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QUINTA-FEIRA, DIA 18 DE JUNHO DE 2026

XI SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Eclo 48, 1-15

Leitura do Livro do Eclesiástico

1O profeta Elias surgiu como um fogo, e sua palavra queimava como uma tocha. 2Fez vir a fome sobre eles e, no seu zelo, reduziu-os a pouca gente. 3Pela palavra do Senhor fechou o céu e de lá fez cair fogo por três vezes. 4Ó Elias, como te tornaste glorioso por teus prodígios! Quem poderia gloriar-se de ser semelhante a ti? 5Tu, que levantaste um homem da morte e dos abismos, pela palavra do Senhor; 6tu, que precipitaste reis na ruína e fizeste cair do leito homens ilustres; 7tu, que ouviste censuras no Sinai e decretos de vingança no Horeb. 8Tu ungiste reis, para tirar vingança, e profetas, para te sucederem; 9tu foste arrebatado num turbilhão de fogo, um carro de cavalos também de fogo, 10tu, nas ameaças para os tempos futuros, foste designado para acalmar a ira do Senhor antes do furor, para reconduzir o coração do pai ao filho, e restabelecer as tribos de Jacó.
11Felizes os que te viram, e os que adormeceram na tua amizade! 12Nós também, com certeza, viveremos; mas, após a morte, não será tal o nosso nome. 13Apenas Elias foi envolvido no turbilhão, Eliseu ficou repleto do seu espírito. Durante a vida não temeu príncipe algum, e ninguém o superou em poder. 14Nada havia acima de suas forças, e, até já morto, seu corpo profetizou. 15Durante a vida realizou prodígios e, mesmo na morte, suas obras foram maravilhosas.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 96(97), 1-2. 3-4. 5-6. 7 (R. 12a)

℟. Ó justos, alegrai-vos no Senhor!

— Deus é Rei! Exulte a terra de alegria, e as ilhas numerosas rejubilem! Treva e nuvem o rodeiam no seu trono, que se apoia na justiça e no direito. ℟.

℟. Ó justos, alegrai-vos no Senhor!

— Vai um fogo caminhando à sua frente e devora ao redor seus inimigos. Seus relâmpagos clareiam toda a terra; toda a terra ao contemplá-los estremece. ℟.

℟. Ó justos, alegrai-vos no Senhor!

— As montanhas se derretem como cera ante a face do Senhor de toda a terra; e assim proclama o céu sua justiça, todos os povos podem ver a sua glória. ℟.

℟. Ó justos, alegrai-vos no Senhor!

— “Os que adoram as estátuas se envergonhem e os que põem a sua glória nos seus ídolos; aos pés de Deus vêm se prostrar todos os deuses!” ℟.

℟. Ó justos, alegrai-vos no Senhor!

Evangelho — Mt 6, 7-15
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Recebestes um espírito de adoção, no qual clamamos Aba! Pai! (Rm 8, 15bc) ℟.
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus 
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9Vós deveis rezar assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como nos céus. 11O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. 13E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. 14De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Gregório Barbarigo, Bispo (Memória Facultativa)

Local: Pádua, Itália
Data: 18 de Junho † 1697

Gregório passou cedo por sofrimentos, quando, com apenas dois anos, perdeu sua mãe por causa da peste. Seu pai, senador da República de Veneza, – onde o futuro santo nasceu em 1625 – o enviou, em 1643, com o embaixador veneziano, Alvise Contarini, a Münster, Alemanha, onde estava em andamento o plano de Paz Westfália, que colocaria um ponto final na sangrenta Guerra dos Trinta Anos. Ali, deu-se um acontecimento decisivo para a vida do jovem Gregório: o encontro com o Cardeal Fábio Chigi, futuro Papa Alexandre VII.

Ao terminar seus estudos em Pádua, com 30 anos, Gregório tornou-se sacerdote. Alexandre VII convocou-o a Roma e, com o surto da peste, confiou-lhe a coordenação da assistência aos doentes, cujo encargo assumiu e realizou com muito amor e dedicação.

A confiança que o Papa Alexandre VII mantinha em Gregório, foi reconfirmada com a sua nomeação, em 1657, como guia da diocese de Bergamo. Após alguns anos, em 1664, foi-lhe confiada também a diocese de Pádua. Seu “estilo” de vida, em ambos os casos, era inspirado em São Carlos Borromeu, que, para ele, foi um modelo: antes de tudo, Gregório vendeu todos os seus bens para ajudar os pobres.

Gregório Barbarigo visitou cada uma das paróquias das suas dioceses: prestou assistência aos moribundos; difundiu a imprensa católica entre o povo; hospedava-se nas casas dos pobres. Durante o dia, ensinava catecismo às crianças e, à noite, se dedicava à oração. Em seu coração, a formação dos sacerdotes ocupava uma posição central, com a qual se comprometia, profundamente, no Seminário de Pádua, considerado um dos melhores da Europa.

Outro aspecto importante da missão de São Gregório Barbarigo foi a reunificação com as Igrejas Orientais.
Após seu ministério episcopal em Bergamo e antes de começar sua missão em Pádua, Gregório quis passar mais um tempo em Roma.

Em 1658, foi criado Cardeal pelo Papa Alexandre VII. Naqueles anos, participou de vários Conclaves e Inocêncio XI o escolheu como Conselheiro. Assim, Gregório trabalhou para a reunificação com as Igrejas Orientais. Era muito estimado pelos Papas e amado pelo povo.

São Gregório Barbarigo faleceu em Pádua, em 1697, e foi beatificado em 1761. Sua santificação deu-se em 1960, pelo Papa João XXIII, natural da província de Bergamo, que, anos antes, foi um dos signatários em seu processo de Canonização.

Fonte: vaticannews.va

São Gregório Barbarigo, rogai por nós!

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QUARTA-FEIRA, DIA 17 DE JUNHO DE 2026

XI SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
(2Rs 2,1.6-14)
Leitura do Segundo Livro dos Reis.
1 Quando o Senhor quis arrebatar Elias ao céu, num redemoinho, Elias e Eliseu partiram de Guilgal. 6 Tendo chegado a Jericó, Elias disse a Eliseu: “Permanece aqui, porque o Senhor me mandou até ao Jordão”. E ele respondeu: “Pela vida do Senhor e pela tua eu não te deixarei”. E partiram os dois juntos. 7 Então, cinquenta dos filhos dos profetas os seguiram, e ficaram parados, à parte, a certa distância, enquanto eles dois chegaram à beira do Jordão. 8 Elias tomou então o seu manto, enrolou-o e bateu com ele nas águas, que se dividiram para os dois lados, de modo que ambos passaram a pé enxuto. 9 Depois que passaram, Elias disse a Eliseu: “Pede o que queres que eu te faça antes de ser arrebatado da tua presença”. Eliseu disse: “Que me seja dada uma dupla porção do teu espírito”. 10 Elias respondeu: “Tu pedes uma coisa muito difícil. Se me vires quando me arrebatarem da tua presença, isso te será concedido; caso contrário, isso não te será dado”. 11 E aconteceu que, enquanto andavam e conversavam, um carro de fogo e cavalos de fogo os separaram um do outro, e Elias subiu ao céu num redemoinho. 12 Eliseu o via e gritava: “Meu pai, meu pai, carro de Israel e seu condutor!” Depois, não o viu mais. E, tomando as vestes dele, rasgou-as em duas. 13 Em seguida, apanhou o manto que Elias tinha deixado cair e, voltando sobre seus passos, estacou à margem do Jordão. 14 Tomou então o manto de Elias e bateu com ele nas águas dizendo: “Onde está agora o Deus de Elias?” E bateu nas águas, que se dividiram, para os dois lados, e Eliseu atravessou o rio.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Responsório Sl 30(31),20.21.24 (R. 25)
– Fortalecei os corações, vós que ao Senhor vos confiais!
– Fortalecei os corações, vós que ao Senhor vos confiais!
– Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, que reservastes para aqueles que vos temem! Para aqueles que em vós se refugiam, mostrando, assim, o vosso amor perante os homens. 

– Fortalecei os corações, vós que ao Senhor vos confiais!

– Na proteção de vossa face os defendeis, bem longe das intrigas dos mortais. No interior de vossa tenda os escondeis, protegendo-os contra as línguas maldizentes. 

– Fortalecei os corações, vós que ao Senhor vos confiais!

– Amai o Senhor Deus, seus santos todos, ele guarda com carinho seus fiéis, mas pune os orgulhosos com rigor. 

– Fortalecei os corações, vós que ao Senhor vos confiais!

