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SEXTA-FEIRA, DIA 03 DE ABRIL DE 2026

PAIXÃO DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO
Cor Litúrgica vermelha

Primeira leitura
Is 52,13-53,12
Ele foi ferido
por causa de nossos pecados.
Leitura do Livro do Profeta Isaías 52,13-53,12
13
Ei-lo, o meu Servo será bem sucedido;
sua ascensão será ao mais alto grau.
14
Assim como muitos ficaram pasmados ao vê-lo
– tão desfigurado ele estava que não parecia ser um homem 
ou ter aspecto humano -,
15
do mesmo modo ele espalhará sua fama entre os povos.
Diante dele os reis se manterão em silêncio, vendo algo que nunca lhes foi narrado e conhecendo coisas que jamais ouviram.
53,1
Quem de nós deu crédito ao que ouvimos?
E a quem foi dado reconhecer a força do Senhor?
2
Diante do Senhor ele cresceu como renovo de planta
ou como raiz em terra seca. Não tinha beleza nem atrativo para o olharmos, não tinha aparência que nos agradasse.
3
Era desprezado como o último dos mortais,
homem coberto de dores, cheio de sofrimentos; passando por ele, tapávamos o rosto; tão desprezível era, não fazíamos caso dele.
4
A verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades 
e sofria, ele mesmo, nossas dores;
e nós pensávamos fosse um chagado, golpeado por Deus e humilhado!
5
Mas ele foi ferido por causa de nossos pecados,
esmagado por causa de nossos crimes; a punição a ele imposta era o preço da nossa paz, e suas feridas, o preço da nossa cura.
6
Todos nós vagávamos como ovelhas desgarradas,
cada qual seguindo seu caminho; e o Senhor fez recair sobre ele o pecado de todos nós.
7
Foi maltratado, e submeteu-se, não abriu a boca;
como cordeiro levado ao matadouro ou como ovelha diante dos que a tosquiam, ele não abriu a boca.
8
Foi atormentado pela angústia e foi condenado.
Quem se preocuparia com sua história de origem? Ele foi eliminado do mundo dos vivos; e por causa do pecado do meu povo foi golpeado até morrer.
9
Deram-lhe sepultura entre ímpios, 
um túmulo entre os ricos, porque ele não praticou o mal
nem se encontrou falsidade em suas palavras.
10
O Senhor quis macerá-lo com sofrimentos.
Oferecendo sua vida em expiação, ele terá descendência duradoura, e fará cumprir com êxito a vontade do Senhor.
11
Por esta vida de sofrimento,
alcançará luz e uma ciência perfeita. Meu Servo, o justo, fará justos inúmeros homens, carregando sobre si suas culpas.
12
Por isso, compartilharei com ele multidões
e ele repartirá suas riquezas com os valentes seguidores, pois entregou o corpo à morte, sendo contado como um malfeitor; ele, na verdade, resgatava o pecado de todos e intercedia em favor dos pecadores.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo responsorial
Sl 30(31),2.6.12-13.15-16.17.25 (R. Lc 23,46)
R. Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.

2
Senhor, eu ponho em vós minha esperança; *
que eu não fique envergonhado eternamente!
6
Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, *
porque vós me salvareis, ó Deus fiel!

R. Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.

12
Tornei-me o opróbrio do inimigo, *
o desprezo e zombaria dos vizinhos,e objeto de pavor para os amigos; *fogem de mim os que me veem pela rua.
13
Os corações me esqueceram como um morto, *
e tornei-me como um vaso espedaçado.

R. Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.

15
A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, *
e afirmo que só vós sois o meu Deus!
16
Eu entrego em vossas mãos o meu destino; *
libertai-me do inimigo e do opressor!

R. Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.

17
Mostrai serena a vossa face ao vosso servo, *
e salvai-me pela vossa compaixão!
25
Fortalecei os corações, tende coragem, *
todos vós que ao Senhor vos confiais!

R. Ó Pai, em tuas mãos eu entrego o meu espírito.

SEGUNDA LEITURA
Ele aprendeu a ser obediente e tornou-se causa de salvação para todos os que lhe obedecem.
Leitura da Carta aos Hebreus 4,14-16; 5,7-9

Irmãos:
14
Temos um sumo sacerdote eminente, que entrou no céu,
Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos.
15
Com efeito, temos um sumo sacerdote
capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado.
16
Aproximemo-nos então, com toda a confiança,
do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno.
5,7
Cristo, nos dias de sua vida terrestre,
dirigiu preces e súplicas, com forte clamor e lágrimas, àquele que era capaz de salvá-lo da morte. E foi atendido, por causa de sua entrega a Deus.
8
Mesmo sendo Filho, aprendeu o que significa
a obediência a Deus por aquilo que ele sofreu.
9
Mas, na consumação de sua vida,
tornou-se causa de salvação eterna para todos os que lhe obedecem.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Aclamação ao Evangelho
Fl 2,8-9
R. Louvor e honra a vós, Senhor Jesus.
V. Jesus Cristo se tornou obediente,
    obediente até a morte numa cruz;     pelo que o Senhor Deus o exaltou     e deu-lhe um nome muito acima de outro nome.
EVANGELHO
– O Senhor esteja convosco;
– Ele está no meio de nós;
Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo João 18,1-19,42
– Glória a Vós, Senhor.
Prenderam Jesus e o amarraram.
Naquele tempo,
1
Jesus saiu com os discípulos
para o outro lado da torrente do Cedron. Havia aí um jardim, onde ele entrou com os discípulos.
2
Também Judas, o traidor, conhecia o lugar,
porque Jesus costumava reunir-se aí com os seus discípulos.
3
Judas levou consigo um destacamento de soldados
e alguns guardas dos sumos sacerdotes e fariseus, e chegou ali com lanternas, tochas e armas.
4
Então Jesus, consciente de tudo o que ia acontecer,
saiu ao encontro deles e disse: 
“A quem procurais?”
5
Responderam:
“A Jesus, o Nazareno”.
Ele disse: 
“Sou eu”.
Judas, o traidor, estava junto com eles.
6
Quando Jesus disse: “Sou eu”,
eles recuaram e caíram por terra.
7
De novo lhes perguntou:
“A quem procurais?” Eles responderam: 
“A Jesus, o Nazareno”.
8
Jesus respondeu: 
“Já vos disse que sou eu.
Se é a mim que procurais, então deixai que estes se retirem”.
9
Assim se realizava a palavra que Jesus tinha dito:
‘Não perdi nenhum daqueles que me confiaste’.
10
Simão Pedro, que trazia uma espada consigo,
puxou dela e feriu o servo do sumo sacerdote, cortando-lhe a orelha direita. O nome do servo era Malco.
11
Então Jesus disse a Pedro:
“Guarda a tua espada na bainha. Não vou beber o cálice que o Pai me deu?”

Conduziram Jesus primeiro a Anás.

12
Então, os soldados, o comandante e os guardas dos judeus
prenderam Jesus e o amarraram.
13
Conduziram-no primeiro a Anás, 
que era o sogro de Caifás, 
o Sumo Sacerdote naquele ano.
14
Foi Caifás que deu aos judeus o conselho:
“É preferível que um só morra pelo povo”.
15
Simão Pedro e um outro discípulo seguiam Jesus.
Esse discípulo era conhecido do Sumo Sacerdote e entrou com Jesus no pátio do Sumo Sacerdote.
16
Pedro ficou fora, perto da porta.
Então o outro discípulo, que era conhecido do Sumo Sacerdote, saiu, conversou com a encarregada da porta e levou Pedro para dentro.
17
A criada que guardava a porta disse a Pedro:
“Não pertences também tu aos discípulos desse homem?” Ele respondeu: “Não!”
18
Os empregados e os guardas fizeram uma fogueira
e estavam-se aquecendo, pois fazia frio. Pedro ficou com eles, aquecendo-se.
19
Entretanto, o Sumo Sacerdote interrogou Jesus
a respeito de seus discípulos e de seu ensinamento.
20
Jesus lhe respondeu:
“Eu falei às claras ao mundo. 
Ensinei sempre na sinagoga e no Templo, 
onde todos os judeus se reúnem.
Nada falei às escondidas.
21
Por que me interrogas? Pergunta aos que ouviram o que falei; 
eles sabem o que eu disse”.
22
Quando Jesus falou isso, um dos guardas que ali estava
deu-lhe uma bofetada, dizendo: “É assim que respondes ao Sumo Sacerdote?”
23
Respondeu-lhe Jesus: 
“Se respondi mal, mostra em quê;
mas, se falei bem, por que me bates?”
24
Então, Anás enviou Jesus amarrado para Caifás,
o Sumo Sacerdote.

Não és tu também um dos discípulos dele? Pedro negou: “Não!”

25
Simão Pedro continuava lá, em pé, aquecendo-se.
Disseram-lhe:”Não és tu, também, um dos discípulos dele?” Pedro negou: “Não!”
26
Então um dos empregados do Sumo Sacerdote,
parente daquele a quem Pedro tinha cortado a orelha, disse: 
“Será que não te vi no jardim com ele?”
27
Novamente Pedro negou. 
E na mesma hora, o galo cantou.

O meu reino não é deste mundo.
28
De Caifás, levaram Jesus ao palácio do governador.
Era de manhã cedo.Eles mesmos não entraram no palácio,para não ficarem impuros e poderem comer a páscoa.
29
Então Pilatos saiu ao encontro deles e disse:
“Que acusação apresentais contra este homem?”
30
Eles responderam: 
“Se não fosse malfeitor, não o teríamos entregue a ti!”
31
Pilatos disse: 
“Tomai-o vós mesmos e julgai-o de acordo com a vossa lei”.
Os judeus lhe responderam:”Nós não podemos condenar ninguém à morte”.
32
Assim se realizava o que Jesus tinha dito,
significando de que morte havia de morrer.
33
Então Pilatos entrou de novo no palácio,
chamou Jesus e perguntou-lhe:”Tu és o rei dos judeus?”
34
Jesus respondeu:
“Estás dizendo isto por ti mesmo,
ou outros te disseram isto de mim?”
35
Pilatos falou: 
“Por acaso, sou judeu?
O teu povo e os sumos sacerdotes te entregaram a mim.Que fizeste?”
36
Jesus respondeu: 
“O meu reino não é deste mundo.
Se o meu reino fosse deste mundo,os meus guardas lutariam 
para que eu não fosse entregue aos judeus.
Mas o meu reino não é daqui”.
37
Pilatos disse a Jesus: 
“Então tu és rei?”
Jesus respondeu: 
‘Tu o dizes: eu sou rei.
Eu nasci e vim ao mundo para isto:para dar testemunho da verdade.Todo aquele que é da verdade escuta a minha voz”.
38
Pilatos disse a Jesus: 
“O que é a verdade?”
Ao dizer isso, Pilatos saiu ao encontro dos judeus,e disse-lhes: “Eu não encontro nenhuma culpa nele.
39
Mas existe entre vós um costume,
que pela Páscoa eu vos solte um preso.Quereis que vos solte o rei dos Judeus?”
40
Então, começaram a gritar de novo:
“Este não, mas Barrabás!”
Barrabás era um bandido.

Viva o rei dos judeus!

19,1
Então Pilatos mandou flagelar Jesus.
2
Os soldados teceram uma coroa de espinhos
e colocaram-na na cabeça de Jesus.Vestiram-no com um manto vermelho,
3
aproximavam-se dele e diziam:
“Viva o rei dos judeus!”
E davam-lhe bofetadas.
4
Pilatos saiu de novo e disse aos judeus:
“Olhai, eu o trago aqui fora, diante de vós,para que saibais que não encontro nele crime algum”.
5
Então Jesus veio para fora,
trazendo a coroa de espinhos e o manto vermelho.Pilatos disse-lhes: 
“Eis o homem!”
6
Quando viram Jesus,
os Sumos Sacerdotes e os guardas começaram a gritar:”Crucifica-o! Crucifica-o!”Pilatos respondeu: 
“Levai-o vós mesmos para o crucificar, 
pois eu não encontro nele crime algum”.
7
Os judeus responderam: “Nós temos uma Lei,
e, segundo esta Lei, ele deve morrer,porque se fez Filho de Deus”.
8
Ao ouvir estas palavras, Pilatos ficou com mais medo ainda.
9
Entrou outra vez no palácio
e perguntou a Jesus: 
“De onde és tu?”
Jesus ficou calado.
10
Então Pilatos disse: 
“Não me respondes?
Não sabes que tenho autoridade para te soltare autoridade para te crucificar?”
11
Jesus respondeu:
“Tu não terias autoridade alguma sobre mim,se ela não te fosse dada do alto.Quem me entregou a ti, portanto, tem culpa maior”.

Fora! Fora! Crucifica-o!

12
Por causa disso, Pilatos procurava soltar Jesus.
Mas os judeus gritavam:”Se soltas este homem, não és amigo de César.Todo aquele que se faz rei, declara-se contra César”.
13
Ouvindo estas palavras, 
Pilatos trouxe Jesus para fora e sentou-se no tribunal,
no lugar chamado “Pavimento”, em hebraico “Gábata”.
14
Era o dia da preparação da Páscoa,
por volta do meio-dia.Pilatos disse aos judeus: 
“Eis o vosso rei!”
15
Eles, porém, gritavam: 
“Fora! Fora! Crucifica-o!”
Pilatos disse: 
“Hei de crucificar o vosso rei?”
Os sumos sacerdotes responderam:”Não temos outro rei senão César”.
16
Então Pilatos entregou Jesus para ser crucificado,
e eles o levaram.

Ali o crucificaram, com outros dois.

17
Jesus tomou a cruz sobre si
e saiu para o lugar chamado “Calvário”,em hebraico “Gólgota”.
18
Ali o crucificaram, com outros dois:
um de cada lado, e Jesus no meio.
19
Pilatos mandou ainda escrever um letreiro
e colocá-lo na cruz; nele estava escrito:”
Jesus o Nazareno, o Rei dos Judeus
“.
20
Muitos judeus puderam ver o letreiro, 
porque o lugar em que Jesus foi crucificado
ficava perto da cidade.
O letreiro estava escrito em hebraico, latim e grego.
21
Então os sumos sacerdotes dos judeus disseram a Pilatos: 
“Não escrevas ‘O Rei dos Judeus’,
mas sim o que ele disse: ‘Eu sou o Rei dos judeus'”.
22
Pilatos respondeu: 
“O que escrevi, está escrito”.

Repartiram entre si as minhas vestes.

23
Depois que crucificaram Jesus,
os soldados repartiram a sua roupa em quatro partes,uma parte para cada soldado.Quanto à túnica, esta era tecida sem costura,em peça única de alto a baixo.
24
Disseram então entre si: 
“Não vamos dividir a túnica.
Tiremos a sorte para ver de quem será”.Assim se cumpria a Escritura que diz:”Repartiram entre si as minhas vestese lançaram sorte sobre a minha túnica”.Assim procederam os soldados.

Este é o teu filho. Esta é a tua mãe.

25
Perto da cruz de Jesus, estavam de pé
a sua mãe, a irmã da sua mãe, Maria de Cléofas,e Maria Madalena.
26
Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, 
o discípulo que ele amava, disse à mãe: 
“Mulher, este é o teu filho”.
27
Depois disse ao discípulo: 
“Esta é a tua mãe”.
Daquela hora em diante, o discípulo a acolheu consigo.

