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SEXTA-FEIRA, DIA 30 DE OUTUBRO DE 2026

XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Fl 1, 1-11

Início da Carta de São Paulo aos Filipenses

1Paulo e Timóteo, servos de Cristo Jesus, a todos os santos em Cristo Jesus que estão em Filipos, com os seus bispos e diáconos: 2graça e paz a vós da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo.
3Dou graças ao meu Deus, todas as vezes que me lembro de vós. 4Sempre em todas as minhas orações rezo por vós, com alegria, 5por causa da vossa comunhão conosco na divulgação do evangelho, desde o primeiro dia até agora. 6Tenho a certeza de que aquele que começou em vós uma boa obra, há de levá-la à perfeição até ao dia de Cristo Jesus. 7É justo que eu pense assim a respeito de vós todos, pois a todos trago no coração, porque, tanto na minha prisão como na defesa e confirmação do Evangelho, participais na graça que me foi dada. 8Deus é testemunha de que tenho saudade de todos vós, com a ternura de Cristo Jesus.
9E isto eu peço a Deus: que o vosso amor cresça sempre mais, em todo o conhecimento e experiência, 10para discernirdes o que é o melhor. E assim ficareis puros e sem defeito para o dia de Cristo, 11cheios do fruto da justiça que nos vem por Jesus Cristo, para a glória e o louvor de Deus.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 110(111), 1-2. 3-4. 5-6 (R. 2a)

℟. Grandiosas são as obras do Senhor!
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia.

— 1Eu agradeço a Deus de todo o coração junto com todos os seus justos reunidos! 2Que grandiosas são as obras do Senhor, elas merecem todo o amor e admiração! ℟.

℟. Grandiosas são as obras do Senhor!

— 3Que beleza e esplendor são os seus feitos! Sua justiça permanece eternamente! 4O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas. ℟.

℟. Grandiosas são as obras do Senhor!

— 5Ele dá o alimento aos que o temem e jamais esquecerá sua Aliança. 6Ao seu povo manifesta seu poder, dando a ele a herança das nações. ℟.

℟. Grandiosas são as obras do Senhor!

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem. (Jo 10, 27) ℟.
Evangelho — Lc 14, 1-6

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.

1Aconteceu que, num dia de sábado, Jesus foi comer na casa de um dos chefes dos fariseus. E eles o observavam. 2Diante de Jesus, havia um hidrópico. 3Tomando a palavra, Jesus falou aos mestres da Lei e aos fariseus: “A Lei permite curar em dia de sábado, ou não?” 4Mas eles ficaram em silêncio. Então Jesus tomou o homem pela mão, curou-o e despediu-o.
5Depois lhes disse: “Se algum de vós tem um filho ou um boi que caiu num poço, não o tira logo, mesmo em dia de sábado?” 6E eles não foram capazes de responder a isso.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Geraldo (Memória Facultativa)

Local: Potenza, Itália
Data: 30 de Outubro † 1122

Hoje, o Martirológio Romano fixa a memória de são Geraldo, bispo de Potenza, na Lucânia. Ele era natural de Placência, e transferiu-se para Potenza. Foi escolhido como bispo por suas virtudes e suas atividades taumatúrgicas. Morreu apenas oito anos após sua escolha ao episcopado. Seu sucessor, Manfredo, escreveu-lhe uma vida exageradamente panegírica e sobretudo obteve uma canonização a viva voz (ou seja, sem documentação escrita) do papa Calisto II (1119-24). Mas existe outro Geraldo, também ele de Potenza, que leva fama bem superior ao bispo medieval. Trata-se de são Geraldo Majela, um dos santos mais populares da Itália meridional. E há motivo para esta popularidade: ele era invocado sobretudo pelas gestantes ou parturientes.

Nos inícios de 1800, cerca de cinquenta anos após a sua morte, um médico de Grassano (Matera) declarava: “Há muitos anos eu não exerço a profissão de médico. Exerce-a por mim o irmão Geraldo”. Este médico levava tanto a sério o patrocínio de são Geraldo. proclamado bem-aventurado só em 1893, que antes que remédios preferia dar às suas pacientes uma imagem do bom religioso. E Tannoia declarava: “O irmão Geraldo é o protetor especial dos partos. Em Foggia não há mulher parturiente que não tenha sua imagem e que não o invoque como protetor”.

Na realidade são Geraldo, que no leito de morte podia afirmar não saber nem a que fosse uma tentação impura, tinha sobre a mulher uma concepção superior: olhava toda mulher como uma imagem de Nossa Senhora, “louvor perene à Santíssima Trindade”. Eram os entusiasmos místicos de uma alma simples, mas cheia de amor espiritual. Exclamava frequentemente “Meu querido Deus, meu Espírito Santo”, sentindo íntimos a ele a bondade e o amor infinitos de Deus. Mais que asceta, era místico.

Sua vida está repleta de privações, de sofrimentos, de humilhações, mas tudo está profundamente animado, finalizado com um encontro vivo e pessoal com Deus. E isso que ficou dele, para além de algumas extravagâncias, que possam desconcertar ortodoxos. Há algo de autêntico e de genuíno também nos seus exageros que talvez os hippies de nossos dias os tornam novamente atuais. Mas são Geraldo fez uma contestação vinda de dentro.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Geraldo, rogai por nós!

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QUINTA-FEIRA, DIA 29 DE OUTUBRO DE 2026

XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Ef 6, 10-20

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios

10Para terminar, irmãos, confortai-vos no Senhor, e no domínio de sua força, 11revesti-vos da armadura de Deus, para estardes em condições de enfrentar as manobras do diabo. 12Pois não é a homens que enfrentamos, mas as autoridades, os poderes, as dominações deste mundo de trevas, os espíritos do mal que estão nos céus. 13Revesti, portanto, a armadura de Deus, a fim de que no dia mau possais resistir e permanecer firmes em tudo.
14De pé, portanto! Cingi os vossos rins com a verdade, revesti-vos com a couraça da justiça 15e calçai os vossos pés com a prontidão em anunciar o Evangelho da paz. 16Tomai o escudo da fé, o qual vos permitirá apagar todas as flechas ardentes do Maligno. 17Tomai, enfim, o capacete da salvação e o gládio do espírito, isto é, a Palavra de Deus.
18Com preces e súplicas de vária ordem, orai em todas as circunstâncias, no Espírito, e vigiai com toda a perseverança, intercedendo por todos os santos. 19Orai também por mim, para que a palavra seja colocada em minha boca para anunciar corajosamente o mistério do Evangelho, 20do qual sou embaixador acorrentado. Possa eu, como é minha obrigação, proclamá-lo com toda a ousadia.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 143(144), 1. 2. 9-10 (R. 1a)

℟. Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

— 1Bendito seja o Senhor, meu rochedo, que adestrou minhas mãos para a luta, e os meus dedos treinou para a guerra! ℟.

℟. Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

— 2Ele é meu amor, meu refúgio, libertador, fortaleza e abrigo; é meu escudo: é nele que espero, ele submete as nações a meus pés. ℟.

℟. Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

— 9Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, nas dez cordas da harpa louvar-vos, 10a vós que dais a vitória aos reis e salvais vosso servo Davi. ℟.

℟. Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Bendito é o rei que vem em nome do Senhor! Glória a Deus nos altos céus e na terra paz aos homens! (Cf. Lc 19, 38; 2, 14) ℟.
Evangelho — Lc 13, 31-35

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.

31Naquela hora, alguns fariseus aproximaram-se e disseram a Jesus: “Tu deves ir embora daqui, porque Herodes quer te matar”. 32Jesus disse: “Ide dizer a essa raposa: eu expulso demônios e faço curas hoje e amanhã; e no terceiro dia terminarei o meu trabalho. 33Entretanto, preciso caminhar hoje, amanhã e depois de amanhã, porque não convém que um profeta morra fora de Jerusalém.
34Jerusalém, Jerusalém! Tu que matas os profetas e apedrejas os que te foram enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne os pintainhos debaixo das asas, mas tu não quiseste! 35Eis que vossa casa ficará abandonada. Eu vos digo: não me vereis mais, até que chegue o tempo em que vós mesmos direis: ʽBendito aquele que vem em nome do Senhorʼ”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Beata Chiara Luce (Memória Facultativa)

Local: Sassello, Itália
Data: 29 de Outubro † 1990

Chiara Badano nasceu em 29 de outubro de 1971 em Sassello, na diocese de Acqui Terme. Seus pais estavam esperando por ela há 11 anos. Seu nascimento é saudado como uma graça de Nossa Senhora, invocada com fervor no “Santuário das Rochas” por seu pai.