Evangelho (Mt 6,1-6.16-18)
– Aleluia, Aleluia, Aleluia.
– Quem me ama realmente guardará minha palavra e meu Pai o amará, e a ele nós viremos.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
-Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1 “Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. 2 Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3 Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4 de modo que, a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa. 5 Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo, eles já receberam a sua recompensa. 6 Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. 16 Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo, eles já receberam a sua recompensa. 17 Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18 para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Rainério, padroeiro dos viajantes

Origens
Rainério nasceu em Pisa, Itália, no ano de 1118.  Tendo a graça de nascer em um lar nobre, cristão e tradicional, teve sua educação e formação moral, religiosa e de negócios confiada a um bispo conhecido. Ele, porém, optou por estudar arte e, logo depois, se entregou a uma vida de pecado, caindo em um grande vazio existencial.
Encontro eremítico e com os pobres
Diante das consequências interiores que experimentava por estar entregue as contradições cristãs, impressionado com a miséria e a pobreza do povo à sua volta e, providencialmente, após um encontro com o eremita Alberto de Córsega – uma grande testemunha em seu tempo, que deixara tudo por causa de Jesus –, o jovem decidiu mudar de vida.
Mosteiro e abandono de bens
Já aos dezenove anos, ingressou como irmão leigo no Mosteiro de São Vito, onde viveu até os 23, sendo intimamente formado em santidade, em solidão e em desejo de corresponder aos desígnios de Deus.
Assim, retirado por um tempo em penitência, sentiu seu chamado para deixar todos os seus bens. E ele o fez: foi para a Terra Santa, onde ficou muitos anos visitando os lugares santos e sendo instrumento de conversão para muitos.
Retorno para a casa
Obediente a Deus, Rainério voltou para Pisa, já com fama de santidade. Tornou-se formador dos monges e de muitos da cidade.
“Rainieri d’água”
Recebeu este apelido porque, pouco antes de abandonar este mundo, formulou uma prece de bênção para o pão e a água. A água e o pão, benzidos por ele ou por outro, mas com sua fórmula, serenavam tempestades, curavam numerosos doentes e libertavam possessos e prisioneiros.
Páscoa
Foi um grande apóstolo para o povo, consumindo-se pelo Evangelho. Veio a falecer em 1161. Após a sua morte, os milagres continuaram acontecendo, sobretudo por meio da água que era benzida com o auxílio de sua oração.
No ano de 1591, suas ossadas foram encaminhadas para a catedral de Pisa, devido à fama dos milagres obtidos em seu nome. A canonização de São Rainério foi celebrada pelo Papa Alexandre III.
A minha oração
“São Rainério, tu que fostes um jovem inconformado com uma vida distante de Deus e que deixastes tudo por amor a Ele e aos pobres, conceda-me tal grande coração: incapaz de viver sem a presença do Senhor e consumido de zelo pelas almas. Amém!”
São Rainério, rogai por nós!

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TERÇA-FEIRA, DIA 17 DE JUNHO DE 2026

XI SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— 2Rs 2, 1. 6-14

Leitura do Segundo Livro dos Reis

1Quando o Senhor quis arrebatar Elias ao céu, num redemoinho, Elias e Eliseu partiram de Guilgal. 6Tendo chegado a Jericó, Elias disse a Eliseu: “Permanece aqui, porque o Senhor me mandou até ao Jordão”. E ele respondeu: “Pela vida do Senhor e pela tua, eu não te deixarei”. E partiram os dois juntos.
7Então, cinquenta dos filhos dos profetas os seguiram, e ficaram parados, à parte, a certa distância, enquanto eles dois chegaram à beira do Jordão. 8Elias tomou então o seu manto, enrolou-o e bateu com ele nas águas, que se dividiram para os dois lados, de modo que ambos passaram a pé enxuto. 9Depois que passaram, Elias disse a Eliseu: “Pede o que queres que eu te faça antes de ser arrebatado da tua presença”. Eliseu disse: “Que me seja dada uma dupla porção do teu espírito”.
10Elias respondeu: “Tu pedes uma coisa muito difícil. Se me vires quando me arrebatarem da tua presença, isso te será concedido; caso contrário, isso não te será dado”. 11E aconteceu que, enquanto andavam e conversavam, um carro de fogo e cavalos de fogo os separaram um do outro, e Elias subiu ao céu num redemoinho. 12Eliseu o via e gritava: “Meu pai, meu pai, carro de Israel e seu condutor!” Depois, não o viu mais. E, tomando as vestes dele, rasgou-as em duas. 13Em seguida, apanhou o manto que Elias tinha deixado cair e, voltando sobre seus passos, estacou à margem do Jordão.
14Tomou então o manto de Elias e bateu com ele nas águas dizendo: “Onde está agora o Deus de Elias?” E bateu nas águas, que se dividiram, para os dois lados, e Eliseu atravessou o rio.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 30(31), 20. 21. 24 (R. 25)

℟. Fortalecei os corações, vós que ao Senhor vos confiais!

— Como é grande, ó Senhor, vossa bondade, que reservastes para aqueles que vos temem! Para aqueles que em vós se refugiam, mostrando, assim, o vosso amor perante os homens. ℟.

℟. Fortalecei os corações, vós que ao Senhor vos confiais!

— Na proteção de vossa face os defendeis bem longe das intrigas dos mortais. No interior de vossa tenda os escondeis, protegendo-os contra as línguas maldizentes. ℟.

℟. Fortalecei os corações, vós que ao Senhor vos confiais!

— Amai o Senhor Deus, seus santos todos, ele guarda com carinho seus fiéis, mas pune os orgulhosos com rigor. ℟.

℟. Fortalecei os corações, vós que ao Senhor vos confiais!

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Quem me ama, realmente, guardará minha palavra e meu Pai o amará e a ele nós viremos. (Jo 14, 23) ℟.
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.

Evangelho — Mt 6, 1-6. 16-18

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus 
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 1“Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus.
2Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4de modo que, a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.
5Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.
16Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: Eles já receberam a sua recompensa. 17Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Beato José Maria Cassant, Presbítero (Memória Facultativa)

Local: Casseneuil, França
Data: 17 de Junho † 1903

José Maria Cassant nasceu no dia 6 de Março de 1878 na localidade de Casseneuil (França), no seio de uma família de arboricultores. Estudou no colégio dos Irmãos de São João Baptista de la Salle, com dificuldades crescentes em virtude da falta de memória.

Tendo recebido uma sólida educação cristã, aumentava nele um profundo desejo de se tornar sacerdote. Assim, no dia 5 de Dezembro de 1894 entrou na abadia cisterciense de Santa Maria do Deserto, na Diocese de Tolosa.

Contemplando Jesus na sua Paixão, o jovem monge deixava-se impregnar pelo amor de Cristo. Consciente das suas lacunas e debilidades, confiava única e totalmente em Jesus, que era a sua força.

Pronunciou os votos perpétuos na solenidade da Ascensão e começou a preparação definitiva para o sacerdócio, que considerava em função da Eucaristia, em que Cristo Salvador se entrega inteiramente aos homens, e em cujo Coração traspassado na cruz, recebe todos os que a Ele recorrem com confiança. José Maria recebeu a Ordenação sacerdotal no dia 12 de Outubro de 1902.

Atingido pela tuberculose, o jovem presbítero só revelou os seus sofrimentos quando já não os podia esconder, oferecendo-os sempre por Cristo e pela Igreja e meditando assiduamente sobre a Via-Sacra do Salvador.

No leito de morte, afirmou: “Quando não poderei mais celebrar a Santa Missa, Jesus poderá levar-me deste mundo”. O Padre José Maria faleceu na madrugada do dia 17 de Junho de 1903, com apenas 25 anos de idade, dos quais 16 transcorridos na discrição em Casseneuil e 9 no claustro de um mosteiro, dedicando-se às coisas mais simples: oração, estudo e trabalho.

Coisas ordinárias, porém, que ele soube viver de maneira extraordinária, com uma generosidade incondicional. Por isso, a mensagem do Padre José Maria é muito actual: num mundo em que reina a desconfiança, que muitas vezes é vítima do desespero, mas que é sequioso de amor e de ternura, a sua vida pode ser uma resposta para quem, sobretudo entre os jovens, se põe em busca de um sentido para a sua vida.

João Paulo II reconheceu a heroicidade das suas virtudes no dia 19 de Junho de 1984.

Fonte: vatican.va

Beato José Maria Cassant, rogai por nós!

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TERÇA-FEIRA, DIA 16 DE JUNHO DE 2026

XI SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— 1Rs 21, 17-29
Leitura do Primeiro Livro dos Reis
Após a morte de Nabot, 17 a palavra do Senhor foi dirigida a Elias, o tesbita, nestes termos: 18 “Levanta-te e desce ao encontro de Acab, rei de Israel, que reina em Samaria. Ele está na vinha de Nabot, aonde desceu para dela tomar posse. 19 Isto lhe dirás: ‘Assim fala o Senhor: Tu mataste e ainda por cima roubas!’ E acrescentarás: ‘Assim fala o Senhor: No mesmo lugar em que os cães lamberam o sangue de Nabot, lamberão também o teu’”.
20 Acab disse a Elias: “Afinal encontraste-me, ó meu inimigo?” Elias respondeu: “Sim, eu te encontrei. Porque te vendeste para fazer o que desagrada ao Senhor, 21 farei cair sobre ti a desgraça: varrerei a tua descendência, exterminando todos os homens da casa de Acab, escravos ou livres em Israel. 22 Farei com a tua família como fiz com as famílias de Jeroboão, filho de Nabat, e de Baasa, filho de Aías, porque provocaste a minha ira e fizeste Israel pecar.
23 Também a respeito de Jezabel o Senhor pronunciou uma sentença: ‘Os cães devorarão Jezabel no campo de Jezrael. 24 Os da família de Acab, que morrerem na cidade, serão devorados pelos cães, e os que morrerem no campo, serão comidos pelas aves do céu’”. 25 Não houve ninguém que se tenha vendido como Acab, para fazer o que desagrada ao Senhor, porque a isto o incitava sua mulher Jezabel. 26 Portou-se de modo abominável, seguindo os ídolos dos amorreus que o Senhor tinha expulsado diante dos filhos de Israel.
27 Quando Acab ouviu estas palavras, rasgou as vestes, pôs um cilício sobre a pele e jejuou. Dormia envolto num pano de penitência e andava abatido. 28 Então a palavra do Senhor foi dirigida a Elias, o tesbita, nestes termos: 29 “Viste como Acab se humilhou diante de mim? Já que ele assim procedeu, não o castigarei durante a sua vida, mas nos dias de seu filho enviarei a desgraça sobre a sua família”.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 50(51), 3-4. 5-6a. 11 e 16 (R. cf. 3a)
Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!
Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!
Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!
Eu reconheço toda a minha iniquidade, o meu pecado está sempre à minha frente. Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!
Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!
Desviai o vosso olhar dos meus pecados e apagai todas as minhas transgressões! Da morte como pena, libertai-me, e minha língua exaltará vossa justiça!
Misericórdia, ó Senhor, porque pecamos!

