XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde
Primeira leitura
— Fl 3, 3-8a
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses
Irmãos, 3os verdadeiros circuncidados somos nós, que prestamos culto pelo Espírito de Deus, colocamos a nossa glória em Cristo Jesus e não pomos confiança na carne. 4Aliás, também eu poderia pôr minha confiança na carne. Pois, se algum outro pensa que pode confiar na carne, eu mais ainda. 5Fui circuncidado no oitavo dia, sou da raça de Israel, da tribo de Benjamim, hebreu filho de hebreus. Em relação à Lei, fariseu, 6pelo zelo, perseguidor da Igreja de Deus; quanto à justiça que vem da Lei, sempre irrepreensível.
7Mas essas coisas, que eram vantagens para mim, considerei-as como perda, por causa de Cristo. 8aNa verdade, considero tudo como perda diante da vantagem suprema que consiste em conhecer a Cristo Jesus, meu Senhor.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 104(105), 2-3. 4-5. 6-7 (R. 3b)
℟. Exulte o coração dos que buscam o Senhor!
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia
— 2Cantai, entoai salmos para ele, publicai todas as suas maravilhas! 3Gloriai-vos em seu nome que é santo, exulte o coração que busca a Deus! ℟.
℟. Exulte o coração dos que buscam o Senhor!
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia
— 4Procurai o Senhor Deus e seu poder, buscai constantemente a sua face! 5Lembrai as maravilhas que ele fez, seus prodígios e as palavras de seus lábios! ℟.
℟. Exulte o coração dos que buscam o Senhor!
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia
— 6Descendentes de Abraão, seu servidor, e filhos de Jacó, seu escolhido, 7ele mesmo, o Senhor, é nosso Deus, vigoram suas leis em toda a terra. ℟.
℟. Exulte o coração dos que buscam o Senhor!
Ou: Aleluia, Aleluia, Aleluia
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o Senhor. (Mt 11, 28) ℟.
Evangelho — Lc 15, 1-10
℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.
℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles”. 3Então Jesus contou-lhes esta parábola:
4“Se um de vós tem cem ovelhas e perde uma, não deixa as noventa e nove no deserto, e vai atrás daquela que se perdeu, até encontrá-la? 5Quando a encontra, coloca-a nos ombros com alegria, 6e, chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos, e diz: ʽAlegrai-vos comigo! Encontrei a minha ovelha que estava perdida!ʼ 7Eu vos digo: Assim haverá no céu mais alegria por um só pecador que se converte, do que por noventa e nove justos que não precisam de conversão.
8E se uma mulher tem dez moedas de prata e perde uma, não acende uma lâmpada, varre a casa e a procura cuidadosamente, até encontrá-la? 9Quando a encontra, reúne as amigas e vizinhas, e diz: ʽAlegrai-vos comigo! Encontrei a moeda que tinha perdido!ʼ 10Por isso, eu vos digo, haverá alegria entre os anjos de Deus por um só pecador que se converte”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
SANTO DO DIA
Santa Bertila, uma nobre monja francesa que foi santa
Origem
Na França, a pequena Bertila, nascida em 630, de pais nobres e piedosos, não sentia satisfação com a vida fútil só de folguedos e festas. Com o passar dos anos, aumentou essa insatisfação e a certeza de que não encontraria a felicidade nos prazeres que o mundo oferecia, nas aldeias e nos palácios. Dizia sempre que sua vida estava destinada à caridade e à humildade a serviço de Deus. E, assim, aconteceu.
No início da adolescência, a seu pedido e com aprovação dos pais, ingressou no Mosteiro beneditino de Jouarre, próximo de Paris. A superiora era a própria a Santa Teodequildes, que logo percebeu a extrema vocação de Bertila. De fato, mesmo com pouca idade, ela assumiu com dedicação vários cargos de responsabilidade. Acabou sendo indicada para dirigir o novo Mosteiro de Chelles, fundado pela rainha Batildes, esposa do rei Clóvis II, e construído também nos arredores de Paris.
Piedade e caridade que ganharam a Europa
Bertila foi para lá no ano 659, como abadessa. O fervor que transmitia na piedade e caridade contagiou a todas as religiosas. A fama de celeiro de santidades do mosteiro ganhou as cortes de toda Europa. E os pedidos para ingressar no Mosteiro de Chelles começaram a chegar de todos os lugares. Eram dezenas e mais dezenas de mulheres que queriam seguir o exemplo de humildade da abadessa Bertila, abandonando a nobreza para dedicar a vida à penitencia, oração e caridade, aos pobres e doentes abandonados.
Assim, no Mosteiro de Chelles, ingressaram várias princesas e rainhas. Até mesmo a sua fundadora, rainha Batildes, que, influenciada pela jovem abadessa, trocou a coroa pelo hábito beneditino.
Santa incansável, páscoa e lembrança
A incansável Santa Bertila, como era chamada por todos ainda em vida, dirigiu a instituição por quarenta e seis anos, até morrer em 5 de novembro de 705. O seu corpo foi sepultado no cemitério do mosteiro, local que logo se tornou rota de peregrinação dos fiéis, desejosos de agradecer a intercessão da querida santa.
Mais tarde, o culto foi confirmado pela Igreja, e também a festa de Santa Bertila, que ocorre no dia de sua morte. As suas relíquias, hoje, estão guardadas na bela Catedral de Chelles.