Cresce rodeada de muito amor. É saudável, adora a natureza e as brincadeiras, destaca-se desde cedo pelo amor a Jesus e a Nossa Senhora. Tem um atrativo particular para os “últimos”, que cobre com atenção e pequenos serviços, muitas vezes abrindo mão de momentos de lazer.

No dia da sua primeira comunhão recebe de presente o livro dos Evangelhos. É para ela “um livro magnífico”. “Assim como é fácil para mim aprender o alfabeto, também deve ser para viver o Evangelho!”.

Aos 9 anos ingressou no Movimento dos Focolares fundado por Chiara Lubich como GEN (Nova Geração), envolvendo também os pais. A partir daí, sua vida está em alta: ela tenta “sempre colocar Deus em primeiro lugar” e dizer-lhe “sempre sim”. Gosta de estudar e sente-o como um “dever” que cumpre com alegria e serenidade, feliz por estar ao lado dos seus companheiros. Depois do primeiro colégio, ela parece mais pálida e um pouco cansada, mas não liga. Ela tem 17 anos e está em plena vitalidade.

No final do verão, durante uma partida de tênis, uma dor aguda no ombro esquerdo a força a largar a raquete. A tomografia computadorizada no hospital S. Corona em Pietra Ligure revela um dos mais graves osteossarcomas com metástases generalizadas.

Em 7 de fevereiro de 1989, ela entrou no hospital Molinette em Torino, onde uma primeira operação foi realizada no dia 28. Ao acordar, em seus lábios: “Se você quiser, Jesus, eu também quero!” Apesar da operação e do tratamento, a doença galopa inexoravelmente. Chiara percebe a situação e dirige-se a Nossa Senhora com um bilhete: “Mãe do Céu… te peço o milagre da cura; se não for da vontade d Ele, peço-lhe a força necessária para nunca desistir ”.

A dor não a impede, nem um gemido em seus lábios. Seu rosto irradia alegria e seus olhos estão sempre brilhantes, apesar do desbotamento progressivo: a perda de cabelo e pernas. Ela não tem medo de morrer. O tão esperado Noivo vem buscá-la na madrugada de 7 de outubro de 1990, após uma noite muito dolorosa.

Para a mãe que estava ao lado dela, afagando-lhe a testa com grande esforço, ela sussurra: “Mãe, seja feliz, porque eu também sou.” E partiu para a verdadeira Vida.

Clique aqui e assista ao Documentário Biográfico de Chiara Luce

Fonte: causesanti.va

Beata Chiara Luce, rogai por nós!

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QUARTA-FEIRA, DIA 28 DE OUTUBRO DE 2026

Santos Simão e Judas, Apóstolos, Festa
Cor Litúrgica vermelha

Primeira leitura
— Ef 2, 19-22

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios

Irmãos, 19já não sois mais estrangeiros nem migrantes, mas concidadãos dos santos. Sois da família de Deus. 20Vós fostes integrados no edifício que tem como fundamento os apóstolos e os profetas, e o próprio Jesus Cristo como pedra principal. 21É nele que toda a construção se ajusta e se eleva para formar um templo Santo no Senhor. 22E vós também sois integrados nesta construção, para vos tornardes morada de Deus pelo Espírito.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 18(19A), 2-3. 4-5 (R. 5a)

℟. Seu som ressoa e se espalha em toda terra.

— 2Os céus proclamam a glória do Senhor, e o firmamento, a obra de suas mãos; 3o dia ao dia transmite esta mensagem, a noite à noite publica esta notícia. ℟.

℟. Seu som ressoa e se espalha em toda terra.

— 4Não são discursos nem frases ou palavras, nem são vozes que possam ser ouvidas; 5seu som ressoa e se espalha em toda a terra, chega aos confins do universo a sua voz. ℟.

℟. Seu som ressoa e se espalha em toda terra.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. A vós, ó Deus, louvamos, a vós, Senhor, cantamos; vos louva, ó Senhor, o coro dos Apóstolos! ℟.
Evangelho — Lc 6, 12-19

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.

12Naqueles dias, Jesus foi à montanha para rezar. E passou a noite toda em oração a Deus. 13Ao amanhecer, chamou seus discípulos e escolheu doze dentre eles, aos quais deu o nome de apóstolos: 14Simão, a quem impôs o nome de Pedro, e seu irmão André; Tiago e João; Filipe e Bartolomeu; 15Mateus e Tomé; Tiago, filho de Alfeu, e Simão, chamado Zelota; 16Judas, filho de Tiago, e Judas Iscariotes, aquele que se tornou traidor.
17Jesus desceu da montanha com eles e parou num lugar plano. Ali estavam muitos dos seus discípulos e grande multidão de gente de toda a Judéia e de Jerusalém, do litoral de Tiro e Sidônia. 18Vieram para ouvir Jesus e serem curados de suas doenças. E aqueles que estavam atormentados por espíritos maus também foram curados. 19A multidão toda procurava tocar em Jesus, porque uma força saía dele, e curava a todos.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São Simão e São Judas (Festa)

Não sabemos muito sobre estes dois Apóstolos. Contudo, comemorando os Apóstolos, a Igreja celebra sempre a vocação e a missão de toda a Igreja, chamada toda ela a ser apostólica.

Simão é chamado de “Zelote”, o que nos leva a crer que, antes de unir-se a Jesus, pertencia ao partido dos zelotes. Este partido representava uma tendência mais radical entre os nacionalistas judeus, com o objetivo de expulsar os dominadores estrangeiros. Marcos, no seu Evangelho, substituiu o qualificativo de zelote pelo de “cananeu”.

O fato de Jesus ter escolhido um “zelote” para Apóstolo demonstra a verdade daquela palavra do Senhor: Não fostes vós que me escolhestes, mas fui eu que vos escolhi. Cristo, ao escolher seus Apóstolos, quis que o colégio dos doze fosse de certa maneira representativo da situação religiosa e social do povo judeu. Desconhece-se a vida de Simão depois da dispersão dos Apóstolos na pregação do Evangelho.

Sobre São Judas já temos alguns dados. Ele é chamado Tadeu ou filho de Tiago para distingui-lo de Judas Iscariotes, o traidor. De Judas Tadeu o Evangelho de João nos conservou uma única frase, a última dos Apóstolos por ocasião da Última Ceia. Ele perguntou a Jesus: Senhor, por que te manifestarás a nós e não ao mundo? (Jo 14, 22). Jesus respondeu-lhe que o mundo não era digno das revelações divinas, por não lhe ter fé nem amor. Deus se manifesta realmente a quem tem fé e amor.

Depois da descida do Espírito Santo, Judas Tadeu teria se dirigido para a Síria, a Mesopotâmia e a Armênia. Deste Apóstolo a Igreja conserva uma carta, talvez dirigida aos judeus cristãos da Palestina. Acontece que o redator da chamada Carta de Judas não se identifica com os Apóstolos: Vós, caríssimos, lembrai-vos do que foi predito pelos Apóstolos de Nosso Senhor Jesus Cristo. Eles vos diziam: no final dos tempos haverá zombadores que andarão segundo seus ímpios desejos (Id 17).

Curiosamente, o apóstolo São Judas Tadeu tornou-se no Brasil um dos santos mais venerados pelos fiéis, invocado sobretudo nos casos desesperados ou de urgente necessidade.

Os textos da Missa são bastante genéricos. Falam da escolha dos Apóstolos por Cristo (Antífona da entrada). A Oração coleta faz memória da pregação dos Apóstolos pelos quais Deus nos fez chegar ao conhecimento do Evangelho. A Antífona da Comunhão recorda que o Pai e o Filho virão fazer sua morada naqueles que amam a Cristo Jesus.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São Simão e São Judas, rogai por nós!

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TERÇA-FEIRA, DIA 27 DE OUTUBRO DE 2026

XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Ef 5, 21-33

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios

Irmãos, 21vós que temeis a Cristo, sede solícitos uns para com os outros. 22As mulheres sejam submissas aos seus maridos como ao Senhor. 23Pois o marido é a cabeça da mulher, do mesmo modo que Cristo é a cabeça da Igreja, ele, o Salvador do seu Corpo. 24Mas como a Igreja é solícita por Cristo, sejam as mulheres solícitas em tudo pelos seus maridos.
25Maridos, amai as vossas mulheres, como o Cristo amou a Igreja e se entregou por ela. 26Ele quis assim torná-la santa, purificando-a com o banho da água unida à Palavra. 27Ele quis apresentá-la a si mesmo esplêndida, sem mancha nem ruga, nem defeito algum, mas santa e irrepreensível.
28Assim é que o marido deve amar a sua mulher, como ao seu próprio corpo. Aquele que ama a sua mulher ama-se a si mesmo. 29Ninguém jamais odiou a sua própria carne. Ao contrário, alimenta-a e cerca-a de cuidados, como o Cristo faz com a sua Igreja; 30e nós somos membros do seu corpo! 31Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. 32Este mistério é grande, e eu o interpreto em relação a Cristo e à Igreja. 33Em todo caso, cada um, no que lhe toca, deve amar a sua mulher como a si mesmo; e a mulher deve respeitar o seu marido.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 127(128), 1-2. 3. 4-5 (R. 1a)

℟. Felizes todos que respeitam o Senhor!