Evangelho — Mt 5, 43-48
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Eu vos dou novo preceito: que uns aos outros vos ameis, como eu vos tenho amado. (Jo 13, 34)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 43 “Vós ouvistes o que foi dito: ‘Amarás o teu próximo e odiarás o teu inimigo!’ 44 Eu, porém, vos digo: ‘Amai os vossos inimigos e rezai por aqueles que vos perseguem!’ 45 Assim, vos tornareis filhos do vosso Pai que está nos céus, porque ele faz nascer o sol sobre maus e bons, e faz cair a chuva sobre justos e injustos. 46 Porque, se amais somente aqueles que vos amam, que recompensa tereis? Os cobradores de impostos não fazem a mesma coisa? 47 E se saudais somente os vossos irmãos, o que fazeis de extraordinário? Os pagãos não fazem a mesma coisa? 48 Portanto, sede perfeitos como o vosso Pai celeste é perfeito”.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santos Julita e Ciro

Deus Nosso Pai, destes a Santa Julita e a São Ciro os sofrimentos do martírio, por sua intercessão dai-me uma fé verdadeira, forte, perseverante
Julita vivia na cidade de Icônio, atualmente Turquia. Ela era uma senhora riquíssima, da alta aristocracia e cristã, que se tornara viúva logo após ter dado à luz a um menino. Ele foi batizado com o nome de Ciro. Tinha três anos de idade quando o sanguinário imperador Diocleciano começou a perseguir, prender e matar cristãos.
Julita, levando o filhinho Ciro, tentou fugir, mas acabou presa. O governador local, um cruel romano, tirou-lhe o filho dos braços e passou a usá-lo como um elemento a mais à sua tortura. Colocou-o sentado sobre seus joelhos, enquanto submetia Julita ao flagelo na frente do menino, com o intuito de que renegasse a fé em Cristo.
Como ela não obedeceu, os castigos aumentaram. Foi então que o pequenino Ciro saltou dos joelhos do governador, começou a chorar e a gritar junto com a mãe: “Também sou cristão! Também sou cristão!”. Foi tamanha a ira do governador que ele, com um pontapé, empurrou Ciro violentamente fazendo-o rolar pelos degraus do tribunal, esmigalhando o seu crânio.
Conta-se que Julita ficou imóvel, não reclamou, nem chorou, apenas rezou para que pudesse seguir seu pequenino Ciro no martírio e encontrá-lo, o mais rápido possível, ao lado de Deus. E foi o que aconteceu. Julita continuou sendo brutamente espancada e depois foi decapitada. Era o ano 304.
Ciro tornou-se o mais jovem mártir do cristianismo, precedido apenas dos Santos Mártires Inocentes, exterminados pelo rei Herodes em Belém. É considerado o Santo padroeiro das crianças que sofrem de maus tratos.
Reflexão
A memória dos mártires mantém viva a convicção de que vale a pena perder a vida em função do amor a Jesus Cristo. Quando ouvimos relatos de martírio, como o de hoje, sentimos nosso coração gelar de horror. Mas ainda hoje, séculos depois do início da Igreja, muitos cristãos ainda são martirizados de forma brutal e violenta. Ecoa ainda hoje o evangelho de Jesus: “se o grão de trigo não morre, ele não nasce para dar frutos em abundância”.
Oração
Deus Nosso Pai, destes a Santa Julita e a São Ciro os sofrimentos do martírio, por sua intercessão dai-me uma fé verdadeira, forte, perseverante. Suplico-Vos o perdão de meus pecados e a graça de Vos amar e bendizer todos os dias de minha vida. Amém!
A12 / Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
Santos Julita e Ciro, rogai por nós!

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SEGUNDA-FEIRA, DIA 15 DE JUNHO DE 2026

XI SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— 1Rs 21, 1-16
Leitura do Primeiro Livro dos Reis
Naquele tempo, 1 Nabot de Jezrael possuía uma vinha em Jezrael, ao lado do palácio de Acab, rei de Samaria. 2 Acab falou a Nabot: “Cede-me a tua vinha, para que eu a transforme numa horta, pois está perto da minha casa. Em troca eu te darei uma vinha melhor, ou, se preferires, pagarei em dinheiro o seu valor”.
3 Mas Nabot respondeu a Acab: “O Senhor me livre de te ceder a herança de meus pais”. 4 Acab voltou para casa aborrecido e irritado por causa desta resposta que lhe deu Nabot de Jezrael: “Não te cederei a herança de meus pais”. Deitou-se na cama, com o rosto voltado para a parede, e não quis comer nada. 5 Sua mulher Jezabel aproximou-se dele e disse-lhe: “Por que estás triste e não queres comer?” 6 Ele respondeu: “Porque eu conversei com Nabot de Jezrael e lhe fiz a proposta de me ceder a sua vinha pelo seu preço em dinheiro, ou, se preferisse, eu lhe daria em troca outra vinha. Mas ele respondeu que não me cede a vinha”.
7 Então sua mulher Jezabel disse-lhe: “Bela figura de rei de Israel estás fazendo! Levanta-te, toma alimento e fica de bom humor, pois eu te darei a vinha de Nabot de Jezrael”.
8 Ela escreveu então cartas em nome de Acab, selou-as com o selo real, e enviou-as aos anciãos e nobres da cidade de Nabot. 9 Nas cartas estava escrito o seguinte: “Proclamai um jejum e fazei Nabot sentar-se entre os primeiros do povo, 10 e subornai dois homens perversos contra ele, que deem este testemunho: ‘Tu amaldiçoaste a Deus e ao rei!’ Levai-o depois para fora e apedrejai-o até que morra”.
11 Os homens da cidade, anciãos e nobres concidadãos de Nabot, fizeram conforme a ordem recebida de Jezabel, como estava escrito nas cartas que lhes tinha enviado. 12 Proclamaram um jejum e fizeram Nabot sentar-se entre os primeiros do povo. 13 Chegaram os dois homens perversos, sentaram-se diante dele e testemunharam contra Nabot diante de toda a assembleia, dizendo: “Nabot amaldiçoou a Deus e ao rei”. Em virtude disto, levaram-no para fora da cidade e mataram-no a pedradas. 14 Depois mandaram a notícia a Jezabel: “Nabot foi apedrejado e morto”. 15 Ao saber que Nabot tinha sido apedrejado e estava morto, Jezabel disse a Acab: “Levanta-te e toma posse da vinha que Nabot de Jezrael não te quis ceder por seu preço em dinheiro; pois Nabot já não vive; está morto”. 16 Quando Acab soube que Nabot estava morto, levantou-se para descer até a vinha de Nabot de Jezrael e dela tomar posse.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 5, 2-3. 5-6. 7 (R. 2b)
Atendei o meu gemido, ó Senhor!
Escutai, ó Senhor Deus, minhas palavras, atendei o meu gemido! Ficai atento ao clamor da minha prece, ó meu Rei e meu Senhor!
Atendei o meu gemido, ó Senhor!
Não sois um Deus a quem agrade a iniquidade, não pode o mau morar convosco; nem os ímpios poderão permanecer perante os vossos olhos.
Atendei o meu gemido, ó Senhor!
Detestais o que pratica a iniquidade e destruís o mentiroso. Ó Senhor, abominais o sanguinário, o perverso e enganador.
Atendei o meu gemido, ó Senhor!

Evangelho — Mt 5, 38-42
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Vossa palavra é uma luz para os meus passos, e uma lâmpada luzente em meu caminho. (Sl 118 (119), 105)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 38 “Ouvistes o que foi dito: ‘Olho por olho e dente por dente!’ 39 Eu, porém, vos digo: Não enfrenteis quem é malvado! Pelo contrário, se alguém te dá um tapa na face direita, oferece-lhe também a esquerda! 40 Se alguém quiser abrir um processo para tomar a tua túnica, dá-lhe também o manto! 41 Se alguém te forçar a andar um quilômetro, caminha dois com ele! 42 Dá a quem te pedir e não vires as costas a quem te pede emprestado”.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Beata Albertina Berkenbrock, Virgem e Mártir (Memória Facultativa)

Local: Santa Catarina, Brasil
Data: 15 de Junho † 1931

Albertina Berkenbrock nasceu em 11 de abril de 1919 em São Luís, Imaruí, Santa Catarina, Brasil. Foi batizada em 25 de maio de 1919 e confirmada em 9 de março de 1925. Fez a Primeira Comunhão em 16 de agosto de 1928.

Albertina cresceu em uma família devota. Ela voluntariamente ajudou seus pais em casa e na terra.
Desde cedo aprendeu a rezar com profunda devoção e era forte na prática da sua fé católica. Ela falou do dia da Primeira Comunhão como o dia mais lindo de sua vida e teve especial devoção a Nossa Senhora e a São Luís Gonzaga, modelo de pureza e padroeiro de São Luís.