Tudo está consumado.

28
Depois disso, Jesus, sabendo que tudo estava consumado,
e para que a Escritura se cumprisse até o fim, disse: 
“Tenho sede”.
29
Havia ali uma jarra cheia de vinagre.
Amarraram numa vara uma esponja embebida de vinagree levaram-na à boca de Jesus.
30
Ele tomou o vinagre e disse: 
“Tudo está consumado”.
E, inclinando a cabeça, entregou o espírito.

Todos se ajoelham e faz-se uma pausa.

E logo saiu sangue e água.

31
Era o dia da preparação para a Páscoa.
Os judeus queriam evitarque os corpos ficassem na cruz durante o sábado,porque aquele sábado era dia de festa solene.Então pediram a Pilatosque mandasse quebrar as pernas aos crucificadose os tirasse da cruz.
32
Os soldados foram
e quebraram as pernas de um e, depois, do outroque foram crucificados com Jesus.
33
Ao se aproximarem de Jesus, e vendo que já estava
morto, não lhe quebraram as pernas;
34
mas um soldado abriu-lhe o lado com uma lança,
e logo saiu sangue e água.
35
Aquele que viu, dá testemunho
e seu testemunho é verdadeiro; 
e ele sabe que fala a verdade,
para que vós também acrediteis.
36
Isso aconteceu para que se cumprisse a Escritura,
que diz: “Não quebrarão nenhum dos seus ossos”.
37
E outra Escritura ainda diz:
“Olharão para aquele que transpassaram”.

Envolveram o corpo de Jesus com os aromas, em faixas de linho.

38
Depois disso, José de Arimateia,
que era discípulo de Jesus- mas às escondidas, por medo dos judeus -pediu a Pilatos para tirar o corpo de Jesus.Pilatos consentiu.Então José veio tirar o corpo de Jesus.
39
Chegou também Nicodemos,
o mesmo que antes tinha ido de noite encontrar-se com Jesus.Levou uns trinta quilos de perfumefeito de mirra e aloés.
40
Então tomaram o corpo de Jesus
e envolveram-no, com os aromas, em faixas de linho,como os judeus costumam sepultar.
41
No lugar onde Jesus foi crucificado, havia um jardim
e, no jardim, um túmulo novo,onde ainda ninguém tinha sido sepultado.
42
Por causa da preparação da Páscoa, 
e como o túmulo estava perto, 
foi ali que colocaram Jesus.
– Palavra da Salvação.
– Glória a Vós, Senhor.

O SOFRIMENTO E MORTE DE JESUS NUM ASPÉCTO MÉDICO

“A mais extrema, cruel e angustiante forma de punição”, diz o Dr. Pierre Barbet, cirurgião do Hospital Saint Joseph de Paris, em seu livro A Paixão de Cristo segundo o cirurgião, onde descreveu de forma médica como Jesus morreu.
A descrição da morte de Jesus está presente nos quatro evangelhos canônicos da bíblia: Mateus, Marcos, Lucas e João. Mas existem ainda outras fontes históricas que relatam a morte de Jesus.
O intuito deste artigo é fazer uma descrição do que aconteceu fisiologicamente no corpo de Jesus ao longo de todas as suas horas de sofrimento. Por essa razão, é necessário relembrar, de forma resumida, o que aconteceu em cada hora desde o momento em que ele foi preso até sua morte.
As últimas horas da vida de Jesus são resumidas assim:
• 21h – Jesus reza no Horto das Oliveiras;
• 22h – Jesus entra em agonia e sua sangue;
• 23h – Jesus recebe o beijo de Judas, o traidor;
• 00h – Jesus é preso;
• 01h – Jesus é conduzido a Anás;
• 02h – Jesus é entregue a Caifás;
• 03h – Jesus é negado por Pedro;
• 04h – Jesus é condenado à morte pelo sinédrio;
• 05h – Jesus é conduzido até Pilatos;
• 06h – Jesus é desprezado por Herodes;
• 07h – Jesus é devolvido a Pilatos;
• 08h – Jesus é preferido à Barrabás;
• 09h – Jesus é flagelado;
• 10h – Jesus é coroado de espinhos;
• 11h – Jesus beija a cruz e a carrega;
• 12h – Jesus é despojado de suas vestes e pregado na cruz;
• 13h – Jesus perdoa o bom ladrão;
• 14h – Jesus entrega sua mãe a João;
• 15h – Jesus morre.
Onde Jesus foi crucificado?
Jesus foi crucificado no Gólgota ou Calvário, isto é, o lugar das caveiras. Ficava fora dos muros da cidade de Jerusalém, acessível aos que passavam e fácil de ser observado à distância.
Em aramaico, calvário é Gûlgaltâ, gólgota, o lugar da crucificação. Tradicionalmente, os católicos consideram que esse lugar já havia sido atestado no século IV. Está dentro da atual Igreja do Santo Sepulcro no Bairro Cristão da Cidade Velha.
Quem estava presente no calvário quando Jesus morreu?
Mateus relata diversas pessoas presentes. Havia dois ladrões que também foram crucificados, um de cada lado de Jesus, um centurião romano posteriormente identificado como Petrônio e alguns outros soldados.
Algumas mulheres também estavam presentes, destacando-se Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago e de José e a mulher de Zebedeu.
João, autor de um dos evangelhos, também estava presente.
Por que Jesus foi morto?
Teologicamente, a tradição cristã afirma que Jesus morreu para salvar a humanidade, que precisava ser redimida de seus pecados. Sua morte foi um ato de amor.
Desconsiderando a explicação religiosa, Ele foi morto por ser considerado perigoso, já que tinha apoio do povo e poderia ser uma ameaça ao poder dos judeus e dos romanos.
Quem mandou matar Jesus?
O responsável legal pela morte de Jesus foi Pôncio Pilatos. Foi ele quem o sentenciou à morte por crucificação, embora esse tenha sido o pedido dos judeus.
Por que Jesus foi sentenciado a morrer na cruz?
A punição mais comum entre os judeus era o apedrejamento. Já os romanos, decapitavam, queimavam, entregavam a vítima aos animais ou a empalavam. Mas de todas as formas, a pior era a crucificação, reservada apenas aos principais inimigos de Roma, acusados de se rebelar contra César.
Quando Jesus foi levado diante de Pilatos, os sumos sacerdotes judeus e os fariseus insinuaram que Jesus se considerava Rei dos judeus. Essa acusação tinha uma dupla gravidade: para os judeus isso era uma blasfêmia e para os romanos uma afronta ao único rei que era o imperador em Roma.
Qual cruz foi usada na crucificação de Jesus Cristo?
Basicamente, o império romano usava quatro tipos de cruzes:
• Cruz Decussata: Seu formato é um X e no cristianismo ela é conhecida como Cruz de Santo André. Nesse modelo, o prisioneiro ficava com os pés no chão e era amarrado. Feito isso, soltavam-se animais para devorá-lo vivo.
• Cruz Grega – Iniça Quadrata: Seu formato é o de um + e nunca passava de 2 metros de altura para facilitar que os animais devorassem o preso.
• Cruz Comissata: Seu formato é o de um T. O condenado carregava o patibulum, parte horizontal, onde se inscrevia o titulus, placa com o nome do prisioneiro e a razão de sua morte. A parte vertical costumava já estar fincada no local da crucificação.
• Cruz Latina: Era a mais utilizada pelos romanos, com aproximadamente 3 metros de altura. É o formato mais tradicional conhecido e usado.
Não era necessário crucificar os condenados exclusivamente dessa forma. A crucificação poderia acontecer em árvores, muros e paredes.
Baseando-se no evangelho de Mateus, acredita-se que Jesus morreu crucificado na Comissata ou na Latina. Em ambas seria possível anexar o titulus.
Sabe-se que na cruz de Jesus estava escrito “Jesus Nazareno, o Rei dos Judeus” em hebraico, latim e grego.
Em relação à altura da cruz, o que também confirma a possibilidade de terem sido a Comissata ou Latina é o fato dos soldados terem necessitado de um caniço para dar de beber a Jesus e de terem usado uma lança para perfurá-lo.
Quando Jesus morreu?
Não há consenso, mas há uma concordância geral de que a morte de Jesus aconteceu em uma sexta-feira, durante o governo de Pôncio Pilatos, entre os anos 30 d.C e 33 d.C.
No Evangelho de Marcos (15,25), ele afirma que a crucificação ocorreu na hora terceira (9h da manhã) e que a morte de Jesus ocorreu na hora nona (15h).
Para Colin J. Humphreys, professor e diretor de pesquisa em Cambridge, em O mistério da última ceia, descreve:
“Mas sabe-se que morreu no reinado de Tibério César (que durou de 14 a 37 d. C.), executado por Pilatos (prefeito da Judéia de 26 a 37 d. C.) e quando Caifás era sumo sacerdote (entre 18 e 36 d. C.). Ou seja, Jesus morreu entre 26 e 36 d. C. Nesse intervalo de 10 anos, a maioria dos grandes especialistas bíblicos inclina-se sobretudo para duas datas: 30 d. C. e 33 d. C. Mas sem certezas. Além disso, falta descobrir o dia do mês, os quatro evangelhos afirmam apenas ter sido no dia antes do sabat, ou seja, numa sexta-feira.”
E como o jantar da Páscoa Judaica deveria acontecer no 15º dia do primeiro mês do ano religioso judeu, isso significa que Jesus pode ter morrido em março ou abril.
Finalmente, para responder à pergunta “como Jesus morreu”, o que se segue é um resumo do que está no livro do Dr. Pierre Barbet, cirurgião do Hospital Saint Joseph de Paris, em seu livro A Paixão de Cristo segundo o cirurgião.
Como Jesus morreu? Relato médico da morte de Jesus
Desde o século I, existem publicações de relatos médicos sobre a crucificação e morte de Jesus.
Atualmente, com o conhecimento que se tem da fisiopatologia de um paciente com traumas por grandes feridas, pode-se inferir quais foram as mudanças fisiológicas ocorridas no corpo de Jesus durante a crucificação.
Horto da Oliveiras (Getsêmani)
“E seu suor tornou-se como que coágulos de sangue caindo pelo chão” (Lucas 22,44).
Dentre os evangelistas, Lucas foi o único a relatar esse fenômeno do suor de sangue. Não por coincidência, ele era médico.
A hematidrose (hematihidrosis ou hemohidrosis) é um fenômeno raro mas bem documentado. Aparece, segundo o Dr. Le Bec “em condições completamente especiais: uma grande debilidade física, acompanhada de um abalo moral, seguido de profunda emoção, de grande medo”.
Lucas exprime por “agonia” o que em grego significa luta, ansiedade e angústia. Isso pode desencadear a dilatação dos vasos capilares que ficam sob a pele, que se rompem em contato com os fundos-de-saco de milhões de glândulas de suor.
Nesse contato, o sangue se mistura ao suor e se coagula na pele após a exsudação. É esta mistura de suor e de coágulos que se reúne e escorre por todo o corpo em quantidade suficiente para cair por terra.
Essa hemorragia microscópica se produz em toda a pele, que fica atingida e prejudicada em seu conjunto e, de algum modo, dolorida, e mais sensível para todos os golpes futuros.
Os primeiros golpes em Jesus
Uma vez preso e aguardando o julgamento de Caifás, Jesus recebeu bofetadas e socos. Foi colocado um véu sobre sua cabeça e cada um o golpeou ali. Com o corpo já completamente dolorido, os tapas reboaram e sua cabeça ressoava latejando.
Provavelmente, neste momento ele sentiu as primeiras vertigens, ou seja, perda de equilíbrio.
A flagelação
Jesus já foi apresentado diante de Pilatos com equimoses (hematomas) e escarros. Como foi entregue para ser flagelado, foi levado ao lugar chamado pretório, onde foi desnudado e amarrado com os braços esticados para cima e os punhos amarrados no alto de uma coluna.
A flagelação era uma preliminar legal em toda execução romana. A lei hebraica fixava que 39 golpes deveriam ser dados. Mas os carrascos não seguiram esse número e foram até o limite da síncope (desmaio). Eram dois algozes, um de cada lado.
O Dr. Barbet também estudou detalhadamente o Sudário de Turim. Pelas análises, as marcas dos flagelos podem ser vistas nas espáduas, costas, rins e também no peito.
As chicotadas vão até às coxas e barriga-das-pernas; e aí, a extremidade das correias, além das balas de chumbo, contorna o membro e marca seu sulco até a face anterior das pernas.
Aos primeiros golpes, as correias deixaram longos riscos azuis de equimose subcutânea em uma pele já sensibilizada e dolorida pelas milhões de pequenas hemorragias intradérmicas do suor de sangue.
Os soldados usavam açoite curto (flagram ou flagellum) com várias cordas ou correias de couro, com bolas de ferro ou pedacinhos de ossos nas pontas. As bolas de ferro causavam contusões e hematomas, mas com ossos, rasgavam a pele e o tecido subcutâneo.
Durante o açoite, as lacerações cortavam até mesmo os músculos, produzindo tiras sangrentas de carne rasgada. Essa era a criação das condições para perder líquidos como o próprio sangue e o plasma.
Diz o doutor:
“As balas de chumbo marcam mais. Em seguida a pele, infiltrada de sangue, mais sensível, é dilacerada por novos golpes. O sangue jorra, pedaços se destacam e ficam pendentes. Toda a face posterior não é outra cousa senão uma superfície vermelha sobre a qual se destacam grandes vergões jaspeados; cabeça Lhe gira com sensações de vertigem e náuseas, calafrios Lhe passam ao longo da espinha”.
A coroa de espinhos
Após a flagelação, os soldados colocaram sobre a cabeça de Jesus uma coroa de espinhos. Comum na região da Palestina, foi usado o espinho Zizyphus ou Azufaifo, chamado Spina Christi, espinhos agudos, longos e curvos.
Os soldados teceram a coroa de espinhos em uma espécie de fundo de cesta, que Lhe aplicam sobre o crânio. Não foi uma tiara, como se representa, mas tinha formato de capacete e abrangia todo o crânio.
Os juncos torcidos envolveram a cabeça entre a nuca e a testa. Os espinhos penetraram no couro cabeludo, parte esta do corpo extremamente sensível e que sangra muito. Logo o crânio ficou todo pegajoso de tantos coágulos.
Observando o sudário, o Dr. Barbet notou também uma horrível chaga contusa no nariz de Jesus, que ficou deformado por uma fratura da aresta cartilaginosa.
A Via Dolorosa (Via Crucis)
Primeiro, arrancam-Lhe a clâmide (manto) que já estava colada a todas as suas feridas. O sangue que já havia secado voltou a escorrer e um grande calafrio lhe perpassou.
Fizeram-no vestir de novo suas próprias roupas que logo se tingiram de vermelho. Jesus caminhou descalço pelas ruas de um solo escabroso semeado de pedregulhos. Com frequência caiu sobre os joelhos, que em pouco tempo não eram outra coisa senão uma só chaga.
Quantos quilos pesava a cruz que Jesus carregou?
Ele carregou a cruz do poste de flagelação até o lugar da crucificação. A cruz pesava mais de 300 libras (136 kg). Mas somente o patíbulo, parte horizontal, foi colocado sobre sua nuca, balançando sobre os dois ombros. Pesava entre 75 e 125 libras, aproximadamente 30 kg.
O caminho tinha aproximadamente meio quilômetro, por volta de 600 metros. Finalmente, ele chega ao topo, onde será crucificado.
Antes de iniciar a crucificação no calvário, foi oferecida a Jesus uma bebida narcótica (vinho com mirra e incenso), para diminuir a dor. Ele recusou.
A crucificação de Jesus
No decorrer do caminho, sua túnica estava mais uma vez colada em suas chagas, em todo o seu corpo.
Cada fio de lã estava colado à sua superfície despida, e quando eram retirados, cada um dava a sensação de arrancar uma das inumeráveis terminações nervosas deixadas a descoberto nas chagas.
“Choques dolorosos se adicionam e se multiplicam, aumentando cada um para o seguinte a sensibilidade do sistema nervoso. Ora, não se trata aqui de lesão local, mas de quase que toda a superfície do corpo, e sobretudo daquelas lamentáveis costas”.
“Colocaram-no ao pé do “stipes”, com as espáduas deitadas sobre o “patibulum”. Os carrascos tomam as medidas. Um golpe inicial para preparar os buracos dos cravos, o nervo mediano fora atingido”.
Jesus experimentou uma dor inenarrável, que se espalhou por seus dedos, subiu como uma língua de fogo até a espádua e prorrompeu no cérebro. Isso quase sempre acarreta a síncope.
Os pregos ou cravos, tinham um diâmetro na cabeça de 13 cm e comprimento de 18 cm, e eram cravados sobre os pulsos, pois se fosse nas mãos, elas se rasgariam completamente.
Provavelmente foram colocados entre o rádio e os metacarpianos; ou entre duas fileiras de ossos carpianos, perto ou através do forte flexor retinaculum e demais ligamentos intercarpais.
A possibilidade de uma ferida perióssea dolorosa foi grande, bem como a lesão de vasos arteriais tributários da artéria radial ou cubital. O cravo penetrado destruía o nervo sensorial motor, ou comprometia o nervo médio, radial ou o nervo cubital.
A afecção de qualquer destes nervos produziu tremendas descargas de dor em ambos os braços. O empalamento de vários ligamentos provocou fortes contrações nas mãos.
“As agudas pontas do grande chapéu de espinhos dilaceraram o crânio mais profundamente ainda. Sua pobre cabeça pende agora para a frente, porque a espessura de sua coroa impede de repousar sobre a madeira, e, cada vez, que a ergue renova as picadas”.
Sob uma pequena pirâmide truncada, os pés foram posicionados e pregados por um prego de ferro entre o primeiro e o segundo espaço intermetatasiano. Consequentemente, o nervo profundo do perônio e ramificações dos nervos médios foram feridos.
Não há consenso se apenas um prego foi utilizado para ambos os pés ou se foram dois.
Nas palavras de São Meliton de Sardes, vê-se que:
“Os padecimentos físicos já tão violentos ao fincar os pregos, em órgãos extremamente sensíveis e delicados, faziam-se ainda mais intensos pelo peso do corpo suspenso pelos pregos, pela forçada imobilidade do paciente, pela intensa febre que sobrevinha, pela ardente sede produzida por esta febre, pelas convulsões e espasmos, e também pelas moscas que o sangue e as chagas atraíam”.
Nesta longa sequência que explica como Jesus morreu, vale lembrar que ele não tinha comido nada desde a véspera da tarde. Aproximava-se ao meio-dia e ele já tinha perdido muita massa sanguínea. Jesus tinha sede.
A causa da morte de Jesus – Interpretação da fisiopatologia
Jesus sofreu múltiplos traumas e contusões. Com tantos ferimentos e dores, a crucificação aumentava sua dor nos braços e nas pernas, interferindo na respiração normal, principalmente na exalação.
Os braços ficaram estendidos, mas o peso do corpo os puxava para baixo. Por essa razão, os músculos intercostais ficavam em um estado de inalação, afetando a inalação passiva, diafragmática e muito leve.
Respirar assim era insuficiente e aumentava a retenção de CO2 (hipercapnia). Para respirar e inalar o suficiente, Jesus precisava se apoiar nos pés, flexionar os braços e depois soltar o corpo para conseguir exalar.
A flexão dos cotovelos causava a rotação dos pulsos em torno dos pregos de ferro e esse movimento retomava em seu corpo dores semelhantes a de ser novamente pregado, porque o movimento fazia roçar os nervos e músculos lacerados nos pregos.
Durante horas de fadiga, teve cãibras musculares e contraturas tetânicas. Isso fazia com que os músculos dos braços ficassem mais rígidos espontaneamente por uma contração que se acentuava cada vez mais.
“Os deltóides, os bíceps estão entesados e salientes, os dedos se crispam. Câimbras! É o que chamamos de tetania, quando as câimbras se generalizam, e eis que apareceu. Os músculos do ventre se enrijecem como em ondas congeladas, depois os intercostais, em seguida os músculos do pescoço e os músculos respiratórios”.
“A respiração tornou-se a pouco e pouco mais curta, superficial. As costelas já elevadas pela tração dos braços, ainda se sobrelevar; o epigastro se cava e também o mesmo acontece com as covas das clavículas. O ar penetra sibilando, mas quase não sai mais. Respira só no alto, inspira um pouco e não mais consegue expirar”.
Jesus morreu por asfixia?
Com a respiração cada vez mais fatigante e agonizante, eventualmente aconteceria a morte por asfixia.
“O rosto pálido pouco a pouco fica corado, vermelho, passa ao violeta púrpura e em seguida ao azul. É a asfixia. Os pulmões, fartos de ar, não conseguem se esvaziar”.
“Os tornozelos e os joelhos, a pouco e pouco, se estendem e o corpo, a arrancões, se ergue, aliviando assim a tração dos braços (tração que era de mais de 90 quilos para cada mão). Então, eis que o fenômeno diminui por si mesmo, a tetania regride, os músculos se distendem, pelo menos os do peito. A respiração torna-se mais ampla e mais profunda, os pulmões se desenfartam e, dentro de pouco, o rosto retoma sua palidez anterior”.
Todo esse esforço foi feito porque Ele queria falar.
Os evangelistas registraram sete frases ditas por Jesus enquanto estava na cruz:
• Pai, perdoa-lhes; pois não sabem o que fazem. (Lucas 23:34) – imediatamente ao ser crucificado.
• Em verdade te digo que hoje, estarás comigo no Paraíso (Lucas 23:43) – respondendo ao “bom ladrão”.
• Mulher, eis aí teu filho! Filho, eis aí tua mãe! (João 19:24-27) – ao entregar Maria, sua mãe, aos cuidados de João.
• Eli, Eli, lamá sabactâni? que quer dizer, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Mateus 27:46); também em Eloí, Eloí, lamá sabactâni? que quer dizer, Deus meu, Deus meu, por que me desamparaste? (Marcos 15:34) – imediatamente antes de morrer.
• Tenho sede. (João 19:28) – “para se cumprir a Escritura”.
• Está consumado. (João 19:30) – após beber o vinagre e imediatamente antes de morrer.
• Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito. (Lucas 23:46) – imediatamente antes de morrer.
Era de costume deixar que os corpos ficassem longas horas pendentes na cruz, até mesmo à putrefação até que feras ou aves de rapina devorassem as carcaças.
Para acelerar o fim dos condenados, costumava-se também quebrar suas pernas a golpes, para que não conseguissem se impulsionar para respirar. Essa operação era o crurifragium.
Com Jesus isso não aconteceu, porque já tinha morrido. Entretanto, um dos soldados romanos quis dar em Jesus o chamado golpe de misericórdia e traspassou-lhe o peito com uma lança.
O relato bíblico aponta que nesta hora saiu do lado de Jesus sangue e água. Os médicos concluíram que o pericárdio (saco membranoso que envolve o coração) deve ter sido alcançado com a lança. Outra alternativa é que tenha sido perfurado o ventrículo direito ou até um hemopericárdio postraumático.
A profusão de sangue pode ter vindo do fluido de pleura e do pericárdio.
Muito obrigado Senhor Jesus por sofrer e morrer pelos meus pecados e assim abrir as portas do paraíso a nós!