— 1Feliz és tu se temes o Senhor e trilhas seus caminhos! 2Do trabalho de tuas mãos hás de viver, serás feliz, tudo irá bem! ℟.

℟. Felizes todos que respeitam o Senhor!

— 3A tua esposa é uma videira bem fecunda no coração da tua casa; os teus filhos são rebentos de oliveira ao redor de tua mesa. ℟.

℟. Felizes todos que respeitam o Senhor!

— 4Será assim abençoado todo homem que teme o Senhor. 5O Senhor te abençoe de Sião, cada dia de tua vida. ℟.

℟. Felizes todos que respeitam o Senhor!

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu Reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Cf. Mt 11, 25) ℟.
Evangelho — Lc 13, 18-21

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 18Jesus dizia: “A que é semelhante o Reino de Deus, e com que poderei compará-lo? 19Ele é como a semente de mostarda, que um homem pega e atira no seu jardim. A semente cresce, torna-se uma grande árvore, e as aves do céu fazem ninhos nos seus ramos”.
20Jesus disse ainda: “Com que poderei ainda comparar o Reino de Deus? 21Ele é como o fermento que uma mulher pega e mistura com três porções de farinha, até que tudo fique fermentado”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Beato Salvador Mollar Ventura (Memória Facultativa)

Local: Paterna, Espanha
Data: 27 de Outubro † 1925

O casal Batista Mollar e Maria Ventura, de origem humilde e piedosa, moradores de Valência, Espanha, ganhou o quarto de seus sete filhos no dia 27 de março de 1896. Batizaram-no dois dias após seu nascimento com o nome do pai, Batista.

O menino só completou seus estudos básicos, pois cedo teve de trabalhar para ajudar sua família. O que o distinguia dos demais meninos de sua idade era sua piedade, pois ajudava na catequese de sua paróquia, tomava parte da adoração noturna e da Conferência de São Vicente de Paulo.

Ainda jovem costumava, todos os anos, passar alguns dias no convento franciscano do Espírito Santo do Monte e o contato com os frades fomentou sua vocação franciscana. Assim, no dia 20 de janeiro de 1921, com vinte e cinco anos de idade, entrou no noviciado dos franciscanos e trocou seu nome de Batista para Salvador. Sua profissão simples foi realizada no dia 22 de janeiro do ano seguinte e a profissão solene três anos mais tarde, no dia 25 de janeiro de 1925.

Foi frei no Convento do Espírito Santo do Monte, no de Benissa e no de São Francisco, o Grande, em Madri, exercendo sempre o ofício de sacristão, ainda que sem deixar de atender outras funções no convento ou sair para pedir esmolas para ajudar os meninos do seminário menor franciscano. Era muito devoto e virtuoso, humilde, obediente, alegre, resignado quando algo não se saía bem, modesto, cumpridor de todas as normas do convento e sempre dedicado especialmente à limpeza e ornamentação da Igreja.

Quando a Guerra Civil Espanhola começou ele era sacristão no Convento de Benissa e quando os religiosos do convento fugiram, ele se refugiou durante quinze dias no campo, na casa de uns benfeitores. Depois, para não os comprometer, foi unir-se à sua irmã, em Manises. Levou no local uma vida discreta, ajudando sua família. Pressentia o que estava por vir sobre ele, pois sua cidade foi uma das que mais cruelmente padeceu na perseguição a sacerdotes e religiosos.

No dia 13 de outubro de 1925 uns milicianos se apresentaram na casa da irmã dele, bateram na porta e começaram imediatamente a revistar a residência. Foi preso e levado para “submetê-lo a um interrogatório”. Prenderam-no numa pequena cela do convento das carmelitas (que servia como prisão), torturaram-no e o mantiveram no local somente até o dia 27 de outubro. Durante a noite fuzilaram-no no “Picadeiro de Paterna”. No dia seguinte, quando uma sobrinha foi levar-lhe a refeição disseram: ‘o pássaro voou esta noite’. Foi sepultado dentro de um ataúde, em uma fossa comum do cemitério de Valência. Ao final da Guerra Civil, incorrupto, seu corpo foi transladado para Manises sendo sepultado no cemitério da região.

Em 1949, todos mártires de Manises foram exumados no Cruzeiro da Paróquia de São João e no dia 03 de março de 1968 o corpo de Salvador foi novamente transladado para junto do altar de São Francisco.

Foi beatificado pelo Papa João Paulo II no dia 11 de março de 2001 junto com outros mártires da comunidade Valenciana.

Fonte: pt.aleteia.org

Beato Salvador Mollar Ventura, rogai por nós!

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SEGUNDA-FEIRA, DIA 26 DE OUTUBRO DE 2026

XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Ef 4, 32-5, 8

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios

Irmãos, 32sede bons uns para com os outros, sede compassivos; perdoai-vos mutuamente, como Deus vos perdoou por meio de Cristo. 5,1Sede imitadores de Deus, como filhos que ele ama. 2Vivei no amor, como Cristo nos amou e se entregou a si mesmo a Deus por nós, em oblação e sacrifício de suave odor.
3A devassidão, ou qualquer espécie de impureza ou cobiça sequer sejam mencionadas entre vós, como convém a santos. 4Nada de palavras grosseiras, insensatas ou obscenas, que são inconvenientes; dedicai-vos antes à ação de graças. 5Pois, sabei-o bem, o devasso, o impuro, o avarento – que é um idólatra – são excluídos da herança no reino de Cristo e de Deus.
6Que ninguém vos engane com palavras vazias. Tudo isso atrai a cólera de Deus sobre os que lhe desobedecem. 7Não sejais seus cúmplices. 8Outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor. Vivei como filhos da luz.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.

Salmo Responsorial — Sl 1, 1-2. 3. 4 e 6 (R. cf. Ef 5, 1)

℟. Sejamos, pois, imitadores do Senhor, como convém aos amados filhos seus.

— 1Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; 2mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar. ℟.

℟. Sejamos, pois, imitadores do Senhor, como convém aos amados filhos seus.

— 3Eis que ele é semelhante a uma árvore que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar, ℟.

℟. Sejamos, pois, imitadores do Senhor, como convém aos amados filhos seus.

— 4mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. 6Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte. ℟.

℟. Sejamos, pois, imitadores do Senhor, como convém aos amados filhos seus.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Vossa palavra é a verdade; santificai-nos na verdade! (Cf. Jo 17, 17ba) ℟.
Evangelho — Lc 13, 10-17

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 10Jesus estava ensinando numa sinagoga, em dia de sábado. 11Havia aí uma mulher que, fazia dezoito anos, estava com um espírito que a tornava doente. Era encurvada e incapaz de se endireitar. 12Vendo-a, Jesus chamou-a e lhe disse: “Mulher, estás livre da tua doença”. 13Jesus colocou as mãos sobre ela, e imediatamente a mulher se endireitou, e começou a louvar a Deus.
14O chefe da sinagoga ficou furioso, porque Jesus tinha feito uma cura em dia de sábado. E, tomando a palavra, começou a dizer à multidão: “Existem seis dias para trabalhar. Vinde, então, nesses dias para serdes curados, mas não em dia de sábado”.
15O Senhor lhe respondeu: “Hipócritas! Cada um de vós não solta do curral o boi ou o jumento, para dar-lhe de beber, mesmo que seja dia de sábado? 16Esta filha de Abraão, que Satanás amarrou durante dezoito anos, não deveria ser libertada dessa prisão, em dia de sábado?” 17Esta resposta envergonhou todos os inimigos de Jesus. E a multidão inteira se alegrava com as maravilhas que ele fazia.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Beata Celina Chludzindska Borzecka (Memória Facultativa)

Local: Cracóvia, Polônia
Data: 26 de Outubro † 1913

Celina Chludzindska Borzecka nasceu em 29 de outubro de 1833 em Antowil, perto de Orsza (então território polonês, agora Bielo-Rússia), filha de Ignazio e Petronella Chludzindska, uma família de ricos proprietários de terras. Ela cresceu em um ambiente de tradições católicas e patrióticas saudáveis. A educação era dada a ela em casa, como era o costume da época e ditada pela posição social dos pais.