Na escola Albertina era modelo para os colegas e motivo de admiração dos adultos. Seus professores elogiaram especialmente sua espiritualidade e moral, superiores às crianças de sua idade. Ela era uma estudante diligente que conhecia o seu Catecismo e guardava os Mandamentos de Deus.

Em casa, quando seus irmãos a provocavam e insultavam, como fazem os irmãos, ela não retaliava. Com sua educação cristã, até mesmo as brincadeiras infantis que ela praticava refletiam seu profundo senso religioso. Ela brincava alegremente com as crianças mais pobres e repartia com elas o pão.

Em casa, ela era especialmente amorosa com os filhos de um funcionário de seu pai; embora desconhecido para ela, aquele homem se tornaria seu futuro assassino.

Chamava-se Maneco Palhoça mas também era conhecido como Indalício Cipriano Martins ou como Manuel Martins da Silva. Albertina muitas vezes dava comida não só aos filhos, mas também a ele. Como Maneco era africano e o racismo ainda era uma grave doença social, a bondade da jovem era especialmente notável.

Um dia, quando Albertina procurava um boi fugitivo, encontrou Maneco carregando feijão em sua carroça. Quando ela lhe perguntou se ele tinha visto o boi, ele apontou na direção errada para atraí-la para um lugar onde pudesse satisfazer sua luxúria sem atrair atenção.

Inocentemente, Albertina seguiu as indicações de Maneco e chegou a um bosque. Ao ouvir o estalar de gravetos, ela se virou, pensando que fosse o boi, e se viu cara a cara com Maneco. Ela estava petrificada.

Ele a informou de suas intenções, mas ela o recusou firmemente. Albertina lutou muito por sua virtude. Mesmo quando ele a jogou no chão, ela fez o possível para se cobrir. Furioso por ter sido derrotado moralmente pela jovem, Maneco agarrou-a pelos cabelos e cortou-lhe a garganta com uma faca.

Maneco tentou encobrir seu crime. Ele disse ter descoberto o corpo dela e acusou um homem chamado João Candinho de matá-la, que protestou em vão sua inocência. Mas as pessoas ficaram desconfiadas porque, quando Maneco passava pela sala onde estava o corpo de Albertina, testemunhas disseram que toda vez que ele se aproximava do corpo dela, o sangue escorria do corte em seu pescoço.

Dois dias depois, o prefeito de Imaruí mandou chamar João Candinho. O oficial pegou um crucifixo e junto com Candinho e outros, foi até a casa de Albertina. Colocou o crucifixo no peito dela, mandou João Candinho colocar as mãos no crucifixo e jurar que era inocente. Diz-se que naquele mesmo instante a ferida no pescoço parou de sangrar.

Maneco tentou fugir, mas foi preso. Ele confessou seu crime, bem como dois outros assassinatos. Ele foi julgado, condenado e condenado à prisão perpétua. Na prisão, ele admitiu aos seus companheiros de prisão que assassinou Albertina porque ela resistiu às suas tentativas de estupro.

Este testemunho dos seus próprios lábios é fundamental para determinar este como um verdadeiro martírio. A reação de Albertina é inequívoca, pois preferiu morrer a submeter-se.

No mesmo dia da morte de Albertina, a jovem foi popularmente proclamada mártir porque todos os que a conheciam podiam testemunhar a sua educação cristã, o seu bom comportamento, a piedade e a caridade.

A sua reputação de mártir foi confirmada quando a parteira local que examinou o seu corpo afirmou que a tentativa de violação não foi um sucesso.

Pouco depois, começaram a falar das graças recebidas por intercessão de Albertina.

Foi sepultada no cemitério de São Luís, mas devido à fama do seu martírio e aos favores obtidos por sua intercessão, seu corpo foi posteriormente colocado na Igreja de São Luís.

Fonte: vatican.va

Beata Albertina Berkenbrock, rogai por nós!

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DOMINGO, DIA 14 DE JUNHO DE 2026

XI DOMINGO DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Ex 19, 2-6a
Leitura do Livro do Êxodo
Naqueles dias, os israelitas, 2 partindo de Rafidim, chegaram ao deserto do Sinai, onde acamparam. Israel armou aí suas tendas, defronte da montanha. 3 Moisés, então, subiu ao encontro de Deus. O Senhor chamou-o do alto da montanha, e disse: “Assim deverás falar à casa de Jacó e anunciar aos filhos de Israel: 4 Vistes o que fiz aos egípcios, e como vos levei sobre asas de águia e vos trouxe a mim. 5 Portanto, se ouvirdes a minha voz e guardardes a minha aliança, sereis para mim a porção escolhida dentre todos os povos, porque minha é toda a terra. 6a E vós sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa”.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 99(100), 2. 3. 5 (R. 3c)
Nós somos o povo e o rebanho do Senhor.
Aclamai o Senhor, ó terra inteira, servi ao Senhor com alegria, ide a ele cantando jubilosos!
Nós somos o povo e o rebanho do Senhor.
Sabei que o Senhor, só ele, é Deus, Ele mesmo nos fez, e somos seus, nós somos seu povo e seu rebanho.
Nós somos o povo e o rebanho do Senhor.
Sim, é bom o Senhor e nosso Deus, sua bondade perdura para sempre, seu amor é fiel eternamente!
Nós somos o povo e o rebanho do Senhor.

Segunda leitura
— Rm 5, 6-11
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos
Irmãos: 6 Quando éramos ainda fracos, Cristo morreu pelos ímpios, no tempo marcado. 7 Dificilmente alguém morrerá por um justo; por uma pessoa muito boa, talvez alguém se anime a morrer. 8 Pois bem, a prova de que Deus nos ama é que Cristo morreu por nós, quando éramos ainda pecadores. 9 Muito mais agora, que já estamos justificados pelo sangue de Cristo, seremos salvos da ira por ele.10 Quando éramos inimigos de Deus, fomos reconciliados com ele pela morte do seu Filho; quanto mais agora, estando já reconciliados, seremos salvos por sua vida!
11 Ainda mais: Nós nos gloriamos em Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo. É por ele que, já desde o tempo presente, recebemos a reconciliação.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Evangelho — Mt 9, 36-10, 8
Aleluia, Aleluia, Aleluia.

O Reino do céu está perto! Convertei-vos, irmãos, é preciso! Crede todos no Evangelho! (Mc 1, 15)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 36 vendo Jesus as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas, como ovelhas que não têm pastor. Então disse a seus discípulos: 37 ”A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. 38 Pedi pois ao dono da messe que envie trabalhadores para a sua colheita!”
10, 1 Jesus chamou os doze discípulos e deu-lhes poder para expulsarem os espíritos maus e para curarem todo tipo de doença e enfermidade. 2 Estes são os nomes dos doze apóstolos: primeiro, Simão chamado Pedro, e André, seu irmão; Tiago, filho de Zebedeu, e seu irmão João; 3 Filipe e Bartolomeu; Tomé e Mateus, o cobrador de impostos; Tiago, filho de Alfeu, e Tadeu; 4 Simão, o Zelota, e Judas Iscariotes, que foi o traidor de Jesus. 5 Jesus enviou estes Doze, com as seguintes recomendações: “Não deveis ir aonde moram os pagãos, nem entrar nas cidades dos samaritanos! 6 Ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel! 7 Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8 Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar!”.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Beata Francisca de Paula de Jesus (Nhá Chica) (Memória Facultativa)

Local: Baependi, Brasil
Data: 14 de Junho † 1895

Filha natural de escravo, Francisca de Paula De Jesus nasceu em São João del Rey (Brasil) em 1808.

Aprendeu orações e devoções com sua mãe, embora – sendo mulher e escrava – não tenha recebido nenhuma instrução.

Depois de se mudar para Baependi, cidade em pleno desenvolvimento, ficou órfã. Em seu leito de morte, sua mãe recomendou que ela levasse uma vida de aposentada para melhor praticar a caridade e manter a fé.

Desde então, Francisca viveu sozinha em uma casinha em uma colina na periferia da cidade, dedicando-se à oração e ao cuidado dos necessitados, escolhendo assim, desde muito jovem, uma vida de pobreza e louvor, pobre entre os pobres.

Sua fama de mãe humilde rapidamente se espalhou entre os menores: quem se aproximava dela recebia orações, comida, consolo e conforto.

Toda a vida da Beata “Tia Chica” é um caminho para a liberdade: ela cresce sem sobrenome, não tem direito, porque é filha natural de uma escrava. O pai talvez fosse o dono da fazenda onde a mãe trabalhava. Totalmente analfabeta, ela aprende apenas uma coisa com sua mãe: o Rosário. Ela continua órfã ainda adolescente. Sua mãe a deixa como herança não dinheiro ou bens, que ela não tem, mas uma exortação: amar Jesus e Maria e ter caridade para com todos.

Permanece fiel a este convite durante toda a vida e – libertada da escravidão – apesar das muitas propostas de casamento, opta por não se casar, mesmo que permaneça secular: organiza encontros diários de oração em sua pobre casa, que logo se torna um local de peregrinação dos pobres e dos ricos que vêm de todo o Brasil em busca de conforto espiritual.

Ela sempre tem sua corrente nas mãos: o rosário. Quanto mais ela se liga a Deus, mais ela se torna verdadeiramente livre. Então, de repente, “Tia Chica” fica rica com a morte de seu irmão, que a deixa com uma imensa fortuna. Mas logo ela fica pobre de novo porque distribui tudo aos mais necessitados. A única coisa que ela guarda para si é uma quantia em dinheiro para construir uma capela dedicada à Imaculada Conceição.