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QUINTA-FEIRA, DIA 02 DE ABRIL DE 2026

Missa da Ceia do Senhor

PRIMEIRA LEITURA
Ritual da ceia pascal.
Leitura do Livro do Êxodo 12,1-8.11-14

Naqueles dias,
1
O Senhor disse a Moisés e a Aarão no Egito:
2
“Este mês será para vós o começo dos meses;
será o primeiro mês do ano.
3
Falai a toda a comunidade dos filhos de Israel,
dizendo:’No décimo dia deste mês,cada um tome um cordeiro por família,um cordeiro para cada casa.
4
Se a família não for bastante numerosa
para comer um cordeiro,convidará também o vizinho mais próximo,de acordo com o número de pessoas.Deveis calcular o número de comensais,conforme o tamanho do cordeiro.
5
O cordeiro será sem defeito,
macho, de um ano.Podereis escolher tanto um cordeiro, como um cabrito:
6
e devereis guardá-lo preso
até ao dia catorze deste mês.Então toda a comunidade de Israel reunidao imolará ao cair da tarde.
7
Tomareis um pouco do seu sangue
e untareis os marcos e a travessa da porta,nas casas em que o comerdes.
8
Comereis a carne nessa mesma noite, assada ao fogo,
com pães ázimos e ervas amargas.
11
Assim devereis comê-lo: com os rins cingidos,
sandálias nos pés e cajado na mão.E comereis às pressas, pois é a Páscoa,isto é, a ‘Passagem’ do Senhor!
12
E naquela noite passarei pela terra do Egito
e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos,desde os homens até os animais;e infligirei castigos contra todos os deuses do Egito,eu, o Senhor.
13
O sangue servirá de sinal nas casas onde estiverdes.
Ao ver o sangue, passarei adiante,e não vos atingirá a praga exterminadora,quando eu ferir a terra do Egito.
14
Este dia será para vós uma festa memorável
em honra do Senhor,que haveis de celebrar por todas as gerações, como instituição perpétua”.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo responsorial
Sl 115(116B),12-13.15-16bc.17-18
(R. cf. 1Cor 10,16)
R. O cálice por nós abençoado
     é a nossa comunhão com o sangue do Senhor.

12
Que poderei retribuir ao Senhor Deus *
por tudo aquilo que ele fez em meu favor? 
13
Elevo o cálice da minha salvação, *
invocando o nome santo do Senhor.

R. O cálice por nós abençoado
     é a nossa comunhão com o sangue do Senhor.

15
É sentida por demais pelo Senhor *
a morte de seus santos, seus amigos.
16bc
Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, *
mas me quebrastes os grilhões da escravidão!

R. O cálice por nós abençoado
     é a nossa comunhão com o sangue do Senhor.

17
Por isso oferto um sacrifício de louvor, *
invocando o nome santo do Senhor.
18
Vou cumprir minhas promessas ao Senhor *
na presença de seu povo reunido.

R. O cálice por nós abençoado
     é a nossa comunhão com o sangue do Senhor.

SEGUNDA LEITURA
Todas as vezes que comerdes deste pão
e beberdes deste cálice, proclamais a morte do Senhor.
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 11,23-26

Irmãos:
23
O que eu recebi do Senhor,
foi isso que eu vos transmiti: Na noite em que foi entregue, o Senhor Jesus tomou o pão
24
e, depois de dar graças, partiu-o e disse:
“Isto é o meu corpo que é dado por vós. Fazei isto em minha memória”.
25
Do mesmo modo, depois da ceia,
tomou também o cálice e disse:”Este cálice é a nova aliança, em meu sangue. Todas as vezes que dele beberdes,fazei isto em minha memória”.
26
Todas as vezes, de fato, que comerdes deste pão
e beberdes deste cálice,estareis proclamando a morte do Senhor,até que ele venha.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Aclamação ao Evangelho
Jo 13,34
R. Glória a vós, ó Cristo, Verbo de Deus.
V. Eu vos dou este novo Mandamento,
    nova ordem agora vos dou,     que, também, vos ameis uns aos outros,     como eu vos amei, diz o Senhor.
EVANGELHO
Amou-os até o fim.
– O Senhor esteja convosco;
– Ele está no meio de nós;
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 13,1-15
– Graças a Deus.
1
Era antes da festa da Páscoa.
Jesus sabia que tinha chegado a sua horade passar deste mundo para o Pai;tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até o fim.
2
Estavam tomando a ceia.
O diabo já tinha postono coração de Judas, filho de Simão Iscariotes, o propósito de entregar Jesus.
3
Jesus, sabendo que o Pai tinha colocado tudo em suas mãos
e que de Deus tinha saído e para Deus voltava,
4
levantou-se da mesa, tirou o manto,
pegou uma toalha e amarrou-a na cintura.
5
Derramou água numa bacia
e começou a lavar os pés dos discípulos, enxugando-os com a toalha com que estava cingido.
6
Chegou a vez de Simão Pedro.
Pedro disse:”Senhor, tu me lavas os pés?”
7
Respondeu Jesus:
“Agora, não entendes o que estou fazendo; mais tarde compreenderás”.
8
Disse-lhe Pedro:
“Tu nunca me lavarás os pés!”Mas Jesus respondeu:”Se eu não te lavar, não terás parte comigo”.
9
Simão Pedro disse:
“Senhor, então lava não somente os meus pés, mas também as mãos e a cabeça”.
10
Jesus respondeu:
“Quem já se banhounão precisa lavar senão os pés, porque já está todo limpo.Também vós estais limpos, mas não todos”.
11
Jesus sabia quem o ia entregar;
por isso disse:”Nem todos estais limpos”.
12
Depois de ter lavado os pés dos discípulos,
Jesus vestiu o manto e sentou-se de novo. E disse aos discípulos:”Compreendeis o que acabo de fazer?
13
Vós me chamais Mestre e Senhor,
e dizeis bem, pois eu o sou.
14
Portanto, se eu, o Senhor e Mestre,
vos lavei os pés,também vós deveis lavar os pés uns dos outros.
15
Dei-vos o exemplo,
para que façais a mesma coisa que eu fiz”.
– Palavra da Salvação.
– Glória a Vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Francisco de Paula, conhecido como “O Eremita da Caridade”