A vida espiritual de Celina logo começou a se desenvolver e a pergunta dirigida a Deus: “O que você quer que eu faça da minha vida?” frequentemente aparecia em suas orações. Depois de um retiro em Vilnius em 1853, ela expressou o desejo de se tornar freira, mas encontrou a oposição de seus pais. Obedecendo aos desejos de seus pais e aos conselhos de seu confessor, aos 20 anos casou-se na Catedral de Vilnius com Joseph Borzecki, dono de uma propriedade perto de Grodno. No entanto, uma convicção interior permaneceu dentro dela de que “sua vida não deveria ter terminado de uma maneira normal.”

Celina, profundamente amada por seu marido, era também uma esposa amorosa e exemplar, que compartilhava a responsabilidade pelo patrimônio e mostrava sua atenção aos pobres. Ela teve quatro filhos, dois dos quais morreram na infância. Celina considerou as duas filhas restantes um presente de Deus, confiado à sua responsabilidade. Em suas “Memórias para minhas filhas”, ela revelou seus próprios esforços para desenvolver sua relação com Deus como Criador e Pai amoroso. Ela encorajou suas filhas a governar e servir ao próximo. Cada uma das filhas foi tratada de forma única e individual e teve a liberdade de escolher o caminho da vocação que queria seguir.

Quando Giuseppe Borzecki sofreu um derrame que o deixou paralítico em 1869, Celina mudou-se com sua família para Viena para obter o melhor atendimento médico para ele. Durante seu sofrimento, que durou cinco anos completos, ela foi a fonte de apoio espiritual e moral para ele e serviu como sua enfermeira sensível e dedicada. Ao mesmo tempo, ela continuou a fazer o máximo pela educação de suas filhas.

Após a morte do marido, Celina com as filhas foi a Roma em 1875 para ampliar seus horizontes espirituais e culturais. Ela também estava procurando orientação sobre a vontade de Deus para ela e suas filhas. Na igreja de San Claudio em Roma conheceu o cofundador dos Ressurrecionistas, Padre Pietro Semenenko, que durante muitos anos desejou fundar um ramo feminino da Congregação da Ressurreição de Nosso Senhor Jesus Cristo. Ela se tornou sua penitente. O Padre Pietro a apresentou à espiritualidade centrada no mistério pascal de Cristo. Posteriormente, ela expressará o seu caminho de santidade no lema que será inscrito na cruz dos votos perpétuos de cada Irmã da Ressurreição: Per crucem et mortem ad resurrectionem et gloriam.

Em 1882, Celina Borzecka, junto com sua filha mais nova, Hedwig, e outras mulheres começaram a vida comunitária em Roma, sob a direção espiritual do Pe. Pietro Semenenko. Depois da morte repentina do Padre, ocorrida em 1886 em Paris, Celina teve que enfrentar as intrigas das pessoas que se opunham à nova fundação e suas tentativas de unir a nova comunidade a um dos institutos já existentes. Celina sentiu, cada vez com mais força, o apelo a fundar uma comunidade de mulheres dedicadas ao mistério da ressurreição: a vocação de viver a vida com consciência na sua dimensão pessoal, comunitária e apostólica, através da força que vem de Jesus Ressuscitado. Ela nunca quis abandonar o espírito e estilo de vida específicos de sua comunidade ou de seu nome: Irmãs da Ressurreição.

Em 1887, auxiliada por amigos fiéis, Celina abriu sua primeira escola vespertina para meninas, onde Dom Giacomo Della Chiesa, o futuro Papa Bento XV, cujos pais viviam no apartamento ao lado da escola, servia como capelão e catequista.

Após anos de provações e sofrimentos, Celina Borzecka e sua filha, Edwiges, co-fundadora, em 6 de janeiro de 1891 emitiram os votos religiosos como Irmãs da Ressurreição, na presença do Card. Lucido Parocchi, Vigário Geral de Sua Santidade para a Diocese de Roma, dando início oficialmente à nova Congregação. No outono do mesmo ano, Celina inaugurou a primeira casa em território polonês, em Kety, perto de Wadowice, destinada principalmente como sede do noviciado. Com o aumento do número de Irmãs, a Fundadora começou a colocar em prática seu sonho de uma Congregação capaz de contribuir para a renovação da sociedade, especialmente através da educação. Ela fundou (a convite dos Ressurreicionistas) a missão ecumênica em Malko Tirnovo, na Bulgária (então parte do Império Turco).

Em 1904, Madre Celina escolheu o bairro de Prati, em Roma, para construir a Casa-Mãe da Congregação à sombra do Vaticano. Ela trabalhou muito, junto com sua filha, e finalmente em 1905 ela se alegrou com o Decretum Laudis recebido por sua Congregação. Depois da morte repentina de sua filha, Edwiges, aos 43 anos, Celina convocou o primeiro Capítulo geral da comunidade em 1911, onde foi eleita superiora geral ad vitam. Ela passou os últimos anos de sua vida em visitas frequentes às casas da Congregação e em extensa correspondência com suas irmãs, formando-as no espírito da fundação.

À medida que a morte se aproximava, Celina repetia às freiras: “Sede santas”. Expressou o dinamismo de sua vida quando, antes de morrer, escreveu em um pedaço de papel, sem poder falar: “Em Deus há felicidade para sempre”. Madre Celina Borzecka faleceu em 26 de outubro de 1913, em um simples apartamento de Cracóvia, por onde passava durante uma visita canônica.

Em resposta ao incentivo do Papa Pio XII, sua causa de beatificação foi aberta em Roma em 1944. O decreto sobre a natureza heroica das virtudes foi promulgado em 11 de fevereiro de 1982 e o milagre da beatificação foi aprovado em 16 de dezembro de 2007.

A Beata Celina pertenceu a um raro grupo de mulheres que viveram diferentes estados de vida: esposa, mãe, viúva, freira e fundadora. Apesar dos tantos e diversos trabalhos realizados na sua vida, escreveu com toda a simplicidade e humildade, dando assim uma característica à sua vida espiritual: “Deus não me chamou para fazer coisas extraordinárias… talvez porque não quis que eu fosse orgulhosa. Minha vocação é fazer a vontade de Deus com fidelidade e amor”.

Fonte: causesanti.va (adaptado)

Beata Celina Chludzindska Borzecka, rogai por nós!

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DOMINGO, DIA 25 DE OUTUBRO DE 2026

XXX DOMINGO DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Ex 22, 20-26

Leitura do Livro do Êxodo

Assim diz o Senhor: 20Não oprimas nem maltrates o estrangeiro, pois vós fostes estrangeiros na terra do Egito. 21Não façais mal algum à viúva nem ao órfão. 22Se os maltratardes, gritarão por mim, e eu ouvirei o seu clamor. 23Minha cólera, então, se inflamará e eu vos matarei à espada; vossas mulheres ficarão viúvas e órfãos os vossos filhos.
24Se emprestares dinheiro a alguém do meu povo, a um pobre que vive ao teu lado, não sejas um usurário, dele cobrando juros. 25Se tomares como penhor o manto do teu próximo, deverás devolvê-lo antes do pôr do sol. 26Pois é a única veste que tem para o seu corpo, e coberta que ele tem para dormir. Se clamar por mim, eu o ouvirei, porque sou misericordioso.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 17(18), 2-3a. 3bc-4. 47. 51ab (R. 2)

℟. Eu vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação.

— 2Eu vos amo, ó Senhor! Sois minha força, 3aminha rocha, meu refúgio e Salvador! Ó meu Deus, sois o rochedo que me abriga, minha força e poderosa salvação. ℟.

℟. Eu vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação.

— 3bcÓ meu Deus, sois o rochedo que me abriga sois meu escudo e proteção: em vós espero! 4Invocarei o meu Senhor: a ele a glória! e dos meus perseguidores serei salvo! ℟.

℟. Eu vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação.

— 47Viva o Senhor! Bendito seja o meu Rochedo! E louvado seja Deus, meu Salvador! 51abConcedeis ao vosso rei grandes vitórias e mostrais misericórdia ao vosso Ungido. ℟.

℟. Eu vos amo, ó Senhor, sois minha força e salvação.