Santa Bertila, rogai por nós!
Outros santos e beatos celebrados em 05 de novembro
• Em Cesareia da Palestina, São Donino, mártir, que, ainda jovem médico, no início da perseguição de Diocleciano foi condenado ao trabalho nas minas de Mísmiya, onde, depois de sofrer cruéis vexações, foi lançado ao fogo por ordem do prefeito Urbano, no ano quinto da perseguição, por permanecer firme na confissão da fé. († 307)
• Também em Cesareia da Palestina, a comemoração dos santos Teótimo, Filoteu e Timóteo, mártires, que, sendo ainda jovens, foram condenados aos jogos de circo para diversão da plebe e depois, com Santo Auxêncio, já ancião, lançados às feras. († 307)
• Na Apúlia, região da Itália, São Marcos, bispo de Ecano. († c. s. IV)
• Em Tréveris, na Renânia da Austrásia, actualmente na Alemanha, São Fibício, bispo. († c. 450)
• Na Bretanha Menor, actualmente na França, São Guetnoco, venerado como irmão dos santos Vinvaleu e Jacuto. († s. VI)
• Em Beziers, na Gália Narbonense, igualmente na França, São Geraldo, bispo, homem de admirável honradez e simplicidade, que, sendo cónego regular, foi constrangido a aceitar o episcopado, em cuja dignidade se mostrou ainda mais humilde. († 1123)
• Em Constantinopla, hoje Istambul, na Turquia, o Beato Gómidas Keumurgian (Cosme de Carboniano), presbítero e mártir, que, sendo pai de família, nascido e ordenado na Igreja da Arménia, por se manter firme na confissão e propagação da fé católica professada no Concílio de Calcedónia, sofreu muitas tribulações e finalmente foi degolado enquanto recitava o Símbolo niceno. († 1707)
• Perto do rio Hung Yen, no Tonquim, hoje no Vietnam, São Domingos Mâu, presbítero da Ordem dos Pregadores e mártir, que, na perseguição do imperador Tu Duc, por mostrar publicamente a coroa do Rosário e exortar os cristãos à profissão da fé, foi conduzido ao suplício da decapitação, orando com as mãos juntas como quem sobe ao altar. († 1858)
• Em Parma, na Itália, São Guido Maria Confórti, bispo, que, como bom pastor, velou sempre pela defesa da Igreja e da fé do seu povo e, movido pela solicitude da evangelização dos povos, fundou a Pia Sociedade de São Francisco Xavier. († 1931)
• Em Madrid, na Espanha, o Beato João António Burró Más, religioso da Ordem de São João de Deus e mártir, que, por causa do seu testemunho evangélico, foi assassinado durante a perseguição contra a Igreja. († 1936)
• Em El Saler, localidade próxima de Valência, também na Espanha, a Beata Maria do Carmo Viel Ferrando, virgem e mártir, que na mesma perseguição consumou o combate glorioso. († 1936)
• Na fortaleza de Hof, na Alemanha, o Beato Bernardo Lichtenberg, presbítero e mártir, que, ao ver ofendida a dignidade de Deus e dos homens, orava publicamente pelos judeus desumanamente torturados e detidos; por isso foi enviado para o campo de concentração de Dachau e, durante a viagem para o cativeiro, foi barbaramente oprimido por iníquas vexações e morreu corajosamente por Cristo. († 1943)
• No campo de concentração da cidade de Abez, na Sibéria, província da Rússia, o Beato Gregório Lakota, bispo de Przemysl e mártir, que, durante a ignóbil perseguição contra a fé cristã na sua pátria, superando os tormentos corporais, morreu intrepidamente por Cristo. († 1950)
Fonte:
• Arquisp.org.br
• paulinas.org.br
• Martirológio Romano
– Pesquisa e Redação: Leonardo Girotto
Beato Bernardo Lichtenberg (Memória Facultativa)
Local: Hof, Alemanha
Data: 05 de Novembro † 1943
Bernardo Lichtenberg nasceu em 3 de dezembro de 1875 em Ohlau na Silésia (hoje Olawa na Polônia).
Em 21 de junho de 1899 foi ordenado sacerdote em Breslau. Em 1900 ele foi transferido para Berlim. Em 1935, quando o vigário capitular adoeceu, ele foi encarregado de dirigir a diocese de Berlim.
Tendo sabido da situação nos campos de concentração, ele protestou contra tais abusos.
Compartilhando as ideias do bispo de Münster, Clement Augustine von Galen (1878-1946), em 1941 ele protestou contra a eliminação dos doentes mentais: enviou uma carta ao chefe da Ordem Médica do Reich e ao Chanceler do Reich, Hitler. Ele também fez o possível para defender os “não-arianos”.
Em outubro de 1941, ele preparou um comunicado para ser lido do púlpito contra a perseguição aos judeus. Denunciado por duas mulheres, no entanto, ele foi preso pela Gestapo em 23 de outubro de 1941. Permaneceu na prisão até 23 de outubro de 1943. Mas em 28 de outubro, com a saúde debilitada, foi enviado para o campo de Dachau. A viagem custou-lhe a vida: faleceu a 5 de novembro.
Foi beatificado por João Paulo II em 1996 em Berlim.
Fonte: causesanti.va
Beato Bernardo Lichtenberg, rogai por nós!