Morreu aos oitenta anos, em 1895: foi sepultada na capela que deu o nome de Maria. Aqui, ainda hoje, muitos vêm redescobrir a verdadeira liberdade de espírito graças ao exemplo e à intercessão da escrava Francisca.

Fonte: causesanti.va

Beata Francisca de Paula de Jesus, rogai por nós!

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SÁBADO, DIA 13 DE JUNHO DE 2026

Imaculado Coração da Bem-aventurada Virgem Maria!

Primeira leitura
— Is 61, 9-11

Leitura do Livro do Profeta Isaías

9A descendência do meu povo será conhecida entre as nações, e seus filhos se fixarão no meio dos povos; quem os vir há de reconhecê-los como descendentes abençoados por Deus. 10Exulto de alegria no Senhor e minha alma regozija-se em meu Deus; ele me vestiu com as vestes da salvação, envolveu-me com o manto da justiça e adornou-me como um noivo com sua coroa, ou uma noiva com suas joias. 11Assim como a terra faz brotar a planta e o jardim faz germinar a semente, assim o Senhor Deus fará germinar a justiça e a sua glória diante de todas as nações.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — 1Sm 2, 1. 4-5. 6-7. 8abcd (R. cf. 1a)

℟. Meu coração se regozija no Senhor.

— Exulta no Senhor meu coração, e se eleva a minha fronte no meu Deus; minha boca desafia os meus rivais porque me alegro com a vossa salvação. ℟.
— O arco dos fortes foi dobrado, foi quebrado, mas os fracos se vestiram de vigor. Os saciados se empregaram por um pão, mas os pobres e os famintos se fartaram. Muitas vezes deu à luz a que era estéril, mas a mãe de muitos filhos definhou. ℟.
— É o Senhor quem dá a morte e dá a vida, faz descer à sepultura e faz voltar; é o Senhor quem faz o pobre e faz o rico, é o Senhor quem nos humilha e nos exalta. ℟.
— O Senhor ergue do pó o homem fraco, do lixo ele retira o indigente, para fazê-los assentar-se com os nobres num lugar de muita honra e distinção. ℟.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Bendita é a Virgem Maria, que guardava a Palavra de Deus, meditando-a no seu coração. (Cf. Lc 2, 19) ℟.
Evangelho — Lc 2, 41-51
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.

41Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém, para a festa da Páscoa. 42Quando ele completou doze anos, subiram para a festa, como de costume. 43Passados os dias da Páscoa, começaram a viagem de volta, mas o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que seus pais o notassem.
44Pensando que ele estivesse na caravana, caminharam um dia inteiro. Depois começaram a procurá-lo entre os parentes e conhecidos. 45Não o tendo encontrado, voltaram para Jerusalém à sua procura. 46Três dias depois, o encontraram no Templo. Estava sentado no meio dos mestres, escutando e fazendo perguntas.
47Todos os que ouviam o menino estavam maravilhados com sua inteligência e suas respostas. 48Ao vê-lo, seus pais ficaram muito admirados e sua mãe lhe disse: “Meu filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu estávamos, angustiados, à tua procura”. 49Jesus respondeu: “Por que me procuráveis? Não sabeis que devo estar na casa de meu Pai?” 50Eles, porém, não compreenderam as palavras que lhes dissera. 51Jesus desceu então com seus pais para Nazaré, e era-lhes obediente. Sua mãe, porém, conservava no coração todas estas coisas.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Imaculado Coração de Maria: saiba tudo sobre essa devoção

Conheça a devoção ao Imaculado Coração de Maria, o que ela é, qual a sua origem e por que está tão ligada ao Sagrado Coração de Jesus.
A devoção ao Imaculado Coração de Maria tornou-se mais conhecida após as aparições de Fátima. Era vontade de Deus que ela fosse estabelecida no mundo todo. É uma devoção belíssima: um coração humano que se une verdadeiramente ao Divino e, por isso, ama e padece com Ele. 
Neste artigo você vai conhecer um pouco mais sobre a devoção ao Imaculado Coração de Maria e descobrir como corresponder a ela na prática, conforme as orientações dadas pela Virgem Maria na sua aparição à Irmã Lúcia — pastorinha de Fátima.
O que é a devoção ao Imaculado Coração de Maria?
Deus, que sonda os nossos corações e conhece o íntimo de cada um, preparou a Virgem Maria e a escolheu para ser a mãe do Verbo Encarnado, a Mãe de Deus. O “sim” verdadeiro, o fiat, que saiu de sua boca veio do mais íntimo de seu coração e ressoa até os dias de hoje, de geração em geração.
O coração, na linguagem bíblica, não se restringe ao âmbito afetivo, mas representa toda a pessoa — sua inteligência, sua consciência, sua memória, suas escolhas. 1 E por duas vezes encontramos nas Sagradas Escrituras referências diretas ao coração de Maria. Quando nasceu o Cristo, Seu Filho, e os pastores falavam dEle — “Maria conservava todas essas palavras, meditando-as no seu coração.” 2 E quando o Menino ficou perdido no templo e foi encontrado — “Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas essas coisas no seu coração.” 3
O coração de Maria era um lugar de encontro com Deus. No seu íntimo ela guardava e meditava todas as coisas que a poderiam afligir e confiava no seu Senhor. Por isso, este coração Imaculado é o modelo mais perfeito de coração humano. Aquele para o qual nós devemos olhar e o qual devemos imitar, para nos assemelharmos a Jesus e identificarmos também o nosso coração com o dEle.
Sendo assim, na devoção ao Imaculado Coração de Maria recordamos que este é o coração mais semelhante ao de Cristo. Por isso também muito sofre — “[…] uma espada transpas­sa­rá a tua alma” 4 — e precisa ser reparado pelos homens. Esta é também uma devoção reparadora, como a do Sagrado Coração de Jesus, uma vez que ambos corações estão intimamente unidos.
As origens da devoção
Em primeiro lugar, as Sagradas Escrituras já falavam do Coração de Maria, como vimos acima. E, assim como a devoção ao Sagrado Coração de Jesus já era cultivada por alguns santos, antes de se propagar com as aparições de Jesus à Santa Margarida, a do Imaculado Coração de Maria também. São João Eudes, por exemplo, já mencionava a devoção ao Coração de Maria em seus escritos antes de ela ser difundida ou reconhecida oficialmente pela Igreja.
No entanto, a partir das aparições de Fátima, a devoção ao Imaculado Coração de Maria torna-se ainda mais conhecida. Especialmente a devoção reparadora do Imaculado Coração. Na segunda aparição, em 13 de junho de 1917, Nossa Senhora diz aos pastorinhos: “Ele [Deus] quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. 5
Após dizer estas palavras, de acordo com os relatos da irmã Lúcia, “À frente da palma da mão direita de Nossa Senhora, estava um coração cercado de espinhos que parecia estarem-lhe cravados. Compreendemos que era o Imaculado Coração de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, que queria reparação.” 5
Em seguida, na terceira aparição, a Virgem revela aos pastorinhos a visão do inferno e reforça o que já disse “Deus quer estabelecer no mundo a devoção a Meu Imaculado Coração. Se fizerem o que Eu vos disser, salvar-se-ão muitas almas e terão paz. […] Por fim o Meu Imaculado Coração triunfará.” 5 E ensina a eles esta oração para quando fizerem sacrifícios “Ó Jesus, é por Vosso amor, pela conversão dos pecadores e em reparação pelos pecados cometidos contra o Imaculado Coração de Maria”. 5
Seja antes, seja depois das aparições de Fátima, a devoção ao Imaculado Coração de Maria sempre foi um tesouro para a Igreja e seus fiéis, pois é para nós refúgio e caminho que conduz até Deus. O Seu coração que é humano, como o nosso, é o mais íntimo do de Cristo — ao qual desejamos também nos aproximar.
Uma devoção intimamente relacionada ao Sagrado Coração de Jesus
Imaculado Coração de Maria em evidencia na imagem da Virgem Maria segurando o Menino Jesus.
Em algumas imagens nas quais vemos retratado o Imaculado Coração de Maria é comum que ele seja representado com uma coroa de rosas. No entanto, na aparição de Nossa Senhora em Fátima, ela mostra o seu coração cercado de espinhos. Ou seja, igual ao que Jesus revelou à Santa Margarida quando mostrou o Seu Sagrado Coração.
Isso significa que o coração de Maria é o coração humano mais semelhante ao de Cristo. Ela é imaculada, cheia de graça, escolhida por Deus, concebida sem pecado. Sem dúvida, é o coração com a maior capacidade de amar, depois do de Cristo, uma vez que não tem a mancha do pecado; seu amor é reflexo do amor do próprio Cristo. Guardava e meditava tudo em seu coração. 
“Foi vontade de Deus que, na obra da redenção humana, a santíssima virgem Maria estivesse inseparavelmente unida a Jesus Cristo; tanto que a nossa salvação é fruto da caridade de Jesus Cristo e dos seus padecimentos, aos quais foram intimamente associados o amor e as dores de sua Mãe.” 6
Portanto, não há como separar ambos corações. Na alegria da anunciação, bem como na dor da Cruz, estava o Imaculado Coração de Maria firme, associando-se ao coração de Jesus e oferecendo-se por Ele em sacrifício e também pelo bem e pela salvação da humanidade — isto é, por cada um de nós.
A devoção aos 5 sábados
Uma antiga tradição, que remonta aos primeiros séculos da Igreja, dedica os sábados à Virgem Maria. Na terceira aparição de Fátima, depois de mostrar a visão do inferno e falar sobre guerras e perseguições que poderiam acontecer, a Virgem revela aos pastorinhos que viria (mais tarde) pedir a consagração da Rússia e a comunhão reparadora nos primeiros sábados.
Mais ou menos oito anos depois, quando Lúcia estava na Congregação das Dorotéias em Pontevedra, na Espanha, Nossa Senhora apareceu-lhe novamente, a fim de explicar como deveria ser feita essa comunhão reparadora dos primeiros cinco sábados. E assim diz:
“Olha, minha filha, o Meu Coração cercado de espinhos, que os homens ingratos a todos os momentos Me cravam, com blasfémias e ingratidões. Tu, ao menos, vê de Me consolar e diz que todos aqueles que durante cinco meses, ao primeiro sábado, se confessarem, receberem a Sagrada Comunhão, rezarem o Terço e me fizerem 15 minutos de companhia, meditando nos 15 Mistérios do Rosário com fim de Me desagravar, Eu prometo assistir-lhes, na hora da morte, com todas as graças necessárias para a salvação dessas almas” 7
Como praticar a devoção
Para realizar a comunhão reparadora é preciso
• confessar-se na intenção de reparar o Coração Imaculado de Maria;
• comungar;
• rezar o terço e
• meditar, em companhia da Virgem Maria, durante 15 minutos, os mistérios do rosário.
A confissão pode ser feita antes ou depois do primeiro sábado — desde que neste dia o fiel esteja em estado de graça para comungar. Já a comunhão, o terço e a meditação dos mistérios devem ser feitas, necessariamente, no primeiro sábado. Ao realizar cada uma das práticas é preciso ter a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria, que é a todo momento ofendido pelos homens.
Estas são orientações concretas de Nossa Senhora para que possamos reparar o seu coração, “que está coberto de espinhos, que os homens ingratos a todo momento lhe cravam, sem haver quem faça um ato de reparação para os tirar.” 5 
Além disso, a prática desta devoção é fonte de salvação para a nossa alma e para muitas outras, como a Virgem também revela nas aparições. Sendo assim, não podemos deixar passar esta graça de atender aos apelos de Nossa Senhora. Ela vem até nós, com a ternura de mãe, não só para nos alertar sobre os perigos do mal, mas também para nos ensinar exatamente como combatê-los. E assim, podermos corresponder ao chamado do próprio Deus, a nossa santificação.
Consagração ao Imaculado Coração de Maria
Ó Coração Imaculado de Maria,
Repleto de bondade, mostrai-nos o Vosso amor.
A chama do vosso Coração, ó Maria, desça sobre todos os homens!
Nós Vos amamos infinitamente!
Imprimi nos nossos corações o verdadeiro amor,
para que sintamos o desejo de Vos buscar incessantemente.
Ó Maria, Vós que tendes um Coração suave e humilde
lembrai-vos de nós quando cairmos no pecado.
Vós sabeis que todos os homens pecam.
Concedei que, por meio de Vosso Imaculado e Materno Coração,
sejamos curados de toda doença espiritual.
Fazei que possamos sempre contemplar a bondade de Vosso Materno Coração
e nos convertamos por meio da chama do Vosso Coração.
Amém.