Origens
São Francisco de Paula realiza muitos milagres e é muito venerado na Calábria. Nasceu em Paola (Cosenza) em 1416 em uma família pobre. O casal de idosos quer um filho e reza para que São Francisco de Assis faça o milagre. É assim que acontece.
A promessa 
Após quinze anos de casamento, nasce um lindo menino que leva o nome do Pobre Homem de Assis, Francisco. Imediatamente depois, um dos olhos do menino fica doente. Os pais prometem manter a criança no convento por um ano e rezar a São Francisco. O apelo é ouvido: a criança se cura e a promessa é cumprida.
Convento
Quando entrou no convento, Francesco era um menino, mas já queria viver como um frade humilde: dormia no chão, comia pouco, rezava sempre. Ele então sente que quer se dedicar totalmente a Deus e se retira para uma caverna à beira-mar, perto de Paola, onde, durante cinco anos, vive na solidão comendo apenas grama.
Milagres
Ele realiza muitos milagres e se torna muito famoso. No convento acende a panela com as leguminosas com o sinal da cruz. Ele cura leprosos, cegos e paralíticos. Multiplique o pão e o vinho. Cidade livre de epidemias. O milagre mais conhecido é o de atravessar o Estreito de Messina com o manto, já que o santo não tem dinheiro para pagar ao barqueiro que o deverá transportar. O próprio barqueiro, presenciando o milagre, lamenta ter negado sua ajuda e pede perdão ao frade.
Ordem dos Eremitas
Muitos discípulos convergem em torno de Francisco. Assim nasceu a Ordem dos Eremitas (ou Mínimos) de São Francisco de Assis. O santo foi peregrino a Assis, Montecassino, Loreto e Roma. Em Roma, Francisco continua perturbado pela vida suntuosa levada por um cardeal, tanto que o repreende, lembrando-lhe a simplicidade evangélica.
Visita ao Rei da França
Os poderosos da época queriam conhecê-lo, ser aconselhados por ele, curados, como o muito doente rei da França Luís XI. O frade vai para França. Não cura o rei, mas lhe dá muita serenidade. A corte o ama e estima, tanto que ele permanece na França por vinte e cinco anos, tempo que Francisco aproveita para criar muitos outros conventos.
Protetor e Padroeiro
O humilde franciscano permanece pobre e simples durante toda a sua vida, defende os pobres e ataca os poderosos que levam uma vida confortável e mundana e molestam injustamente o povo. Francesco di Paola morreu em 1507, aos 91 anos, em Tours (França). Protetor dos eremitas, marinheiros, viajantes e peixeiros, é invocado por casais estéreis para ter um filho. Ele é o padroeiro da Calábria.
Minha oração
“Deus, nosso Pai, São Francisco de Paula viveu a simplicidade e a pobreza evangélica. Também hoje nos chamais a dar testemunho da vossa bondade e da vossa misericórdia no meio dos homens. Libertai os nossos corações da insensatez e da lentidão para crer no que vosso Filho Jesus revelou: o mistério da sua Paixão, Morte e Ressurreição. Permanecei conosco, Senhor, conduzi-nos à fraternidade à reconciliação. Possamos exclamar jubilosos como os primeiros discípulos: É verdade! O Senhor ressuscitou e apareceu a Simão. E nós o reconhecemos na fração do pão! Amém.”
São Francisco de Paula, rogai por nós!

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QUARTA-FEIRA, DIA 01 DE ABRIL DE 2026

SEMANA SANTA
Cor Litúrgica roxa

Primeira leitura
Is 50,4-9a
Não desviei o rosto de bofetões e cusparadas
(Terceiro canto do Servo do Senhor).
Leitura do Livro do Profeta Isaías 50,4-9a
4
O Senhor Deus deu-me língua adestrada,
para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo.
5
O Senhor abriu-me os ouvidos;
não lhe resisti nem voltei atrás.
6
Ofereci as costas para me baterem
e as faces para me arrancarem a barba: não desviei o rosto de bofetões e cusparadas.
7
Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador,
por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.
8
A meu lado está quem me justifica;
alguém me fará objeções? Vejamos. Quem é meu adversário? Aproxime-se.
9a
Sim, o Senhor Deus é meu Auxiliador;
quem é que me vai condenar?
Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo responsorial
Sl 68(69),8-10.21bcd-22.31.33-34 (R. 14cb)
R. Respondei-me pelo vosso imenso amor,
     neste tempo favorável, Senhor Deus.
8
Por vossa causa é que sofri tantos insultos, *
e o meu rosto se cobriu de confusão;
9
eu me tornei como um estranho a meus irmãos, *
como estrangeiro para os filhos de minha mãe.
10
Pois meu zelo e meu amor por vossa casa *
me devoram como fogo abrasador; e os insultos de infiéis que vos ultrajam * recaíram todos eles sobre mim!

R. Respondei-me pelo vosso imenso amor,
     neste tempo favorável, Senhor Deus.

21b
O insulto me partiu o coração; †
c
Eu esperei que alguém de mim tivesse pena; *
d
procurei quem me aliviasse e não achei!
22
Deram-me fel como se fosse um alimento, *
em minha sede ofereceram-me vinagre!

R. Respondei-me pelo vosso imenso amor,
     neste tempo favorável, Senhor Deus.

31
Cantando eu louvarei o vosso nome *
e agradecido exultarei de alegria!
33
Humildes, vede isto e alegrai-vos: †
o vosso coração reviverá, * se procurardes o Senhor continuamente!
34
Pois nosso Deus atende à prece dos seus pobres, *
e não despreza o clamor de seus cativos.

R. Respondei-me pelo vosso imenso amor,
     neste tempo favorável, Senhor Deus.

Aclamação ao Evangelho
R. Salve, Cristo, Luz da vida,
    companheiro na partilha!V. Salve, nosso rei, somente vós
    tendes compaixão dos nossos erros.
EVANGELHO
O Filho do Homem vai morrer,
conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que o trair.
– O Senhor esteja convosco;
– Ele está no meio de nós;
Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus 26,14-25
– Glória a Vos, Senhor.
Naquele tempo,
14
um dos doze discípulos, chamado Judas Iscariotes,
foi ter com os sumos sacerdotes
15
e disse: 
“O que me dareis se vos entregar Jesus?”
Combinaram, então, trinta moedas de prata.
16
E daí em diante, Judas procurava uma oportunidade
para entregar Jesus.
17
No primeiro dia da festa dos Ázimos,
os discípulos aproximaram-se de Jesus e perguntaram: 
“Onde queres que façamos os preparativos
para comer a Páscoa?”
18
Jesus respondeu: 
“Ide à cidade,
procurai certo homem e dizei-lhe: ‘O Mestre manda dizer: 
o meu tempo está próximo,
vou celebrar a Páscoa em tua casa, junto com meus discípulos'”.
19
Os discípulos fizeram como Jesus mandou
e prepararam a Páscoa.
20
Ao cair da tarde, Jesus pôs-se à mesa
com os doze discípulos.
21
Enquanto comiam, Jesus disse:
“Em verdade eu vos digo, um de vós vai me trair”.
22
Eles ficaram muito tristes
e, um por um, começaram a lhe perguntar:”Senhor, será que sou eu?”
23
Jesus respondeu:
“Quem vai me trair é aquele que comigo põe a mão no prato.
24
O Filho do Homem vai morrer,
conforme diz a Escritura a respeito dele. Contudo, ai daquele que trair o Filho do Homem! Seria melhor que nunca tivesse nascido!”
25
Então Judas, o traidor, perguntou:
“Mestre, serei eu?” Jesus lhe respondeu: 
“Tu o dizes”.
Palavra da Salvação.
– Glória a Vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santo Hugo de Grenoble (Memória Facultativa)

Local: Grenoble, França
Data: 01 de Abril † 1132

Existem uns dezesseis santos com o nome de Hugo. Os dois mais importantes tiveram muitas coisas em comum. Além do nome são quase do mesmo tempo e lugar. Um é Hugo, abade de Cluny (1024-1109), e o outro, bispo de Grenoble (1053-1132). Ambos abraçaram a vida religiosa na flor da idade e tiveram encargos de grande responsabilidade.

Hugo de Cluny, com 20 anos apenas, foi ordenado sacerdote e com 25 sucedeu ao abade Odilon e permaneceu no cargo por 60 anos. Hugo de Grenoble estudou em Valência e em Reims onde foi aluno de são Bruno. Com 27 anos apenas foi nomeado bispo de Grenoble por Gregório VII e ficou no cargo por 52 anos. Ambos foram excelentes colaboradores dos papas Gregório VII, Urbano II, Pascoal II e Inocêncio II. Ajudaram na reforma da Igreja, na luta contra a simonia e a corrupção do clero. Ambos foram os primeiros a dar exemplo de reforma pessoal e interior. Os dois foram propugnadores da vida monástica.

Cluny se tornou exemplo de vida monástica para toda a Europa. O rigoroso são Pedro Damião dá um belo testemunho de Cluny que visitou em 1063: “Que diremos da severidade, da ascese, da disciplina da Regra, do respeito pelo mosteiro e pelo silêncio? Durante o tempo do estudo, do trabalho ou da leitura da Bíblia, ninguém ousa andar à toa pelos corredores ou falar, senão em caso de verdadeira necessidade. O serviço de Deus enche de tal modo o dia que, além dos trabalhos necessários para os irmãos, fica só meia hora para conversa e colóquios necessários. Falam só raramente. Durante o silêncio noturno e, em certos lugares (cozinha, sacristia, dormitório, refeitório e claustro) também de dia, só se fala por meio de sinais, que são escolhidos com tanta severidade que não há lugar à leviandade”.

Hugo de Grenoble foi um dos artífices na fundação dos cartuxos (Grande Cartuxa). Foi ele que acolheu são Bruno e deu-lhe a montanha da Cartuxa. Aí ele repetiu o milagre de Moisés: fez jorrar água da rocha.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santo Hugo de Grenoble, rogai por nós!

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TERÇA-FEIRA, DIA 31 DE MARÇO DE 2026

SEMANA SANTA
Cor Litúrgica roxa

Primeira leitura
Is 49, 1-6
Leitura do Livro do Profeta Isaías
1Nações marinhas, ouvi-me, povos distantes, prestai atenção: o Senhor chamou-me antes de eu nascer, desde o ventre de minha mãe ele tinha na mente o meu nome; 2fez de minha palavra uma espada afiada, protegeu-me à sombra de sua mão e fez de mim uma flecha aguçada, escondida em sua aljava, 3e disse-me: “Tu és o meu Servo, Israel, em quem serei glorificado”.
4E eu disse: “Trabalhei em vão, gastei minhas forças sem fruto, inutilmente; entretanto o Senhor me fará justiça e o meu Deus me dará recompensa”. 5E agora diz-me o Senhor – ele que me preparou desde o nascimento para ser seu Servo – que eu recupere Jacó para ele e faça Israel unir-se a ele; aos olhos do Senhor esta é a minha glória. 6Disse ele: “Não basta seres meu Servo para restaurar as tribos de Jacó e reconduzir os remanescentes de Israel: eu te farei luz das nações, para que minha salvação chegue até aos confins da terra”.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial – Sl 70(71), 1-2. 3-4a. 5-6ab. 15. 17 (R. 15)
R. Minha boca anunciará vossa justiça.
– Eu procuro meu refúgio em vós, Senhor: que eu não seja envergonhado para sempre! Porque sois justo, defendei-me e libertai-me! Escutai a minha voz, vinde salvar-me!
– Minha boca anunciará vossa justiça. 
– Sede uma rocha protetora para mim, um abrigo bem seguro que me salve! Porque sois a minha força e meu amparo, o meu refúgio, proteção e segurança! Libertai-me, ó meu Deus, das mãos do ímpio.
– Minha boca anunciará vossa justiça.
– Porque sois, ó Senhor Deus, minha esperança, em vós confio desde a minha juventude! Sois meu apoio desde antes que eu nascesse, desde o seio maternal, o meu amparo.
– Minha boca anunciará vossa justiça.
– Minha boca anunciará todos os dias vossa justiça e vossas graças incontáveis. Vós me ensinastes desde a minha juventude, e até hoje canto as vossas maravilhas.
– Minha boca anunciará vossa justiça.

Evangelho – Jo 13, 21-33. 36-38
– Salve, ó Rei, obediente ao Pai, vós fostes levado para ser crucificado, como um manso cordeiro é conduzido à matança.
– Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João
– Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, estando à mesa com seus discípulos, 21Jesus ficou profundamente comovido e testemunhou: “Em verdade, em verdade vos digo, um de vós me entregará”. 22Desconcertados, os discípulos olhavam uns para os outros, pois não sabiam de quem Jesus estava falando.
23Um deles, a quem Jesus amava, estava recostado ao lado de Jesus. 24Simão Pedro fez-lhe um sinal para que ele procurasse saber de quem Jesus estava falando. 25Então, o discípulo, reclinando-se sobre o peito de Jesus, perguntou-lhe: “Senhor, quem é?”
26Jesus respondeu: “É aquele a quem eu der o pedaço de pão passado no molho”. Então Jesus molhou um pedaço de pão e deu-o a Judas, filho de Simão Iscariotes. 27Depois do pedaço de pão, Satanás entrou em Judas. Então Jesus lhe disse: “O que tens a fazer, executa-o depressa”.
28Nenhum dos presentes compreendeu por que Jesus lhe disse isso. 29Como Judas guardava a bolsa, alguns pensavam que Jesus lhe queria dizer: “Compra o que precisamos para a festa”, ou que desse alguma coisa aos pobres. 30Depois de receber o pedaço de pão, Judas saiu imediatamente. Era noite.
31Depois que Judas saiu, disse Jesus: “Agora foi glorificado o Filho do Homem, e Deus foi glorificado nele. 32Se Deus foi glorificado nele, também Deus o glorificará em si mesmo, e o glorificará logo. 33Filhinhos, por pouco tempo estou ainda convosco. Vós me procurareis, e agora vos digo, como eu disse também aos judeus: ‘Para onde eu vou, vós não podeis ir’”.
36Simão Pedro perguntou: “Senhor, para onde vais?” Jesus respondeu-lhe: “Para onde eu vou, tu não me podes seguir agora, mas me seguirás mais tarde”. 37Pedro disse: “Senhor, por que não posso seguir-te agora? Eu darei a minha vida por ti!” 38Respondeu Jesus: “Darás a tua vida por mim? Em verdade, em verdade te digo: o galo não cantará antes que me tenhas negado três vezes”.
– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Benjamim, diácono e mártir

O mártir expirou na agonia terrível por volta do ano 424
Os cristãos na Pérsia tinha gozado doze anos de paz durante o reinado de Isdegerd, filho de Sapor III, quando em 420, foi perturbado pelo zelo indiscreto de Abdas, um bispo cristão que queimou o Templo de Fogo, o grande santuário dos persas. O Rei Isdegerd ameaçou destruir todas as igrejas dos cristãos, a menos que o bispo reconstruísse o templo.
Como Abdas se recusou a cumprir a ordem, a ameaça foi executada, as igrejas foram demolidas, Abdas próprio foi condenado à morte, e uma perseguição geral começou que durou quarenta anos.
Isdegerd morreu em 421, mas seu filho e sucessor, Varanes, realizou a perseguição com grande fúria. Os cristãos foram submetidos a torturas cruéis. Entre aqueles que sofreram foi São Benjamin, um diácono, que tinha sido preso um ano por sua fé.
No final deste período, um embaixador do Imperador de Constantinopla obteve sua liberação na condição de que ele jamais falasse a qualquer um dos cortesãos sobre a religião cristã.
São Benjamin, no entanto, declarou que era seu dever pregar o Cristo e que ele não poderia ficar em silêncio.  
Apesar de ter sido libertado no acordo feito com o embaixador e as autoridades persas, ele não iria concordar com isso, e não negligenciou nenhuma oportunidade de pregação. Ele foi novamente preso e levado diante do rei. O tirano ordenou que palhetas fossem cravadas entre as unhas e a sua carne e em todas as ternas partes de seu corpo e, em seguida retiradas.
Depois que esta tortura foi repetida várias vezes, uma estaca foi amarrada e inserida em suas entranhas rasgá-lo. O mártir expirou na agonia terrível por volta do ano 424.
São Benjamim, rogai por nós!

