. Prenderam-no numa pequena cela do convento das carmelitas (que servia como prisão), torturaram-no e o mantiveram no local somente até o dia 27 de outubro. Durante a noite fuzilaram-no no “Picadeiro de Paterna”. No dia seguinte, quando uma sobrinha foi levar-lhe a refeição disseram: ‘o pássaro voou esta noite’. Foi sepultado dentro de um ataúde, em uma fossa comum do cemitério de Valência. Ao final da Guerra Civil, incorrupto, seu corpo foi transladado para Manises sendo sepultado no cemitério da região.

Em 1949, todos mártires de Manises foram exumados no Cruzeiro da Paróquia de São João e no dia 03 de março de 1968 o corpo de Salvador foi novamente transladado para junto do altar de São Francisco.

Foi beatificado pelo Papa João Paulo II no dia 11 de março de 2001 junto com outros mártires da comunidade Valenciana.

Fonte: pt.aleteia.org

Beato Salvador Mollar Ventura, rogai por nós!