Santo Antônio de Pádua, Presbítero e Doutor da Igreja (Memória)

Local: Pádua, Itália
Data: 13 de Junho † 1231

Francisco de Assis, que encontrou o jovem frei Antônio por ocasião do capítulo geral, ocorrido no Pentecostes de 1221, chamava-o confidencialmente de “o meu bispo”. Antônio, cujo nome de registro é Fernando de Bulhões y Taveira de Azevedo, nasceu em Lisboa em 1195. Entrou aos quinze anos no colégio dos cônegos regulares de santo Agostinho. Em apenas nove meses aprofundou tanto o estudo da Sagrada Escritura que foi chamado mais tarde por Gregório IX “Arca do Testamento”. Uniu à cultura teológica a filosófica e a científica, muito vivas pela influência da filosofia árabe. Cinco franciscanos tinham sido martirizados no Marrocos, onde tinham ido para evangelizar os infiéis; Fernando viu seus ataúdes transportados para Portugal em 1220, e decidiu seguir-lhes os passos, entrando na Ordem dos frades mendicantes de Coimbra, com o nome de Antônio Olivares.

Durante a viagem para Marrocos, onde pôde ficar apenas alguns dias por causa de sua hidropisia, um acidente arrastou a embarcação para as costas sicilianas. Morou alguns meses em Messina, no convento dos franciscanos, cujo prior o levou consigo a Assis para o Capítulo geral. Aqui Antônio conheceu pessoalmente “o trovador de Deus”, Francisco de Assis. Foi designado para a província franciscana da Romagna e viveu a vida eremítica num convento perto de Forli. Incumbido das humildes funções de cozinheiro, frei Antônio viveu na obscuridade até que os seus superiores, percebendo seus extraordinários dons de pregador, enviaram-no pela Itália setentrional e pela França a fim de pregar nos lugares onde a heresia dos albigenses era mais forte.

Antônio teve finalmente uma morada fixa no convento de Arcella, a um quilômetro dos muros de Pádua. Daí saía para pregar aonde quer que fosse chamado. Em 1231, o ano em que sua pregação atingiu o vértice de intensidade e se caracterizou por conteúdos sociais, Antônio foi atingido por uma doença inesperada e foi transportado do convento de Camposampiero a Pádua num carro de feno. Morreu em Arcella a 13 de junho de 1231. “O santo” por antonomásia, como era chamado em Pádua, foi canonizado no Pentecostes de 1232, apenas um ano após a morte, apoiado por uma popularidade que sempre cresceria de época em época.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santo Antônio de Pádua, rogai por nós!

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SEXTA-FEIRA, DIA 12 DE JUNHO DE 2026

Sagrado Coração de Jesus, Solenidade

Primeira leitura
— Dt 7, 6-11
Leitura do Livro do Deuteronômio
Moisés falou ao povo, dizendo: 6 “Tu és um povo consagrado ao Senhor teu Deus. O Senhor teu Deus te escolheu dentre todos os povos da terra, para seres o seu povo preferido. 7 O Senhor se afeiçoou a vós e vos escolheu, não por serdes mais numerosos que os outros povos – na verdade sois o menor de todos – 8 mas, sim, porque o Senhor vos amou e quis cumprir o juramento que fez a vossos pais. Foi por isso que o Senhor vos fez sair com mão poderosa, e vos resgatou da casa da escravidão, das mãos do Faraó, rei do Egito.
9 Saberás, pois, que o Senhor teu Deus é o único Deus, um Deus fiel, que guarda a aliança e a misericórdia até mil gerações, para aqueles que o amam e observam seus mandamentos; 10 mas castiga diretamente aquele que o odeia, fazendo-o perecer; e não o deixa esperar: mas dá-lhe imediatamente o castigo merecido. 11 Guarda, pois, os mandamentos, as leis e os decretos que hoje te prescrevo, pondo-os em prática”.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 102(103), 1-2. 3-4. 6-7. 8. 10 (R. 17)
O amor do Senhor Deus por quem o teme, é de sempre e perdura para sempre.
Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!
O amor do Senhor Deus por quem o teme, é de sempre e perdura para sempre.
Pois ele te perdoa toda culpa, e cura toda a tua enfermidade; da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão.
O amor do Senhor Deus por quem o teme, é de sempre e perdura para sempre.
O Senhor realiza obras de justiça e garante o direito aos oprimidos; revelou os seus caminhos a Moisés, e aos filhos de Israel, seus grandes feitos.
O amor do Senhor Deus por quem o teme, é de sempre e perdura para sempre.
O Senhor é indulgente, é favorável, é paciente, é bondoso e compassivo. Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas.
O amor do Senhor Deus por quem o teme, é de sempre e perdura para sempre.

Segunda leitura
— 1Jo 4, 7-16
Leitura da Primeira Carta de São João
Caríssimos, amemo-nos uns aos outros, porque o amor vem de Deus e todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece Deus. 8 Quem não ama, não chegou a conhecer Deus, pois Deus é amor. 9 Foi assim que o amor de Deus se manifestou entre nós: Deus enviou o seu Filho único ao mundo, para que tenhamos vida por meio dele. 10 Nisto consiste o amor: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho como vítima de reparação pelos nossos pecados. 11 Caríssimos, se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. 12 Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado entre nós.
13 A prova de que permanecemos com ele, e ele conosco, é que ele nos deu o seu Espírito. 14 E nós vimos, e damos testemunho, que o Pai enviou o seu Filho como Salvador do mundo. 15 Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele, e ele com Deus. 16 E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco, e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece com ele.
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Evangelho — Mt 11, 25-30
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Tomai sobre vós o meu jugo e de mim aprendei, que sou de manso e humilde coração. (Mt 11, 29ab)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, Jesus pôs-se a dizer: “Eu te louvo, ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. 26 Sim, Pai, porque assim foi do teu agrado. 27 Tudo me foi entregue por meu Pai, e ninguém conhece o Filho, senão o Pai, e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. 28 Vinde a mim todos vós que estais cansados e fatigados sob o peso dos vossos fardos, e eu vos darei descanso. 29 Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de mim, porque sou manso e humilde de coração, e vós encontrareis descanso. 30 Pois o meu jugo é suave e o meu fardo é leve”.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Solenidade do Sagrado Coração de Jesus