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SEGUNDA-FEIRA, DIA 30 DE MARÇO DE 2026

SEMANA SANTA
Cor Litúrgica roxa

Primeira leitura
Is 42, 1-7
Leitura do Livro do Profeta Isaías
1“Eis o meu servo — eu o recebo; eis o meu eleito — nele se compraz minh’alma; pus meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações. 2Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas.
3Não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega; mas promoverá o julgamento para obter a verdade. 4Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na terra; os países distantes esperam seus ensinamentos”.
5Isto diz o Senhor Deus, que criou o céu e o estendeu, firmou a terra e tudo que dela germina, que dá a respiração aos seus habitantes e o sopro da vida ao que nela se move: 6“Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, 7para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão, livrar do cárcere os que vivem nas trevas.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial – Sl 26(27), 1. 2. 3. 13-14 (R. 1a)
R. O Senhor é minha luz e salvação.
– O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a proteção da minha vida; perante quem eu tremerei?
– R. O Senhor é minha luz e salvação.
– Quando avançam os malvados contra mim, querendo devorar-me, são eles, inimigos e opressores, que tropeçam e sucumbem.
– R. O Senhor é minha luz e salvação.
– Se contra mim um exército se armar, não temerá meu coração; se contra mim uma batalha estourar, mesmo assim confiarei.
– R. O Senhor é minha luz e salvação.
– Sei que a bondade do Senhor eu hei de ver na terra dos viventes. Espera no Senhor e tem coragem, espera no Senhor!
– R. O Senhor é minha luz e salvação.

Aclamação ao Evangelho
R. Honra, glória, poder e louvor a Jesus, nosso Deus e Senhor!
V. Salve, nosso rei, somente vós tendes compaixão dos nossos erros.
EVANGELHO
Deixa-a; ela fez isto
em vista do dia de minha sepultura.
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Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo João 12,1-11
1
Seis dias antes da Páscoa,
Jesus foi para Betânia, onde morava Lázaro, que ele havia ressuscitado dos mortos.
2
Ali ofereceram a Jesus um jantar;
Marta servia e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele.
3
Maria, tomando quase meio litro de perfume
de nardo puro e muito caro, ungiu os pés de Jesus e enxugou-os com seus cabelos. A casa inteira ficou cheia do perfume do bálsamo.
4
Então, falou Judas Iscariotes,
um dos seus discípulos, aquele que o havia de entregar:
5
“Por que não se vendeu este perfume
por trezentas moedas de prata, para as dar aos pobres?”
6
Judas falou assim 
não porque se preocupasse com os pobres,
mas porque era ladrão; ele tomava conta da bolsa comum e roubava o que se depositava nela.
7
Jesus, porém, disse:
“Deixa-a; ela fez isto em vista do dia de minha sepultura.
8
Pobres, sempre os tereis convosco,
enquanto a mim, nem sempre me tereis”.
9
Muitos judeus, 
tendo sabido que Jesus estava em Betânia,
foram para lá, não só por causa de Jesus, mas também para verem Lázaro, que Jesus havia ressuscitado dos mortos.
10
Então, os sumos sacerdotes
decidiram matar também Lázaro,
11
porque, por causa dele,
muitos deixavam os judeus e acreditavam em Jesus.
Palavra da Salvação.
– Glória a Vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São João Clímaco

João Clímaco morreu no dia 30 de março de 649, amado e venerado por todos os cristãos do mundo oriental e ocidental
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O Monte Sinai está historicamente ligado ao cristianismo. Foi o lugar indicado por Deus para entregar a Moisés as tábuas gravadas com os Dez Mandamentos. É uma serra rochosa e árida que, não só pela sua geografia, mas também pelo significado histórico, foi escolhida pelos cristãos que procuravam a solidão da vida eremítica.
Assim, já no século IV, depois das perseguições romanas, vários mosteiros rudimentares foram ali construídos por numerosos monges que se entregavam à vida de oração e contemplação. Esses mosteiros tornaram-se famosos pela hospitalidade para com os peregrinos e pelas bibliotecas que continham manuscritos preciosos. Foi neste ambiente que viveu e atuou o maior dos monges do Monte Sinai, João Clímaco.
João nasceu na Síria, por volta do ano 579. De grande inteligência, formação literária e religiosa, ainda muito jovem, aos dezesseis anos, optou pelo deserto e viajou para o Monte Sinai, tornando-se discípulo num dos mais renomados mosteiros, do venerável ancião Raiuthi. Isso aconteceu depois de renunciar a fortuna da família e a uma posição social promissora. Preferiu um cotidiano feito de oração, jejum continuado, trabalho duro e estudos profundos. Só descia ao vale para recolher frutas e raízes para sua parca refeição e só se reunia aos demais monges nos fins de semana, para um culto coletivo.
Sua fama se espalhou e muitos peregrinos iam procura-lo para aprender com seus ensinamentos e conselhos. Inicialmente eram apenas os que desejavam seguir a vida monástica, depois eram os fiéis que queriam uma benção do monge, já tido em vida como santo. Aos sessenta anos João foi eleito por unanimidade abade geral de todos os eremitas da serra do Monte Sinai.
Nesse período ele escreveu muito e o que dele se conserva até hoje é um livro importantíssimo que teve ampla divulgação na Idade Média, “Escada do Paraíso”. Livro que lhe trouxe também o sobrenome Clímaco que, em grego, significa “aquele da escada”. No seu livro ele estabeleceu trinta degraus necessários à subir para alcançar a perfeição da alma.
Trata-se de um verdadeiro manual, a síntese da doutrina monástica e ascética, para os noviços e monges, onde descreveu, degrau por degrau, todas as dificuldades a serem vividas, a superação da razão e dos sentidos, e que as alegrias do Paraíso perfeito serão colhidas no final dessa escalada, após o transito para a eternidade de Nosso Senhor Jesus Cristo.
João Clímaco morreu no dia 30 de março de 649, amado e venerado por todos os cristãos do mundo oriental e ocidental, sendo celebrado por todos eles no mesmo dia do seu falecimento.
Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo
São João Clímaco, rogai por nós!

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DOMINGO, DIA 29 DE MARÇO DE 2026

DOMINGO DE RAMOS
PAIXÃO DO SENHOR
Cor Litúrgica vermelha

Antífona de entrada
Procissão ou Entrada solene:
Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Rei de Israel, hosana nas alturas! (Cf. Mt 21, 9)

Ou:
Entrada simples:
Seis dias antes da festa da Páscoa, quando o Senhor veio à cidade de Jerusalém, correram ao seu encontro os pequeninos. Traziam nas mãos ramos de palmeira e clamavam em alta voz: * Hosana nas alturas! Bendito és tu que vens em tua imensa misericórdia.Ó portas, levantai vossos frontões! † Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, * a fim de que o Rei da glória possa entrar!” Dizei-nos: Quem é este Rei da glória? † O Rei da glória é o Senhor onipotente, * o Rei da glória é o Senhor Deus do universo! * Hosana nas alturas! Bendito és tu que vens em tua imensa misericórdia. (Cf. Jo 12, 1. 12-13; Sl 23, 9-10)

Coleta
Deus eterno e todo-poderoso, para dar aos gênero humano um exemplo de humildade, quisestes que o nosso Salvador assumisse a condição humana e morresse na cruz. Concedei-nos aprender os ensinamentos de sua paixão e participar de sua ressurreição. Ele, que é Deus, e convosco vive e reina, na unidade do Espírito Santo, por todos os séculos dos séculos.

Evangelho antes da Procissão de Ramos – Mt 21, 1-11
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠segundo Mateus
– Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1Jesus e seus discípulos aproximaram-se de Jerusalém e chegaram a Betfagé, no monte das Oliveiras. Então Jesus enviou dois discípulos, 2dizendo-lhes: “Ide até o povoado que está ali na frente, e logo encontrareis uma jumenta amarrada, e com ela um jumentinho. Desamarrai-a e trazei-os a mim! 3Se alguém vos disser alguma coisa, direis: ‘O Senhor precisa deles’, mas logo os devolverá’”.4Isso aconteceu para se cumprir o que foi dito pelo profeta: 5“Dizei à filha de Sião: Eis que o teu rei vem a ti, manso e montado num jumento, num jumentinho, num potro de jumenta”.
6Então os discípulos foram e fizeram como Jesus lhes havia mandado. 7Trouxeram a jumenta e o jumentinho e puseram sobre eles suas vestes, e Jesus montou. 8A numerosa multidão estendeu suas vestes pelo caminho, enquanto outros cortavam ramos das árvores, e os espalhavam pelo caminho. 9As multidões que iam na frente de Jesus e os que o seguiam, gritavam: “Hosana ao Filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana no mais alto dos céus!”
10Quando Jesus entrou em Jerusalém a cidade inteira se agitou, e diziam: “Quem é este homem?” 11E as multidões respondiam: “Este é o profeta Jesus, de Nazaré da Galileia”.
– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

Primeira Leitura — Is 50, 4-7
Leitura do Livro do Profeta Isaías
O Senhor Deus deu-me língua adestrada, para que eu saiba dizer palavras de conforto à pessoa abatida; ele me desperta cada manhã e me excita o ouvido, para prestar atenção como um discípulo. 5O Senhor abriu-me os ouvidos; não lhe resisti nem voltei atrás. 6Ofereci as costas para me baterem e as faces para me arrancarem a barba; não desviei o rosto de bofetões e cusparadas. 7Mas o Senhor Deus é meu Auxiliador, por isso não me deixei abater o ânimo, conservei o rosto impassível como pedra, porque sei que não sairei humilhado.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 21(22), 8-9. 17-18a. 19-20. 23-24 (R. 2a)
R. Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
– Riem de mim todos aqueles que me veem, torcem os lábios e sacodem a cabeça: “Ao Senhor se confiou, ele o liberte. E agora o salve, se é verdade que ele o ama!”
– Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
– Cães numerosos me rodeiam furiosos, e por um bando de malvados fui cercado. Transpassaram minhas mãos e os meus pés e eu posso contar todos os meus ossos.
– Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
– Eles repartem entre si as minhas vestes e sorteiam entre si a minha túnica. Vós, porém, ó meu Senhor, não fiqueis longe, ó minha força, vinde logo em meu socorro!
– Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?
– Anunciarei o vosso nome a meus irmãos e no meio da assembleia hei de louvar-vos! Vós que temeis ao Senhor Deus, dai-lhe louvores, glorificai-o, descendentes de Jacó, e respeitai-o, toda a raça de Israel!
– Meu Deus, meu Deus, por que me abandonastes?

Segunda Leitura – Fl 2, 6-11
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses
Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz. 9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua proclame: “Jesus Cristo é o Senhor”, para a glória de Deus Pai.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.
– Jesus Cristo se tornou obediente, obediente até a morte numa cruz. Pelo que o Senhor Deus o exaltou, e deu-lhe um nome muito acima de outro nome. (Fl 2, 8-9)
– Glória e louvor a vós, ó Cristo.

Evangelho – Mt 27, 11-54 – forma breve
– Paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
Narrador 1 – Naquele tempo, 11Jesus foi posto diante de Pôncio Pilatos, e este o interrogou:
Narrador 2 – “Tu és o rei dos judeus?”
Narrador 1 – Jesus declarou:
† – “É como dizes”,
Narrador 1 – 12e nada respondeu, quando foi acusado pelos sumos sacerdotes e anciãos. 13Então Pilatos perguntou:
Narrador 2 – “Não estás ouvindo de quanta coisa eles te acusam?”
Narrador 1 – 14Mas Jesus não respondeu uma só palavra, e o governador ficou muito impressionado. 15Na festa da Páscoa, o governador costumava soltar o prisioneiro que a multidão quisesse. 16Naquela ocasião, tinham um prisioneiro famoso, chamado Barrabás. 17Então Pilatos perguntou à multidão reunida:
Narrador 2 – “Quem vós quereis que eu solte: Barrabás, ou Jesus, a quem chamam de Cristo?”
Narrador 1 – 18Pilatos bem sabia que eles haviam entregado Jesus por inveja. 19Enquanto Pilatos estava sentado no tribunal, sua mulher mandou dizer a ele:
Narrador 2 – “Não te envolvas com esse justo, porque esta noite, em sonho, sofri muito por causa dele”.
Narrador 1 – 20Porém, os sumos sacerdotes e os anciãos convenceram as multidões para que pedissem Barrabás e que fizessem Jesus morrer. 21O governador tornou a perguntar:
Narrador 2 – “Qual dos dois quereis que eu solte?”
Narrador 1 – Eles gritaram:
Todos – “Barrabás”.
Narrador 1 – 22Pilatos perguntou:
Narrador 2 – “Que farei com Jesus, que chamam de Cristo?”
Narrador 1 – Todos gritaram:
Todos – “Seja crucificado!”
Narrador 1 – 23Pilatos falou:
Narrador 2 – “Mas, que mal ele fez?”
Narrador 1 – Eles, porém, gritaram com mais força:
Todos – “Seja crucificado!”
Narrador 1 – 24Pilatos viu que nada conseguia e que poderia haver uma revolta. Então mandou trazer água, lavou as mãos diante da multidão, e disse:
Narrador 2 – “Eu não sou responsável pelo sangue deste homem. Este é um problema vosso!”
Narrador 1 – 25O povo todo respondeu:
Todos – “Que o sangue dele caia sobre nós e sobre os nossos filhos”.
Narrador 1 – 26Então Pilatos soltou Barrabás, mandou flagelar Jesus, e entregou-o para ser crucificado. 27Em seguida, os soldados de Pilatos levaram Jesus ao palácio do governador, e reuniram toda a tropa em volta dele. 28Tiraram sua roupa e o vestiram com um manto vermelho; 29depois teceram uma coroa de espinhos, puseram a coroa em sua cabeça, e uma vara em sua mão direita. Então se ajoelharam diante de Jesus e zombaram, dizendo:
Todos – “Salve, rei dos judeus!”
Narrador 1 – 30Cuspiram nele e, pegando uma vara, bateram na sua cabeça. 31Depois de zombar dele, tiraram-lhe o manto vermelho e, de novo, o vestiram com suas próprias roupas. Daí o levaram para crucificar. 32Quando saíam, encontraram um homem chamado Simão, da cidade de Cirene, e o obrigaram a carregar a cruz de Jesus. 33E chegaram a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da caveira”. 34Ali deram vinho misturado com fel para Jesus beber. Ele provou, mas não quis beber. 35Depois de o crucificarem, fizeram um sorteio, repartindo entre si as suas vestes. 36E ficaram ali sentados, montando guarda. 37Acima da cabeça de Jesus puseram o motivo da sua condenação: “Este é Jesus, o Rei dos Judeus”.38Com ele também crucificaram dois ladrões, um à direita e outro à esquerda de Jesus. 39As pessoas que passavam por ali o insultavam, balançando a cabeça e dizendo:
Narrador 2 – 40“Tu, que ias destruir o Templo e construí-lo de novo em três dias, salva-te a ti mesmo! Se és o Filho de Deus, desce da cruz!”
Narrador 1 – 41Do mesmo modo, os sumos sacerdotes, junto com os mestres da Lei e os anciãos, também zombavam de Jesus:
Narrador 2 – 42“A outros salvou… a si mesmo não pode salvar! É Rei de Israel… Desça agora da cruz! E acreditaremos nele. 43Confiou em Deus; que o livre agora, se é que Deus o ama! Já que ele disse: Eu sou o Filho de Deus”.
Narrador 1 – 44Do mesmo modo, também os dois ladrões que foram crucificados com Jesus, o insultavam. 45Desde o meio-dia até as três horas da tarde, houve escuridão sobre toda a terra. 46Pelas três horas da tarde, Jesus deu um forte grito:
† – “Eli, Eli, lamá sabactâni?”,
Narrador 1 – que quer dizer: “Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?”47Alguns dos que ali estavam, ouvindo-o, disseram:
Narrador 2 – “Ele está chamando Elias!”
Narrador 1 – 48E logo um deles, correndo, pegou uma esponja, ensopou-a em vinagre, colocou-a na ponta de uma vara, e lhe deu para beber. 49Outros, porém, disseram:
Narrador 2 – “Deixa, vamos ver se Elias vem salvá-lo!”
Narrador 1 – 50Então Jesus deu outra vez um forte grito e entregou o espírito.
(Todos se ajoelham um instante)
Narrador 1 – 51E eis que a cortina do santuário rasgou-se de alto a baixo, em duas partes, a terra tremeu e as pedras se partiram. 52Os túmulos se abriram e muito corpos dos santos falecidos ressuscitaram! 53Saindo dos túmulos, depois da ressurreição de Jesus, apareceram na Cidade Santa e foram vistos por muitas pessoas. 54O oficial e os soldados que estavam com ele guardando Jesus, ao notarem o terremoto e tudo que havia acontecido, ficaram com muito medo e disseram:
Todos – “Ele era mesmo Filho de Deus!”

– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Ludolfo, da Ordem Premonstratense e um exemplo de zelo pela Igreja

Origens
Vida discreta, pouco se conhece sobre a origem desse santo até a sua entrada para a vida religiosa.
Vida religiosa
Entrou para a Ordem de São Norberto, a Ordem Premonstratense, conhecida também como Cónegos Brancos. Levou uma vida estritamente religiosa e tornou-se conhecido por sua entrega total à pregação da Palavra. Tornou-se, então, chanceler da Catedral de Raceburgo (Ratzeburg), na Alemanha. Devido à sua fidelidade e empenho, foi indicado pelos seus confrades para que se tornasse Bispo.
Perseguido como bispo
Como Bispo, enfrentou dificuldades em governar. Um soberano de nome Alberto Urso, desejando governar sozinho, resolveu tirar o Bispo Ludolfo de sua Catedral, provocando uma enorme resistência. Exigiu que o Bispo fosse tirado de lá, preso e torturado com muito sofrimento.
São Ludolfo: da morte a devoção
Páscoa
Quando foi solto da prisão, encontrou refúgio com o príncipe João de Mecklemburgo, mas estava muito enfraquecido pela falta de alimento e veio a falecer em 29 de março de 1256.
Túmulo
Foi sepultado em sua Igreja e honrado como mártir. É venerado na região de Wismar, região da Alemanha, onde é lembrado pela sua luta em defesa da Igreja. Sua memória é celebrada, como mártir, na Alemanha e em toda Ordem Premonstratense no dia 29 de março.
Oração do santo
Ó Deus, que fizestes do bem-aventurado São Ludolfo, bispo e mártir, arauto fiel de vosso nome, concedei-nos, Vos pedimos, que, seguindo o seu exemplo, preguemos o vosso Evangelho a todos e perseveremos na construção do Reino de Vossa caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Minha oração
“Que São Ludolfo interceda por nós, para que possamos ser defensores da Santa Igreja, fiéis ao chamado de Deus e pregadores autênticos do Evangelho!”
São Ludolfo, rogai por nós!

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SÁBADO, DIA 28 DE MARÇO DE 2026

V SEMANA DA QUARESMA
Cor Litúrgica roxa

Primeira leitura
Ez 37, 21-28
Leitura da Profecia de Ezequiel
21Assim diz o Senhor Deus: “Eu mesmo vou tomar os israelitas do meio das nações para onde foram, vou recolhê-los de toda parte e reconduzi-los para a sua terra.
22Farei deles uma nação única no país, nos montes de Israel, e apenas um rei reinará sobre todos eles. Nunca mais formarão duas nações, nem tornarão a dividir-se em dois reinos. 23Não se mancharão mais com os seus ídolos e nunca mais cometerão infames abominações. Eu os libertarei de todo o pecado que cometeram em sua infidelidade, e os purificarei. Eles serão o meu povo e eu serei o seu Deus.
24Meu servo Davi reinará sobre eles, e haverá para todos eles um único pastor. Viverão segundo meus preceitos e guardarão minhas leis, pondo-as em prática. 25Habitarão no país que dei a meu servo Jacó, onde moraram vossos pais; ali habitarão para sempre, também eles, com seus filhos e netos, e o meu servo Davi será o seu príncipe para sempre.
26Farei com eles uma aliança de paz, será uma aliança eterna. Eu os estabelecerei e multiplicarei, e no meio deles porei meu santuário para sempre. 27Minha morada estará junto deles. Eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo. 28Assim as nações saberão que eu, o Senhor, santifico Israel, por estar o meu santuário no meio deles para sempre”.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial – Jr 31, 10. 11-12ab. 13 (R. cf. 10d)
R. O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho.
– Ouvi, nações, a palavra do Senhor e anunciai-a nas ilhas mais distantes: “Quem dispersou Israel, vai congregá-lo, e o guardará qual pastor a seu rebanho!”
– O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho.
– Pois, na verdade, o Senhor remiu Jacó e o libertou do poder do prepotente. Voltarão para o monte de Sião, entre brados e cantos de alegria afluirão para as bênçãos do Senhor:
– O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho.
– Então a virgem dançará alegremente, também o jovem e o velho exultarão; mudarei em alegria o seu luto, serei consolo e conforto após a guerra.
– O Senhor nos guardará qual pastor a seu rebanho.

– Lançai para bem longe toda a vossa iniquidade! Criai em vós um novo espírito e um novo coração! (Ez 18, 31)
– Salve, ó Cristo, Imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!

Evangelho – Jo 11, 45-56
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João
– Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 45muitos dos judeus que tinham ido à casa de Maria e viram o que Jesus fizera, creram nele. 46Alguns, porém, foram ter com os fariseus e contaram o que Jesus tinha feito. 47Então os sumos sacerdotes e os fariseus reuniram o Conselho e disseram: “O que faremos? Este homem realiza muitos sinais. 48Se deixamos que ele continue assim, todos vão acreditar nele, e virão os romanos e destruirão o nosso Lugar Santo e a nossa nação”.
49Um deles, chamado Caifás, sumo sacerdote em função naquele ano, disse: “Vós não entendeis nada. 50Não percebeis que é melhor um só morrer pelo povo do que perecer a nação inteira?” 51Caifás não falou isso por si mesmo. Sendo sumo sacerdote em função naquele ano, profetizou que Jesus iria morrer pela nação. 52E não só pela nação, mas também para reunir os filhos de Deus dispersos. 53A partir desse dia, as autoridades judaicas tomaram a decisão de matar Jesus.
54Por isso, Jesus não andava mais em público no meio dos judeus. Retirou-se para uma região perto do deserto, para a cidade chamada Efraim. Ali permaneceu com os seus discípulos. 55A Páscoa dos judeus estava próxima. Muita gente do campo tinha subido a Jerusalém para se purificar antes da Páscoa. 56Procuravam Jesus e, ao reunirem-se no Templo, comentavam entre si: “O que vos parece? Será que ele não vem para a festa?”
– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Xisto III

A Igreja indicou sua celebração para o dia 28 de março, após a última reforma oficial do calendário litúrgico
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Xisto chegou a adotar uma posição neutra na controvérsia entre pelagianos e semipelagianos do sul da Gália, especialmente contra Cassiano, sendo advertido pelo papa Zózimo. Mas reconheceu o seu erro, com a ajuda de Agostinho, bispo de Hipona, que combatia arduamente aquela heresia, e que lhe escrevia regularmente.
Ao se tornar papa em 432, Xisto III agindo com bastante austeridade e firmeza, nesta ocasião, Agostinho teve de lhe pedir moderação. Foi assim, que este papa conseguiu o fim definitivo da doutrina herege. Esta doutrina pelagiana negava o pecado original e a corrupção da natureza humana. Também defendia a tese de que o homem, por si só, possuía a capacidade de não pecar, dispensando dessa maneira a graça de Deus.
Ele também conduziu com sabedoria uma ação mais conciliadora em relação a Nestório, acabando com a controvérsia entre João de Antioquia e Cirilo, patriarca de Constantinopla, sobre a divindade de Maria. Em seguida, demonstrou a sua firme autoridade papal na disputa com o patriarca Proclo. Xisto III teve de escrever várias epístolas para manter o governo de Roma sobre a lliría, contra o imperador do Oriente que queria torná-la dependente de Constantinopla, com a ajuda deste patriarca.
Depois do Concílio de Éfeso em 431, em que a Mãe de Jesus foi aclamada Mãe de Deus, o papa Xisto III mandou ampliar e enriquecer a basílica dedicada à Santa Mãe das Neves, situada no monte Esquilino, mais tarde chamada Santa Maria Maior. Esta igreja é a mais antiga do Ocidente que foi dedicada a Nossa Senhora.
Desta maneira ele ofereceu aos fiéis um grande monumento ao culto da bem-aventurada Virgem Maria, à qual prestamos um culto de hiperdulia, ou seja, de veneração maior do que o prestado aos outros santos. Xisto III, mandou vir da Palestina as tábuas de uma antiga manjedoura, que segundo a tradição havia acolhido o Menino Jesus na gruta de Belém, dando origem ao presépio. Introduziu no Ocidente a tradição da Missa do Galo celebrada na noite de Natal, que era realizada em Jerusalém desde os primeiros tempos da Igreja.
Durante o seu pontificado, Xisto III promoveu uma intensa atividade edificadora, reformando e construindo muitas igrejas, como a exuberante basílica de São Lourenço em Lucina, na Itália.
Morreu em 19 de agosto de 440, deixando a indicação do sucessor, para aquele que foi um dos maiores papas dos primeiros séculos, Leão Magno. A Igreja indicou sua celebração para o dia 28 de março, após a última reforma oficial do calendário litúrgico.
Fonte: Pia Sociedade Filhas de São Paulo Paulinas
São Xisto III, rogai por nós.

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SEXTA-FEIRA, DIA 27 DE MARÇO DE 2026

V SEMANA DA QUARESMA
Cor Litúrgica roxa

Primeira leitura
Jr 20, 10-13
Leitura do Livro do Profeta Jeremias
10Eu ouvi as injúrias de tantos homens e os vi espalhando o medo em redor: “Denunciai-o, denunciemo-lo”. Todos os amigos observavam minhas falhas: “Talvez ele cometa um engano e nós poderemos apanhá-lo e desforrar-nos dele”.
11Mas o Senhor está ao meu lado, como forte guerreiro; por isso, os que me perseguem cairão vencidos. Por não terem tido êxito, eles se cobrirão de vergonha. Eterna infâmia, que nunca se apaga! 12Ó Senhor dos exércitos, que provas o homem justo e vês os sentimentos do coração, rogo-te me faças ver tua vingança sobre eles; pois eu te declarei a minha causa. 13Cantai ao Senhor, louvai o Senhor, pois ele salvou a vida de um pobre homem das mãos dos maus.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial – Sl 17(18), 2-3a. 3bc-4. 5-6. 7 (R. cf. 7)
R. Ao Senhor eu invoquei na minha angústia e ele escutou a minha voz.
– Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, minha rocha, meu refúgio e Salvador!
– Ao Senhor eu invoquei na minha angústia e ele escutou a minha voz.
– Meu Deus, sois o rochedo que me abriga, minha força e poderosa salvação, sois meu escudo e proteção: em vós espero! Invocarei o meu Senhor: a ele a glória! E dos meus perseguidores serei salvo!
– Ao Senhor eu invoquei na minha angústia e ele escutou a minha voz.
– Ondas da morte me envolveram totalmente, e as torrentes da maldade me aterraram; os laços do abismo me amarraram e a própria morte me prendeu em suas redes.
– Ao Senhor eu invoquei na minha angústia e ele escutou a minha voz.
– Ao Senhor eu invoquei na minha angústia e elevei o meu clamor para o meu Deus; de seu Templo ele escutou a minha voz, e chegou a seus ouvidos o meu grito.
– Ao Senhor eu invoquei na minha angústia e ele escutou a minha voz.

– Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna! (Cf. Jo 6, 63c. 68c)
– Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor!