Segunda leitura
— 1Ts 1, 5c-10

Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Tessalonicenses

Irmãos: 5cSabeis de que maneira procedemos entre vós, para o vosso bem. 6E vós vos tornastes imitadores nossos e do Senhor, acolhendo a Palavra com a alegria do Espírito Santo, apesar de tantas tribulações. 7Assim vos tornastes modelo para todos os fiéis da Macedônia e da Acaia.
8Com efeito, a partir de vós, a Palavra do Senhor não se divulgou apenas na Macedônia e na Acaia, mas a vossa fé em Deus propagou-se por toda parte. Assim, nós já nem precisamos de falar, 9pois as pessoas mesmas contam como vós nos acolhestes e como vos convertestes, abandonando os falsos deuses, para servir ao Deus vivo e verdadeiro, 10esperando dos céus o seu Filho, a quem ele ressuscitou dentre os mortos: Jesus, que nos livra do castigo que está por vir.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e a ele nós viremos. (Jo 14, 23) ℟.
Evangelho — Mt 22, 34-40

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Mateus
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 34Os fariseus ouviram dizer que Jesus tinha feito calar os saduceus. Então eles se reuniram em grupo, 35e um deles perguntou a Jesus, para experimentá-lo: 36“Mestre, qual é o maior mandamento da Lei?”
37Jesus respondeu: “ʽAmarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento!ʼ 38Esse é o maior e o primeiro mandamento. 39O segundo é semelhante a esse: ʽAmarás ao teu próximo como a ti mesmoʼ. 40Toda a Lei e os profetas dependem desses dois mandamentos”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santo Antônio de Sant’Ana Galvão (Memória)

Local: São Paulo, Brasil
Data: 25 de Outubro † 1822

Estamos diante do primeiro santo canonizado nascido no Brasil. Antônio Galvão de França nasceu em 1739, em Guaratinguetá, no Vale do Paraíba, cidade que na época pertencia à diocese do Rio de Janeiro. O ambiente familiar era profundamente religioso. O pai, querendo dar uma formação humana e cultural segundo suas possibilidades econômicas, mandou Antônio para a Bahia, a fim de estudar no seminário dos padres jesuítas. Com o clima antijesuítico provocado pela atuação do marquês de Pombal, Antônio entrou para os Frades Menores.

Em 1761 fez a profissão solene. Um ano depois, Frei Antônio foi admitido à ordenação sacerdotal. Depois de ordenado, foi mandado para o convento de São Francisco, em São Paulo, a fim de aperfeiçoar os estudos de filosofia e teologia. Terminados os estudos em 1768, foi nomeado pregador, confessor dos leigos e porteiro do convento. Foi confessor estimado e procurado. Grande devoto da Virgem Maria Imaculada, exerceu as funções de pregador, confessor, porteiro, orientador espiritual da Ordem Terceira Secular de São Francisco e guardião do convento do mesmo nome. Fundou o Recolhimento de Nossa Senhora da Conceição, hoje, mosteiro da Luz, onde em 1769 foi designado confessor. Distinguiu-se por uma vida apostólica e missionária, sendo chamado “homem da paz e da caridade”.

Quando as forças impediram o ir e vir diário do convento de São Francisco ao recolhimento, obteve dos seus superiores a autorização para ficar no recolhimento da Luz, onde terminou sua vida terrena aos 23 de dezembro de 1822, confortado pelos sacramentos e assistido pelo seu guardião, dois confrades e dois sacerdotes diocesanos. A pedido das religiosas e do povo, foi sepultado na igreja do Recolhimento que ele mesmo construíra. Foi beatificado por João Paulo II, no dia 25 de outubro de 1998 e canonizado, em São Paulo, por Bento XVI no dia 11 de maio de 2007, por ocasião da V Conferência do CELAM em Aparecida.

A questão das “pílulas de Frei Galvão” não foi mencionada nem no rito da beatificação nem no da canonização. Esta questão deve ser abordada com muito critério. A devoção está muito ligada à proteção da vida e da promoção da saúde à luz da devoção de Santo Antônio Galvão à Virgem Imaculada. Na oferta dessas pílulas Santo Antônio Galvão procurava levar as pessoas a uma atitude de vivência da mensagem do Evangelho, pois os papeizinhos levavam a mensagem seguinte: “Post partum, Virgo, inviolata permansisti. Dei Genetrix, intercede pro nobis”, que significa: “Após o parto, ó Virgem, permaneceste inviolada. Mãe de Deus, intercede por nós”. Na ação de comer ou devorar o livro, a mensagem está na linha do devorar o livro do profeta Ezequiel e do Apocalipse, e simboliza assimilar a mensagem. Portanto, deve se evitar toda a conotação de magia, realçando a conversão. Neste sentido, Santo Antônio Galvão poderia ser considerado e venerado como patrono da vida que nasce e da vida que corre risco por causa da doença.

Parece que de fato o santo começou a ser venerado mais como o homem da caridade e da paz. Em São Paulo foi declarado patrono da construção civil. Liturgicamente, seu nome não é simplesmente São Frei Galvão, mas Santo Antônio de Sant Ana Galvão, ou simplesmente Santo Antônio Galvão.

Os textos de sua comemoração realçam o homem da caridade e da paz. Eis a Oração coleta: Deus, Pai de misericórdia, que fizestes de Santo Antônio de Sant Ana Galvão um instrumento de caridade e de paz no meio dos irmãos e irmãs, concedei-nos, por sua intercessão, favorecer sempre a verdadeira concórdia.

A expressão “no meio dos irmãos e irmãs” lembra sua condição de religioso franciscano que tem como mensagem primeira o testemunho de fraternidade.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santo Antônio de Santana Galvão, rogai por nós!

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SÁBADO, DIA 24 DE OUTUBRO DE 2026

XXIX SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Ef 4, 7-16

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios

Irmãos, 7cada um de nós recebeu a graça na medida em que Cristo lha deu. 8Daí esta palavra: “Tendo subido às alturas, ele capturou prisioneiros, e distribuiu dons aos homens”. 9“Ele subiu”! Que significa isso, senão que ele desceu também às profundezas da terra? 10Aquele que desceu é o mesmo que subiu mais alto do que todos os céus, a fim de encher o universo.
11E foi ele quem instituiu alguns como apóstolos, outros como profetas, outros ainda como evangelistas, outros, enfim, como pastores e mestres. 12Assim, ele capacitou os santos para o ministério, para edificar o corpo de Cristo, 13até que cheguemos todos juntos à unidade da fé e do conhecimento do Filho de Deus, ao estado do homem perfeito e à estatura de Cristo em sua plenitude.
14Assim, não seremos mais crianças ao sabor das ondas, arrastados por todo vento de doutrina, ludibriados pelos homens e induzidos por sua astúcia ao erro. 15Motivados pelo amor queremos ater-nos à verdade e crescer em tudo até atingirmos aquele que é a Cabeça, Cristo. 16Graças a ele, o corpo, coordenado e bem unido, por meio de todas as articulações que o servem, realiza o seu crescimento, segundo uma atividade à medida de cada membro, para a sua edificação no amor.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 121(122), 1-2. 3-4a. 4b-5 (R. cf. 1)

℟. Que alegria, quando ouvi que me disseram: “Vamos à casa DO Senhor!”

— 1Que alegria, quando ouvi que me disseram: “Vamos à casa do Senhor!” 2E agora nossos pés já se detêm, Jerusalém, em tuas portas. ℟.

℟. Que alegria, quando ouvi que me disseram: “Vamos à casa DO Senhor!”

— 3Jerusalém, cidade bem edificada num conjunto harmonioso; 4apara lá sobem as tribos de Israel, as tribos do Senhor. ℟.

℟. Que alegria, quando ouvi que me disseram: “Vamos à casa DO Senhor!”

— bPara louvar, segundo a lei de Israel, o nome do Senhor. 5A sede da justiça lá está e o trono de Davi. ℟.

℟. Que alegria, quando ouvi que me disseram: “Vamos à casa DO Senhor!”

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Não quero a morte do pecador, diz o Senhor, mas que ele volte, se converta e tenha vida (Ez 33, 11) ℟.
Evangelho — Lc 13, 1-9

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.