A Igreja celebra a Festa do Sagrado Coração de Jesus na sexta-feira da semana seguinte à Festa de Corpus Christi. O coração é mostrado na Escritura como símbolo do amor de Deus.
“Vosso Coração, Jesus, foi ferido, para que, na ferida visível, contemplássemos a ferida invisível de vosso grande amor.”  (Santo Agostinho)
Festa do Sagrado Coração
Uma festa propriamente dita do Coração de Jesus foi celebrada, pela primeira vez, em 20 de outubro de 1672, pelo padre São João Eudes.
Depois, aparecendo muitas vezes a Santa Margarida Maria Alacoque, de 1673 até 1675, foi que Jesus revelou sobre a devoção ao Sagrado Coração, “a grande devoção”, e sobre o desejo da instituição desta Festa, mostrando-lhe o Coração que tanto amou os homens e é por parte de muitos desprezado.
A característica própria dessa solenidade é a ação de graças pela riqueza insondável de Cristo e a contemplação reparadora do Coração Transpassado. O Papa Pio IX, em 1856, estendeu a festa a toda a Igreja Latina. Em 1899, Leão XIII consagrou o mundo ao Sagrado Coração de Jesus.
Paulo VI disse, certa vez, que a devoção é garantia de crescimento na vida cristã e garantia da salvação eterna.
Promessas do Sagrado Coração
Entre as Promessas que Jesus fez a Santa Margarida está a das Nove Primeiras Sextas-feiras do mês: aos fiéis que fizerem a comunhão em nove das primeiras sextas-feiras de cada mês, seguidas e sem interrupção, prometeu o Coração de Jesus a graça da perseverança final, o que significa que a pessoa nunca deixará a fé católica e buscará a sua santificação. São as chamadas comunhões reparadoras a Jesus pela ofensa que tantas vezes seu Sagrado Coração é tão ofendido pelos homens.
“No extremo da misericórdia do meu Coração onipotente, concederei a todos aqueles que comungarem, nas primeiras sextas-feiras de cada mês, durante nove meses consecutivos, a graça do arrependimento final. Eles não morrerão sem a minha graça e sem receber os SS. sacramentos. O meu coração, naquela hora extrema, ser-lhe-á seguro abrigo”.
As outras promessas do Coração de Jesus a Santa Margarida Maria Alacoque:
1 – Conceder-lhe-ei todas as graças necessárias ao seu estado.
2 – Porei a paz em suas famílias.
3 – Consolá-los-ei nas suas aflições.
4 – Serei seu refúgio na vida e especialmente na hora da morte.
5 – Derramarei copiosas bênçãos sobre suas empresas.
6 – Os pecadores encontrarão, no meu Coração, a fonte, oceano infinito de misericórdia.
7 – Os tíbios se tornarão fervorosos.
8 – Os fervorosos alcançarão rapidamente grande perfeição.
9 – Abençoarei os lugares onde estiver exposta e venerada a imagem do meu Coração.
10 – Darei aos sacerdotes a força de comover os corações mais endurecidos.
11 – O nome daqueles que propagarem esta devoção ficará escrito no meu Coração e de lá nunca será apagado.
A minha oração
“Ó Sagrado Coração de Jesus, quero amar-te sempre mais e ser-te devota por toda a vida, recebendo a graça de alcançar os frutos da entrega de Teu sangue por mim. Faz-me fiel a Ti. Consagro-me à mim, minha família e tudo o que me pertence ao Teu perfeito e santo coração. Amém!”
Sagrado Coração de Jesus, eu confio e espero em Vós.

São Gaspar Bertoni

Padre Gaspar procurava fazer tudo segundo a vontade de Deus
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Nascido em Verona (Itália), em 9 de outubro de 1777, viveu num tempo em que a cidade era disputada entre franceses e austríacos. O povo sofria a fome, feridos lotavam os hospitais, crianças sem escola, juventude desorientada, o próprio clero sofria.
Gaspar cresceu nesse ambiente, enfrentando também problemas familiares: morte da irmã, separação dos pais. Entrou no Seminário e ordenou-se sacerdote, com 23 anos de idade, em 20 de setembro de 1800. Ainda seminarista, dedicava-se ao cuidado dos doentes, ao trabalho com a juventude, sendo reconhecido como “Apóstolo dos jovens”.
A pedido do Bispo, resgatou a dignidade do clero, e o Seminário tornou-se exemplo de ordem e disciplina. Colaborou na páróquia de San Fermo, como excelente pregador, o que lhe valeu o título de “Missionário Apostólico”.
Mas, aos poucos, Deus o foi chamando para a fundação de uma Congregação religiosa, numa época em que as Congregações eram perseguidas e até suprimidas, consideradas grupos de rebeldia contra franceses e austríacos.
Inspirado em Santo Inácio de Loyola, ele, com alguns companheiros, iniciaram uma escola anexa à Igreja dos Estigmas, lembra as chagas ou estigmas de São Francisco de Assis. Aí nascia uma Ordem Religiosa que, após a morte de São Gaspar, recebeu o nome de: “Congregação dos Sagrados Estigmas de Nosso Senhor Jesus Cristo” os Estigmatinos.
Em reconhecimento à autoridade e ao apoio dos bispos, denominam-se: “Missionários Apostólicos em Auxílio aos Bispos”. Padre Gaspar procurava fazer tudo segundo a vontade de Deus. Desde os 35 anos, enfrentou sérios problemas de saúde, suportou terríveis sofrimentos, sem nem mesmo uma queixa. Fez de suas enfermidades motivos de redenção e de louvor a Deus. Chamava-as “Escola de Deus”, que ensina o perdão e a confiança nele.
Padre Gaspar morreu, com quase 76 anos, em 12 de junho de 1853 e foi canonizado por João Paulo II, em 1 de novembro de 1989. Celebra-se sua festa litúrgica dia 12 de junho.
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Fonte: Santos e Ícones Católicos
São Gaspar Bertoni, rogai por nós.

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QUINTA-FEIRA, DIA 11 DE JUNHO DE 2026

São Barnabé, Apóstolo, Memória
Cor Litúrgica vermelha
X SEMANA DO TEMPO COMUM

Primeira leitura
— At 11, 21b-26; 13, 1-3

Leitura dos Atos dos Apóstolos

Naqueles dias, 11, 21bmuitas pessoas acreditaram no Evangelho e se converteram ao Senhor. 22A notícia chegou aos ouvidos da Igreja que estava em Jerusalém. Então enviaram Barnabé até Antioquia.
23Quando Barnabé chegou e viu a graça que Deus havia concedido, ficou muito alegre e exortou a todos para que permanecessem fiéis ao Senhor, com firmeza de coração. 24É que ele era um homem bom, cheio do Espírito Santo e de fé. E uma grande multidão aderiu ao Senhor. 25Então Barnabé partiu para Tarso, à procura de Saulo. 26Tendo encontrado Saulo, levou-o a Antioquia. Passaram um ano inteiro trabalhando juntos naquela Igreja, e instruíram uma numerosa multidão. Em Antioquia os discípulos foram, pela primeira vez, chamados com o nome de cristãos.
13, 1Na Igreja de Antioquia, havia profetas e doutores. Eram eles: Barnabé, Simeão, chamado o Negro, Lúcio de Cirene, Manaém, que fora criado junto com Herodes, e Saulo. 2Um dia, enquanto celebravam a liturgia, em honra do Senhor, e jejuavam, o Espírito Santo disse: “Separai para mim Barnabé e Saulo, a fim de fazerem o trabalho para o qual eu os chamei”. 3Então eles jejuaram e rezaram, impuseram as mãos sobre Barnabé e Saulo, e deixaram-nos partir.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 97(98), 1. 2-3ab. 3cd-4. 5-6 (R. 2b)

℟. O Senhor fez conhecer seu poder salvador, e às nações sua justiça.

— Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e o seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória. ℟.

℟. O Senhor fez conhecer seu poder salvador, e às nações sua justiça.

— O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.

℟. O Senhor fez conhecer seu poder salvador, e às nações sua justiça.

— Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai! ℟.

℟. O Senhor fez conhecer seu poder salvador, e às nações sua justiça.

— Cantai Salmos ao Senhor ao som da harpa e da cítara suave! Aclamai, com os clarins e as trombetas, ao Senhor, o nosso Rei! ℟.

℟. O Senhor fez conhecer seu poder salvador, e às nações sua justiça.

Evangelho — Mt 10, 7-13
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Ide ao mundo e ensinai a todas as nações! Eis que eu estou convosco, até o fim do mundo! (Mt 28, 19a. 20b) ℟.
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7“Em vosso caminho, anunciai: ‘O Reino dos Céus está próximo’. 8Curai os doentes, ressuscitai os mortos, purificai os leprosos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça deveis dar! 9Não leveis ouro nem prata nem dinheiro nos vossos cintos; 10nem sacola para o caminho, nem duas túnicas nem sandálias nem bastão, porque o operário tem direito ao seu sustento.
11Em qualquer cidade ou povoado onde entrardes, informai-vos para saber quem ali seja digno. Hospedai-vos com ele até a vossa partida. 12Ao entrardes numa casa, saudai-a. 13Se a casa for digna, desça sobre ela a vossa paz; se ela não for digna, volte para vós a vossa paz”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Barnabé, Apóstolo

“José, chamado pelos apóstolos Barnabé, que quer dizer filho da consolação, levita, natural de Chipre, tinha um sítio; vendeu-o e trouxe o dinheiro e o depôs aos pés dos apóstolos”. Assim no-lo apresentam os Atos dos Apóstolos. Fontes antigas nos referem que Barnabé, chamado apóstolo pelos próprios Atos, embora não pertencesse aos Doze, teria sido um dos setenta discípulos de que fala o Evangelho. De qualquer modo é figura de primeira grandeza na fervorosa comunidade cristã, que floresceu em Jerusalém após o dia de Pentecostes. Barnabé era muito considerado entre os Apóstolos, que o escolheram para a evangelização de Antioquia.