Evangelho – Jo 10, 31-42
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João
– Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 31os judeus pegaram pedras para apedrejar Jesus. 32E ele lhes disse: “Por ordem do Pai, mostrei-vos muitas obras boas. Por qual delas me quereis apedrejar?”
33Os judeus responderam: “Não queremos te apedrejar por causa das obras boas, mas por causa de blasfêmia, porque sendo apenas um homem, tu te fazes Deus!” 34Jesus disse: “Acaso não está escrito na vossa Lei: ‘Eu disse: vós sois deuses’?
35Ora, ninguém pode anular a Escritura: se a Lei chama deuses as pessoas às quais se dirigiu a palavra de Deus, 36por que então me acusais de blasfêmia, quando eu digo que sou Filho de Deus, eu a quem o Pai consagrou e enviou ao mundo? 37Se não faço as obras do meu Pai, não acrediteis em mim. 38Mas, se eu as faço, mesmo que não queirais acreditar em mim, acreditai nas minhas obras, para que saibais e reconheçais que o Pai está em mim e eu no Pai”.
39Outra vez procuravam prender Jesus, mas ele escapou das mãos deles. 40Jesus passou para o outro lado do Jordão, e foi para o lugar onde, antes, João tinha batizado. E permaneceu ali. 41Muitos foram ter com ele, e diziam: “João não realizou nenhum sinal, mas tudo o que ele disse a respeito deste homem, é verdade”. 42E muitos, ali, acreditaram nele.
– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Ruperto, o corajoso e memorável Bispo de Salzburgo

Origens
São Ruperto descendia dos rupertinos, importante família que dominava com o título de conde a região do médio e do alto Reno. Dessa família nasceu também outro São Roberto (ou Ruperto) de Bingen, cuja vida foi escrita por Santa Hildegarda. Os rupertinos eram parentes dos carolíngios e o centro de suas atividades era em Worms. São Ruperto recebeu sua formação de cunho monástico irlandês. 
Obras em vida
No ano de 700, foi impelido pelos seus mestres e sentiu-se impulsionado à pregação e ao testemunho monástico indo à Baviera. Apoiado pelo conde Teodo de Baviera, fundou, perto do lago Waller, a 10 km de Salisburgo, uma igreja dedicada a São Pedro. O lugar, porém, não pareceu próprio para os fins de Ruperto, que pediu ao conde outro terreno perto do rio Salzach, próximo à antiga cidade romana de Juvavum. O mosteiro que ali construiu, dedicado a São Pedro, é o mais antigo da Áustria e está ligado com o núcleo de Nova Salisburgo. Seu desenvolvimento deve-se também à colaboração de doze conterrâneos seus. Desses, Cunialdo e Gislero foram honrados como santos.
O Mosteiro Feminino
Perto do mosteiro de São Pedro surgiu um mosteiro feminino que foi confiado à direção da abadessa Erentrude, sobrinha do santo. Foi este punhado de corajosos que fez surgir a Nova Salisburgo. São Ruperto é justamente reconhecido como seu fundador. Foi o responsável pela conversão total da Baviera e, é claro, de toda a Áustria.
São Ruperto: modelo de monge, fundador e Bispo de Salzburgo
Episcopado
São Ruperto, reconhecido como o fundador da bela cidade de Salzburgo, cujo significado é cidade do sal, aparece retratado com um saleiro na mão, tamanha sua ligação com a própria origem e desenvolvimento da cidade. Foi seu primeiro bispo. E sua influência alastrou-se tanto que é festejado, nesse dia, não só nas regiões de língua alemã, como também na Irlanda, onde estudou, porque ali foi tomado como modelo pelos monges irlandeses.
Páscoa
Morreu no dia 27 de março de 718, um domingo de Páscoa, depois de rezar a missa, no mosteiro de Juvavum. Antes, como percebera que a morte estava próxima, fez algumas recomendações e pedido de orações à sua sobrinha e irmã espiritual, Erentrudes. Suas relíquias estão guardadas na belíssima catedral de Salzburgo, construída no século XVII. Ele é o padroeiro de seus habitantes e de suas minas de sal.
Oração
Senhor, por intercessão de São Ruperto, queremos hoje vos rogar pelas vocações religiosas, para que os jovens vocacionados encontrem apoio em suas famílias e na sociedade para o desenvolvimento da Igreja. Rogamos também por todo o clero, para que, na santidade, governem com sabedoria o Seu povo. Amém. 
Minha oração
“É preciso coragem para seguir os passos de Deus, para construir e implementar o Reino do Senhor. Ensina-nos a ser pessoas cheias desse ânimo que vem do Espírito e, como o nosso santo, realizar o resultado de fé e obras.”
São Ruperto, rogai por nós!

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QUINTA-FEIRA, DIA 26 DE MARÇO DE 2026

V SEMANA DA QUARESMA
Cor Litúrgica roxa

Primeira leitura
Gn 17, 3-9
Leitura do Livro do Gênesis
Naqueles dias, 3Abrão prostrou-se com o rosto por terra. 4E Deus lhe disse: “Eis a minha aliança contigo: tu serás pai de uma multidão de nações. 5Já não te chamarás Abrão, mas o teu nome será Abraão, porque farei de ti o pai de uma multidão de nações.
6Farei crescer tua descendência infinitamente. Farei nascer de ti nações, e reis sairão de ti. 7Estabelecerei minha aliança entre mim e ti e teus descendentes para sempre; uma aliança eterna, para que eu seja teu Deus e o Deus de teus descendentes. 8A ti e aos teus descendentes darei a terra em que vives como estrangeiro, todo o país de Canaã como propriedade para sempre. E eu serei o Deus dos teus descendentes”. 9Deus disse a Abraão: “Guarda a minha aliança, tu e a tua descendência para sempre”.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial – Sl 104(105), 4-5. 6-7. 8-9 (R. 8a)
R. O Senhor se lembra sempre da Aliança!
– Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! Lembrai as maravilhas que ele fez, seus prodígios e as palavras de seus lábios!
– O Senhor se lembra sempre da Aliança!
– Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra.
– O Senhor se lembra sempre da Aliança!.
– Ele sempre se recorda da Aliança, promulgada a incontáveis gerações; da Aliança que ele fez com Abraão, e do seu santo juramento a Isaac.
– O Senhor se lembra sempre da Aliança!

– Oxalá ouvísseis hoje a sua voz. Não fecheis os corações como em Meriba! (Cf. Sl 94, 8ab)
– Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor!

Evangelho — Jo 8, 51-59
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo João
– Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos judeus: 51“Em verdade, em verdade, eu vos digo: se alguém guardar a minha palavra, jamais verá a morte”. 52Disseram então os judeus: “Agora sabemos que tens um demônio. Abraão morreu e os profetas também, e tu dizes: ‘Se alguém guardar a minha palavra jamais verá a morte’. 53Acaso és maior do que nosso pai Abraão, que morreu, como também os profetas? Quem pretendes tu ser?”
54Jesus respondeu: “Se me glorifico a mim mesmo, minha glória não vale nada. Quem me glorifica é o meu Pai, aquele que vós dizeis ser o vosso Deus. 55No entanto, não o conheceis. Mas eu o conheço e, se dissesse que não o conheço, seria um mentiroso, como vós! Mas eu o conheço e guardo a sua palavra. 56Vosso pai Abraão exultou, por ver o meu dia; ele o viu, e alegrou-se”. 57Os judeus disseram-lhe então: “Nem sequer cinquenta anos tens, e viste Abraão!?” 58Jesus respondeu: “Em verdade, em verdade vos digo, antes que Abraão existisse, eu sou”. 59Então eles pegaram em pedras para apedrejar Jesus, mas ele escondeu-se e saiu do Templo.
– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Beata Madalena Caterina Morano, virgem das Filhas de Maria Auxiliadora

OrigensBeata Madalena Caterina nasceu em Chieri, na região de Turim, Itália, no dia 15 de novembro de 1847. De uma família numerosa, é a sexta de oito filhos. Nos anos de 1855, seu pai faleceu quando já haviam falecido cinco de seus filhos, os irmãos de Madalena.

JuventudeMadalena, no mesmo ano de falecimento de seu pai, com apenas oito anos de idade, começou a trabalhar com o tear. Aos dez anos, sentiu o desejo de ser professora. Seu sonho se tornou realidade depois de cinco anos. O pároco de Buttigliera d’Asti abriu uma creche, e Madalena, com menos de quinze anos, foi contratada como professora.

O Desejo de ser FreiraEm 1877, Madalena confessou à mãe seu desejo de ser freira, mas, ao completar trinta anos, foi rejeitada tanto pelas Filhas da Caridade quanto pelos dominicanos. No ano seguinte, Dom Bosco a aceitou em sua Congregação, e, em 4 de setembro de 1879, emitiu a profissão religiosa das Filhas de Maria Auxiliadora.

“Pense como Jesus teria pensado. Ore como Jesus teria orado. Aja como Jesus teria agido” – Beata Madalena Caterina Morano

Grandes ObrasCom grande vontade e carisma, Beata Madalena Caterina fez grandes ações nas Filhas de Maria Auxiliadora. Assumiu cargos de responsabilidade e depois foi transferida para a Sicília. Em 26 anos de trabalho, fundou 19 casas salesianas, 12 oratórios, 6 escolas, 5 jardins de infância, 4 internatos, 3 escolas religiosas.

PáscoaBeata Madalena Caterina Morano morreu em 26 de março de 1908. Ela foi beatificada, em 5 de novembro de 1994, pelo Papa João Paulo II.

Minha oração“ Beata amiga de Maria Auxiliadora e seguidora de Dom Bosco, com sua consagração foste fiel aos desígnios divinos, rogai por nós, nossas necessidades materiais e espirituais. Ensina-nos a amar e seguir Jesus como tu fizeste. Amém.”

Beata Madalena Caterina Morano, rogai por nós!

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QUARTA-FEIRA, DIA 25 DE MARÇO DE 2026

Anunciação do Senhor, Solenidade
Cor Litúrgica branca

Primeira leitura
Is 7, 10-14; 8, 10
Leitura do Livro do Profeta Isaías
Naqueles dias, 10o Senhor falou com Acaz, dizendo: 11“Pede ao Senhor teu Deus que te faça ver um sinal, quer provenha da profundeza da terra, quer venha das alturas do céu”. 12Mas Acaz respondeu: “Não pedirei nem tentarei o Senhor”. 13Disse o profeta: “Ouvi então, vós, casa de Davi; será que achais pouco incomodar os homens e passais a incomodar até o meu Deus? 14Pois bem, o próprio Senhor vos dará um sinal. Eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe porá o nome de Emanuel, 8, 10porque Deus está conosco.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

Salmo Responsorial – Sl 39(40), 7-8a. 8b-9. 10, 11 (R. 8a. 9a)
R. Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!
– Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados, e então eu vos disse: “Eis que venho!”
– Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!
– Sobre mim está escrito no livro: “Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa lei!”
R. Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!
– Boas-novas de vossa justiça anunciei numa grande assembleia; vós sabeis: não fechei os meus lábios!
R. Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!
– Proclamei toda a vossa justiça, sem retê-la no meu coração; vosso auxílio e lealdade narrei. Não calei vossa graça e verdade na presença da grande assembleia.
R. Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!

Segunda Leitura – Hb 10, 4-10
Leitura da Carta aos Hebreus
Irmãos, 4é impossível eliminar os pecados com o sangue de touros e bodes. 5Por isso, ao entrar no mundo, Cristo afirma: “Tu não quiseste vítima nem oferenda, mas formaste-me um corpo. 6Não foram do teu agrado holocaustos nem sacrifícios pelo pecado. 7Por isso eu disse: Eis que eu venho. No livro está escrito a meu respeito: Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade”. 8Depois de dizer: “Tu não quiseste nem te agradaram vítimas, oferendas, holocaustos, sacrifícios pelo pecado” – coisas oferecidas segundo a Lei – 9ele acrescenta: “Eu vim para fazer a tua vontade”. Com isso, suprime o primeiro sacrifício, para estabelecer o segundo. 10É graças a esta vontade que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas.
– Palavra do Senhor.
– Graças a Deus.

– A Palavra se fez carne e habitou entre nós. E nós vimos sua glória que recebe de Deus Pai. (Jo 1, 14ab)
– Glória a Cristo, Palavra eterna do Pai, que é amor!
Evangelho – Lc 1, 26-38
– O Senhor esteja convosco.
– Ele está no meio de nós.
– Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠segundo Lucas
– Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 26o anjo Gabriel foi enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré, 27a uma virgem, prometida em casamento a um homem chamado José. Ele era descendente de Davi e o nome da Virgem era Maria. 28O anjo entrou onde ela estava e disse: “Alegra-te, cheia de graça, o Senhor está contigo!”
29Maria ficou perturbada com estas palavras e começou a pensar qual seria o significado da saudação. 30O anjo, então, disse-lhe: “Não tenhas medo, Maria, porque encontraste graça diante de Deus. 31Eis que conceberás e darás à luz um filho, a quem porás o nome de Jesus. 32Ele será grande, será chamado Filho do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de seu pai Davi. 33Ele reinará para sempre sobre os descendentes de Jacó, e o seu reino não terá fim”.
34Maria perguntou ao anjo: “Como acontecerá isso, se eu não conheço homem algum?” 35O anjo respondeu: “O Espírito virá sobre ti, e o poder do Altíssimo te cobrirá com sua sombra. Por isso, o menino que vai nascer será chamado Santo, Filho de Deus. 36Também Isabel, tua parenta, concebeu um filho na velhice. Este já é o sexto mês daquela que era considerada estéril, 37porque para Deus nada é impossível”. 38Maria, então, disse: “Eis aqui a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra!” E o anjo retirou-se.
– Palavra da Salvação.
– Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Anunciação do Senhor: o verdadeiro valor de um sim