1Naquele tempo, vieram algumas pessoas trazendo notícias a Jesus a respeito dos galileus que Pilatos tinha matado, misturando seu sangue com o dos sacrifícios que ofereciam. 2Jesus lhes respondeu: “Vós pensais que esses galileus eram mais pecadores do que todos os outros galileus, por terem sofrido tal coisa? 3Eu vos digo que não. Mas se vós não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo. 4E aqueles dezoito que morreram, quando a torre de Siloé caiu sobre eles? Pensais que eram mais culpados do que todos os outros moradores de Jerusalém? 5Eu vos digo que não. Mas, se não vos converterdes, ireis morrer todos do mesmo modo”.
6E Jesus contou esta parábola: “Certo homem tinha uma figueira plantada na sua vinha. Foi até ela procurar figos e não encontrou. 7Então disse ao vinhateiro: ʽJá faz três anos que venho procurando figos nesta figueira e nada encontro. Corta-a! Por que está ela inutilizando a terra?ʼ 8Ele, porém, respondeu: ʽSenhor, deixa a figueira ainda este ano. Vou cavar em volta dela e colocar adubo. 9Pode ser que venha a dar fruto. Se não der, então tu a cortarásʼ”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santo Antônio Maria Claret (Memória Facultativa)

Local: Fontfroide, França
Data: 24 de Outubro † 1870

Antônio Maria nasceu em Sallent, perto de Barcelona, na Espanha, em 1807. Certamente um dos santos mais marcantes como apóstolo do Evangelho do século XIX, século em que se celebrou o Concílio Vaticano I. Na pia batismal recebeu o nome de Antônio, ao qual acrescentou mais tarde o de Maria, considerando Nossa Senhora sua mãe, sua madrinha, sua mestra, seu tudo, depois de Cristo. Antônio Maria teve na vida uma atividade multiforme. Pode ser considerado modelo completo de santidade, como operário, sacerdote, missionário, pastor, bispo, diretor de almas, fundador de famílias religiosas, confessor, conselheiro e escritor fecundíssimo.

Depois de ajudar o pai numa fábrica de tecidos, com 22 anos de idade, entrou no seminário de Barcelona para ser padre e padre missionário. Ordenado sacerdote, trabalhou como vigário cooperador em pequena paróquia e, depois de poucos anos, como pároco em sua aldeia natal. Desejou, porém, ser engajado como missionário. Assim, a partir de 1843, dedicou-se às missões populares através da Catalunha e depois nas ilhas Canárias. Em 1848 lançou os fundamentos da Congregação dos Missionários Filhos do Coração de Maria, que popularmente são conhecidos como claretianos.

Mal havia acabado de fundar a sua Congregação e realizar a providencial obra da imprensa e livrarias religiosas, o padre Antônio Maria foi nomeado Arcebispo de Santiago de Cuba. Esperava-o a difícil tarefa de defender os oprimidos da Ilha contra a exploração estrangeira, o que lhe ocasionou muitas perseguições e mesmo atentados contra sua vida. Ao chegar às terras cubanas, foi logo visitar o Santuário Nacional de Nossa Senhora do Cobre, padroeira da Ilha. Suas visitas pastorais eram verdadeiras missões que operavam a renovação espiritual das cidades e aldeias visitadas. Durante estas visitas ele pregava, catequizava, confessava, convocava encontros com o clero e as religiosas, visitava os doentes e interessava-se pela situação dos negros e escravos, no intuito de eliminar as discriminações raciais e favorecer a justiça e a igualdade para todos.

Em Cuba restaurou o antigo seminário, fundou escolas populares e, para dar perenidade à sua obra educativa, fundou uma Congregação religiosa dedicada ao magistério sob o título de Religiosas de Maria Imaculada. Os numerosos escritos populares de divulgação da doutrina cristã e defesa da ortodoxia constituem outra expressão do seu fecundo apostolado.

Exonerado do arcebispado de Cuba, talvez pressionado pelas perseguições e frequentes atentados, ele volta para a Espanha. Foi chamado pela corte para ser confessor da rainha que, por sinal, não primava muito pelo espírito religioso. Tal cargo foi-lhe uma cruz. Teve que enfrentar então as mais vis calúnias, movidas pelos adversários políticos da coroa espanhola, que o tachavam de monarquista, oposto aos ventos das ideias liberais que sopravam na Europa toda. Pôde cuidar também da sua Congregação religiosa. Com a deposição da rainha Isabel II, em 1860, Antônio Maria retirou-se para a França e daí para Roma, onde participaria do Concílio Vaticano I, como um dos mais fervorosos defensores da infalibilidade papal. Mesmo assim, continuou suas atividades pastorais e de escritor até ao fim de sua existência terrena que se deu no dia 24 de outubro de 1870 na abadia cisterciense de Fontfroide, na França. Por ocasião de sua beatificação, o papa Pio XI disse: “Antônio Maria Claret é uma figura verdadeiramente grande, como apóstolo infatigável, organizador moderno e precursor da Ação Católica, principalmente por meio da imprensa, na qual não foi superado talvez por ninguém”. Foi canonizado em 1950.

No Brasil podemos constatar uma bela presença dos padres claretianos. Especial destaque merece a Editora Ave Maria, com a publicação da Bíblia e a conhecida revista Ave Maria.

A Oração coleta realça a propagação do Evangelho entre os povos com sua caridade e paciência admirável. Ela pede a Deus por sua intercessão que nos apliquemos com todo empenho em conquistar nossos irmãos para o Cristo. Quão importante para a Igreja hoje o testemunho de Santo Antônio Maria Claret, nestes tempos em que a Igreja é novamente convocada para a nova evangelização.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santo Antônio Maria Claret, rogai por nós!

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SEXTA-FEIRA, DIA 23 DE OUTUBRO DE 2026

XXIX SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Ef 4, 1-6

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios

Irmãos, 1eu, prisioneiro no Senhor, vos exorto a caminhardes de acordo com a vocação que recebestes: 2Com toda a humildade e mansidão, suportai-vos uns aos outros com paciência, no amor. 3Aplicai-vos a guardar a unidade do espírito pelo vínculo da paz.
4Há um só Corpo e um só Espírito, como também é uma só a esperança à qual fostes chamados. 5Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, 6um só Deus e Pai de todos, que reina sobre todos, age por meio de todos e permanece em todos.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 23(24), 1-2. 3-4ab. 5-6 (R. cf. 6)

℟. É assim a geração dos que buscam vossa face, ó Senhor, Deus de Israel.

— 1Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; 2porque ele a tornou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável. ℟.

℟. É assim a geração dos que buscam vossa face, ó Senhor, Deus de Israel.

— 3“Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?” 4a“Quem tem mãos puras e inocente coração, bquem não dirige sua mente para o crime. ℟.

℟. É assim a geração dos que buscam vossa face, ó Senhor, Deus de Israel.

— 5Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador”. 6“É assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face”. ℟.

℟. É assim a geração dos que buscam vossa face, ó Senhor, Deus de Israel.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Cf. Mt 11, 25) ℟.
Evangelho — Lc 12, 54-59

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 54Jesus dizia às multidões: “Quando vedes uma nuvem vinda do ocidente, logo dizeis que vem chuva. E assim acontece. 55Quando sentis soprar o vento do sul, logo dizeis que vai fazer calor. E assim acontece. 56Hipócritas! Vós sabeis interpretar o aspecto da terra e do céu. Como é que não sabeis interpretar o tempo presente?
57Por que não julgais por vós mesmos o que é justo? 58Quando, pois, tu vais com o teu adversário apresentar-te diante do magistrado, procura resolver o caso com ele enquanto estais a caminho. Senão ele te levará ao juiz, o juiz te entregará ao guarda, e o guarda te jogará na cadeia. 59Eu te digo: daí tu não sairás, enquanto não pagares o último centavo”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São João de Capistrano (Memória Facultativa)

Local: Ujlac, Hungria
Data: 23 de Outubro † 1456

Vida agitada, atividade prodigiosa e rigor de penitência marcaram a existência de São João de Capistrano, um dos maiores astros da santidade do século XV.

João nasceu em Capistrano, nos Abruzos, perto de Nápoles na Itália, em 1386. Muito talentoso, cursou os estudos jurídicos em Perusa. Desempenhou com brilho o cargo de juiz de direito em Perusa, e uma nobre família lhe ofereceu uma filha como esposa. Pouco depois, apesar da pouca idade, foi nomeado governador de Perusa. Intrigas políticas e invasão armada de tropas napolitanas o levaram à prisão, onde sofreu forte crise religiosa que o levou a trocar a vida agitada que levava pela tranquilidade do convento.

Já com 30 anos de idade, João vestiu o hábito franciscano em Perusa. Como se comportou diante da jovem esposa não está muito claro. Há quem diga que ela tinha falecido; outro autor fala que ela ainda teria sido apenas namorada.

