XXX SEMANA DO TEMPO COMUM
Cor Litúrgica verde
Primeira leitura
— Fl 2, 5-11
Leitura da Carta de São Paulo aos Filipenses
Irmãos, 5tende entre vós o mesmo sentimento que existe em Cristo Jesus. 6Jesus Cristo, existindo em condição divina, não fez do ser igual a Deus uma usurpação, 7mas ele esvaziou-se a si mesmo, assumindo a condição de escravo e tornando-se igual aos homens. Encontrado com aspecto humano, 8humilhou-se a si mesmo, fazendo-se obediente até a morte, e morte de cruz.
9Por isso, Deus o exaltou acima de tudo e lhe deu o Nome que está acima de todo nome. 10Assim, ao nome de Jesus, todo joelho se dobre no céu, na terra e abaixo da terra, 11e toda língua proclame : “Jesus Cristo é o Senhor” – para a glória de Deus Pai.
— Palavra do Senhor.
— Graças a Deus.
Salmo Responsorial — Sl 21(22), 26b-27. 28-30a. 31-32 (R. 26a)
℟. Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!
— 26bCumpro meus votos ante aqueles que vos temem! 27Vossos pobres vão comer e saciar-se, e os que procuram o Senhor o louvarão: “Seus corações tenham a vida para sempre!” ℟.
℟. Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!
— 28Lembrem-se disso os confins de toda a terra, para que voltem ao Senhor e se convertam, e se prostrem, adorando, diante dele todos os povos e as famílias das nações. 29Pois ao Senhor é que pertence a realeza; ele domina sobre todas as nações. 30aSomente a ele adorarão os poderosos. ℟.
℟. Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!
— 31Toda a minha descendência há de servi-lo; às futuras gerações anunciará, 32o poder e a justiça do Senhor; ao povo novo que há de vir, ela dirá: “Eis a obra que o Senhor realizou!” ℟.
℟. Ó Senhor, sois meu louvor em meio à grande assembleia!
℟. Aleluia, Aleluia, Aleluia.
℣. Vinde a mim, todos vós que estais cansados, e descanso eu vos darei, diz o senhor. (Mt 11, 28) ℟.
Evangelho — Lc 14, 15-24
℣. O Senhor esteja convosco.
℟. Ele está no meio de nós.
℣. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo ✠ segundo Lucas
℟. Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 15um homem que estava à mesa, disse a Jesus: “Feliz aquele que come o pão no Reino de Deus!” 16Jesus respondeu: “Um homem deu um grande banquete e convidou muitas pessoas. 17Na hora do banquete, mandou seu empregado dizer aos convidados: ʽVinde, pois tudo está prontoʼ.
18Mas todos, um a um, começaram a dar desculpas. O primeiro disse: ʽComprei um campo, e preciso ir vê-lo. Peço-te que aceites minhas desculpasʼ. 19Um outro disse: ʽComprei cinco juntas de bois, e vou experimentá-las. Peço-te que aceites minhas desculpasʼ. 20Um terceiro disse: ʽAcabo de me casar e, por isso, não posso irʼ.
21O empregado voltou e contou tudo ao patrão. Então o dono da casa ficou muito zangado e disse ao empregado: ʽSai depressa pelas praças e ruas da cidade. Traze para cá os pobres, os aleijados, os cegos e os coxosʼ. 22O empregado disse: ʽSenhor, o que tu mandaste fazer foi feito, e ainda há lugarʼ. 23O patrão disse ao empregado: ʽSai pelas estradas e atalhos, e obriga as pessoas a virem aqui, para que minha casa fique cheiaʼ. 24Pois eu vos digo: nenhum daqueles que foram convidados provará do meu banqueteʼ”.
— Palavra da Salvação.
— Glória a vós, Senhor.
SANTO DO DIA
São Martinho de Lima (Memória Facultativa)
Local: Lima, Peru
Data: 03 de Novembro † 1639
Martinho de Porres, chamado também Martinho de Lima pela cidade onde viveu e veio a falecer, nasceu em 1579. Era filho natural de um fidalgo espanhol e de uma mulata panamenha. O valor representativo de São Martinho na história da santidade deriva do fato de ser ele filho ilegítimo, que enfrentou e superou em sua vida toda discriminação de cor e de origem. A sociedade branca de Lima tampouco estava disposta a perdoar a Martinho o “pecado” de sua pele escura e de sua origem escrava: a sombra desta humilhação devia acompanhá-lo durante toda a vida.
Educado por sua mãe no santo temor de Deus, começou ainda criança a trabalhar como aprendiz de barbeiro. Era uma profissão manual, como tal desprezada pelos que tinham aspirações à nobreza, embora não coincidisse, totalmente, com a profissão de barbeiro de hoje, pois naquele tempo o barbeiro era também dentista e cirurgião. Martinho fez de sua profissão um exercício de caridade para com os pobres.
Para colocar-se totalmente a serviço dos pobres, quis entrar na Ordem Dominicana. Aqui o esperava nova humilhação. Por sua cor e origem, não podia ser admitido nem como sacerdote nem como irmão leigo. Entrou simplesmente como oblato, como eram chamados os leigos agregados a um convento. Suas funções eram as mais humildes, mas sua vida espiritual, a mais profunda. Mais tarde, em atenção às suas virtudes, lhe foi concedido, excepcionalmente, a profissão de irmão leigo na Ordem.
Humildade, piedade e espírito de caridade foram as características de sua vida. Sua cela, no convento em Lima no Peru, era um depósito de ervas com que atendia aos doentes do convento e de fora. Dedicava sua vida literalmente aos pobres. Fazia-se mendigo, pedindo esmolas, por amor aos mendigos. Com as esmolas que conseguia, fundou um hospital para os meninos abandonados. De sua intensa oração brotavam os milagres. Assim, sem fazer coisas extraordinárias, Martinho de Porres chegou a um alto grau de santidade. O centro de tudo era a caridade.
Faleceu santamente em Lima, no dia 3 de novembro de 1639, com 60 anos de idade. Imediatamente após a morte foi honrado e venerado como santo. Foi beatificado em 1873 e canonizado pelo papa João XXIII em 1962.
O papa João XXIII, na homilia de sua canonização, o chama de “Martinho da caridade”. A Oração coleta realça em São Martinho a virtude da humildade, o caminho mais seguro para os céus.
A Antífona do Benedictus indica bem a vocação universal da santidade, independente de raça, cor ou origem: Bendito seja o Senhor Deus, que libertou todos os povos, e das trevas chamou para sua luz maravilhosa.
A Antífona do Magnificat indica o caminho de santidade legado por São Martinho de Lima: Glorifiquemos o Senhor, que exaltou com dons celestes seu servo humilde São Martinho.
Referência:
BECKHÄUSER, Frei Alberto. Os Santos na Liturgia: testemunhas de Cristo. Petrópolis: Vozes, 2013. 391 p. Adaptações: Equipe Pocket Terço.
São Martinho de Lima, rogai por nós!