OrigensNa história da existência, constantemente somos desafiados pela vida a darmos uma resposta ativa, consciente e madura ante os apelos e desafios que a nossa própria existência nos interpela. A todo instante, estamos colocados em uma posição de escolha, entre aquilo que se quer e aquilo que não se quer; entre o possuir e o nada ter; entre o ser e o não ser. Sim e não, sim e o não fazem parte do nosso cotidiano, sem eles pensados ​​serem propriamente humanos. Eis o que diz o Senhor: “Hoje, estou colocando diante de ti a vida e a felicidade, a morte e a infelicidade” (Dt 30,15). Neste contexto de escolha propriamente humana, encontra-se a Virgem Mãe de Nazaré. Eis a serva do Senhor Maria, na plenitude de sua liberdade, escuta, mais do que a saudação de um anjo, a voz de Deus, a voz de sua própria consciência a te indagar:”Não temas, Maria! Encontraste graça junto de Deus. Eis que conceberás no teu seio e darás à luz um filho, e tu o chamarás com o nome de Jesus”(Lc 1,30). Diante da proposta, Maria dá sua resposta:“Eis aqui a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tuaPalavra”. Foi por causa dessa resposta que o Eterno entrou no tempo; que o Todo assume em si o fragmento, Deus assume a forma humana para nos salvar. Solenidade da Anunciação do Senhor: o sim de uma mulher SolenidadeA Solenidade da Anunciação do Senhor, que encontra o seu fundamento bíblico situado na narrativa evangélica do evangelista Lucas, no capítulo 1, 26-38, é a solenidade que exalta, na sua estrutura interna, osimde uma Mulher ao projeto salvífico de Deus, mas que, de modo mais singular, quer manifestar a grandiosidade dosimdefinitivo de Deus para com a humanidade. A anunciação do Senhor é a solenidade que, por excelência, expressa a vontade divina de querer dar-se a conhecer o homem e salvá-lo e, ao mesmo tempo, a disponibilidade do ser humano em acolher essa autorrevelação divina. Encarnação do VerboO episódio narrado no Evangelho de Lucas mostra a origem histórica do problema enfrentado pelas primeiras comunidades cristãs acerca da encarnação total do Verbo eterno de Deus no sei virginal de Maria. A narrativa explicita o diálogo realizado entre Divino e o humano, entre Maria e o anjo, o mensageiro de Deus. Maria, na narrativa, é interpelada pelo anjo, sobre a vontade divina, que encontrou nela, na simples jovem de Nazaré, graça diante de Deus. Nesse episódio evangélico, contemplamos que a liberdade humana, que é fruto do amor de Deus aos homens, nunca foi violada pelo Criador; Ao contrário, Ele propõe a Maria uma missão, e Maria, na sua total liberdade, se oferece a realizá-la, mesmo não sabendo como tudo se daria. Debates acerca da Encarnação e Divindade de Jesus Discussão sobre Maria e JesusEssa bela narrativa, um pouco comentada, muito fora debatida pelos Padres da Igreja, na reta intenção de defender não somente a Virgindade e Maternidade de Maria, mas, sobretudo, a real Encarnação e Divindade de Jesus, seu filho. Em meados dos anos 325 dC,com o Concílio de Nicéia e de Constantinopla (381), foram estabelecidos no símbolo da fé, o Credo Nicenoconstantinopolitano, a sentença dogmática de que, verdadeiramente, o Verbo eterno de Deus encarnado no seiio da humanidade, por meio da concepção virginal de Maria, era realmente o Filho de Deus. A Natureza Humana de JesusEm Jesus, a natureza humana e divina coabitavam mutuamente, sem confusão, mas em plena união hipostática de naturezas. O pequeno e humilde carpinteiro de Nazaré era, na verdade, o verdadeiro Filho de Deus, emanado na história humana pela ação do Espírito Santo. Theotokos Contudo, foi somente em 431 dC, no Concílio de Éfeso, que a Igreja proclama solenemente Maria como Mãe de Deus (Theotokos), defendendo, dessa maneira, uma verdadeira Encarnação do Filho de Deus no seio da humanidade, por meio do sim de Maria. Tal decreto resultou posteriormente à instituição da festa litúrgica da Anunciação do Senhor. Todavia, a Igreja, por volta do século VI, sob o comando do Pontífice Sérgio I, definitivamente, no calendário litúrgico da Igreja romana, a solenidade da Anunciação do Senhor, que é celebrada todos os anos no dia 25 de março, a exatos nove meses antes do Natal do Senhor. Em Maria, Deus realize o seu projeto salvífico no tempo e na história humana. Se por Eva nos veio a desastres, por Maria nos foi novamente aberta as portas da Graça. Momento para refletir: como você anda o seu sim para os projetos de Deus? Sentido da SolenidadeCelebrar a solenidade da Anunciação do Senhor é dar graças a Deus por todos os benefícios que, pelo sim de Maria, o Senhor nos dispensou. Celebrar a festa solene da Anunciação do Senhor é contemplar a salvação de Deus realizada no sim de uma Mulher. É contemplar o sim de Deus, por meio de uma Mulher.O sim de Maria foi um sim que mudou o curso da história. O sim de Maria nos possibilitou conhecermos o Pai, revelado pelo Filho, no poder e na ação do Espírito Santo. Somos convidados a mudar o curso da história em razão do nosso sim a Deus, ao projeto de Deus. Deus em meio a nósDeus quer habitar no mundo, na realidade do mundo, na nossa família, na nossa sociedade, no nosso país. Mas para que isso possa ser realizado, é preciso que também nós sejamos, assim como uma pequena jovem de Nazaré, abertos e generosos a acolher a vontade de Deus em nossa vida, para que o verdadeiro valor de um sim possa transformar o curso da história. Minha oração“Ó Virgem Santíssima, sempre disposta a fazer a vontade do Pai, com seu sim contribuiuste para a salvação. Dai-nos a graça de fazer a nossa parte no plano salvífico também dizendo o nosso sim a Deus e ao seu chamado de amor. Amém.” Nossa Senhora, rogai por nós!o Verbo eterno de Deus encarnado no seio da humanidade, por meio da concepção virginal de Maria, era realmente o Filho de Deus. A Natureza Humana de JesusEm Jesus, a natureza humana e divina coabitavam mutuamente, sem confusão, mas em plena união hipostática de naturezas. O pequeno e humilde carpinteiro de Nazaré era, na verdade, o verdadeiro Filho de Deus, emanado na história humana pela ação do Espírito Santo. Theotokos Contudo, foi somente em 431 dC, no Concílio de Éfeso, que a Igreja proclama solenemente Maria como Mãe de Deus (Theotokos), defendendo, dessa maneira, uma verdadeira Encarnação do Filho de Deus no seio da humanidade, por meio do sim de Maria. Tal decreto resultou posteriormente à instituição da festa litúrgica da Anunciação do Senhor. Todavia, a Igreja, por volta do século VI, sob o comando do Pontífice Sérgio I, definitivamente, no calendário litúrgico da Igreja romana, a solenidade da Anunciação do Senhor, que é celebrada todos os anos no dia 25 de março, a exatos nove meses antes do Natal do Senhor. Em Maria, Deus realize o seu projeto salvífico no tempo e na história humana. Se por Eva nos veio a desastres, por Maria nos foi novamente aberta as portas da Graça. Momento para refletir: como você anda o seu sim para os projetos de Deus? Sentido da SolenidadeCelebrar a solenidade da Anunciação do Senhor é dar graças a Deus por todos os benefícios que, pelo sim de Maria, o Senhor nos dispensou. Celebrar a festa solene da Anunciação do Senhor é contemplar a salvação de Deus realizada no sim de uma Mulher. É contemplar o sim de Deus, por meio de uma Mulher.O sim de Maria foi um sim que mudou o curso da história. O sim de Maria nos possibilitou conhecermos o Pai, revelado pelo Filho, no poder e na ação do Espírito Santo. Somos convidados a mudar o curso da história em razão do nosso sim a Deus, ao projeto de Deus. Deus em meio a nósDeus quer habitar no mundo, na realidade do mundo, na nossa família, na nossa sociedade, no nosso país. Mas para que isso possa ser realizado, é preciso que também nós sejamos, assim como uma pequena jovem de Nazaré, abertos e generosos a acolher a vontade de Deus em nossa vida, para que o verdadeiro valor de um sim possa transformar o curso da história. Minha oração“Ó Virgem Santíssima, sempre disposta a fazer a vontade do Pai, com seu sim contribuiuste para a salvação. Dai-nos a graça de fazer a nossa parte no plano salvífico também dizendo o nosso sim a Deus e ao seu chamado de amor. Amém.” Nossa Senhora, rogai por nós!o Verbo eterno de Deus encarnado no seio da humanidade, por meio da concepção virginal de Maria, era realmente o Filho de Deus. A Natureza Humana de JesusEm Jesus, a natureza humana e divina coabitavam mutuamente, sem confusão, mas em plena união hipostática de naturezas. O pequeno e humilde carpinteiro de Nazaré era, na verdade, o verdadeiro Filho de Deus, emanado na história humana pela ação do Espírito Santo. Theotokos Contudo, foi somente em 431 dC, no Concílio de Éfeso, que a Igreja proclama solenemente Maria como Mãe de Deus (Theotokos), defendendo, dessa maneira, uma verdadeira Encarnação do Filho de Deus no seio da humanidade, por meio do sim de Maria. Tal decreto resultou posteriormente à instituição da festa litúrgica da Anunciação do Senhor. Todavia, a Igreja, por volta do século VI, sob o comando do Pontífice Sérgio I, definitivamente, no calendário litúrgico da Igreja romana, a solenidade da Anunciação do Senhor, que é celebrada todos os anos no dia 25 de março, a exatos nove meses antes do Natal do Senhor. Em Maria, Deus realize o seu projeto salvífico no tempo e na história humana. Se por Eva nos veio a desastres, por Maria nos foi novamente aberta as portas da Graça. Momento para refletir: como você anda o seu sim para os projetos de Deus? Sentido da SolenidadeCelebrar a solenidade da Anunciação do Senhor é dar graças a Deus por todos os benefícios que, pelo sim de Maria, o Senhor nos dispensou. Celebrar a festa solene da Anunciação do Senhor é contemplar a salvação de Deus realizada no sim de uma Mulher. É contemplar o sim de Deus, por meio de uma Mulher.O sim de Maria foi um sim que mudou o curso da história. O sim de Maria nos possibilitou conhecermos o Pai, revelado pelo Filho, no poder e na ação do Espírito Santo. Somos convidados a mudar o curso da história em razão do nosso sim a Deus, ao projeto de Deus. Deus em meio a nósDeus quer habitar no mundo, na realidade do mundo, na nossa família, na nossa sociedade, no nosso país. Mas para que isso possa ser realizado, é preciso que também nós sejamos, assim como uma pequena jovem de Nazaré, abertos e generosos a acolher a vontade de Deus em nossa vida, para que o verdadeiro valor de um sim possa transformar o curso da história. Minha oração“Ó Virgem Santíssima, sempre disposta a fazer a vontade do Pai, com seu sim contribuiuste para a salvação. Dai-nos a graça de fazer a nossa parte no plano salvífico também dizendo o nosso sim a Deus e ao seu chamado de amor. Amém.” Nossa Senhora, rogai por nós!Theotokos Contudo, foi somente em 431 dC, no Concílio de Éfeso, que a Igreja proclama solenemente Maria como Mãe de Deus (Theotokos), defendendo, dessa maneira, uma verdadeira Encarnação do Filho de Deus no seio da humanidade, por meio do sim de Maria. Tal decreto resultou posteriormente à instituição da festa litúrgica da Anunciação do Senhor. Todavia, a Igreja, por volta do século VI, sob o comando do Pontífice Sérgio I, definitivamente, no calendário litúrgico da Igreja romana, a solenidade da Anunciação do Senhor, que é celebrada todos os anos no dia 25 de março, a exatos nove meses antes do Natal do Senhor. Em Maria, Deus realize o seu projeto salvífico no tempo e na história humana. Se por Eva nos veio a desastres, por Maria nos foi novamente aberta as portas da Graça. Momento para refletir: como você anda o seu sim para os projetos de Deus? Sentido da SolenidadeCelebrar a solenidade da Anunciação do Senhor é dar graças a Deus por todos os benefícios que, pelo sim de Maria, o Senhor nos dispensou. Celebrar a festa solene da Anunciação do Senhor é contemplar a salvação de Deus realizada no sim de uma Mulher. É contemplar o sim de Deus, por meio de uma Mulher.O sim de Maria foi um sim que mudou o curso da história. O sim de Maria nos possibilitou conhecermos o Pai, revelado pelo Filho, no poder e na ação do Espírito Santo. Somos convidados a mudar o curso da história em razão do nosso sim a Deus, ao projeto de Deus. Deus em meio a nósDeus quer habitar no mundo, na realidade do mundo, na nossa família, na nossa sociedade, no nosso país. Mas para que isso possa ser realizado, é preciso que também nós sejamos, assim como uma pequena jovem de Nazaré, abertos e generosos a acolher a vontade de Deus em nossa vida, para que o verdadeiro valor de um sim possa transformar o curso da história. Minha oração“Ó Virgem Santíssima, sempre disposta a fazer a vontade do Pai, com seu sim contribuiuste para a salvação. Dai-nos a graça de fazer a nossa parte no plano salvífico também dizendo o nosso sim a Deus e ao seu chamado de amor. Amém.” Nossa Senhora, rogai por nós!Theotokos Contudo, foi somente em 431 dC, no Concílio de Éfeso, que a Igreja proclama solenemente Maria como Mãe de Deus (Theotokos), defendendo, dessa maneira, uma verdadeira Encarnação do Filho de Deus no seio da humanidade, por meio do sim de Maria. Tal decreto resultou posteriormente à instituição da festa litúrgica da Anunciação do Senhor. Todavia, a Igreja, por volta do século VI, sob o comando do Pontífice Sérgio I, definitivamente, no calendário litúrgico da Igreja romana, a solenidade da Anunciação do Senhor, que é celebrada todos os anos no dia 25 de março, a exatos nove meses antes do Natal do Senhor. Em Maria, Deus realize o seu projeto salvífico no tempo e na história humana. Se por Eva nos veio a desastres, por Maria nos foi novamente aberta as portas da Graça. Momento para refletir: como você anda o seu sim para os projetos de Deus? Sentido da SolenidadeCelebrar a solenidade da Anunciação do Senhor é dar graças a Deus por todos os benefícios que, pelo sim de Maria, o Senhor nos dispensou. Celebrar a festa solene da Anunciação do Senhor é contemplar a salvação de Deus realizada no sim de uma Mulher. É contemplar o sim de Deus, por meio de uma Mulher.O sim de Maria foi um sim que mudou o curso da história. O sim de Maria nos possibilitou conhecermos o Pai, revelado pelo Filho, no poder e na ação do Espírito Santo. Somos convidados a mudar o curso da história em razão do nosso sim a Deus, ao projeto de Deus. Deus em meio a nósDeus quer habitar no mundo, na realidade do mundo, na nossa família, na nossa sociedade, no nosso país. Mas para que isso possa ser realizado, é preciso que também nós sejamos, assim como uma pequena jovem de Nazaré, abertos e generosos a acolher a vontade de Deus em nossa vida, para que o verdadeiro valor de um sim possa transformar o curso da história. Minha oração“Ó Virgem Santíssima, sempre disposta a fazer a vontade do Pai, com seu sim contribuiuste para a salvação. Dai-nos a graça de fazer a nossa parte no plano salvífico também dizendo o nosso sim a Deus e ao seu chamado de amor. Amém.” Nossa Senhora, rogai por nós!Deus realize seu projeto salvífico no tempo e na história humana. Se por Eva nos veio a desastres, por Maria nos foi novamente aberta as portas da Graça. Momento para refletir: como você anda o seu sim para os projetos de Deus? Sentido da SolenidadeCelebrar a solenidade da Anunciação do Senhor é dar graças a Deus por todos os benefícios que, pelo sim de Maria, o Senhor nos dispensou. Celebrar a festa solene da Anunciação do Senhor é contemplar a salvação de Deus realizada no sim de uma Mulher. É contemplar o sim de Deus, por meio de uma Mulher.O sim de Maria foi um sim que mudou o curso da história. O sim de Maria nos possibilitou conhecermos o Pai, revelado pelo Filho, no poder e na ação do Espírito Santo. Somos convidados a mudar o curso da história em razão do nosso sim a Deus, ao projeto de Deus. Deus em meio a nósDeus quer habitar no mundo, na realidade do mundo, na nossa família, na nossa sociedade, no nosso país. Mas para que isso possa ser realizado, é preciso que também nós sejamos, assim como uma pequena jovem de Nazaré, abertos e generosos a acolher a vontade de Deus em nossa vida, para que o verdadeiro valor de um sim possa transformar o curso da história. Minha oração“Ó Virgem Santíssima, sempre disposta a fazer a vontade do Pai, com seu sim contribuiuste para a salvação. Dai-nos a graça de fazer a nossa parte no plano salvífico também dizendo o nosso sim a Deus e ao seu chamado de amor. Amém.” Nossa Senhora, rogai por nós!Deus realize seu projeto salvífico no tempo e na história humana. Se por Eva nos veio a desastres, por Maria nos foi novamente aberta as portas da Graça. Momento para refletir: como você anda o seu sim para os projetos de Deus? Sentido da SolenidadeCelebrar a solenidade da Anunciação do Senhor é dar graças a Deus por todos os benefícios que, pelo sim de Maria, o Senhor nos dispensou. Celebrar a festa solene da Anunciação do Senhor é contemplar a salvação de Deus realizada no sim de uma Mulher. É contemplar o sim de Deus, por meio de uma Mulher.O sim de Maria foi um sim que mudou o curso da história. O sim de Maria nos possibilitou conhecermos o Pai, revelado pelo Filho, no poder e na ação do Espírito Santo. Somos convidados a mudar o curso da história em razão do nosso sim a Deus, ao projeto de Deus. Deus em meio a nósDeus quer habitar no mundo, na realidade do mundo, na nossa família, na nossa sociedade, no nosso país. Mas para que isso possa ser realizado, é preciso que também nós sejamos, assim como uma pequena jovem de Nazaré, abertos e generosos a acolher a vontade de Deus em nossa vida, para que o verdadeiro valor de um sim possa transformar o curso da história. Minha oração“Ó Virgem Santíssima, sempre disposta a fazer a vontade do Pai, com seu sim contribuiuste para a salvação. Dai-nos a graça de fazer a nossa parte no plano salvífico também dizendo o nosso sim a Deus e ao seu chamado de amor. Amém.”
Nossa Senhora, rogai por nós!