Para ser aceito à profissão na Ordem Franciscana ele teve que passar por duras provas. No entanto, João estava destinado a tomar parte nos grandes acontecimentos que agitavam a Ordem Franciscana e a sociedade. João de Capistrano viveu nos tempos difíceis do “grande cisma”, da peste negra, da guerra dos cem anos, da ameaça dos turcos contra a Europa e das tentativas de desunião no seio da própria Ordem Franciscana. Com os franciscanos São Bernardino de Sena e São Tiago das Marcas seria um dos grandes responsáveis pelo movimento de afervoramento do espírito de São Francisco dentro da sua Ordem com a denominação de “Observância”.

Desde sua ordenação sacerdotal em 1415, João de Capistrano dedicou-se com grande sucesso ao apostolado da palavra como missionário. Vários papas confiaram-lhe missões delicadas como a de combater os hereges “Fraticelli” na Itália, de convencer os armênios, separados de Roma, a enviar representantes ao concílio unionista de Florença e de promover uma cruzada contra os turcos. Foi enviado ao Oriente como visitador da Ordem. Depois do Concílio de Florença, foi nomeado núncio apostólico na Sicília e ainda legado na França, junto à corte de Carlos VII. Foi missionário na Alemanha, na Áustria, na Polônia e na Hungria. João passou os últimos cinco anos de vida em território do Império Alemão, promovendo a paz entre os príncipes cristãos, combatendo os adeptos de João Huss na Boêmia. O último grande feito do pregador diz respeito a toda a Europa. Desde a queda de Constantinopla em 1453, os turcos que a conquistaram, extinguindo o Império Cristão do Oriente, começaram a ameaçar a Europa através da Hungria, que, conquistada, serviria de trampolim para o resto da Europa. Em nome do papa Nicolau V, João esteve na assembleia reunida em Budapeste, em meados de 1455, concitando os cristãos a tomarem armas para defenderem a Europa. Sob o comando de João Huniade, deu-se a grande vitória do exército cristão, a 14 de julho, junto a Belgrado. Em memória desta vitória foi instituída no Ocidente a festa da Transfiguração do Senhor.

Três meses depois, consumido de trabalho e devorado por febre contínua, João de Capistrano vinha a falecer em território croata aos 23 de outubro de 1456. Apesar de homem de ação prodigiosa, de suas contínuas viagens através de toda a Europa, andando de pés descalços, João foi também escritor fecundo. O que o levou à honra dos altares não foi propriamente a intensa atividade missionária. Ele foi, antes de tudo, um homem de Deus, um frade profundamente asceta consigo mesmo, animado por profunda devoção ao santo nome de Jesus, característica do seu mestre São Bernardino de Sena, a quem defendeu com veemência diante de acusações em relação ao culto ao Santíssimo Nome de Jesus. João de Capistrano fez da ação ato de amor, e do amor, móvel de ação. Foi canonizado em 1724, constituído patrono dos capelães militares.

A Oração coleta faz memória de São João de Capistrano como confortador da cristandade aflita. Foi também grande promotor da paz, sobretudo como delegado de papas, no seio da Igreja e na própria Ordem. Por isso a Igreja pede que a guarde em constante paz. O santo distinguiu-se ainda como ardente defensor da fé cristã.

Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

São João de Capistrano, rogai por nós!

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QUINTA-FEIRA, DIA 22 DE OUTUBRO DE 2026

XXIX SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde
Memória Facultativa
São João Paulo II, Papa

Primeira leitura
— Ef 3, 14-21

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios

Irmãos, 14eu dobro os joelhos diante do Pai, 15de quem toda e qualquer família recebe seu nome, no céu e sobre a terra.
16Que ele vos conceda, segundo a riqueza da sua glória, serdes robustecidos, por seu Espírito, quanto ao homem interior, 17que ele faça habitar, pela fé, Cristo em vossos corações, que estejais enraizados e fundados no amor. 18Tereis assim a capacidade de compreender, com todos os santos, qual a largura, o comprimento, a altura, a profundidade, 19e de conhecer o amor de Cristo, que ultrapassa todo o conhecimento, a fim de que sejais cumulados até receber toda a plenitude de Deus.
20Àquele que tudo pode realizar superabundantemente, e muito mais do que nós pedimos ou concebemos, e cujo poder atua em nós, 21a ele a glória, na Igreja e em Jesus Cristo, por todas as gerações, para sempre. Amém.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 32(33), 1-2. 4-5. 11-12. 18-19 (R. 5b)

℟. Transborda em toda a terra a bondade do Senhor!

— 1Ó justos, alegrai-vos no Senhor! aos retos fica bem glorificá-lo. 2Dai graças ao Senhor ao som da harpa, na lira de dez cordas celebrai-o! ℟.

℟. Transborda em toda a terra a bondade do Senhor!

— 4Pois reta é a palavra do Senhor, e tudo o que ele faz merece fé. 5Deus ama o direito e a justiça, transborda em toda a terra a sua graça. ℟.

℟. Transborda em toda a terra a bondade do Senhor!

— 11Mas os desígnios do Senhor são para sempre, e os pensamentos que ele traz no coração, de geração em geração, vão perdurar. 12Feliz o povo cujo Deus é o Senhor, e a nação que escolheu por sua herança! ℟.

℟. Transborda em toda a terra a bondade do Senhor!

— 18Mas o Senhor pousa o olhar sobre os que o temem, e que confiam esperando em seu amor, 19para da morte libertar as suas vidas e alimentá-los quando é tempo de penúria. ℟.

℟. Transborda em toda a terra a bondade do Senhor!

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Eu tudo considero como perda e como lixo, a fim de eu ganhar Cristo e ser achado nele! (Fl 3, 8-9) ℟.
Evangelho — Lc 12, 49-53

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 49“Eu vim para lançar fogo sobre a terra, e como gostaria que já estivesse aceso! 50Devo receber um batismo, e como estou ansioso até que isto se cumpra!
51Vós pensais que eu vim trazer a paz sobre a terra? Pelo contrário, eu vos digo, vim trazer divisão. 52Pois, daqui em diante, numa família de cinco pessoas, três ficarão divididas contra duas e duas contra três; 53ficarão divididos: o pai contra o filho e o filho contra o pai; a mãe contra a filha e a filha contra a mãe; a sogra contra a nora e a nora contra a sogra”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
São João Paulo II (Memória Facultativa)

Local: Cidade do Vaticano
Data: 22 de Outubro † 2005

Karol Wojtyła nasceu a 18 de Maio de 1920 em Wadowice, na Polônia meridional, onde viveu até 1938, quando se inscreveu na faculdade de filosofia da Universidade Jagelónica e se transferiu para Cracóvia. No Outono de 1940 trabalhou como operário nas minas de pedra e depois numa fábrica química. Em Outubro de 1942 entrou no seminário clandestino de Cracóvia e a 1 de Novembro de 1946 foi ordenado sacerdote.

A 4 de Julho de 1958, Pio XII nomeou-o bispo auxiliar de Cracóvia. Recebeu a ordenação episcopal a 28 de Setembro seguinte. Como lema episcopal escolheu a expressão mariana Totus tuus de são Luís Maria Grignion de Montfort.

Primeiro como auxiliar e depois, a partir de 13 de Janeiro de 1964, como arcebispo de Cracóvia, participou em todas as sessões do concílio Vaticano II. A 26 de Junho de 1967 foi criado cardeal por Paulo VI.

Em 1978 participou no conclave convocado depois da morte de Montini e no sucessivo após o inesperado falecimento de Luciani. Na tarde de 16 de Outubro, depois de oito escrutínios, foi eleito Papa. Primeiro Pontífice eslavo da história e primeiro não italiano depois de quase meio milênio, desde o tempo de Adriano VI (1522-1523).

Personalidade poliédrica e carismática, afirmou-se imediatamente pela grande capacidade comunicativa e pelo estilo pastoral fora dos esquemas. A têmpera e o vigor de uma idade relativamente jovem permitiu que empreendesse uma atividade intensíssima, ritmada sobretudo pelo multiplicar-se das visitas e das viagens: no total foram 104 internacionais e 146 na Itália, com 129 países visitados nos cinco continentes.

Desde o início trabalhou para dar voz à chamada Igreja do silêncio. A insistência sobre os temas dos direitos do homem e da liberdade religiosa tornou-se assim uma constante do seu magistério. Tanto que hoje é largamente reconhecido o contributo relevante da sua ação para as vicissitudes que determinaram a queda do muro de Berlim em 1989 e o sucessivo colapso dos regimes filo-soviéticos. Neste contexto provavelmente insere-se o gravíssimo episódio do atentado do qual foi vítima a 13 de Maio de 1981 por obra do turco Ali Agca.