É o homem das felizes intuições. Em Antioquia percebeu que aquele era terreno preparado para receber a palavra de Deus. Foi a Jerusalém relatar isso e pedir para levar consigo o recém-convertido Saulo. Começou assim a extraordinária dupla. Após um ano de trabalho, haviam operado tantas conversões de “fazer manchetes de jornais”, como se diria hoje. “Pela primeira vez — lê-se nos Atos — os discípulos foram chamados cristãos em Antioquia”.

Saulo, que desde então preferia ser chamado com o nome romano de Paulo, e Barnabé, contentes por terem aberto o caminho para o anúncio do Evangelho entre os pagãos, partiram para outras incumbências. Primeira etapa: Chipre, pátria de Barnabé, que havia levado consigo o jovem primo João Marcos, o futuro evangelista. Mais tarde, no começo da segunda e mais arriscada viagem missionária, Paulo julgou oportuno separar-se do próprio Barnabé, que ficou em Chipre.

Paulo e Barnabé, duas personalidades diferentes, que se completavam reciprocamente. Em Listra, na Licaônia, ao término da primeira viagem missionária, durante o sermão, Paulo notara a presença de um pobre paralítico. “Levanta-te e anda”, lhe dissera, operando o prodígio. “À vista do que Paulo acabava de fazer, a multidão exclamou em língua licaônica — ‘Deuses em forma humana vieram a nós’. A Barnabé chamavam Júpiter e, a Paulo, Hermes, porque era ele que falava”. A Barnabé foi atribuída a paternidade da carta paulina aos Hebreus e do outro escrito denominado Evangelho de Barnabé, agora perdido. Não temos notícias dele depois da separação de Paulo. Escritos apócrifos falam de uma viagem sua a Roma e do seu martírio acontecido mais ou menos pelo ano 70, em Salamina, pelas mãos dos judeus da diáspora, que o teriam apedrejado.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Barnabé, rogai por nós!

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QUARTA-FEIRA, DIA 10 DE JUNHO DE 2026

X SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— 1Rs 18, 20-39
Leitura do Primeiro Livro dos Reis
Naqueles dias, 20 Acab convocou todos os filhos de Israel e reuniu os profetas de Baal no monte Carmelo. 21 Então Elias, aproximando-se de todo o povo, disse: “Até quando andareis mancando com os dois pés? Se o Senhor é o verdadeiro Deus, segui-o; mas, se é Baal, segui a ele”. O povo não respondeu uma palavra.
22 Então Elias disse ao povo: “Eu sou o único profeta do Senhor que resta, ao passo que os profetas de Baal são quatrocentos e cinquenta. 23 Deem-nos dois novilhos; que eles escolham um novilho e, depois de cortá-lo em pedaços, coloquem-no sobre a lenha, mas sem pôr fogo por baixo. Eu prepararei depois o outro novilho e o colocarei sobre a lenha e tampouco lhe porei fogo.
24 Em seguida, invocareis o nome de vosso deus e eu invocarei o nome do Senhor. O Deus que ouvir, enviando fogo, este é o Deus verdadeiro”. Todo o povo respondeu, dizendo: “Ótima proposição”.
25 Elias disse então aos profetas de Baal: “Escolhei vós um novilho e começai, pois sois maioria. E invocai o nome de vosso deus, mas não lhe ponhais fogo”. 26 Eles tomaram o novilho que lhes foi dado e prepararam-no. E invocavam o nome de Baal desde a manhã até ao meio-dia, dizendo: “Baal, ouve-nos!” Mas não se ouvia voz alguma e ninguém que respondesse. E dançavam ao redor do altar que tinham levantado.
27 Ao meio-dia, Elias zombou deles, dizendo: “Gritai mais alto, pois sendo um deus, tem suas ocupações. Porventura ausentou-se ou está de viagem; ou talvez esteja dormindo e é preciso que o acordem”. 28 Então eles gritavam ainda mais forte, e retalhavam-se, segundo o seu costume, com espadas e lanças, até o sangue escorrer. 29 Passado o meio-dia, entraram em transe até a hora do sacrifício vespertino. Mas não se ouviu voz nenhuma, nem resposta nem sinal de atenção.
30 Então Elias disse a todo o povo: “Aproximai-vos de mim”. Todo o povo veio para perto dele. E ele refez o altar do Senhor que tinha sido demolido. 31 Tomou doze pedras, segundo o número das doze tribos dos filhos de Jacó, a quem Deus tinha dito: “Teu nome será Israel”, 32 e edificou com as pedras um altar ao nome do Senhor. Fez em redor do altar um rego, capaz de conter duas medidas de sementes. 33 Empilhou a lenha, esquartejou o novilho e colocou-o sobre a lenha, 34 e disse: “Enchei quatro talhas de água e derramai-a sobre o holocausto e sobre a lenha”. Depois, disse: “Outra vez”. E eles assim fizeram uma segunda vez. E acrescentou: “Ainda uma terceira vez”. E assim foi feito.
35 A água correu em volta do altar e o rego ficou completamente cheio. 36 Chegada a hora do sacrifício, o profeta Elias aproximou-se e disse: “Senhor, Deus de Abraão, de Isaac e de Israel, mostra hoje que tu és Deus em Israel, e que eu sou teu servo e que é por ordem tua que fiz estas coisas. 37 Ouve-me, Senhor, ouve-me, para que este povo reconheça que tu, Senhor, és Deus, e que és tu que convertes os seus corações!”
38 Então caiu o fogo do Senhor, que devorou o holocausto, a lenha, as pedras e a poeira, e secou a água que estava no rego. 39 Vendo isto, o povo todo prostrou-se com o rosto em terra, exclamando: “É o Senhor que é Deus, é o Senhor que é Deus!”
Palavra do Senhor.
Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 15(16), 1-2a. 4. 5 e 8. 11 (R. 1)
Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio! Digo ao Senhor: “Somente vós sois meu Senhor”.
Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
Multiplicam, no entanto, suas dores os que correm para os deuses estrangeiros; seus sacrifícios sanguinários não partilho, nem seus nomes passarão pelos meus lábios.
Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
Ó Senhor, sois minha herança e minha taça, meu destino está seguro em vossas mãos! Tenho sempre o Senhor ante meus olhos, pois se o tenho a meu lado não vacilo.
Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!
Vós me ensinais vosso caminho para a vida; junto a vós, felicidade sem limites, delícia eterna e alegria ao vosso lado!
Guardai-me, ó Deus, porque em vós me refugio!

Evangelho — Mt 5, 17-19
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
Fazei-me conhecer vossa estrada, vossa verdade me oriente e me conduza! (Sl 24, 4b. 5a)
Aleluia, Aleluia, Aleluia.
O Senhor esteja convosco.
Ele está no meio de nós.
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 17 “Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. 18 Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. 19 Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus”.
Palavra da Salvação.
Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Eduardo Poppe

Preocupado em preparar as crianças para a Primeira Comunhão, escreveu “O manual do catequista eucarístico”
são eduardo
Eduardo João Maria Poppe nasceu na Bélgica no dia 18 de dezembro de 1890. Era o terceiro dos onze filhos de uma modesta família de trabalhadores. Sua educação religiosa começou no seio da própria família, muito cristã. Depois estudou no colégio dos Irmãos da Caridade. Foi durante o serviço militar que Eduardo percebeu sua vocação religiosa.
Em 1915 foi ordenado sacerdote. Logo foi nomeado vigário da paróquia de Santa Colete iniciando seu ministério entre a população mais pobre, difundindo a devoção à Eucaristia e à Virgem Maria. Preocupado em preparar as crianças para a Primeira Comunhão, formou um grupo de jovens catequistas para dar ênfase à devoção Eucarística e escreveu “O manual do catequista eucarístico”.
Durante a Primeira Guerra Mundial, foi convocado para servir junto à Cruz Vermelha como enfermeiro. Eduardo continuou com sua preocupação em manter acesa a chama da fé cristã nos jovens catequistas, todos filhos de famílias socialistas e anticlericais.
Padre Eduardo convivia desde a infância com uma doença congênita no coração. Por este motivo, foi obrigado a viver numa poltrona ainda muito jovem. E foi neste período que ele escreveu sua extensa e notável bibliografia catequética com ênfase na Eucaristia.
Aos trinta e quatro anos de idade, padre Eduardo Poppe morreu repentinamente. O Papa João Paulo II o beatificou em 1999 e o nomeou “Pedagogo da Eucaristia”.
Reflexão
O Bem-aventurado tinha uma grande devoção à Virgem Maria e é um guia para a nossa vida cristã. Seu amor pela Eucaristia era expresso não só nos livros que escreveu, mas especialmente no serviço aos mais abandonados. Oremos com fervor ao Senhor para que envie trabalhadores para a messe e que nossos projetos de evangelização cheguem sempre ao bom êxito.
Oração
Deus Pai de Bondade, dai-nos alegria de vos servir na pessoa dos mais pobres e sofredores, tendo como exemplo o apostolado do beato Eduardo Poppe. Por Cristo nosso Senhor. Amém!
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
São Eduardo Poppe, rogai por nós!