Ao lado da polêmica anticomunista, desenvolveu-se também uma leitura crítica do capitalismo, submetido a uma análise crítica em três das suas 14 encíclicas: a Laborem exercens (1981), a Sollicitudo rei socialis (1987) e a Centesimus annus (1991). Também foi assídua a sua atividade a favor da paz, que se entrelaça com a busca do diálogo com as grandes religiões — em particular com o judaísmo e com o islã — e com o novo impulso impresso no caminho ecumênico.

Em 1983 promulgou o novo Codex iuris canonici e depois providenciou a reforma da Cúria romana com a constituição apostólica Pastor bonus de 1988. Favoreceu também a dimensão da colegialidade episcopal no governo da Igreja, sobretudo através da convocação de quinze sínodos dos bispos. Entre os números de um pontificado bastante longo — em segundo lugar por duração só ao de Pio IX (1846-1878) — podem ser mencionadas também as frequentes cerimônias de beatificação e canonização, durante as quais foram proclamados 1.338 beatos e 482 santos.

Com o passar dos anos a atenção do Pontífice focalizou-se sobretudo na celebração do grande jubileu do ano 2000. O evento assumiu um significado altamente simbólico no âmbito da sua missão pastoral e teve uma forte importância penitencial, expressa de modo emblemático no dia do perdão (12 de Março).

O encerramento do jubileu abriu a fase conclusiva do pontificado, marcada sobretudo pelo progressivo agravamento das condições de saúde do Papa, que depois de uma longa e angustiante agonia morreu na noite de 2 de Abril de 2005.

Após 26 dias do seu falecimento, Bento XVI concedeu a dispensa dos cinco anos de expectativa prescritos permitindo o início da causa de canonização. E o mesmo Papa o proclamou beato a 1 de Maio de 2011. Foi canonizado a 27 de abril de 2014 pelo Papa Francisco.

Fonte: vatican.va

São João Paulo II, rogai por nós!

Publicado em

QUARTA-FEIRA, DIA 21 DE OUTUBRO DE 2026

XXIX SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde

Primeira leitura
— Ef 3, 2-12

Leitura da Carta de São Paulo aos Efésios

Irmãos, 2se ao menos soubésseis da graça que Deus me concedeu para realizar o seu plano a vosso respeito, 3como, por revelação, tive conhecimento do mistério, tal como o esbocei rapidamente. Ao ler-me, podeis conhecer a percepção que eu tenho do mistério de Cristo. 5Este mistério, Deus não o fez conhecer aos homens das gerações passadas mas acaba de o revelar agora, pelo Espírito, aos seus santos apóstolos e profetas: 6os pagãos são admitidos à mesma herança, são membros do corpo, são associados à mesma promessa em Jesus Cristo, por meio do Evangelho.
7Disto eu fui feito ministro pelo dom da graça que Deus me concedeu no exercício do seu poder. 8Eu, que sou o último de todos os santos, recebi esta graça de anunciar aos pagãos a insondável riqueza de Cristo 9e de mostrar a todos como Deus realiza o mistério desde sempre escondido nele, o criador do universo.
10Assim, doravante, as autoridades e poderes nos céus conhecem, graças à Igreja, a multiforme sabedoria de Deus, 11de acordo com o desígnio eterno que ele executou em Jesus Cristo, nosso Senhor. 12Em Cristo nós temos, pela fé nele, a liberdade de nos aproximarmos de Deus com toda a confiança.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Is 12, 2-3. 4bcd. 5-6 (R. cf. 3)

℟. Com alegria bebereis do manancial da salvação.

— 2Eis o Deus, meu Salvador, eu confio e nada temo; o Senhor é minha força, meu louvor e salvação. 3Com alegria bebereis do manancial da salvação, ℟.

℟. Com alegria bebereis do manancial da salvação.

— 4be direis naquele dia: “Dai louvores ao Senhor, cinvocai seu santo nome, anunciai suas maravilhas, dentre os povos proclamai que seu nome é o mais sublime. ℟.

℟. Com alegria bebereis do manancial da salvação.

— 5Louvai cantando ao nosso Deus, que fez prodígios e portentos, publicai em toda a terra suas grandes maravilhas! 6Exultai cantando alegres, habitantes de Sião, porque é grande em vosso meio o Deus Santo de Israel!” ℟.

℟. Com alegria bebereis do manancial da salvação.

℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Vigiai, diz Jesus, vigiai, pois, no dia em que não esperais, o vosso Senhor há de vir. (Mt 24, 42a. 44) ℟.
Evangelho — Lc 12, 39-48

℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.

℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 39“Ficai certos: se o dono da casa soubesse a hora em que o ladrão iria chegar, não deixaria que arrombasse a sua casa. 40Vós também ficai preparados! Porque o Filho do Homem vai chegar na hora em que menos o esperardes”.
41Então Pedro disse: “Senhor, tu contas esta parábola para nós ou para todos?” 42E o Senhor respondeu: “Quem é o administrador fiel e prudente que o senhor vai colocar à frente do pessoal de sua casa para dar comida a todos na hora certa? 43Feliz o empregado que o patrão, ao chegar, encontrar agindo assim! 44Em verdade eu vos digo: o senhor lhe confiará a administração de todos os seus bens.
45Porém, se aquele empregado pensar: ʽMeu patrão está demorandoʼ, e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, 46o senhor daquele empregado chegará num dia inesperado e numa hora imprevista, ele o partirá ao meio e o fará participar do destino dos infiéis.
47Aquele empregado que, conhecendo a vontade do senhor, nada preparou, nem agiu conforme a sua vontade, será chicoteado muitas vezes 48Porém, o empregado que não conhecia essa vontade e fez coisas que merecem castigo, será chicoteado poucas vezes. A quem muito foi dado, muito será pedido; a quem muito foi confiado, muito mais será exigido!
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.

SANTO DO DIA
Santa Úrsula e companheiras (Memória Facultativa)

Local: Colônia, Alemanha
Data: 21 de Outubro † c. s. IV

Por causa de uma pequena linha, o céu e a devoção dos fiéis foram enriquecidos de 10.989 santas. Parece já fora de dúvida que santa Úrsula não sofreu absolutamente o martírio com 11.000 virgens, mas só com 11. Todos sabem que onze em algarismos romanos se escreve XI, mas basta uma pequena linha colocada sobre este número para multiplicá-lo por mil. As epígrafes antigas não são claras nem para os estudiosos. Assim quando se encontrou no século VIII, nas proximidades de uma igreja de Colônia, na Alemanha, um túmulo com algumas relíquias de meninas e com uma inscrição que falava de Úrsula e companheiras, foi muito fácil à devoção popular pensar que se tratasse de um exército de meninas.

Naturalmente, logo se encontrou quem explicasse um particular e quem outro, assim com o passar de pouco tempo pôde-se dispor de uma narração, lendária sim, mas bastante verossímil (ao menos para a boa fé dos simples fiéis que deram à história notoriedade e difusão). Dizia essa narração popular que Úrsula era filha de rei cristão da Inglaterra. Menina muito bela, ainda na tenra idade de oito anos, suscitou admiração e amor de príncipe pagão, que logo a pediu em casamento.

A menina, bela de corpo e ainda mais bela de alma, já havia se doado a Deus secretamente com um voto e como visse que o próprio pai olhava com simpatia o jovem pretendente, julgou mais prudente não manifestar logo essa circunstância, mas recorrer a algum truque para tornar impossível ou pelo menos muito remota a possibilidade do matrimônio. Ela pediu, portanto, três anos de tempo para melhor conhecer a vontade de Deus a seu respeito; a conversão do jovem pretendente; por fim, que ela e cada uma de suas dez escravas tivessem mil escravas cada uma.

A primeira e terceira condições foram cumpridas no mais breve tempo possível. E para passar os três anos, Úrsula julgou oportuno partir com toda a sua legião de meninas, em grande parte pagãs, para o continente, subindo as margens do Reno: uma a uma todas as companheiras de Úrsula, atraídas pela palavra e pelo exemplo da piedosa princesa, pediram o batismo. Foram todas batizadas em Basileia. No caminho de volta a Colônia, encontraram-se com os hunos de Átila, que massacraram as meninas, com exceção de Úrsula, pela qual se entusiasmou Átila e resolveu matá-la pessoalmente.

Referência:
SGARBOSSA, Mario; GIOVANNI, Luigi. Um santo para cada dia. São Paulo: Paulus, 1983. 397 p. Tradução de: Onofre Ribeiro. Adaptações: Equipe Pocket Terço.

Santa Úrsula e companheiras, rogai por nós!